Dimensão funcional da af ligada à saúde prof daniela

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Dimensão funcional da af ligada à saúde prof daniela

  1. 1. DIMENSÃO FUNCIONAL DA APTIDÃO FÍSICA LIGADA À SAÚDE
  2. 2. CAPACIDADE AERÓBICA <ul><li>É a capacidade do indivíduo sustentar um exercício, que proporcione um ajuste cardio-respiratório e hemodinâmico global ao esforço, realizado com intensidade moderada e duração mais ou menos longa, no qual a energia provenha principalmente do metabolismo oxidativo (Carnaval, 2002). </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Capacidade de realizar exercício dinâmico de intensidade moderada com grandes grupos musculares, por longos períodos. Depende do estado funcional dos sistemas respiratório, cardiovascular e músculo-esquelético. </li></ul><ul><li>Relaciona-se com a saúde porque baixos níveis de resistência aeróbica têm sido associados ao aumento de risco de doenças crônico não-transmissíveis (ACSM, 2000). </li></ul>
  4. 4. Avaliação <ul><li>Realizada através da determinação do consumo máximo de oxigênio, de duas formas: </li></ul><ul><li>- Direta : na qual o consumo de oxigênio é medido diretamente pelo espirômetro; </li></ul><ul><li>- Indireta : na qual o consumo de oxigênio é calculado (estimado) a partir da FC, distância percorrida, carga de resistência do ergômetro, velocidade, por meio de nomogramas e fórmulas de regressão desenvolvidas através da medida direta. </li></ul>
  5. 5. Medida Indireta <ul><li>Protocolos de Laboratório </li></ul><ul><li>Protocolos de Campo </li></ul><ul><li>Protocolos Máximos </li></ul><ul><li>Protocolos Submáximos </li></ul><ul><li>Protocolos Contínuos </li></ul><ul><li>Protocolos Intermitentes </li></ul>
  6. 6. Determinação da FC máxima para esforço <ul><li>FC máxima = 205 – (0,42 x idade) Sheffield </li></ul><ul><li>FC máxima = 210 – (0,65 x idade) Jones </li></ul><ul><li>FC máxima = 220 – idade </li></ul><ul><li>Karvonen </li></ul>
  7. 7. Protocolos de Laboratório <ul><li>Banco : </li></ul><ul><li>Astrand (40 e 33cm, 120 bpm, 5 min, FC) </li></ul><ul><li>Katch & MacArdle (41cm, 88 a 96 bpm, 3 min, FC) </li></ul><ul><li>Harvard (50,4cm, 120 bpm, 5 min, FC) </li></ul><ul><li>Balke (10, 20, 30, 40 e 50cm, 120 bpm, 2 min/estágio até FC máx, altura do banco) </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Cicloergômetro : </li></ul><ul><li>Astrand (60 rpm, 100 e 150W, 6 min, FC média do 5º e 6º min entre 130 e 170) </li></ul><ul><li>Balke (a cada 2 min aumenta 25 ou 50W até FC máx, última carga e peso) </li></ul><ul><li>Bruce (a cada 3 min aumenta 25 ou 50W até FC máx, última carga) </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Esteira : </li></ul><ul><li>Balke (3,3mph, aumenta inclinação em 1% a cada minuto, tempo de duração do teste) </li></ul><ul><li>Bruce (início com 2,7km/h e inclinação de 10%, a cada estágio de 3 min aumenta inclinação e velocidade conforme tabela, tempo total) </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Ellestad (início com 1,7mph e inclinação de 10%, a cada estágio de 3 ou 2 min aumenta inclinação e velocidade conforme tabela, tempo total) </li></ul><ul><li>Naughton (2 mph, início com 0% de inclinação, a cada estágio de 3 min aumenta a inclinação em 3,5%, inclinação final) </li></ul>
  11. 11. Protocolos de Campo <ul><li>15 min de Balke (maior distância em 15 min em ritmo constante, com distância percorrida calcula a velocidade média e coloca na fórmula) </li></ul><ul><li>12 min de Cooper (maior distância em 12 min, distância percorrida) </li></ul><ul><li>2400m de Cooper (no menor tempo, tempo e distância) </li></ul><ul><li>1600m ou 1 milha (caminhar a distância e medir FC ao final, FC, peso, idade, sexo e tempo) </li></ul><ul><li>3km (no menor tempo, velocidade média) </li></ul>
  12. 12. Observações <ul><li>Tempo ótimo de teste: ± 12 minutos </li></ul><ul><li>Evitar cafeína, álcool e fumo antes do teste </li></ul><ul><li>Cuidar tipo de alimentação e evitar jejum antes do teste </li></ul><ul><li>Protocolos máximos exigem acompanhamento cardiológico </li></ul><ul><li>Protocolos contínuos são mais eficientes </li></ul>
  13. 13. Controvérsias <ul><li>Critério utilizado para saber se o VO 2 máximo foi atingido em exercício com aumento progressivo de cargas: demonstrar um platô ou não? Menos de 50% dos testados demonstra platô. </li></ul><ul><li>Se não demonstra platô, o termo correto é VO 2 de pico. </li></ul><ul><li>Outros critérios: concentração de lactato > 8 mmol/L, QR > 1 e FC ao final > 85% da máxima prevista. </li></ul>
  14. 14. Valores de VO 2 max em alguns atletas homens (Astrand & Rodahl, 1986) <ul><li>Corrida de longa distância = 80 ml/kg.min </li></ul><ul><li>Orientação = 80 ml/kg.min </li></ul><ul><li>Ciclismo = 72 ml/kg.min </li></ul><ul><li>Caminhada = 70 ml/kg.min </li></ul><ul><li>Remo = 65 ml/kg.min </li></ul><ul><li>Basquetebol = 60 ml/kg.min </li></ul><ul><li>Futebol = 58 ml/kg.min </li></ul><ul><li>Tênis = 56 ml/kg.min </li></ul><ul><li>Destreinado = 40 ml/kg.min </li></ul>
  15. 15. Valores normais de VO 2 max. conforme idade <ul><li>Idade Homem Mulher </li></ul><ul><li>20-29 43 ml/kg.min 36 ml/kg.min </li></ul><ul><li>30-39 42 34 </li></ul><ul><li>40-49 40 32 </li></ul><ul><li>50-59 36 29 </li></ul><ul><li>60-69 33 27 </li></ul><ul><li>70-79 29 27 </li></ul>
  16. 16. Classificação do VO 2 max. para insuficiência cardíaca <ul><li>Classe A: > 20 ml/kg.min </li></ul><ul><li>Classe B: entre 16 e 20 ml/kg.min </li></ul><ul><li>Classe C: entre 10 e 15 ml/kg.min </li></ul><ul><li>Classe D: < 10 ml/kg.min </li></ul><ul><li>(Weber et al ., 1982) </li></ul>
  17. 17. CAPACIDADE ANAERÓBICA <ul><li>É a capacidade de um indivíduo sustentar o maior tempo possível uma atividade física de alta intensidade, em condições anaeróbicas, ou seja, em débito de oxigênio (Carnaval, 2002). </li></ul><ul><li>Diferentemente da capacidade aeróbica, a anaeróbica tende a melhorar entre infância e adulto jovem. </li></ul>
  18. 18. Protocolos de Campo <ul><li>40 seg de Matsudo (percorrer a maior distância em 40 segundos) – Tabela de Resultados de 7 a 18 anos </li></ul><ul><li>50 m (3 tiros de 50 m no menor tempo) </li></ul><ul><li>Teste de salto vertical é utilizado muitas vezes (avalia também impulsão vertical) </li></ul>
  19. 19. Protocolos de Laboratório <ul><li>Margaria-Kalamen (a 6m de uma escadaria, correr e subi-la de 3 em 3 degraus, acionando o cronômetro entre 3º e 9º degraus, registra menor tempo, peso corporal e altura entre degraus) – Adaptação para crianças, de 2 em 2 degraus) </li></ul><ul><li>Wingate (pedala em cicloergômetro o mais rápido possível, após acrescentar carga supramáxima-1N/kg, pedala por mais 30 seg.) – Pode se obter potência de pico, potência média e trabalho total realizado. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>90 seg. de Quebec (como o Wingate deve ser executado em ciclo de frenagem mecânica; após aquecimento, pedalar a 80 rpm até ajustar carga – 0.5N/kg e então pedala-se por 90 seg enquanto fotocélula registra nº de rotações por minuto conseguidas, manter a velocidade próxima a 130 rpm) </li></ul>
  21. 21. FLEXIBILIDADE <ul><li>Hipócrates por volta de 400 a.C. já descrevia lassitude ligamentar exagerada em determinado grupo étnico, que os impedia de lançar dardos sem provocar luxações. </li></ul><ul><li>Várias Síndromes foram descritas no final do século passado, relacionadas a uma grande mobilidade articular. </li></ul><ul><li>Trabalho científico mais antigo sobre medida da flexibilidade data de 1895 (Potter). </li></ul>
  22. 22. Conceitos <ul><li>Amplitude máxima passiva fisiológica de um dado movimento articular (Araújo, 1987). </li></ul><ul><li>Grau de amplitude do movimento de uma articulação (Carnaval, 2002). </li></ul><ul><li>Aptidão máxima para mover uma articulação por uma variação de movimento (ACSM, 2000). </li></ul>
  23. 23. Fatores Limitantes <ul><li>Estrutura óssea (Ex.: extensão do cotovelo é limitada pelo bico do olécrano no fundo da fossa olecriana) </li></ul><ul><li>Estrutura muscular (maior nas grandes articulações; ex.: tronco) </li></ul><ul><li>Ligamentos e tendões (elasticidade) </li></ul><ul><li>Gordura subcutânea (quando em excesso) </li></ul><ul><li>Pele (especialmente em algumas Síndromes) </li></ul>
  24. 24. Fatores Intervenientes <ul><li>Idade (grande, diminui, aumenta) </li></ul><ul><li>Sexo (mulheres mais flexíveis) </li></ul><ul><li>Aquecimento (  temperatura corporal,  viscosidade) </li></ul><ul><li>Temperatura ambiental </li></ul><ul><li>Tolerância à dor </li></ul><ul><li>Hora do dia (  das 12 às 19horas) </li></ul><ul><li>Composição Corporal (  gordura,  flexibilidade) </li></ul>
  25. 25. Importância na Saúde <ul><li>Hipomobilidade: freqüente em crianças e adolescentes com Diabetes Tipo I; ocorrência de lombalgia está associada. </li></ul><ul><li>Hipermobilidade: devido a variação étnica e geográfica; pode aumentar a chance de prolapso de válvula mitral e aumento da complacência aórtica. </li></ul>
  26. 26. Medidas Lineares <ul><li>Caracterizam-se por expressar resultados em escala de distância (cm, polegadas); </li></ul><ul><li>Utilizam fitas métricas, réguas ou trenas; </li></ul><ul><li>Testes de Cureton (1941) com 4 itens, Schober (1937) com flexão lombar e Sentar e Alcançar de Wells e Dillon (1952) no qual mede-se a distância da ponta dos dedos até o apoio dos pés (usado pela AAHPERD); </li></ul><ul><li>Apresentam como pontos fracos a incapacidade de dar uma visão global da flexibilidade e a interferência de medidas antropométricas. </li></ul>
  27. 27. Medidas Angulares <ul><li>Possuem resultados expressos em ângulos (entre 2 segmentos); </li></ul><ul><li>Existem goniômetros eletrônicos, de plástico, hidrogoniômetros, flexômetros; </li></ul><ul><li>Flexômetro de Leighton (1955) é muito usado; </li></ul><ul><li>Ponto fraco é a dificuldade em discriminar o ângulo entre dois movimentos dentro de um mesmo plano ou de encontrar uma posição neutra para a medida. </li></ul>
  28. 28. Medidas Adimensionais <ul><li>Medem flexibilidade através de valores dados às observações feitas pelo avaliador das amplitudes dos movimentos realizados; utilizam critérios ou mapas de análise previamente estabelecidos; </li></ul><ul><li>Existem testes considerando 2 até 13 posições distintas (Carter-Wilkinson, 1964; Beighton-Horan, 1969); </li></ul><ul><li>Flexiteste de Pavel e Araújo (1986) – 20 movimentos (8 mmii, 3 tronco e 9 mmss) medidos em escala crescente de 0 a 4. </li></ul>
  29. 29. Observações <ul><li>A flexibilidade é semelhante entre meninos e meninas até os 6-7 anos; </li></ul><ul><li>É rapidamente reduzida durante a 2ª fase da infância e puberdade; </li></ul><ul><li>O ritmo da redução da flexibilidade diminui dos 16 aos 40 anos; </li></ul><ul><li>A hipermobilidade (>70 pontos no flexiteste) é mais comum em mulheres e na infância; </li></ul>
  30. 30. <ul><li>O treinamento específico melhora a flexibilidade específica e geral; </li></ul><ul><li>Existe um padrão de mobilidade para determinadas modalidades esportivas e para outras esta não é alterada; </li></ul><ul><li>Um alto grau de mobilidade favorece o aprendizado ou aperfeiçoamento de atos motores desportivos; </li></ul><ul><li>Existe maior variabilidade global na flexibilidade de indivíduos adultos do que em crianças; </li></ul><ul><li>O aquecimento melhora a amplitude máxima passiva fisiológica de alguns movimentos. </li></ul>
  31. 31. R.M.L <ul><li>Capacidade de um segmento do corpo de realizar e sustentar um movimento por um longo período de tempo (Carnaval, 2002). </li></ul><ul><li>Capacidade de um grupo muscular realizar contrações repetidas, contra uma carga ou sustentar uma contração por um período grande de tempo (Foss & Keteyian, 1995). </li></ul>
  32. 32. Fatores Intervenientes <ul><li>Força muscular </li></ul><ul><li>Número de capilares (maior oxigenação) </li></ul><ul><li>Reserva energética do músculo </li></ul><ul><li>Concentração de mioglobina (maior armazenamento de oxigênio) </li></ul><ul><li>Capacidade psicológica de suportar esforços </li></ul>
  33. 33. Formas de Avaliar <ul><li>Fixa-se tempo longo e mede-se o nº de repetições realizadas; </li></ul><ul><li>Fixa-se um nº grande de repetições e mede-se o tempo gasto para realizá-las; </li></ul><ul><li>Mede-se o nº máximo de repetições que o testado é capaz de realizar, de forma contínua e no mesmo ritmo, até a exaustão; </li></ul><ul><li>Os exercícios mais usados são os abdominais e apoio de frente sobre o solo. </li></ul>
  34. 34. FORÇA <ul><li>Capacidade de usar a energia mecânica produzindo contrações que levam o segmento ou o corpo a, vencendo resistências, superar oposições criadas pela ação das leis naturais que regem o universo (Rizzo Pinto, 1977); </li></ul><ul><li>Habilidade de modificar o estado de repouso ou movimento de uma resistência em uma única contração de duração ilimitada (Enoka, 1988). </li></ul>
  35. 35. Tipos de Força <ul><li>Isométrica : capacidade de realizar tensão muscular sem produzir movimento (F = R). </li></ul><ul><li>Dinâmica : capacidade de realizar tensão muscular produzindo movimento. Pode ser absoluta (valor máximo de força em um movimento) ou relativa (relação entre força absoluta e o peso corporal do indivíduo). </li></ul>
  36. 36. <ul><li>Isocinética – resistência é proporcional à força aplicada e à velocidade do movimento, gerando força máxima em cada ângulo do movimento; </li></ul><ul><li>Isotônica – força é menor ou maior que a resistência e há apenas um ponto de tensão máxima no movimento. Pode ser concêntrica (força é maior que resistência) ou excêntrica (resistência maior que força). </li></ul>
  37. 37. Fatores Limitantes <ul><li>Largura máxima de cada fibra fixada geneticamente; </li></ul><ul><li>Constituição biotipológica; </li></ul><ul><li>Idade (entre 20 e 30 anos de idade há maior desenvolvimento da força); </li></ul><ul><li>Sexo (níveis de testosterona); </li></ul><ul><li>Inervação e tipos de fibras; </li></ul><ul><li>Fatores emocionais. </li></ul>
  38. 38. Avaliação da Força Dinâmica <ul><li>Teste de 1 RM: </li></ul><ul><li>Aquecimento com 5 a 10 repetições com carga entre 40 a 60% da máxima estimada; </li></ul><ul><li>Aumento da carga e realiza 1ª tentativa. Deve-se fazer de 3 a 5 tentativas com 3 a 5 minutos de descanso entre elas. Pode-se fazer as tentativas de cargas de forma crescente ou decrescente. Pode ser feito com pesos livres ou em aparelhos. </li></ul><ul><li>Dinamometria: mão, costas, pernas. </li></ul>
  39. 39. Avaliação da Força Isométrica <ul><li>Manuais: subjetivos, cria-se com a mão uma resistência à contração de um músculo ou grupo muscular. Grau de força medido de 1 a 5; </li></ul><ul><li>Instrumentais: através de dinamômetros mecânicos, hidráulicos ou elétricos. </li></ul>
  40. 40. Avaliação da Força Isocinética <ul><li>Dinamômetros isocinéticos: Cybex </li></ul>

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