Avaliação do movimento humano prof daniela

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Avaliação do movimento humano prof daniela

  1. 1. AVALIAÇÃO DO MOVIMENTO HUMANO Profª Daniela Lopes dos Santos
  2. 2. HIPÓCRATES <ul><li>“ todas as partes do corpo que desempenham uma função, se usadas com moderação e exercitadas em atividades com as quais cada uma delas esteja acostumada, tornam-se automaticamente sadias, bem desenvolvidas e envelhecem mais lentamente; no entanto, se não forem usadas e permanecerem ociosas, acabarão por se tornar propensas a doenças, apresentar crescimento defeituoso e envelhecer com rapidez.” </li></ul>
  3. 3. QUALIDADE DE VIDA <ul><li>Expressão muito utilizada, na moda. Entretanto, não há ainda, um consenso sobre o que realmente significa. De forma geral, aplica-se ao indivíduo aparentemente saudável e ao seu grau de satisfação com a vida nos muitos aspectos que fazem parte dela. É facilmente confundida com o estado de felicidade, tendo portanto, um importante componente individual e subjetivo. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>A falta de um consenso em torno da definição de qualidade de vida tem levado muitos estudiosos a empregar o termo de forma reduzida e indiscriminada, desconsiderando sua rica complexidade. Geralmente é associada ao conceito de saúde no sentido de ausência de doenças. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>“Percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e do sistema de valores nos quais ele vive, considerando suas expectativas, padrões e preocupações” (OMS). </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Representa uma tentativa de nomear algumas características da experiência humana, sendo esta o fator central que determina a sensação subjetiva de bem estar; </li></ul><ul><li>Consiste na possessão dos recursos necessários para satisfação das necessidades e desejos individuais, a participação em atividades que permitem o desenvolvimento pessoal, auto-realização e a possibilidade de uma comparação satisfatória entre si mesmo e os outros (Assunção Jr. et al., 1999). </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Noção eminentemente humana que aproxima-se do grau de satisfação encontrado na vida familiar, amorosa, social e ambiental. Pressupõe uma síntese cultural de todos os elementos que determinada sociedade considera como seu padrão de conforto e bem-estar (Minayo et al., 1999). </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Equilíbrio das variáveis positivas e negativas que influenciam a pessoa e o seu ambiente. </li></ul><ul><li>Pessoalmente determinada por: </li></ul><ul><li>estilo de vida; </li></ul><ul><li>autocontrole e </li></ul><ul><li>sentir-se útil. </li></ul><ul><li>(Rossi, 2003) </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Em suma parâmetros subjetivos (bem-estar, felicidade, amor, prazer, inserção social, liberdade, solidariedade, espiritualidade, realização pessoal) e objetivos (alimentação, acesso à água potável, habitação, trabalho, educação, saúde e lazer) se interagem dentro da cultura para constituir a noção contemporânea de qualidade de vida. </li></ul>
  10. 10. SAÚDE <ul><li>Até 1984 a Organização Mundial da Saúde considerava saúde como simples ausência de doenças. Após 1984 este conceito foi reestudado e tornou-se mais abrangente. Atualmente, define-se como “uma multiplicidade de aspectos do comportamento humano voltados a um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não meramente ausência de doença”. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>É entendida dentro de uma concepção mais ampla como uma condição humana com dimensões física, social e psicológica, caracterizada num contínuo com pólos positivos e negativos. Saúde positiva seria aquela associada a uma capacidade de viver satisfatoriamente e de perceber um estado de bem estar geral enquanto saúde negativa seria aquela relacionada à morbidade e mortalidade prematura. (Nahas, 2001) </li></ul>
  12. 12. <ul><li>O canadense Marc Lalonde propõe quatro amplos componentes, que interagem entre si, para definir saúde: </li></ul><ul><li>A biologia humana; </li></ul><ul><li>O meio ambiente; </li></ul><ul><li>O estilo de vida e </li></ul><ul><li>Organização da atenção à saúde. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Parece não fazer muito sentido centrar a idéia de saúde na dimensão estritamente orgânica, física ou biológica. “Saúde” não é um conceito universal, ao contrário, varia sob distintas condições sociais. Se refere a um processo, o qual resulta das possibilidades sociais, culturais, econômicas e políticas. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Há uma relação bastante estreita entre as doenças e as novas necessidades introduzidas pela sociedade industrial. A sociedade capitalista moderna enfatiza o consumo, a competitividade e o individualismo. Cabe refletir acerca da concepção de saúde imperante nesta sociedade. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>A incidência de doenças varia segundo a classe social, o grupo étnico, o universo urbano e rural, a constituição da família, o desempenho dos diferentes papéis sociais, os processos de socialização, a violência e as condições de trabalho. </li></ul>
  16. 16. Dimensões da Saúde (Silva, 1999) <ul><li>física , que engloba a presença/ausência de doenças, a alimentação, a não aderência a hábitos nocivos e o uso correto do sistema de saúde ; </li></ul><ul><li>emocional , que se refere ao gerenciamento das tensões e do estresse, a auto-estima e entusiasmo em relação à vida; </li></ul><ul><li>social , que envolve qualidade nos relacionamentos e equilíbrio com o meio ambiente; </li></ul>
  17. 17. <ul><li>profissional , considerando-se satisfação com o trabalho, desenvolvimento constante e reconhecimento do valor do trabalho realizado; </li></ul><ul><li>intelectual , significando a utilização da criatividade sempre que possível expandindo conhecimentos ; </li></ul><ul><li>espiritual , indicando um propósito de vida baseado em valores, ética e com pensamentos otimistas. </li></ul>
  18. 18. APTIDÃO FÍSICA <ul><li>Capacidade de realizar tarefas diárias da vida em condições físicas e psicológicas satisfatórias de acordo com as necessidades exigidas pela atividade sem cansar (McArdle et al., 1991 ). </li></ul><ul><li>Estado dinâmico de energia e vitalidade que permite às pessoas realizarem, além das atividades do cotidiano, atividades de lazer e enfrentar situações de emergência sem apresentar fadiga (Guedes & Guedes, 1995). </li></ul>
  19. 19. Abordagens <ul><li>Aptidão física relacionada à performance motora, que inclui os componentes necessários para a obtenção de uma performance máxima no trabalho ou nos esportes; </li></ul><ul><li>Aptidão física relacionada à saúde, que engloba as características que possibilitam maior energia para a realização de tarefas diárias, laborais e de lazer e que como conseqüência proporciona um menor risco de desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas associadas ao sedentarismo. </li></ul>
  20. 20. Características que influenciam a aptidão física (Nahas, 2001) <ul><li>hereditariedade, </li></ul><ul><li>o estado de saúde, </li></ul><ul><li>hábitos alimentares e </li></ul><ul><li>nível de atividade física habitual. </li></ul>
  21. 21. DIMENSÕES DA APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE (Pitanga, 1998; Guedes & Guedes, 1995)
  22. 22. DIMENSÃO MORFOLÓGICA <ul><li>Índice de Massa Corporal; </li></ul><ul><li>Relação cintura/quadril; </li></ul><ul><li>Composição Corporal; </li></ul><ul><li>Índice de Conicidade; </li></ul><ul><li>Densitometria; </li></ul><ul><li>Somatotipia. </li></ul>
  23. 23. DIMENSÃO FUNCIONAL <ul><li>Capacidade aeróbica; </li></ul><ul><li>Capacidade anaeróbica; </li></ul><ul><li>Flexibilidade; </li></ul><ul><li>Resistência muscular localizada; </li></ul><ul><li>Força. </li></ul>
  24. 24. DIMENSÃO FISIOLÓGICA <ul><li>Pressão Arterial; </li></ul><ul><li>Glicemia; </li></ul><ul><li>Lipoproteínas. </li></ul>
  25. 25. DIMENSÃO COMPORTAMENTAL <ul><li>Tolerância ao estresse; </li></ul><ul><li>Ansiedade; </li></ul><ul><li>Depressão. </li></ul>
  26. 26. AVALIAÇÃO DA SAÚDE, QUALIDADE DE VIDA E EXTRATIFICAÇÃO DE RISCO <ul><li>PAR-Q; </li></ul><ul><li>Anamnese; </li></ul><ul><li>Registro Dietético; </li></ul><ul><li>Risco Cardíaco; </li></ul><ul><li>Questionários Qualidade de Vida; </li></ul><ul><li>Nível de atividade física (IPAC, COMPAC, QUAFIRO). </li></ul>
  27. 27. ÍNDICE DE MASSA CORPORAL <ul><li>Índice sugerido pela OMS; </li></ul><ul><li>Utilizado em vários tipos de pesquisas científicas; </li></ul><ul><li>Sujeito à críticas por não considerar a massa magra e a massa óssea. </li></ul>
  28. 28. mórbida extremo 40 ou mais grau II muito alto 35 a 39,9 grau I alto 30 a 34,9 sobrepeso moderado 25 a 29,9 ausente baixo 18 a 24,9 TIPO RISCO IMC
  29. 29. ÍNDICE CINTURA-QUADRIL <ul><li>A medida da cintura deve ser apurada de acordo com a circunferência que passa entre o umbigo e as costelas e a medida do quadril, tomando-se a maior circunferência na região glútea. Um valor considerado de risco, será 1,0 ou acima. Considera-se um bom índice C/Q de 0.90 ou menor para homens e 0.80 ou menor para mulheres. </li></ul>
  30. 30. ÍNDICE DE CONICIDADE <ul><li>Proposto no início da década de 90, para a avaliação da obesidade e distribuição de gordura. </li></ul><ul><li>Tem como referência o fato da obesidade central estar mais associada à doenças cardiovasculares do que a obesidade generalizada. </li></ul>
  31. 31. <ul><li>É baseado na idéia de que pessoas que acumulam gordura na região central do tronco tem a forma do corpo parecida com um duplo cone (com base comum) e as com menor gordura na região central do corpo teriam a aparência de um cilindro. </li></ul>
  32. 32. Índice C <ul><li>= Circunferência Cintura (m) </li></ul><ul><li>0,109 √ Peso Corporal (kg) </li></ul><ul><li>Estatura (m) </li></ul><ul><li>* O valor obtido é igual ao número de vezes que a circunferência da cintura é maior do que deveria ser se não houvesse gordura abdominal. </li></ul>
  33. 33. ABSORTOMETRIA DE RAIO X DE DUPLA ENERGIA -DEXA <ul><li>Baseia-se no pressuposto de que o raio de absorção de radiações de cada tecido orgânico depende do comprimento de onda utilizada e do número dos elementos interpostos. A medida do DEXA informa o conteúdo mineral ósseo e seu resultado permite estabelecer estimativas quanto aos componentes de gordura e de massa isenta de gordura dos tecidos não-ósseos e demais tecidos (Lohman, 1996) </li></ul>
  34. 34. <ul><li>Em desenvolvimento há mais de 30 anos, a densitometria óssea vem sofrendo modificações e evoluções características da área da tecnologia em que encontra-se inserida. Inicialmente, as técnicas de densitometria possibilitavam somente o estudo de segmentos distais (antebraço e patela). </li></ul>
  35. 35. <ul><li>O DEXA mede a quantidade de radiação absorvida pelo corpo ou segmento desejado, calculando a diferença entre a radiação emitida pela fonte de radiação e a que sensibiliza um detector de fótons. A isto se denomina “absorcíometria”. </li></ul><ul><li>Tecnicamente, a absorcíometria, é a mensuração de uma das formas de interação dos fótons com a matéria – “A absorção” (Ragi, 1998). </li></ul>
  36. 36. <ul><li>Muitos autores tem utilizado o método do DEXA para a avaliação da composição corporal nos mais diversos grupos assegurando em seus trabalhos esta metodologia como uma nova alternativa que possivelmente deve substituir o método da hidrodensitometria (Pesagem hidrostática) no desenvolvimento de métodos duplamente indiretos de avaliação da composição corporal. </li></ul>
  37. 37. SOMATOTIPIA <ul><li>Na década de 40, Sheldon criou o termo somatotipo e as técnicas para a sua análise. </li></ul><ul><li>A teoria pressupõe 3 componentes primários presentes em todos os indivíduos num grau maior ou menor dependendo da carga genética, podendo ser modificado pelo crescimento e treinamento. </li></ul>
  38. 38. Histórico da Somatotipia <ul><li>Divide-se os biotipologistas em 4 escolas: </li></ul><ul><li>Francesa : Hallé (vascular, muscular e nervoso) e Sigaud (atmosférico, alimentício e ambiental social); </li></ul><ul><li>- Italiana : Viola (longilíneo, normolíneo e brevilíneo). Esta influenciou a biometria no Brasil até os anos 70. </li></ul>
  39. 39. <ul><li>Alemã : Kretschner usava patologias x formas do corpo (astênicos, atléticos, pícnicos e displásicos); </li></ul><ul><li>Inglesa : Sheldon usava fotografia e classificava conforme gordura, músculo e linearidade (endomorfia, mesomorfia e ectomorfia). </li></ul><ul><li>Astenia: estado de fadiga e esgotamento; </li></ul><ul><li>Displasia: má formação ou disfunção no crescimento (delgado, fraco); </li></ul><ul><li>Pícnico: sólido, forte. </li></ul>
  40. 40. <ul><li>Endomorfia : 1º componente. Indica tendência à obesidade. Baixo peso específico, massa flácida e formas arredondadas. Predominância do abdômen sobre o tórax, ombros altos e pescoço curto. </li></ul><ul><li>Mesomorfia : 2º componente. Predomínio na economia orgânica dos tecidos que derivam da camada mesodérmica embrionária (ossos, músculos e tecidos conjuntivos). Maior peso. Corpo quadrado, musculatura forte, ossos grandes, tórax grande </li></ul><ul><li>Ectomorfia : 3º componente. Predomínio de formas lineares e frágeis, maior superfície em relação à massa corporal. Ossos pequenos e músculos delgados </li></ul>
  41. 41. Determinação do Somatótipo <ul><li>Método Fotoscópico: indivíduo é fotografado em 3 posições, sendo medidas a estatura e o peso corporal. </li></ul><ul><li>Método Antropométrico: através da análise de diâmetros, perímetros e dobras cutâneas, além da estatura e peso. A técnica mais utilizada é de Heath-Carter. </li></ul>
  42. 42. Método Antropométrico <ul><li>Estatura e Peso; </li></ul><ul><li>Dobras cutâneas (tríceps, subescapular, suprailíaca, medial da perna); </li></ul><ul><li>Diâmetros ósseos (biepicondiliano do fêmur e do úmero); </li></ul><ul><li>Perímetros musculares (bíceps em contração, antebraço e perna). </li></ul>
  43. 43. <ul><li>Endomorfia: </li></ul><ul><li>- 0.7182 + 0.1415(X) – 0.00068(X 2 ) + </li></ul><ul><li>0.0000014(X 3 ) </li></ul><ul><li>X = somatório dobras do tríceps, subescápula e suprailíaca </li></ul><ul><li>Mesomorfia: </li></ul><ul><li>0.858(U) + 0.601(F) + 0.188(B) +0.161(P) – 0.131(H) + 4.50 </li></ul><ul><li>U = diâmetro úmero, F = diâmetro fêmur, </li></ul><ul><li>B = perímetro braço, P = perímetro perna, H = altura </li></ul>
  44. 44. <ul><li>Ectomorfia: de acordo com Índice Ponderal </li></ul><ul><li>IP = estatura/ raiz cúbica do peso </li></ul><ul><li>Se IP > 40.75 </li></ul><ul><li>(IP x 0.732) – 28.58 </li></ul><ul><li>Se IP <= 40.75 </li></ul><ul><li>(IP x 0.463) – 17.63 </li></ul><ul><li>Então procede-se a plotagem no Somatotipograma. </li></ul>

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