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Assinstentesocial e residenciamultiprofissional

  1. 1. 1372 Inserção dos assistentes sociais nas Residências Multiprofissionais em Saúde na Atenção Básica: formação para a integralidade? V Mostra de Pesquisa da Pós-GraduaçãoApresentador Thaísa Teixeira Closs 1, Dra. Jane Cruz Prates 2 (orientador)Programa de Pós-graduação da Faculdade de Serviço Social PUCRSIntrodução O presente trabalho foi desenvolvido a partir do curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Serviço Social da PUCRS. O objetivo geral que norteou a pesquisa foianalisar a inserção do Serviço Social na Residência Multiprofissional em Saúde na Atenção Básica,com vistas a identificar as contribuições do Serviço Social para a construção da integralidade e asrepercussões da Residência nessa profissão. Transcorridos cerca de duas décadas da implantação do SUS, muito se avançou quanto àuniversalização, mas ainda permanecem desafios no que se refere às mudanças efetivas na formarealizar a atenção em saúde, em especial no que concerne a efetivação da integralidade. Nestehorizonte, a temática do trabalhador e do trabalho realizado nessa política assume destaque nesseprocesso de mudanças, demarcando a importância de profissionais sintonizados com as demandasemergentes para esse sistema. Assim, coloca-se a necessidade de ampliação das políticas deRecursos Humanos em Saúde, dentre as quais se situa a Residência Multiprofissional em Saúde. A Residência trata-se de uma modalidade de formação pós-graduada, lato sensu,desenvolvida em serviços do SUS, sob supervisão técnico-profissional. Sua potencialidade resideem estar orientada para o atendimento ampliado às necessidades de saúde, para qualificação docuidado frente aos processos saúde-doença em suas dimensões individuais e coletivas. Para tal, aformação ocorre através da integração dos eixos ensino-serviço-comunidade e da permanente inter-relação entre os núcleos de saberes e práticas das profissões envolvidas. Além desses, aintegralidade do cuidado e a atuação em equipe interdisciplinar são eixos centrais nos processos deensino/trabalho realizados na Residência.1 Assistente Social, especialista em Atenção Básica/Saúde Coletiva pelo programa de Residência Integrada da Escolade Saúde Pública do RS, mestranda em Serviço Social da PUCRS.2 Assistente social, mestre e doutora em Serviço Social pela PUCRS. Docente da graduação e pós-graduação daFSS/PUCRS.
  2. 2. 1373 Porém, sua conformação como política pública é recente, o que aponta para a importância deserem ampliadas as pesquisas sobre essa formação. Dentre as profissões envolvidas nasResidências, o Serviço Social representa a terceira maior categoria em número de bolsasfinanciadas pelo Ministério da Saúde (BRASIL, 2006). Embora se evidencie essa presençasignificativa nas Residências, há uma insuficiência de dados sistematizados sobre a inserção doassistente social nessa formação. Tal “lacuna” remete ao adensamento da produção sobre essatemática, em especial no que se refere à integralidade na atenção básica, pois este nível do SUStem assumido um papel fundamental no movimento de reestruturação do modelo assistencial, poisna rede básica se efetiva o acesso preferencial ao sistema, o estabelecimento de vínculo eatendimento continuado da população. Metodologia O estudo embasa-se no método materialista dialético-crítico, o qual possibilita ainterconexão entre pensamento e ação, teoria e prática, sujeito e estrutura, objetividade esubjetividade, quantidade e qualidade. Trata-se de pesquisa do tipo quanti-qualitativa, realizadajunto a dois programas de Residência com ênfase na atenção básica, no município de Porto Alegre.A coleta de dados ocorreu através de questionários, respondidos por 15 assistentes sociaisresidentes, e da realização de entrevistas semi-estruturadas junto a 4 supervisores e 4 assistentesresidentes dessa profissão. Para o tratamento dos dados foi utilizada a análise de conteúdo,juntamente com o tratamento estatístico simples. Resultados e discussão Priorizamos, para fins deste trabalho, a apresentação parcial dos dados quanti-qualitativosobtidos através dos questionários. No que tange ao trabalho desenvolvido na atenção básica, asações realizadas continuamente, por ordem de freqüência selecionada pelos assistentes sociais são:o acompanhamento a famílias e a participação no controle social (100%), a realização de visitasdomiciliares (91,6%), o acolhimento aos usuários (83,3%), a participação em projetosinterdisciplinares e a realização de práticas grupais (75%). Os dados quanti-qualitativos sobre essatemática apontam que há uma inserção ampla e contínua dos assistentes sociais em diferentes açõesda atenção básica, com destaque para as abordagens relativas ao controle social/mobilizaçãocomunitária e à saúde da família. Estas ações possuem enfoque interdisciplinar, operacionalizadasatravés de interfaces entre as áreas profissionais inseridas na equipe. A análise relativa à integralidade abordou as formas de apreensão dessa diretriz do SUSpelos assistentes sociais, assim como as contribuições do trabalho da profissão para com ela. A
  3. 3. 1374maioria dos sujeitos (93,33%) relaciona a integralidade com o conceito ampliado de saúde,destacando a superação da fragmentação e uma abordagem que prime pela totalidade na apreensãoda necessidade da população usuária. Em menor freqüência (26,6%), os assistentes sociais tambémassociam a abordagem ampliada da saúde com a perspectiva da intersetorialidade e dainterdisciplinaridade. Quanto às contribuições da profissão para integralidade, foram referidos doiseixos principais: os aportes da particularidade do Serviço Social na equipes - tais como a “visão”crítica e totalizante da saúde (56,25%), a direção social do projeto ético-político profissional (25%), o enfoque para o protagonismo do usuário (18,75%) – e as estratégias desenvolvidas para aviabilização da integralidade, que abarcam o trabalho em equipe (31, 25%), a discussão de casosentre os profissionais de diferentes áreas (12,5%), o trabalho em rede (12,5%), fortalecimentos doacesso ao serviço (6,25%) e o controle social (6,25%). Os dados quanti-qualitativos referentes à integralidade apontam que esta diretriz do SUS éenfocada pelos assistentes sociais através da ênfase para o conceito ampliado de saúde, doestabelecimento de mediações entre saúde e totalidade social, bem como sinalizam que ascontribuições para com a integralidade estão associadas à particularidades dos saberes e açõesprofissionais, acionadas no trabalho em equipe pautado na interdisciplinaridade eintersetorialidade. Dentre estas particularidades identificamos a apreensão das necessidades desaúde através da experiência social dos sujeitos, da contextualização destas necessidades e dacentralidade da afirmação de direitos nas abordagens assistenciais. Por fim, podemos destacar que a formação em RMS, na percepção dos assistentes sociais,possibilita a qualificação do trabalho profissional tanto para a atuação no SUS como para outrosespaços sócio-ocupacionais. As experiências formativas proporcionadas pela RMS oferecemaportes para o trabalho interdisciplinar e em equipe, para a compreensão/reflexão das atribuiçõesprofissionais e para o desenvolvimento de ações assistenciais com diferentes enfoques, pautadas nainterdisciplinaridade.ReferênciasBRASIL. Ministério da Saúde. Residência Multiprofissional em Saúde: Experiências, avanços edesafios. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.MATTOS, R. A. de. Os Sentidos da Integralidade: algumas reflexões acerca de valores quemerecem ser defendidos. In: PINHEIRO, R.; MATTOS, R. A. de. Os sentidos da integralidade naatenção e no cuidado à saúde. Rio de Janeiro: CEPESC/UERJ, IMS: ABRASCO, 2006, p 39-64.MOTA, A.E. (orgs.) et al. Serviço social e saúde: formação e trabalho profissional. São Paulo:Cortez, 2006.

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