Egito história da arte 7º ano

7.205 visualizações

Publicada em

0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
7.205
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
119
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Egito história da arte 7º ano

  1. 1. Ao longo do rio Nilo e principalmente naregião norte - o Delta -; e na região sul dos riosEufrates e Tigre, desenvolveram-se as primeirascivilizações. O rio, um verdadeiro oásis nodeserto, foi essencial para a concentração de umapopulação mesclada entre mediterrâneos,asiáticos e africanos, que, principalmente a partirde 3300 a.C., tinham na agricultura e no pastoreiosuas principais atividades, guiadas pelas cheiasdo Nilo. Após a unificação do norte e sul, por volta de 3000 a.C., o Egito foi se desenvolvendocada vez mais. A escrita dava seus primeiros passos, bem como as técnicas sobre metais (emespecial os mais moles como o ouro e o cobre), a tecelagem e a cerâmica. A civilização Egípcia já era bastante complexa em sua organização social e riquíssimaem suas realizações culturais. Embora a arte egípcia tenha atingido proporções monumentais,sua subordinação à rigidez do regime teocrático fez com que a produção artística sedesenvolvesse obedecendo convenções estéticas estritamente determinadas, pouco alteradasnos decorrer do milênio. Os faraós, chefes supremos e os sacerdotes, seus assessores diretos,acabavam sendo os únicos empregadores dos artistas, pela solicitação de encomendas e daorientação direta de seu trabalho. A religião invadiu toda a vida egípcia, interpretando o universo, justificando suaorganização social e política, determinando o papel de cada classe social e, conseqüentemente,orientando toda a produção artística desse povo. Além de crer em deuses, que poderiam interferir na história humana, os egípciosacreditavam também numa vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante doque a que viviam no presente. A relação da arte egípcia com as atividades religiosas mortuárias fazia com que ademanda pela produção de imagens fosse consideravelmente grande. Contudo, o artista permaneceu por muito tempo no anonimato, situação essa que foi se modificando lenta e gradativamente, de modo que o Novo Império muitos artistas já pertenciam a classe social elevada, tendo sua individualidade mais valorizada. A principal preocupação da arte egípcia era a de garantir uma vida eterna confortável para seus soberanos (faraós = reis), considerados deuses. A arte pretendia ser útil: não se falava em peças ou em obras belas, e sim em eficazes ou eficientes. Mesmo a produção de objetos de luxo -- braceletes, colares, ou vestimentas com tecidos finos -- serviam para a distinção social e aoIsis: perceba a cor ocreque caracteriza a figura mesmo tempo utilizava-se de referências religiosas ou militares, ou seja,feminina. possuíam uma utilidade ideológica.
  2. 2. PINTURA As pinturas e os hieróglifos nas paredes das tumbas eram uma forma de registro da vidae atividades diárias do falecido, nos mínimos detalhes. Eram feitos em forma de painéis edivididos por linhas com hieróglifos. O tamanho da figura indica sua posição: faraósrepresentados como gigantes, e servos quase como pigmeus. O homem era pintado emvermelho, à mulher em ocre. Algumas pinturas referiam-se à vida egípcia, como caçada, pesca eo cultivo da terra, além de mostrar os animais característicos da região,revelando grande poder de observação. Um dado interessante nas pinturasera a extrema importância dada ao colorido.SÃO CARACTERÍSTICAS GERAIS DA PINTURA:· ausência de três dimensões;· ignorância da profundidade;· colorido à tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo; e· Lei da Frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosserepresentado sempre de frente, enquanto sua cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos deperfil. Os egípcios escreviam usando desenhos, não utilizavam letras como nós.DESENVOLVERAM TRÊS FORMAS DE ESCRITA:- Hieróglifos - considerados a escrita sagrada;- Hierática - uma escrita mais simples, utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes; e- Demótica - a escrita popular. Livro dos Mortos, ou seja, um rolo de papiro com rituais funerários que era posto nosarcófago do faraó morto, era ilustrado com cenas muito vivas, que acompanham o texto comsingular eficácia. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro, as quais eram batidas eprensadas transformando-se em folhas. ARQUITETURA – As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e, foramconstruídas por importantes reis do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Junto aessas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o faraó Quéfren,mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deram-lhe, ao longo dos séculos, umaspecto enigmático e misterioso. Os arquitetos que projetaram os grandes palácios e templos não pretendiam a fama, oumostrar que eram mais engenhosos que outros. A dimensão do palácio, a altura de uma porta,possuía uma finalidade: mostrar àqueles que se aproximavam a grandiosidade do poder, ouseja, perto de um palácio ou templo o homem sente-se pequeno. As características gerais da arquitetura egípcia são: solidez e durabilidade; sentimento de eternidade; e aspecto misterioso e impenetrável. As pirâmides tinham base quadrangular, eram feitas com pedras que pesavam cerca devinte toneladas e mediam dez metros de largura, além de serem admiravelmente lapidadas. Aporta da frente da pirâmide voltava-se para a estrela polar, a fim de que seu influxo seconcentrasse sobre a múmia. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na câmarafunerária, local onde estava a múmia do faraó e seus pertences. Os templos mais significativos são: Carnac e Luxor, ambos dedicados ao deus Amon.Osmonumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos, divididos em três categorias: Pirâmide - túmulo real, destinado ao faraó; Mastaba - túmulo para a nobreza; e Hipogeu - túmulo destinado à gente do povo.
  3. 3. Os tipos de colunas dos templos egípcios são divididas conforme seu capitel: Palmiforme - flores de palmeira; Papiriforme - flores de papiro; e Lotiforme - flor de lótus. A ESCULTURA A escultura egípcia pretendeu obter a eternização do homem. Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena, quase sempre de frente, sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade. Com esse objetivo ainda, exageravam freqüentemente as proporções do corpo humano, dando às figuras representadas uma impressão de força e de majestade. A esfinge, com corpo de leão, cabeça e busto de mulher, com 19,8 metros de altura, também dessa época, já demonstra o gosto egípcio por esculturas em larga escala. As obras mais importantes conhecidas são os bustos da rainha Nefertite, consideradauma das mulheres mais belas da história universal. Porém não foi sua beleza que inspirou osartistas da época, mas sua realeza. Na mesopotâmia a ourivesaria era uma das atividades artísticas mais importantes eapesar das guerras e dos constantes saques que ocorreram na região, tesouros de alguns reisforam preservados. Estatuetas de cobre, colares e braceletes, assim como utensílios trabalhados em ouro eprata com incrustações de pedras eram muito comuns, e com estilos variados dada adiversidade de povos que ocupou a região. DANÇA No Egito, bem como em outras antigas civilizações, a dança tinha um caráter sagrado.Qualquer cerimônia, de casamento a funeral, era cheia de música e dança. Para garantir umaboa colheita, os participantes tocavam flautas, harpas, tambores, címbalos e tamborins,enquanto as mulheres dançavam para agradar aos deuses do Rio Nilo. Nos funerais, asdançarinas egípcias se destacavam por usar coroas vermelhas e roupas vistosas apropriadaspara a cerimônia. Diversos tipos de registros levam a crer que a dança egípcia era severa, angulosa, comalguns movimentos acrobáticos como a ponte: pés e mãos apoiados no solo sustentam o corpoarqueado. As imagens raramente indicam saltos. O acompanhamento musical era feito porflautas e tambores. A participação feminina predominava, pelo menos no que se refere à dançareligiosa. Desenhos, altos-relevos, estátuas mostram dançarinas freqüentemente aos paressobressaindo entre o grupo de instrumentistas. Por vezes, elas estão nuas ou usando apenasuma saia comprida cuja barra contém caprichosos desenhos geométricos. Seios de fora, olhossupermaquilados, adornos nos pulsos e tornozelos também são retratados na dança egípcia. Dança do Ventre A dança do ventre era realizada por sacerdotisas treinadas desde meninas para serviremcomo canal da Deusa Hathor nos rituais religiosos e era realizada somente em templos, mascom o passar do tempo começou a fazer parte de grandes solenidades públicas nos palácios, oque fez com que ela se popularizasse. Com a invasão árabe muçulmana no século VII, ocorreuuma miscigenação de culturas e a dança se espalhou pelo resto do mundo através dosviajantes e mercadores. Em sua expansão pelo mundo, ela sofreu ao longo dos temposdiversas influências.
  4. 4. MÚSICA Tanto na música religiosa, quanto na de guerra e mesmo na recreativa, os egípciosdavam preferência às expressões elevadas e serenas,dando-lhes destaque no culto aos deuses, nosbanquetes e cerimônias. A Música era praticada emcoletividade, inclusive com a participação feminina. Na época do Império Antigo, a música egípciaviveu seu auge. Muitas representações mostrampequenos conjuntos musicais, (com cantores, harpas eflautas) e inscrições coreográficas descrevem dançasrealizadas para o Faraó. Acredita-se que este tenha sidoo período de maior florescimento da arte musicalegípcia. No Império Médio conjuntos maiores e até orquestras são representados. Entre osinstrumentos, há harpas, alaúdes, liras, flautas, flautas de palheta dupla (oboés), trombetas,tambores e crótalos. No Império Novo (XVIII a XX dinastia), estes instrumentos se aperfeiçoam.A música passa a ter papel ritual e militar. Alguns destes instrumentos foram encontrados em escavações de pirâmides, templos etúmulos subterrâneos do Vale dos Reis. Não foi encontrado nenhum texto que permita deduzir aexistência de um sistema de notação e também não há textos sobre teoria musical.Aparentemente isso se deve ao fato de que os músicos não gozavam, entre os egípcios, domesmo status que tinham entre os sumérios. Muitos afrescos mostram músicos sempreajoelhados e vestidos como escravos. A posição subalterna não permitia a transmissão dessaarte pouco valorizada através dos textos. A cultura musical do Egito Antigo entrou em decadência junto ao próprio Império. Com assucessivas invasões, a música do Egito passou a ser influenciada pelos gregos e romanos,perdendo totalmente sua independência.http://atrevidinha.uol.com.br/atrevidinhahttp://shirleybatera.blogspot.com/2009/06/musica-egipcia.htmlhttp://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_da_Antiguidade

×