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Manual mba

  1. 1. MANUAL DE ELABORAÇÃO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO PÓS-GRADUAÇÃO EAD TURMA 2011-1 Preparação Gráfica Diretoria de Extensão e Pós- Graduação Lusana Veríssimo Silvio Cecchi Renata Galdino Correspondência/Contato Wellington Maia Alameda Maria Tereza, 2000, Valinhos, São Paulo, CEP. 13.278-181. Publicação: Novembro de 2011 © DIREITOS 1 RESERVADOS - Proibida a reprodução total ou parcial desta publicação sem o prévio consentimento, por escrito, da Anhanguera Educacional.
  2. 2. SUMÁRIO 1. REGULAMENTAÇÃO ______________________________________________ 3 2. O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO ___________________________ 3 3. ETAPAS DO TCC __________________________________________________ 4 3.1. PRIMEIRA ETAPA: METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA (TEORIA E MÉTODO) ___ 4 3.2. SEGUNDA ETAPA: METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA (PROJETO) __________ 4 3.2.1. COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA______________________________________ 4 3.3. TERCEIRA ETAPA: ORIENTAÇÃO _______________________________________ 5 3.4. QUARTA ETAPA: DEFESA ____________________________________________ 6 3.4.1. MODELOS DE DEFESA _____________________________________________ 6 3.4.1.1. BANCA AVALIADORA EM SALA ______________________________________ 7 3.4.1.2. PAINEL _______________________________________________________ 8 3.4.2. PROCEDIMENTOS DE DEFESA: _______________________________________ 9 3.5. QUINTA ETAPA: ENTREGA DO TCC _____________________________________ 9 4. ARQUIVAMENTO E PUBLICAÇÃO DOS ARTIGOS: _____________________ 10 5. PROCEDIMENTOS PARA ALUNOS REPROVADOS NO TCC _____________ 10 6. O ARTIGO CIENTÍFICO ____________________________________________ 11 7. A ORIENTAÇÃO __________________________________________________ 12 8. O PLÁGIO _______________________________________________________ 13 8.1. O QUE É PLÁGIO __________________________________________________ 13 8.2. O QUE NÃO É PLÁGIO ______________________________________________ 14 8.2.1. A PARÓDIA ____________________________________________________ 14 8.2.2. A PARÁFRASE __________________________________________________ 14 8.2.3. CITAÇÃO DIRETA (COM ATÉ TRÊS LINHAS) _____________________________ 15 8.2.4. CITAÇÃO DIRETA (COM MAIS DE TRÊS LINHAS) __________________________ 16 8.3. QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS DO PLÁGIO? ____________________________ 16 2
  3. 3. INTRODUÇÃO O momento de desenvolver o Trabalho de Conclusão de Curso é muito importante, pois sinaliza o encerramento de uma etapa da formação acadêmica do aluno. Dessa forma, apresentamos neste Manual algumas informações essenciais para garantir o melhor aproveitamento possível desta etapa. Segue, dessa forma, as explicações sobre as etapas, requisitos, regulamentações e critérios para elaboração e defesa de TCC. Aproveite a leitura e sempre que tiver alguma dúvida, consulte este Manual. 1. REGULAMENTAÇÃO Os trabalhos de Conclusão de Curso, elaborados pelos alunos dos cursos de especialização lato sensu, respeitando o disposto no Artigo 5º da Resolução CNE/CES n°1/2007, devem ser individuais. Conforme Artigo 6º, Parágrafo Único da Resolução CNE/CES n°1/2007 a defesa de monografia ou trabalho de conclusão de curso dos cursos de PósGraduação a Distância devem ocorrer de forma presencial individual. 2. O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO O trabalho de conclusão de curso (TCC) é parte integrante dos currículos dos cursos de pós-graduação, constitui-se como elemento imprescindível para a obtenção do grau de especialista, conforme legislação vigente. A carga horária para elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso não abrange a carga horária total do curso, sendo este processo reservado, obrigatoriamente, para elaboração individual de monografia ou trabalho de conclusão de curso (Art.5º da Resolução CNE/CES n°1/2007). Os trabalhos de conclusão de curso assumem o formato de artigo científico, que serão desenvolvidos com o acompanhamento de um orientador, durante o período determinado em Calendário Acadêmico e pelo Cronograma de Elaboração de TCC. 3
  4. 4. 3. ETAPAS DO TCC O Trabalho de Conclusão de Curso na Pós-Graduação da Anhanguera Educacional ocorre de maneira processual e planejada. São 5 (cinco) etapas bem definidas: 1) Metodologia da Pesquisa Científica (Teoria e Método); 2) Metodologia da Pesquisa Científica (Projeto); 3) Orientação; 4) Defesa e 5) Entrega do TCC. 3.1. PRIMEIRA ETAPA: METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA (TEORIA E MÉTODO) Ao cursar a primeira parte da disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica, o aluno desenvolverá conhecimentos em relação aos métodos, normas e estratégias fundamentais para o bom desempenho na disciplina, ou seja, conhecerá as habilidades necessárias para elaborar o Artigo Científico do TCC. 3.2. SEGUNDA ETAPA: METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA (PROJETO) Ao cursar a segunda parte da disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica, o aluno aperfeiçoará seus conhecimentos e já será capaz de definir e elaborar o Projeto de TCC. É obrigatório concluir esta disciplina com o Projeto de TCC escrito, ainda que este sofra alterações nas etapas seguintes. 3.2.1. COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA Os projetos de pesquisa ou questionários feitos com seres humanos que precisarem de avaliação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) deverão ser enviados para AESA pelo site da CEA (Comissões de Ética da Anhanguera) . O link do site do CEA para submissão de projetos que envolvem seres humanos e pesquisa com uso de animais é: http://www.cea.unianhanguera.edu.br 4
  5. 5. Caso o projeto envolva seres humanos, acesse: http://www.cea.unianhanguera.edu.br/index.php/cep Se o projeto envolver pesquisa com animais, acesse: http://www.cea.unianhanguera.edu.br/index.php/ceua Alguns materiais são muito importantes e devem ser lidos antes de encaminhar o projeto para submissão do CEP. O material informativo encontra-se no site em: "Download - Manual do Autor": http://www.cea.unianhanguera.edu.br/index.php/cep/download "Videos": http://www.cea.unianhanguera.edu.br/index.php/cep/multi Após a leitura do material de ajuda, aluno e orientador devem submeter o projeto à avaliação do CEP segundo o procedimento indicado nos manuais do CEP. O projeto será analisado e o avaliador terá trinta dias para fornecer um parecer. Atenção! Se o projeto prevê pesquisa que envolva seres humanos ou animais, o indicado é que realize o procedimento de envio ao CEP com dois meses de antecedência ao início das orientações, tão logo defina a metodologia empregada. Em caso de dúvida, o aluno deve procurar o coordenador de pós-graduação de sua unidade, pois este poderá auxiliá-lo nos procedimentos e contatos junto ao CEA. 3.3. TERCEIRA ETAPA: ORIENTAÇÃO O aluno dispõe de 6 (seis) meses para desenvolver seu TCC sob orientação. O Trabalho de Conclusão de Curso é apresentado no formato de um artigo científico de 15 a 25 páginas, sem contar resumo, referências bibliográficas ou possíveis anexos. O artigo deve respeitar as normas, padronização e layout para publicação na revistas institucionais da Anhanguera Educacional. Veja o manual no Sistema Anhanguera de Revistas Eletrônicas - SARE: http://sare.unianhanguera.edu.br/index.php/index/download 5
  6. 6. 3.4. QUARTA ETAPA: DEFESA Concluído o artigo, o aluno deve submetê-lo à defesa presencial, momento quem que será produzido o parecer quanto ao mérito do trabalho por uma banca de docentes qualificados. Para aprovação, a nota expressa e justificada na ata de defesa, deve ser igual ou superior a 7,0 (sete). Esta ata deverá ser encaminhada ao DCA da Unidade para publicação da nota e título da Monografia no Sistema Integrado de Administração Escolar – SIAE. O coordenador de Pós-Graduação da Unidade publicará as datas de realização das defesas presenciais dos artigos científicos considerados aptos para a defesa. Respeitando o estabelecido pelo calendário acadêmico do ano corrente que prevê o período destinado à realização das defesas presenciais das turmas dos cursos de Especialização Lato Sensu do modelo EaD. Os alunos aptos deverão realizar a defesa presencial no dia da semana préagendado pelo coordenador da unidade. Uma banca será composta por professores qualificados, para avaliar os trabalhos apresentados pelos alunos em data e local previamente definidos. O aluno deve disponibilizar duas cópias do artigo científico, impressas e encadernadas em espiral, para o coordenador da unidade, destinadas à banca de defesa com sete dias de antecedência à data da defesa. 3.4.1. MODELOS DE DEFESA O coordenador da unidade definirá o modelo de defesa com antecedência, que pode ocorrer em forma de banca avaliadora em sala, ou de Painel com banca avaliadora. 6
  7. 7. 3.4.1.1. BANCA AVALIADORA EM SALA Caso seja este o modelo definido pela unidade, o aluno deverá preparar uma apresentação em Power Point de 10 minutos, a banca terá outros 10 minutos para argüição do trabalho. A defesa será aberta ao público, realizada individualmente em sala e horário pré-definidos e divulgados com antecedência. Passo a Passo da defesa:  No momento da defesa, quando solicitado, o aluno deverá apresentar um documento de identificação com foto à banca;  Cada aluno terá direito a uma apresentação oral do conteúdo do artigo de até, no máximo, 10 minutos; o aluno deverá apresentar seu artigo em formato power point utilizando, preferencialmente, o recurso de data show; o aluno que faz a defesa do artigo deverá responder obrigatoriamente aos questionamentos da banca e facultativamente aos eventuais questionamentos que terceiros lhe dirigirem;  A simples apresentação não caracteriza defesa do artigo. A presença do aluno responsável e a conseqüente defesa do trabalho frente aos questionamentos da banca são fundamentais para caracterizar a defesa presencial.  Finda a arguição, a ata de defesa deve ser assinada por todos os participantes: membros, aluno e coordenador de Pós-Graduação; o aluno que se ausentar no dia da defesa não poderá ser considerado aprovado na defesa presencial do artigo. 7
  8. 8. 3.4.1.2. PAINEL Neste modelo, a defesa presencial deverá ser feita por meio de apresentação de painel. O aluno terá 5 minutos para apresentação e a banca de professores terá até 10 minutos para a realização da argüição do trabalho. Regras para apresentação de painéis: O painel de apresentação do artigo deverá constituir-se de um resumo indicativo do conteúdo do artigo produzido como resultado final do curso de Especialização Lato Sensu. O painel deverá respeitar fidedignamente o conteúdo do artigo aprovado pelo orientador. Apenas os artigos considerados aprovados estarão aptos para defesa presencial por meio da apresentação de painel. Formatação do Painel:  Tamanho do painel: 0,90 m de largura por 1,00 m de altura;  O texto do painel deve ser legível a uma distância de pelo menos dois metros;  Conteúdo do Painel: o TÍTULO DO TRABALHO (em letras maiúsculas); o NOME DO ALUNO; o NOME DO ORIENTADOR; o NOME DO CURSO SEGUIDO DO NOME DA UNIDADE; o LINHA DE PESQUISA; o OBJETO (S) DE ESTUDO; o OBJETIVO (S); o METODOLOGIA; o RESULTADOS E CONCLUSÕES; o REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, INFOGRÁFICAS E DE IMAGENS; Passo a passo da defesa:  No momento da defesa, quando solicitado, o aluno deverá apresentar um documento de identificação com foto à banca;  Cada aluno terá direito a uma apresentação oral do conteúdo do painel de até, no máximo, 5 minutos; 8
  9. 9.  O aluno deverá ficar ao lado do painel para esclarecer as dúvidas e questionamentos que a banca vier a lhe colocar;  O aluno que faz a defesa do artigo deverá responder obrigatoriamente aos questionamentos da banca e facultativamente aos eventuais questionamentos que terceiros lhe dirigirem;  A simples disponibilização do painel não caracteriza defesa do artigo. A presença do aluno responsável pelo painel e a conseqüente defesa do trabalho frente aos questionamentos da banca são fundamentais para caracterizar a defesa presencial.  Finda a arguição, a ata de defesa deve ser assinada por todos os participantes: membros, aluno e coordenador de Pós-Graduação;  O aluno que se ausentar no dia da apresentação do painel não poderá ser considerado aprovado na defesa presencial do artigo. 3.4.2. PROCEDIMENTOS DE DEFESA: Independente do modelo definido para a banca, esta será composta por, pelo menos, dois professores. Um dos professores da banca deverá possuir, no mínimo, o título de mestre. Para cada aluno, será lavrada uma ata comprovando a defesa presencial. Na ata, deverão constar, necessariamente, os nomes e as assinaturas do aluno, dos dois membros da banca de defesa e do coordenador de Pós-Graduação da Unidade. 3.5. QUINTA ETAPA: ENTREGA DO TCC Uma vez aprovado o TCC, o aluno deverá fornecer à Coordenação uma cópia impressa, para depósito na Biblioteca da Unidade, e uma cópia eletrônica, para publicação dos Resumos no Anuário da Produção Acadêmico-Científica dos Cursos de Pós-Graduação. Todos os Artigos aprovados poderão ser publicados no Anuário da Produção Científica dos Cursos de Pós-Graduação da Anhanguera Educacional S.A., uma publicação eletrônica com foco multidisciplinar e periodicidade anual, e disponibilizado 9
  10. 10. ao público no Sistema Anhanguera de Revistas Eletrônicas – SARE. A submissão do arquivo eletrônico ao SARE é de responsabilidade do Coordenador de Pós-Graduação da unidade. 4. ARQUIVAMENTO E PUBLICAÇÃO DOS ARTIGOS: Todos os artigos considerados aprovados na defesa serão arquivados na Biblioteca Digital, cuja administração compete ao IPADE. Dentre todos os artigos aprovados, o coordenador da Pós-Graduação deverá selecionar, com o auxílio da banca examinadora, o melhor artigo da turma de defesa. Este artigo deverá ser encaminhado para a Diretoria de Pós-Graduação da Anhanguera Educacional para que passe por uma avaliação e possa ser submetido à publicação no Anuário de Produção Discente da Pós-Graduação e ao Prêmio de Produção Científica da Anhanguera Educacional. 5. PROCEDIMENTOS PARA ALUNOS REPROVADOS NO TCC O aluno deve comparecer à DCA (Diretoria de Controle Acadêmico) e solicitar requerimento para Reposição da Insuficiência de disciplina TCC ou Estágio (Requerimento Código 572). Aos alunos que já pagaram todos os boletos, os valores referentes ao requerimento serão cobrados em boleto à parte, no valor do requerimento fixado pelo Comunicado Conjunto DG-GR 04-09. O aluno tem um prazo de 6 (seis) meses para finalizar o trabalho. As orientações são combinadas entre o professor orientador e o aluno, sem intermediação da coordenação, que ficará responsável somente por agendar o primeiro encontro entre os dois. 10
  11. 11. 6. O ARTIGO CIENTÍFICO Um Trabalho de Conclusão de Curso pode se apresentar em vários formatos e métodos de exposição e análise, no caso dos cursos de pós-graduação da Anhanguera, o aluno deverá desenvolver como resultado final, um artigo científico. E o que é um artigo científico? Um artigo científico corresponde ao relato sobre as análises realizadas a respeito de um determinado item e deve trazer dados e informações atuais. Apresenta-se como resultado de pesquisa, descrevendo de forma sucinta o objeto de análise, a problemática, os métodos empregados e, principalmente, os resultados e considerações sobre a pesquisa realizada. Podemos dizer que o artigo científico é uma pesquisa pontual, específica, ou então, parte dos resultados de uma pesquisa de maior amplitude. O fato é que, tratase de um relato científico breve, que não ultrapassa – em geral – 25 páginas. O principal objetivo de um artigo científico é divulgar os resultados de pesquisa, fazer com que a comunidade científica conheça novos métodos, resultados, procedimentos etc. Muitas vezes, os pesquisadores divulgam resultados preliminares, justamente para que possam contribuir com outras pesquisas em andamento, ou então receber contribuições de outros pesquisadores. O artigo científico é um meio mais eficaz e rápido de divulgação científica, principalmente por sua objetividade e delimitação específica de tema e métodos. Ao escrever um artigo, é importante observar estas características: delimitação, objetividade, atualidade, clareza, relevância etc. São elementos fundamentais no momento da elaboração e redação de um artigo. Indicamos a leitura de alguns artigos em revistas científicas especializadas – preferencialmente para os artigos relacionados à área e tema trabalhados – analisando as características de estrutura e redação das análises, usando-as como inspiração para pensar na estrutura do artigo a ser produzido e observando sempre como os pesquisadores começam o artigo (geralmente apresentando o tema e o problema), como encadeiam o desenvolvimento (na maioria das vezes argumentando sobre a relevância do tema e realizando uma breve revisão bibliográfica), observe também como apresentam os dados e/ou análises (demonstrando os métodos e aplicações) e, por fim, como realizam suas conclusões (que são, em geral, 11
  12. 12. considerações, já que um artigo científico não tem a intenção de ser um estudo definitivo). Um artigo científico é uma produção acadêmica, por isso, as pesquisas para sua produção devem considerar revistas e periódicos confiáveis, ligadas a instituições reconhecidas. 7. A ORIENTAÇÃO Ao iniciar o processo de elaboração de seu Trabalho de Conclusão de Curso, o aluno receberá o auxílio de um professor orientador, que o acompanhará durante todo o período destinado à orientação, período este determinado pelo calendário acadêmico e pelo cronograma de orientação (que especifica as várias etapas de entregas e devolutivas do TCC). O orientador será sempre um professor com titulação mínima de mestre e, portanto, alguém que possui experiência no desenvolvimento de pesquisa acadêmica. E qual é o papel do orientador? Como ele pode e deve auxiliá-lo? O orientador é um guia, alguém que indicará caminhos para o desenvolvimento do seu trabalho. Caminhos metodológicos, indicando a metodologia mais adequada para desenvolver o seu artigo, caminhos teóricos, delimitando as linhas e teorias mais adequadas para compor seus argumentos e análises. Ele também irá guiá-lo na construção e delimitação de seu problema de pesquisa, ajudando-o a pensar nas melhores escolhas. Então, o orientador tem o papel de mostrar os caminhos, mas não de percorrêlos pelo aluno, por isso é muito importante saber que a responsabilidade de ler a bibliografia, coletar dados, realizar as análises e escrever o artigo é exclusivamente aluno. Por isso, não espere que o professor orientador escreva algo pelo aluno. Para orientar, o professor precisa ter elementos, por isso é preciso cumprir o cronograma de entregas das versões solicitadas, e estar sempre em contato para esclarecer suas dúvidas, comparecer aos encontros presenciais. No entanto, o orientador também possui deveres, e tem como função acompanhar o desenvolvimento do artigo e fornecer as devolutivas previstas, cumprindo o cronograma de orientações. 12
  13. 13. O aluno pode contar sempre com seu professor orientador para esclarecer suas dúvidas. A orientação é um processo contínuo de acompanhamento da pesquisa, assim, se o aluno apresentar nos últimos momentos o projeto ou o artigo para correção, o orientador não terá mais tempo hábil para auxiliá-lo. 8. O PLÁGIO O Plágio é a ação de apresentar uma obra intelectual de qualquer natureza (audiovisual, música, texto, pintura, fotografia, etc) que contenha partes de outra obra pertencente a outro autor sem que se dêem os créditos devidos ao verdadeiro autor. Vale reiterar que copiar qualquer obra (incluindo textos acadêmicos) sem fornecer o devido crédito ao autor, além de ser uma atitude antiética, é considerado crime, previsto na Lei de Direito Autoral nº 9.610, de 19/02/1998, que regula o Direito Autoral no país, e também pelo Código Penal, em seu artigo 184, que prevê pena de detenção de três meses a um ano, ou pagamento de multa. Por isso, reservamos este tópico para explicar o que é considerado plágio e o que não é, com o intuito de esclarecer tal prática, para evitar que ela ocorra na elaboração dos artigos. 8.1. O QUE É PLÁGIO Veja a seguir algumas ações que são consideradas plágio:  Copiar trechos de obras (livros ou artigos) e colocá-los em um trabalho sem identificar a origem.  Inserir a origem – autor, por exemplo – do texto copiado, sem, no entanto, fazêlo de forma completa ou correta (segundo as normas de citação).  Inserir em seu trabalho trechos muito longos de outra obra, como citações de meia página ou mais, mesmo fazendo a referência corretamente, esta prática é considerada plágio. 13
  14. 14. o Copiar trechos de obras sem a devida referência com a intenção de enganar o leitor/espectador, apresentando-se como o autor no lugar de quem a produziu originalmente. 8.2. O QUE NÃO É PLÁGIO A seguir observe algumas práticas que não são consideradas como plágio, a compreensão destas formas de citação pode auxiliar a elaboração de seu TCC: 8.2.1. A PARÓDIA Você já deve ter ouvido alguma canção em que a melodia e a letra são parecidas com uma já existente, em que é clara a tentativa de satirizar a música original, chamamos essa música de paródia. A paródia é um gênero textual, que pode ser aplicada às várias formas de expressão: música, poesia, pintura etc. Há na paródia a clara intenção de satirizar, criticar ou de homenagear o texto original, a relação entre o texto original e a paródia é explícita, ou seja, não há a intenção de enganar aquele que assiste ou lê a obra parodiada – uma das principais características do plágio. 8.2.2. A PARÁFRASE A paráfrase é uma prática muito comum em trabalhos acadêmicos, é um recurso utilizado para dar mais mobilidade ao texto acadêmico, permitindo ao autor “conversar” com outros textos sem que deixe de citar que as idéias originais pertencem a outro. Parafrasear é transcrever, com outras palavras, idéias e conceitos centrais de um texto. Para fazer isso, é preciso ler atentamente o texto original e, então, reescrever sem que o principal do texto seja alterado. Uma paráfrase pode simplesmente apresentar uma idéia, esclarecendo melhor para o leitor o que o autor original “quis dizer”, ou ainda, contestar a idéia original, partindo da referência do autor a que se quer criticar. Dessa forma, uma paráfrase sempre possui um texto base, 14
  15. 15. sobre o qual o autor discorre suas reflexões, por isso é obrigatório sempre citar corretamente o texto no qual se baseia a paráfrase em questão. Observe um exemplo de paráfrase a partir de um texto original: Texto base: Quanto mais se avança em direção aos campos mais legítimos, como a musica e a pintura - e, no interior destes universos, hierarquizados segundo seu grau modal de legitimidade, em direção a certos gêneros ou obras -, tanto maior é a associação entre as diferenças de capital escolar e importantes diferenças, tanto nos conhecimentos quanto nas preferências (BOURDIEU, 2007, p.21) Paráfrase: Pierre Bourdieu (2007) coloca que o capital escolar pode ser percebido a partir das operações de gosto, quanto mais hierarquizados os gêneros ou obras, maior o capital do indivíduo. 8.2.3. CITAÇÃO DIRETA (COM ATÉ TRÊS LINHAS) A citação direta com até três linhas, se devidamente referenciada, é também uma forma de utilizar as idéias de um autor sem incidir em plágio. Para isso, basta reproduzir trechos literalmente identificando e entre aspas. como no exemplo: Pierre Bourdieu coloca que o capital escolar pode ser percebido a partir das operações de gosto, “tanto maior é a associação entre as diferenças de capital escolar e importantes diferenças, tanto nos conhecimentos quanto nas preferências” (BOURDIEU, 2007, p.21), dessa forma, o indivíduo pode ser classificado a partir de suas escolhas e disposições estéticas. 15
  16. 16. 8.2.4. CITAÇÃO DIRETA (COM MAIS DE TRÊS LINHAS) Também é possível selecionar trechos mais longos (com mais de três linhas), nesse caso a reprodução destes trechos deve trazer, além da identificação correta do autor, uma formatação específica: espaço simples, fonte 11, recuo de 4 cm da margem esquerda. Observe o exemplo abaixo: Quanto mais se avança em direção aos campos mais legítimos, como a musica e a pintura - e, no interior destes universos, hierarquizados segundo seu grau modal de legitimidade, em direção a certos gêneros ou obras -, tanto maior é a associação entre as diferenças de capital escolar e importantes diferenças, tanto nos conhecimentos quanto nas preferências (BOURDIEU, 2007, p.21) Lembre! Todas as citações, diretas e indiretas, devem obrigatoriamente ser colocadas nas Referências Bibliográficas, citadas segundo as normas estabelecidas para isso. 8.3. QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS DO PLÁGIO? Caso seja identificado plágio em um trabalho de conclusão de curso, o aluno é impedido de defender seu trabalho, e será reprovado no TCC. Caso o plágio seja descoberto somente após a defesa, o aluno perderá a titulação obtida. 16

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