Jornal Fentect

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Campanha Nacional 2015 aprovada!

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  1. 1. INFORMATIVO DA CAMPANHA NACIONAL EXTRAORDINÁRIA | BRASILIA-DF, FEVEREIRO/2015 N ão é de hoje que a ECT ela- bora estratégias para levar à privatização da empre- sa. No dia 07 de julho de 2014, foi autorizada a constituição da Cor- reiosPar, criada a partir da auto- rização concedida pela MP 532, que se tornou a lei 12.490/2011. A CorreiosPar, é uma subsidiária de capital 100% do Correio, que tem como objetivo criar empresas em diversos setores para atuarem no objeto social da ECT. Ou seja, em- presas terceirizadas, a serviço da ECT. Com a lei, a ECT pode ope- rar empresas com capital misto, em sociedades por ações. Dado o próximo passo, no dia 18 dedezembrodomesmoano,duran- teaReuniãodoConselhodeAdmi- nistração,foiaprovado,paraserim- plantado em 2015, o Novo Plano de ReestruturaçãodaECT,comramifi- caçõesapartirdaPresidência,qua- trodiretoriascorporativasequatro unidadesdenegócios,entreelas,re- de de agências e varejo, postal, en- comenda e logística. NOVA ESTRUTURA DA ECT Ao criar nova estrutura organi- zacional, separando o Corporativo das unidades de Negócios, a ECT definiuqueoobjetivoseria,segun- do a sua consultoria Ernst & Young (EY): Eliminar inchaço das áreas e sobreposições de funções, reduzir excesso de burocracia e aumentar a centralização de atividade de su- porte,liberandoprincipalmenteas regionais de processos finalístico. Na prática, as unidades de ne- gócio funcionariam com bastante autonomia, como se fossem “em- presas independentes” trabalhan- do sob a logomarca e cnpj dos Co- reios. Naa opinião da FENTECT is- so é um primeiro passo, pois caso o negócio dê certo, basta uma ca- netada do governo para PRIVATI- ZAR os setores mais rentáveis, co- mo as unidades de negócio de En- comenda e Logística. CORREIOSPAR O CorreiosPar é peça funda- mental nesse processo, pois, a par- tir das subsidiárias (terceirizadas) atacará os direitos dos trabalha- dores, fazendo com que a empre- sa contrate por um valor bem mais barato, tendo em vista a a redução Correios 2020– Modernização ou Privatização? COMPLIANCE E JURÍDICO CorreiosParENCOMENDASLOGÍSTICAPOSTAL REDE DE AGÊNCIAS E VAREJO SERVIÇOSCORPORATIVOFINANÇAS PRESIDENTE diretorias corporativas unidades de negócios PLANO DE REESTRUTURAÇÃO É APRESENTADO PELA ECT, EM CONJUNTO COM A CORREIOSPAR, E APROFUNDA LÓGICA DA PRIVATIZAÇÃO PLINIOQUARTIM Correios 2020– Modernização ou Privatização?
  2. 2. 2 www.fentect.org.br de salários e direitos, a partir da contrataçãosemconcursopúblico. Nota-se uma grande mudança nas definições das regionais, con- tudo, questionada sobre o futuro dos trabalhadores, a empresa per- manece sem resposta. Para a Fentect, é como se a em- presa iniciasse um processo sem prever o final. Na época do gover- no Collor todos os trabalhadores foram alertados pela federação so- bre o impacto da reestruturação nas atividades das regionais. Mi- lhares deles ainda sentem o resul- tado causado pelas reformas irres- ponsáveisrealizadas,semlevarem consideração o trabalho trabalha- do de cada ecetista, na época do governo Collor. DHL E CTT/PORTUGAL A reestruturação acompanha os exemplos das empresas DHL e CTT Portugal, o que preocupa a FENTECT, que não é contra a mo- dernização e os novos negócios dos Correios, desde que não afete o negócio principal e a estabilida- de do trabalhador. Mas, a exemplo da empresa alemã citada, a DHL, houve uma estratégia de expan- são de sucesso empresarial, po- rém não mantiveram os direitos dos servidores públicos. Em Por- tugal, também a CTT, pública, lan- çou a CTTEXPRESSO, para traba- lhadores com direitos rebaixados diferenciados. Como o modelo de parceria que será adotado pela CorreiosPar na aquisição e formação de empresa será de 49% para os Correios e 51% para o capital privado, o regime de contratação também será afetado e passa a ser privado. Para a fede- ração, sendo a empresa de capital majoritário privado, perde-se o benefício OJ 247 – Orientação Ju- risprudencial do Tribunal Supe- rior do Trabalho – que determina abertura de processo administra- tivo para demissão. Ou seja, a par- tir da OJ, foi vedada a demissão por motivo fútil do trabalhador. A Fentect acredita, ainda, que com a perda da OJ, os funcionários das novas empresas ficam fragiliza- dos, podendo ser demitidos sem justa causa, além da perda de ou- tros direitos. Toda discussão sobre a reestru- turação, a CorreiosPar e as subsi- diárias se deu sem a presença dos trabalhadores. Apenas uma apre- sentação de 15 minutos foi reali- zada no dia 21 de janeiro de 2015, quando, nada de fato foi relatado. O presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, se retirou do local rapi- damente e deixou a reunião sob o comandodaConsultoriaEY.Apos- tura do presidente não surpreen- de, já que, durante os 4 anos que esteve à frente da ECT, não promo- veu diálogo com os trabalhadores, apenas ataques constantes aos di- reitos adquiridos, como no caso do Postal Saúde. Deacordocomcronogramalan- çado durante a apresentação, a im- plementação dos novos programas se dará nos próximos 12 meses. No período de 27 de outubro de 2014 a 3 de abril de 2015, as Fundações de Organização e Transformação; já entre os dias 2 de janeiro a 12 de fevereiro de 2015, se dará a Reor- ganização da Presidência; por vol- ta de 3 de abril a 11 de junho, a Im- plementação do Novo Modelo de Governança; de 12 de junho a 30 de setembro, a Implementação do Núcleo Corporativo de Serviços e a Implementação do Núcleo de Ne- gócios será entre os dias 17 de ju- lho a 2 de novembro. A LUTA CONTINUA A Fentect, em reunião com o re- presentante do Conselho de Admi- nistração da ECT, eleito pelos tra- balhadores, Marcos Cesar, e com a participação do assessor da presi- dência, Otaviano Pereira (COMEG –ComitêdeMelhoriadaGestão),no dia 28 de janeiro, solicitaram expli- caçõessobreoNovoPlanodeRees- truturaçãodaempresaeopapelda CorreiosPar.Deacordocomosdiri- gentesdaECT,oquefoidivulgadoé ainda genérico e está sendo desen- volvido.Segundoeles,Aescolhada ECTé“entrarnabriga”ouencolher diante do mercado. Alegaram, ain- da,queaempresaélídermundialno segmentodeexpresso,com60%de mercado,etodoomovimentoreali- zadoestábaseadomaisnaproteção doquenaagressividade.Relataram, também, que nos casos de Telefo- nia Móvel, Banco Postal, Logística Integrada e Transporte de Carga, o objetivo é criar empregos e com os lucros dessas empresas manter os serviços atuais. Porém, o secretário geral da fe- deração, José Rodrigues dos San- tos Neto, ressalta que não há ne- nhuma trava na defesa dos negó- cios próprios e que a preocupação dos trabalhadores é, na verdade, a privatização dos setores de logís- tica e encomenda, como ocorreu em outros países. Destacou que não adianta investir em moderni- zação se a empresa não dá condi- ções adequadas, bem como mate- rial e instrumentos de trabalho em bons estados. Para ele, é necessá- ria uma mudança na mentalidade da direção da ECT e mais atenção aos problemas pontuais. CALENDÁRIO DE LUTAS O calendário de lutas foi apro- vado na 38ª Plenária Nacional da Fentect, nos dias 20 e 21 de janei- ro, e, em pauta, para o dia 5 de fe- vereiro, a federação promove o Se- minário Nacional contra a Privati- zação, para discutir as mudanças que podem afetar a categoria com as ações da CorreiosPar e o surgi- mento das subsidiárias. O calen- dário inclui, também, agitação nas bases, entre os dias 18 de fevereiro e 3 de março, assembleias de esta- do de greve, no dia 5 de março, e assembleias de deflagração de gre- ve nacional, no dia 17 de março. O assunto é tema de luta para os tra- balhadores dos Correios e deverá permanecer em pauta pela esta- bilidade e segurança no emprego. Trabalhadores protestam contra práticas de trabalho abusivas e ilegais da DHL em todo o mundo na Assembleia Geral Anual da empresa em Frankfurt 5 de fevereiro – Seminário Nacional contra a Privatização, 18 de fevereiro a 3 de março – agitação nas bases 5 de março – assembleias de estado de greve 17 de março – assembleias de deflagração de greve nacional CALENDÁRIODELUTAS Jose Rodrigues e Rogério Ubine, diretores da FENTEC, em reunião com Otaviano Pereira, Coordenador do COMEG - Comitê de Melhoria de Gestão da ECT, acompanhados do conselheiro de administração, Marcos César para aprofundar o entendimento sobre o processo de restruturação da ECT SITEDHL
  3. 3. 3 Brasília-DF, fevereiro de 2015 A o finalizar o ano de 2014, os trabalhadores assisti- ram ao ataque do Gover- no Dilma a seus direitos. A presi- denta enviou ao Congresso duas medidas provisórias, a MP 664 e a MP 665, que restringem o aces- so ao seguro desemprego, os be- nefícios previdenciários e direi- tos dos pescadores. Ao mesmo tempo, a Volksvagem, multina- cional alemã, instalada em São Bernado (SP), demitiu 800 tra- balhadores após tentar, sem su- cesso, reduzir os salários de seus funcionários, com o pagamento apenas do abono, em 2015. Após a greve de 11 dias, os tra- balhadores foram readmitidos, porém, o acordo limitou o rea- juste à inflação, sendo, no final, uma pressão da patronal para es- tancar os avanços dos trabalha- dores. Nos Correios, a ECT ata- ca, novamente, com o projeto de restruturação,quereorganizasu- as bases produtivas sem discutir com os trabalhadores, preparan- do a empresa para a privatização. Um projeto que prevê a centra- lização das atividades em Brasí- lia e cria Unidades de Negócios. Também apresenta a Correios- Par, subsidiária dos Correios, que será o braço da empresa na busca de parceiros paras as ati- vidades da ECT. Uma subsidiária com amplos poderes, para cons- tituir empresa, fazer parcerias e coligações. Comprar e vender. Seporumladoogovernoataca ostrabalhadores,demonstrando sua vontade de diminuir direitos para contribuir com o superávit primário, ou seja, para economi- zar e pagar a dívida pública, por outro, o setor de ponta da econo- mia (metalúrgico) ataca os tra- balhadores, deixando claro que os patrões entrarão em uma fase deapertocontraosfuncionários. Nos Correios, segue forte o pro- cessodeprivatizaçãodaECTcom a restruturação. A empresa está dividida, fracionada e com um modelodegovernançapreparado paraomercadodeações,exigido nos processos de IPO (Oferta pú- blicaInicial),nabolsadevalores. Os Correios perseguem o ob- jetivo de ser uma empresa de classe mundial, mas é necessá- rio deixar claro que as empresas de classe mundial não oferecem empregos de qualidade. Mais do que empresa de classe mundial, é desejável uma empresa pú- blica de qualidade, com servi- ços universais e principalmente com empregos estáveis, com di- reitos sociais. É preciso reafirmar que não existe nenhuma trava na preser- vação dos empregos nesses pro- cessos de restruturação dos Cor- reios. Por esse motivo a Fentect foi contra a MP 532 e é contra o novo modelo apresentado. Não há oposição à modernização da ECT, desde que não venha acom- panhada da precarização dos di- reitos e demissões. A luta será longa. O ano de 2015 será de aprofundamento desse modelo, em uma conjun- tura de arroxo por parte dos pa- trões e do governo. É preciso ir às ruas, fazer frente em defesa da empresa e dos empregos dos trabalhadores. EDITORIAL Ação articulada entre governo e patrões sinaliza período de ataques aos direitos FABIORODRIGUESPOZZEBOM/ABR
  4. 4. 4 www.fentect.org.br A decisão da direção da ECT de não pagar mais a Reser- va Técnica de Serviço An- terior (RTSA), na casa de R$ 1,5 bi- lhão somado ao déficit de R$ 3 bi- lhões, no plano Benefício Definido Saldado (BDS), está levando o pla- no dos trabalhadores dos Cor- reios à insolvência, não há con- dições de pagar os benefícios contratados. A fim de solucionar o proble- ma, seria necessária a contri- buição extra de 23% sobre o va- lor do beneficio saldado por 15 anos. Ainda, caso tudo no futu- ro dê certo e não haja mais surpresas. E como surpresa é o que não f a l t a n o POSTALIS, já que todos os dias os partici- pantes veem alguma notí- cia nos jornais, sabemos que os riscos desses problemas permanecerem são gran- des. O conselho deliberati- vo tem discutido se aplica o reajuste ou se diminui o bene- fício futuro. De qualquer forma, o fato representa grande perda aos trabalhadores que contribuíram por muitos anos. QUEM PARIU MATEUS QUE O EMBALE Os ecetistas nunca indicaram nenhum diretor para o POSTA- LIS. Sempre, a empresa e o go- verno, de plantão, mandaram e desmandaram na diretoria. Des- sa forma, todo prejuízo causa- do pelos diretores incompeten- tes ou mal intencionados deve ser arcado pelo próprio governo. Não é justo que os trabalhado- res sejam responsabilizados pela ação governamental, que utiliza os cargos do fundo dos trabalha- dores como moeda de troca nas barganhas políticas, em busca de apoio no Congresso. Também o saldamento força- do do plano, em 2008, foi uma decisão unilateral da direção da ECT. No dinheiro das aposenta- dorias dos funcionários, políti- co nenhum deveria meter a mão. Logo, no dia 18 de maço, o pro- testo deverá ser organizado con- tra a falência do plano BDS. Que o governo assuma a dívida. O Informativo da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Serviços Postais - FENTECT SDS, Ed. Venâncio V, Bloco R Loja 60 // 70393-900 // (61) 3323 8810 // Site: www.fentect.org.br // E-mail: fentect@fentect.org.br Informativo de responsabilidade da Diretoria Colegiada: Diretor de Imprensa:James Magalhães de Azevedo Edição: Nathália Borgo 9427 DRT/DF // Imagens: Aquivo Fentect e Internet // Diagramação: Ronaldo Alves RP 5103 DRT-DF EXPEDIENTE POSTALIS – Plano BDS (Benefício Definido Saldado) rumo à falência ELZAFIÚZA/ABR
  5. 5. 5 Brasília-DF, fevereiro de 2015 A Fentect, considerada úni- ca entidade de luta e re- sistência dos trabalhado- res dos Correios, debateu em Ple- nária, nos dias 20 e 21 de janeiro, sobre o modelo de negociação do Sistema Nacional de Negociação Permanente (SNNP), que, arbi- trariamente, tem sido desvirtua- do por tentativas de negociações promovidas individualmente en- tre a ECT e os trabalhadores, pas- sando por cima da representativi- dade da federação. O primeiro problema, para a Fentect, consiste na manutenção de acordos com a Findect, não legalmente constituída, com o registro cassado, o que representa atodeimprobidadeadministrativa e descumprimento por parte da própria ECT do Acordo Coletivo. Além disso, desde o final do ano de 2014, a empresa realiza negocia- ções por sindicatos e tem aprofun- dado, cada vez mais, esse tipo de ação. O que, segundo a federação, enfraquece a luta. No estatuto aprovado está pre- vista a assinatura de acordos com 2/3 dos sindicatos filiados e ficou definido que o formato de nego- ciação seja o mesmo da data base, com 6 membros da Fentect e 5 de sindicatos. Dos 29 filiados, é pre- ciso ao menos 20 sindicatos para que sejam autorizadas assinatu- ras e, dessa maneira, as decisões possam valer para todos. Mas, na prática, não tem funcionado as- sim. Quem não assina, termina por não receber. Outra definição cobrada pela federação é que as pautas e calen- dários de negociação sejam defi- nidos em aprovação com a repre- sentação dos trabalhadores e que todas as despesas de viagens e es- tadias,paragarantiraparticipação dos membros do comando, sejam custeadas pelas entidades. A em- presa, na visão da Fentect, não de- ve pagar por esses custos a fim de evitar vícios nos sindicatos. De acordo com a Fentect, essa estratégia serve apenas para en- viar uma série de problemas à ca- tegoria, como a respeito da subs- tituição gradativa de mão de obra terceirizada por contrato de traba- lho por tempo determinado, nos termos da Lei 9.601/98, que cons- ta na Cláusula 22, do Acordo Co- letivo de Trabalho 2014-2015. Para a federação é o assunto é indiscu- tível, pois, é inviável a criação de uma nova categoria nos Correios, onde não haverá compromisso por parte do trabalhador temporário, também, a insegurança nos servi- dores de carreira. No 32º Conrep, em 2014, foi ex- tinta a participação dos trabalha- dores na Mesa Nacional de Nego- ciação, quando a ECT iniciou o processo de negociação por sindi- catos. Mesmo com o novo formato, a empresa não aceitou as condicio- nantes da Fentect e continuou a fe- char acordos nos mesmos moldes. A Fentect exige que haja res- peito aos fóruns da entidade, ao quórum e ao formato de nego- ciação. É necessário, de acordo com o comando da federação, que qualquer decisão da mesa seja re- passada a todo Brasil. Assim, será mais democrático e transparente o processo de criação e implanta- ção dos projetos da ECT, além de minimizar os prejuízos causados aos trabalhadores. SNNP – Uma estratégia para dividir a categoria com acordos por sindicato ECT COMETE ATO DE IMPROBIDADE AO DEIXAR A FEDERAÇÃO DE FORA DAS DECISÕES QUE DEVERIAM SER TOMADAS A NÍVEL NACIONAL Procissão em homenagem ao dia dos carteiros, organizada pelo Sincotelba, realizada... ...no dia 31 de janeiro de 2015. Encerrou-se com uma missa na Igreja do Senhor do Bomfim e tem 105 anos de história e tradição.
  6. 6. 6 www.fentect.org.br Participação nos Lucros – Um caso de ação anti-sindical e desrespeito com os trabalhadores N o final de novembro de 2014, foi assinado acordo com alguns sindicatos li- gados à Findect, federação não le- galmente constituída, que deveria ser realizado a nível nacional, para todos os trabalhadores. Foi deter- minado o pagamento de, no máxi- mo, R$ 620,00 reais, por três anos. Com a decisão, houve forte pres- são das bases nos sindicatos que notaram a quebrada da isonomia. Onde não foi aceita a assinatura do acordo, os trabalhadores rece- beram R$ 220,00 reais. Ação teve respaldo do Ministro do Tribunal Superior Trabalho, Ives Gandra. Em dezembro, o Conselho de Administração da ECT humilhou a categoria com a aprovação do pagamento da gratificação, a títu- lo de PLR, de até 150% sobre os sa- lários dos dirigentes da empresa, que podem receber até R$ 60 mil, como no caso do presidente, con- siderado absurdo e repudiado pe- la Fentect. Em mais um ato de improbida- de, a empresa ainda criou o ter- mo de acordo individual, repas- sado pelas chefias nos setores de trabalho. Dessa maneira, além de passar por cima da Fentect, ao fe- char acordo com a federação ile- gal e acordos por sindicatos, come- çou a aplicar o termo por trabalha- dor, atacando a livre organização sindical. Por esses motivos, a Fentect ingressou com uma denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT), que acatou a denúncia e a transformou em inquérito civil - IC 002223.2014.10.000-0 – para apurar a quebra da isonomia e a prática anti-sindical, em Brasí- lia. Também, a federação ingres- sou com o pedido de anulação do acordo ilegal, assinado por sindi- catos que não detém legitimidade para fazer acordos de âmbito na- cional, com uma empresa de todo o Brasil, como a ECT. Somente a Fentect tem autori- zação para fechar acordos nacio- nais. A AÇÃO ANULATÓRIA n TS- T-AACC-28758-76.2014.5.00.0000 teve sua liminar negada. A federa- ção aguarda a audiência de conci- liação e instrução. AECTingressoucontra  Fentect o Dissidio de Extensão (DC TST- 956-69.2015.5.00.0000)pedindoque os efeitos do acordo “ilegal” sejam estendidos a todos os trabalhado- res. A audiência de instrução está marcada para o dia 06 de feverei- ro.Duranteoprimeirosemestre,o casodaPLRteráandamentoeaFe- deração segue firme da defesa dos direitos, com o encaminhamento da discussão a todas as instâncias.
  7. 7. 7 Brasília-DF, fevereiro de 2015 E m 2007, o então Presidente Lula vetou integralmente o Projeto de Lei nº 7.362/06, que alterava o artigo 193 da Conso- lidação das Leis do Trabalho (CLT) eque concederiaadicionalde peri- culosidade aos carteiros. Segundo entendimento conjunto do Presi- dente com o Ministério do Plane- jamento e da Justiça, o texto po- deria criar controvérsias judiciais, além de acarretar problemas. Ain- da,porserdirigidoexclusivamente aos trabalhadores dessa categoria, geraria normas distintas da aplicá- vel às empresas privadas. Na ocasião, foi garantido aos ecetistas que providências seriam tomadas para que a categoria não ficasse desamparada com o veto da lei e pudesse receber algum re- torno com o mesmo benefício. Foi, então, instituído o Abono Emer- gencial, a partir de novembro de 2007, que o governo ainda tentou retirar. Porém, com a realização de duas greves, ficou garantido e mantido o acordado 30% para to- dos os carteiros do Brasil. O Abono Emergencial foi trans- formado em Adicional de Ativida- dedeDistribuiçãoeColeta(AADC) e adequado no PCCS/2008. Direi- to suprimido dos cerca de 12.000 carteiros motociclista pela ECT, a partir do mês de novembro de 2014, que avalia a Lei N 12.997/2014, sancionado pela Presidente Dilma Rousseff, como de mesma nature- za do AADC. A lei, conhecida também como Lei do Motoboy, garante 30% pa- ra todos trabalhadores em moto- cicleta por conta do alto risco do trânsito. Na avaliação da Fentect, os 30% do AADC foram constituí- dos para todos os carteiros devido às adversidades que os funcioná- rios enfrentam no dia a dia, como o clima, cachorros, assaltos, clien- tes mal humorados e, também, o próprio trânsito. Após a aprovação da Lei e re- gulamentação do Ministério do Trabalho e Emprego (MET), a Fe- deração protocolou duas cartas cobrando o cumprimento dos pa- gamentos devidos, mas a resposta se deu em forma de Dissídio Jurí- dico, pela ECT, após o Sintect/MS entrar com pedido de liminar no Tribunal Regional do Trabalho, do estado.Naação,aECTpedeautori- zação para pagar aos carteiros mo- tociclistas somente o Adicional da Lei, excluindo o AADC, bem como, julgar incompetentes todos os Tri- bunais Regionais. Jáhouveduasaudiênciasdeten- tativa de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas não há entendimento por parte da empresaedoministroIvesGandra quanto à proposta. Com muita in- sistência, o ministro convenceu a ECT a levar para apreciação da di- reção as seguintes determinações: a) Pagar a periculosidade con- forme a lei 12.997/14, b) Manter o pagamento do  AADC, c) Reduzir, em média, 50% do valor do adicional do valor da gratificação de função motorizada. Com isso, o carteiro que ga- nha R$ 500 reais de adicional, por exemplo, terá descontada da gratificação de função R$ 250,00, o que significa, na prática, que muitos carteiros motociclistas terão suas gratificações de fun- ção extintas. No dia 04 de março será reali- zada nova audiência de concilia- ção e instrução, caso a empresa responda positivamente antes da data. A proposta será submetida às bases para consulta, através de assembleias, para que haja um po- sicionamento na próxima audiên- cia. Caso contrário, o dissídio se- gue para julgamento em data a ser marcada. A  Fentect alerta para que a mo- bilização continue e cada carteiro motociclista exija o pagamento de- vido dos dois adicionais, para que as funções continuem sendo exer- cidas com respaldo e valorização.​ ECT retira AADC dos carteiros motociclistas EMPRESA SUPRIME AADC PARA PAGAMENTO DO ADICIONAL DE PERICULOSIDADE E ALEGA QUE SÃO BENEFÍCIOS DE NATUREZA SIMILARES
  8. 8. 8 www.fentect.org.br S uspensão de atendimentos médicos, laboratórios, den- tistas, entre outros, creden- ciados. Procedimentos, como ser- viços de próteses, cirurgias, além da demora na autorização de guias para internações e negativas de Home Care (atendimento em ca- sa). Esse é o resultado proporcio- nado pela mudança no plano que garante o direito social constitu- cional dos ecetistas, a saúde. Com o final da autogestão do Correios Saúde e o lançamento da caixa de assistência de direito privado, o Postal Saúde, quem mais sofre é o trabalhador. A situação se agrava com o não pagamento às instituições forne- cedoras que procuram e denun- ciam aos sindicatos. Há suspen- são, cancelamento e demora na autorização de procedimentos de atendimentos por todo o País. Os procedimentos anteriormen- te aprovados têm sido negados ou postergados, constantemente, aos funcionários da ECT. Como, por exemplo, no caso do carteiro de 53 anos, da DR/PI, que, durante a en- trega, passou mal, levado às pres- sas a capital, Teresina, quando, ao ser constatado um tumor na cabe- ça, precisou de uma cirurgia ur- gente, mas teve que aguardar cin- co dias para aprovação da mesma. Apósaautorização,omédicoqueo atendia alegou que eram necessá- rios determinados materiais, que demoraram mais quatro dias pa- ra serem autorizados. Com isso, o trabalhador precisou de nove dias para que o procedimento fosse re- alizado, conforme relatou o secre- tário-geral da Fentect, José Rodri- gues dos Santos Neto. Mesmo com a greve de janeiro de 2014, de 43 dias, nada foi solu- cionado.Aempresaalegaqueofim da autogestão foi devido aos gastos acima do valor de mercado. Com a rigorosidade cobrada na reno- vação de contratos e a demora no processo, clínicas e hospitais aca- bam sem receber. A Fentect cobra para que os tra- balhadores tenham o antigo pla- no de saúde de volta e não sejam mais tratados como animais, se- gundo informado pelo dirigente da federação, Rogério Ubine, até mesmo nos exames periódicos. Vans levam às regiões empresas contratadas para realizar exames de sangue e vista. Empresas con- tratadas sem condições materiais, da maneira mais básica possível, colocandoostrabalhadoresamon- toados como gados. A federação luta pelo retorno da autogestão e confirma a posi- ção de que a ECT mexeu em ativi- dades que estavam funcionando e as transformaram em um plano fa- lido. Foi prometido um plano mo- derno, como, por exemplo, uma carteirinha magnética para cada trabalhador, porém, há apenas o sucateamento da saúde. PROCESSOS O Postal Saúde foi lançado em abril de 2013 contra a vontade dos ecetistas. A partir disso, a FEN- TECT entrou com processo judi- cial, adiado oito vezes, para bar- rar o novo modelo de gestão da ECT, até que, em outubro de 2014, a 6ª Vara do Trabalho do Tribu- nal Regional do Trabalho – 10ª Região indeferiu o processo nº 01113-2013-006-10-00-9. Para burocratizar a demanda dos trabalhadores, o Tribunal Su- perior do Trabalho (TST) propôs a criação de uma comissão paritária paradiscutirosproblemasdonovo plano, com dois membros do co- mando da Fentect, dois membros da Findect e quatro da direção da ECTedopróprioPostalSaúde,com o objetivo de resolver problemas localizados. Porém, a preocupa- ção da federação é quanto ao mo- delo privatizado do Postal Saúde, que reduz os custos à degradação da saúde do trabalhador. A suspensão do plano também é pauta para a greve do dia 18 de março, mobilização que convoca todos os ecetistas para que recla- mem pela volta da autogestão do plano dos Correios e a facilitação do acesso à saúde. Direção da ECT promove o sucateamento da saúde do trabalhador ecetista FENTECTPERSISTENALUTACONTRA OPOSTALSAÚDEEMOBILIZAOS TRABALHADORESPARAINDICATIVO DEGREVE,EM18DEMARÇO

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