NutriçãO Em Cirurgia

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NutriçãO Em Cirurgia

  1. 1. NUTRIÇÃO EM CIRURGIA Dr. José Roberto Rodrigues de Lima Disciplina de Técnica Cirúrgica UNILUS
  2. 2. HISTÓRICO <ul><li>1775 – Dicionário Oxfort – Definição de Desnutrição </li></ul><ul><li>1839 – Mulder - Proteinas </li></ul><ul><li>1842 – Liebig – valor calórico </li></ul><ul><li>1904 – Friedich - intr. Nutrição parenteral </li></ul><ul><li>1932 – D. P. Cuthbertson – catabolismo pós-trauma </li></ul><ul><li>1949 – Cannon e Wissler – rel. def. proteico e infecção </li></ul><ul><li>1950 – Fernando Paulino / Aubaniac </li></ul><ul><li>1966 - Dudrick </li></ul>
  3. 3. IMPORTÂNCIA <ul><li>Estado nutricional é fundamental para na sua capacidade global de recuperação. </li></ul><ul><li>Intervenções cirúrgicas acarretam perdas de pesos de 4 a 20%. </li></ul><ul><li>Freqüente erro no diagnóstico da desnutrição – ausência de avaliações adequadas. </li></ul><ul><li>cerca de 50% da população hospitalar e 10% dos pacientes na comunidade são considerados como desnutridos. </li></ul><ul><li>conseqüências econômicas incluem custos mais elevados e internação prolongada. </li></ul>
  4. 4. IMPORTÂNCIA McWhirter JP, Pennington CR: Incidence and recognition of malnutrition in hospital. BMJ 1994;308:945-8.
  5. 5. IMPORTÂNCIA . Meguid MM, Debonis D, Meguid V: Complications of abdominal operations for malignant disease. Am J Surg 1988;156:341-5.
  6. 6. <ul><li>Decorrentes do jejum </li></ul><ul><li>Decorrentes do traumatismo e infecção </li></ul>ALTERARAÇÕES DO METABOLISMO ORGÂNICO NO TRAUMA
  7. 7. <ul><li>JEJUM </li></ul><ul><ul><li>Inclui os períodos pré, intra e pós-operatório </li></ul></ul><ul><ul><li>Absoluto / ingestão insuficiente ( Período de ingestão oral inadequada ) </li></ul></ul><ul><ul><li>Recurso adaptativos – diminuição do grau de metabolismo e utilização das reservas </li></ul></ul>ALTERARAÇÕES DO METABOLISMO ORGÂNICO NO TRAUMA
  8. 8. ALTERARAÇÕES DO METABOLISMO ORGÂNICO NO TRAUMA JEJUM
  9. 9. <ul><li>JEJUM –ADAPTAÇÃO </li></ul><ul><ul><li>Diminuição no uso da glicose </li></ul></ul><ul><ul><li>Aumento na oxidação de gorduras </li></ul></ul><ul><ul><li>Utilização pelo cérebro de corpos cetônicos </li></ul></ul><ul><ul><li>Maior retenção de água / maior VP </li></ul></ul>ALTERARAÇÕES DO METABOLISMO ORGÂNICO NO TRAUMA
  10. 10. ALTERARAÇÕES DO METABOLISMO ORGÂNICO NO TRAUMA JEJUM PROLONGADO
  11. 11. ALTERARAÇÕES DO METABOLISMO ORGÂNICO NO TRAUMA JEJUM FASE INICIAL FASE DE ADAPTAÇÃO OXIDAÇÃO DE GORDURAS PROTEÓLISE MUSCULAR MUSCULATURA PROTEINAS VISCERAIS IMUNIDADE CELULAR
  12. 12. <ul><li>TRAUMATISMO E INFECÇÃO </li></ul><ul><ul><li>Aumento do gasto energético – 10 a 50% </li></ul></ul><ul><ul><li>Destruição tecidual </li></ul></ul><ul><ul><li>Inabilidade do organismo afetado em poupar proteína </li></ul></ul>ALTERARAÇÕES DO METABOLISMO ORGÂNICO NO TRAUMA
  13. 13. <ul><li>TRAUMATISMO E INFECÇÃO </li></ul><ul><ul><li>Aumento do metabolismo basal </li></ul></ul><ul><ul><li>Proteólise muscular </li></ul></ul><ul><ul><li>Catabolismo maior que a síntese protéica </li></ul></ul><ul><ul><li>Balanço nitrogenado negativo </li></ul></ul><ul><ul><li>Utilização das reservas de glicose </li></ul></ul><ul><ul><li>Resistência á insulina </li></ul></ul><ul><ul><li>Cetose deprimida </li></ul></ul>ALTERARAÇÕES DO METABOLISMO ORGÂNICO NO TRAUMA
  14. 14. ALTERARAÇÕES DO METABOLISMO ORGÂNICO NO TRAUMA TRAUMATISMO INFECÇÃO
  15. 15. ALTERARAÇÕES DO METABOLISMO ORGÂNICO NO TRAUMA Metabolismo Basal Glicemia Res. à insulina Balanço nitrogenado negativo TRAUMA CIRURGICO Estimulo simpático Estimulo do eixo H - H Glucagon Catecolaminas Cortisol
  16. 16. DESNUTRIÇÃO <ul><li>“ Deficiência relativa ou absoluta de um ou mais nutrientes essências” </li></ul><ul><li>CARACTERÍSTICAS </li></ul><ul><ul><li>Depleção </li></ul></ul><ul><ul><li>Diminuição da massa celular </li></ul></ul><ul><ul><li>Expansão do componente extra celular </li></ul></ul><ul><ul><li>Diminuição da imunocompetência </li></ul></ul>
  17. 17. DESNUTRIÇÃO <ul><li>DESNUTRIDO </li></ul><ul><ul><li>Maior suscetibilidade a infecção </li></ul></ul><ul><ul><li>Debilidade muscular progressiva </li></ul></ul><ul><ul><li>Diminuição do processo de cicatrização </li></ul></ul><ul><ul><li>Apatia </li></ul></ul>
  18. 18. DESNUTRIÇÃO <ul><li>FORMAS </li></ul><ul><ul><li>Quanto ao déficit </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Específica </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Protéico-calórica </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Quanto ao metabolismo </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Hipocatabólica </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Hipercatabólica </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Quanto a evolução </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Aguda </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Crônica </li></ul></ul></ul>
  19. 19. DESNUTRIÇÃO <ul><li>MARASMO </li></ul><ul><li>Reserva endógena diminuída </li></ul><ul><li>Antropometria alterada </li></ul><ul><li>Proteína visceral nos limites da normalidade </li></ul><ul><li>Homeostase adequada </li></ul><ul><li>KWASHIORKOR </li></ul><ul><li>Proteína visceral alterada </li></ul><ul><li>Associado estresse e catabolismo agudo </li></ul><ul><li>Maior morbidade </li></ul><ul><li>Maior mortalidade </li></ul>
  20. 20. DESNUTRIÇÃO <ul><li>CAUSAS NO PRÉ-OPERTÓRIO </li></ul><ul><ul><li>Limitações na ingestão alimentar </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Lesões </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Anorexia </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Neoplasias </li></ul></ul><ul><ul><li>Síndrome de má absorção </li></ul></ul><ul><ul><li>Perdas protéicas anormais </li></ul></ul><ul><ul><li>Alterações hormonais </li></ul></ul>
  21. 21. AVALIAÇÃO NUTRICIONAL <ul><li>História nutricional </li></ul><ul><li>Dados Antropométricos </li></ul><ul><li>Dados Bioquímicos </li></ul><ul><li>Função imunológica </li></ul>Blackburn - 1977
  22. 22. AVALIAÇÃO NUTRICIONAL <ul><li>HISTÓRIA CLÍNICA </li></ul><ul><ul><li>Dados alimentares </li></ul></ul><ul><ul><li>Perdas de peso recentes </li></ul></ul><ul><ul><li>Sintomas relacionados com a doença que interferem na ingestão ou absorção dos nutrientes </li></ul></ul>
  23. 23. AVALIAÇÃO NUTRICIONAL <ul><li>DADOS ANTROPOMÉTRICOS </li></ul><ul><ul><li>Peso / Altura – classificação da perda de peso </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>IMC </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>%de perda de peso </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Avaliação da massa muscular e reservas de gordura </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Circunferência muscular do braço ( circ. do braço –prega cutânea do tríceps </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Índice creatinina/altura </li></ul></ul></ul>
  24. 24. AVALIAÇÃO NUTRICIONAL <ul><li>FUNÇÃO IMUNOLÓGICA </li></ul><ul><ul><li>Testes cutâneos </li></ul></ul><ul><ul><li>Contagem de linfócitos </li></ul></ul>
  25. 25. AVALIAÇÃO NUTRICIONAL <ul><li>DADOS BIOQUIMICOS </li></ul><ul><ul><li>Dosagem de albumina sérica </li></ul></ul><ul><ul><li>Dosagem de pré-albumina </li></ul></ul><ul><ul><li>Dosagem da transferrina </li></ul></ul><ul><ul><li>Hemoglobina e Hematócrito </li></ul></ul>Índice de Prognóstico Nutricional ( IPN )
  26. 26. INDICAÇÃO DE TERAPÊUTICA NUTRICIONAL <ul><li>PRÉ-OPERATÓRIO </li></ul><ul><ul><li>Perda maior que 30 % desde o início da doença </li></ul></ul><ul><ul><li>Albumina sérica < 2g% </li></ul></ul><ul><ul><li>Alterações dos testes cutâneos (anergia) </li></ul></ul><ul><li>PÓS-OPERATÓRIO </li></ul><ul><ul><li>Expectativa de realimentação </li></ul></ul><ul><ul><li>Estado nutricional prévio </li></ul></ul><ul><ul><li>Complicações ( Fistula / Infecções ) </li></ul></ul>
  27. 27. TERAPÊUTICA NUTRICIONAL <ul><li>Via enteral </li></ul><ul><ul><li>Oral </li></ul></ul><ul><ul><li>Sondas ( nasal / oral ) </li></ul></ul><ul><ul><li>Gastrostomias </li></ul></ul><ul><ul><li>Jejunostomias </li></ul></ul><ul><li>Via parenteral </li></ul><ul><ul><li>Periférica </li></ul></ul><ul><ul><li>Central </li></ul></ul>
  28. 28. AGRADEÇO PELA ATENÇÃO ! O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você. Mario Quintana Dr. José Roberto R. Lima [email_address]

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