Trova brasil 16 Ialmar Pio Schneider RS

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Trova brasil 16 Ialmar Pio Schneider RS

  1. 1. 2 Conteúdo Entrevista ........................................................................................................................................................................................................................................... 5 TROVAS ....................................................................................................................................................................................................................................... 12 OUTROS VERSOS ......................................................................................................................................................................................................................... 50 SER POETA ............................................................................................................................................................................................................................... 50 SONETO À FLORBELA ESPANCA ............................................................................................................................................................................................... 51 SONETO A RAINER MARIA RILKE ............................................................................................................................................................................................. 51 SONETO PARA O ANO-NOVO .................................................................................................................................................................................................. 52 A PORTA QUE SE ABRIR... ........................................................................................................................................................................................................ 52 SONETO A GONÇALVES DIAS ................................................................................................................................................................................................... 53 SONETO A CARLOS MAGALHÃES DE AZEREDO ....................................................................................................................................................................... 53 SONETO A RUI BARBOSA ......................................................................................................................................................................................................... 54 SONETO ALEXANDRINO A AMADEU AMARAL ......................................................................................................................................................................... 54 SONETO PARA CECÍLIA MEIRELES ............................................................................................................................................................................................ 55 SONETO A ARTHUR RIMBAUD ................................................................................................................................................................................................. 55 SONETO A AUGUSTO DOS ANJOS ............................................................................................................................................................................................ 55 SONETO A CRUZ E SOUSA ........................................................................................................................................................................................................ 56 APÓS LER CRIME DO PADRE AMARO DE EÇA DE QUEIROZ ..................................................................................................................................................... 56 SONETO A GREGÓRIO DE MATOS .......................................................................................................................................................................................... 57 VENTO DO MAR ....................................................................................................................................................................................................................... 57
  2. 2. 3 SONETO À LEITURA .................................................................................................................................................................................................................. 57 DIA DA CRIANÇA ...................................................................................................................................................................................................................... 58 SONETO ÍNTIMO ...................................................................................................................................................................................................................... 58 SONETO A CATULLO DA PAIXÃO CEARENSE ............................................................................................................................................................................ 59 SONETO DE UM CAVALEIRO TRISTE ........................................................................................................................................................................................ 59 SONETO DE UM ANDARILHO ................................................................................................................................................................................................... 59 SONETO ARDENTE ................................................................................................................................................................................................................... 60 SONETO TRISTONHO ............................................................................................................................................................................................................... 60 MATE NO GALPÃO ................................................................................................................................................................................................................... 61 SONETO DO FIM DO DIA .......................................................................................................................................................................................................... 61 SONETO À MULHER MORENA ................................................................................................................................................................................................. 61 FARRAPO ................................................................................................................................................................................................................................. 62 QUANDO MURCHAR A PRIMAVERA ........................................................................................................................................................................................ 62 CANSAÇO ................................................................................................................................................................................................................................. 62 CONCURSOS LITERÁRIOS ................................................................................................................................................................................................................. 64 CONCURSOS DE TROVAS ............................................................................................................................................................................................................ 64 IV Jogos Florais de Caxias do Sul (Prazo: 20 de janeiro de 2014) ............................................................................................................................................ 64 LV Jogos Florais de Nova Friburgo - 2014 (Prazo : 15 de março de 2014) .............................................................................................................................. 64 XXIV Concurso Nacional e Internacional de Trovas de Pindamonhangaba (Prazo: 31 de Março de 2014) ............................................................................ 66 XXVIII Jogos Florais Internacionais de Ribeirão Preto (Prazo: 31 de Março de 2014) ............................................................................................................ 68 Jogos Florais de Los Angeles/USA ........................................................................................................................................................................................... 68
  3. 3. 4 IX Jogos Florais de Cambuci (Prazo: 31 de Maio de 2014) ...................................................................................................................................................... 70 IV Jogos Florais da UBT Campos dos Goytacazes/RJ (Prazo: 31 de Maio de 2014) ................................................................................................................. 71 Concurso Internacional de Trovas “Cidade de Belo Horizonte” (Prazo: 1o de Março a 31 de Maio de 2014) ........................................................................ 71 Concurso Nacional Intersedes (Prazo: 1º de março a 31 de maio de 2014) ........................................................................................................................... 73 CONCURSOS DE POESIAS ............................................................................................................................................................................................................ 74 XIV Concurso Literário de Poesias de Casimiro de Abreu (Prazo: 30 de Janeiro de 2014) ..................................................................................................... 74 II Concurso de Poesia Narciso Araújo (Prazo: 31 de Janeiro de 2014) .................................................................................................................................... 78 XII Concurso “Fritz Teixeira de Salles de Poesia” (Prazo: 18 de janeiro de 2014) ................................................................................................................... 80
  4. 4. 5 Ialmar Pio Schneider Tenta fazer do teu verso uma lição de ternura; então terás do Universo a mais sublime ventura... Entrevista Entrevista realizada virtualmente (por e-mail) por José Feldman (PR) com o poeta e trovador Ialmar Pio Schneider (RS). JF: Conte um pouco de sua trajetória de vida, onde nasceu, onde cresceu, o que estudou, sua trajetória literária. Nasci no município de Sertão/RS em 26-08-1942. Filho de Henrique Schneider Filho e dona Amábile Tressino Schneider, ambos falecidos. Cursei o primário em minha terra natal na Escola Pio XII das Irmãs Franciscanas onde diplomei-me inclusive em datilografia com 13 anos de idade. Ingressei no Ginásio Cristo Rei dos Irmãos Maristas em Getúlio Vargas/RS que conclui após 4 anos, em 1959, período em que iniciei a compor poesias.
  5. 5. 6 Daí transferi-me para Passo Fundo/RS onde ingressei no Colégio N. Sra. da Conceição dos Irmãos Maristas cursando então simultaneamente o Curso Científico e a Escola Técnica de Contabilidade por um ano e meio, continuando a escrever poesias inclusive gauchescas, algumas das quais foram publicadas no Jornal do Dia, de Porto Alegre, até que um concurso público para o Banco do Brasil S.A. me levou a Cruz Alta/RS, onde assumi em 1961, poucos dias antes de completar 19 anos de idade. Posteriormente integrei o corpo de funcionários da agência de Soledade/RS, que estava em Instalação, o que ocorreu em 1962. Completei o curso em Técnico de Contabilidade em 1962, permanecendo por 5 anos na cidade, onde exerci o cargo de Fiscal da Carteira Agrícola do Banco até ser transferido para a Metr. Tiradentes do Rio onde não cheguei a tomar posse, tendo feito uma permuta tríplice com outros dois colegas, vindo a assumir em Canoas/RS, em 1967, para logo após um ano se transferir para São Leopoldo/RS em nova permuta com outro colega, onde tencionava tirar o Curso de Direito da Unissinos, o que não se concretizou. Casei-me em 1968 com Helena Dias Hilário, de Soledade/RS e transferi-me para a Agência Centro do Banco do Brasil S.A de Porto Alegre, em 1969. Residindo em Canoas, nasceu minha filha Ana Cristina Hilário Schneider. Permaneceu por 3 ou 4 anos compondo poesias diversas inclusive a maior parte de seus poemas gauchescos ainda inéditos bem como muitos sonetos então com 30 anos de idade. Resolvi novamente transferir-me de cidade a fim de ficar mais próximo dos meus parentes e os de minha esposa e pleiteei uma permuta, que consegui para a cidade de Passo Fundo, tendo lá permanecido por cerca de 3 anos, ocasião na qual requeri e fui transferido para a agência do Banco em Palmas/ PR, onde residiam minha mãe e irmãos, de cuja remoção desisti pelo motivo de minha esposa ser professora estadual e não ter conseguido aproveitamento naquela cidade. Com dificuldade em adquirir casa de moradia retornei a Canoas voltando a residir e a trabalhar no Banco até que em uma concorrência nacional para fiscal da Carteira Agrícola do Banco fui nomeado para a cidade de Antônio Prado/RS, onde permaneci por 2 anos e meio aproximadamente. Em 1980, regressei a Canoas onde adquiri um apartamento em que resido até hoje, na rua que leva o nome do grande pintor Pedro Weingartner tendo feito vestibular para a Faculdade de Direito do Instituto Ritter dos Reis, classificado em segundo lugar de que também participou o ilustre jogador de futebol do Internacional Paulo Roberto Falcão, que logo depois transferiu-se para a Itália.
  6. 6. 7 Trabalhando no Banco do Brasil- agência de Canoas e estudando, só consegui formar-me em Direito nas Faculdades Integradas do Instituto Ritter dos Reis em 1990, após 10 anos de curso superior. Enfim, antes tarde do que nunca. Transferi-me para o CESEC do Banco do Brasil Sete de Setembro em Porto Alegre, onde trabalhei até 1991, tendo completado 30 anos e alguns dias de serviço no Banco quando me aposentei por tempo de serviço. Por enquanto, resido na cidade de Porto Alegre/RS, no Bairro Tristeza, com uma vista maravilhosa para o Rio Guaíba, em uma janela do qual até um joão-de-barro já fez um ninho há uns dois anos. Como diz o inigualável poeta gauchesco saudoso Jayme Caetano Braun: “Eu até fiquei contente/ Dizem que dás muita sorte !”em seu poema “João Barreiro”. Atualmente minha filha é casada, ambos advogados, com escritório. Durante os meses de verão, dezembro até fevereiro, permaneço em Capão da Canoa/ RS, cidade praiana, onde produzo diversas poesias: poemas, sonetos e trovas. Nos últimos dois anos desloquei-me com a família por uns dez dias em final de temporada para a praia de Canavieiras, precisamente Cachoeira do Bom Jesus, em Florianópolis/SC. Eis em rápidas pinceladas a sucinta biografia rotineira de um poeta menor. JF: Ialmar, se é poeta menor, então eu nem existo, precisaria um ultra microscópio para me encontrar (risos). Recebeu estímulo na casa da sua infância? Total estímulo e incentivo inclusive éramos 6 filhos, 4 irmãos e 2 irmãs e nossos pais só tinham como meta o nosso estudo. JF: Quais livros foram marcantes antes de começar a escrever. Muitos livros de poesias: Fagundes Varela, Casemiro de Abreu, romances de Paulo Setúbal, os grandes romances do Cristianismo, trovas de Adelmar Tavares e diversos outros. Mas o romancista que mais me agradou foi Lima Barreto, antes Dostoiewsky, Érico Veríssimo, Dyonélio Machado, Cronin, uma infinidade de autores, enfim. Desculpe se não cito todos, nem um por cento talvez.
  7. 7. 8 JF: Teve a influência de alguém para começar a escrever? Foi naturalmente através das leituras escolares. JF: Tem Home Page própria (não são consideradas outras que simplesmente tenham trabalhos seus)? Tenho diversos blogs que podem ser encontrados procurando por IALMAR PIO SCHNEIDER no Google, como http://ialmar.pio.schneider.zip.net/ ; http://ialmarpioschneider.blogspot.com/ ; http://ial123.blog.terra.com.br/ JF: Você encontra muitas dificuldades em viver de literatura em um país que está bem longe de ser um apreciador de livros? Nunca pensei nisto. No Brasil acho que só meia dúzia o consegue. JF: Como começou a tomar gosto pela escrita? Para conhecer e aprender, pois acho que todo o livro é de auto-ajuda. JF: Você possui livros? Fiz a estréia editorial na obra TROVADORES DO RIO GRANDE DO SUL, org. por Nelson Fachinelli, em 1982. Publiquei a obra poética SONETOS E CÂNTICOS DISPERSOS, em 1987. Figuro em outras coletâneas. A última obra, POESIAS ESPARSAS DIVERSAS, de 2000. JF: Como definiria seu estilo literário? Eclético para poesia e crônicas também.
  8. 8. 9 JF: Que acha de seus textos: O que representam para si? E para os leitores? Acho que são a expressão do meu pensamento. A maioria dos leitores dizem gostar. JF: Qual a sua opinião a respeito da Internet? Tem contribuído para a difusão do seu trabalho? Tem contribuído muito e eu considero o mais valioso meio de publicação atual, ainda mais para quem não tem a grande mídia ao seu dispor. JF: Tem prêmios literários? Alguns. JF: Participa de Concursos Literários? Qual sua visão sobre eles? Acha que eles tem “marmelada”? Participo às vezes. Tenho visto trovas sem nenhum fundamento serem premiadas. JF: Você precisa ter uma situação psicologicamente muito definida ou já chegou num ponto em que é só fazer um “clic” e a musa pinta de lá de dentro? Para se inspirar literariamente precisa de algum ambiente especial ? Surge de repente, não sei de onde nem quando. JF: Você acredita que para ser poeta ou trovador basta somente exercitar a escrita ou vocação é essencial? Tudo é essencial, principalmente muita leitura. JF: No processo de formação do escritor é preciso que ele leia livros de baixa qualidade? É preciso distinguir.
  9. 9. 10 JF: Mas existe uma constelação de escritores que nos é desconhecida. Para nós chega apenas o que a mídia divulga. Na sua opinião que livro ou livros da literatura da língua portuguesa deveriam ser leitura obrigatória? Os clássicos: Machado de Assis, Lima Barreto, Euclides da Cunha, Rui Barbosa. Paulo Setúbal, Érico Veríssimo, Dyonélio Machado, Lya Luft e outros. Os bons escritores. A lista é infindável. Poesias de Vinicius de Moraes, Guilherme de Almeida e os clássicos também Castro Alves, Fagundes Varela, Alvares de Azevedo, Olavo Bilac, tantos e tantos. JF: Qual o papel do escritor na sociedade? Ensinar e divertir também. JF: Há lugar para a poesia em nossos tempos? Há sim. Aqui no sul principalmente a poesia gauchesca, os sonetos românticos. Basta declamar uma poesia atraente todos gostam. JF: A pessoa por trás do escritor Um bancário aposentado, um advogado não militante e um diletante em literatura. JF: O que o choca hoje em dia? A violência e a falta de saúde pública. JF: O que lê hoje? Romances e poesias. Estou curtindo um ócio criativo. Nada de muito profundo. JF: Você possui algum projeto que pretende ainda desenvolver? Continuar escrevendo nos blogs e talvez preparar um livro de poemas e poesias gauchescas.
  10. 10. 11 JF: De que forma você vê a cultura popular nos tempos atuais de globalização? Vai andando aos trancos e barrancos, mas com o andar da carroça as abóboras se ajeitam na caixa. JF: Que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever ? Ler bastante e escrever mesmo errando. JF: O que é preciso para ser um bom poeta ou/e trovador? Muita leitura e perspicácia. JF: Finalmente, se Deus parasse na tua frente e lhe concedesse três desejos quais seriam? Boa saúde, meios para continuar vivendo e a felicidade da Humanidade inteira. Entrevista realizada em 16 de novembro de 2010.
  11. 11. 12 TROVAS Abacateiros que crescem num vaso à minha sacada, dá-lhes água que merecem ostentar sua ramada! A beleza do jardim está contida na flor; e a graça que não tem fim encontro no teu amor… Acabou-se da memória o desejo de te amar, mas ninguém me rouba a glória de em meus versos te cantar!… A cigarra e a formiga, pelo destino do amor: uma executa a cantiga, outra executa o labor. A esperança, nesta vida, é tudo que nos conduz, pela estrada florescida de sonhos de amor e luz !… A felicidade é abstrata, Não a podemos tocar, É uma forte candidata De quem vive para amar. Ainda sonho contigo de noite na minha cama; és a musa que persigo com a paixão de quem ama ! Alguma coisa me diz Que um dia chegarás, Só assim serei feliz E quem sabe viva em paz !
  12. 12. 13 Alta noite, escrevo versos, sentindo a falta de alguém; quem me dera que dispersos, ela os ouvisse também… A mágoa que em mim existe é fruto de uma saudade que me transforma num triste no seio da sociedade. A manhã surge radiante, envolvendo de esplendor, na alegria contagiante toda a natureza em flor. Amiga de muitos anos, companheira de verdade, enfrentando os desenganos, ela se chama: saudade. A minha infância tão pobre com tantas dificuldades, mas não deixou de ser nobre, pois dela sinto saudades. Amo a trova em devaneio porque quero teu carinho: é por ela que em ti creio e te espero em meu caminho. Amor de triste memória que me envolveu tantos dias, hoje é uma simples estória de falsas alegorias… Andei por árduo caminho no qual não quero andar mais; e voltei para o meu ninho como voltam os pardais…
  13. 13. 14 Ando à procura de alguém que me venha dar carinho, como estou não me convém, não quero viver sozinho. Anoitece lentamente quando medito sozinho e me quedo descontente distante do teu carinho. A noite desceu aos poucos e no céu surgiu a lua para os boêmios e loucos que vagam a esmo na rua. A noite já vem chegando para trazer-me a saudade, pois o tempo foi levando toda a minha mocidade… À noite sonho contigo em meu céu de fantasia, mas depois pra meu castigo não te encontro noutro dia. A noite sucede ao dia e assim se passam os anos eu vivo sem alegria e morro de desenganos… A noite toda em vigília esperando amanhecer, pois quando enfim o sol brilha hei de te ouvir e te ver. Ao tentar criar poemas para contar minha história, me deparei com dilemas na fase contraditória…
  14. 14. 15 A poesia que me invade em horas de inspiração, além de cantar saudade, também canta solidão! Aquela que um dia fez meu coração palpitar, hoje não saiba, talvez, desta saudade sem par. As cartas que me escrevias com tanto amor e saudade, acalentavam meus dias cheios de felicidade. As trovas que a gente escreve, mesmo que sejam banais: é um pouco da vida breve que não volta nunca mais… As trovas que aqui deponho à apreciação dos leitores, são os frutos do meu sonho que colhi nos meus amores… Às vezes me contradigo sem querer, naturalmente, pois corro sempre o perigo de te amar inutilmente. Às vezes na solidão, Eu sonho com teus carinhos, Tento te esquecer em vão, Pois vives em meus caminhos… A trova que canto agora tem sabor de nostalgia, por alguém que foi embora quando mais bem a queria.
  15. 15. 16 Busco na trova a harmonia para equilibrar a vida; é o resumo da poesia em quatro linhas contida. Cada dia uma rotina que devo sempre seguir, entretanto a vida ensina que não posso desistir. Cada paixão que me invade surge do amor que não tive; e representa a saudade de quem neste mundo vive. Caminhemos pela vida, qual se fôssemos crianças, e por mais ríspida a lida, nunca nos falte esperanças ! Certo dia andava triste Pelas ruas da cidade, Foi então que tu surgiste Pra minha felicidade. “C‟est la vie!”, diz o francês em meio do burburinho… “Time is money!”, diz o inglês ao seguir o seu caminho… Como tarda anoitecer nestes dias de verão, quanto é difícil viver mergulhado em solidão. Como uma musa eu te quis e depois como mulher, oh, como fui infeliz por amar quem não me quer !
  16. 16. 17 Conheci-a linda outrora no esplendor da juventude, mas o tempo leva embora toda vaidade que ilude. Consegues viver sozinha, enfrentando a solidão?! Recorda que “uma andorinha sozinha não faz verão…” Contigo no pensamento, eu vou compondo esta trova, porque neste sentimento minha paixão se renova. Contigo no pensamento não lembro de mais ninguém: és meu prazer e tormento, mas algo que me faz bem… Contigo no pensamento tento dormir e esquecer; no entanto, pra meu tormento tu não sais do meu viver… Coração aventureiro, vive sonhando um amor, que pode ser verdadeiro, infeliz ou enganador. Cresce a planta no jardim por força da natureza; e cresce dentro de mim o amor à tua beleza. Das flores todas que planto em meu modesto jardim, aquela de mais encanto vem ser você, meu Jasmim!
  17. 17. 18 Da vida não tenho medo, da morte ainda não sei qual há de ser o segredo que nela desvendarei… Deixa-me ficar sonhando em meu mundo de ilusão, pra que vá me acostumando a viver na solidão. Dediquei-me tanto ao estudo que quase fiquei mais louco, procurando saber tudo, vejo que aprendi tão pouco… De manhã cedo levanto e ao Senhor dos Céus imploro, que me ajude quando canto e me console se choro. Dentro do peito escondido, no silêncio da saudade, chora o coração ferido pelo punhal da maldade. Depois de tantos caminhos percorridos nesta vida, meu troféu são teus carinhos que tenho em contrapartida. Desce a noite devagar: é o começo do verão… As aves vão descansar na calma da solidão. Desejo fazer somente o que deveras me apraz, levando os sonhos em frente, deixando as mágoas pra trás.
  18. 18. 19 Desejo que o nosso amor nunca seja de mentira; por isto sou trovador romântico, ao som da lira. De tudo o que já perdi, nada me causa mais dor, do que estar longe de ti e viver sem teu amor! De tudo que amo e venero, vem em primeiro lugar, teu beijo doce e sincero que me faz revigorar. Deve a trova ser singela e atingir os corações; quanto mais simples mais bela, embora tenha “chavões”. Deve a trova ser singela para sabê-la de cor; quanto mais simples mais bela, quanto mais terna melhor… Devo te dizer cantando para que escutes sorrindo e assim vás acreditando que eu não esteja fingindo… Do amor, fez sua doutrina, o filho de Deus: Jesus. E no alto de uma colina morreu pregado na cruz… Dos versos soltos que faço, um deles tem mais calor; porque lembra teu abraço e nossos beijos de amor..
  19. 19. 20 Eis que chega a primavera, trazendo-me novo alento, vivo o “suspense” da espera de te encontrar num momento… Enfrentar alegremente as incertezas da vida, é a maneira inteligente de tardar a despedida. Entre amar e ser amado, eu não sei o que é melhor; porém, viver desprezado, é, sem dúvida, o pior! Eras bonita… Eu tão feio… mas nos queríamos tanto, que num mesmo devaneio nos amamos por encanto… Eras uma linda fada num jardim cheio de flores; assim foste minha amada na canção dos meus amores. És a força que eu preciso para deixar de sofrer. Oh! querida, toma juízo e vem comigo viver ! És a mulher do meu sonho, digo sonhando outra vez, este delírio tristonho é a própria vida que o fez. És a musa dos meus versos que me inspira quando canto e nos momentos adversos o motivo do meu pranto.
  20. 20. 21 Escrevo trovas sentidas num desabafo de dor: são as ilusões perdidas de certo frustrado amor. Esperava compreender o que me causa aflição, para não permanecer nesta horrível confusão. Esperava o teu sorriso em teus lábios e nos olhos; quase perdi o juízo quando me lançaste abrolhos… Esquecer não é somente, A força pra não lembrar, É viver bem o presente Pra não ter que retornar… Esse amor que tu me deste foi efêmero, fugaz… Por isto a tristeza investe, arrebatando-me a paz. Esta chuva me visita, vem despertando a saudade, ao lembrar quanto és bonita, pois és a felicidade ! Esta grande desventura que me causa tanta dor; eu já creio: não tem cura… pois perdi o teu amor. Este amor que não resiste às tentações deste mundo, se não fosse assim tão triste, pudera ser mais profundo.
  21. 21. 22 Estivemos frente a frente, mas nenhum de nós sorriu; parecias diferente que me deixaste arredio. És uma estrela tão alta, brilhando no firmamento, que a minha canção exalta no calor do sentimento. É tão tarde… a madrugada daqui a pouco vai raiar; e pensando em minha amada quero dormir e sonhar… Eu agora não me espanto e nem me causa pavor, o terrível desencanto que sofri por teu amor. Eu caminho lentamente pelas areias do mar, debaixo do sol ardente que descamba devagar… Eu faço trovas sentidas nestas noites de luar: são as “paixões recolhidas” que não consigo olvidar. Eu fui ficando distante e vivendo da saudade, pois desejo, doravante, somente a sinceridade… Eu fui te ver certo dia e apenas me confundiste; ia cheio de alegria e voltei magoado e triste.
  22. 22. 23 Eu fui vivendo meus dias, procurando te olvidar, e quantas horas vazias se arrastavam devagar… Eu já vou me convencendo que nada sei pra ensinar; amei tanto e não compreendo o que significa amar. Eu levo a vida cantando minhas trovas e canções; só assim vou afastando mágoas e desilusões. Eu não sei porque sorris Quando me vês sem ninguém, Teus sorrisos são gentis – Talvez precises de alguém. Eu não sou navegador, mas enfrento o mar da vida, por causa do nosso amor que não teve despedida. Eu não te quero somente Pela aparência exterior; Meu querer é mais ardente, Mais profundo meu amor. Eu que já fiz do meu sonho um castelo de ilusão, hoje somente componho pra matar a solidão. Eu só fiz de minha vida uma história mal escrita; cavalgando a toda brida, mas sem fugir da desdita.
  23. 23. 24 Eu te esperei tantos anos, até não conseguir mais aguentar os desenganos que o teu desprezo me traz. Eu te quis com tanto afã, não pude te conquistar; pela tentativa vã, peço perdão por te amar… Eu vou relendo meus versos, trovas atuais e antigas, que rolam hoje dispersos, formando minhas cantigas. Faça chuva, faça sol, meu amor é permanente; desde o surgir do arrebol, até descer o poente. Faço de conta que penso e me concentro demais; todavia me convenço que não me encontro jamais… Faço versos para alguém que surgiu em minha vida e agora com seu desdém me deixou a alma ferida. Faze da trova teu lema com grande satisfação e terás em cada tema um motivo de emoção. Faze o verso sem barulho de trovador solitário, que se usares falso orgulho não passarás de um otário.
  24. 24. 25 Fiquei contente ao saber que realizaste teu sonho, pois fazes por merecer um futuro assaz risonho. Fiz de teu corpo uma glória: me inspiraste uma canção… Quem vai contar nossa história de saudade e solidão ?! Fora bom que tu partisses para nunca mais voltar; assim talvez conseguisses que eu pudesse te olvidar… Foste a morena brejeira que surgiu em meu amor como o botão da roseira que agora não dá mais flor. Fui feliz antigamente, quando era um pobre menino; e só vivia o presente, sem me importar com o destino. Hoje a vejo com saudade sem o viço da beleza, pois perdeu a mocidade na guerra c‟o a natureza. Hoje não tenho alegria por sentir esta saudade que nasce de quem fazia a minha felicidade. Houve sempre um sentimento que nunca teve igualdade, pois surge a qualquer momento, e que se chama saudade.
  25. 25. 26 Iremos os dois sozinhos em meio da multidão, por diferentes caminhos que jamais se encontrarão. Já faz tempo, era eu criança, minha mãe me disse um dia: - Nunca percas a esperança pois ela nos alivia ! Já fiz trovas de improviso, mas com muita reflexão, pois de uma coisa preciso: é não perder a razão… Já não canto por desgosto e nem por felicidade, mas, à tardinha, ao sol-posto, eu me quedo na saudade… Lá na praia se encontraram e viveram na ilusão, pois apenas se tornaram namorados de verão… Lembro-me às vezes de ti, nas horas de solidão, com amor e frenesi e uma dor no coração… Lobo da Estepe sozinho ando à procura de alguém, seguindo pelo caminho que agora mais me convém. Longe de ti me entristeço pela falta de carinho e pago o mais alto preço nesta vida tão sozinho…
  26. 26. 27 Mágoas de amor não tem preço: tudo pode acontecer; um final sem ter começo, impossível entender… Mais do que a própria vida vives em mim, noite e dia, e mesmo a esperança perdida ainda em ti esperaria. Mas antes que a chuva caia, prefiro sentir o vento levantando a tua saia para meu contentamento. Mesmo depois de velhinho, se Deus me der esta graça, quero sentir o carinho do amor total que não passa… Meu amor foi o mais louco, pois nasceu de uma esperança, que não vingou nem um pouco e transformou-se em lembrança. Meu amor simples em tudo não te convenceu bastante, porque permaneço mudo ao te ver tão deslumbrante. Meu coração se consterna olhando a noite estrelada; no mundo quem me governa são as carícias da amada. Meu coração se enternece quando vejo os passarinhos, no instante que a noite desce, retornarem aos seus ninhos.
  27. 27. 28 Meu coração tem amores que me perturbam e quanto ! pois até parecem dores nascidas do desencanto. Meu coração treme ainda ao lembrar-te com saudade, porque por seres tão linda eras a felicidade! Meu destino é fazer versos Pra compor as minhas trovas, Quanto mais sejam diversos Mais elas hão de ser novas… Meus olhos guardam ainda o momento em que te vi… Oh! meu Deus, eras tão linda que nunca mais te esqueci! Meus versos estão presentes na tristeza e na alegria, e nisso são procedentes da luta do dia-a-dia. Minhas mágoas já são tantas que não posso descrevê-las; é como se pelas tantas fosse contar as estrelas… Minha vida está repleta de amores incompreendidos que me fazem ser poeta de versos arrependidos. Mistura de mágoa e tédio, esta carência de amor; e se tomo algum remédio mais aumenta minha dor.
  28. 28. 29 Morrer cantando, quem dera, para você, para o povo, e ao florir a primavera nascer cantando de novo! Nada te digo nem quero que alguma coisa me digas; se às vezes me desespero eu me desfaço em cantigas… Não adianta querer tanto, nem amar sem ser amado, foi assim meu desencanto ao me sentir desprezado. Não estás junto comigo nestes momentos adversos; no entanto, pra meu castigo, vives inteira em meus versos ! Não façamos desta vida um motivo de revolta; nesta estrada sem saída é tão difícil a volta. Não foram horas perdidas as que passei junto a ti; são lembranças bem vividas que nunca mais esqueci… Não há mentira mais louca da que sai do coração, pois a que nasce da boca quase sempre é pretensão. Não há poder que consiga me demover da vontade, de tê-la só como amiga quando me assalta a saudade.
  29. 29. 30 Não me compreendes agora porque no teu lindo rosto nenhuma lágrima chora ao saber do meu desgosto. Não me iludem teus olhares e nem tampouco teus risos: são expansões singulares ou desejos indecisos ?! Não sei se devo olvidar-te ou ficar nesta ansiedade; pois te encontro em toda parte, vivendo em minha saudade… Não sei se foi desagrado, ou talvez ingratidão, este punhal afiado ferindo meu coração… Não tarda vir a alvorada trazendo nova esperança de prosseguir na jornada com mais fé e mais confiança. Não te direi novamente de minha mágoa sem causa, ficarei indiferente como quem pede uma pausa. Não te desprezo, nem quero o teu desprezo, igualmente; se o amor não é sincero procuro esquecer, somente… Não vais chorar, certamente, ao saberes que te quero e creias, porém, somente que tudo… tudo é sincero.
  30. 30. 31 Na trova tudo acontece, que o diga meu coração, pois amei quem não merece possuir minha paixão. Neruda… Grande Neruda, da “Canção Desesperada”, careço de tua ajuda pra cantar a minha amada! Nesta manhã radiante de sol claro e resplendente, por seres tão inconstante, me deixas tão descontente… Nesta vida quotidiana cuja rotina me cansa, apesar do que me engana sempre resta uma esperança. Nesta vida surge o amor Que vem abraçar nós dois; E no fim do corredor Vem a saudade depois… Neste sábado risonho, embora esteja sozinho, procuro deixar que o sonho encontre, enfim, seu caminho… No coração de quem ama não morre nunca a saudade, porquanto é qual uma chama com fogo da eternidade… No jardim da minha vida, quantas flores cultivei; Mas em cada despedida muitas delas arranquei…
  31. 31. 32 No “Meu Caminho até Ontem” busquei no amor esperanças, pretendendo que despontem “Minhas Amáveis Lembranças”. Nosso amor em decadência foi findando pouco a pouco; você com sua demência e eu me tornando mais louco. Nosso amor já teve fim, pois não esteve ao alcance o que você quis de mim pra ter sucesso o romance. Nosso amor sem persistência teve pouca duração, assim foi sua existência como chuva de verão. No tumulto desta vida nos encontramos um dia, e sendo minha escolhida você não me escolheria. O amor à primeira vista visitou meu coração, mas no instante da conquista vi que tudo foi em vão. O amor daquele que chora por ter sido desprezado, não tem jeito de ir embora, fica no peito guardado. O amor de quem não desiste, seja forte, seja brando, há de permanecer triste que nem flor que vai murchando.
  32. 32. 33 O amor platônico vive em minhas trovas também; foi um que uma vez eu tive e não me fez muito bem. O amor que nasce de um beijo até pode fracassar, mas se nasce de um desejo vai permanecer no olhar… O amor, sem paz nem sossego, também merece louvor; mas se não traz aconchego, impossível ser amor. O amor tem prazer e pranto, também mágoas e carinhos; pois assim sendo, portanto, não há rosas sem espinhos! O calor convida ao mar aonde o meu desejo vai, preciso te procurar quando a tarde aos poucos cai. O exemplo mais convincente de minha triste existência, foi só… quando inteligente, paguei o mal com paciência… O menestrel sem juízo um dia nasceu em mim, daquele instante, preciso me comunicar assim… O que me causa tristeza não é saber que não me amas, é tão-somente a certeza que sofres e não reclamas !
  33. 33. 34 O tempo que tudo apaga só deixa recordação, que nem uma viva chaga sangrando no coração. Outrora fui solitário, não tinha grande vaidade, mas, hoje, sou perdulário de tanto amor e saudade. Ouve os versos que componho ao te lembrar, ó querida! A vida parece um sonho, um sonho parece a vida… Ouvi dizer que meus versos não são os teus preferidos; não creias nesses perversos que nos querem desunidos. Ouvindo o rumor das águas eu me ponho a suplicar: que levem as minhas mágoas e as afoguem lá no mar. O verso nasce espontâneo quando surge a inspiração; é tal qual um ritmo estranho a formar uma canção. Pablo Neruda, o cantor que leio de madrugada: “Veinte Poemas de Amor” e a “Canción Desesperada”. Para esquecer-te procuro me envolver na multidão, mas não me sinto seguro e retorno à solidão.
  34. 34. 35 Para sofrer tanto assim fora melhor não revê-la; está tão longe de mim como se fosse uma estrela. Para te amar me concentro, esperando chegar a hora; pois quem não ama por dentro, não adianta amar por fora. Para tê-la novamente andei por muitos caminhos e retornei descontente sem conseguir seus carinhos… Para viver com carinho procurei amar alguém; hoje sinto que sozinho eu vivia muito bem. Pelas trovas benfazejas que solitário componho, peço que ditosa sejas e concretizes teu sonho. Pelo amor sempre sonhado e nunca correspondido, vou cantar um verso alado pra que chegue ao teu ouvido. Pelo sabor dos teus beijos me apaixonei, certo dia; hoje vivo nos desejos que me traz a nostalgia! Pelos caminhos da vida fui deixando para trás, como em cada despedida um sonho que se desfaz.
  35. 35. 36 Pelos caminhos do amor quantos sonhos e ilusões; e o que causa dissabor são as nossas frustrações. Pelos momentos vividos longe de ti que me encanta, meus soluços reprimidos vão morrendo na garganta. Penso em ti de vez em quando e se não posso te amar, quero somente, sonhando teus olhares recordar. Penso em ti quando a saudade me visita de surpresa e na minha soledade recordo a tua beleza. Perambulando sozinho, andando por aí a esmo, eu vejo que este caminho me faz fugir de mim mesmo. Perambulando sozinho pelas ruas da cidade, procuro achar o caminho que leva à felicidade. Perdido em divagações sento à beira do caminho, como se as recordações não me deixassem sozinho. Perto de ti me convenço que nada posso fazer, sem empregar o bom senso para afinal te esquecer.
  36. 36. 37 Por mais que tente esquecê-la, não consigo meu intento, sempre será qual estrela, brilhando no firmamento. Porque faço de amor, versos Sem dizer pra quem, me acusas, Mas te digo: são diversos, Pois muitas são minhas Musas ! Porque já chegou o outono e foi embora o verão, vou ficando no abandono e minhas folhas cairão… Por que será que a saudade traz tanta contradição?! Pode ser felicidade e também desilusão… Por te querer me atormento e de te amar não desisto; para tanto sofrimento, antes não te houvesse visto. Por viver apaixonado me chamam de sonhador; porém, se amar é pecado, sou o maior pecador. Posso perder-te… que importa se não queres me aceitar… Há muito tempo está morta a vontade de te amar. Proclamas que és minha amiga… ou foges da realidade ?! Não te importas que eu te diga desejar mais que amizade ?!
  37. 37. 38 Pudesse um dia chorar como nos tempos da infância; é que o passado no lar escondeu-se na distância. Quando chegaste trazias um mundo imenso no olhar, ao partires deixarias só tristeza em teu lugar. Quando em pensamento a beijo não sinto felicidade, porque, afinal, meu desejo é beijá-la de verdade. Quando estás à beira-mar, caminhando sobre a areia, eu me ponho a meditar que sejas uma sereia. Quando fui apaixonado por uma estranha mulher, meu coração era amado e eu não quis a quem me quer. Quando jovem, meu intento era conquistar gurias, hoje, no envelhecimento, tenho apenas fantasias… Quando lembro do passado sempre fico convencido que hoje vivo condenado por ter o tempo perdido. Quando te vejo formosa, passeando pelo jardim, eu penso que és uma rosa desabrochando pra mim.
  38. 38. 39 Quando te vejo sorrindo, não consigo disfarçar, este desespero infindo de não poder te beijar. Quando te vi, de repente, meu desejo foi te amar; tens um quê tão envolvente, que tanto me faz sonhar… Quando te vi deslumbrante com teus olhares fatais, eu notei naquele instante que era então tarde demais. Quando te vi num relance meu coração despertou, sonhando um novo romance que não se concretizou. Quanta dor num verso apenas quem sofre pode dizer; eu mesmo sei de centenas que assim dizem a sofrer. Quantas noites mal dormidas, Já quase perdendo o juízo, Ó meu bem, por que duvidas Que é de ti que eu mais preciso ? Quantas noites mal dormidas, pensando em que não me quer; são as ilusões perdidas por causa de uma mulher!… Quantas trovas, quantos versos, me levaram de roldão, a conhecer universos existentes na ilusão…
  39. 39. 40 Quantos amores têm fim por falta de persistência, não concretizando assim a base da convivência. Quase sempre estou sozinho, pensando no que virá por este árduo caminho minha vida seguirá!… Quem ama por conveniência não conhece a sensação que causa em nossa existência o fogo de uma paixão. “Quem ama sempre perdoa…” diz um dito popular, mas o desprezo magoa por mais que se queira amar. “Quem canta os males espanta…”; certo ditado assim diz, porque chorar não adianta e torna o ser infeliz… Quem deseja ser feliz Deve nutrir a ilusão; Será sempre um aprendiz Das coisas do coração. Quem disse que a geada esfria uma relação qualquer? Eu faço amor todo dia, mas não co´a mesma mulher ! Quem fizer a gentileza de não levar por ofensa, que me ame até na pobreza sem esperar recompensa.
  40. 40. 41 Quem fizer a gentileza de não levar por ofensa, que me ame sem recompensa, porque vivo na pobreza… Quem ler meus versos verá que procurei ser feliz; e afinal entenderá que nunca tive o que quis. Quem namorou algum dia, sabe o quanto se requer, para ter a simpatia e o coração da mulher. Quem quiser ser trovador, seja primeiro aprendiz, mesmo em matéria de amor se aprende pra ser feliz. Queres me amar, eu aceito teu bem-querer de bom grado, porque vivo insatisfeito por nunca ter sido amado. Quisera trovas suaves para um mundo mais feliz e conversar com as aves qual São Francisco de Assis ! Quisera um buquê de rosas, cujo aroma se desfaz pelas horas dolorosas deste silêncio mordaz. Quis viver sempre contigo: assim era meu desejo. Agora só por castigo eu fujo quando te vejo.
  41. 41. 42 Roubei-lhe um beijo, ao passar ao meu lado, sorridente; e lembrando seu olhar, de noite, dormi contente… São duas jabuticabas, Teus olhos mirando os meus, Vou dizer-te, pra que saibas, Meus tristes olhos são teus. Saudade!… palavra viva do que ficou no passado; és o bem que nos cativa para sempre ser lembrado! Se a Humanidade soubesse tudo o que a poesia encerra, certamente não houvesse tanta desgraça na Terra… Se amar causa sofrimento; é preciso suportar… pois não há pior tormento do que sofrer sem amar… Se amei e fui preterido, pouco me importa até quando, pois não me dou por vencido e continuo te amando. Se a tristeza me visita canto uma trova somente, e desta forma a desdita foge e me torno contente. Se eu não sentisse saudade daquela que tanto quis, talvez a felicidade não me fizesse infeliz.
  42. 42. 43 Segue teu rumo que eu sigo o meu destino também, se não pude andar contigo vou procurar outro alguém… Segura o pouco que tens e amanhã podes ter mais, porque de todos teus bens preponderam ideais. Seja pobre ou seja rica a rima é uma canção, a saudade sempre fica depois que os versos se vão. Se leres os versos soltos neste livro de lamentos, que não te assaltem revoltos, infelizes sentimentos… Sempre existe na existência pra nos fazer infeliz, um amor sem convivência que a gente esperou e quis. Se não puderes me amar, eu acato teu direito, embora fique a chorar o coração em meu peito. Sendo um simples aprendiz de saber da trova o enredo, sinto que não sou feliz e me condeno em segredo. Se o amor não tem futuro e vive só da esperança, é qual um tiro no escuro e sem querer você “dança”.
  43. 43. 44 Se pudesses compreender a paixão que me enlouquece, nunca mais o teu viver uma só mágoa tivesse… Ser feliz nesta existência Talvez apenas consiste Em demonstrar na aparência Ser sempre alegre e não triste… Se tens amor e resistes às ligações perigosas, teus dias não serão tristes e viverás entre rosas… Se tens amor não escondas, muito sofri por contê-los; ele surge como as ondas e foge ao não ter desvelo… Se tens amor não o escondas, proclame-o para quem é; as paixões são como as ondas que aproveitam a maré. Se te querer foi loucura, eu serei um triste louco, por te dar tanta fartura e ter em troca tão pouco. Se te querer foi pecado, sou um grande pecador; e por isto, condenado pelo Tribunal do Amor ! Sigo triste solitário por este mundo a cantar, não sei fazer o contrário, desaprendi de chorar.
  44. 44. 45 Sócia de dor é paixão, sem ter reciprocidade, porque nos traz ilusão e nos deixa na orfandade. Sócrates assim dizia: “Eu só sei que nada sei.” E com tal filosofia eu também responderei. Sofro por ti, me atormento a cada instante que passa; e neste martírio lento vou vivendo na desgraça… Sou amigo das mulheres, elas só me fazem bem; sê assim se tu puderes e serás feliz também… Sou um simples trovador que vive cantando ao léu e faço apenas do amor o meu precioso troféu. Tantas trovas, tantos versos… afinal me convenci, que embora sejam diversos são dedicados a ti. Tanto te amei… foi em vão; eu te perco de hora em hora, mas um dia brotarão lágrimas de quem não chora. Tenho saudade da areia sob o sol a cintilar e as noites da lua cheia clareando as águas do mar…
  45. 45. 46 Tem trovas que a gente diz, tem outras que a gente lê, e pra mim a mais feliz é a que fala de você ! Tenho amigos trovadores e trovadoras amigas; às mulheres meus amores e a todos minhas cantigas… Tenho amor e penso nela toda noite, todo dia, cada vez está mais bela no meu céu de fantasia… Tens razão quando me dizes que não queres meu amor, para os pobres infelizes existe somente a dor. Tens razão quando tu dizes que o poeta é um sonhador; neste mundo de infelizes só assim suporta a dor. Ter-te comigo sozinha Numa noite enluarada, É toda a vontade minha E nem desejo mais nada. Teu encanto me seduz nas horas que te contemplo, toda cercada de luz qual uma deusa num templo. Toda noite durmo e sonho com os teus olhos brilhantes, porque teu rosto risonho nem me deixa por instantes…
  46. 46. 47 Trovas de amor e saudade trazem mil temas diversos, mas predomina a amizade nascendo de tantos versos… Tua pele morena clara Tem um quê de sedutor, Não sei com que se compara… Deve ter muito calor. Tuas mãos nas minhas mãos numa ternura incontida, sinto que não foram vãos esses momentos na vida. Tudo não passou de um sonho tão rápido e fugidio; um pensamento enfadonho que de nada me serviu. Tu me procuras sorrindo e te recebo contente, como se fosse surgindo um novo amor de repente! Uma trova pequenina demonstra como um teorema, a realidade que ensina e diz mais do que um poema. Um verso pobre, uma trova, merecem sempre acolhida, pois o sonho se renova a cada instante da vida. Vai romper a madrugada neste começo do outono, e sem pensar mais em nada quero me entregar ao sono…
  47. 47. 48 Vai-se um amor… outro vem… e assim se passam os dias. Os nossos sonhos também são de mágoas e alegrias. Vamos em frente, vencendo as agruras da jornada e estaremos compreendendo que não lutamos por nada. Velha lira abandonada dos tempos da mocidade, hoje cantas magoada, não de dor, mas de saudade ! Vem reclinar-te em meus braços para que eu sinta em meu peito o calor dos teus abraços e viva assim… satisfeito. Vens à noite de mansinho e trazes junto contigo a saudade do carinho que olvidar eu não consigo. Vida de amor e saudade, que junto com nossos sonhos, também traz a realidade e momentos enfadonhos. Vive de amor, se te apraz, e nunca percas a calma; porque a verdadeira paz só se encontra dentro da alma. Vive então com muita fé, inda que a dor te consome… Diz o ditado: “O que é d‟homem o bicho não come”.
  48. 48. 49 Vivemos na contingência de alimentar a crendice, que o caminho da existência vai nos levar à velhice. Viver contigo não posso, te deixar é o meu destino; pois quero ver se remoço e retorno a ser menino. Vou caminhando sozinho pela estrada sem ninguém, sinto falta do carinho que já me fez tanto bem. Vou cantar a noite inteira até surgir a alvorada, que minh‟alma seresteira vive sonhando acordada. Vou fazer-lhe uma proposta, pense bem no que lhe digo: se disser que não me gosta, quero ser só seu amigo!
  49. 49. 50 OUTROS VERSOS Ser Poeta Vai em frente, segue a estrada sem muito esperar da glória, vida simples, devotada… Se alguém ouvir tua estória nostálgica e merencória, canta sempre, até por nada !… Faze como o passarinho que saúda a natureza, enquanto busca um raminho, com afã e singeleza, pra construir o seu ninho: - maior prova de beleza ! Sejam teus versos cantigas que a gente escuta na rua, pobres canções, mas amigas
  50. 50. 51 como as estrelas e a lua; pois a terra será tua longe de dor e fadigas… Não temas crítica austera e nem te afastes do tema, sempre alcança quem espera; prosseguir seja teu lema e verás a primavera coroar-te com seu diadema ! SONETO À FLORBELA ESPANCA *8.12.1894 - +8.12.1930 Foi amando teus versos que aprendi a soluçar também o mal do amor, nos desencontros e no frenesi que envolveram meu estro sonhador... Soubeste extravasar todo o calor que sentias, assim como senti, das paixões que me fazem ser cantor dos mesmos temas que provêm de ti. Ó divina poetisa, os teus tormentos expressos na poesia e nos lamentos, que soluçaste, fazem-te imortal... Ninguém foi tão sincera e tão brilhante, fazendo versos de mulher e amante, enaltecendo sempre Portugal ! SONETO A RAINER MARIA RILKE Nascimento do poeta em 4.12.1875 Sonetos geniais vou lendo agora de um primoroso vate que escreveu:
  51. 51. 52 ´´Cartas a um Jovem Poeta´´ e lhe deu conselhos pra seguir a qualquer hora... ´´A obra de arte é boa quando nasceu por necessidade...(...),´´; nada descora a beleza natural de uma aurora e o que criares sempre vai ser teu ! Rainer Maria Rilke, também busco em teus escritos muito que preciso pra poetizar meus versos de sozinho; e te aprendendo sei que não ofusco minha tarefa, às vezes, de indeciso, sempre à procura de um melhor caminho ! SONETO PARA O ANO-NOVO Há quanto tempo não escrevo um verso, De amor ardente ou de filosofia... Quem me dera, fazê-lo neste dia De Ano-Novo no esplêndido Universo ! Vede a luz que dos céus tanto irradia Raios difusos quando me disperso Em pensamentos e me vejo imerso No mar azul da linda fantasia !... E quem sinto povoar-me a solidão, nessas horas em que o sol vai se pôr ?! - Posso dizer que é uma grande paixão ! E aquela que a causou não vou falar, Talvez nem saiba compreender o ardor De minh´alma... Terá que adivinhar ! A PORTA QUE SE ABRIR... Ouvindo a música suave e mansa eu passo as minhas horas solitárias... Que difícil manter uma esperança quando as próprias ideias são contrárias ! Como desejo ter uma mudança, nestas ocasiões, tão necessárias; penso na estrela que jamais se alcança e na desgraça que recai nos párias... Entretanto, procuro não cair, porque os espíritos, enfim, reagem mesmo perante a mais feroz tristeza... Espero pela porta que se abrir em meu destino e assim me dê passagem
  52. 52. 53 p‟ra conviver com a tua beleza… SONETO A GONÇALVES DIAS Falecimento do poeta em 3.11.1864- In Memoriam - Poeta das palmeiras e também dos indígenas, com força genial, cantou grandes amores que ninguém houvera feito assim sentimental… Lendo seus versos a saudade vem me visitar de modo especial, da minha terra que palmeiras tem onde o sabiá modula sem igual. Gonçalves Dias, vate da natura, és um astro que em nosso céu fulgura, com tuas mais românticas poesias… Soubeste transmitir a inspiração que as Musas te trouxeram na solidão do mundo ideal das alegorias ! SONETO A CARLOS MAGALHÃES DE AZEREDO - Falecimento do poeta em 4.11.1963 aos 91 anos. – In Memoriam -. Quando leio sonetos dos poetas, velhos românticos de antigamente, sinto quão suas musas são diletas nos versos que escreveram docemente… Poesias inspiradas e discretas, mas também outras, de romance ardente, que tudo dizem, atingindo as metas que se propunham, na paixão ingente. Leio Carlos Magalhães de Azeredo, o seu ´´Verão e Outono´´, em que demoro, curtindo um verso no final do enredo em que ele escreve: ´´Doce e amargo encanto ! São tuas próprias lágrimas que choro !´´ E aprendo, então, como é tão forte o pranto…
  53. 53. 54 SONETO A RUI BARBOSA Nascimento do escritor Rui Barbosa em 5.11.1849 – In Memoriam - Rui Barbosa Literato Foi de fato Rei da Prosa. Escritor Mui correto Tão dileto Prosador. Assombrou C´o saber Tão profundo… Pois honrou Seu dever Neste mundo. SONETO ALEXANDRINO A AMADEU AMARAL Nascimento do poeta Amadeu Amaral em 6.11.1875 – In Memoriam - “Rios”, “Sonhos de Amor”, e “A um Adolescente”, são sonetos de escol que leio comovido, porque me fazem bem neste dia envolvente pela nublada luz do céu escurecido… E fico a meditar, trazendo para a mente, os poemas “A Estátua e a Rosa”, em sublime sentido; “Prece da Tarde”, quando exsurge a voz do crente como um sopro de amor no caminho escolhido… Estou perante o mestre Amadeu Amaral, cujos versos serão sempre muito admirados, como régio cultor da nobre poesia… Além do mais, ficou sendo vate Imortal, pois eleito ele foi por membros consagrados de nossa Brasileira Excelsa Academia !
  54. 54. 55 SONETO PARA CECÍLIA MEIRELES Nascimento da poeta em 7.11.1901 – In Memoriam - Procuro viajar nestes poemas que me emocionam tanto e permaneço conhecendo em mais variados temas, a vida alegre ou triste em que padeço… Procurei fazer versos, de tropeço em tropeço, p´ra resolver problemas que enfrentei no viver, desde o começo, quando me apareciam os dilemas. Um dia encontrei doce poesia melancólica, plena de ternura, mas também sempre límpida e correta. São horas de tristeza e nostalgia que me suscitam a feliz candura, de Cecília Meireles, a poeta ! SONETO A ARTHUR RIMBAUD Falecimento do poeta francês em 10.11.1891 – In Memoriam - Jovem poeta que parou bem cedo de fazer versos plenos de emoção… Soneto de “Vogais” em cujo enredo cada uma tem a significação. Sua obra não foi simples arremedo de alguém que pensa apenas na ilusão; não se sabe do enigma nem do medo de a poesia dar continuação… O certo é que depois, quando indagado se era parente de Rimbaud, dizia: “Eu nunca ouvi falar !” E assim calado continuou pelo resta da vida, só, com sua nova e vã filosofia em que se sabe que seremos pó ! SONETO A AUGUSTO DOS ANJOS Falecimento do poeta em 12.11.1914 – In Memoriam - Leio seus versos de poeta ousado, e me comovo com a verve forte, que se deprime qual um condenado, a cada instante lamentando a sorte. Mas foi um grande, embora desgraçado,
  55. 55. 56 sem ter um lenitivo que o conforte, em cada verso um passo encaminhado rumo ao destino que o esperava: a morte ! E sendo um vândalo destruidor, andou por ´´templos claros e risonhos´´, como num pesadelo com pavor… Então, num ímpeto de iconoclastas, ´´quebrou a imagem dos seus próprios sonhos´´, ´´erguendo os gládios e brandindo as hastas´´! SONETO A CRUZ E SOUSA Nascimento do poeta em 24.11.1861 – In Memoriam - Poeta das Visões e dos Mistérios, Evocando outros mundos de Quimera Onde devem viver seres etéreos Que por aqui passaram n´outra Era… São espíritos cuja Vida austera Atravessaram cá momentos sérios, Sem conhecer a eterna Primavera, Hoje ouvindo dos Anjos os saltérios… São as almas que o Vate Cruz e Sousa Evocava em seus versos: “ais perdidos Das primitivas legiões humanas?!” Lembramos que sua alma ora repousa Por Mundos para nós desconhecidos, Mas plenos de canções… louvor… hosanas… APÓS LER CRIME DO PADRE AMARO DE EÇA DE QUEIROZ Nascimento do escritor em 25.11.1845 – In Memoriam - Uma história de amor que nos surpreende, libélulo ao celibato imposto, lança no espírito feroz desgosto que por maior esforço não se entende. São os mistérios que jamais se aprende: uma existência trágica ao sol-posto penetra o cérebro e no próprio rosto dá contrações de nervos e se estende. O mundo estupefato ao Padre Amaro lançará seu desprezo inconformado, pois mesmo que procure achar amparo
  56. 56. 57 na vã filosofia de um idílio, surgirão tão fatal como o pecado a pobre Amélia morta e morto o filho… SONETO A GREGÓRIO DE MATOS Falecimento do poeta em 26-11-1696 – In Memoriam - Gregório de Matos – Boca do Inferno, assim o apelidou o poviléu, apesar de às vezes ser mui terno e descantar também bênçãos do céu… Na Bahia causavam escarcéu, suas notas satíricas e hodierno, se despertou talvez algum labéu, há de ficar seu estro sempiterno… Vejo que a data do seu nascimento, será sete de abril?! ou vinte e três, ou vinte de dezembro?! Não é certa… Mas sei que foi poeta de talento, e tudo o que escreveu, e disse, e fez, mostra a coragem de sua alma aberta… VENTO DO MAR Vento que sopras furibundo e vens meus sonhos despertar, as tristezas de todo o mundo parece que trazes do mar… Ouvindo o lamento profundo sempre constante a marulhar, quedo-me triste, me confundo co‟a voz misteriosa do mar… Altas horas, cada segundo teimas o meu corpo abraçar, quando em reflexões me aprofundo para obter segredos do mar… SONETO À LEITURA Comemora-se no Brasil, o Dia Nacional da Leitura (a partir de 2009 – Lei nº 11.899). A distração do espírito é a leitura e os grandes mestres nos ensinam tal;
  57. 57. 58 nas obras-primas, vasto cabedal a mente encanta e o pensamento apura… A existência tem fases de amargura, pois há um confronto assaz fenomenal: de um lado luta o bem e de outro o mal e o que vence por fim é o que perdura. Escrevam, romancistas, seus romances ! Cantem, poetas, salutar poesia ! Porquanto houver na vida tantos transes, não vão morrer as páginas aflitas e nem há de ficar a imagem fria das criações pra todo sempre escritas. DIA DA CRIANÇA Julgavas que este amor não encontrasse pedras e espinhos pela estrada afora, mas são os sofrimentos e a demora o que fazem eterno o que é fugace. Repara-me nos olhos e na face para ver quanta mágoa me devora, por não ter alma cândida e sonora a fim de ser o que teu sonho amasse. Deixemos de torturas e cansaços, reclina-te serena nos meus braços, confia em mim na maior esperança… Faz de conta que nada mais existe, então verás alguém que foi tão triste convertido na mais alegre criança… SONETO ÍNTIMO Enfrenta teu destino sem alarde; que ninguém saiba o que te vai na mente… Não te lastimes, murmurando: “É tarde !” Esquece o teu passado, indiferente… Também não fujas, como vil covarde, à luta que te espera, e simplesmente pede ao Senhor que te proteja e guarde em Sua bondade infinda, onipotente. Encontrarás, enfim, sabedoria para atingir a meta projetada, sem falso orgulho, mágoa ou rebeldia; porque tua fé com força redobrada renascerá com flores de alegria,
  58. 58. 59 enfeitando pra sempre tua estrada. SONETO A CATULLO DA PAIXÃO CEARENSE Soneto em homenagem póstuma – In Memoriam Faz-me lembrar o tempo de menino, no lar paterno, lá na velha aldeia, com minha mãe, irmãos e irmãs, na ceia, de noitezinha, ao bimbalhar do sino… Depois, eu contemplava a lua cheia e perguntava aos céus: qual meu destino, neste mundo que roda e cambaleia, com momentos de luz e desatino?!… E ouvia a minha voz na voz do vento, dizendo que eu tivesse paciência, estudasse, aprendesse e na paixão de adquirir maior conhecimento, ingressasse no reino da sapiência… Que lindo era o Luar do meu Sertão !… SONETO DE UM CAVALEIRO TRISTE O sol descai… Montado no alazão eu sigo pensativo pela estrada, ouvindo o triste mugir da manada que procura abrigar-se no capão. Horas de amor… horas que o coração modula calmamente uma toada; que a tarde vai descendo para o nada e cheio de poesia fica o rincão. Morre a tardinha e nasce então o sonho que anima, que cativa, que reluz, embora seja às vezes tão tristonho. A noite vai descendo, foge a luz, por toda parte um reluzir tardonho e eu prossigo levando a minha cruz ! SONETO DE UM ANDARILHO Eu vivo solitário e maltrapilho, a caminhar por este mundo afora, e levo a vida por um triste trilho, boêmio sem amor e sem aurora.
  59. 59. 60 Da solidão sou sempre um pobre filho, e com imensa dor minh´alma chora, quando lembro sozinho o nosso idílio, aquele louco amor que tive outrora. Hoje, tristonho e maltrapilho vivo, da sociedade sempre longe, esquivo… Apenas nas tabernas acho paz. E lá, quando me afogo na bebida, olvido a desventura desta vida e penso, doido, que me amando estás. SONETO ARDENTE Aos poucos vou contando minha história nos poemas, nas crônicas, nos versos dos sonetos, das trovas… – merencória poesia – todos por aí dispersos… Relembrando os amores mais diversos que passaram, bem sei, longe da glória de se concretizarem ou perversos, magoando a minha triste trajetória… Lendo as páginas de outros sonhadores que enfrentaram fracassos, dissabores, eu me ponho a pensar no céu da vida que me pudesse dar felicidade e chego a bendizer esta saudade como se aos beijos da mulher querida… SONETO TRISTONHO Que lindo é o modular do passaredo que canta desde a aurora vir chegando até que a tarde triste vá tombando e a noite desça cheia de segredo. Ai! quem me dera que eu cantasse ledo sem estes prantos que me vão cegando e quando a noite vier se aproximando, cantar contente sem nenhum degredo ! Como meu peito já não quer cantar e minha vida sem amor definha, no verso derradeiro a chorar te peço encantadora moreninha, que quando a morte me vier buscar, reza uma prece pela alma minha !
  60. 60. 61 MATE NO GALPÃO O mate amargo passa de mão em mão e a gente se lembra de tropeadas do destino que leva por estradas desconhecidas, tristes, sem ninguém. A cuia prateada me entretém, escutando os causos dos camaradas que fizeram de suas gauchadas por terras que se somem pelo além. Ruivo fogo crepita no galpão, nobre abrigo dos tauras soberanos que saudosos se ajuntam no rincão a fim de recordar passados anos. E a cuia do gostoso chimarrão me é tristezas, saudades, desenganos… SONETO DO FIM DO DIA A noite vem descendo vagamente, as estrelas no céu vão apontando, a lua começa sua jornada urgente, de um lado para outro vai passeando… Quem nestas horas, de um amor ausente, não fica triste a imensidão mirando, e embora tantas vezes queira e tente modular, de tristor fica chorando?! Nesses momentos sempre é que a saudade me desanima, me tortura, ingrata… E eu me recordo, olhando a imensidade, dos felizes passeios pela mata; e a feroz aflição que então me invade irrompe dentro em mim como cascata ! SONETO À MULHER MORENA Linda manhã radiosa me convida a prosseguir nos passos rumo ao mundo, porque sonhar amando é tão profundo, que mais e mais, também prolonga a vida ! Mas se eu pudesse ser um vagabundo, sem conhecer a estrada percorrida, com certeza, conceberia a lida de procurá-la até em um submundo… Eu sei que vou lhe amar a todo o instante, com seu sorriso límpido e brilhante,
  61. 61. 62 qual se fosse de Alencar – ´´A Iracema´´!… E para consagrar meu preito à bela morena, que não sai da minha tela, eis o soneto que ainda é o poema ! FARRAPO Levantou-se o gaúcho sobranceiro no alto da coxilha verdejante, carregava uma carga no semblante dum tristor que seria o derradeiro. A glória de lutar e ser galante: o sonho que conduz o aventureiro. A glória de ser livre e ser gigante: o lema que conduz o pegureiro. Este lema e este sonho se fundiram e assim surgiu o nobre Farroupilha que lutou com ousada galhardia, porque a honra e a justiça escapuliram da canhada e do topo da coxilha, do pago em que ele viu a luz do dia ! QUANDO MURCHAR A PRIMAVERA Quando murcharem as flores dos caminhos e o peito calar-me indiferente como a serena mudez dos passarinhos em noite senil e permanente… Órfão de afetos, insaciado de carinhos caminharei tristonho de dolente, buscando outras sensações em novos ninhos como a cura ao meu amor fervente. E nada há de curar a viva chaga que deixaste a sangrar em meu desejo ao provar a doçura do teu beijo naquela tardinha rubra e vaga e onde estiveres chorarás baixinho a mágoa de deixar-me tão sozinho. CANSAÇO No corpo sentírás a lassidão de uma canseira incrível, de um torpor
  62. 62. 63 que te virá só para em ti depor as esperanças que te morrerão… E numa palidez verás, então, teus olhos magoados pela dor, vidrados sem o brilho sonhador que te deixava tão alegre são… Desejarás dormir nestes instantes. O sono não virá dar-te um abraço. Irás cantar, mas inda que tu cantes passarás amarguras como passo e enxergarás que em risos deslumbrantes te sorrirá flamívolo cansaço…
  63. 63. 64 CONCURSOS LITERÁRIOS CONCURSOS DE TROVAS IV Jogos Florais de Caxias do Sul (Prazo: 20 de janeiro de 2014) Temas de Âmbito Nacional e Países de língua portuguesa: Líricas/filosóficas: ACALANTO Humorísticas: SOMBRA Para Trovadores residentes no Estado do Rio Grande do Sul: Líricas/filosóficas: SERESTA Humorísticas: PIZZA Máximo de 03 trovas por tema Prazo: até 20 de janeiro de 2014 (vale a data da postagem) OBS: A palavra-tema deverá constar da trova. Enviar para: A/C de Alice Cristina Velho Brandão Rua Padre Cristóvão de Orellana Mendonza, 671/102 Bairro Sagrada Família Caxias do Sul – RS CEP 95052-520 LV Jogos Florais de Nova Friburgo - 2014 (Prazo : 15 de março de 2014) (Nos concursos de Nova Friburgo não é obrigatório constar a palavra-tema nas trovas, bastando estar configurada a temática) CONCURSO NACIONAL
  64. 64. 65 TEMAS: “Passeio” (líricas/filosóficas) – até 3 trovas “Balada” = (humorísticas) – até 3 trovas A/C de Dilva Maria de Moraes Av. Ariosto Bento de Mello, 30/502 Cep 28.610-100 – Nova Friburgo/RJ CONCURSO LOCAL TEMAS: “Relógio” (líricas/filosóficas) – até 3 trovas “Bacia” = (humorísticas) – até 3 trovas A/C Maria Nascimento Santos Carvalho Rua Barata Ribeiro, 189, aptº 502 – Copacabana Cep 22.011-001 – Rio de Janeiro/RJ CONCURSOS PARALELOS: (apenas uma trova por tema) 1 – Homenagem a J.G. de Araújo Jorge (centenário de nascimento: 20/05/1914) TEMA: “Poesia” A/C de Elisabeth Souza Cruz Rua Santa Marta, 70 Cep 28.623-080 – Nova Friburgo/RJ 2 – Homenagem a Rodolpho Abbud, o grande baluarte da Trova no Brasil, faleceu no dia 25 de novembro de 2013. TEMA: “Fonte do Suspiro” O sonho de Abbud era a restauração da Fonte do Suspiro de Nova Friburgo, destruída pela catástrofe de 2011, e que servia de inspiração aos poetas. OBS: aberto a todos os trovadores. Os do Brasil e língua portuguesa em geral deverão escrever no envelope: “Concurso Nacional”, e os trovadores de Nova Friburgo escreverão “Concurso Local”. A/C de Therezinha Tavares Rua Padre Roberto Sabóia Medeiros, 14 – sobrado Cep 28.625-080 – Nova Friburgo/RJ
  65. 65. 66 XXIV Concurso Nacional e Internacional de Trovas de Pindamonhangaba (Prazo: 31 de Março de 2014) União Brasileira de Trovadores – UBT Seção de Pindamonhangaba – SP (Poderão ser utilizados termos cognatos ou, até mesmo, ser omitida a palavra-tema, desde que o mesmo esteja implícito na construção da ideia.) Regulamento 1 – Dos trabalhos 1.1 As trovas devem ser inéditas, de autoria do remetente e, cada uma delas deve ser datilografada/digitada na face externa de um envelope branco, que deve ser remetido fechado. Dentro de cada envelope, colocar um papel com a identificação: nome completo, endereço completo e assinatura. 1.2 Os envelopes com as trovas devem ser colocados em outro maior, para a remessa e, este não pode ter a identificação externa do remetente. 1.3 Máximo de 3 trovas (líricas/filosóficas) por concorrente, datilografando/digitando acima da trova, o tema a que concorre. 1.4 Serão consideradas as trovas recebidas até 31 de março de 2014. 1.5 As trovas devem ser remetidas para: XXIV Concurso Nacional e Internacional de Trovas de Pindamonhangaba Biblioteca Pública Municipal “Ver. Rômulo Campos D‟Arace” Ladeira Barão de Pindamonhangaba, s/n – Bosque da Princesa CEP: 12401-320 – Pindamonhangaba 1.6 Temas: 1.6.1 Nível Regional: para trovadores domiciliados na cidade de Pindamonhangaba, demais cidades do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Região Serrana (Mantiqueira, no Estado de São Paulo) – INSANO 1.6.2 Nível Nacional/Internacional: para os trovadores domiciliados nas demais cidades do Brasil e Exterior
  66. 66. 67 – SENSATO 1.6.3 XX Juventrova (para estudantes) (O concurso para estudantes costuma ter regulamento próprio) – COPA 2 – Da Premiação Dia: 05 de Julho de 2014. Horário: 20 horas Local: a ser confirmado Prêmios: Serão concedidos para cada um dos TEMAS – Troféus e Diplomas para os cincos primeiros colocados, cinco Menções Honrosas e cinco Menções Especiais. 3 – Da Comissão Julgadora A Comissão Julgadora será formada por trovadores de reconhecido mérito, ficando estabelecido que as trovas com o tema INSANO serão julgadas por trovadores residentes em outras regiões e Estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, etc), e as trovas com o tema FRASE serão julgadas por trovadores residentes no Vale do Paraiba, Litoral Norte, etc. 4 – A Comissão Organizadora está assim constituída: 1 Secretária de Educação e Cultura: Profª ELISABETE CURSINO 2 Bibliotecária: LUCIANE BUSTOS U.B.T. – Seção de Pindamonhangaba: 3 Presidente: Prof. Dr. José Valdez de Castro Moura 4 Vice-Presidente de Administração – João Paulo Ouverney. 5 Vice - Presidente de Cultura – Profa. Ana Maria Jório Marcondes. 6 Vice-Presidente Relações Públicas: Altair Fernandes de Carvalho. 4.1 A Comissão Organizadora resolverá os casos e suas decisões serão definitivas e irrecorríveis. 4.2 As trovas remetidas em desacordo com qualquer item, serão eliminadas automaticamente do concurso 4.3 A simples remessa das trovas significa total conhecimento e completa aceitação deste Regulamento. MAIS INFORMAÇÕES: Telefone: (12) 3642-3724 (José Valdez)
  67. 67. 68 XXVIII Jogos Florais Internacionais de Ribeirão Preto (Prazo: 31 de Março de 2014) Ano de Futebol TEMAS NACIONAIS/INTERNACIONAIS: Líricas-filosóficas: PÊNALTI Humorísticas: GANDULA Remessa: a/c prof. Nilton Manoel Teixeira Caixa postal 448 – Ribeirão Preto-SP-Brasil Cep 14.001-970 TEMA MUNICIPAL: BOLA (Líricas-filosóficas) ESCANTEIO (Humorísticas) variantes não serão aceitas ATÉ TRÊS TROVAS POR TEMA Remessas até 31 de março de 2014 Solenidade de premiação: maio de 2014 – Feira do Livro Jogos Florais de Los Angeles/USA Tema: "Humanidade" (obrigatório o uso da palavra-tema) Prazo: até 31.03.2014 Uma trova por concorrente Enviar para: gislainecanales@gmail.com com cópia para colibrirosebelle@aol.com Incluir nome e endereço completos, telefone, etc.
  68. 68. 69 X Concurso de Trovas UBT-Maranguape/2014 (Prazo: 15 de Abril de 2014) Promoção: UBT-MARANGUAPE, ACLA, FITEC, PROGRAMA BRASIL TROVADOR (RÁDIO MARANGUAPE FM) REGULAMENTO RESUMIDO 1) ÂMBITO/MODALIDADE e TEMAS: [O tema deve constar na trova] Língua portuguesa: 1.1. Nacional/Internacional – [uma trova por tema]: “Gentileza” (Líricas-filosóficas) e “Bola (s)” (Humorísticas) 1.2. ABERTO (a todos os trovadores – Nacional/internacional, estadual e municipal): Destinado a homenagear a profissão de Médico(a) – [uma trova por tema]: “Médico (a, as, os)” (Líricas-filosóficas); “ética (o, as, os)” (Líricas-filosóficas) 1.3. Estadual: [duas trovas por tema] “Futebol” (Líricas-Filosóficas) e “Sessentão” (Humorísticas) 1.4. Municipal: [duas trovas para cada tema] – “Sincero (s)” (Líricas-filosóficas) e “cova (s)” (Humorísticas) Língua hispânica: 1.5. Internacional em língua hispânica: [duas trovas por concorrente] - “Paz” (Líricas-filosóficas) OBS: a) Os trovadores de outros Estados/países poderão enviar trovas de âmbitos estadual e municipal, como participação Especial [não serão concedidos diploma de participação especial]; b) Os trovadores do Estado do Ceará não residentes em Maranguape ou não pertencentes a UBT-MARANGUAPE
  69. 69. 70 poderão enviar trovas de âmbito municipal como participação especial; c) Os trovadores do Estado do Ceará poderão enviar trovas de âmbito nacional/internacional como participação especial. d) Aberto – destinado a todos os trovadores [âmbitos nacional/internacional, estadual e municipal]. Serão feitas duas premiações na modalidade aberto: 1ª). Para trovadores de âmbito Nacional/internacional; 2ª) Exclusiva p/trovadores do Estado do Ceará, inclusive de Maranguape. e) Indicar o tema antes de escrever a trova. 2. ENDEREÇO PARA REMESSA DAS TROVAS: Por e-mail para o endereço eletrônico: ubt.mpe@gmail.com, indicando o nome do autor, endereço completo, município e CEP. 3. PRAZO PARA REMESSA: Até 15 de abril de 2014. 4. CLASSIFICAÇÃO: 5 vencedores, 5 menções honrosas, 5 menções especiais e 5 destaques. Maranguape, CE, em 14.12.3013. Fco. José Moreira Lopes Presidente da UBT-MARANGUAPE/CE Participe e encaminhe suas trovas pelo e-mail: ubt.mpe@gmail.com IX Jogos Florais de Cambuci (Prazo: 31 de Maio de 2014) TEMA – ACADEMIA (Lírica ou Filosófica). UMA ÚNICA TROVA – HOMENAGEM A ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DE CAMBUCI PRAZO: TROVAS CHEGADAS ATÉ 31 DE MAIO DE 2014. ENVIAR PARA: ALMIR PINTO DE AZEVEDO PRAÇA DA BANDEIRA, 79 – CENTRO. CEP: 28.430–000- CAMBUCI – ESTADO DO RIO DE JANEIRO. TEL.: (0XX) 22-2767-2010 – e – mail: informativoalac@yahoo.com.br. Almir Pinto de Azevedo UBT – CAMBUCI - RJ
  70. 70. 71 IV Jogos Florais da UBT Campos dos Goytacazes/RJ (Prazo: 31 de Maio de 2014) Âmbito Nacional (e países de língua portuguesa) Tema : FUTEBOL (Líricas-filosóficas) Âmbito Estadual (Estado do Rio de Janeiro) Tema: CIDADANIA (Líricas-filosóficas) Âmbito Municipal (Campos dos Goytacazes) Tema: EDUCAÇÃO (Líricas-filosóficas) Âmbito Estudantil Municipal (Campos dos Goytacazes) Tema: ESCOLA (Líricas-filosóficas) Prazo : até 31 de maio de 2014 Máximo : 1 Trova por concorrente Premiação : 10 vencedores Nacional 10 vencedores Estadual 05 vencedores Municipal 05 vencedores Estudantil Municipal Enviar em envelope pequeno com identificação em seu interior. A/C DA TROVADORA NEIVA FERNANDES RUA ELOI ORNELAS 25 – BAIRRO CAJU CAMPOS DOS GOYTACAZES / RJ CEP – 28051-205 Concurso Internacional de Trovas “Cidade de Belo Horizonte” (Prazo: 1o de Março a 31 de Maio de 2014) ÂMBITO NACIONAL E INTERNACIONAL Trovadores brasileiros e outros países lusófonos, exceto os residentes em Belo Horizonte
  71. 71. 72 TEMA: “COPA” (não valem trovas humorísticas) ÂMBITO MUNICIPAL (para trovadores residentes em BH) TEMA: “TAÇA” (não valem trovas humorísticas) LIMITE E FORMA: em cada âmbito, três trovas por autor, desde que sejam inéditas, de autoria própria e no formato ABAB SISTEMA E ENDEREÇO: remeter cada trova em um envelope branco, pequeno (média de 8x11cm), com o tema acima da trova e os dados de identificação dentro, lacrando-os e colocando em envelope maior para envio através dos Correios. Enviar para: Presidência da União Brasileira de Trovadores Seção de Belo Horizonte Rua Sagitário, 273 – casa – Bairro Santa Lúcia Cep 30.360-230 – Belo Horizonte – MG PRAZO: as trovas deverão ser enviadas entre 1º de março e 31 de maio de 2014. JULGAMENTO comissões formadas pela UBT de Belo Horizonte. Das decisões não caberá recurso. CLASSIFICAÇÃO E PRÊMIOS: aos cinco trabalhos vencedores caberão troféu e diploma; às cinco Menções Honrosas e cinco Menções Especiais, apenas diplomas. PREMIAÇÃO: a solenidade de premiação ocorrerá no sábado, dia 09/08/2014, em local e horário a serem indicados. Para mais informações, fones: (31) 9972-1938 ou (31) 3344- 8594.
  72. 72. 73 Concurso Nacional Intersedes (Prazo: 1º de março a 31 de maio de 2014) Realização = UBT, seção de Belo Horizonte TEMA: “DILEMA” (Líricas-filosóficas) somente uma trova por autor, sendo que a palavra-tema terá que constar na trova, que deverá ser inédita e de autoria própria. PRAZO – os trabalhos serão recebidos entre 1º de março e 31 de maio de 2014. OBS = concurso destinado apenas a pessoas filiadas a seção ou delegacia da UBT, excetuando-se as que forem filiadas à seção de Belo Horizonte. SISTEMA DE ENVELOPES enviar em pequeno envelope branco (+ ou – 8x11cm) com o tema citado acima da trova. Dentro do pequeno envelope, constar os dados do autor. Colocar em outro envelope (tamanho ofício ou padrão) e enviar para: CONCURSO NACIONAL INTERSEDES A/C WANDA DE PAULA MOURTHÉ Rua Professor Morais, 629, aptº 604 – Bº Funcionarios Cep 30.150-370 – Belo Horizonte – MG Serão classificados 01 vencedor (troféu e diploma) e 04 Menções Honrosas (diplomas). A solenidade de encerramento será na noite de 09 de agosto de 2014, em local e horário a serem definidos. Belo Horizonte, 15 de dezembro de 2013 ALUÍZIO ALBERTO DA CRUZ QUINTÃO – Presidente da UBT, seção de Belo Horizonte
  73. 73. 74 CONCURSOS DE POESIAS XIV Concurso Literário de Poesias de Casimiro de Abreu (Prazo: 30 de Janeiro de 2014) A Prefeitura Municipal de Casimiro de Abreu, através da Fundação Cultural Casimiro de Abreu, torna pública a realização do XIV Concurso Literário de Poesias, que será regido pelas normas e regras deste regulamento: Regulamento 1) Participantes: a) Poderão participar do concurso moradores do município de Casimiro de Abreu, demais municípios do Brasil e brasileiros residentes no exterior, com idade a partir de 16 anos, completados até o dia 30 de janeiro de 2013, que cumpram os requisitos deste regulamento. b) Para os brasileiros residentes no exterior é necessário que possua uma conta bancária em qualquer banco no Brasil para recebimento da premiação. c) Não poderão concorrer membros da Comissão Julgadora, servidores da Fundação Cultural Casimiro de Abreu e demais pessoas envolvidas na organização do Concurso. 2) Período de inscrição: Os trabalhos deverão ser entregues na Fundação Cultural Casimiro de Abreu, Rua Salomão Ginsburg, 168, Centro – Casimiro de Abreu RJ – CEP 28860-000, no horário de 09h às 17h, de segunda a sexta-feira, entre 07 de outubro de 2013 e 30 de janeiro de 2014, enviadas por Correio obedecendo as mesmas datas, valendo o carimbo postal como comprovante do prazo e nos seguintes locais: Biblioteca Pública Municipal Carlos Drummond de Andrade – Barra de São João Museu Casa de Casimiro de Abreu – Barra de São João; Biblioteca Pública Municipal Farias Brito – Rio Dourado; Biblioteca Pública Municipal Marcelo Elvas Severino – Professor Souza; Biblioteca Pública Municipal Tiradentes – Casimiro de Abreu;
  74. 74. 75 Biblioteca Pública Municipal Monteiro Lobato – Casimiro de Abreu; Casa de Cultura Estação Casimiro de Abreu – Casimiro de Abreu; Biblioteca Pública Municipal Pe. Francisco Peres Blasco – Assentamento Fazenda do Visconde. FICHA DE INSCRIÇÃO EM WORD: http://www.culturacasimiro.rj.gov.br/FICHA%20DE%20INCRICAO_XIV%20CONCURSO_LITERARIO_DE_POESIA.doc 3) Textos: a) Deverão ser escritos em língua portuguesa, digitados em papel branco A4, de um só lado da folha em fonte Arial ou Times New Roman, tamanho 12, espaço 1,5, em 5 (cinco) vias; b) O tema é livre c) Não serão aceitos trabalhos manuscritos. d) Os trabalhos deverão ser inéditos, isto é, que não tenham sido objeto de qualquer tipo de apresentação, veiculação ou publicação antes da inscrição no concurso e até a divulgação do resultado e entrega dos prêmios aos vencedores, inclusive em veiculações e/ou publicações realizadas através da internet em blogs, sites e/ou mídias sociais, em qualquer formato, quais sejam: textos, fotos, vídeos ou qualquer outra forma que possa identificar previamente o trabalho inscrito. e) Cada concorrente poderá participar com apenas 1 (um) trabalho. i) Nas páginas enviadas deverão conter somente o título da obra, a obra e o pseudônimo do autor. ii) A fim de resguardar a lisura da seleção dos trabalhos, os pseudônimos NÃO deverão guardar qualquer semelhança com o nome, apelido ou outro fator de identificação do concorrente. f) Não serão aceitas, em nenhuma hipótese, trocas, alterações, inserções ou exclusões de partes ou de quaisquer das obras após a entrega, ainda que dentro do prazo de recebimento. 4) Apresentação dos Trabalhos – Envelope: a) Os trabalhos deverão ser enviados dentro de um envelope endereçado da seguinte maneira: XIV CONCURSO LITERÁRIO DE POESIA Fundação Cultural Casimiro de Abreu Rua Salomão Ginsburg, 168, Centro Casimiro de Abreu – RJ. CEP 28860-000
  75. 75. 76 i) No remetente deverá vir escrito o nome do autor e o endereço. b) O pseudônimo NÃO poderá vir escrito no exterior do envelope. c) TODAS as folhas dos trabalhos deverão conter apenas o pseudônimo no rodapé, sem assinatura ou qualquer tipo de identificação. d) A ficha de inscrição devidamente preenchida e assinada deverá vir dentro do envelope. i) É importante o preenchimento correto da ficha de inscrição, para correta identificação do participante e para facilitar contatos posteriores. ii) O preenchimento incorreto ou ilegível da ficha de inscrição poderá desclassificar o concorrente. e) Não serão aceitas inscrições pela Internet. f) Não haverá devolução dos trabalhos recebidos. g) Os trabalhos que não obedecerem às regras e condições estipuladas neste regulamento serão automaticamente desclassificados. 5) Seleção e Julgamento a) Os concorrentes que tiverem seus trabalhos selecionados serão previamente comunicados por meio de correio eletrônico ou, na falta deste, por telefone; b) A seleção se dará pelo cumprimento das normas estipuladas neste regulamento; c) Apenas os concorrentes selecionados receberão certificados de participação via correio eletrônico em formato .pdf ou diretamente nos locais de inscrição; d) Os certificados serão entregues imediatamente após a conferência do conteúdo dos envelopes e validação da participação; e) O recebimento do certificado valerá como comprovante de inscrição; f) O corpo de jurados será formado por profissionais da área, altamente qualificados e designados pela Comissão Organizadora do Concurso; g) As decisões do júri são soberanas e irrecorríveis; h) Serão ainda critérios para julgamento: i) Demonstrar conhecimento da língua portuguesa;
  76. 76. 77 ii) Manter o texto dentro das especificações propostas no Regulamento; i) A comissão organizadora decidirá sobre as omissões deste Regulamento, depois de ouvida a opinião do júri; j) Em nenhum dos níveis de premiação será permitido o empate. i) O desempate ficará a cargo do júri, que destacará os trabalhos com o mesmo número de votos e realizará votação separada até que haja um vencedor. k) Os critérios para julgamento serão subjetivos, dada à natureza do concurso. 6) Divulgação dos resultados: O resultado será divulgado no Dia Nacional da Poesia, 14 de março de 2014, através do site: http://www.casimirodeabreu.rj.gov.br, sites especializados e através de comunicado afixado nos locais de inscrição. 7) Entrega da premiação: A premiação será entregue no dia 21 de março de 2014, durante evento comemorativo ao Dia Mundial da Poesia, na Casa de Cultura Estação Casimiro de Abreu, às 20h00min. 8) Premiação: a) O primeiro colocado receberá R$ 500,00 (quinhentos reais) e certificado. b) O segundo colocado receberá R$ 300,00 (trezentos reais) e certificado. c) O terceiro colocado receberá R$ 200,00 (duzentos reais) e um certificado. l) Os prêmios estarão disponíveis a partir de 21 de março de 2014, às 20h00min, e poderão ser retirados pessoalmente pelos vencedores ou até o dia 04 de agosto de 2014 na sede da Fundação Cultural Casimiro de Abreu, pelo autor ou por pessoa por ele autorizada mediante documento de procuração particular com firma reconhecida em cartório. m) Na hipótese dos vencedores residirem em outra localidade, os valores respectivos serão depositados diretamente, ou através de doc ou transferência, em conta corrente a ser informada, em bancos com agências localizadas em território nacional. i) Despesas bancárias advindas de qualquer procedimento serão abatidas do valor do prêmio. 9) Disposições Gerais a) A Fundação Cultural Casimiro de Abreu se reserva o direito de publicar poemas, vencedores ou não, em livros, ficando
  77. 77. 78 explícito que o ato de inscrição através da Ficha implica em autorização para publicação; b) Nos casos em que o participante for menor de idade, os pais ou responsáveis deverão assinar a Ficha de Inscrição; c) No caso da publicação de livros com poemas, o autor receberá 05 (cinco) exemplares a título de direito autoral; d) No ato da inscrição, o participante concorda em ceder à Fundação Cultural Casimiro de Abreu e à Prefeitura Municipal de Casimiro de Abreu, no âmbito deste certame, todos os direitos relacionados à sua imagem, bem com os autorais dos trabalhos desenvolvidos, incluindo as artes e textos que poderão ser exibidos, juntamente com a sua imagem ou não. A presente autorização e cessão são outorgadas livres e espontaneamente, em caráter gratuito, não incorrendo a autorizada em qualquer custo ou ônus, seja a que título for, sendo que estas são firmadas em caráter irrevogável, irretratável, e por prazo indeterminado, obrigando, inclusive, eventuais herdeiros e sucessores outorgantes. Casimiro de Abreu , 04 de outubro de 2013. REALIZAÇÃO: PREFEITURA MUNICIPAL DE CASIMIRO DE ABREU FUNDAÇÃO CULTURAL CASIMIRO DE ABREU II Concurso de Poesia Narciso Araújo (Prazo: 31 de Janeiro de 2014) Organização: Academia Marataizense de Letras. Inscrições: de 25 de outubro de 2013 a 31 de janeiro de 2014. Premiação: troféus e certificados. REGULAMENTO: 1. DA INSCRIÇÃO – As inscrições se iniciam em 25 de outubro de 2013 e se encerram, impreterivelmente, em 31 de janeiro de 2014, valendo, para registro, a data da postagem nos Correios. 1.1. Podem participar do concurso todos os cidadãos brasileiros, maiores de dezoito anos, residentes em território nacional. 1.2. O tema do concurso é livre. Cada participante pode concorrer com apenas 01 (um) poema INÉDITO, escrito obrigatoriamente em Língua Portuguesa.
  78. 78. 79 2. DO ENVIO (SISTEMA DE ENVELOPES) – O trabalho deve ser digitado em 01 (uma) só face da folha, em fonte „arial‟ ou „times new roman‟, tamanho 12; com margens 3cm (superior e esquerda) e margens 2cm (inferior e direita); com o máximo de 02 (duas) páginas, numeradas no canto superior direito; constando apenas o título do poema, o pseudônimo do autor, e o poema concorrente. 2.1. O trabalho deverá ser remetido em 4 (quatro) vias, em envelope grande; o qual trará também, em seu interior, outro envelope menor, contendo sobrecarta fechada, com a identificação do candidato: título do poema; pseudônimo do autor; nome completo do autor; endereço completo; telefones com DDD; e-mail e breve biografia (no máximo, 5 linhas). Na parte externa do envelope menor, deverá constar apenas o título do poema e o pseudônimo do autor. Na parte externa do envelope maior deverá constar o seguinte endereço do „destinatário‟: ACADEMIA MARATAIZENSE DE LETRAS. II CONCURSO DE POESIAS „NARCISO ARAÚJO‟. Rua Pedro Sousa Maia, n.º 263 – Ap. 101 – Bairro: Arraias. Praia da Cruz – Marataízes (ES) – CEP: 29.345-000. 2.2. O endereço do „destinatário‟ deverá ser repetido no lugar do endereço do „remetente‟, usando-se, no lugar do „nome do remetente‟, o nome do patrono do concurso: NARCISO DA COSTA ARAÚJO. 2.3. Qualquer forma de identificação do autor, diferente da estipulada neste edital, tornará nula a inscrição do poema. 2.4. No interior do mesmo envelope grande deverá conter, ainda, um CD, no qual estará gravado o poema concorrente, em Word for Windows ou equivalente (*.doc); cabendo ressaltar que a comissão organizadora não se responsabiliza por eventuais danos que possam ocorrer à mídia. 3. DA AUTENTICIDADE – Para todos os efeitos legais, os participantes se declaram legítimos autores dos poemas inscritos, garantindo o ineditismo dos mesmos, bem como isentando a Academia Marataizense de Letras de quaisquer reclamações, em juízo ou fora dele; podendo os infratores sofrer as penalidades previstas na Lei n.º 9.610/98 (Lei dos Direitos Autorais). 4. DA COMISSÃO JULGADORA – A comissão julgadora será constituída a convite da comissão organizadora e seus nomes serão anunciados somente após o término do período de inscrições. 4.1. Os membros da Academia Marataizense de Letras, da comissão organizadora e da comissão julgadora, bem como seus parentes, não poderão participar do concurso.
  79. 79. 80 4.2. A decisão da comissão julgadora é soberana, não sendo passível de recurso. 5. DO RESULTADO E PREMIAÇÃO – Os nomes dos vencedores serão divulgados no mês de março de 2014, em data ainda a ser definida. 5.1. Aos 03 (três) primeiros colocados serão concedidos: troféus e certificados. 5.2. Os vencedores serão previamente informados via correspondência eletrônica, em tempo que lhes permita comparecer à cerimônia de premiação. Quem não comparecer à cerimônia receberá o prêmio via Correios. 5.3. Os vencedores, residentes ou não no Estado do Espírito Santo, terão direito a passagens, hospedagem e alimentação gratuitas. 5.4. A entrega dos prêmios se fará (em local, data e horário ainda a combinar) em sessão solene, a se realizar em Marataízes (ES). 6. DOS TRÂMITES FINAIS – Qualquer descumprimento das normas deste edital, bem como qualquer ofensa à comissão julgadora ou aos organizadores do concurso, implicará na imediata desclassificação do candidato. 6.1. Ao fazer a inscrição o concorrente estará aceitando, naturalmente e na íntegra, os termos deste edital, ficando sujeito à desclassificação pelo não cumprimento do mesmo. 6.2. Ao final do concurso, os trabalhos não serão devolvidos. 6.3. Os casos omissos serão resolvidos pela comissão organizadora. Marataízes (ES), 15 de outubro de 2013. Bárbara Pérez – Presidente. André Luis Soares – Tesoureiro e Diretor Literário. Academia Marataizense de Letras. Apoio cultural: comércio local. Fonte: https://docs.google.com/file/d/0B_XQuRQ8D5iCMlNCV3JUMmRCY1QwRnR6d0E1WTFQNG9jZHc4/edit XII Concurso “Fritz Teixeira de Salles de Poesia” (Prazo: 18 de janeiro de 2014) Promoção “Fundação Cultural Pascoal Andreta”
  80. 80. 81 REGULAMENTO I. GERAL 1) As inscrições estarão abertas de 01 de novembro de 2013 até 18 de janeiro de 2014. 2) Cada autor poderá concorrer com até 02 (dois) poemas, inéditos, e em língua portuguesa. a. A publicação em blogs pessoais não invalida o ineditismo, porém a publicação em livros, jornais e ou antologias quaisquer, bem como a inscrição simultânea em outro concurso similar, invalidam a inscrição. 3) O tema das poesias é livre. 4) Uma Comissão Julgadora, escolhida pela Fundação Cultural Pascoal Andreta, selecionará os melhores trabalhos. 5) Os direitos autorais dos textos são de propriedade de seus autores. a. Ao enviar sua inscrição para esse concurso, os autores concordam expressamente com a publicação das poesias inscritas no site da Fundação Cultural Pascoal Andreta (www.fundacaopascoalandreta.com.br), bem como no livro (edição comemorativa) a ser publicado, sem que qualquer ônus, desde que os créditos de autoria sejam devidamente registrados. b. A Fundação Cultural Pascoal Andreta declara que o livro a ser editado (edição comemorativa), não será comercializado em nenhuma hipótese, tratando-se ainda de tiragem limitada. 6) O envio da(s) poesia(s) ao concurso significa inteira e completa concordância, por parte dos concorrentes, com este Regulamento. Casos omissos serão resolvidos pela Comissão Organizadora. As decisões são irrecorríveis. II. INSCRIÇÕES 1) Para confirmar sua inscrição, o autor deverá ser preencher o formulário disponível no link Ficha de Inscrição e enviar sua(s) poesia(s), apenas por e-mail, para o seguinte endereço: concurso.fritz.2014@gmail.com. 2) Informar no campo ASSUNTO: XII Concurso Fritz Teixeira de Salles – Poesias 3) No campo da mensagem, informar, obrigatoriamente: a. Nome completo b. Data de Nascimento c. Pseudônimo (se houver)
  81. 81. 82 d. Título(s) da(s) poesia(s) 4) As poesias deverão ser enviadas, como anexo, conforme abaixo: a. Digitação em fonte Times New Roman, tamanho12, ou fonte Arial, também tamanho 12, com espaço livre. b. Cada poesia deverá constituir um arquivo único, sem a indicação do nome do autor (os textos serão catalogados e indexados por numeração sequencial para encaminhamento à Comissão Julgadora). c. Preferencialmente, salvar os arquivos em formato PDF. Arquivos no formato Microsoft Word (.doc ou .docx), OpenOffice, BROffice, LibreOffice ou Google Docs também serão aceitos. d. Não enviar links de compartilhamento em serviços como Dropbox, Google Drive, Skydrive ou similares. e. Textos digitados no corpo do e-mail não serão considerados válidos. 5) Em até 10 (dez) dias contados a partir do envio das poesias, os participantes receberão comunicado, por email, da confirmação de sua inscrição ou serão solicitados a corrigir eventuais irregularidades. 6) Semanalmente será publicada no site da Fundação Cultural Pascoal Andreta –www.fundacaopascoalandreta.com.br – relação atualizada dos participantes e respectivos poemas cuja inscrição foi aceita pela Comissão Organizadora. 7) Eventuais esclarecimentos poderão ser encaminhados para o mesmo endereço eletrônico ( concurso.fritz.2014@gmail.com), indicando no campo ASSUNTO: XII Concurso Fritz Teixeira de Salles – Esclarecimentos. III. PRÊMIOS 1) Haverá premiação para os três melhores trabalhos, na categoria GERAL: a. 1º lugar: R$ 1.500,00 (Mil e quinhentos reais) b. 2º lugar: R$ 1.000,00 (Mil reais) c. 3º lugar: R$ 800,00 (Oitocentos reais) 2) Para os três melhores trabalhos de autores da cidade de Monte Sião: a. 1º lugar: R$ 500,00 (Quinhentos reais) b. 2º lugar: R$ 300,00 (Trezentos reais)
  82. 82. 83 c. 3º lugar: R$ 200,00 (Duzentos reais) 3) Menção Honrosa para 05 (cinco) trabalhos, na categoria GERAL. 4) Menção Honrosa para o concorrente mais jovem. 5) Todos os classificados, bem como aqueles contemplados com Menção Honrosa, receberão um livro contendo as poesias premiadas (edição comemorativa), editado por “Acervo Edições”, Diploma personalizado e assinatura do Jornal “Monte Sião” por um ano (12 edições). 6) A entrega dos prêmios acontecerá no dia 22 de março de 2014, sábado, às 20h. 7) Para os classificados do 1º ao 3º lugares, que não sejam de Monte Sião, haverá hospedagem com café da manhã. 8) No caso do não comparecimento de qualquer dos vencedores na noite da premiação, o prêmio respectivo deverá ser procurado dentro de 30 (trinta) dias, a partir da data da entrega, 22 de março de 2014. Findo este prazo o valor será devolvido ao patrocinador e o ganhador perderá o direito ao prêmio. 9) As festividades da noite serão dedicadas à memória de Segismundo Gottardello (Cid), um dos fundadores da Fundação Cultural Pascoal Andreta e do Museu Histórico e Geográfico de Monte Sião. 10) Os vencedores poderão declamar sua poesia ou, se desejarem, indicar outra pessoa para fazê-lo. 11) Os resultados do concurso serão publicados no site da Fundação Cultural Pascoal Andreta – http://www.fundacaopascoalandreta.com.br – no dia 23 de fevereiro de 2014. Fonte: http://www.fundacaopascoalandreta.com.br/index.php?option= com_content&view=article&id=49&Itemid=29

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