SUMÁRIO 
Biografia ..........................................................................................................
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Therezinha Dieguez Brisolla 
São tantas as descobertas 
e a ciência não é capaz 
de, com fronteiras abertas, 
dar ao mu...
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A cabine é o seu reduto 
e ao votar, nesta eleição, 
você tem por um minuto 
o futuro em sua mão! 
A canequinha da casa...
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A juventude passou... 
Com ela o sonho, a quimera... 
Quando a solidão chegou, 
eu já estava à sua espera! 
Angústia é ...
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Ao disfarçar meu desgosto, 
falsa alegria improviso, 
mas desce o pranto em meu rosto 
e vem molhar meu sorriso! 
Ao in...
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Ao ver pregado na cruz 
um Deus justo e não um réu, 
pede perdão a Jesus... 
E o "bom ladrão"... rouba o céu! 
Ao ver q...
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A primavera é um presente 
feito por Deus, artesão 
que burilou a semente 
plantada em outra estação! 
A razão, a quem ...
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A vida, por brincadeira 
ou distração, faz da gente 
velha ponte de madeira 
sempre à mercê de uma enchente! 
Bonita, p...
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- Canta mal, essa "coroa"... 
- Pois saiba que é minha tia. 
- Se a música fosse boa... 
- Pois é de minha autoria! 
C...
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Chora de fome o povão!!! 
Pro aperto, depois dos censos, 
dá o governo a solução: 
Distribui milhões... de lenços! 
Co...
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Comparo a um pano rasgado 
esse amor ao qual me rendo: 
quando parece acabado, 
um de nós faz o remendo. 
Constrói o a...
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Deixo escrito: ―Não me esqueça‖ 
na areia... mas, sem razão, 
a maré chega e, travessa, 
apaga a palavra ―Não!‖ 
Demon...
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Desfiz, ao mudar meu fado, 
a nossa união... sem dó. 
Já sofri tanto ao seu lado 
que achei melhor... sofrer só! 
Dest...
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Devo esquecer!... não adianta! 
E, por mais que eu argumente, 
sempre esse nó na garganta, 
quando o vejo... me desmen...
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Diz que quer dormir comigo, 
em qualquer canto, a Gioconda... 
Pra não ter esse "castigo", 
comprei a cama... redonda!...
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Embora a paixão me afoite, 
a minha esperança é vã... 
- Tu és o sol... eu sou noite. 
- Eu sou estrela... és manhã! 
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Enquanto a floresta queima 
pondo a fauna em burburinho, 
o passarinho ainda teima 
e procura, em vão, seu ninho! 
Env...
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Estuda, criança, aprende, 
que um livro sempre faz bem! 
E a vida, às vezes, depende 
da cultura que se tem! 
Eu acend...
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Eu tracei o meu destino 
mas, no dia da viagem, 
a vida, num desatino, 
rasgou a minha passagem! 
Falo à minha confide...
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Foi o bebum "muito esperto", 
como eremita... e está crente 
que, no calor do deserto, 
o oásis é de àgua... ardente!!...
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Gritei: ―- Pare, seu Joaquim‖, 
quando o trem apareceu... 
Ele ainda olhou pra mim, 
falou: ―Ímpare!‖ e morreu... 
Hoj...
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Jaz o ancião na cascata!... 
Seu anjo, que é seu abrigo, 
já velho e com catarata, 
não viu a placa "PERIGO"! 
Juro qu...
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Meu coração vai à luta, 
indefeso e apaixonado, 
como se fosse um recruta 
pisando um campo minado! 
"Minha amada"... ...
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Não abro a última carta.... 
Seja a notícia qual for, 
sei que não vens... e estou farta 
de ler mentiras de amor! 
Nã...
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Na penumbra, em teu olhar, 
brilha o amor, do qual me farto... 
Trazes contigo, o luar 
que, à noite, invade o meu qua...
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No açougue foi tal o susto 
ante o preço do filé, 
que a peruca do "seu" Justo 
ficou de cabelo em pé! 
"No fogão eu p...
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Nossa memória é um diário 
em um cofre... e, na verdade, 
do secreto relicário 
quem tem a chave é a saudade! 
Nos son...
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Num pagode eu fui dançar 
diz o velho, e "aconteceu" 
quando a moça eu fui tirar: 
-Quer dar-me a honra? E ela deu! 
O...
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O marido sai a ―campo‖ 
-e o pipoqueiro é estourado!... 
vendo a esposa com sarampo 
e o vizinho empipocado!!! 
O meu ...
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O rancho, no alto da serra, 
foi construído, por certo, 
por quem, tendo os pés na terra, 
sonha em ter o céu mais per...
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Outro amor, de mim, ocultas 
e eu vejo nos olhos teus 
quando o relógio consultas, 
que está na hora... do adeus. 
O t...
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Pede a graça ao padroeiro 
e promete ao santo, à beça... 
É um beato caloteiro 
que não paga nem promessa! 
Pedir voto...
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―Pescar, pra mim, é mania 
e é estranho que a esposa deixe!...‖ 
Ele vai pra pescaria 
e ela vai ―vender seu peixe‖. 
...
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Por vê-lo em farras constantes, 
com humor, fez a surpresa: 
- Querido, se chegar antes, 
deixa a luz, de fora, acesa....
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Quando a vida me amofina 
eu faço como em criança, 
largo a ilusão que termina 
e corro atrás da esperança! 
Quando a ...
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Quase ao fim da caminhada 
olho o princípio e, à distância, 
por entre as pedras da estrada 
procuro as flores... da i...
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Querendo ver o acidente, 
ele abriu caminho a murro... 
Foi dizendo: "Sou parente"... 
Mas quem morreu foi um burro! 
...
39 
Se antigos sonhos refaço, 
buscando a ilusão tardia, 
a vida muda o compasso 
dessa nova melodia! 
Se a saudade me mol...
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Sem avisar, sorrateira, 
foi ao pagode e azarou: 
No baile, um "chá de cadeira"! 
Chegando em casa... "dançou"! 
Sem ó...
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Sem que a injustiça o distorça... 
Sem o egoísmo e os deslizes, 
cooperativismo é a força 
capaz de vencer as crises. ...
42 
Se põe pijama listrado, 
de "zebra" a mulher o chama... 
E alguém explica ao coitado: 
"Zebra...é um burro de pijama"!...
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Sonho, embora não revele, 
que sou cigarra... e acredito 
que deixo a prisão da pele 
e, livre, alcanço o infinito! 
S...
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Sultão velho vende, urgente, 
tendas sem uso, importadas. 
No aperto, dá de presente, 
odalisca e esposa... usadas. 
-...
45 
Teu amor me desafia 
e eu juro... promessa vã... 
―Vou te deixar‖ – marco o dia – 
e, o dia, é sempre... ―Amanhã‖. 
Te...
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Trabalha no vestiário 
onde o marido é roupeiro, 
e, pra aumentar seu salário, 
―dá bola‘... pro time inteiro! 
Triste...
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Um remédio envenenado 
e a Julieta morreu... 
O Romeu foi condenado 
porque ela disse: "Erro meu". 
- Vamos ao circo s...
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Você, sozinho... E eu, sozinha!... Por sorte, a chuva caiu e, sob a mesma sombrinha, o destino nos uniu! 
- Vou ganhar...
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JOSÉ FELDMAN 
Academia de Letras do Brasil / Paraná 
Cadeira n.1 – Patrono: Paulo Leminski 
Presidente Estadual do Par...
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Um espaço da Trova Brasileira Criação, seleção e arte final: José Feldman Contatos: pavilhaoliterario@gmail.com Site: ...
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Trova brasil 13 Therezinha Dieguez Brisolla SP

  1. 1. SUMÁRIO Biografia ................................................................................................................ 3 Trovas .................................................................................................................... 4 José Feldman .......................................................................................................... 49
  2. 2. 3 Therezinha Dieguez Brisolla São tantas as descobertas e a ciência não é capaz de, com fronteiras abertas, dar ao mundo amor e paz!! Natural de São Carlos, SP, nascida em 12 de julho de 1932. Professora aposentada. Ingressou no universo trovadoresco em 1984, tendo como mestre o Magnífico Trovador Helvécio Barros. Membro Fundadora da Academia Bauruense de Letras, Membro correspondente da Casa do Poeta e do Escritor de Ribeirão Preto, SP. Magnífica Trovadora em Humorismo em Nova Friburgo (única mulher). Notável Trovadora em Pouso Alegre e Prêmio "Lilinha Fernandes", em Porto Alegre. Poetisa, contista, cronista e trovadora, com trabalhos em Antologias e em livros com resultados de concursos, inclusive em Portugal. Possui mais de 600 prêmios. Pertence à UBT - SP, tendo sido Vice-Presidente de Cultura.
  3. 3. 4 A cabine é o seu reduto e ao votar, nesta eleição, você tem por um minuto o futuro em sua mão! A canequinha da casa pertence à mulher do Osires. "Tá" desbeiçada e sem asa porque serve a muitos pires! Ah! coração, exageras, e essa espera me amedronta!... Já são tantas primaveras que eu até perdi a conta!… Ah! coração ... se contenha e, ao pulsar, tenha cautela é saudade quem desenha, na janela, o rosto dela ! Ah! coração, se me abrasas, lembrando a antiga quimera, a saudade, ao ganhar asas chega à varanda... e te espera! Ah! Coração, tem cautela e deixa de brincadeira! tens sonhos de Cinderela e eu sou Gata Borralheira!
  4. 4. 5 A juventude passou... Com ela o sonho, a quimera... Quando a solidão chegou, eu já estava à sua espera! Angústia é um travo no peito, que chega sem dar aviso e deixa a gente sem jeito até de dar um sorriso! Antes que feche o envelope da carta onde eu digo: "Não" meu coração, a galope, já foi lhe dar meu perdão! Ao atender meu apelo, se a vida se faz ingrata, chego a sentir o desvelo com que Deus sempre me trata! Ao conter minha ousadia, deu-me o destino, severo, em vez do amor que eu queria, a saudade... que eu não quero! Ao disfarçar a paixão quando na rua, se olharam bem à luz do lampião, suas Sombras... se abraçaram!
  5. 5. 6 Ao disfarçar meu desgosto, falsa alegria improviso, mas desce o pranto em meu rosto e vem molhar meu sorriso! Ao inventar meus deslizes, teu ciúme, injusto e louco, abre novas cicatrizes e mata o amor... pouco a pouco. Ao operar seu nariz perdeu um olho, o Batista. Vem outro louco e, então, diz que o pagamento era... a vista! Ao pai dela, o cafajeste explica: "Foi num pagode"... O velho é um "cabra da peste" e a moça explica: "Deu bode!" Ao te escrever, eu termino num desabafo: ―Estou farta!...‖ Mas, com meu batom assino pondo o meu beijo... na carta! Ao vê-la, sente que a odeia, fica tenso e encolhe a pança... Todo dia, a briga é feia, entre um gordo... e uma balança!
  6. 6. 7 Ao ver pregado na cruz um Deus justo e não um réu, pede perdão a Jesus... E o "bom ladrão"... rouba o céu! Ao ver que estava em perigo fechou, a Jane, a matraca... É que o Tarzã, sempre amigo, hoje "tava com a macaca"! Ao vir "de fogo" recua gritando, após a topada: - Que faz um poste na rua às duas da madrugada?! À pergunta: - Qual andar? Responde o pinguço, a esmo: - Onde quiser me levar; já errei de prédio mesmo! A planta, o animal, o inseto, Em equilíbrio e harmonia, Ao homem – seu desafeto – Dão aulas de Ecologia! A porquinha se casou e chora o tempo inteirinho! Bem que a mãe dela avisou: "Não case com porco-espinho"!
  7. 7. 8 A primavera é um presente feito por Deus, artesão que burilou a semente plantada em outra estação! A razão, a quem recorro, diz, ao ver meu sofrimento: - Quando o amor pede socorro é porque perdeu o alento. A renúncia da razão ao amor, que é meu sofrer, contraria o coração que jura... não te esquecer! As duas correm perigo! E, azar ou fatalidade, quem salva a "gata"... é o amigo. Eu... salvo a cara-metade!!! À solidão eu me oponho, venço a velhice e a saudade, se fecho os olhos e sonho... Minha alma não tem idade! A travessia é mais triste se, no meio do caminho, nossa esperança desiste e a gente segue sozinho.
  8. 8. 9 A vida, por brincadeira ou distração, faz da gente velha ponte de madeira sempre à mercê de uma enchente! Bonita, pobre e sacana é a nova mulher do Ernesto. Do velho, só quer a grana e, do filho dele... o resto! Cada amigo tem um jeito que eu não julgo nem desdenho. Ninguém, no mundo, é perfeito... Defeitos?...Também os tenho! Cai no trilho e a triste sina maldiz tanto o beberrão... "Essa escada não termina e é tão baixo o corrimão!' Cambuci tem, na verdade, 200 anos de glória! Eu não conheço a cidade mas conheço a sua história. Caminho, mantendo acesa a chama da sensatez, na estrada em que, com certeza, não passarei outra vez.
  9. 9. 10 - Canta mal, essa "coroa"... - Pois saiba que é minha tia. - Se a música fosse boa... - Pois é de minha autoria! Chega a cantora, que é mestra no gingado da cintura e os integrantes da orquestra nem olham... pra partitura! Chega o marido cansado de uma pescaria e pira: - Na rede tá o ―Namorado‖... A sua esposa o ―Traíra‖! Chega tarde, o companheiro e ao ver tanta grana, exclama: - Como ganhaste o dinheiro ?! Passas o dia na cama!!! Chego à velhice, contente e o meu ocaso é bem-vindo, ao ver que o sol, no poente, faz o entardecer mais lindo! Chegou a sogra ―querida‖ e a desgraça aconteceu: veio o cão... Com a mordida, deu a raiva... e o cão morreu!
  10. 10. 11 Chora de fome o povão!!! Pro aperto, depois dos censos, dá o governo a solução: Distribui milhões... de lenços! Coitado do homem moderno, que na terra já reinou... Hoje é escravo e subalterno às coisas que ele inventou! Com a filha "naquele estado", o pagode interrompeu: - Confessa ou morre ... tô armado! Os três confessam: "Fui eu". Com beijo e mordida engana a ricaça, o boa vida. Casado, só quer a grana... Não tem beijo... só ―mordida‖! "Com Deus, vou subir a serra sem perigo... eu tenho fé!" Na curva, o bebum se ferra... Deus subiu... mas foi a pé! Como somos diferentes!... Mas, é tamanha a paixão, que nos tornou coniventes na mais estranha união!
  11. 11. 12 Comparo a um pano rasgado esse amor ao qual me rendo: quando parece acabado, um de nós faz o remendo. Constrói o amor que se aquieta nas tramas que a vida tece, uma passagem secreta que só quem ama...conhece! Com teu amor me procuras e a luz do teu meigo olhar, estando a casa às escuras, tem o clarão do luar! Crime de rico, sou franco, — quantas pilhagens já fez — é ―do colarinho branco‖ mas, se for pobre... é ―xadrez‖!!! Da pescaria, ao saber, já voltou soltando farpas: - O que o ―polvo‖ vai dizer? Desta vez, tu não me ―escarpas‖! Daquele amor proibido eu guardo, da mocidade, um lenço amarelecido e um dilúvio... de saudade!
  12. 12. 13 Deixo escrito: ―Não me esqueça‖ na areia... mas, sem razão, a maré chega e, travessa, apaga a palavra ―Não!‖ Demonstrando o meu desgosto, se, no amor , me desagradas, o pranto forma, em meu rosto, duas vertentes salgadas! Depois de ti, não me atrevo as outras, dar camafeus, pois a figura, em relevo, sempre tem os traços teus! Depois do beijo, a traição: ―Adeus... Menti‖, me segredas. E eu, cega pela paixão, não vi as trinta moedas! "Depois do jantar, o mate", diz, ao filho, o anfitrião. Foge, ao perigo, o mascate. Foi... sem tomar chimarrão!… Deram sumiço ao rateio do mensalão!... e, por zelo, o ladrão, lá do correio, diz que não aceita... sê-lo!
  13. 13. 14 Desfiz, ao mudar meu fado, a nossa união... sem dó. Já sofri tanto ao seu lado que achei melhor... sofrer só! Desta paixão sem limite, que me pegou de surpresa, embora a razão hesite, meu coração... tem certeza! Detalhes da nossa história, da nossa louca paixão, eu não guardo na memória... eu guardo no coração! Deu, à sua esposa mística, que finge chilique e ataque, uma viagem turística... E ela já embarcou ... pro Iraque! Deu-me a vida, em sua trama, a mais tristonha das sinas... Eu represento o meu drama em um teatro... em ruínas. Deus cria a lua... as estrelas... e uma pergunta o inquieta: "Quem poderá descrevê-las?" Então, Deus cria... o poeta!
  14. 14. 15 Devo esquecer!... não adianta! E, por mais que eu argumente, sempre esse nó na garganta, quando o vejo... me desmente! Dinheiro... status... poder... Sem que haja nisso desdouro, procura não se esquecer: Cultura ... é o maior tesouro! Diz ao dançar, enfadonha: - Você sua !!! ... O Zebedeu, Bem caipira e com vergonha, Diz baixinho : vô sê seu !!! Dizendo ofensas, me feres... E, pagando a quem te abraça, procuras noutras mulheres o amor que eu te dei... de graça! Diz, já caduco: - Que tédio!... E a esposa, sempre calminha: ―- Quer jogar dama?‖ E, do prédio, ele jogou a velhinha! Diz ―Não‖ à sogra e à cunhada. - é astuto e não cai na rede – ―Família, aqui, só a Sagrada e pregada na parede!‖
  15. 15. 16 Diz que quer dormir comigo, em qualquer canto, a Gioconda... Pra não ter esse "castigo", comprei a cama... redonda! Do charme que não reprime, a gandula até se gaba... ―Dá bola‖ pra todo o time mas, depois que o jogo acaba!… Do conflito é testemunha E, em artigos que escreveu, Afirma Euclides da Cunha: ―Canudos não se rendeu!‖ "Dorme comigo!... é o Joaquim!..." peço, quando telefono. E hoje que ela disse "sim" olha o aperto!... eu tô sem sono! É a rua da minha infância! Revejo a casa... ouço o trem... E cismo, em sonho e à distância, que ela envelheceu... também! É mãe de um casal!... e é duro olhar a cena espantosa: a filha em pijama escuro! - O filho... em baby-doll rosa!
  16. 16. 17 Embora a paixão me afoite, a minha esperança é vã... - Tu és o sol... eu sou noite. - Eu sou estrela... és manhã! Em meio a tanta fartura, para ter direito a um pão, quanta criança procura o "garimpo"... de um "lixão"! Em minha cama, o passado veio dormir, sorrateiro... Deixou teu perfil gravado nas dobras do travesseiro! Em preto e branco, no entanto, instantes por nós vividos, nas fotos têm tal encanto que eu os vejo coloridos ! Em vigília, à tua espera, eu esqueço os meus cansaços e o coração acelera ouvindo o som dos teus passos! É noite!... a cama arrumada... O rádio de pilha mudo... Sua foto... e, nesse 'nada', a sua presença... em tudo!
  17. 17. 18 Enquanto a floresta queima pondo a fauna em burburinho, o passarinho ainda teima e procura, em vão, seu ninho! Envergonhado e sem jeito, meu coração sonhador conserta o ninho desfeito enquanto espera outro amor! - É o piloto... tô em perigo!... Tem fumaça... e um fogaréu!... - É a torre... reze comigo: ―Pai nosso, que estais no céu...‖ Erra, quem passa e proclama: "Eis um antro do pecado"! Pode o amor, em meio à lama, nascer mais puro e sagrado. Esposa... Mãe... Professora... Não se espante se eu disser que, da Mulher Trovadora, Deuz fez um Anjo Mulher! Esquecer é o meu desejo... e o destino, por pirraça, se apago o fogo, onde o vejo, mostra você... na fumaça!
  18. 18. 19 Estuda, criança, aprende, que um livro sempre faz bem! E a vida, às vezes, depende da cultura que se tem! Eu acendo a vela benta e, com fé, beijo a medalha mas, quando você me tenta, meu anjo-da-guarda... "falha! Eu lutei quando quis ter teu amor... e o consegui!... Depois, eu quis te esquecer e esse combate... eu perdi. Eu olho a rua e, se o vejo, a razão já sai de perto. Fecho a janela... e o desejo esquece o cadeado aberto! Eu rezo ao beijar meu santo mas minha oração, de fato, não chega ao céu... (não me espanto!). O meu santo... é o teu retrato! Eu, sem amor, não sou nada... caminho só...vou tristonho... Sou ilha desabitada à espera de um novo sonho!
  19. 19. 20 Eu tracei o meu destino mas, no dia da viagem, a vida, num desatino, rasgou a minha passagem! Falo à minha confidente!... Lá no céu, onde se esconde, minha estrela, displicente, pisca... pisca... e não responde. Faz dieta e não cozinha! O seu marido, sortudo, vai pra pensão da vizinha e lá pode comer tudo! Faz promessas... sei que mente... Mas, desta vez - que maldade! - disse adeus e, infelizmente, desta vez... disse a verdade! Fico em êxtase se vejo quando pões, no olhar, desdém, pois sinto que eu te desejo e me desejas também! Flagrando a esposa e o banqueiro, pensa bem e esquece o orgulho: -Vou precisar de dinheiro... e sai...sem fazer barulho!
  20. 20. 21 Foi o bebum "muito esperto", como eremita... e está crente que, no calor do deserto, o oásis é de àgua... ardente!!! Foi o par pro beleléu... e o fantasma, em tom moderno: - Venho, à noite, aqui no céu, ou você vai lá no inferno? Foste embora...e me revolta saber que o amor se perdeu, porque a passagem de volta a vida não preencheu! Francisco de Assis!... exemplo de amor à pobreza e à cruz, faz-me crer, quando o contemplo, que ele era irmão... de Jesus! Guardei tudo o que era teu, lembranças as mais banais, e visito o meu ‗museu‖ quando a ausência dói demais! Gera corrida e surpresa, notícia mal pontuada: "A Mulata Globeleza visita a Serra Pelada"!
  21. 21. 22 Gritei: ―- Pare, seu Joaquim‖, quando o trem apareceu... Ele ainda olhou pra mim, falou: ―Ímpare!‖ e morreu... Hoje a vida nos separa e eu sei o que não sabia. "Eu fiz, de ti, jóia rara, mas eras... bijuteria!‖ Hoje eu volto à antiga praça e a saudade tem tal ânsia que, em cada estranho que passa, procuro o amigo da infância! Hoje, há desdém em teu riso e desamor em teus atos!... E em busca do teu sorriso, procuro velhos retratos! Investigou tudo aquilo que falavam da Tereza e agora não tem mais "grilo"!... Agora ele tem... certeza!!! Já velho o Sansão estrila: "Minha mulher tá caduca... Mal cochilei e a Dalila tosou a minha peruca!‖
  22. 22. 23 Jaz o ancião na cascata!... Seu anjo, que é seu abrigo, já velho e com catarata, não viu a placa "PERIGO"! Juro que eu tenho ciúme, sem que a culpa seja tua, de quem sente o teu perfume quando passas pela rua! Ladrão alto, bem vestido, já sai, do quarto, ligeiro, e ouve a voz... quase um gemido: ―Só lhe interessa... dinheiro?‖ Leva o troféu ―Bom de bola‖ o craque da temporada. Sem jogar nada, é o cartola quem sempre leva a ―bolada‖. Manto nos ombros... capuz... E o menino, entregue à sorte, busca, na rua sem luz, a droga... que o leva à morte! Meu coração avalia esse amor, que o faz descrente: - Felicidade é utopia, sempre um passo à nossa frente!
  23. 23. 24 Meu coração vai à luta, indefeso e apaixonado, como se fosse um recruta pisando um campo minado! "Minha amada"... e ainda que fira, releio o que a carta diz, com saudade da mentira que um dia me fez feliz! Morre o velhinho... tranquilo... A velhice não resiste à solidão de um asilo, onde a tristeza... é mais triste! Na escada, a aposta suicida dos genros, no arranha-céu: - Leva, quem perde a corrida, a sogra... como troféu! Na "guerra" pela conquista de um bom salário, valentes, a manicure e o dentista lutam "com unhas e dentes"! Na noite escura, eu componho e mal consigo enxergar... Fecho os olhos e, no sonho, minha noite...é de luar!
  24. 24. 25 Não abro a última carta.... Seja a notícia qual for, sei que não vens... e estou farta de ler mentiras de amor! Não acho coisas no chão porque não consigo vê-las. Sou poeta, eis a razão: ando à procura de estrelas! Não houve pancadaria nem sufoco na paquera... ―Sou homem‖, disse a Maria. Ainda bem que o Zé... não era! Não sobrou uma peninha!!! E o galo "machão" despista: - Saio pelado da rinha quando é verão ... sou nudista. Não vens... te espero... e, sem queixa, minha esperança resiste! Mas vem a saudade... e deixa a madrugada... mais triste! Na pauta do meu destino Deus compôs, com maestria... Mas, eu erro e desafino ao cantar a melodia!
  25. 25. 26 Na penumbra, em teu olhar, brilha o amor, do qual me farto... Trazes contigo, o luar que, à noite, invade o meu quarto! Na pescaria, é a fisgada tão forte, que a vara entorta! E a boneca: - É peixe-espada? Comer sardinha... nem morta!!! Na ―pescaria‖ é campeão! E o baixinho não se furta: - Insiste em pegar ―peixão‖ embora com vara curta! Na rua triste, deserta, reconheço o seu pisar e a saudade, muito esperta, parte ao ver você chegar! Nas Bodas de Ouro, ela encuca: - Quer, meu bem, uma canjinha? Grita o velho: - Tá caduca? Que culpa tem a galinha? Nesta vida alucinante e de ilusões passageiras, às vezes, um breve instante vale mais que horas inteiras!
  26. 26. 27 No açougue foi tal o susto ante o preço do filé, que a peruca do "seu" Justo ficou de cabelo em pé! "No fogão eu passo o dia", disse ele antes de casar. Só não disse pra Maria que o tal "fogão"... era um bar! No mar revolto da vida, mesmo sem ter o roteiro, sei que não sou nau perdida porque Deus é o timoneiro. No ocaso de minha vida, se antigos sonhos refaço, vem a saudade e, atrevida, quer ocupar todo o espaço. No sacrário da capela, se eu creio que está Jesus, da tênue chama da vela brota um dilúvio de luz! Nos portos, deu-se a abertura... e à Colônia, então plebéia, D. João, além da cultura, trouxe a nobreza européia!
  27. 27. 28 Nossa memória é um diário em um cofre... e, na verdade, do secreto relicário quem tem a chave é a saudade! Nos sonhos da mocidade a praça foi nosso abrigo. Hoje vim só, e a saudade sentou no banco... comigo. Nossa paixão desmedida, cheia de sol e calor, hoje é seara sem vida... Faltou a chuva do amor!… ―Nossa vida é uma corrida! São dez filhos, eu e a Olga.‖ Pela prole até que a vida deu aos dois... bastante folga! Numa atitude arrogante, - os nossos erros não vemos – cobramos do semelhante as virtudes que não temos! Num dos quadros se consterna... vê o pintor... ―mete o bedelho‖: - Que homem feio! Arte moderna? - Não, meu senhor... é um espelho!
  28. 28. 29 Num pagode eu fui dançar diz o velho, e "aconteceu" quando a moça eu fui tirar: -Quer dar-me a honra? E ela deu! O amor é um vestibular e, apaixonada, eu me esmero mas não consigo passar... Sempre tiro nota zero! O bombeiro subalterno morreu... e o céu foi seu rogo... Mas, foi mandado pro inferno porque no céu... não tem fogo!!! O idealismo se turva se o povo de uma Nação vê que a justiça se curva entre o poder e a ambição! O exemplo é a melhor mensagem embora ele seja mudo. Nos mostra a fé e a coragem dos fortes... que enfrentam tudo! O marido não aguenta ver a cara da Maria!... ―Não dá pra trocar – lamenta – veio sem a garantia!‖
  29. 29. 30 O marido sai a ―campo‖ -e o pipoqueiro é estourado!... vendo a esposa com sarampo e o vizinho empipocado!!! O meu coração me intriga e só me traz confusão... Toda vez que a gente briga quero esquecer-te ... e ele não! O meu coração proclama: - Quem não ama, diz com jeito porque a dor de quem nos ama merece, ao menos, respeito! "- Ontem passou..." ele disse pedindo, outra vez, perdão... Eu não sei se fiz toIice mas, desta vez, disse: - "Não". O poeta já nem sonha!... Que triste paixão secreta! E a sua musa, tristonha, já procura outro poeta. "0 que faz dentro do armário ?!" Nu, no aperto, ele se poupa: - "tem traças!... e o esposo otário: - "Xi !!! comeram sua roupa!‖
  30. 30. 31 O rancho, no alto da serra, foi construído, por certo, por quem, tendo os pés na terra, sonha em ter o céu mais perto! O salão, que se destaca, lota, assim que a noite desce, por um engano na placa: - ―Faço tranças‖... tá com S!!! Os dois donos têm receio que a maloca caia e, agora, toda noite tem sorteio: enquanto um dorme... o outro escora! Os dois pinheiros plantados ao lado da velha ermida, são como nós... separados e unidos... por toda a vida! 0 seu olhar tem tal brilho que chega à sublimidade ... Toda mãe que espera um filho tem um "quê" de majestade ! O som da caixinha aviva a lembrança...e, com recato, cai a lágrima furtiva umedece o teu retrado.
  31. 31. 32 Outro amor, de mim, ocultas e eu vejo nos olhos teus quando o relógio consultas, que está na hora... do adeus. O trovador tá empolgado e até troféu quer ganhar!... O tema é ―Mar‖ e eis o ―achado‖: - És meu mar... mas não faz mar! Padre Anchieta, eu constato a Fé do povo e garanto: - Se a Igreja te fez Beato, o Brasil já te fez Santo! Padre, eu sei quem é Jesus‖, diz o caipira e dispara: ―Conheço o sinar da cruz... Num sei é espaiá na cara!‖ Passa o efeito do remédio e o velho, sem jeito, avisa: - Demorou demais o assédio e o -furacão- virou "brisa"! - Peço a mão de sua filha... e aí para, ante a visão: Tá o sogro... de sapatilha e a sogra... que sapatão!
  32. 32. 33 Pede a graça ao padroeiro e promete ao santo, à beça... É um beato caloteiro que não paga nem promessa! Pedir votos, não foi "canja"! Um político safado criou confusão na granja e saiu "ovocionado!‖ Pensei desfazer, sem dó, nossa união!...Não vai dar... O nosso amor deu um nó difícil de desatar! Perdeu no xadrez também... e, sem dinheiro, se abate ouvindo a ordem de alguém: — Se não der um cheque... mate! Pergunta o "maitre", polido: (no prato a vespa... tostada!) - E qual foi o seu pedido? - O prato da vez passada! "Peruca!... dente postiço... Tô velho", pensa o Danilo. E, como só pensa nisso, não dá pra pensar "naquilo"!
  33. 33. 34 ―Pescar, pra mim, é mania e é estranho que a esposa deixe!...‖ Ele vai pra pescaria e ela vai ―vender seu peixe‖. Por assédio à passageira, o maquinista apanhou!!!... Na maca, diz pra enfermeira: - O meu trem... descarrilhou... Por favor, não diga nada... Quero lembrar, comovida, as palavras da chegada e não o adeus da partida | Por xeque-mate, em segundos, perdeu tudo... e o que ele fez? Pagou com cheque sem fundos e foi parar... no ―xadrez‖! Por mágoas que me consomem, hoje eu culpo os erros meus. Ele era apenas um homem... fui eu que fiz dele um deus! Por meu pranto... por meus ais... por meu viver infeliz... sei que saudade é bem mais do que o dicionário diz!
  34. 34. 35 Por vê-lo em farras constantes, com humor, fez a surpresa: - Querido, se chegar antes, deixa a luz, de fora, acesa. Pôs anúncios nas estradas: "Por um módico aluguel, moitas limpas, bem cuidadas". E inaugurou seu..."Moitel"! Pra cantá, estudamo um méis e num é que nóis se gabe: nóis quebra um galho em ingleis e portugueis... nóis já sabe! Pra casar, fingiu carinho e ao tornar-se sua herdeira, encomendou pro velhinho, um "pijama de madeira". Prende a sogra na moenda e aí prepara a cilada... Faz negócio com a fazenda mas..." de porteira fechada!" Quando a lei se faz omissa e ninguém nos ouve a voz, ao clamar contra a injustiça, o rádio fala por nós!
  35. 35. 36 Quando a vida me amofina eu faço como em criança, largo a ilusão que termina e corro atrás da esperança! Quando a vida se distrai ou dá tudo ou tudo nega; Rico, pega o carro e sai... pobre sai – e o carro pega! Quando o teu olhar me enleia, eu chego a desconfiar que em noite de lua cheia roubaste a luz do luar! Quando pediste o retrato onde dizes ―Sempre teu", eu percebi que, de fato, nem o retrato... era meu! Quando se vê fustigada por ventos devastadores, a paineira enfeita a estrada com seu tapete... de flores! Quantas vezes, na alegria, não o vejo e até o esqueço. Meu amigo vem no dia em que sabe que eu padeço!
  36. 36. 37 Quase ao fim da caminhada olho o princípio e, à distância, por entre as pedras da estrada procuro as flores... da infância! ―Que consulta milionária!‖ diz o velhinho... e diz mais: ―Se a doença é hereditária, é dívida dos meus pais!‖ Que, ―da vida ele anda farto‖ diz o velho, em ais tristonhos... No refúgio do seu quarto mal cabem seus velhos sonhos! Que eu tenha, no dia a dia, cautela na trajetória... Meus passos, na travessia, gravam, no chão, minha história! Queimei coisas do passado... Não tem volta... Pouco importa! Mas o vento, que malvado, trouxe a cinza à minha porta! Que poeta!... alma de artista! Foi Nicomedes Arruda, político e jornalista. Sua cidade o saúda!
  37. 37. 38 Querendo ver o acidente, ele abriu caminho a murro... Foi dizendo: "Sou parente"... Mas quem morreu foi um burro! Quis dar-te amor... Sofri tanto e tantas mágoas carrego que, hoje, desfeito o quebranto, até o desprezo eu te nego! Releio a dedicatória e entre a emoção e o recato, eu revivo a nossa história toda escrita... num retrato! São tantas as descobertas e a ciência não é capaz de, com fronteiras abertas, dar ao mundo amor e paz!! - Sapataria Conrado? Desculpe - lamenta o Joca, mas peguei número errado... - Traz aqui que a gente troca Se alguém de "menina" o chama, se ofende o nenê Raul que, tirando o seu pijama, mostra o ... sapatinho azul!
  38. 38. 39 Se antigos sonhos refaço, buscando a ilusão tardia, a vida muda o compasso dessa nova melodia! Se a saudade me molesta, esqueço os meus dissabores, sempre que a paineira, em festa, põe seu vestido... de flores! Se a vida torna-se um rio e, em seu curso, "não dá pé", a grande ponte, que eu crio, tem o alicerce da fé! "Se é do próximo, eu já disse que é pecado", explica o monge. "Pecado? Mas, que tolice! O esposo dela... está longe!‖ "Se ela, amigo, não lhe quer, mesmo que haja algum perigo, pegue já qualquer mulher..." Pegou... a mulher do amigo. Se em lágrimas não se expande, meu coração não me espanta! Quando a dor é muito grande, fica presa na garganta.
  39. 39. 40 Sem avisar, sorrateira, foi ao pagode e azarou: No baile, um "chá de cadeira"! Chegando em casa... "dançou"! Sem ódio... sem armamento... sem heróis, que a guerra faz, será, o mundo, um monumento erguido em nome da PAZ! ―Sempre juntos‖, escrevemos na foto, mas eu constato que, na vida, só vivemos ―sempre juntos‖... no retrato! Sempre que a vida nos lança nas trevas, o que conforta é ver que a luz da esperança vem pela fresta... da porta! Sempre que o perdão eu nego e ao irmão digo: ―Jamais‖, a cruz que no ombro carrego, em minha alma... pesa mais! Sempre que o vejo, não minto! - sem um murmúrio, ele passa. Mas, como eu sempre consinto, sua presença... me abraça !
  40. 40. 41 Sem que a injustiça o distorça... Sem o egoísmo e os deslizes, cooperativismo é a força capaz de vencer as crises. Sem ter votos na eleição o candidato foi franco: - Me ouvi na televisão, não gostei... votei em branco! Sente o aperto, em plena igreja, ao orar: "que eu me consagre-" - "me largue!..." - a beata fraqueja e diz baixinho: "milagre!!!‖ Se o fim do amor me angustia e a solidão me amedronta, eu me rendo à fantasia e vivo do... ―faz de conta‖… Se o meu coração detalha este amor, que me consome, a minha memória falha, fingindo esquecer teu nome! Se o meu olhar te procura, o teu olhar me oferece uma desprezo que a ternura do meu olhar... não merece!
  41. 41. 42 Se põe pijama listrado, de "zebra" a mulher o chama... E alguém explica ao coitado: "Zebra...é um burro de pijama"! Seu amor foi pesadelo, mas, dos meus sonhos não sai... Sempre que tento esquecê-lo, minha memória... me trai! Seu dono, pra castigá-lo, — perdeu, na rinha, outra vez — com um dos filhos do galo fez um franguinho xadrez! Se um dia alguém não te amar, e te fizer infeliz, não te esqueças de lembrar com que desvelo eu te quis! Siga o exemplo da paineira que, após o outono, persiste, e se enfeita alvissareira! Ela é só... mas não é triste! Sonhei, com ele, em criança... Hoje, estou velho... e asseguro que ainda tenho esperança e sonho com o futuro.
  42. 42. 43 Sonho, embora não revele, que sou cigarra... e acredito que deixo a prisão da pele e, livre, alcanço o infinito! Sozinho na madrugada, cabelos brancos ao vento, canta o boêmio... e a toada é um triste e doce lamento! Sua mensagem chegou... Rasguei a carta e, serena, lembrei que o tempo passou e agora é tarde... Que pena! Suas cartas, quase em tiras, leio em segredo e me fere, procurar entre as mentiras, aquela que diz: - Me espere! Suas vindas... são surpresas!... Faz juras... se contradiz... E é esse amor, sem certezas, que há muito me faz feliz! Subiu-me o sangue à cabeça e errei ao brigar contigo... É que disseste: ―Me esqueça!‖ e sabes que eu não consigo.
  43. 43. 44 Sultão velho vende, urgente, tendas sem uso, importadas. No aperto, dá de presente, odalisca e esposa... usadas. - Talvez o ciúme a incomode mas, seu marido eu cobiço... como ele é bom no pagode!!! - Meu bem, ele é bom... só nisso! Tantas juras... de mãos dadas! Mas a vida, em seus desvãos, ao namoro armou ciladas e separou nossas mãos! Tanto amor na despedida!!! Voltas... e eu não sinto nada! Pior que o adeus na partida foi nosso adeus na chegada Tem, do herói, santo ou profeta - em meio às guerras e à dor – a mesma audácia, o poeta que teima em falar de amor! Tendo o amor por inquilino, com coragem e artimanha, meu coração é um menino que ora bate... que ora apanha!
  44. 44. 45 Teu amor me desafia e eu juro... promessa vã... ―Vou te deixar‖ – marco o dia – e, o dia, é sempre... ―Amanhã‖. Teu aperto de mão... breve... e eu sinto, que insensatez, que a esperança ainda se atreve a sonhar mais uma vez! Teu povo ... tua Bandeira ... teu Hino heróico, vibrante ... Eis Bandeirantes, inteira, no Jubileu de Diamante! "Tira a mão! - Diz, enfezada - tá pensando que é baderna?" "Desculpe, ao dançar lambada, nunca sei de quem é a perna!‖ TIRADENTES não duvida que a sua morte, em verdade, apaga a chama da vida e acende a da liberdade! Todo brasileiro quer e disso não abre mão: o clone de uma mulher igual Hilda Furacão!
  45. 45. 46 Trabalha no vestiário onde o marido é roupeiro, e, pra aumentar seu salário, ―dá bola‘... pro time inteiro! Triste olhar... riso tristonho... No fim da vida, a agonia de um velho, que não tem sonho mas vive... de teimosia ! Uma batina surrada... O poema que escreveu... Um breviário... Mais nada! Eis o Santo... em seu Museu! Um banhista, ante os apelos, tenta salvar o Manduca agarrando os seus cabelos. Só que ele usava peruca! Um cumprimento lacônico e as nossas mãos se entrelaçam. No amor proibido... platônico... somente as almas se abraçam. Um flerte!... e a pracinha acesa foi meu castelo dourado!... No reino, onde eu fui princesa, foste o príncipe encantado.
  46. 46. 47 Um remédio envenenado e a Julieta morreu... O Romeu foi condenado porque ela disse: "Erro meu". - Vamos ao circo sozinhos e, por favor, fiquem calmas. E as mães dos dois mosquitinhos: - É que o povo... bate palmas! Velho ninho abandonado é o meu pobre coração, que eu reconstruo, apressado, quando surge uma ilusão! Vendo a fera, fica ―um gelo‖... retira a cruz do pescoço. Mas, o leão, ante o apelo: ―Só rezo... depois do almoço!‖ Vendo a grana do "pamonha" ela diz, baixando o olhar: - Num motel tenho vergonha! Só se for... familiar. Vê o boneco em sua cama e arma o maior alarido! O "banana de pijama" é um clone... do seu marido!!!
  47. 47. 48 Você, sozinho... E eu, sozinha!... Por sorte, a chuva caiu e, sob a mesma sombrinha, o destino nos uniu! - Vou ganhar... meu santo é forte!... E o santo: - Eu não sei jogar... Nem sei porque pede sorte, se aposta em ―jogo de azar‖?! "Zerou" no vestibular !!! Com vergonha, ela tremeu, disse ao pai, pra disfarçar: - Sabe a última ? ... Sou eu !
  48. 48. 49 JOSÉ FELDMAN Academia de Letras do Brasil / Paraná Cadeira n.1 – Patrono: Paulo Leminski Presidente Estadual do Paraná Vice-Presidente do Conselho de Ética Academia de Letras de Teófilo Otoni Membro correspondente União Brasileira dos Trovadores/PR Delegado Municipal de Ubiratã Sociedade Mundial de Poetas Unión Hispanomundial de Escritores (UHE) Ordem Nacional dos Escritores (ONE) Casa do Poeta de São Paulo ―Lampião de Gaz‖ Associação dos Literatos de Ubiratã (ALIUBI) Editor de e-livretos: Coleção Memória Viva: Trovas Coleção Memória Viva: Tributos Almanaque Paraná de Trovas Trova Brasil Santuário de Trovas Paraná Poético Almanaque O Voo da Gralha Azul Boletim Literário Singrando Horizontes
  49. 49. 50 Um espaço da Trova Brasileira Criação, seleção e arte final: José Feldman Contatos: pavilhaoliterario@gmail.com Site: http://singrandohorizontes.blogspot.com.br Endereço para correspondência: Rua Vereador Arlindo Planas, 901 casa A – Zona 6 Cep. 87080-330 – Maringá/PR Fones: (44) 9981 6985 – TIM (44) 3259-8484 Participe com suas trovas Trovas Legendas de Eliana Jimenez http://poesiaemtrovas.blogspot.com.br Blog do Prof. Pedro Melo Todos os dias, um novo trovador e uma nova trova http://blogdopedromello.blogspot.com.br Blog da UBT-Curitiba, notícias, trovas, eventos. http://ubt-curitiba.blogspot.com Blog Simultaneidades, da Andréa Motta http://simultaneidades.blogspot.com.br Site do Mário Zamataro (Curitiba) http://www.umavirgula.com.br Blog do A. A. de Assis (Maringá) http://aadeassis.blogspot.com A montagem da capa foi realizada com a imagem do mapa do Brasil retirada da internet, a qual não consta a autoria. Se souber de quem é, informe-me, para que sejam dados os devidos créditos. Esta publicação não pode ser comercializada em hipótese alguma.

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