Paraná        Poético Revista Virtual de Poesia do Paraná               Ano I – n. 3 – fev 2013Pesquisa, seleção e formata...
Neste NúmeroEmiliano PernetaBiografia .......................................................................................
Helena Kolody (1912 – 2004) (Curitiba)Infância ..............................................................................
Emiliano Perneta                         (1866 – 1921)  (Curitiba, 3 de Janeiro de 1866 - 21 de Janeiro de 1921)      Emil...
Pelo seu dinamismo e obras, foi homenageado pordiversos contemporâneos, entre eles, Nestor Victor, LimaBarreto, Andrade Mu...
• Pena de Talião (1914),• Setembro (poemas – 1934) (póstumo).--------------------------------Fontes:http://www.antoniomira...
Corre mais fatalmente do que a sorte,     Corre para a desgraça e para a morte...       Mas que queria que corresse mais! ...
É a claridade em flor da lua, quando nasce,  São horas de sofrer. Que a dor me despedace.  Que se feche em redor todo o va...
Tu que inda sentes nalma o ardor da juventude,     A sede desse azul, a fome desse além...  Homem, levanta! Esquece a perf...
METAMORFOSES                                     A Mme. Georgine Mongruel.    Sei que há muita nudez e sei que há muito fr...
A púrpura ideal com que te cobrirei;      Trabalha que serás o Artista perfeito,     O Domínio, a Grandeza, o Poder e o Re...
Eu não posso tocar de leve com o escalpelo   Numa ferida, sem que isso me faça mal.   Nasci para viver no meio d’um castel...
QUADRAS                                    À memória do Albino Silva    Eu de certo não sei, se venho d’um gorila,     Ou ...
Como foi para nós de um esquisito gozo,  Ó minha alma! esse doce, esse breve repouso,  Que entre o nosso viver tumultuário...
VOZES                               ... bercé par ce continuel bourdonnement                        qu’entendent ceux qui ...
maturidade linguística. Já os poemas, sobretudo no recém-lançadoTrato de silêncios, acabam lembrando a importância do liri...
Collin diz que, mesmo que não possa identificar traços de “corlocal que pudessem unir a expressão literária feminina do no...
como o de Bebeti do Amaral Gurgel, com mais de dez livrospublicados, a já citada Assionara Souza, Cláudia Ortiz, GiselePac...
Sem jamais compreender Que o destino de tudo       E o nada,      É a CINZA!      Alice Ruiz    Saudação da      Saudade  ...
Ana Guadalupe          Mapa de Tesouro       menino vestido de pirata       eu sei que os carnavais           têm sua graç...
Sou cigana livre de preconceitos.  Sou nômade,vivo as margens dos riosminh alma tem asas brancas e vermelhas,      pros vô...
não foi nada                    deixa eu ver?                      já passa                   Eliana Palma                ...
Reforça-nos o bico, prepara o bom combate.Dá-nos força para vencer o caos que se avizinha!       Sobre a procela flutua o ...
Helena Kolody          (1912 – 2004)             Infância   Aquelas tardes de Três Barras    Plenas de sol e de cigarras! ...
No campo, recendente a camomila.              Alegria de correr até cair,           Rolar na relva como potro novo        ...
Observam-nos os mortos,    pousam nas fotografias como estacas de mutismo.                       Amam-nos.Esperam-nos (sed...
Jeanette Monteiro                 De Cnop              Duas Crianças             Em alguma folha            do livro compe...
entre risos e abismo    resgato fragmentos   e vestígios do vértigo  (espreito, rima leonina,   as naus, bits e ítacas  de...
Do passado ao coração.     Como tu choro uma noite      De luar que se ocultou;    Como tu choro a esperança    De uma aur...
Lúcia Constantino       Quando um Poeta            Morre     Quando um poeta morre    o céu se cobre de sombras         e ...
Marília Kubota             Metamorfose         sob a casa descascada           a lagarta da seda          arredonda a redo...
Chora por sua vida dura,  querendo esquecer uma amargura.      Chora como todo amante,       que já sofreu o bastante.    ...
Silviah Carvalho                  O Poeta      É aquele que ama um pouco mais,            E nunca ama por amarE sonha um p...
Vanda Fagundes              Queiroz              Integração              Ontem eu vi           meu avô curvado,           ...
FONTEShttp://academiadeletrasdemaringa.com.brhttp://aliceruiz.com.brhttp://asescolhasafectivas.blogspot.com.brhttp://isabe...
4)    Cada     participante    pode    Soneto – Serenataconcorrer com um único trabalho,        Verso Livre – Sombrasinédi...
19) Os participantes do concurso,         Distrito Federal, está organizandocujos        trabalhos       forem         o I...
(cinco) exemplares da antologia,       Revista Literária e 50 (cinquenta)pelo correio, entregues e de           exemplares...
existência de um quantitativo                                     razoável de pessoas dignas dessa                        ...
que já enviou uma primeira obra;        União Brasileira de Escritoressendo colocadas todas juntas.          (UBE-SP – Núc...
3. Poesia                             participar       de       quaisquer Artigo 4º – São categorias do         modalidade...
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Paraná poético - Emiliano Perneta

  1. 1. Paraná Poético Revista Virtual de Poesia do Paraná Ano I – n. 3 – fev 2013Pesquisa, seleção e formatação. Editoria: José Feldman Maringá / PR
  2. 2. Neste NúmeroEmiliano PernetaBiografia ........................................................................................................................ 4A Mão... ........................................................................................................................ 6Corre Mais Que Uma Vela... ....................................................................................... 6Damas ........................................................................................................................... 7Dor ................................................................................................................................ 7Glória ............................................................................................................................ 8Hércules ........................................................................................................................ 8Incoerência.................................................................................................................... 9Lá ................................................................................................................................... 9Metamorfoses ............................................................................................................. 10O Brigue...................................................................................................................... 10O Meu Orgulho Levantou-Me................................................................................... 10Oração da Manhã ....................................................................................................... 11Orgulho ....................................................................................................................... 11Para Um Coração ....................................................................................................... 12Quadras ....................................................................................................................... 13Quando Um Poeta Nasceu... ..................................................................................... 13Setembro ..................................................................................................................... 13Súcubo......................................................................................................................... 14Vencidos...................................................................................................................... 14Vozes ........................................................................................................................... 15Camila FeilerTradição Feminina ..................................................................................................... 15POETISAS PARANAENSESAlba Krishna Topan Feldman (Ubiratã)Pintura ........................................................................................................................ 18Alice Ruiz (Curitiba)Saudação da Saudade................................................................................................. 19Ana Guadalupe (Londrina)Mapa de Tesouro ....................................................................................................... 20Andrea Motta (Curitiba)Natureza Íntima.......................................................................................................... 20Assionara Souza (Curitiba)Travesseiro ................................................................................................................. 21ElianaEliana Palma (Maringá)Albatroz ...................................................................................................................... 22Estrela Ruiz Leminski (Curitiba)“Fazer o quê”.............................................................................................................. 23
  3. 3. Helena Kolody (1912 – 2004) (Curitiba)Infância ....................................................................................................................... 24Isabel Furini (Curitiba)A Casa Paterna ........................................................................................................... 25Jandira Zanchi (Curitiba)Chuvas Mornas........................................................................................................... 26 (Maringá)Jeanette Monteiro De Cnop (Maringá)Duas Crianças............................................................................................................. 27Josely Vianna Baptista (Curitiba)Para Leminsky ............................................................................................................ 27Júlia da Costa (1844 – 1911) (Paranaguá)Sonhos ao Luar .......................................................................................................... 28Jussara Salazar (Curitiba)Águas de Luz .............................................................................................................. 29Lúcia Constantino (Curitiba)Quando um Poeta Morre .......................................................................................... 30 (Curitiba)Luci Collin (Curitiba)Dor Mesmo ................................................................................................................ 30Marília Kubota (Paranaguá)Metamorfose .............................................................................................................. 31Olga Agulhon (Maringá)Um Homem Poeta .................................................................................................... 31Roza de Oliveira (Curitiba)Casa Onírica ............................................................................................................... 32Silviah Carvalho (Curitiba)O Poeta ....................................................................................................................... 33Vanda Fagundes Queiroz (Curitiba)Integração ................................................................................................................... 34FonteFontes .................................................................................................. 35Concursos............................................................................................ 36Nota / Editoração ................................................................................ 44 Editoração
  4. 4. Emiliano Perneta (1866 – 1921) (Curitiba, 3 de Janeiro de 1866 - 21 de Janeiro de 1921) Emiliano David Perneta nasceu em um sítio de Pinhais,na zona rural de Curitiba, incorporando ao sobrenome umapelido de seu pai. Considerado maior poeta paranaense, começouinfluenciado pelo parnasianismo. Republicano no Império,tanto que no dia 15 de novembro de 1889 formou-se emdireito, sendo escolhido orador da turma, fez um discursoinflamado em defesa da República, sem saber que a mesmahavia sido proclamada horas antes no Rio de Janeiro. Foi abolicionista, continuando nos ideais da liberdade,passa a fazer palestras, publica artigos políticos e literários,assim como passa a incentivar, em Curitiba, a leitura doescritor Baudelaire, fato marcante para o surgimento dosimbolismo no Brasil. Publicou seus primeiros poemas em ODilúculo, de Curitiba, em 1883. Mudou-se para São Paulo em 1885, onde fundou aFolha Literária, com Afonso de Carvalho, Carvalho Mourão eEdmundo Lins, em 1888. No mesmo ano publicou as obraspoéticas Músicas, de versos parnasianos, a Carta à Condessad’eu. Foi também diretor da Vida Semanária, com OlavoBilac, e colaborador do Diário Popular e Gazeta de São Paulo. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1890. Lá, colaboroucom vários periódicos e , em 1891, foi secretário da FolhaPopular, na qual foram publicadas as manifestações iniciasdo movimento simbolista, assinados pelos poetas B. Lopes,Cruz e Sousa e Oscar Rosas. De volta ao Paraná, criou a revista simbolista Victrix em1902. Em 1913 publicou o poema livreto Papilio Innocentia,para a ópera do compositor suíço Léo Kessler, sobre oromance Inocência de Visconde de Taunay. Sua obra poética inclui Ilusão (1911), no qual se fazpresente a estética simbolista, Pena de Talião (1914), ospóstumos Setembro (1934) e Poesias Completas (1945).
  5. 5. Pelo seu dinamismo e obras, foi homenageado pordiversos contemporâneos, entre eles, Nestor Victor, LimaBarreto, Andrade Muricy. Tais homenagens aconteceram emvida e também após a sua morte, ocorrida no dia 21 deJaneiro de 1921 na pensão de Otoo Kröhne, na Rua XV deNovembro, 84. Segundo o crítico literário Wilson Martins, em textopublicado pelo jornal Gazeta do Povo, o movimento simbolistamarca uma espécie de nascimento da literatura curitibana.“Foi um movimento organizado que produziu bastante e teverelevância nacional”. Os autores curitibanos produziramalgumas das principais revistas literárias nacionais, entreelas a Cenáculo, Victrix, A República, Palium e Jerusalém.Para Martins, o principal autor do grupo é mesmo EmilianoPerneta. “É um grande poeta e o que teve, merecidamente,mais destaque nacional.” No mesmo texto, a professora aposentada daUniversidade Federal do Paraná, Cassiana Lacerda, uma dasprincipais pesquisadoras do simbolismo brasileiro, diz que oculto a Perneta, no entanto, foi prejudicial ao poeta. “Aprovíncia o idolatrou pelo que ele não merecia e não oidolatrou pelo que ele merecia”, explica. O melhor daprodução do autor, segundo ela, foi feito quando ele estavalonge de Curitiba, em contato com escritores de maiorrelevância. Mais do que pela obra em si, porém, Perneta eracomemorado em Curitiba pelo seu reconhecimento nacional. A influência dos simbolistas durou até a década de 30,quando o modernismo vindo de São Paulo e do Rio de Janeiropassou a ditar as regras na produção literária. O simbolismo foi uma típica manifestação cultural dapassagem do século. Teve como característica a sofisticação,o culto a valores aristocráticos, usados como uma reação aopensamento racionalista, o misticismo e a influência deculturas orientais. (Gazeta do Povo, 09/08/2008) O escritor e crítico José Cândido de Andrade Muricy, emum de seus estudos sobre o poeta, assinala que, de certaforma, Emiliano previu as circunstâncias de sua morte emum de seus últimos sonetos, Lá.Principais Obras• Ilusão (poemas – 1991),
  6. 6. • Pena de Talião (1914),• Setembro (poemas – 1934) (póstumo).--------------------------------Fontes:http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/paranahttp://livrosparatodos.net/biografias/emiliano-perneta.htmlhttp://br.geocities.com/poesiaeterna/poetas/brasil/emilianoperneta.htmhttp://cdeassis.wordpress.com/tag/david-emiliano-perneta/ POESIAS A MÃO... Ao Dr. Claudino dos Santos Tantas vezes, bem sei, e eu ouço, quando cismo, Meu coração bater depressa, não o nego, Mão invisível tem-me salvo, a mim, um cego, Rolando como se rolasse num abismo... Babilônias de horror, e montanhas de lodo, E torres de Babel, sangrentas como lava, Eu mais afoito do que um jovem deus, mais doido, Eu passei sem saber por onde é que passava... Sorrindo pelo ar, miraculosa e a esmo, Tudo pôde abrandar, os ventos, e a mim mesmo, Por um prodígio enfim que eu não explico, ateus! ...Donde veio essa mão nervosa, que me arranca Dos abismos do mal, a Mão ideal e branca, A mim, que nem sequer mais acredito em Deus?... CORRE MAIS QUE UMA VELA... Corre mais que uma vela, mais depressa, Ainda mais depressa do que o vento, Corre como se fosse a treva espessa Do tenebroso véu do esquecimento. Eu não sei de corrida igual a essa: São anos e parece que é um momento; Corre, não cessa de correr, não cessa, Corre mais do que a luz e o pensamento... É uma corrida doida essa corrida, Mais furiosa do que a própria vida, Mais veloz que as notícias infernais...
  7. 7. Corre mais fatalmente do que a sorte, Corre para a desgraça e para a morte... Mas que queria que corresse mais! DAMAS Ânsia de te querer que já não tem mais fim, Meu espírito vai, meu coração caminha,Como uma estrela, como um sol, como um clarim, Mas tudo em vão, sei eu! Tu és uma rainha! ... És a constelação maravilhosa, a minha Aspiração, de luz magnífica, ai de mim! A nudez, o clarão, a formosura, a linha, O espelho ideal! Ó Torre de Marfim! Nunca me hás de querer, batendo-me por ti, Pomo duma discórdia infrutífera, beijo Todo em fogo, e a arder, assim como um rubi... Mas é por isso que eu, ó desesperação, Amo-te com furor, com ódio te desejo, E mordo-te, Ideal, e adoro-te, Ilusão! DOR Ao Andrade MuricyNoite. O céu, como um peixe, o turbilhão desova De estrelas e fulgir. Desponta a lua nova. Um silêncio espectral, um silêncio profundoDentro de uma mortalha imensa envolve o mundo Humilde, no meu canto, ao pé dessa janela, Pensava, oh! Solidão, como tu eras bela, Quando do seio nu, do aveludado seio Da noite, que baixou, a Dor sombria veio. Toda de preto. Traz uma mantilha rica; E por onde ela passa, o ar se purifica. De invisível caçoila o incenso trescala, E o fumo sobe, ondeia, invade toda a sala. Ao vê-la aparecer, tudo se transfigura, Como que resplandece a própria noite escura.
  8. 8. É a claridade em flor da lua, quando nasce, São horas de sofrer. Que a dor me despedace. Que se feche em redor todo o vasto horizonte,E eu ponha a mão no rosto, e curve triste a fonte. Que ela me leve, sem que eu saiba onde me leva, Que me cubra de horror, e me vista de treva. GLÓRIA Ao I. Serro AzulQuando um dia eu descer às margens desse lago Estígio, onde Caron, mediante uma parcaMoeda de estanho vil 0ll cobre, que eu lhe pago, Há de me transportar numa sombria barca ...Quando sem um sinal, sem uma prova ou marca De afeição, eu me for por esse abismo vago, Vendo que sobre mim funebremente se arca O céu, e junto a mim esse Caron pressago ... E envolvido na mais completa obscuridade, Abandonado, e só, e triste, e silencioso, Sem a sombra sequer do orgulho e da vaidade, Eu tiver de rolar no olvido, que me espera, Que ao menos possa ver o palácio radioso, Feito de louro e sol e mirto e ramis de hera! HÉRCULESHomem, acorda! O sol, como um fruto de Outubro, Acaba de explodir no seio de uma flor. Mais alacre, porém, mais ardente e mais rubro, Com toques de clarim, com rufos de tambor... Tudo acordou, a abelha, o plátano e a rosa, A folha, a brisa, o lago azul, a estremecer. Ao fogo dessa boca, ideal, voluptuosa, Como se a terra fosse, ó sol, uma mulher... Nos espelhos do mar, de grande voz sonora, Nesta manhã sutil e de um louro saxão, As naus, que vão partir por esse mundo fora, Miram vaidosamente as caudas de pavão... Homem, levanta e vem para a campanha rude, Ergue-te para a luz, ergue-te para o bem,
  9. 9. Tu que inda sentes nalma o ardor da juventude, A sede desse azul, a fome desse além... Homem, levanta! Esquece a perfídia medonha, O desígnio feroz de Juno, quanto quis No teu sangue inocente a baba e a peçonha, Um dia inocular, de monstros e reptis... Homem forte, homem são, homem rude e diverso Dos outros, vem mostrar que tu tens ideais; Vem carregar aqui o peso do Universo Sobre esses ombros nus, rijos e colossais... INCOERÊNCIAQuando eu aperto assim mais leve que uma pluma, Ó meu desejo bom, ó minha flor-de-lis, Esse teu seio nu, de carne que perfuma, Em abraços, em beijos loucos e febris, Não sei dizer por que, mas vem-me à fantasia, Que em vez de estar aqui, abraçando-te nua, Por sobre este peplum de seda, eu poderia Andar inquieto aí, pelo meio da rua,Exposto ao vento, à chuva, à neve, ao frio, ao lodo, Pálido de suor, carregado de tédio, A procurar em vão, nervoso e quase doido,Para um irmão, que morre, um extremo remédio ! LÁ Quando eu fugir, na ponta duma lança, Deste albergue noturno, em que me vês. Não sei que sonho vão, nem que esperança Vaga de abrir os olhos outra vez.. Porque a esperança doce, de criança, D’inda os poder abrir na placidez Duma nuança mansa que não cansa, Lá, para além dos astros, lá, talvez? Há de ser ao cair do sol. Ereto, Tal como sou, rudíssimo de aspecto, Mas tão humilde, e teu, e se te apraz, Eu te verei entrar, suave sono, Nesse veludos pálidos de Outono, Ó Beatitude! Angelitude! Paz!
  10. 10. METAMORFOSES A Mme. Georgine Mongruel. Sei que há muita nudez e sei que há muito frio, E uma voracidade horrível, um furor Tão desmedido que, quando eu acaso rio, Quantos não estarão torcendo-se de dor. Conheço tudo, sim, apalpo, indago, espio... Tenho a certeza que vá eu para onde for, Como o escaravelho, hei de o ódio sombrio Ver enodoar até o seio de uma flor. Mas sei também que há mil aspirações estranhas, Que havemos de subir montanhas e montanhas, Que a Natureza avança e o Homem faz-se luz... Que a Vida, como o sol, um alquimista louro, Tem o dom de poder mudar a lama em ouro, E em límpidos cristais esses rochedos nus! O BRIGUE .Num porto quase estranho, o mar de um morto aspecto, Esse brigue veleiro, e de formas bizarras, Flutua há muito sobre as ondas, inquieto, À espera, apenas, que lhe afrouxem as amarras ... Na aparência, a apatia amortece-lhe o esforço; Se uma brisa, porém, ao passar, o embalsama, Ei-lo em sonho, a partir e, então, empina o dorso, Bamboleia-se mais gentil do que uma dama ... Dentro a maruja acorda ao mínimo ruído, Deita velas ao mar, à gávea sonda, o ouvido Alerta, o coração batendo, o olhar aceso ... Mas a nau continua oscilando, oscilando ... Ó quando eu poderei, também, partir, ó, quando? Eu que não sou da Terra e que à Terra estou preso? O MEU ORGULHO LEVANTOU-ME... O meu orgulho levantou-me pelo braço: “Olha, como esse abismo é infinito! Através Do universo tu és grão de areia no espaço; Mas tudo há de ficar um dia sob teus pés!” A Vaidade me olhou: “Eu sou o antigo leito,
  11. 11. A púrpura ideal com que te cobrirei; Trabalha que serás o Artista perfeito, O Domínio, a Grandeza, o Poder e o Rei!” A Glória me sorriu como uma primavera: “Este diadema é teu, e este ramo d’hera É para te cingir a fronte. Tu hás de ver!” E eu cri nesse milagre de apoteoses, E nunca poderei deixar de crer, ó deuses! Porquanto se eu deixar, então antes morrer! ORAÇÃO DA MANHÃ Amanheceu. A luz de um claro e puro brilho Tem a frescura ideal de uma roseira em flor : Antes de tudo o mais, ajoelha-te, meu filho, Ajoelha-te e bendize a obra do Criador. Ajoelha-te aqui, e sorvendo esse aroma De feno, e rosa, e musgo, e bálsamo sutil, Que vem do seio azul dessa manhã, que assoma, Na radiosa nitidez de uma manhã de Abril, Bendize a força, a graça, a seiva, a juventude, A hercúlea robustez daqueles pinheirais, Que resistem, de pé, dentro da casca rude, Aos mugidos do vento e aos rijos temporais. Ama essa terra como um fauno que por entre A silva agreste vive; ama tudo o que vês; Todos somos irmãos, filhos do mesmo ventre, Filhos do mesmo amor e da mesma embriaguez.Abraça os troncos nus, beija esses ramos de ouro, Ajoelha-te aos pés dos que te querem bem : Que riqueza, Senhor, que límpido tesouro! Que grande coração que o arvoredo tem!Pede a Deus que conhece os bons e maus caminhos Que conhece o passado e conhece o porvir, Que te aponte de longe os cardos e os espinhos, E que te estenda a mão, quando fores cair... ORGULHO Ao João Itiberê Nasci para viver no meio do que é belo. A miséria me causa um horror sem igual.
  12. 12. Eu não posso tocar de leve com o escalpelo Numa ferida, sem que isso me faça mal. Nasci para viver no meio d’um castelo,Onde eu domine, mas com um gesto senhorial. Não quero conhecer o mal, não quero vê-lo; O mando d’um artista é um manto imperial.Antes morda-me o Ódio assim do que a Piedade; Antes quero rugir, do que chorar de dor; E prefiro ao pesar, que o coração me invade, E abate-me a tremer, tal qual uma criança,O furor de brandir nas mãos, como uma lança,Este Orgulho, que enfim é uma giesta em flor! PARA UM CORAÇÃO Um dia, vi-te, assim, bailando, E a uma pergunta, que te fiz, Tu respondeste : "Eu amo, e quando, E quando eu amo, eu sou feliz!" Por uma noite perfumada, Cantaste, sobre o teu balcão. E eu disse, ouvindo a áurea balada : - Ah! Que feliz é o coração! Quanta felicidade, quanta, Não há ninguém feliz assim : Um dia baila e noutro canta, Como se fosse um arlequim... Eu disse .. Mas agora vejo, Nesse silêncio tumular, Que estás sofrendo, e o teu desejo Já não é mais o de bailar... Nem de bailar, e nem, de certo De nada mais, de nada mais... Que fazes, pois, triste deserto, Que fazes pois, que não te vais? Mas, choras, creio, choras? Onde? Se viu chorar um Lucifer? Pobre diabo, vamos, esconde Essas fraquezas de mulher...
  13. 13. QUADRAS À memória do Albino Silva Eu de certo não sei, se venho d’um gorila, Ou se venho talvez do paraíso terreal... Em todo caso pó, e quando muito argila... Achei-me um dia aqui; quem sabe por meu mal! Eu não sei d’onde vim; mas viesse d’onde viesse, Da poeira ou da luz, do gorila ou de Adão, Toda a minha ânsia é de subir como uma prece, Toda a minha ânsia é de brilhar como um clarão. Para onde vou? Não sei. Qual é o meu destino? Também não sei. Porém desejo caminhar Por essa estrada além, bem como um peregrino, E o meu instinto é como um pássaro a voar!... QUANDO UM POETA NASCEU...Quando um poeta nasceu, como o sol que desponte, Logo por sobre o mar longas e brancas velas Desfraldam-se; e por fim, tudo palpita, o monte, O céu, a flor, a luz – ó róseas bambinelas! É um barulho de rio, um murmúrio de fonte, Uma palpitação universal de estrelas; Um sussurro, um fragor de beijos quentes pelas Ondulações sem fim e rubras do horizonte! Menino, homem depois, de um assalto ele ganha Os ermos, que transpõe, os vales e os barrancos, Tendo sempre a sorrir nos olhos a Quimera... Chegam os anos e vêm os cabelos brancos... Todavia, ele só, em pé sobre a montanha, Inda sonha, inda crê, inda deseja e espera!... SETEMBRO Eu ontem vi chegar, quase que à noitezinha, Apressada e sutil, a primeira andorinha... É a primavera, pois, em flor, que se anuncia, É setembro que vem, bêbedo de ambrosia. Mãos doiradas, a rir, mãos leves e radiosas,Semeando à luz e ao vento as papoulas e as rosas...
  14. 14. Como foi para nós de um esquisito gozo, Ó minha alma! esse doce, esse breve repouso, Que entre o nosso viver tumultuário e incerto Surgiu como se fosse o oásis do deserto… SÚCUBO Desde que te amo, vê, quase infalivelmente, Todas as noites vens aqui. E às minhas cegas Paixões, e ao teu furor, ninfa concupiscente,Como um súcubo, assim, de fato, tu te entregas...Longe que estejas, pois, tenho-te aqui presente.Como tu vens, não sei. Eu te invoco e tu chegas. Trazes sobre a nudez, flutuando docemente, Uma túnica azul, como as túnicas gregas... E de leve, em redor do meu leito flutuas, Ó Demônio ideal, de uma beleza louca, De umas palpitações radiantemente nuas! Até, até que enfim, em carícias felinas, O teu busto gentil ligeiramente inclinas, E te enrolas em mim, e me mordes a boca! VENCIDOS Nós ficaremos, como os menestréis da rua, Uns infames reais, mendigos por incúria, Agoureiros da Treva, adivinhos da Lua, Desferindo ao luar cantigas de penúria? Nossa cantiga irá conduzir-nos à tua Maldição, ó Roland? ... E, mortos pela injúria, Mortos, bem mortos, e, mudos, a fronte nua, Dormiremos ouvindo uma estranha lamúria?Seja. Os grandes um dia hão de cair de bruço .... Hão de os grandes rolar dos palácios infetos! E gloria à fome dos vermes concupiscentes! Embora, nós também, nós, num rouco soluço, Corda a corda, o violão dos nervos inquietos Partamos! inquietando as estrelas dormentes!
  15. 15. VOZES ... bercé par ce continuel bourdonnement qu’entendent ceux qui n’entendent d’autre voix. Francis Jammes Ó rumor ideal! Ó ilusão secreta! Vozes tristes, vozes doces que me chamais, Com a saudade cruel e a lembrança completa De um outro mundo, que eu perdi, não acho mais... Vozes antigas como as barbas d’um profeta, Ó vozes de paixão, ó vozes de metais, Ó vozes que feris a minha alma inquieta, Vozes de multidão ruidosa sobre o cais... Vozes lindas assim como um efebo louro, Vozes, filhas, não sei, das entranhas do Ar, Vozes d’Apolo e de marfim e prata e ouro... Ó vozes de embriaguez, ardentíssimas vozes, Vozes, bem como se quebrasse, ao longe, o mar Sob penhascos nus e rochedos atrozes!.... Camila Feiler Tradição Feminina A participação da mulher nas letras do Paraná é antiga emarcante, especialmente na poesia, território em que se destacamfiguras como Alice Ruiz e Helena Kolody Desde a poeta Julia da Costa (1844-1911), que publicou doislivros entre 1867 e 1868 e colaborou com diversos periódicos, aparticipação da mulher nas letras do Paraná é marcante. Mais doque isso: o traço experimental impresso na literatura do Estadopor escritores como Manoel Carlos Karam e Wilson Buenotambém se faz presente na produção feminina local. Para além de questões políticas e de gênero, escritoras comoLuci Colin e Assionara Souza, de gerações distintas, já no séculoXXI, trouxeram um tipo de inquietação que dialoga com atradição inovadora da prosa e da poesia paranaenses. “A prosa da Luci, nos seus contos, revela novidade astuta e
  16. 16. maturidade linguística. Já os poemas, sobretudo no recém-lançadoTrato de silêncios, acabam lembrando a importância do lirismo semmedo, mesmo em tempos pós-modernos que questionam o discursolírico”, afirma Gisele Giandoni Wolkoff, escritora e doutora emEstudos Linguísticos e Literários em Inglês pela UTFPR PatoBranco. A professora também ressalta o pioneirismo do Paraná,que, em 1933, reuniu intelectuais e artistas no CentroParanaense de Cultura Feminina, que acabou se tornando umpropulsor da literatura feita por mulheres no Estado. Para Collin, que também é professora de Literaturas deLíngua Inglesa na Universidade Federal do Paraná (UFPR), oParaná conta hoje com uma produção bastante expressiva deficção. “Se nem tanto em termos de números e publicações,seguramente em termos de qualidade”, diz. Publicando desde 1984, quando lançou o livro de poesiaEstarrecer (poesia), Collin também tem livros de contos e umromance, Com que se pode jogar, lançado em 2011. Ela concordaque há certa predominância da poesia na produção literária feitapor mulheres no Paraná, mas acredita que isso não chega acaracterizar um fenômeno da literatura local. “Há poetasparanaenses — nascidas ou radicadas aqui — como HelenaKolody, Alice Ruiz, Jussara Salazar, Karen Debértolis ou JoselyVianna Baptista, entre outras, cuja produção recebe projeçãonacional, ao passo que as ficcionistas tendem a ser menosconhecidas. Mas isto não é exclusividade do nosso Estado a pontode se caracterizar um fenômeno particular da cultura literáriaparanaense. Não tenho nenhuma ideia, nem tese para explicaristo. Quem tiver alguma, me conte, por favor.” Se há alguma predominância da poesia entre as escritorasparanaenses, no que se refere aos temas, há pouca conexão entreas prosadoras e poetas do Estado, segundo Catia ToledoMendonça, professora da UNESPAR (Universidade Estadual doParaná). “É difícil estabelecer esse elo. As escritoras escrevemsobre o que sentem, sobre a forma como veem mundo. Na literaturaparanaense, de modo geral, a cidade de Curitiba é muitotematizada não só por Dalton Trevisan, mas também por CristovãoTezza, Roberto Gomes e outros nomes. E este cenário tambémaparece nos textos de escritoras como Assionara Souza, emborasem tanta ênfase.” Alice Ruiz construiu importante trajetória como poeta eletrista de música popular.
  17. 17. Collin diz que, mesmo que não possa identificar traços de “corlocal que pudessem unir a expressão literária feminina do nossoEstado”, vislumbra grande liberdade de criação entre asescritoras paranaenses. “Me parece que, com grande liberdade ecriatividade, as autoras paranaenses — seja em poesia ou emficção — vêm escrevendo sobre quase tudo, com estilos e interessesque variam entre si. Prevalece a percepção da vida e do sentidopós-modernos. Um escritor, homem ou mulher, paranaense ou não,poderá ser, em alguma medida, local ou regional, mas tambémdeverá apresentar mais do que isto, no sentido de escrever sobretemas de apelo universal ou atemporal.” Marcelo Franz, professor de Literatura do Curso de Letras daPUCPR, sugere que a predominância de mulheres nas letras doEstado pode estar relacionado a certo “preconceito histórico”.“Calhou de, historicamente, os nomes femininos que mais sedestacam quando pensamos nas letras do Estado, serem depoetas. Isso pode se dever a uma certa imagem — talvezpreconceituosa — que se definiu do que é a poesia e dos laços queo feminino pudesse ter com ela no que tange à sensibilidade,espiritualidade, doçura, subjetividade. Não sei o quanto isso nãoteria de machismo e da expressão de um renitente provincianismoque, em linhas gerais, caracteriza a cultura (inclusive a literária) doEstado.” Além de Collin, o Paraná se firma, há algumas décadas, comautoras como Escolástica Velozo, Mariana Coelho, Regina Beniteze Lygia Lopes dos Santos. E, repercutindo, além das fronteiras,Helena Kolody e Alice Ruiz. Jussara Salazar, autora de Carpideiras, tem uma dasproduções mais prolíficas entre as escritoras do Paraná. Maior poeta paranaense, Helena Kolody, para além de suafigura maternal, ganhou o respeito de leitores e críticos brasileiroscom uma poesia aparentemente simples, mas que, justamentepor isso, “chegava ao gol com menos toques na bola”, segundodefinição de Paulo Leminski (um dos poetas “adotados” porKolody e que sofreu grande influência de sua poesia,principalmente de seus haikais). Mulher de Leminski durante 20anos, Alice Ruiz construiu carreira consistente na poesiabrasileira, laureada com prêmios como o Jabuti, que venceu em2009 com a coletânea de poemas Dois em um. Ruiz, a exemplo domarido, também tem uma trajetória na MPB, a partir de parceriascom nomes como Zeca Baleiro e Arnaldo Antunes. A safra mais recente da literatura paranaense traz nomes
  18. 18. como o de Bebeti do Amaral Gurgel, com mais de dez livrospublicados, a já citada Assionara Souza, Cláudia Ortiz, GiselePacola, Greta Benitez, a cronista Marilda Confortin, LindseyRocha Lagni, Bárbara Lia, Susan Blum, Maria Célia Martirani,Josely Vianna Baptista, Estrela Leminski e Jussara Salazar, entremuitas outras.Fonte:In Jornal Cândido - nº 18 - Janeiro 2013http://www.candido.bpp.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=308 POETISAS PARANAENSES Alba Krishna Topan Feldman Pintura Na tela da vida, eu vi uma pintura Em branco e negro; E haviam gemidos no fundo da tela, Do fundo da terra. Eram cores contrastantes Formando a guerra, Manchando os lados De vermelho. E olhando, pensei Que não era assim que havia pensado O Divino Pintor. Na harmonia das cores, Uma vida sem dores, tormentas ou lutas Deveria haver. E, olhando apenas os contrastes, São tolas cores que escorrem, Enfraquecem e morrem,
  19. 19. Sem jamais compreender Que o destino de tudo E o nada, É a CINZA! Alice Ruiz Saudação da Saudade minha saudade saúda tua ida mesmo sabendo que uma vinda só é possível noutra vida aqui, no reino do escuro e do silêncio minha saudade absurda e muda procura às cegas te trazer à luz ali, onde nem mesmo você sabe mais talvez, enfim nos espere o esquecimento aí, ainda assim minha saudade te saúda e se despede de mim
  20. 20. Ana Guadalupe Mapa de Tesouro menino vestido de pirata eu sei que os carnavais têm sua graça por isso eu respiro engraçado quanto te vejo sinto meus braços acenando para navios parados Andrea Motta Natureza Íntima Sou pedra plantada. Quando pedra,sou dura, implacável com as palavras. Sou água a correr.Quando água,sou como um riacho sereno a deslizar em silêncio. Sou vulcão em constante erupção. Quando vulcão,sou imaginação. Trago na pele, no rosto e, na alma a cor da paixão.
  21. 21. Sou cigana livre de preconceitos. Sou nômade,vivo as margens dos riosminh alma tem asas brancas e vermelhas, pros vôos desta vida incerta. Tenho os olhos tristes e a voz embargada, em simultâneo a alegria duma criança.No peito trago contudo, a inabalável certeza de amar-te eternamente. Assionara Souza Travesseiro achou bonito? eu achei feio achou legal? eu achei chato achou longo? passou tão rápido você viu? o quê? não está com frio? abre essa janela comprou aqui? é importado está com fome? acabei de comer quer ver um filme? tem aquela peça quer um café? vou tomar um chá dorme um pouco mais... já vou levantar tem um livro... muito longo o que foi isso?
  22. 22. não foi nada deixa eu ver? já passa Eliana Palma Albatroz Albatroz: mensageiro de tormenta. Dela nunca se afasta; nem mesmo tenta… Paira sereno sobre os espasmos úmidos do mar. Altas vagas explodem desconexasespargindo espumas brancas de água e sal complexas. O vento desafina tons de ópera funesta mas o mantém na rota e não contesta o roteiro alado que teima percorrer. Como fugir, se o clarão da tempestade não se esconde? Para onde ir, se o rugir dos cbs se ouve ao longe? Onde ficar, se a segurança não é vista no horizonte ? Por que temer, se males vêm e vão e depois da fúria fica em paz o coração? O amassado da superfície deixa escapar grunhidos de profundezas frias. O negrume baixo do céu congestionado, por riscos de luz pulsa, iluminado: espetáculo de força magistral. Explosão da natureza temperamental! Exemplo e alento vêm, ave marinha, ensina a coragem para o embate.
  23. 23. Reforça-nos o bico, prepara o bom combate.Dá-nos força para vencer o caos que se avizinha! Sobre a procela flutua o albatroz! Na certeza que vencerá este momento; nunca faz do mau tempo seu algoz. Firme, contra ou a favor do vento, paira seguro aproveitando o tempo enquanto voa livre, feliz, veloz! Estrela Ruiz Leminski “Fazer o quê” Fazer o quê se sou assim Se em cada coisa que eu toco fica o jasmim Fazer o quê se estou aqui metade em você metade em mim Você está em tudo o que eu gosto O que quer quando me olho? Se em tudo que eu pulso você vibra Se em tudo que é certo está teu projeto com 3 letras teu nome Meu sobrenome incompleto Agora não quero menos que tudo E um pouco mais não acerto
  24. 24. Helena Kolody (1912 – 2004) Infância Aquelas tardes de Três Barras Plenas de sol e de cigarras! Quando eu ficava horas perdidas Olhando a faina das formigasQue iam e vinham pelos carreiros,No áspero tronco dos pessegueiros. A chuva-de-ouro Era um tesouro, Quando floria. De áureas abelhas Toda zumbia. Alfombra flava O chão cobria... O cão travesso, de nome eslavo, era um amigo, quase um escravo. Merenda agreste: Leite ciroulo, Pão feito em casa, Com mel dourado, Cheirando a favo. Ao lusco-fusco, quanta alegria! A meninada toda acorria Para cantar, no imenso terreiro: "Mais bom dia, Vossa Senhoria"... "Bom barqueiro! Bom barqueiro..."Soava a canção pelo povoado inteiro E a própria lua cirandava e ria.Se a tarde de domingo era tranqüila, Saía-se a flanar, em pleno sol,
  25. 25. No campo, recendente a camomila. Alegria de correr até cair, Rolar na relva como potro novo E quase sufocar, de tanto rir! No riacho claro, às segundas-feiras, Batiam roupas as lavadeiras Também a gente lavava trapos Nas pedras lisas, nas corredeiras; Catava limo, topava sapos (Ai, ai, que susto! Virgem Maria!) Do tempo, só se sabia Que no ano sempre existia O bom tempo das laranjas E o doce tempo dos figos... Longínqua infância... Três Barras Plena de sol e cigarras! Isabel Furini A Casa Paterna Trituradas as guelras do silêncio sobre o velho álbum fotográfico.O pai (morto há anos) sobrevive nos retratos desbotados. Revelam-se fisionomia e emoções. Quantos olhares, quantos rostos deixei submersos nos interstícios da memória, quantos exílios na areia do passado e exílios futuros projetados no palco dos sonhos. Genealogias, uivos e fumaça despencam do álbum fotográfico aberto sobre a mesa.
  26. 26. Observam-nos os mortos, pousam nas fotografias como estacas de mutismo. Amam-nos.Esperam-nos (sedentos de carinho) com os braços paralelos abertos entre galáxias de culpa e de mistério. Imensamente abertos. Jandira Zanchi Chuvas Mornas Perfilados altares antevistos à sombra imolada alma ainda resguarda na travessia areia e gelo de águas marinhas azul perene borbulham baforadas deslize na planície ampla quase já não me guardo e antes que se finde a tarde fundarei a sombra, pois a vida abaixa a chama na terra rarefeita, mas, seus desenhos dourados sobressaem-se valentes e vagabundos almíscar de sonhos e patamares de desejos cumpridos divagados chuvas mornas esquecidas na pálida lua da terra sem lacre.
  27. 27. Jeanette Monteiro De Cnop Duas Crianças Em alguma folha do livro competente, no cartório da vida, arquive-se o acordo, como segue. Prometo : a menina curiosa, arteira e sensível que aflora, irrompe, desabrocha e explode em mim acolhe você, moleque travesso, irreverente, deliciosamente sedutor(ainda que envolto em dualidades e mistérios) para juntos caminharem sonhadoramente, em meio a castelos de nuvens branquinhas, gordas de fantasias e desejos compartilhados, em direção à porta do céu. Josely Vianna Baptista Para Leminsky penso e surpreendo dentro esse peso suspenso entre fuga e allegro
  28. 28. entre risos e abismo resgato fragmentos e vestígios do vértigo (espreito, rima leonina, as naus, bits e ítacas de tuas russas cismas, as lengua-lengas feras de teus trobares raros) entre sóis e êsseoésses miro estrelas-desastres e desorientes ferozesrumo ao ouro quase-Órion de um perhappiness entre o novo e o velho só vejo o vero fogo que te tornou eterno só vestígios do vétigo desde que o caos deixou de ser acaso Júlia da Costa (1844 – 1911) Sonhos ao LuarQuem és tu, bardo noturno Que me fazes meditar?... Serás por acaso o eco De meu triste cogitar?...Eu também amo a saudade Que me inspira a solidão; Amo a lua que me fala
  29. 29. Do passado ao coração. Como tu choro uma noite De luar que se ocultou; Como tu choro a esperança De uma aurora que passou. Quem és tu, bardo noturno Que me fazes meditar?... Quem és tu que na minh’alma Vens de manso dedilhar?... Serás inda a sombra errante De uma noite que morreu?... Meigo raio de ventura Que em meu seio se escondeu?... Quem és tu? Dize quem és Branca sombra lá do céu! Dize o nome do teu canto Que eu dirte-ei quem sou eu! Jussara Salazar Águas de Luzo ar em ondas agita a cambraia leve lúnulas de sol e a luz no desvio de suas águas trama ecos de si e derrama corpúsculos que submergem ao fundo do lago e a hera amorosa navega, enlaça o espelho do rio e seus delfinsromãs entre os cordeiros em brancas as raízes enroscam se pela pele e pêlos de alice.
  30. 30. Lúcia Constantino Quando um Poeta Morre Quando um poeta morre o céu se cobre de sombras e um raio tomba a luz foge. Quando um poeta morre a seara dorme. Alforria do dar. Fica remido no tempo o intento do pensamento. Sonetos do ar. Quando um poeta morre o céu incorre em engano porque deixa de abrir a boca por muitos anos. Luci Collin Dor Mesmo dor mesmo nem tanto a incisiva - surpresa da faca na pele – intensa dor mas reversível ferida que enfim cicatriza dor mesmo é aquela miúda dor sempre que não envelhece lateja esta dor – a mais funda –de um ontem que nunca se esquece
  31. 31. Marília Kubota Metamorfose sob a casa descascada a lagarta da seda arredonda a redoma e sonha asas. a sombra do luto anuncia: breve, aqui, mais um fruto da metamorfose Olga Agulhon Um Homem Poeta Mergulhado em tristeza e solidão, um homem escreve. Versos ritmados? Não! Escreve sobre seus dias, contando horas vazias. Escreve, com movimentos lentos,palavras que tentam definir sentimentos. É um poeta! não porque escreve,querendo escolher a palavra e a alegoria, mas porque sonha, perdido em ilusões e melancolia. Um homem chora.
  32. 32. Chora por sua vida dura, querendo esquecer uma amargura. Chora como todo amante, que já sofreu o bastante. É um poeta! Não porque escreve,querendo escolher a palavra e os pontos, mas porque ama, perdido em solidão e desencontros. Por isso escreve, com o coração pequenininho, querendo seu ninho. Escreve porque está sozinho e só o papel lhe dá carinho. Roza de Oliveira Casa Onírica Bem no pico dos meus sonhos Construí minha morada, Sem paredes, sem telhados Sem limites Nos seus lados. Bem que o telhado varia, Varia Conforme o dia: Há telhado de gaivotas, De estrelas, de andorinhas... Minha cama – é uma nuvem. Minha mesa – a lua cheia. O vento – é o meu cavalo! Sou turista do infinito!
  33. 33. Silviah Carvalho O Poeta É aquele que ama um pouco mais, E nunca ama por amarE sonha um pouco mais, voa um pouco mais alto E um pouco mais longe... Chega onde poucos conseguem chegar Entra nos labirintos da mente Conhece o passado e presente Deduz o futuro com tanta exatidão Que parece viver um passo a frente Nele existe um pouco mais de emoção Um pouco mais de atenção Um pouco mais de alegria E um pouco mais de solidão Um pouco mais de sinceridade Coisa pouca dentro de muita gente Um pouco mais da louca igualdade Que o faz assim, tão diferente Ele tem um pouco mais de quase tudo Guardado dentro da mente De tudo faz um poema, revela tudo que sente Assim é o poeta Ama sem ser amado; espera sem ser esperado E muitas vezes, morre abandonado Por vezes, só depois da morte Tem seus poemas lembrados...
  34. 34. Vanda Fagundes Queiroz Integração Ontem eu vi meu avô curvado, enxada na mão, esperança no olhar. Ontem eu vi a semente no chão e a chuva caindo e o verde a brotar. Ontem eu vi a raiz se firmando o sol fecundando, a terra a gerar. Hoje eu vi uma flor perfumada, rosa desabrochada na estrada eu colhi. A luz, o perfume, a cor, a colheita que sacia agora tanto fruto, tanto grão semeaduras de outra estação. E o passado se tornou presente, no verde de ontem que amadureceu, na espiga de hoje que não semeei e que abastece, farta a minha mão.Pois vou plantar. Plantar neste momento, regar o campo e cultivar também; o futuro há de vir e ser presente e eu, passado, saberei que alguém, nalgum lugar colhe a rosa perfumada, colhe, feliz, a flor por mim plantada.
  35. 35. FONTEShttp://academiadeletrasdemaringa.com.brhttp://aliceruiz.com.brhttp://asescolhasafectivas.blogspot.com.brhttp://isabelfurini.blogspot.com.brhttp://prosacaotica.blogspot.com.brhttp://singrandohorizontes.blogspot.com.brhttp://umcoracaoqueama.blogspot.comhttp://www.abrali.comhttp://www.antoniomiranda.com.brACADEMIA Paranaense da Poesia. Revista 19. Curitiba,2010.COSTA, Júlia da. Bouquet de violetas. In Um século depoesia. Poetisas do Paraná, p.62.FELDMAN, José e FELDMAN, Alba Krishna Topan.Cavalgada de Sonhos. Curitiba: Ed. do Autor, 2000.KOLODY, Helena. Viagem no espelho, Editora UFPR, 1999 Concursos de Poesia com Inscrições AbertasXXVIII Concurso de Poesia 2) Pode participar do concurso Brasil dos Reis qualquer pessoa residente em território nacional, ou em país emPrazo: 08 de Fevereiro de 2012 que a Língua Portuguesa seja oficial.Organização: 3) O trabalho, em envelopeAteneu Angrense de Letras fechado, sem identificaçãohttp://www.ateneuangrense.com.br externa, deverá ser remetido (podendo ser entregue diretamenteContato e Dúvidas: na sede do Ateneu) para:ateneuangrense@gmail.com Ateneu Angrense de Letras e Artes XXVIII Concurso de Poesia “BrasilREGULAMENTO: do Reis” O Concurso de Poesia “Brasil dos CAIXA POSTAL 73325Reis” tem por finalidade estimular Praça Guarda Marinha Greenhalgh,a produção poética e incentivar a 59Cultura. Angra dos Reis – RJ - CEP. 23900- 240 INSCRIÇÃO (Como remetente, usar a mesma 1) Será aberta em 26/05/2012 e inscrição do destinatário)encerrada em 08/02/2013,valendo a data da postagem.
  36. 36. 4) Cada participante pode Soneto – Serenataconcorrer com um único trabalho, Verso Livre – Sombrasinédito, sendo que, para versolivre, será observado o máximo de JULGAMENTOtrinta versos, sendo facultado, 10) A comissão julgadora dasexcepcionalmente aos residentes poesias, indicada pelaem Angra dos Reis participar com coordenação do concurso,um tema regional e um nacional. selecionará os 10 (dez) melhores 5) O trabalho deverá ser trabalhos em cada tema,apresentado em 6 (seis) cópias, classificando-os com pontuação dedatilografado ou digitado, 1 (um) a 10 (dez).contendo apenas o título e o 11) Os participantes, cujospseudônimo do autor, trabalhos forem classificados,acompanhado de sobrecarta terão ciência através deidentificadora, fechada, com o correspondência ou telefone.tema e o pseudônimo do autor naparte externa, e em seu interior o PREMIAÇÃOpseudônimo, o nome do autor, o 12) Receberão troféu e certificadoendereço correspondente, de classificação os autores dos 3inclusive “e-mail” e telefone, e o (três) melhores trabalhos, em cadanome e endereço do intérprete tema, e certificado de mençãoindicado. honrosa os autores com trabalhos 6) O intérprete poderá ser classificados do 4º até o 10º lugar.indicado no prazo máximo de dez 13) Os 3 (três) primeirosdias após o autor tomar trabalhos classificados, em cadaconhecimento da classificação da tema, participarão do Concurso depoesia; quando não indicado o Interpretação.Ateneu se reserva o direito de fazê- 14) O intérprete primeirolo. classificado, em cada tema, será 7) Para todos os efeitos legais o premiado com troféu e certificado.participante do presente Concurso 15) A entrega dos prêmios e adeclara ser o legítimo autor do interpretação dos melhorespoema inscrito e garante o trabalhos acontecerão, em sessãoineditismo do mesmo, solene, no dia 04/05/2013, emresponsabilizando-se e isentando o local e horário a serem divulgadosAteneu de qualquer reclamação ou oportunamente.demanda que porventura venha a 16) Os poemas classificados nãoser apresentada em juízo ou fora poderão ser divulgados antes dadele. premiação. 17) Os 10 (dez) melhores TEMA E MODALIDADE trabalhos de cada tema serão 8) Para os concorrentes residentes publicados pelo Ateneu.em Angra dos Reis, Mangaratiba, 18) Os autores dos 3 (três)Paraty, Itaguaí e Rio Claro, os melhores trabalhos em cada tematemas são: e os respectivos intérpretes, terão Soneto – Inocência direito a hospedagem (pernoite Verso Livre – Gentileza para 2 pessoas - intransferível), no 9) Para os demais concorrentes os dia da premiação, desde que nãotemas são: residentes em Angra dos Reis.
  37. 37. 19) Os participantes do concurso, Distrito Federal, está organizandocujos trabalhos forem o III Concurso de Poesias Revistaclassificados, farão jus a um Literária – Edição 2013, parapasseio de veleiro pela Baía da autores brasileiros, maiores de 18Ilha Grande, no dia seguinte ao da anos, residentes ou não no Brasil.premiação, com direito a umacompanhante. O Concurso tem por objetivo descobrir novos talentos e DIREITOS promover a literatura. Nesta 20) O ATENEU ANGRENSE DE edição, contemplaremos o gêneroLETRAS E ARTES reservará para POESIA, com tema livre esi o direito de publicar as poesias inscrição gratuita.classificadas. 21) Os trabalhos inscritos não O Portal Revista Literáriaserão devolvidos. escolherá uma Comissão 22) Ao fazer sua inscrição, o Julgadora composta de 5 (cinco)concorrente estará aceitando os membros de renomado prestígiotermos deste Regulamento, literário, que fará a análise dosficando sujeito à desclassificação trabalhos e a solução dos casospelo não cumprimento do mesmo. omissos deste regulamento, se 23) Os casos omissos serão houver.resolvidos pela comissãoorganizadora. Inscrições 24) Não poderão participar doconcurso os membros das As Inscrições (Gratuitas) poderãocomissões organizadora e ser feitas durante o período de 15julgadora das poesias. de janeiro até 18 de março de 2013, somente pela internet e através de formulário específico no link do Portal Concursos e Prêmios Literários III Concurso de Poesias O Autor poderá participar com 1 Revista Literária (uma) POESIA INÉDITA, em língua portuguesa, contendoPrazo: 18 de Março de 2013 obrigatoriamente um título. Não há necessidade de pseudônimo.Organização:Portal Revista Literária PremiaçãoScortecci EditoraSindicato dos Escritores do Os 40 (quarenta) trabalhosDistrito Federal selecionados pela Comissão Julgadora serão publicados emContato e Dúvidas: Antologia, formato 14 x 20,7 cm,faleconosco@revistaliteraria.com.br sem custo para seus autores, pela Scortecci Editora.REGULAMENTO: O Portal Revista Literária, com o A título de Direito Autoral, cadaapoio da Scortecci Editora e do autor selecionado receberá 5Sindicato dos Escritores do
  38. 38. (cinco) exemplares da antologia, Revista Literária e 50 (cinquenta)pelo correio, entregues e de exemplares para a Scortecciresponsabilidade da Revista Editora comercializar ao preço deLiterária. R$ 25,00 cada, através da Livraria Asabeça. A publicação será em ordemalfabética, por nome de autor, com Autores vencedores do IIIFicha Catalográfica, ISBN e selo Concurso de Poesias Revistaeditorial da Scortecci. Literária 2013 poderão adquirir exemplares extras diretamenteDas responsabilidades com a editora com 40% de desconto sobre o preço de capa.a) Revista Literária: Acesso a Ficha de Inscrição: 1) Escolha e Indicação da http://www.concursosliterarios.coComissão Julgadora do III m.br/formulario.php?id=428Concurso de Poesias RevistaLiterária – Edição 2013; Cronograma 2) Promoção e Divulgação do Inscrições de 15/janeiro aevento; 18/março de 2013 3) Envio e postagem dos Divulgação do Resultado abril deexemplares da antologia para os 201350 (cinquenta) Autoresselecionados. Edição da Antologia até junho de 2013b) Scortecci Editora: Disposições finais 1) Editoração e Impressão daantologia do III Concurso de É vetada a participação dePoesias Revista Literária – Edição pessoas ligadas à Revista2013; Literária, direta ou indiretamente, de seus parentes em até segundo 2) Inscrições e suporte pela grau, bem como de todos osInternet através do Portal envolvidos no processo deConcursos e Prêmios Literários. julgamento do concurso.Dados Técnicos da obra Ao fazer a inscrição, o Autor estará concordando com as regras 300 (trezentos) exemplares, do concurso, inclusive autorizandoformato 14 x 20,7 cm, miolo P&B, a publicação da obra em antologiacapa 4 cores em papel 250 pela Scortecci Editora egramas, sendo: 200 (duzentos) responderá por plágio, cópiaexemplares para os autores indevida e demais crimes previstosvencedores do III Concurso de na Lei do Direito Autoral.Poesias Revista Literária – Edição Mais informações:2013, 50 (cinquenta) exemplares faleconosco@revistaliteraria.com.brpara divulgação, e promoção da
  39. 39. existência de um quantitativo razoável de pessoas dignas dessa homenagem. A preocupação foi dividida com a Profa Maria Cícera Seleção para Antologia Nogueira, que prontamente entendeu a responsabilidade da "Mil Poemas para missão, de modo que dessas Gonçalves Dias" análises resultou a escolha do nome de Gonçalves Dias,Prazo: 31 de Março de 2013 principalmente em razão de este grande poeta maranhense:Organização: IHG de Caxias e a Academia de - Ter procurado formar umLetras de Caxias-MA. sentimento nacionalista ao incorporar assuntos dos povos eContato e Dúvidas: das paisagens brasileiras nadilercy@hotmail.com literatura nacional; - Desenvolver o Indianismo, aoREGULAMENTO lado de José de Alencar; - Por sua importância na história Lançamento da Antologia (09 a 11 da literatura brasileira aode Agosto de 2013) nas cidades de incorporar uma ideia de Brasil àSão Luís-MA, Caxias-MA e literatura nacional;Guimarães-MA, Brasil - Por sua grande obra, que nos estudos literários é enquadrada no Os poemas/trabalhos podem ser Romantismo.enviados até 31 de março de 2013ou até completar a meta de 1000 Regras para envio das obras:poemas. 1. Antologia “Mil Poemas para A ideia vem do Chile. Nasceu por Gonçalves Dias”ocasião da comemoração do - cada Poeta poderá apresentaraniversário de 107 anos do grande até cinco (cinco) poemaspoeta Chileno Pablo Neruda, homenageando Gonçalves Dias.quando entre outras atividades foi Formato A4, times New Roman,lançada a antologia “MIL POEMAS tamanho 12, espaço 1,0.A PABLO NERUDA” organizada - enviar adjunto currículo literáriopor Alfred Asís. Esta homenagem resumido (no máximo seis linhas),foi estendida para o Poeta Peruano em que conste data deCesar Vallejo, que terá a sua nascimento, cidade e país deantologia “MIL POEMAS A CESAR origem; com foto atualizada,VALLEJO”. - a aceitação dar-se-á na ordem de recebimento da (s) obra(s), até Nessa ocasião surgiu a ideia da se completarem os 1000 (mil)organização de uma antologia e poemas. Um mesmo autor poderáhomenagem dessa natureza para mandar uma poesia, caso queiraum poeta brasileiro. O primeiro enviar outra obra posteriormente,desafio centrou-se na escolha do dentro do limite de cinco (05) pornome, a partir da compreensão da Poeta, poderá fazê-lo, indicando
  40. 40. que já enviou uma primeira obra; União Brasileira de Escritoressendo colocadas todas juntas. (UBE-SP – Núcleo Vale do Paraíba e Litoral Norte)Envio de Poesias para: Jornal O Lincedilercy@hotmail.com Contato e Dúvidas: 2. Estudos e pesquisas: redacao@jornalolince.com.br - cada autor ou co-autor poderá luizantoniocardoso@gmail.comenviar até dois (02) textos, com o (UBE-SP)máximo de 20 (vinte) páginas,formato A4, Times new Roman, REGULAMENTO:tamanho 12, espaço 1, incluindobibliografia e fotos. O Instituto de Estudos - ao enviar sua obra, deverá vir Valeparaibanos (IEV), a Uniãoacompanhada pequena bio- Brasileira de Escritores (UBE-SP –bliografia, com foto atualizada, em Núcleo Vale do Paraíba e Litoralque conste o motivo de participar Norte) e o Jornal O Lince tornamda antologia; cidade e país de público o regulamento do Prêmioorigem; Valeparaibano de Literatura, a - a publicação se dará na ordem saber:de recebimento da (s) obra(s). Envio de Trabalhos para: I – Da Definição e dosvazleopoldo@hotmail.com Objetivos: Artigo 1º – O Prêmio A Editora da Universidade Federal Valeparaibano de Literatura é umdo Maranhão–EDUFMA vai editar certame literário que tem pora Antologia sem custos para os objetivos estimular a produção deautores. Precisamos completar os contos, crônicas, poesias deMIL POEMAS, por isso pedimos a acordo com o tema proposto esua colaboração para divulgar divulgar os textos selecionadostambém, na sua cidade, no seu bem como os seus autores.Estado, no seu país e para os seuscontatos no estrangeiro! II – Do Tema: Artigo 2º – O tema do PrêmioCONTATO: Dilercy Adler - Valeparaibano de Literatura paradilercy@hotmail.com o ano de 2013 é “Acontece(u) no Vale do Paraíba”. Parágrafo Único – O tema não necessita estar contido na obra como título ou no corpo do texto, Prêmio Valeparaibano sendo que o imprescindível é a adequação do texto ao tema. de Literatura III – Das Modalidades ePrazo: 15 de Fevereiro de 2013 Categorias: Artigo 3º – São modalidades doOrganização: concurso:Instituto de Estudos 1. ContoValeparaibanos (IEV) 2. Crônica
  41. 41. 3. Poesia participar de quaisquer Artigo 4º – São categorias do modalidades e categorias osconcurso: membros da Comissão 1. Regional Organizadora. 2. Nacional Parágrafo 4º – É vedado aos membros das Comissões IV – Das Modalidades: Julgadoras participarem como Artigo 5º – O concorrente poderá concorrentes na modalidade eparticipar com textos em todas as categoria na qual forem juizes.modalidades conforme Parágrafo 5º – Não serão aceitosespecificações abaixo: trabalhos de escritores já falecidos 1. Conto – um conto por autor, de (caso familiares ou amigos tenhamno máximo 160 linhas. a intenção de inscrevê-los), sendo 2. Crônica – uma crônica por que, caso ocorra, e sejaautor, de no máximo 80 linhas denunciado, o trabalho será 3. Poesia – até duas poesias por automaticamente desclassificado.autor, de no máximo 40 linhas Parágrafo 6º – Menores de idadecada. poderão participar, porém, no interior do envelope menor, V – Das Categorias: lacrado, citado no artigo 12, item Artigo 6º – São duas as categorias 4, deverá constar declaração dosde participação no concurso: pais (com qualificação completa do 1. Regional – para os residentes responsável e do menor, inclusivenas cidades fluminenses, mineiras com a data de nascimento doe paulistas que compõem o Vale concorrente) autorizando ado Paraíba e Litoral Norte de São participação do menor nos termosPaulo. do presente regulamento. 2. Nacional – Para os residentesem quaisquer localidades do VII – Da Autoria e Apresentaçãoterritório nacional, exceto nas dos Textos:regiões especificadas na categoria Artigo 8º – Todos os trabalhosregional. devem ser de autoria própria, sendo o concorrente responsável VI – Dos Participantes: em casos de plágio. Artigo 7º – Podem se inscrever e Artigo 9º – Os contos, crônicas eparticipar do concurso, poesias deverão ser apresentadosgratuitamente, quaisquer cidadãos em papel tamanho A4, fonte Arialresidentes em território brasileiro. 11, com espaçamento entrelinhas Parágrafo 1º – Somente serão de 1,5 cm e margens de páginaaceitos textos inéditos escritos no com 2 cm.idioma português. Parágrafo Único – Se Parágrafo 2º – Será considerado datilografado, deverá ser utilizadoinédito o texto ainda não o espaço duplo.publicado ou divulgado emqualquer veículo impresso (livro, VIII – Das Inscrições:revista, jornal e outros) ou Artigo 10 – As inscriçõeseletrônico. acontecerão no período Parágrafo 3º – Estão compreendido entre 16 deautomaticamente impedidos de
  42. 42. novembro de 2012 e 15 de colocado um envelope menor,fevereiro de 2013. devidamente lacrado, que terá, em Parágrafo Único – É considerada a sua face externa o pseudônimodata do carimbo postal para criado para o concurso e as obrasvalidação da inscrição. (seguidas das modalidades e Artigo 11 – As inscrições devem categorias a que concorre), e noser encaminhadas para o seguinte seu interior, papel contendo osendereço: seguintes dados: i. nome completo do autor e, sePrêmio Valeparaibano de Literatura for o caso, nome literário para finsXXVII Simpósio do Instituto de Estudos de identificação em certificado,Valeparaibanos divulgação e eventuaisRua Totó Barbosa, 231 – Ponte Alta – publicações;Aparecida-SP ii. pseudônimo utilizado nesteCEP – 12.570-000 concurso; iii. endereço completo (incluindoArtigo 12 – O envelope de CEP);encaminhamento dos trabalhos iv. telefone para contatodeve conter: (residencial e celular); 1. Em folhas separadas, 06 (SEIS) v. e-mail do autor (se não tivervias de cada trabalho a ser pode ser um para contato);inscrito; vi. a relação das obras enviadas (todas as obras, nos diversos 2. No cabeçalho de cada obra gêneros);deve constar, antes do titulo, a vii. assinatura do concorrente.modalidade (Conto, Crônica ouPoesia) seguida da categoria IX – Da Comissão Julgadora:(Regional ou Nacional), como nos Artigo 13 – Cada modalidade teráexemplos: uma comissão julgadora composta Poesia – Nacional por, no mínimo, três juízes Conto – Regional convidados pela equipe organizadora. 3. Após a identificação do item Parágrafo Único – As decisões daanterior, deve vir o título da obra, Comissão Julgadora, de caráterseguido do texto, e abaixo, permanente, soberano eobrigatoriamente um pseudônimo irrecorrível, são previamentecriado unicamente para a aceitas pelo concorrente no ato departicipação no concurso, que não sua inscrição.deve remeter ou coincidir com o Artigo 14 – Os nomes somentenome ou pseudônimo literário do serão divulgados após resultadoautor, ou constar outro dado final para evitar qualquer dúvidaqualquer que possa sugerir a sobre a lisura dos procedimentos.identificação do autor, o quepoderá desclassificar a obra; X – Da Divulgação do Resultado e Premiação: 4. Os trabalhos serão colocados Artigo 15 – Até o início do mês denum envelope maior (podendo ser junho de 2013 os vencedoresenviados todos os gêneros num serão devidamente comunicados.único envelope), e junto, deve ser
  43. 43. Artigo 16 – Os resultados serão XI – Dos Direitos Autorais:publicamente divulgados no dia 25 Artigo 18 – A partir da efetivaçãode julho, dia do escritor, data em da inscrição, o autor autoriza aque acontecerá a premiação em eventual publicação de seus textossolenidade pública, às em livros, jornais, revistas,19h.30min., durante a realização boletins, sites, blogs ou outrosdo XXVII Simpósio do Instituto de meios de comunicação, a critérioEstudos Valeparaibanos, em local da organização do concurso.a ser divulgado. Artigo 17 – Os autores dos textos XII – Das Disposições Gerais:vencedores receberão como Artigo 19 – As cópias enviadasprêmios: dos trabalhos não serão devolvidas. 1. certificado de mérito; Artigo 20 – Casos omissos serão 2. publicação do texto na seção resolvidos, de forma irrecorrível,literária do Jornal O Lince; pela Comissão Organizadora. 3. publicação no sitewww.valedoparaíba.com Para informações adicionais ou 4. participação, com prévio para dirimir dúvidas:agendamendo, no programa de redacao@jornalolince.com.brentrevistas Litteratudo, da TV (Jornal O Lince)Cidade de Taubaté-SP; e luizantoniocardoso@gmail.com 5. se presentes na cerimônia de (UBE – Vale do Paraíba e Litoralpremiação, livros publicados pelo Norte)selo cultural LetraSelvagem, e/oude outros escritores. Aparecida, 15 de novembro de Parágrafo único – Poderão ser 2012outorgados certificados demenções honrosas e/ou especiais, Fonte dos Concursos:a critério da organização. HTTP://concursos-literarios.blogspot.com.br
  44. 44. NOTAA Revista Virtual de Poesia do Paraná tem por objetivo propagar os poetas paranaenses e suaspoesias, nascidos ou radicados no Estado.Esta revista não pode ser comercializada em hipótese alguma.Respeite os Direitos Autorais.A utilização de seu conteúdo é livre, desde que mencionada afonte. EDITORAÇÃO Organização, Pesquisa, Formatação e editoria: José Feldman Maringá/PR – fevereiro 2013. Contatos: e-mail: pavilhaoliterario@gmail.com Rua Vereador Arlindo Planas, 901 casa A Cep. 87080-330 – Zona 6 - Maringá PR Pavilhão Literário Singrando Horizontes http://www.singrandohorizontes.blogspot.com.br Trovas, Trovadores Concursos Literários Mensagens Poéticas de Ademar Macedo Contos, Cronicas, Haicais, Folclore, Dicas, Artigos, notícias, etc. Receba as postagens na íntegra diariamente em seu email. Cadastre-se no site. Participe colaborando com textos de sua autoria. e-mail: pavilhaoliterario@gmail.com

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