2
Uma Trova de Bandeirantes/PR
Lucília A. Trindade Decarli
Aquela alegre canção,
que, outrora, era de nós dois,
traz, hoje...
3
Um Poema de Ponta Grossa /PR
Nylzamira Cunha Bejes
A DEBUTANTE
Chegou, enfim, a linda primavera
na vida da mocinha que é...
4
Ter um trabalho certo, e a cada dia
voltar ao lar, e ver que essa harmonia
fá-lo sentir-se como um rei coroado!
Trovador...
5
Uma Trova de São Paulo/SP
Therezinha Dieguez Brisolla
Sonho mantido em segredo
porque o julgamos pecado,
o nosso amor fo...
6
Alçava pipas brilhantes,
correndo e fazendo troça!
Um Poema de Ponta Grossa /PR
Nylzamira Cunha Bejes
AS POMBAS
Como de ...
7
Muito antes, porém, houve uma outra letra (“Em um subúrbio afastado
da cidade / Vive João e a mulher com quem casou / te...
8
Por gênio varonil
O orgulho do Paraná
Na grandeza do Brasil.
Há na história de nossa cidade
O destino de um povo feliz
D...
9
Ô situação desonrosa!
E uma parteira fuleira,
muito lá da zombeteira,
deu tapas na apetitosa.
Claro que eu abri a boca,
...
10
difícil até de fechar,
mas espremo no que posso
pra coisa boa encaixar.
Levo comigo amizades,
dessas que deixam saudade...
11
Pois é isso minha gente:
- Essa vida é uma viagem!
Chegamos de mala e cuia,
com uns anos de vantagem.
Mesmo sem fazer m...
12
13
A causa não foi à toa
de tão grande quebradeira:
– era o “gato” da patroa
e a “gata” da cozinheira.…
A criança abandona...
14
Eu duvidei, na verdade,
de tudo quanto afirmaste,
mas hoje, nesta saudade,
sinto que me enfeitiçaste.
Fazer trova com h...
15
O patrão, com muita sede,
procurava água gelada,
mas foi achado na rede
lá no quarto da empregada.
O vizinho, eletricis...
16
H. Masuda Goga
Gaveta de haicais
Ah, mosca de inverno
- questão de dia ou de hora -
seu último instante?
Amor que nasce...
17
Fazendo a sesta
lembro minha mãe saudosa
Sempre atarefada.
Flores silvestres
pequeninas e sem brilho
à espera de abelha...
18
Um bem-te-vi na árvore,
canta e canta sem descanso:
outro canto ao longe.
Hidekazu Masuda, mais conhecido como Goga, na...
19
Arquivo Histórico da Trova
20
Aparício Fernandes
Trovas Circunstanciais
Parte 2, final
Uma das mais conhecidas trovas deste que
escreve estas linhas ...
21
- este mundo é das mulheres
.. .e as mulheres são da gente!
No ano seguinte, houve o 1.° Encontro Nacional
de Trovadore...
22
De Zálkind Piatigorsky
Um bom paladar se indica
às vezes num simples nome:
- quando ouço falar de Cica,
na verdade sint...
23
Aviso a quem é fumante:
- tanto o Príncipe de Gales
como o Dr. Campos Sales
usam fósforos Brilhante.
E outra, curiosíss...
24
A trova são quatro versos,
que nos dão muito prazer.
Os assuntos mais diversos
pode uma trova conter.
Mas antes quero d...
25
E fiz então a minha palestra, que, aliás,
continha vários aspectos da Trova abordados ne ste
livro.
Como se vê, a trova...
26
Nota sobre o Almanaque
O download (gratuito) dos números anteriores em formato e-book, pode ser
obtido em http://indepe...
Almanaque chuva de versos n. 420
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Almanaque chuva de versos n. 420

254 visualizações

Publicada em

Trovas, haicais e outros versos de diversas partes do Brasil;
A poetisa homenageada é Nylzamira Cunha Bejes, de Ponta Grossa/PR;
O trovador homenageado é de Uruguaiana/RS, Luiz Machado Stábile;
Na Gaveta de Haicais, de Kagawa/Japão, radicado em São Paulo, H. Masuda Goga;
A parte final de “Trovas Circunstanciais”, de Aparício Fernandes.

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
254
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Almanaque chuva de versos n. 420

  1. 1. 2 Uma Trova de Bandeirantes/PR Lucília A. Trindade Decarli Aquela alegre canção, que, outrora, era de nós dois, traz, hoje, triste emoção na solidão de um depois... Uma Trova de Bragança Paulista/SP Anna Servelhere O amor que plantaste em mim ensinou-me o bem querer eu vou guardá-lo até o fim deste meu doce viver. Um Poema de Ponta Grossa/PR Nylzamira Cunha Bejes A M I G O Tiro por mim que o amigo verdadeiro, Ao deparar insólita ocorrência, De pronto acorre, com sua experiência, Querendo dar, por bem e por primeiro. Não vale aqui falarmos de dinheiro, Ou de outros bens que sejam opulência, Pois, rico ou pobre, é com benevolência Que o bom amigo se dá prazenteiro. Se pobre for, o seu pouco oferece, Com afeição e com boa vontade, Da mesma forma que se muito desse. O bom amigo crê, sempre, e confia Que o outro tenha a generosidade De retribuir com a mesma alegria. Uma Trova Humorística do Rio de Janeiro/RJ José Maria Machado de Araújo O careca Zé Ribeiro, tão distraído é da cuca que chega a ir ao barbeiro para cortar ... a PERUCA! Uma Trova de Juiz de Fora/MG Arlindo Tadeu Hagen Eu te imploro, por favor, não insistas neste adeus. Se não for por meu amor, fica pelo amor de Deus!
  2. 2. 3 Um Poema de Ponta Grossa /PR Nylzamira Cunha Bejes A DEBUTANTE Chegou, enfim, a linda primavera na vida da mocinha que é botão de rosa entreaberto, em suave espera, enquanto o pai a leva pela mão. Começa, junto aos pais que ela venera, o sonho com rapazes que serão a parte da ventura que ela espera achar na sociedade, no salão. É seu primeiro baile, e a jovem quer sorrir, dançar, brilhar e encantar, desabrochando como flor-mulher. Charmosa e bela é que vem debutar, mas já conquista, e nem sabe, sequer, que a glória toda está no seu olhar! Uma Quadra Popular Autor Anônimo Menina dos olhos pretos que ainda ontem reparei, se há mais tempo eu reparasse, não amava quem amei. Fonte: Azevedo,Teófilo de. Literatura popular do norte de Minas: a arte de fazer versos.São Paulo, Global Editora, 1978. Cultura Popular, 3. Uma Trova Hispânica da Venezuela Hildebrando Rodríguez Música bella y preciosa, entraña de mi vivir; el arte en ti se rebosa, y me alegra el existir. Um Poema de Ponta Grossa/PR Nylzamira Cunha Bejes POETA FELIZ Ah! Grande poeta que na luta dura passou sua existência desolado, cantando a musa sem ter a ventura de – dando amor – também ser bem amado… Ah! Pobre poeta, essa desventura, essa agonia, esse triste fado deviam ser trocados por ternura, e a glória de ser pai abençoado! Ah! Triste poeta, não pôde escolher a musa certa e a certa mulher, e ter seu sonho inteiro realizado…
  3. 3. 4 Ter um trabalho certo, e a cada dia voltar ao lar, e ver que essa harmonia fá-lo sentir-se como um rei coroado! Trovadores que deixaram Saudades Izo Goldman Porto Alegre/RS (1932 – 2013) São Paulo/SP Ao ver que a... "linda boneca" em vez de "Maria" é "Zé," o coitado do careca fica de "cabelo-em-pé"!!! Uma Trova de São Paulo/SP Darly O. Barros Em meio ao diário, estanco: – teu adeus, termo proscrito, grita da página em branco, em dueto com meu grito... Uma Trova de Nova Friburgo/RJ Joana D’arc da Veiga Aprisionado à rotina do trabalho e da vaidade, não vi o vento em surdina varrer minha mocidade. Um Haicai de Curitiba/PR Ângelo Batista Rolando e ralando Náufrago sem pé e barco Sol imensidão Um Poema de Ponta Grossa /PR Nylzamira Cunha Bejes O SALÁRIO DO MESTRE O mestre heróico ensina cada dia, em classe, o aluno a ser bem educado, e dá lições de História ou Geografia, sem cogitar no aumento do ordenado. Mas o salário é um fato, e a economia , que é necessária a um lar equilibrado, depende do dinheiro. E a alegria só vem ao mestre bem remunerado. Mas para haver a conscientização de que urge, mesmo, uma dilatação de vencimentos, creio e até pressinto: – há que, primeiro, ponderar com calma que o mestre pode lecionar, com alma, nunca, porém, roto, ansioso ou faminto.
  4. 4. 5 Uma Trova de São Paulo/SP Therezinha Dieguez Brisolla Sonho mantido em segredo porque o julgamos pecado, o nosso amor foi o enredo de um livro não publicado. Um Haicai de Curitiba/PR Shyrlei Queiroz Lágrimas de orvalho. Muro no jardim… escuro. Pássaros no galho. Uma Trova de Pedro Leopoldo/MG Wagner Marques Lopes No perfume da verbena do entendimento e da paz, o mundo se miscigena - é um mundo-irmão que se faz. Um Poema de Ponta Grossa /PR Nylzamira Cunha Bejes PONTA GROSSA Melhor do que cantar a minha terra é vir revê-la à luz do sol nascente; sentir-lhe o odor, após descer a serra, e contemplar o gado, novamente. Ver, além, as campinas verdejantes que se estendem até perder de vista, as matas, os riachos marulhantes: – visão à altura de pincel de artista! Os bosques de eucalipto e os trigais, as plantações de soja, os parreirais, hei de revê-los toda a vez que possa, porque conforta o coração da gente abraçar os amigos, finalmente, na minha bem-amada Ponta Grossa! Um Haicai de Limoeiro/PE Pedro Xisto Pereira de Oliveira uma ave a descer além – leve e lenta – além (suave esquecer) Uma Trova de Campos dos Goytacazes/RJ Agostinho Rodrigues Belos tempos exultantes quando menino na roça...
  5. 5. 6 Alçava pipas brilhantes, correndo e fazendo troça! Um Poema de Ponta Grossa /PR Nylzamira Cunha Bejes AS POMBAS Como de madrugada as pombas voam, e voltam, à noitinha, a seus pombais, na mocidade os sonhos sempre entoam, na mente humana, acordes magistrais. O mesmo ímpeto com que elas voam impede os jovens, cada dia mais, se bem que alguns até desacorçoam – na luta ingente de seus ideais. As pombas sentem a necessidade de ir, em bando, m busca de alimento para atingir a pela saciedade. Instado pela vida em sociedade, o jovem sonha… e busca o seu intento: – amor, bom êxito e felicidade! Recordando Velhas Canções Gente Humilde (canção, 1970) Chico Buarque, Garoto e Vinícius de Moraes Tem certos dias em que eu penso em minha gente E sinto assim todo o meu peito se apertar Porque parece que acontece de repente Como um desejo de eu viver sem me notar Igual a como quando eu passo no subúrbio Eu muito bem vindo de trem de algum lugar E aí me dá como uma inveja dessa gente Que vai em frente sem nem ter com quem contar São casas simples com cadeiras na calçada E na fachada escrito em cima que é um lar Pela varanda flores tristes e baldias Como a alegria que não tem onde encostar E aí me dá uma tristeza no meu peito Feito um despeito de eu não ter como lutar E eu que não creio peço a Deus por minha gente É gente humilde, que vontade de chorar –––- Gente Humilde” teria surgido durante uma visita de Garoto a um subúrbio carioca. De repente, ao observar aquelas pessoas e suas casas modestas, ele resolveu homenageá-las numa canção. Tempos depois, a gravaria num acetato para o professor mineiro Valter Souto, registro que asseguraria a sobrevivência da composição, mantida inédita em disco comercial. Finalmente, quase quinze anos após a morte de Garoto, Baden Powell mostrou-a a Vinícius de Moraes que, apaixonando-se pelo tema, deu-lhe uma letra em parceria com Chico Buarque. Aliás, uma letra primorosa que, segundo o próprio Chico, é quase toda de Vinicius.
  6. 6. 7 Muito antes, porém, houve uma outra letra (“Em um subúrbio afastado da cidade / Vive João e a mulher com quem casou / tem um casebre onde a felicidade / bateu à porta, foi entrando e lá ficou...”) de um poeta mineiro, que preferiu se manter no anonimato. Com esta letra, “Gente Humilde” foi cantada em programas da Rádio Nacional por Zezé Gonzaga e o coral Os Cantores do Céu, em arranjo de Badeco, do conjunto Os Cariocas. Fonte: Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello. A Canção no Tempo. v. 2. Uma Trova de Sorocaba/SP Dorothy Jansson Moretti Tão rápida corre a vida, mas tendo-a presa a um cordel, a gente a quer, submetida, como pipa de papel. Um Indriso do Rio de Janeiro/RJ Sílvia Mota ADEUS Como se quebrantasse o sortilégio do adeus seguro-me na ponta d'uma fervente estrela e vôo ao soluço eterno de saudade alucinada. Faço-me viva até que me transforme em pó e ao depois... espalho-me às águas mórbidas de um negro mar frio suculento de sangue. Desapareço na linha do horizonte... Nada e ninguém me encontrará jamais! Um Haicai de São Paulo/SP Rodrigo de A. Siqueira Solidão no ninho O pássaro se assusta no eco do trovão. Uma Trova de Americana/SP Geraldo Trombin Quando o tenho em minha mão, eu volto a ser um menino; eu voo com pés no chão quando um "papagaio" empino. Hinos de Cidades Brasileiras Ponta Grossa/PR Ponta Grossa aparece na altura Dominando campanhas Natais. Temos crença na Glória futura Da Princesa dos Campos Gerais. Nossa terra sempre será
  7. 7. 8 Por gênio varonil O orgulho do Paraná Na grandeza do Brasil. Há na história de nossa cidade O destino de um povo feliz Dando as mãos em penhor da amizade Onde agora se eleva a matriz. Nossa terra sempre será Por gênio varonil O orgulho do Paraná Na grandeza do Brasil. Como a pomba que o barco sagrado Com o ramo da paz retornou Um casal de pombinhos soltado No lugar da cidade pousou. Nossa terra sempre será Por gênio varonil O orgulho do Paraná Na grandeza do Brasil. Nossa terra sempre será... Quantas vez o tropeiro valente Não saudou lá das bandas do Sul Ponta Grossa em seu trono virente Junto à barra do céu sempre azul. Nossa terra sempre será Por gênio varonil O orgulho do Paraná Na grandeza do Brasil. Pátria livre! No teu centenário Férreos braços nos fazem ligar - Briareu com seu dom legendário - Bandeirantes, gaúchos e o mar. Nossa terra sempre será Por gênio varonil O orgulho do Paraná Na grandeza do Brasil. Uma Poesia de Cordel de Santos/SP Tere Penhabe BAGAGEM Quando vim para esse mundo, eu trouxe pouca bagagem. Avisaram de antemão, que era uma longa viagem, mas tudo que eu precisasse, quando aqui não encontrasse, faria politicagem. Já me mandaram sem roupa, pra começo dessa prosa, não procede a economia.
  8. 8. 9 Ô situação desonrosa! E uma parteira fuleira, muito lá da zombeteira, deu tapas na apetitosa. Claro que eu abri a boca, naquele choro gritado, quer mais inconveniência, pra quem mal tinha chegado? Pelado, no bom sentido, tendo já quase morrido... mais que justo o desagrado. Lanche não veio comigo, mas a mãe já deu um jeito, com muita dificuldade me colocou no seu peito. Que vontade que eu senti de gritar bem alto ali: - Não dá pra ser prato feito!? Aquele leitinho aguado não matou a minha fome, que durante muitos dias, ela quase me consome. Então ouvi alguém dizer, que eu já estava pra morrer, da doença disse o nome... Era mal de simioto, um troço muito esquisito, que deixava a pele e osso, quem tivesse o mal bendito. E com cara de macaco. Já me senti no buraco, sem direito a faniquito. Tentei lembrar da bagagem, se trouxera algum remédio, mas ninguém me ouviria, ser bebê já é um tédio! Com doença de macaco, é ver no chão seu barraco, da morte, sofrendo assédio. Pra encurtar a ladainha, não me mandaram pra tumba, de tanto fazer novena, e despacho com zabumba. Consegui sobreviver, sem ninguém pra me dizer, se foi milagre ou macumba. E segui sobrevivendo a muitos outros tropeços, vivendo dia por dia, a todos chamei começos. E já fui fazendo a mala, porque quando for pra vala a bagagem tem seus preços. Hoje ela tá estufada,
  9. 9. 10 difícil até de fechar, mas espremo no que posso pra coisa boa encaixar. Levo comigo amizades, dessas que deixam saudades, por mais que o tempo passar. Levo também as virtudes, que não são em quantidade. A gente luta e labuta, mas peca na ingenuidade. E o que aprendemos de moço, de velho, vira caroço, tem data de validade. Então sobram os defeitos... Esses incham a bagagem! Dizem que sou venenosa, consta na minha listagem. Pra não morrer engasgada, nunca deixei passar nada nem mesmo com beberagem. Falo tudo ao pé da letra, para quem quer ou não quer, o peão tem que saber, de todo mal que fizer. Mas a franqueza machuca, como sopapo na nuca, de si ninguém quer saber. Gostam mesmo é de fofoca, de falar da vida alheia, e não digo que não tenha, alguma aqui na bateia. Mas só falo o que provar, portanto não vou pagar, por essa prática feia. Mas como toda bagagem, tem a bolsa de acessório. Na vida, vem dos bazares, na morte, do ambulatório. Dor de toda qualidade, pelotas em quantidade, nem cabem no purgatório. Por falar em purgatório, sem querer aqui maldar, tenho amiga em maus lençóis, que por lá há de passar. Por conta de um tal Zezinho que usurpou com jeitinho do falecido, o lugar. Mas eu não tive esse trem. Esse pecado não devo. Mesmo que não pese muito, é um a menos que eu levo. Porque vamos combinar, não tá fácil de fechar, só com pecados que escrevo.
  10. 10. 11 Pois é isso minha gente: - Essa vida é uma viagem! Chegamos de mala e cuia, com uns anos de vantagem. Mesmo sem fazer maldade, praticando a caridade, leva escorpião na bagagem. Uma Trova de Angra dos Reis/RJ Jessé Nascimento Corre travesso o menino, ao vento, a pipa... alegria; em seu mundo pequenino, brinca e a inocência irradia. Nylzamira Cunha Bejes, filha de Alfredina Cunha e Aguinaldo Guimarães da Cunha, nasceu em Ponta Gross a, em 1927. Viúva do Expedicionário Raul Barbosa Bejes, teve três filhos: Araí, Araquém, e Aracê. Bacharel em Biblioteconomia e Documentação pe la UFPR e concursada na Biblioteca Pública do Paraná, exerceu a profissão por 35 anos, preparando tecnicamente ce ntenas de bibliotecas. Foi Presidente da Associação Bibliotecária do Paraná e, credenciada pelo Instituto Nacional do Livro, ministrou cursos de Auxiliar de Biblioteca a todos os municípios do PR, possibilitando a criação e o funcionamento das bibliotecas municipais. Poetisa, Nylzamira Cunha Bejes é autora de Teu nome é Poesia, Sonetos em Curitiba, Teu nome é História, e Parabéns. Faz parte de várias entidades culturais, como: Academia de Letras José de Alencar (ocupando a cadeira nº 16), UBT – União Brasileira de Trovadores, Centro de Letras do PR, Academia de Cultura de Curitiba, Instituto Histórico Geográfico do Paraná; e ocupa a cadeira nº 30 da Academia de Letras dos Campos Gerais. Na Academia Paranaense da Poesia, patroneada por Aluízio França, assum e a Cadeira nº 10. Fonte:http://simultaneidades.blogspot.com,
  11. 11. 12
  12. 12. 13 A causa não foi à toa de tão grande quebradeira: – era o “gato” da patroa e a “gata” da cozinheira.… A criança abandonada, sem pai, sem teto, sem pão, tem a violência estampada no rosto e no coração. A dúvida do velhinho, quanto ao filho da mulher, é saber se é do vizinho, do mordomo ou do chofer… A mãe, mulata de festa, o pai, português do Minho, e a grande surpresa é esta: – o filho nasceu loirinho… A patroa se consome ao descobrir que a empregada sendo Pimenta no nome, tem a língua apimentada… A surpresa foi danada para o pai, pois disse o filho: -Tá curta, velho, a mesada, vê se dispara o gatilho!. A tua volta, querida, é força que me renova, põe amor em minha vida e euforia em minha trova. Chora a viúva do Honório que morreu envenenado; e o "veneno", no velório, "mata" qualquer convidado! Dançamos de passos certos, mas a dança não nos faz corrigir passos incertos de tantos anos atrás. Diante dos outros - carinhos. Perto de estranhos - afagos. E surra, se estão sozinhos, depois de dois ou três tragos! Ela tem barriga d'água? pergunta a mãe, preocupada, e o médico, sem ter frágua: - Mas o peixinho já nada... Eu sinto que este chamego por ti é mais do que isso; é mais do que amor e chego a crer que é puro feitiço.
  13. 13. 14 Eu duvidei, na verdade, de tudo quanto afirmaste, mas hoje, nesta saudade, sinto que me enfeitiçaste. Fazer trova com humor, sobre escuro... não sei, não!... Previna-se o trovador: - é "humor negro" - eles dirão... Fazia gato e sapato com o marido. Coitado! Mas, uma noite, seu “gato” miou em outro telhado!… Iniciou-se muito cedo nossa história bela e grata e o que pareceu brinquedo, são hoje bodas de prata. Mãe e filha são Pimenta, e o velho, que é "vermelhão", com santa paciência aguenta a alcunha de "Pimentão". Marujo, velho marujo, na lábia dela não vais. Conheces o dito cujo” e é por isso que não cais. Mesmo sendo pequenina, com ela ninguém se meta, pois sua língua ferina é pimenta malagueta! Na dança de roda existe uma alegria sem fim, que acorda a criança triste que dorme dentro de mim. Ninguém mais olhava a fita, que o namorado e a Jurema faziam cena inaudita no escurinho do cinema! Numa tarde fria e turva, foi dar uma fugidinha: Aí... “derrapou na curva” na “condução” da vizinha… O fandango dos Menezes foi tão bem organizado, que no fim de nove meses começa a dar resultados… O marujo acostumado às ondas jamais tonteia, mas na terra, se ‘molhado”, anda tonto, volta e meia.
  14. 14. 15 O patrão, com muita sede, procurava água gelada, mas foi achado na rede lá no quarto da empregada. O vizinho, eletricista, ela, dada a calafrios, bastou-lhe um golpe de vista pra ter choques e arrepios… Prometeu tudo pra ela: – das joias à lua até. Casados, deu-lhe panela e um fogão com chaminé! Quando daqui tu partiste, de modo algum me abalei; só uma coisa me fez triste: – a surra que não te dei! Quando partes, fico em trevas e não sei se minhas queixas vêm dos sorrisos que levas ou das tristezas que deixas! Que importa a dança das horas que vão céleres passar? Importa, quando demoras, a hora em que vais voltar. Querendo afogar as mágoas vai à pinga, vai ao bar, mas, como vive nas águas elas já sabem nadar… Se um dia calar meu canto e eu não puder mais lutar, que não me falte, no entanto, coragem para sonhar. Teus olhos são, em verdade, a minha fonte de vida: – são dois faróis de bondade na minha noite sofrida… Todos sabem que assim é, como eu próprio também sei: – vive o cristão, pela fé, muito mais que pela lei. Veloz, corria na praia, despreocupado e ao léu... Viu uma “curva” sem saia, e só acordou no céu… “Volto em breve” – eis a promessa de todo marujo esperto, e como promete à beça, não volta nunca, por certo.
  15. 15. 16 H. Masuda Goga Gaveta de haicais Ah, mosca de inverno - questão de dia ou de hora - seu último instante? Amor que nasceu na casa de veraneio voou como pássaro… À noite... sozinho... me deixam mais pensativo os cantos de insetos As nuvens douradas Flutuam no pantanal - florada de ipê Cipós-de-são-joão rebentados pelas rodas dum carro de boi… Da dama-da-noite vem o vento perfumado na mesa ao ar livre… Do quintal sumiu a galinha e sua cria: rajada outonal! Eco dos trovões: O aguaceiro, de repente, faz subir o rio Em cima do túmulo, cai uma folha após outra. Lágrimas também... Está chovendo? Não bichos-da-seda comendo as folhas, tão ávidos.
  16. 16. 17 Fazendo a sesta lembro minha mãe saudosa Sempre atarefada. Flores silvestres pequeninas e sem brilho à espera de abelhas... Fumaças vermelhas da tempestade de pó devoram o sol. Inúmeras flores nos túmulos de finados — na alma só saudade… Libélula voando pára um instante e lança sua sombra no chão Limpo e lavo o túmulo, mas no fundo de minha alma, meus íntimos vivem… Na Praça da Sé, tomando sol os idosos sem falar nem ler. Não se avista nada, senão as ondas de grama: rajada outonal! No asfalto pulando uma minhoca fininha. Errou o caminho? O ano fenecendo... preocupação nenhuma: só penso em haiku! O mar de ressaca, qual rei dos animais, avança rugindo… Paineira em flor: Casa-grande abandonada, sem telha nem porta Por sobre o gramado, as borboletas em bando, um caixão chegando… Primavera alegre Os namorados com walk-man Percorrem o parque. Toque de buzina: atravessa o rio seco a boiada em ordem Uma aldeia pobre, ao pé da serra de inverno - mina antiga de ouro
  17. 17. 18 Um bem-te-vi na árvore, canta e canta sem descanso: outro canto ao longe. Hidekazu Masuda, mais conhecido como Goga, nasceu na província de Kagawa, no Japão, em 08 de agosto 1911. Sua relação com o Brasil se estreitou em 1929, ano de sua emigração. Em seus primeiros anos no Brasil, especificamente em São Paulo, Goga trabalhou em atividades ligadas à agricultura até tornar-se comerciante na cidade de Pedregulho. Durante esse percurso, conhece, em 1935, o mestre Nempuku Sato (1898 -1979), que o orientou sobre o haikai japonês até a sua morte. Embora já escrevesse ao seu modo, é deste encontro que Masuda vai verdadei ramente mergulhar na prática do haikai. Foi um discípulo dedicado, colaborou com seu mestre na divulgação do haikai entre os imigrantes. Além de divulgar o haikai entre seus conterrâneos, Goga foi além, rompeu os limites nipônicos e buscou novo s caminhos para poder promover o haikai no Brasil. Manteve contato com intelectuais e poetas brasileiros, dentre eles, Jorge Fonseca Júnior, com quem iniciou suas pesquisas sobre o haikai no país, Guilherme de Almeida, com quem travou discussões sobre o haikai em português. Em 1943, Masuda publica seus primeiros haikais em língua portuguesa no Anuário do Oeste, de Corumbá, editado por Jorge Fonsec a Júnior. Em 1948, muda-se para São Paulo. Torna-se jornalista no diário nipo-brasileiro “Jornal Paulista”, onde chega a ser redator-chefe. Na década de cinquenta, foi correspondente de um jornal japonês e funcionário da Cooperativa Agrícola de Cotia. Naturalizou -se brasileiro em 1962. No ano seguinte, associou-se ao Grupo Seibi de artistas plásticos nipo-brasileiros e foi administrador-chefe da Sociedade Beneficente da Cooperativa Agrícola de Cotia. Em 1984, fundou o primeiro grupo brasileiro direcionado à prática de renga em língua japonesa e selecionou haikais em japonês para a revista Agronascente até 1998. Em 1987, foi co-fundador do primeiro grupo brasileiro devotado exclusivamente à prática do haikai, o Grêmio Haicai Ipê, a mais expressiva entidade que representa o haikai no Brasil. Selecionou haikais em português para a revi sta de cultura japonesa “Portal” e para o jornal nipo-brasileiro “Notícias do Japão” durante a maior parte da década de 90. Foi ainda fundador do Grêmio Caleidoscópio, em 1994, grupo brasile iro voltado à prática do renga em português. Apesar de ter se aposentado em 1973, Goga sempre manteve suas atividades de divulgador e praticante da arte do haikai. Em 1999, depois de uma vida dedicada ao haikai, encerrou suas atividades sociais e mudou -se para um sítio no interior de Minas Gerais, onde viveu tranquilamente. O que o difere de seu mestre, Sato, é que Goga ousou ir além de sua própria língua materna, aclimatizou o haikai em língua po rtuguesa e o difundiu de forma cristalizada, permitindo, desta forma, o cultivo da arte do haikai entre os brasileiros, sempre baseada nos valores tradicionais do haikai japonês. Graças a este mestre, a língua portuguesa foi contemplada com a oportunidade de beber diretamente na fonte do haiku. Goga faleceu no dia 28 de maio de 2008. Fontes: Revista Brasileira de Haicai – Caqui (2007); http://meuartigo.brasilescola.com/poemas-poesias/masuda-gogabiografia-os-dez-mandamentos-haikai.htm
  18. 18. 19 Arquivo Histórico da Trova
  19. 19. 20 Aparício Fernandes Trovas Circunstanciais Parte 2, final Uma das mais conhecidas trovas deste que escreve estas linhas é a seguinte: Parti do Norte chorando! Que coisa triste, meu Deus!... Eu vi o mar soluçando e o coqueiral dando adeus! Em 1968, após uma ausência de vários anos, voltamos ao Rio Grande do Norte, em gozo de férias. O poeta José Amaral, parodiando a nossa quadrinha, na homenagem que nos foi prestada pela Academia de Trovas do Rio Grande do Norte, recebeu-nos com esta linda trova de circunstância: Voltaste ao Norte sorrindo, nós te abraçamos cantando; — o coqueiral te aplaudindo, o verde mar te beijando. Exemplo da vivacidade dos trovadores sucedeu quando Hebe Camargo entrevistou Anis Mu rad e Zálkind Piatigorsky, em seu programa na televisão, cujo nome era "O Mundo é das Mulheres". Anis foi cavalheiresco, saudando Hebe desta forma: Terás, mulher, se quiseres, o mundo inteiro a teus pés, porque o mundo é das mulheres que forem como tu és, Lisonjeada, Hebe voltou-se para Zálkind, indagando: "Você também concorda que o mundo é das mulheres?", ao que Piatigorsky rebateu na hora: Seja, pois, como quiseres, que dá certo, felizmente:
  20. 20. 21 - este mundo é das mulheres .. .e as mulheres são da gente! No ano seguinte, houve o 1.° Encontro Nacional de Trovadores, realizado ainda na cidade de Natal, O general Umberto Peregrino, então diretor do Instituto Nacional do Livro, convidou alguns dos trovadores visitantes para almoçarem na famosa "Carne Assada do Marinho". Tão gostosa se prenunciava a carne e tão grande era o apetite, que o silêncio reinou na faminta expectativa. Considerando que a poetisa Magdalena Léa não é muito dada a estes silêncios, improvisei esta quadrinha: Inacreditável cena! Diante da carne assada, até mesmo a Magdalena resolveu ficar calada!... Certa vez deparamo-nos aqui no Rio com um mendigo que pedia esmola declamando esta quadrinha: Ajude este aleijadinho, mais tem Deus para lhe dar. Mesmo que seja pouquinho, eu não posso recusar. Perguntamos-lhe se o expediente dava resultado e ele respondeu que sim, mesmo porque tinha "bolado" vários outros versinhos para substituição, quando a trova declamada não estivesse rendendo o esperado. Por solidariedade de classe, demos uma esmola melhorada ao "confrade" mendigo, prometendo que o seu nome — Lourival de Jesus Gonçalves — figuraria em nosso livro. Por ocasião de um dos Jogos Florais de Pouso Alegre, homenageando o magistrado e poeta Jorge Beltrão, Adalberto Dutra de Rezende "aplicou" este improviso: Tua palavra correta te põe da glória na crista, como brilhante poeta, como eminente jurista! Há também os casos em que as trovas de circunstância são também trovas de propaganda. Várias delas aconteceram, por exemplo, em dezembro de 1962, quando, a convite da escritora Mariazinha Congílio, vários trovadores estiveram na cidade de Jundiaí e foram convidados a visitar a famosa fábrica de doces Cica. Essa fábrica é de fato algo de notável, pela limpeza e pelo requinte de perfeição que se traduz na qualidade de seus produtos. Diante disto, vários trovadores improvisaram suas quadrinhas. Eis algumas delas:
  21. 21. 22 De Zálkind Piatigorsky Um bom paladar se indica às vezes num simples nome: - quando ouço falar de Cica, na verdade sinto fome! De Admerval Silva de Souza: Que doces apetitosos neste lugar se fabrica! Que seria dos gulosos, se não existisse a Cica? De Colbert Rangel Coelho: Suporta melhor a carga, que bem mais leve lhe fica, quem na vida tão amarga saboreia doces Cica! De Luiz Otávio: É a mais pura realidade: - a pessoa — pobre ou rica — se tem gosto de verdade, só prefere o doce Cica! De Ivo dos Santos Castro: Verias, meu bem, se fosses comigo até Jundiaí: - Cica é a fábrica de doces mais completa que já vi! De Raul Serrano: A vida seria pura e de alegrias mais rica, se nela houvesse a doçura dos doces de marca Cica! De Aparício Fernandes: Com tanto carinho é feito, que logo se verifica: – é sempre mais que perfeito qualquer produto da Cica! Quando já nos despedíamos, fui brindado com o sorriso amável de uma linda operária, o que deu motivo a mais esta trova: Que dúvida extraordinária seu sorriso comunica! Quem é mais doce: – a operária, ou o doce que ela fabrica? Guimarães Barreto cita uma trova-propaganda de Olavo Bilac, promovendo os fósforos "Brilhante". Bilac cobrou cem mil réis pela trova — o que, na época, era um bom dinheiro. Eis a quadrinha:
  22. 22. 23 Aviso a quem é fumante: - tanto o Príncipe de Gales como o Dr. Campos Sales usam fósforos Brilhante. E outra, curiosíssima, de um bicheiro fazendo propaganda do seu jogo: Jogadores avisados, o meu palpite, hoje, é cercar por todos os lados o macaco e o jacaré. Aliás, esta tese foi apresentada no Congresso de Trovadores realizado em Nova Friburgo em 1969 — a Trova, pela sua comunicabilidade e sendo fácil de se decorar, é um elemento de extraordinário valor publicitário, que surpreendentemente ainda não despertou nos especialistas do assunto (sempre à cata de "idéias geniais") a atenção de que é merecedora. Naturalmente, para que uma trova alcance êxito como fator de promoção publicitária, é necessário que seja feita por um verdadeiro trovador. Versinhos forçados e de "pé-quebrado" jamais adiantariam... Muito úteis me foram também as trovas de circunstância quando, no mês de abril de 1970, a convite do Dr. Domingos Vieira Filho, diretor da Secretaria de Cultura do Estado do Maranhão, e do meu caro amigo, o dinâmico poeta e trovador Carlos Cunha, Presidente da Academia Maranhense de Trovas, fiz uma palestra na capital maranhense. Os maranhenses são um povo cuja tradição de cultura é algo de muito sério. Sua hospitalidade não fica atrás. Por isso, até banda de música havia na Academia Maranhense de Letras, para a minha palestra. Minhas primeiras palavras foram estas trovas de circunstância: Minhas senhoras, senhores presentes à reunião, meus irmãos, os trovadores do Estado do Maranhão, Não espereis um tribuno de palavras colossais, pois sou um simples aluno que aqui veio aprender mais. Na terra em que Assis Garrido deu lições de inteligência, não quero ser presumido, para fazer conferência. Por isso, em linguagem destra, mas sem nada de genial, vou fazer uma palestra muito simples e informal.
  23. 23. 24 A trova são quatro versos, que nos dão muito prazer. Os assuntos mais diversos pode uma trova conter. Mas antes quero dizer, com toda sinceridade, do meu imenso prazer por estar nesta cidade. São Luís, em toda parte, como um sol que se irradia, será sempre um baluarte da cultura e da poesia. Seu próprio nome comprova esta grandiosa missão: – pois é um verso de trova São Luís do Maranhão. No Rio Grande do Norte, no Encontro dos Trovadores, tornou-se muito mais forte minha amizade aos senhores. Pois em Natal viu-se o brilho do Maranhão que se impunha: - Virgílio Domingues Filho ao lado de Carlos Cunha! Quando o Nordeste deixei, para tentar vida nova, minha saudade cantei dizendo em forma de trova: – Parti do Norte chorando, que coisa triste meu Deus! Eu vi o mar soluçando e o coqueiral dando adeus!... Hoje eu digo aos maranhenses, já saudoso e emocionado: - não partirei totalmente desse Estado abençoado. À sombra de uma palmeira, deixarei meu coração. E, na hora derradeira, ao tomar a condução, Minha esposa e eu diremos, com imensa gratidão: – nós jamais esqueceremos São Luís do Maranhão! Após vos haver falado estes versos incolores, vamos ao mundo encantado da Trova e dos Trovadores.
  24. 24. 25 E fiz então a minha palestra, que, aliás, continha vários aspectos da Trova abordados ne ste livro. Como se vê, a trova de circunstância desempenha um importante papel na animação dos encontros trovadorescos. Pena que a quase totalidade delas se perca ao sabor do improviso ocasional. Fonte: Aparício Fernandes. A Trova no Brasil: história & antologia. Rio de Janeiro/GB: Artenova, 1972
  25. 25. 26 Nota sobre o Almanaque O download (gratuito) dos números anteriores em formato e-book, pode ser obtido em http://independent.academia.edu/JoseFeldman Os textos foram obtidos na internet, em jornais, revistas e livros, ou mesmo colaboração do poeta e escritores. As imagens são montagens, cujas imagens principais foram obtidas na internet e geralmente sem autoria, caso contrário, constará no pé da figura o autor. Alguns textos obtidos na internet não possuem autoria. Este Almanaque tem a intencionalidade de divulgar os valores literários de ontem e de hoje, sejam de renome ou não, respeitando os direitos autorais. Seus textos por normas não são preconceituosos, racistas, que ataquem diretamente os meios religiosos, nações ou mesmo pessoas ou órgãos específicos. Este almanaque não pode ser comercializado em hipótese alguma, sem a autorização de todos os seus autores.

×