Almanaque chuva de versos n. 417

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Chuva de Versos com trovas, haicais e poemas de diversos recantos do Brasil e exterior;
O Trovador homenageado é o ribeirãopretense Josué de Vargas Ferreira;
Gaveta de haicais, com a paulista Fanny Luiza Dupré, falecida em 1996, a primeira mulher a lançar um livro de haicais no Brasil, em 1949, e foi com ela que a paranaense Helena Kolody estudou o haicai;
Aparício Fernandes nos mostra algumas Trovas Curiosas;
Trovas do IV Concurso de Trovas de São Pedro da Serra/RJ, 2015;
Concursos de poesias e trovas com inscrições abertas.

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Almanaque chuva de versos n. 417

  1. 1. 2 Uma Trova de Ibiporã/PR Maurício Fernandes Leonardo De você fico lembrando nesta saudade vadia, e abraço os braços chorando em nossa cama vazia! Uma Trova do Rio de Janeiro/RJ Renato Alves Quando o vento, aos meus ouvidos, sopra as palmas do coqueiro, pareço ouvir os gemidos das dores do mundo inteiro. Um Poema de Paranavaí/PR Dinair Leite A Moça e a Rosa Uma rosa valsava nos cabelos cacheados da moça Formosas! Com a moça encantava a todos no baile em volteios Charmosas! Quando a rosa passava com a moça, brilhava os encantos Enfeitava! Noutra volta, a rosa faltava nos cabelos da moça Sumiu... A moça, apagada, valsava sozinha. A rosa arrancada num canto caiu... O nobre salão não pisava a rosa caída no chão Só Admirava! A rosa desviava da moça que vinha o perfume... No negrume ficava
  2. 2. 3 a moça na multidão No mutirão valsava e se ia... A rosa sorria da vilania da moça e a todos a rosa resplandecia! Uma Trova Humorística de Saquarema/RJ João Costa À pulguinha apaixonada, promete o pulgão infame amor eterno e morada em cachorro de madame. Uma Trova do Rio de Janeiro/RJ Edmar Japiassú Maia Não importa eu me algemar às grades dos sentimentos... Quem ama aprende a voar na liberdade dos ventos! Um Poema de Bauru/SP João Batista Xavier Oliveira Malgrado O tempo está perdendo consistência; pessoas mal conseguem meditar; o frenesi, filhote da ciência, lugar-comum, qualquer seja o lugar. É a nova era, a febre da existência, vendendo tudo, até a luz do luar! E mais distante a luz da Providência ao livre-arbítrio brilha sem parar. Como é pequena a vida que se encerra na plenitude fria da alquimia; na inexorável sina de uma guerra... E mesmo assim, malgrado a algaravia, os nortes fazem parte desta terra; auroras prenunciam outro dia...! Uma Quadra Popular Autor Anônimo Um coqueiro de tão alto, que dá coco na raiz. Uma moça bonitinha com três palmos de nariz.
  3. 3. 4 Fonte: Azevedo,Teófilo de. Literatura popular do norte de Minas: a arte de fazer versos.São Paulo, Global Editora, 1978. Cultura Popular, 3. Uma Trova Hispânica do Panamá Adiyee Nieves Castillo La música de tus besos en mi piel ejecutó un arrebol de embelesos y en amor se convirtió. Um Poema de São Paulo/SP J.B. Xavier A Festa da Vida Pois antes que me acuses, tenhas tento Aos atos que tu julgas tão sagazes E vejas em ti próprio o desalento. Se muitos são por ti, tu por quem fazes? E cobras, num cruel desdobramento Os atos, em ti mesmo ineficazes, Portanto, examina o teu momento, E faze com teu mundo tuas pazes... Não percas o teu tempo criticando Nos outros, o que tu também não tens, E ocupa-te no tempo que te resta, Pois quem dispersa a vida censurando Da vida só amealha os seus vinténs, Sem nunca fazer parte dessa festa... Trovadores que deixaram Saudades Hermoclydes S. Franco Niterói/RJ 1929 – 2012 Rio de Janeiro/RJ Parece que a mão do VENTO empurra os passos da hora e apressa o triste momento em que a gente vai embora... Uma Trova de Niterói/RJ Ederson Cardoso de Lima Senhor da calma e tormento, do tempo bom, do que chove, é pelas asas do vento, que a natureza se move! Um Haicai de São Paulo/SP Cláudio Daniel (Claudio Alexandre de Barros Teixeira) Espelho d’água — o céu-ouro-quase-jaspe o louva-a-deus
  4. 4. 5 Um Poema de Balneário Camboriú/SC Pedro Du Bois Luz Minha é a estrada em derradeira trajetória: não carrego medos não conduzo saudades. Despeço-me do horizonte no além desencontro. Habito o firmamento ao me desfazer luz e calor. Energizo o todo. Uma Trova de Nova Friburgo/RJ Dirce Montechiari Anos contados de espera, nem assim você voltou, tanta saudade, quimera que o vento já dispersou! Uma Glosa de Porto Alegre/RS Gislaine Canales Glosando Sebas Sudfeld Tristeza Triste MOTE: Não é sinal de fraqueza, o que a lágrima contém, acontece que a tristeza precisa chorar também! GLOSA: Não é sinal de fraqueza, não é sinal de maldade, não é falta de nobreza chorar, em qualquer idade… Pode ser dor…alegria… o que a lágrima contém, pode ser prosa ou poesia, dedicada ou não , a alguém! Faz parte da natureza, o pranto, a saudade enfim… acontece que a tristeza às vezes, chora por mim! A tristeza, assim, tão triste,
  5. 5. 6 tão sozinha, sem ninguém, para mostrar que inda existe, precisa chorar também! Uma Trova de Niterói/RJ Alba Helena Corrêa Repare na voz do vento, tem um som especial, expressa seu sentimento: vai, da brisa, ao vendaval!!! Um Poema de Mogi-Guaçu/SP Olivaldo Júnior Nada mais me importa agora Nada mais me importa agora. Nem as músicas queridas, nem os versos para a aurora, nem as lágrimas perdidas. Nada mais me importa agora. Nem as últimas feridas, nem o verme que as devora, nem as páginas devidas. Foi-se embora o que já fui: um poeta sem cavalo, que, na vida, foi quem flui para o fim no triste embalo da cantiga que se intui quando é mudo seu badalo. Um Haicai de São Paulo/SP Edson Kenji Iura Vento de inverno: O gato de olho vazado Procura seu dono Uma Trova de Cantagalo/RJ Ruth Farah Nacif Lutterback O vento, com peraltice, leva folhas pelo espaço. Que bom se um dia o sentisse levando as preces que faço... Um Poema de Curitiba/PR Kathleen Evelyn Muller Fazendo a diferença Somos “músicas” no universo; Por sutilezas, movidas,
  6. 6. 7 Redigimos cada verso: ... Maestros de nossas vidas! Regemos a melodia Com diferentes talentos. Arquitetando com harmonia, ... Tocamos os sentimentos! Ressoando nesta bonança, Em perfeita sincronia, ... Da orquestra, o som profundo, Jaz mais bela sinfonia Agora, no palco do mundo: ... Vem fazendo a diferença! Recordando Velhas Canções Juliana (1969) Antônio Adolfo e Tibério Gaspar Num fim de tarde, meio de dezembro Ainda me lembro e posso até contar O sol caia dentro do horizonte Juliana viu o amor chegar A lua nova perto da ribeira Trançava esteiras sobre os araças Entrando em relva seu corpo moreno Juliana viu o amor chegar Botão de rosa perfumosa e linda tão menina ainda a desabrochar Pelos canteiros do amor primeiro foi chegada a hora do seu despertar E a poesia então fez moradia na roseira vida que se abria em par Entre suspiros junto à ribeira Juliana viu o amor chegar E Juliana então se fez mulher E Juliana viu o amor chegar Botão de rosa perfumosa e linda tão menina ainda a desabrochar Pelos canteiros do amor primeiro foi chegada a hora do seu despertar E a poesia então fez moradia na roseira vida que se abria em par Entre suspiros junto à ribeira Juliana viu o amor chegar E Juliana então se fez mulher E Juliana viu o amor chegar E Juliana então se fez mulher E Juliana viu o amor chegar
  7. 7. 8 Uma Trova de Campos dos Goytacazes/RJ Carlos Augusto Souto de Alencar Te amo tanto, ninguém nega, e o vento me causa ciúme pois ele sempre carrega junto dele o teu perfume. Um Poema de Balneário Camboriú/SC Eliana Ruiz Jimenez Infância Minha infância não é cais de saudades cálidas viço a correr nas campinas pirão em fogão à lenha. Na minha infância chovia em hordas torrenciais até virar enchente e na água que corria eu soltava barcos de papel inocentes. Numa noite fria a correnteza levou meus cadernos de poesias e as certezas do futuro que eu teria. Cresci abruptamente no vazio do balanço que ficou e no carrossel enlameado que nunca mais girou. Minha infância é cais de saudades pálidas viço de sonhos persistentes forja que me tornou valente. (2o . lugar no Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos de Leopoldina/MG) Um Haicai de Salvador/BA Gustavo Felicíssimo esforço tremendo – uma gaivota insistente vai vencendo o vento Uma Trova do Rio de Janeiro/RJ Abílio Kac A saudade é como o vento. Não sabemos de onde vem. Sopra em nosso pensamento quando lembramos de alguém.
  8. 8. 9 Um Poema de Bragança Paulista/SP Oswaldo de Camargo Canção Amarga Eu venho vindo, ainda não cheguei… Mas vive aqui meu velho pensamento, que se adiantou, enquanto demorei… Na mornidão de um solo bem crestado (é o território estreito de meu corpo), eu venho vindo, sim, mas não cheguei.. Pois, rasgo a minha sorte, ponha a vida sobre esta aguda lápide de abismo; um dia nesta pedra enterrarei a minha carne inchada de egoísmo… Eu venho vindo, ainda não cheguei… Recolho o pensamento e me debruço nesta contemplação, assim me largo… E, preso ao ser que sou, soluço e babo na terra preta de meu corpo amargo… Porém na hora exata cantarei… Eu venho vindo, ainda não cheguei… Hinos de Cidades Brasileiras Tefé/AM Aos apelos da voz do passado, Nossas almas erguidas de pé, Vem cantar-se num preito sagrado, Ó cidade gentil de Tefé. Tua História de lutas ingentes Foi um facho de vivo clarão A brilhar sobre as matas virentes Deste vasto e formoso rincão. Do Amazonas Comuna altaneira, És princesa do Rio Solimões, Salve, Salve, Tefé sobranceira! Tens os nossos fiéis corações. Sobranceiro, o teu lago formoso, Entre as praias e matas em flor, Tu plantaste um padrão glorioso De progresso, de fé e labor O teu povo, de grande nobreza, E leal, tem altiva cerviz. Sob o manto de Santa Tereza, Vive honrado, contente e feliz. Do Amazonas Comuna altaneira, És princesa do Rio Solimões, Salve, Salve, Tefé sobranceira! Tens os nossos fiéis corações. Neste fúlgido bicentenário, Os teus filhos celebram com fé, Teu passado viril, legendário, Velha Ega - Risonha Tefé
  9. 9. 10 Ergue a fronte e contempla orgulhosa E prossegue tua marcha garbosa Para a glória imortal do porvir. Do Amazonas Comuna altaneira, És princesa do Rio Solimões, Salve, Salve, Tefé sobranceira! Tens os nossos fiéis corações. Uma Trova de Nova Friburgo/RJ Therezinha Tavares Quem passa a vida ao relento e se entrega ao deus dará joga a própria vida ao vento, não sabe o fim que terá! Um Poema de Bandeirantes/PR Lucília Alzira Trindade Decarli Canto Novo Ao rejeitar canto triste, percebi que entre a alegria do acorde feliz existe a mescla da nostalgia… Para os meus versos quis um novo canto, onde a alegria, audaz, predominasse, sem permitir, presente, nenhum pranto: – só melodia, e a mais feliz se entoasse! Sondei o amor… Embora, ali, buscasse todo o calor de um reforçado manto, – que do sofrer dolente os resguardasse - vi a nostalgia entrando no acalanto. E rejeitando, então, melancolia, vesti nos versos rica fantasia, mas concluí que os deturpei, demais: – que o amor nem sempre traz felicidade, combina mesmo, e muito, com saudade, por isso, dela o poeta fala mais… ______________
  10. 10. 11
  11. 11. 12 A abelha até que se acabe não para pra descansar! Nem "fazer cera" ela sabe... - logo pega a trabalhar! À deriva, no caminho, tanta saudade ajuntei, que cismo, velho e sozinho: - saudade... jamais deixei! - A Madame, pelo exame, foi mordida por "barbeiro"! - Mas, Doutor... aquele infame me disse que era banqueiro! Após transpor as barreiras com talento e dignidade, restaram, por companheiras... - a solidão e a saudade! Bicho inteiro na goiaba jamais me causa aperreio. Mas dá nojo, fico braba, se, comendo, vejo meio! Como velho motorista vou dar minha opinião: - pior que animal na pista é um burro na direção! Dar aulas e gastar sola é a vocação do Nogueira. Corre de escola em escola... - é professor de carreira! Dar um sorriso é tão nobre que o gesto nos engrandece, quem dá não fica mais pobre mas quem ganha se enriquece. Diz o guarda ao namorado: – Use também a outra mão! Retruca o moço “avançado”: - quem segura a direção? Diz ser poço de virtude o meu compadre Pacheco! Tão magro, tão sem saúde... só se for um poço seco! Do jeito que anda o salário, do jeito que as coisas vão, é arroz pelo crediário e consórcio de feijão! É cômica a minha terra e eu vivo rindo, aliás! O doutor Armando Guerra é nosso Juiz de Paz!
  12. 12. 13 Ela tem sorte tamanha, que bastou pedir divórcio e logo seu carro ganha, sem nem entrar em consórcio. Entre e não seja apressada... visita me dá prazer! - Quando não for na chegada, na despedida há de ser! Era uma pensão pacata... por vez, lembrava um cortiço! A comida era barata... - E bota "barata" nisso! Grande poetisa! Porém, do verso tão orgulhosa, que não fala com ninguém! -Dizem que detesta “prosa”! - Meu bravo soldado, então você pôs o outro a correr? - Que corrida, Capitão... mas não me deixei prender! Minha fonte de ventura, onde lavo o meu desgosto, jorra em constante doçura das covinhas do teu rosto! Minha ventura retrata pobre brinquedo distante: - carrinho de velha lata, puxado por um barbante! Minha vida amiga e boa deu-me a senda desejada: – se canso de estar à toa, depois não faço mais nada! Não canso de gargalhar das ironias da vida: - como é fácil de se achar a mulher que está perdida! Não cedo livro emprestado! Não o devolve, ninguém! - Estes que eu tenho guardado, pedi emprestado também! Não te cases com mulher entendida de finança. Não te deixará sequer passar a mão na poupança! Não traz perene alegria taça de cristal na mão! Esse prazer não expia as nódoas do coração!
  13. 13. 14 - Na pinga que eu bebo, tento a minha mágoa afogar! - E consegues teu intento? - Qual, ela sabe nadar! Naquela manhã, no hospício, houve incomum alarido. - Junto ao lixo do edifício estava um doido varrido! No açougue faz alvoroço este cartaz que contém: - vendemos carne com osso... e idem, sem idem, também! O jovem de hoje, não nego, tem muito tato e razão: – de fato, sendo o amor cego, só namora com a mão! Ó Pai, dai-me mais saber para entender meu patrão! - Mais força nem vou querer, porque nele eu taco a mão! O pileque faz das suas! Pra mim, porre nunca mais! - Minha sogra virou duas... castigo assim é demais! O tempo bom já se foi! Eu mesmo, sem ser patife, pra não brigar, dava um boi! - Hoje... brigo por um bife! O tesouro do meu sonho, que guardo no coração, vem do sorriso que ponho na face de cada irmão. Pequena, três não comporta a casa da Gabriela. Marido entra pela porta, alguém sai pela janela. - Posso assentar-me ao teu lado, meu anjo doce e gracioso? - Detesto velho assanhado! - Assanhado e... mentiroso! - Quanto custou teu carrão? - Só um beijinho, quase nada! - Que deste no maridão? - Não, que ele deu na empregada! Quebra o cristal dessa taça, que a bebida é falso conto! Foge da alegre trapaça... Por si só, quem bebe é tonto!
  14. 14. 15 Quero buscar-te, Senhor, mas meu barco é fraco até! Por vez, ouço o teu clamor... longe... à deriva, sem fé! Que sentido pitoresco deste termo incoerente! O pão que achamos mais fresco é justamente o mais quente! Que vale fazer promessa, rezando pra não chover, se quando a chuva começa queremos nos esconder? Salve quem, entre o inimigo, com talento e decisão, insiste em lançar o trigo e repartir o seu pão! Se a gente cruzar minhoca com macho de borboleta, será que dá "borbonhoca" ou dará "minhocoleta"? Sempre foi franga avoada e agora está mais travessa! De tanto levar bicada, só tem galo na cabeça! Somou e multiplicou mas a morte o subtraiu! Depois que os pés ajuntou, a família dividiu. Sou, por fim, aposentada! Trabalho? Nem pensar nisso! - Prefiro subir escada a elevador de serviço! Tu serás velho e paspalho quando a coisa se inverter: – o prazer te der trabalho e o trabalho der prazer! Vejam que vida mesquinha! Conserto o mundo não tem! A mulher que andou na linha um dia, matou-a o trem! Zebra, que belo animal, de branco e preto pintado. - Quem o pintou, por sinal, entendia do riscado! ____________________
  15. 15. 16 Fanny Luiza Dupré Gaveta de Haicais A pedra da rua. Humilham-te sem cessar. Ah! os pés humanos... Boêmio da noite no portão enferrujado. Morcego dormindo. Bolha de sabão. Borboleta distraída... Colisão no ar! Caem as flores murchas... No quintal abandonado um só mamoeiro. Crepita a fogueira... Entre nuvens mais estrelas. Fogos de artifício. De asas multicores pousam nas flores do campo frágeis borboletas. Estrela cadente. No seu rastro luminoso um desejo meu. Ilhotas boiando. Sob um céu vasto e sereno este mar tranquilo. Laranjais em flor. Ah! que perfume tenuíssimo... Esperei por ti... Mosaico no muro. O gato ensaiando o pulo. Azuis borboletas.
  16. 16. 17 Noite fria, escura, no asfalto negro da rua late o cão vadio. Noite tenebrosa. Pia a coruja agourenta no velho telhado. Pinheirais augustos. Curitiba. Paraná... Vestidos de verde. Raios de luar. Bolhas nas águas do lago. Saltam rãs e sapos. Rua esburacada. Brincando nas poças d’água. O menino tosse. Rua São Luiz. Nas nostálgicas sarjetas, do ipê, flores roxas. Saudosa de ti caminho só pela rua. É noite de estio. Sobe a piracema desafiando a correnteza do rio caudaloso. Sobre a laje fria diz adeus à primavera uma rosa murcha. Tremendo de frio no asfalto negro da rua a criança chora. Vastos pinheirais! É clara noite de lua... Mais abaixo, o mar! Velho casarão. Iluminam o interior raios de luar. Vendinha de bairro. Ressona feliz gatinho no saco de estopa. Vestibular... Entra para a faculdade o candidato cego. Fanny Luiza Dupré nasceu em Paranapiacaba, estado de São Paulo, em 1911. Fanny vinha, desde 1939, escrevendo haicais e preparando um livro (Pétalas ao Vento), tendo feito "contato com o haicai ao freqüentar o grupo de estudos de cultura japonesa mantido por Jorge Fonseca Jr. na Faculdade de Direito da USP". Foi com ela que Helena Kolody estudou o haicai. Trocavam cartas, indicações de leitura, e é provável que Fanny tenha visitado Curitiba nesse período. Como
  17. 17. 18 resultado, em 1949 publicou "Pétalas ao Vento", livro de haicais que vinha escrevendo desde 1939. Foi a primeira obra do gêne ro a ser publicada por uma mulher no Brasil. Ao divulgar o seu livro, encontrou-se pela primeira vez com H. Masuda Goga, na época redator do Jornal Paulista (jornal voltado à comunidade nipo-brasileira), de quem recebeu calorosa acolhida e incentivo. Os dois viriam a se reencontrar em 1987, quando Fanny ingressou no Grêmio Haicai Ipê, grupo de estudos e prática de haicai em português liderado por Goga. A partir daí, a verve haicaista de Fanny Dupré receberia novo alento, em uma profícua produção poética somente encerrada com o seu falecimento, em 20 de março de 1996. Arquivo Histórico da Trova
  18. 18. 19 Aparício Fernandes Trovas Curiosas Se pedissem ao trovador João Rangel Coelho um exemplo de trova curiosa, ele citaria esta, feita por um camarada cuja ignorância era tão grande quanto a sua vontade de ser trovador: Na vida tudo se acaba, na vida tudo tem fim: – morre o cabo, morre a “caba”, só quem não morre sou mim!… Todavia, deixando de lado a galhofa, há trovas realmente interessantes, pelas particularidades curiosas que apresentam. Comecemos por uma trova - acróstico. As letras iniciais de cada verso lidas verticalmente, formam a palavra AMOR, que é o tema desenvolvido na quadrinha. É de autoria de Guaracy Lourenço Costa: Amei alguém – que desdita! Morri de tanto sofrer. Oh, Deus do amor, me permita reviver, amar, morrer… Homenageando nosso amigo J. G. de Araújo Jorge, fiz certa vez a seguinte quadrinha: Amo esse eterno motivo! – No meu céu interior, com saudade, a sós, eu vivo na minha espera de amor!… Na trova acima, consegui incluir cinco títulos de livros do J. G., que são os seguintes: “Amo”, “Eterno Motivo”, “Meu Céu Interior”, “A Sós” e “Espera”. Paulo Edson Macedo (ou Edson Macedo, como às vezes assina as suas produções) fez uma trova só de verbos, usando sempre a 1a. pessoa do singular: Vivo, penso, sinto, falo; temo, luto, venço, clamo;
  19. 19. 20 vejo, creio, sonho, calo; sofro, quero, choro, amo… Curiosa também é esta trova, que um espírito ferino dedicou a Carlos Lacerda, então Governador da Guanabara, depois de uma violenta elevação de impostos: Mais impostos ele aprova! E por falar em Lacerda… Ora, bolas! Esta trova vai mesmo ficar sem rima!… Nosso prezado amigo Félix Aires, que tem paixão pela originalidade, resolveu fazer uma mistura de trova e expressionismo gráfico, na qual os repetidos pontos de exclamação interpretam visualmente as velas acesas a que se refere o poeta: No templo das ilusões vejo uma flor no altar e acendo as exclamações: – minhas velas!!!!!!!! de sonhar. Em nossa opinião, se o nosso caro Félix tivesse se lembrado de por as exclamações de cabeça para baixo, a imagem ficaria mais fiel… O poeta santista Dilceu do Amaral, desejando adquirir nossa coletânea “Trovadores do Brasil”, enviou-nos certa vez a seguinte trova: Caro Aparício Fernandes, tu, que tens sido gentil, peço, amigo, que me mandes “Trovadores do Brasil”. Usar nomes de pessoas numa trova quase sempre indica falta de recursos do autor, principalmente quando o nome próprio figura no fim do verso, para facilitar a rima. Fugindo à regra geral, Belmiro Braga, jogando com vários nomes próprios, escreveu uma trova muito bem feita e original: Eu morro por Filomena, Filomena por Joaquim, o Joaquim por Madalena e Madalena por mim. Conheci também um trovador que mandou fazer um cartãozinho com esta trova-cantada, que “aplicava” sempre, nas ocasiões propícias: Para que você aprove nosso programa depois, basta discar: quatro-nove, zero-zero-cinco-dois. Fonte: Aparício Fernandes. A Trova no Brasil: história & antologia. Rio de Janeiro/GB: Artenova, 1972
  20. 20. 21 IV Concurso de Trovas de São Pedro da Serra 2015 Resultado Final A União Brasileira de Trovadores-Seção Nova Friburgo tem a honra de apresentar as trovas do IV Concurso de Trovas do Distrito de São Pedro da Serra. Coube à UBT -NF organizar o concurso, receber as trovas, formar a comissão julgadora e apurar o resultado. As demais providências como número de classificações, forma de premiações, dia e horário dos festejos, etc, estão sob a coordenação de uma equipe em São Pedro da Serra, tendo á frente a ativista cultural Marjô Gaspary. Participaram da comissão julgadora os trovadores Antônio Augusto de Assis e Renato Alves e a ativista Margô Gaspary. Vale ressaltar que para São Pedro da Serra, todas as trovas são de grande importância e serã o todas expostas durante o evento da premiação, recebendo os seus autores o certificado de honra. Com agradecimentos ao distrito de São Pedro da Serra que se encantou pela trova, a UBT -NF está honrada pelo empenho dos organizadores e a sensibilidade de t ornarem a trova amada em São Pedro. Elisabeth Souza Cruz Presidente da UBT-NF. Tema Paz 1º LUGAR: Que se diga "não" à guerra; que ao ódio se diga "não"!! E que as armas desta Terra sejam Paz, Amor e Pão! Joaquim Carlos 2º LUGAR: Quisera ter o poder de gritar, numa só voz, que a paz que sonhamos ter começa dentro de nós! Clenir Neves Ribeiro
  21. 21. 22 3º LUGAR: Com os pés sentindo a terra no frescor que a brisa traz no meu São Pedro da Serra fico nos braços da paz! Ivone Marques Moreira 4º LUGAR: A vitória que eu persigo na vida honrada e sem ódio, é ver, no mundo em perigo, a Paz lá no alto do pódio ! Edmar Japiassú Maia 5º LUGAR: Lugar lindo, preservado, é meu São Pedro da Serra... A paz de um ninho encantado a quem visita esta terra. Venceslau Olival DEMAIS PARTICIPAÇÕES: De sonhar eu sou capaz, (pode ser uma utopia); Corações plenos de paz explodindo de alegria! Beth Joy Um recanto abençoado, que tanta beleza encerra, paz ao poeta inspirado, viva São Pedro da Serra! Beth Joy Utopia é uma saudade em que sonha um trovador. Poesia não tem idade, basta ser da Paz... do Amor Cecília Patty Ao desprezarmos valores o caráter foi perdido, ficamos sem paz e amores e o caos cresceu decidido. Cecília Patty Chego a São Pedro da Serra e, ante o cenário bonito, posso afirmar que da Terra alcanço a paz do infinito! Clenir Neves Ribeiro Nesta vida aqui na Terra, onde o mal se faz verdade, só em São Pedro da Serra há paz e tranquilidade! Cyrleia Neves
  22. 22. 23 O meu jardim é florido e tem muito beija-flor... A vida aqui faz sentido com paz, regado de amor! Cyrleia Neves Num coração combalido pelo excesso de cansaços meu remédio preferido é a paz que sinto em teus braços! Dilva Maria de Moraes Vislumbro imensa beleza de São Pedro, noite e dia... E, além de tal sutileza, a paz me faz companhia! Dilva Maria de Moraes Fiz uma ponte suspensa no abismo da solidão, encontrei a recompensa: Luz e Paz no coração! Dirce Montechiari Vida em São Pedro da Serra... saudável, tranquila , audaz, tem esperança que encerra o doce enlevo da Paz ! Dirce Montechiari Vontade tu vens me impor, mas, a não ter emoção, prefiro as guerras de amor à paz de uma solidão... Edmar Japiassú Maia São Pedro na brisa fria, no frio que a brisa traz , abro a janela do dia abrindo os braços da paz! Ivone Marques Moreira Na paz que é tão decisiva, pude esconder a emoção, mas mantenho a chama viva a queimar meu coração. João Batista Vasconcellos. Deito ao som do rouxinol... Há paz, sombra no regaço... Morna tarde... dorme o sol na doçura do cansaço. João Batista Vasconcellos É mais feliz quem abraça, com toda a desenvoltura, a sua herança de raça, de amor, de paz, de cultura!! Joaquim Carlos
  23. 23. 24 Meus irmãos, na paz cantai, que a dor se desfaz no canto! Quando o canto chega ao Pai se dissipa todo o pranto. Jorge A. A. Fui em paz e consagrado cruzei os mares que quis e agora vivo ancorado, descanso em porto feliz. Jorge A. A. Sigo em paz e mais contente se posso estender a mão ao pobre que segue em frente sem nunca sair do chão. Joana D'arc da Veiga Quando Jesus trouxe a Paz ao mundo que fez a guerra, o mundo se viu capaz de viver a Paz na terra. Joana D'arc da Veiga Glória a Deus, glória a Jesus, nosso Pai celestial que nasceu... morreu na cruz pela paz universal! José Moreira Monteiro Eu sinto muita saudade, hoje, em meio à multidão, da paz, da felicidade que eu tinha lá no sertão! José Moreira Monteiro Uma riqueza da vida é saber buscar a paz... Ela está bem escondida no silêncio que se faz! L.C. Xavier Sem querer criar conflito, eu sei bem que sou capaz de voar ao infinito com pensamentos de paz! L.C. Xavier Se de amor sendo capaz coração é um paraíso, transmite afago de paz, desabrochando em sorriso! Lúcia Maria de Lemos Sertã A vida bem desbravada que vem alerta e sagaz, cedo ou tarde pela estrada faz o caminho da paz ! Lúcia Maria de Lemos Sertã
  24. 24. 25 A paz só vem e acontece neste mundo conturbado, quando a fé se fortalece no coração desarmado! Therezinha Tavares Quero ser bem acolhida, reforçar os nossos laços, só peço paz e guarida no aconchego dos teus braços! Therezinha Tavares Friburgo tem um distrito sem grade nem delegado lugar de paz, que é bonito para curtir um “pecado”. Venceslau Olival _______________ XXVI Concurso de Poesia da Academia de Letras e Artes de Paranapuã - ALAP Prazo: 25 de Outubro de 2015 REGULAMENTO: 01- Tema: LIVRE. 02- Categoria: INFANTIL, JUVENIL e ADULTO. 03- Cada candidato poderá concorrer com 01 (uma) poesia.
  25. 25. 26 04- As poesias deverão ser inéditas (nunca publicadas ou classificadas em concursos), datilografadas, com o máximo de 35 (trinta e cinco) versos (linhas). 05- O poeta deverá enviar 03 (três) cópias de cada poesia, sem nome ou pseudônimo, em envelope ofício, contendo outro menor com toda sua identificação, inclusive um breve currículo. As categorias: infantil (até 12 anos) e juvenil (até 21 anos) deverão informar a data de nascimento. 06- Período de inscrição: 10 de junho a 25 de outubro de 2015, prevalecendo data de postagem. 07- A Comissão Julgadora será composta por membros de renome literário e sua decisão será soberana e irrevogável. 08- Os trabalhos apresentados não serão devolvidos. 09- Os trabalhos deverão ser enviados para: XXVI Concurso de Poesia – ALAP Rua Santa Amélia, nº 88 / 1011 Tijuca / RJ CEP: 20260-030. 10- Premiação: Medalha de Ouro, de Prata e Bronze para as 02 (dois) seguintes colocadas; Menções Especiais e Honrosas (p/ todas as categorias). Certificados para todos os participantes. 11- O resultado e entrega das premiações será no dia 14 de dezembro de 2015, às 15 horas e 30 minutos, no auditório da FALB/FALARJ, Rua Teixeira de Freitas, nº 05/ 3º andar – Lapa/RJ. Rio de Janeiro, RJ, 02 de julho de 2015. Acadêmica Eliane Mariath Dantas Presidente da ALAP XXIV Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos Prazo: 10 de setembro de 2015 Este edital tem o objetivo de estabelecer normas para o recebimento de poesias para o 24º Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de Leopoldina. 1 - Disposições Preliminares
  26. 26. 27 1.1 O Concurso visa reconhecer e premiar a atuação de autores como forma de incentivo à produção poética. 1.2 O Concurso contempla apenas a categoria de POESIA; todos os demais gêneros textuais não serão avaliados. 1.3 A temática das obras é livre. 1.4 O presente Concurso compreenderá as seguintes fases: • Inscrição: para o público em geral; • Habilitação: caráter eliminatório; • Seleção: caráter classificatório e eliminatório; participarão desta etapa apenas os candidatos aprovados na etapa anterior; • Premiação: para as cinco melhores poesias e os três melhores intérpretes. 1.5 Só será aceita inscrição de obra inédita, ou seja, que não tenha sido publicada em nenhum meio físico ou digital. 1.6 As obras selecionadas poderão ser utilizadas, a critério da organização do concurso, para publicação em meio eletrônico ou físico. 1.7 O candidato poderá ser desqualificado pelo não cumprimento de qualquer regra do Edital. 1.8 O envio da(s) poesia(s) ao concurso significa inteira e completa concordância, por parte dos concorrentes, com este Regulamento. Casos omissos serão resolvidos pela Comissão Organizadora. As decisões são irrecorríveis. 2 - Objetivos O 24º Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos tem por objetivo: • Homenagear e valorizar a memória do poeta Augusto dos Anjos; • Descobrir e incentivar novos poetas; • Estimular a produção literária em âmbito nacional; • Dar oportunidade aos poetas de divulgar seus trabalhos; • Divulgar obras inéditas em língua portuguesa. 3 - Participantes 3.1 Poderá se inscrever no 24º Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos qualquer pessoa física, nacional ou estrangeira. 3.2 Os participantes menores de 18 (dezoito) anos deverão apresentar autorização escrita dos pais ou responsável, salvo aqueles emancipados na forma da lei.
  27. 27. 28 3.3 Fica restrita a inscrição de, no máximo, 2 (duas) obras inéditas por candidato, com a utilização de pseudônimos inéditos e diferentes para cada poesia. Se um autor inscrever duas poesias com o mesmo pseudônimo, a segunda, na ordem de inscrição, será eliminada. 3.4 Se for identificado o uso de pseudônimo já utilizado em qualquer atividade, seja no meio digital ou físico, o concorrente será eliminado. 4 - Inscrição 4.1 As inscrições para o 24º Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos estarão abertas no período de 01 de agosto de 2015 a 10 de setembro de 2015. 4.2 A Ficha de Inscrição a ser enviada junto à documentação estará disponível no blog da Academia Leopoldinense de Letras e Artes. Cada proponente deverá preencher todos os campos identificados com o sinal * em vermelho. Antes de clicar no botão “ENVIAR”, deverá imprimi-la para remessa conforme determina o item 5 deste Edital. 4.3 Os candidatos deverão informar um endereço de e-mail válido, para o qual serão encaminhados todos os comunicados da Comissão Organizadora, bem como o Certificado. Não será possível o reencaminhamento ou alteração do endereço de e - mail após a conclusão do processo de inscrição. 4.4 A entrega da(s) poesia(s) e da documentação poderá ser pessoalmente (no endereço abaixo, no horário das 8 horas às 13 horas) ou através de remessa, via correio, com Aviso de Recebimento (AR). 24º Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos/2015. Secretaria Municipal de Cultura Rua Barão de Cotegipe, 386 - Centro Leopoldina/MG - CEP 36700-000 4.5 O autor que optar pela remessa via correio também deverá cumprir o prazo de inscrição do concurso, ou seja, a data registrada no carimbo dos correios não poderá ser posterior a 10 de setembro de 2015. 4.6 Não serão aceitas inscrições efetuadas por fax, e-mail ou manuscritas; 4.7 As inscrições implicam a plena aceitação, por parte do candidato,das regras estabelecidas neste Edital, não cabendo recurso posterior. 5 – Requisitos para inscrição Para efeito de inscrição, o candidato deve obedecer às seguintes exigências: • Apresentar a(s) poesia(s) inscrita(s) em 05 (cinco) vias;
  28. 28. 29 • Apresentar a(s) poesia(s) em LÍNGUA PORTUGUESA; • Utilizar Fonte Arial, tamanho 12, papel A4, orientação retrato, em apenas uma das faces; • Cada poesia poderá ter, no máximo, duas páginas (orientação retrato) que deverão ser numeradas; • Registrar em cada página da poesia o título da obra e o pseudônimo do autor; • Enviar as 05 (cinco) vias da poesia em um só envelope e preenchê-lo conforme modelo abaixo. Caso o autor inscreva duas poesias (máximo permitido no concurso) poderá enviá-las no mesmo envelope, desde que tenha preenchido o segundo campo pseudônimo e título da obra na Ficha de Inscrição. Destinatário: 24º Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos/2015. Secretaria Municipal de Cultura Rua Barão de Cotegipe, 386 - Centro Leopoldina/MG - CEP 36700-000 Remetente: Pseudônimo: xxxxxx Título da obra: xxxxxx Endereço completo (rua/avenida, bairro, cidade e CEP). • Inserir a FICHA DE INSCRIÇÃO (http://zip.net/brrKKH) - devidamente preenchida no blog da ALLA e assinada no campo próprio - em um envelope menor LACRADO, dentro do envelope maior com as poesias inscritas. Anotar na parte externa desse envelope menor apenas o Títul o da Obra, pseudônimo do autor e cidade em que reside. Concurso 1ª Antologia 100 Trovas Sobre Cachaça Prazo: 15 de agosto Art. 1º - DO CONCURSO O concurso, 1ª Antologia 100 Trovas Sobre Cachaça, idealizado, promovido e organizado pelo escritor Antonio Cabral Filho, tem a cachaça apenas como tema central, podendo versar sobre quaisquer assuntos correlatos. Art. 2º - DAS INSCRIÇÕES Poderão se inscrever somente autores brasileiros, maiores de 18 anos, residentes no Brasil, com apenas (1) trova por participante. § 1º - A inscrição é gratuita. Será aceita no período de 15 de março a 15 de agosto de 2015, com o envio da trova em Time New Romain tamanho 14, espaço simples e resumo biográfico em cinco linhas, através do e-mail antologiabrasiliterario@gmail.com, dirigido à 1ª Antologia 100 Trovas Sobre Cachaça, Org. Antonio Cabral Filho.
  29. 29. 30 § 2º - A trova, escrita em língua portuguesa, deve ter: a) obrigatoriamente, métrica setessilábica; b) rima, que poderá ser, abab, abba ou aabb; c) os necessários sinais de pontuação; d) letras maiúscula, somente, no início das frases que compõem os versos. Art. 3º - DA COMISSÃO JULGADORA A Comissão Julgadora é soberana em suas decisões e conferirá notas de 0,1 a 10 cujo resultado será irreversível. As trovas classificadas, até o limite de cem (100), participarão da 1ª Antologia 100 Trovas Sobre Cachaça, cabendo, aos autores a responsabilidade quanto à autoria e inscrição do texto. Art. 4º - DA 1ª ANTOLOGIA 100 TROVAS SOBRE CACHAÇA A 1ª Antologia 100 Trovas Sobre Cachaça terá 100 páginas destinadas às trovas classificadas, o equivalente a uma (1) página por autor, antecedidas de dez (10) páginas a cargo da Comissão Julgadora, resultando em um livro de 110 páginas, em formato e-book (livro digital) que será entregue, via e-mail, aos participantes. A todos, que se interessarem, estará disponível gratuitamente via internet. Será publicado no blog: ANTOLOGIA BRASIL LITERÁRIO http://antologiabrasilliterario.blogspot.com.br/ Ficará a cargo dos autores a livre divulgação em outros espaços. Art. 5º - DAS RESPONSABILIDADES O promotor do concurso informa que o ato de inscrição significa aceitação das normas, acima expostas, e a consequente liberação da obra para integrar este certame. A divulgação dos resultados será publicada no blog ANTOLOGIA BRASIL LITERARIO, de propriedade do promotor do evento, até 15 de setembro de 2015, seguida da publicação e envio do livro aos autores, conforme Art. 4º . Parágrafo único - Todos os inscritos terão os trabalhos publicados, um em cada postagem, no blog do concurso. COMISSÃO ORGANIZADORA Rio de Janeiro, 15 de março de 2015
  30. 30. 31 Nota sobre o Almanaque O download (gratuito) dos números anteriores em formato e-book, pode ser obtido em http://independent.academia.edu/JoseFeldman Os textos foram obtidos na internet, em jornais, revistas e livros, ou mesmo colaboração do poeta e escritores. As imagens são montagens, cujas imagens principais foram obtidas na internet e geralmente sem autoria, caso contrário, constará no pé da figura o autor. Alguns textos obtidos na internet não possuem autoria. Este Almanaque tem a intencionalidade de divulgar os valores literários de ontem e de hoje, sejam de renome ou não, respeitando os direitos autorais. Seus textos por normas não são preconceituosos, racistas, que ataquem diretamente os meios religiosos, nações ou mesmo pessoas ou órgãos específicos. Este almanaque não pode ser comercializado em hipótese alguma, sem a autorização de todos os seus autores.

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