ISSN 1678­0701
Número 52, Ano XIV.
Junho­Agosto/2015.
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            São diversas as atividades essenciais para a vida moderna dos adultos: trabalho, estudo,
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Brincar junto também é uma das formas que os adultos podem redescobrir para educar,
além de ser uma demonstração de carinh...
 
Acompanhar  as  lições  de  casa  e  procurar  saber  sobre  as  atividades  e  dificuldades
escolares também são import...
Observe  que  na  área  de  entrada  dos  supermercados  estão  localizadas  as  seções  de
produtos  não  imprescindíveis...
nas crianças, já que nosso mundo está repleto de demonstrações de brutalidade, desrespeito e
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[Artigo] Educação ambiental no âmbito familiar

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A partir dos pressupostos de que (I) o ser humano é fruto do meio em que vive, e (II) as crianças tendem a reproduzir comportamentos influenciados pelos hábitos familiares, este ensaio foi elaborado a convite de Berenice Gehlen Adams para a seção Sementes, na 52ª edição da Revista Educação Ambiental em Ação, a qual é pautada pelo tema: Educação Ambiental é agir com consciência.

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[Artigo] Educação ambiental no âmbito familiar

  1. 1. ISSN 1678­0701 Número 52, Ano XIV. Junho­Agosto/2015. Números anteriores  ...  Início       Cadastre­se!       Procurar       Submeter artigo       Contato     Apresentação     Normas de Publicação     Artigos     Dicas e Curiosidades     Reflexão     Textos de sensibilização     Dinâmicas     Culinária     Arte e ambiente     Divulgação de Eventos     O que fazer para melhorar o meio ambiente     Sugestões bibliográficas     Educação     Você sabia que...     Plantas medicinais     Práticas de Educação Ambiental     Sementes     Natureza, Verso e Prosa  Sementes 01/06/2015 EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ÂMBITO FAMILIAR Link permanente: http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=2048 A partir dos pressupostos de que (I) o ser humano é fruto do meio em que vive, e (II) as crianças tendem a reproduzir comportamentos influenciados pelos hábitos familiares, este ensaio foi elaborado a convite de Berenice Gehlen Adams para a seção Sementes, na 52ª edição da Revista Educação Ambiental em Ação, a qual é pautada pelo tema: Educação Ambiental é agir com consciência. EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ÂMBITO FAMILIAR   José André Verneck Monteiro Pedagogo, Especialista em Educação Ambiental Mestrando em Práticas em Desenvolvimento Sustentável Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro http://lattes.cnpq.br/3632798164833445 Email: educativo@live.com   RESUMO   A partir dos pressupostos de que (I) o ser humano é fruto do meio em que vive, e (II) as crianças tendem  a  reproduzir  comportamentos  influenciados  pelos  hábitos  familiares,  este  ensaio  foi elaborado a convite de Berenice Gehlen Adams para a seção Sementes, na 52ª edição da Revista Educação  Ambiental  em  Ação,  a  qual  é  pautada  pelo  tema:  Educação  Ambiental  é  agir  com consciência.   Sua presença é fundamental
  2. 2.               São diversas as atividades essenciais para a vida moderna dos adultos: trabalho, estudo, planejamento  financeiro,  viagens  profissionais,  eventos  sociais,  manutenção  da  moradia, cuidados com a saúde, entre tantas outras, que diferem em cada família. Para complementar, parte das obrigações dos adultos tem de ser cumpridas em casa, com o uso de computadores e telefones, subtraindo ainda mais tempo do que poderia ser dedicado ao convívio familiar. Em meio a tantas funções, não raro o ato de cuidar e educar os filhos tem sido delegado a outras pessoas, já que justificadamente, os pais estão demasiado envolvidos nas tarefas diárias responsáveis por prover o subsídio financeiro requerido para o sustento do lar. Mas há uma demanda fundamental que não pode ser esquecida: a atenção consciente às crianças.  Seja  por  necessidade  ou  descuido  dos  responsáveis,  têm­se  notado  que  as  crianças estão passando muitas mais horas diante do televisor ou operando outros aparelhos eletrônicos, do que se divertindo e desenvolvendo em brincadeiras ao ar livre, tomando sol e interpretando a natureza. Sim, os aparelhos eletrônicos e o acesso à Internet são muito úteis e colaboram para o desenvolvimento  psicológico  e  intelectual  das  crianças,  desde  que  a  utilização  de  tais ferramentas seja realizada com critérios e em adequada medida. Mas, sem a supervisão consciente dos adultos o uso de tais tecnologias abre uma questão complexa: o que se espera de uma geração de crianças, submetidas diariamente ao bombardeio de propagandas e incentivo ao consumismo, jogos de violência e outros conteúdos inadequados à infância?   Brincar também é educar   O  ato  de  brincar  é  imprescindível  ao  pleno  desenvolvimento  psicológico,  corporal, cognitivo e afetivo das crianças. Enquanto brincam, as crianças descobrem e criam seu mundo, a partir do qual constroem conhecimentos e atribuem significados à existência, a seu modo, no seu ritmo peculiar. As  brincadeiras  também  auxiliam  no  desenvolvimento  infantil  em  diversos  aspectos relacionados à socialização, autoestima, disciplina, respeito às regras de covivência e à opinião alheia.  Portanto  a  ludicidade  deve  ser  estimulada  desde  a  primeira  idade,  tanto  no  âmbito familiar quanto no espaço/tempo escolar.
  3. 3. Brincar junto também é uma das formas que os adultos podem redescobrir para educar, além de ser uma demonstração de carinho e interesse, o que é percebido e muito valorizado pela criança. E no que diz respeito ao resgate e revalorização cultural, por onde andam as brincadeiras infantis  de  outrora?  Por  onde  estão  os  folguedos  movidos  a  entusiasmo  e  alegria,  que  não precisavam de pilhas para funcionar? Ciranda, pega­pega, amarelinha, pula­corda, bambolê, bola de gude, cantigas de roda e tantas outras, guardadas no baú de nossas memórias, ávidas por ser apresentadas à nova geração umbilicalmente conectadas à tecnologia desde tão cedo.   Leve a sustentabilidade para casa             Experimente  refletir  e  reavaliar  como  tem  sido  os  momentos  de  descontração  e relaxamento no ambiente familiar. Como é a experiência de preparar e compartilhar as refeições, que tipo de alimento é oferecido, de que forma é aproveitado o tempo livre, que lugares são frequentados e quais os assuntos tem sido tratados quando a família se reúne? Já lhe ocorreu que para melhor compreender o que se passa em família, talvez possa vir a ser necessário o estabelecimento de um limite de utilização de televisão, computador, telefone? Até  o  momento  não  há  dados  científicos  que  comprovem  malefícios  ocasionados  à  saúde  de quem permanece off­line por algumas horas.  
  4. 4.   Acompanhar  as  lições  de  casa  e  procurar  saber  sobre  as  atividades  e  dificuldades escolares também são importantes estímulos de integração familiar. Saber quanto tempo é dedicado pela família a experimentar atividades que permitam uma maior  integração  com  a  natureza  também  pode  ser  um  bom  indicador  sobre  a  mensagem educativa que os pais querem transmitir às crianças. Experimentem juntos um dia sem usar veículos. As caminhadas ao ar livre podem ser excelentes oportunidades para toda a família reatar vínculos, praticar a respiração consciente, tocar o solo, admirar a natureza, encontrar formas nas nuvens, ou simplesmente relaxar. Que tal uma pedalada em família? Andar de bicicleta é quase um rito de passagem da infância. E a gente não esquece como se faz, mesmo depois de muito tempo sem praticar. Deixe que seus filhos mostrem o caminho e descubra a cada dia o prazer de ser criança novamente! Se for consenso, a família também pode experimentar a visita a alguma organização de apoio socioambiental para conhecer de perto outra realidade. Quando  forem  fazer  compras,  desestimule  o  hábito  de  consumir  por  influência  de campanhas publicitárias. Discutam a lista do que realmente precisam adquirir, antes de sair de casa. Incentivem a preferência por produtos naturais demonstrando às crianças o privilégio e os benefícios de uma alimentação saudável e equilibrada, rica em vegetais.  
  5. 5. Observe  que  na  área  de  entrada  dos  supermercados  estão  localizadas  as  seções  de produtos  não  imprescindíveis  à  sobrevivência  humana  (bebidas  alcoólicas,  refrigerantes, centenas  produtos  de  limpeza  e  cosméticos  que  prometem  milagres).  Estas  seções  de  boas vindas  geralmente  estão  repletas  de  embalagens  multicoloridas  e  brilhantes,  com  formatos inusitados e atraentes, às quais são atribuídos cartazes com expressões do tipo: PROMOÇÃO, NOVO ou LEVE MAIS PAGANDO MENOS.  Só bem lá no fundo das lojas é que estão os cereais, frutas, hortaliças, condimentos secos, produtos de origem animal. Perceba  também  que  os  produtos  com  menor  preço  são  organizados  nas  prateleiras menos acessíveis; ao alcance dos olhos de um adulto estão os itens mais caros e os de marcas que investem mais em publicidade.  Esse conjunto de detalhes tem uma razão lógico­financeira, uma estratégia desenvolvida por  especialistas  em  comportamento  humano  adotada  pelas  principais  redes  de  comércio varejista em todo o mundo: estimular a compra motivada por impulsos, de produtos supérfluos e mais caros. Ninguém está imune a esse conjunto de técnicas. Alguma vez já parou para pensar por qual razão há tantas guloseimas, revistinhas, pilhas e baterias localizadas à altura das crianças, nas proximidades dos caixas? Procure  explicar,  em  linguagem  adequada  à  faixa  etária  das  crianças,  que  quando adquirimos alimentos frescos, melhoramos nossa saúde, economizamos dinheiro, diminuímos a quantidade de lixo, colaboramos para o desenvolvimento da agricultura familiar, para a redução do uso de combustíveis fósseis e consequentemente para diminuir os níveis de poluição. Experimentem,  ao  menos  um  dia  por  semana,  um  cardápio  sem  ingestão  de  carne.  É ótimo  para  reeducar  o  paladar  e  depurar  o  organismo  das  toxinas  nocivas  presentes  nos alimentos que nos fornecem proteínas de origem animal. Saborosos  e  nutritivos  bolos,  biscoitos  e  sucos  podem  ser  preparados  em  casa  para  o lanche que será levado à escola. Em geral, as crianças se divertem e aprendem sobre nutrição e segurança, quando têm a oportunidade de cozinhar sob a supervisão de adultos. Os brinquedos que já não são os preferidos podem ser doados a outras crianças, bem como  os  livros  e  roupas.  Há  tantas  famílias  menos  favorecidas  que  certamente  darão  muita utilidade às suas doações. É  muito  importante  que  as  crianças  saibam,  desde  cedo,  que  nem  todo  mundo  tem  o mesmo  acesso  aos  bens  e  serviços  essenciais,  mas  o  ato  de  doar  pode  ser  uma  forma  de compartilhar com outras pessoas o que para nós é excedente. Durante nossa existência terrena a solidariedade é uma virtude que deve ser encorajada
  6. 6. nas crianças, já que nosso mundo está repleto de demonstrações de brutalidade, desrespeito e indiferença aos demais coabitantes do nosso Planeta. Há várias outras formas de ampliar a educação ambiental no âmbito familiar, e por isso não há uma receita pronta. O principal aspecto que se deve levar em consideração é que alguns hábitos familiares têm  raízes  no  comportamento  dos  adultos,  pois  como  tomadores  de  decisões,  influenciam  a todos que habitam o mesmo lar.   "Vamos sonhar com um futuro positivo para agir de forma consistente e coerente!" Lara Lutzemberger   Sendo  assim,  vale  refletir  sobre  qual  tipo  de  exemplo  e  comportamentos  estão  sendo estimulados  pelos  adultos  e  quais  são  seus  possíveis  reflexos  nas  mentes  em  formação  das crianças. Quando a família compartilha perspectivas voltadas à sustentabilidade, têm motivações e comportamentos adequados à realidade socioambiental contemporânea e se sonham juntos por um mundo melhor, as crianças têm uma fonte de inspiração diária para agir de modo consciente. Agradecimentos  à  equipe  Editorial  pela  oportunidade  de  participar  desta  edição  de aniversário  da  Revista  Educação  Ambiental  em  Ação  e  ao  amigo  Ed  Meirelles  pela  gentil ilustração inspirada neste ensaio.   Para saber mais, assista:   Criança, a Alma do Negócio!   Muito além do peso   E leia as publicações do Instituto Criança e Consumo aqui  Início       Cadastre­se!       Procurar       Submeter artigo       Contato     Apresentação     Normas de Publicação     Artigos     Dicas e Curiosidades     Reflexão     Textos de sensibilização     Dinâmicas     Culinária     Arte e ambiente     Divulgação de Eventos     O que fazer para melhorar o meio ambiente     Sugestões bibliográficas     Educação     Você sabia que...     Plantas medicinais     Práticas de
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