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FILOSOFANDO                                                                                                               ...
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Pensamiento cientifico ii

  1. 1. FILOSOFANDOl Meu avó foi abaixando a cabeca e seus olhos tocaram em nossas máos entrelacadas. Eu achcí serem pingos de chuva as gotas rolando sobre meus dedos, mas a noite estava clara, como tudo mais." (Bartolomeu CAPÍTULO Campos Queírós)!".7 •. Faca um levanta mento das propagandas de carro veiculadas no momento e observe o tipo de apelo usado. Quem sai "ganhando" pelo uso do produto e o que ganha? Faca a crítica a partir do que foi estudado no capítulo. 8; Lendo ern alguns jornais as norícias sobre a atuacáo do MST (Movimento dos Sern-Terra), percebe-se A perenidade dos mitos nao é devida ao prestígio da fabulClfaO, el magia da que o termo usado é o de "invasáo da propriedade rural", enquanto os ativistas preferem se referir a literatura. É que ela atesta a perenidade mesma da ~ealidade humana, "ocupacáo de terras improdutivas". Explique o significado da díferenca de enunciados. GusdorfQuestoes sobre a leitura complementar _" """""""-.,..~=,,,n>",, ".,,9; A partir do texto "Desterritorializacáo da cultura" responda. 1. A perspectiva dos mitivo", quando a ela recorre, na falta de outra. I civilizados" ti "~~--;-assim, é preciso nao nos esquecermos a) Explique com suas palavras por que o executivo alernño se sente "ern casa" 11.adistante e.oriental de que,g~elU?º-Yºs devem ser vistos como dife- !-long Kong. Inicialmente, urna advertencia. faremos O -e., rentes, e nao iriferiqre~: É ainda Lévi-Strauss quem b) A partir da experiencia pessoal ao visitar shoPIJings de diferentes cidades no seu estado e/ou no Brasil, problema que sempre existe ao estudarrnos os >l~;-;~xplic~ com0.9l1los nós que perdemos identifique as características de hornogeneizacáo sob diversos aspectos. pavos tribais é o risco do exotismo e da compa- muito de nossas capacidades, por exernplo, por e) Levando em conta as especifícídades da regiáo em que vocé habita, identifique produtos regionais racáo depreciativa, ou seja, do etnocentrismo. utilizannos consideravelmente menos as nossas que forarn esquecidos em funcáo do consumo de produtos internacionais. ...:- ,~_ 0, ._" ••••.•.• ,~ Se, por um lado, as pessoas se eñ¿mi;iñ. e se perc_ep~6es sensoriais. surpreendem com os estranhos rituais e convic- . Basta lembrar corno os indígenas tém a vis-Dlssertacáo """""""-=,.." "",, . ,-"" cóes míticas dessas comunidades. por outro, nao ta e o ouvido treinados para perceber o qúe"ñIolQ; Tema: "O importante nao é o que fazem do ser humano, mas o que ele faz do que fizeram dele". (lean- relutam e111considera-las inferiores, atrasadas. mais "coriS~guimos ver ou ouvir e como ácú- Paul Sartre) Daí a tendencia de c1~;ificá-las ap;rtir das mulam conhecimentos adrniráveis sobre as plan- nossas categorias, como a sociedade "~21~ escri- tas e os·animais. "Nós perdemos todas estas coi=Debate ~"""~<3i ta":~sem Estado", "se m cornércio", "sem histó- sas, mas nao as perdemos em troca de nada; esta-11", Cada grupo formado na c1asse deve se ocupar de urna das tarefas a seguir, voltadas para a análise de ria". Segundo o etnólogo francés Pierre Clastres, mos agora aptos a guiar UIl1 automóvel sem cor- se explicamos esses POyOS pelo que lhes falta, tendo r------- - quadrinhose charges publicados em revistas e jornais. Após o trabalho, as conclus6es de cada grupo rer o risco de sermos esmagados a qualquer mo- devem ser expostas para a classe e debatidas por todos. como ponto de referencia a nossa sociedade, dei- mento, e ao fim do dia podemosligaro rásl.i,() a) Selecione quadrinhos com características ideológicas; em seguida, justifique a escolha. xamos de compreender a sua realidade, o que, ou o televisor. Isto implica um treino de capa- b) Selecione tiras de quadrinheiros nacionais que tenham postura crítica dos costurnes. justique sua em muitos casos, acaba por justificar a atitudc -cídadesille;;:tais que os POYOS primitivos nao escolha. ~n_alis!<t e missionária de "levar o progresso, a possuem porque nao precisam delas. Pressinto e) Selecione algumas charges em jornais e as comente a luz dos acontecimentos políticos que elas visam ct!1tura e a verd.a(;kir.![é" ao p_ovq "atrasado". que, com o potencial que térn, po~er mo- criticar. -"A tendencia de ver esses grupos como infe- dificado a qualidade das suas mentes, mas tariiio: riores decorre da tradicáo da colonizacáo que a dificaca(; na~ se~ia adequada ao tipo de vida que justifica. Quando os navegantes"ewOpeus iniciam k;;n; e~o tipo de relacóes que mantérn c.Q1l1 a expansáo ultramarinaiiosséculos X;V e XVI, na a ~atureza".2 procura de novos carninhos para as Indias, dáo o nome de índios aos nativos americanos, que supu- 2. O mito entre os "primitivos" nham pertecerem as terras do Oriente. Para evitar esse equivoco, muitas vezes o termo "indio" é Entre o pavos indígenas, habitantes das ter- substituido por.ÍEEígena, que etlmologiéaní:ente ras brasileiras, encontramos várias versóes sobre significa "nascido em casa". Usam-se também a origem do dia e da noite. Um desses relatos denominacóes como P?.1!.Qs,n.~riies 0l3:.5!ni;!.~«p~i- miticos é o seguinte: ao transportarem um coco, .mitiuas" ou "sem-escrita", embora reconhecendo- algumas pessoas ouvem sair de dentro dele rui- se a inadequ;~aod~~;as expressóes. dos estranhos e nao resistern a tentacáo de abri- Nesse sentido, o antropólogo Claude ~!-:- lo, apesar de recomendacóes contrarias. Deixam St~_~,:~s prefere colocar ~~ n~ ~~~a_~pri~ escapulir entáo a escuridáo da noite. Por pie da-11. QUEIRÓS, Bartolomeu Campos. P01: parte de pai. Belo Horizonte, RHJ, 1995. p. 71-72. 1 e 2. LÉVI-STRAUSS, Claude. Mito e Significado. Lisboa, Edícóes 70, 2000. p. 30 e 33.
  2. 2. j " r UNIDADE 11 - CONHEClM",~TO FILOSOFANDO , , r de divina, a claridade lhes é devolvida pela Au- afetividade. Nesse sentido, antes de interpretar magicamente, para garantir de antemáo o su- a respeito morte, os ritos sáo tanto mais cornple- cesso da cacada; essa suposicáo se deve ao fato xos quanto se trata náo-somente de UI11 fenó- rora, porém nunca mais haveria so claridade, o mundo, o mito expressa o que desejamos ou de que geralmente os desenhos erarn feitos nas meno natural (a vida - ou a alma - abando- como antes, mas alternancia do dia e da noite. tememos, como somos atraídos pelas coisas ou partes mais escuras da caverna, nando o corpo), mas tarnbém de urna mudanca De forma parecida, os greg~s dos tempos C0l110del as nos afastamos. Segundo Mircea Eliade, filósofo romeno de regime ao mesmo tempo ontológico e social: homéricos narram o mito de Pan dora, a pri- Esse "falar sobre o mundo" simbolizado pelo I estudioso das religióes, urna ~ilsJ~l.m:§~s..do111Ü.Q o defunto deve afrontar certas provas que inte- rneira mulher. Em uma das muitas versóes desse mito está impregnado do desejo humano de do- miná-lo, afugentando a inseguranca, os temores e l é fixar os modeL<?LgemRl,m:~.de todos os ritos ressarn ao seu próprio destino post-mortem, mas . mito, Pan dora é enviada por Zeus a fim de pu- e de fodás··as-;;tividades humanas sigl1¡f¡c;dvas-.-- deve também ser reconhecido pela comunidade nir o titá Prometen, que roubara o fogo dos céus a angústia diante do desconhecido e da 1119rte. Dessa forma, o "prirnitivo<imitá os gestos exem- dos mortos e aceito entre eles"." para dá-lo aos seres humanos. Pandora leva con- plares dos deuses, repetindo nos rituais as acóes sigo urna caixa, que abre por curiosidade, dei- 3. Fun~oesdo mito deles. Quando o missionário e etnólogo 4. O "primitivo" e a xando escapar todos os males que nos afligem, Embora o mito tarnbérn seja uma forma de Strehlow perguntava aos arunta por que cele- mas consegue fechá-Ia a tempo de reter a espe- consciencia de si cornpreensño da realidade, sua funcáo é, primor- bravam determinadas cerimónias, obtinha inva- ranca, única forma de suportarmos as dores e os dialmente, acomodar e tranqüilizar o ser huma- riavelmente a mesma resposta: "Porque os an- Nas comunidades tribais em que predomi- sofrimentos da vida. no em um mundo assustador.· cestrais assim-o prescreveram". Essa é também a na a consciencia mítica, a experiencia, inrlivi- Nos dois relatos, percebemos situacóes apa- Entre as comunidades "primitivas", o nlito-· justificativa invocada pelos teólogos e rirualistas dual nao se separa da experiencia da cornunida- rentemente diversas, mas com forres semelhan- cas, porque ambos contam a origem de algo: se constitui un~.discurso de tal forca que s{:!_ es~ hindus: "Devemos fazer o que os deuses fize- .ie, n;;;-;~ faz por meio dela, o que nao significa tende por todas as dependencias da realidade rarn no principio"; "Assim fizeram os deuses, a ausencia de qualquer princípio de individua- entre os indígenas, como surgiram o dia e a noite vivida; nao se restringe apenas ao alllbito do sa- assim fazem os homens". cáo, mas sim que o equilíbrio pessoal depende e entre os gregos, a origem dos males. grado (ou seja, da relacáo entre a pessoa e o di- Nos rituais, os arunta nao se limita m a re- da preponderáncia do coletivo, Como diz Gus- Urna leitura apressada nos faria entender o vino), nl~~_permeia todos os campos da ativida- pres;;ma~·oLi imitar a vida, os feitos e as aventu- dorf, "aE~nleira ~onscienci; pessoal está, por- mito C01110 uma maneira fanrasiosa de explicar de hL;l1lan~~~or isso,-osmodeJos de construcáo ras dos ancesriáis: tudo se passa como se eles tanto, presa na massa comunitária e nela sub- a realidade ainda nao justificada pela razño. Sob . mítica do real sáo de natureza sobrenatural, isto é, aparecessem de fato nas cerimónias, Nesse sen- . mergida. Mas esta consciencia dependente e re- esse enfoque, os mitos seriam lendas, fábulas, recorre-se aos de uses para cornpreender a ori- tido, o tempo sagrado é reversíveJ, ou seja, a fes- lativa nao é uma ausencia de consciencia; é urna crendices e portanto uma forma menor de co- gem e nature;; d~s fatos, como indica m os ta religiosa nao é simples comernoracáo, mas a consciencia em situacáo, extrínseca e nao in- nhecimento, prestes a ser superado por exPlica- cóes mais racionáis. No entanto, o mito é mais exemplos a seguir: ocasiáo em que o sagrado acontece novamente trínseca, a individualidade aparecendo entáo complexo e mais rico do que supóe essa visño • a origem da técnica: como os seres huma- como reatualizacáo do evento divino que teve como um nó no tecido complexo das relacóes redutora. Mesmo porque nao sáo só os POyOS nos eram mais fracos do que os animais, o titá lugar no passado mítico, "no comeco". Na sua sociais. E o eu se afirma pelos outros, isto é, eje "primitivos" que elaborarn mitos, a consciencia Promet~u roubou o fogo dos de uses par;--dr: acño, o "primitivo" imita os de uses nos ritos que náo é pessoa, mas personagem"." mítica persiste em todos os ternpos e culturas lo aos humanos, tornando-os mais fortes, por- atualizam os mitos primordiais. Caso contrário, Essa foun~ de coletivismodetermina a adap- como componente indissociável da maneira que hábeis; a sernente nao brotará da terra, a muJher nao ta<;:ao!;.eJ)1ritica do indivíduo as normas da tra- , c humana de comprecnder a realidade, como ve- • a natureza dos instrumentos: certos utensilios será fecundada, a árvore nao dará frutos, odia -di<;:a~A:·~~~lscienciamítica é ingenua (no senti- remos mais adiante, sño objeto de culto, como a enxada ou o anzol, a nao sucederá a noite. do de náo-critica), desprovida de problematiza- Foi importante a contribuicáo dos antropó- lanca ou a espada; _bJQrma sobrenaturalde descrever a realida- c;:ao~. supóe a acei~ª-o_.1~cita sl-ºs .mitos e das logos que, a partir do inicio do século XX, esta- ., a origem da agricultura: segundo o mito in- de é coerente com a maneira mágica pela qual o ~ 2rescri<;:oesdos rituais. A adesáo ao mito é feita beleceram contatos diretos com comunidades das dígena tupi, a mandioca, alimento básico da tri- "primitivo" age sobre o mundo, como, por exem- -P~la.ili, ela cren=a. No universo cuja conscién- p ilhas do Pacífico, da África e do interior do Bra- bo, nasce do túmulo de uma crianca chamada plo, nos inúmeros r{t,osgepq.s.sagem do nascimen- Eia ~_c-º-letiv;,-at;a;sg~eSsao da normaultrapassa sil. Suas pesquisas de campo mostram que o mito Mandi; no mito grego, Perséfone é levada por to, da infancia para a idade adulta, do casamento, quem a violou, Por isso a trangressáo do tabu - vivo é muito mais expressivo e rico do que supo- Hades para seu castelo tenebroso, mas, a pedido da 1110rte,Sem os ritos, é corno se os fatos natu- proibicáo sempre envolta ern clima de temor e mos quando apenas ouvimos o relato frio de len- de sua máe Deméter, retorna ern certos perio- rais descritos nao pudessern se concretizar. Se- ~sobrenaturalidade - estigmatiza a familia, os das, desligadas do ambiente que as fez surgir. dos: esse mito simboliza o trigo enterrado como gundo Mircea Eliade,"quando acaba de nascer, a amigos e, as vezes, toda a tribo. Daí os "ritos de Como processo de cornpreensáo da reali- semente e renascendo como planta; crianca só dispóe de urna existencia física, nao é Y1iificac;:ao" e os rituais do "bode eXPlatóiio", dade, o mito nao é lenda, mas verdade. Quando • afertilidade das mulheres: para os arunta, da ainda reconhecida pela familia nem recebida pela nos quais o pecado transferido para UL11 é animal. pensamos ern verdade, é cornum nos referirmos Austrália, os espíritos dos mortos esperam a hora cornunidade. Sáo os ritos qué se efetuarn imedia- ,_~a.tr.~~diE:Édipo rei, de Sófocles, ficamos saben- a coeréncia lógica, garantida pelo rigor da argu- de renascer e penetram no ventre das mulheres tamente após o parto que conferem ao recérn- do que o crirne de Édipo traz toda sorte de pra-: mentacáo e pela apresentacáo de provas. A ver- quando elas passam por certos locais; nascido o estatuto de vivo propriamente dito; é _gas para Tebas, e o sábio Tirésias vaticina que a dade do mito, porérn, é intulda, e, como tal, nao • o caráter mágico das dancas e desenhos: quan- somente graps a estes ritos que ele fica integra- cidade só se Iivraria delas quando fosse encontra- necessita de comprovacóes, po~c;i-téi-io o do Homem de Cro-Magnon fazia afrescos nas do na comunidade dos vivos. [...] No que diz , doo assassino de Laio ..: de adesño do mito é a crenca, a fé. O mito é paredes das cavernas, representando a captura de I ..portanto uma_ intuicáo compreensiva da reali- renas, talvez nao pretendesse enfeitá-Ias nem 3. ELlADE,M. O sagrado e o profano. Lisboa, Livros do Brasil, s.d, p. 143-144. 4. GUSDORF, G, Mito e metafisica. Sito Paulo, Convívío, 1979. p, 102. dade, cujas raízes se fundam nas e?}o<;:o_es na e mostrar suas habilidades pictóricas, mas agir
  3. 3. ~ FILOSOFANDO ,:1 UNIDADE 11 CONHECIMENTO m~ . ¡¡¡ 5..Mito e religiao atividade particular ganha o seu deus [uncional, _ .. _~~~~.:i~~f~se caracteriza-se pelo apareci- ~ compreensáo do mundo dessacraliza o pensa- que vigia cada momento do trabalho. A regula- mento do••. e.u~.J?!Hl(lI, ~ fruto do processo histó- mento e a acáo, isto é, retira dele o caráter de "No desenvolvimento da cultura humana, do da atividade encontra sua medida na pró- rico que inclui o desenvolvimento lingüístico. sobrenaturalidade, fazendo surgir a filosofía, a náo podemos (ixar um pont!2_onde termina o ~ria periodicidade dos ciclos naturais (as esta- Surge quando o no me do deus funcional, deri- ciencia, a técnica. mi~9 e a.reJigiao copleya. Em todo ~urso de sua cóes do ano, o plantío, a colheita etc.). E cada vado do círculo deati~idadee;¡;eCíar que lhe Perguntamos entáo: o desenvolvimento do história, a ~.Iigili?P.~!:!11ªg~S<O indissoluvdme~te ato, por rnais especializado que seja, adquire sig- ligada a elementos míticos e repassada deles," deu origern, perde a ligayao com essa atividade pensamento reflexivo decretou a morte da cons- nificado religioso: o ser humano recorre a di-~;-~--POden1ós distinguir tre~ases na forrnacño e torna-se um nome próprio, constituindo urn ciencia rnítica? vindades que devern protege-lo a cada momento. dos conceitos de dcusls",::::=;;;; novo ser que continua a se desenvolver segundo Augusto Cornte, filósofo francés do século Entre os gregos, por exemplo, Deméter preside A-prirneirafase é caracterizada pela rnulti- suas próprias leis, O deus pessoal caracteriza-se XIX~~d;¿or aopositi;i~mo, responde pela o ritmo das estacóes e das colheitas; Afrodite plicidade de dcuset!J,?~elltán~os, simples excita- por ser capaz de sofrer e-. agir como as pessoas. afirmativa: ao explirn-;-;;;oluyao da humani- regula o amor; e assim por diante. yO es inst¡¡,n!arl.eas, ugidias, ~s quais é atribuído o f ~---- =-~ Atua de maneiras diversas e seus múltiplos no- dade, define a maturidade do espírito humano Ao mesrno tempo, o caráter existencia] do valor de divindade.e cuja fonte é a_ emps:aQ,sub- ~va, marcada ainda pelo Jn~9o. Esses deuses mito conduz aprática de rituais mágicos, e a fé mes expressam diferentes aspectos de sua natu- pelo abandono de todas as formas miticas e na magia constitui o despertar da confianca ern reza, seu poder e sua eficiencia. Como exemplo, religiosas. Dessa maneira, opóe radicalmente nao representam nern forcas da I;atureza nem aspectos especiais da vida humana. As vezes, trata- si mesmo. O ser humano nao se sente mais a a deusa grega Palas Atena, filha de Zeus, surge mito e raza o, ao mesmo tempo que inferioriza mercé das forcas naturais e sobrcnaturais e de- inicialmente como deusa guerreira.protetora dos . o mito como tentativa fracassada de explicacáo se de UJ11 conteúdo mental, como a Alegria, a Decisáo, a {¡;U;lig~nCia:·m:itras,de un! objeto ou sempenha o seu papel, convicto de que no mun- exércitos, Aos poucos, sua protecño se amplia da realidade,(fequalquer~ealidade percebida como ten do sido do natural tudo depende, em parte, dos seus atos. para o trabalho em geral e, mais tarde, especifi- Ao criticar o mito e exaltar a ciencia, con- repentinamente enviada do Céu. Como exemplo, podemos citar os ritos mágicos carnente para a atividade intelectual e as artes. traditoi·iam~n:te o positivismo faz nascer o mito Na se~~~.fase, há a descoberta do sentí- da fertilidade, sern os quais se acreditava que nem Ao mesmo tempo, a densa da sabedoria, a pro- é -do cientificis~1O, OU seja, a crenca na ciencia C01110· mentada individualidad e dü-dívÚi.ci; dos de- a terra frutificaria nern a mulher conceberia. tetora da cidade de Atenas. ." "·~;;i·~aforma de saber possível, de onde surgem mc·ri:t"ospessoais do sagrado. Essa etapa coincide Convém lernbrarque a-magia tanto pode ser usa- Como desenvolvimento da terceira fase, ) os mitos do progresso, da objetividade e da neu- .< com a maior complexidade da acáo humana, da para o bern como para o mal, urna vez que surgem as religióes monoteístas.tque-prívíle- tralidade científicas. caracterizada pela divisío do trabalho.Assirn, toda nao se encontra ainda ligada a princípios éticos. giam as forcas morais do individuo e se con- Além disso, o positivismo mostra-se redu- centrarn no problema do bern e do mal. A in- cionista,empobrecendo as possibilidades de abor- terpretacáo da natureza adquire UIl1caráter mais dagens do mundo.porquea ciéncia nao a única é racional, e nao predominantemente emocional, interpretacño válida do real nem suficiente, já é como acontecía nas fases anteriores. O divino . que o mito é uma forma fundamental do viver deixa também de ser concebido pelos poderes humano. Q. mito é o ponto de partida par? a mágicos e passa a ser enfocado pelo p.Q.der de ~_~lE~~n~ao do }er. EIÍ1otifiis-pala~ras, tudo o I j!st~2: Diz Cassirer: "O sentido ético substi- que pensamos e queremos se situa inicialmente tuill e suplantou o sentido mágico. A vida intci- no horizonte da irnaginacáo, nos pressupostos ra do homem se converte numa luta constante míticos, cujo sentido existencial serve de base pelo amor da justica"." para todo trabalho posterior da razáo. No lugorsagrado de Delfos, A partir de entáo, o indivíduo entra em Como o mito é a nossa primeira leiturado a temploe o leaIra [no falo, contato com o sagrado como árbitro do seu mundo, o advento de outras interpreracóes da í- em 1969) reverenciamduas próprio destino. Ao dar a sua livre adesáo ao realidade nao exclui o [1tO de ele ser raiz da divindodes que se opóern inteligibilidade.A funs~~ f,!~ulad9ra persiste nao bem, torna-se aliado da divindade.praticando o e se complelam: Apolo e dever religioso. só nos con~os p()p.lllares, no.0!c.!Qre, como tam- I Dioniso. O primeiro simbolizo o equilibrio,o hormoniode ~.é.rl1. na vida diária, quando proferimos certas formos e o segundo, deus 6. O mito hoje palavras ricas de ressonáncias míticas: casa, lar, do vinho e do inspirocóo. amor, pai, máe, paz.Iiberdade, morte, c~;ja defi- represenlo o que extrovosa A consciencia humana, antes do advento da nicáo objetiva nao esgota os significados que e se expressa no impulso escrita, permanece ingenua, nao-crítica. No ultrapassam os limites da própria subjetividade. criador: o espírilodionisioco, Capítulo 7 - Do mito a razáo, veremos que a Essas palavras nos remetem a valores arquetipi- disciplinadopeloapolíneo,dá lugará Iragédioe á cornédio passagem para o pensarnento crítico-reflexivo cos, modelos universais existentes na natureza ; 9re90s. quebra a unidade do mito. A nova forma de inconsciente e primitiva de todos nós. Nao por 5: CASSlRER, E. AntropologiajUosófica. Sáo Paulo, Mestre Jou, J 972. p. 143. 6. CASSlRER, E. Anlropologiafilosófica. Sáo Paulo, Mestre Jou, J972. p. l62.
  4. 4. acaso, os psicanalistas aproveitam a riqueza do ------ FILOSOFANDO &1 " "1 UNIOADE " - CONHECI~ENTO ] .::1 ; mito e descobrem nele as raízes do desejo hu- de formatura, de debutantes, trote de caloulOs mano. Por exemplo, a pedra angular da psicaná_ 1el11bram verdadeiros ritos de passagel11, Exa- "1¡;1:;; le,¡rtu1ra, ·;}:.:rgif.4·~~.7;~.~~ .- . =: ~Q¡~~~~.fU1;ti"r 1isese encon tra na illterpreta~ao feita por Freud minando as lllanifesta~oes coletivas no coti- do mito de Édip07. . . ---....: ---- .•• -- -"- - •. ":0;.. • diano da vida urbana do brasileiro, descobrimos [Mito e literatura] . I O prodigioso desenvolvimento do ~o- a rnesmo sucede con! personalidad,es C0l110 componentes núticos no carnaval e no futebol, mance, que e, sem dúvida , o aspecto mals siqnifi- . unlversa " , A consciencia mítica pnrrutIva,.que garantia a . . . d des artistas, políticos, esportistas que os meios de ambos como manifesta~oes delirantes do irna., . íoid d primeiras cornuru a cativo da vida literáriacontemporanea: deve-se sem •con~~l!1icacaose incul1lbem de trallSformar crn ginário nacional e da expansao de forc;as coeréncia ngl a as face do progresso da dúvida ao fato d·e que, o romance poe o mitoh ao inconscientes. h~manas, despare~:~ ~~nicas sustentadas pela I de todos sob o revestimento de uma ,15- rni;g~ns e~!J.1plares, e que, no imaginário das critica racional e.. nsciéncia extensiva e a ,. f 1de seguir Hiade assrnaIou a sobreviven- cance . pe;oas, representam todo tipo de anseios: sll- O mito se expressa ainda sob formas nega- ., . Mas esta pnmelra co tória aCI r os míticos como cIaves d a literatu - " A • cesso, poder, lideran~a, atracáo sexual etc. Por tivas, tais COmojá nos referimos ao mito do cien- crenoa. , íd por uma consciencra unanimista foi substituí a , mo que nos . , d mais secreta, e co era ~~~a~~v:~es, os sofrimentos, as peregri~a- ~;xemp1ó, na década de 1950 o ator james Oean tificismo ou, ern tempos rnais dificeis, quando rnttrca segun a, . I As intenr6es . r~, do candidato a iniciacáo, [Oo.] por exemp~, expressa o mito da J~ventude trans~iada" e Hitler fez viver o mito da raca ariana, por eje bastidores do pensa mento raciona , urna adesáo . ..ern ~ míticas, aqul, rnais hvres, sU:~riagem entre as sobr . em no relato dos sofrimentos e dos obsta- "éOiisiderada a raca pura, e desencadeou 1110vi- Marilyn Monro., um mito se~ual, posteriorlllen_ ..t~ outros modelos surgem e desaparecel11, Con- forme as expectativas que predol1linal11 ern cada mentes apaixonados de persegui~ao e genocí- dio de judeus e ciganos . individual e como que um . de cada um. possibilidades oferecidas aos des:!os. em ordem Reliqiáo, literatura, política propoem, da homem ~~:~~~~:s~ so revrv herói épico ou dramático deve supe- Enéas, Parsifal, este ou aquele d Shakespeare, Fausto e outros), an , ~:;s~~ período. Hoje em dia, COI1la rapidez dos meios A lista possível das conota~oes diversas que o dispersa, fórmulas míticas nas ~ualsdc: exame d~ nagem e f [)" O próprio romance poli- de cOmunicavao, essas influencias toñ1-árn-se mito assurne nao termina aqui. Apenas quisemos chamado assim a uma especie.. , atinqir os seui~:~u~ d~s aspectos mais sinqula- cial, que cons. .. I ga sob as "¡;lúltiplas e tambél1lmais fugazes, mostrar COIllOurn conceito táo al11ploe rico nao A consoClenCla • , nvidado a se reconhecer, í ;r~~cente da literatura e sua progres- . d folclore contemporaneo, pro on . , se esgota nurna só linha de interpretavao, pape , d m o recuo das :~areonciasdo duelo entre o detetive e o cnml~~- Nas I?i~tóriasel11.9.~¡adrinhos, mal!igueísmo o siva difusáo, deve ser ~~c~~~~a ~~~ca teve de se . . - d romances de capa e espa , exprime o arquétipo da Juta entre o bem e o mal, Conclusao crencas religiosas. A 9 " • O aspecto for- Sq~eaf~~s~:~;~~m~:amente aquela dos rO,man~~ enquanto a dLípla personalidade do "illper-herói fixar em meios novos de expressao, ue sua signi- ta a muito rnars atrás ain atinge em cheio o desejo da pessoa cÓrilurÍl de Ida literatura importa menos doq . . de cavalaria, e remon . to é até as raízes do in- a mito nao resulta, portanto, de delírio ma . lori os elementos mals na noite dos tempos, 15 r superar a própria inexpressividade e impotencia, fica~ao material. O estil~~a ~~,~apermanenCiausti- j consciente. tornando-se excepcloiíal e poderosa. Também os nern se reduz a simples mentira, mas faz parte arcaicos do ser no mU~a ~ d¿ drama, assim como contos de fada remetem as crianps aos mitos uni- da nossa vida cotidiana, como urna das formas indispensáveis do existir humano. Mito e razáo fica o sucesso do"pod e motiva a expansao as o r b as-primas da literatura . ., GUSDORF, Georges Mg~n~í~~~a;~~~aps~~ versais do heró¡ em Iuta Contra as forcas do mal, apaziguando os temores infantis. se coi11plell1entam nlutlIamente. No entanto, recuperado no cotidiano da vida contempo_ No !=ampo da política, quando alguél1l diz dnea, o mito nao se apresenta corn a abran- que o socialismo é L1In mito, pode estar dizendo gencia que se faz sentir entre as sociedades que se trata de algo inatingível, de urna mentira, tribais. O aprimoramento da reflexao, que pro- Ati,,~dJªd~$ de urna ilusao que nao leva a lugar algul1l. Po- picia o exercício da ctÍtica racional, permite a r€m,outros verJo positivamente o mito do socia- rejei~ao dos mitos prejudiciais quando nos tor- lismo como utopia, o lugar do "ainda-nao", cuja Ouestóes de compréensao ~""~~ .. ., rentes facarn pesquisas sobre mitos, a fím de namos capazes de diferenciá-Ios, legitimando forca Illobiliza a COnstru~ao daquilo que UI11 dia . os que grupos tre d H do Urano alguns e negando aqueles que podem levar a y L Antes da discussáo dos c~~~~~~:~:l~:~:~ca~ao do capítulo: criacáo do;nu~:o~:!~i~o~rit~:I~e i~iCia~ii(; poderá "vir-a-ser". Até as rnais racionais adeso desul11aniza~ao. recolher elementos para 6, P teu e Pandora; DlOl1lS0 po , e a partidos políticos e a correntes de pensamento es e Zeus: Deméter e Persé one, rome Para Gusdorf, "o mito propoe todos os valo- ronos e . : , d d indígenas brasileiros. supóem esse pano de fimdo, nao-justificado e de povos tribais; len as e , 1 E 1- res, puros e impuros. Nao é da sua atribui~ao iqjustificável, ern que nos movemos ern direcáo a autorizar tudo o que sugere. Nossa época conhe- ,/ . 2 •.Os tópicos relacionados a seguir visam verificar a compreensao d os temas abordados no capttu o. xp I . . - . urn valor que apaixona e que só posteriormente ceu o horror do desencadeamento dos mitos do buscamos explicitar pela razáo, . que cada um deles: , " poder e da ra~a, quando seu fascínio se exercia a) funcóes dos mitos entre os "primitivos; a nosso COl11portal1lento também é per- sern controle.A sabedoria é lU11 a equilibrio. mito b) mito e magia; meado de "rituais", llleslllO que secularizados: a propoe, mas cabe consciencia dispar. E foi talvez c ) mito e religiáo: as comel1l0ra~oes de nascil1lentos, CaSal11elltos, porque UIl1 racionalisll1o estreito demais fazia d) mitos contemporáneos. aniversários, os festejos de ano-novo, as festas proflssao de desprezar os mitos, que estes,deixados sern controle, tornaram-se Joucoss Questoes de lnterpretacáo e problemat¡Z~lfaO ...........,..,,..,,.,;"==""".,, 7. Sófocles, dramaturgo grego do século V a.C., relata esse mito na tragédia Édipo rei: ern van Édipo tenta fugir ao destino valicinado pelo oráculo de que ele mataria o paí e desposaria a própria rnáe, Ao retomar o 3 F a urn paralelo entre: mito/ciencia; magia/técnica. . mito grego. Freud Tefere-se ao "complexo de Édipo", como desejo inconSCiente da crianca8. GUSDORF, G, Mito e metafisica. Sáo Paulo. ConviVÍo, 1979. p. 308. . ac 1" e analíse o seu y 4. Enfoque alguma persona lídad e con hecida e mareante do cenário artístico ou po Ineo I ,( componente mítico expressivo.
  5. 5. FILOSOFANDO g ~ r 5, A partir dos conceitos de mito e rito, analise os fenómenos brasileiros do futebol e do carnaval. Cada um dos temas pode ser atribuído a dois grupos diferentes. CAPÍTULO ...... "o··:¡ ......• ";(i, "Os contos de fadas, a díferenca de qualquer outra forma de literatura, dirigem a crianca para a descober- ta de sua identidade e cornunicacáo, e tarnbérn sugerem as experiencias que sáo necessárias para desen- i;LDórnito árazñoi volver ainda mais o seu caráter. Os contos de fadas declaram que urna vida compensadora e boa está ao alcance da pessoa, apesar da adversidade - mas apenas se ela nao se intimidar com as !uras do destino, :;~j~riascimentoa filosofía d sem as quais nunca se adquire verdadeira ídentidade. Essas estórias prometem a crianca que, se da ousar se engajar nessa busca atemorizante, os poderes benevolentes viráo em sua ajuda, e ela o conseguirá. As estórias também advertem que os muito temerosos e de mente medíocre, que nao se arriscam a se encon- trar, devem se estabelecer nurna existencia monótona - se urn destino ainda pior nao recair sobre des." Advento da pólis, nascimento da JilosoJia: entre as duas ordens de fenómenos os (Bruno Bettelheim) vínculos sdo demasiado estreitos para que o pensamento racional níio apare¡:a, em i a) Explique em que sentido, a partir das sugestóes do texto do psicanalista Bettelheim, podemos relacio- suas origens, solidário das estruturas sociais e mentais práprias da cidade grega. nar o canto de fada e o mito. Jean-Pierre Vermaot b) Aplique as análises do texto a algum conto de fada (por exernplo, [oiio e Maria, ChapeuzinhoVermelho ou a nutro). V 7,. "[...] em numerosas sociedades sul-americanas, os ritos de passagem comportam urna série de provas Introdu~ao chamava Hélade e era constituída por diversas físicas muito penosas e urna dirnensáo de crueldade e de dor que torna esta passagem um acontecimento regióes políticamente autónomas. inesquecível: tatuagens, escarificacóes, f1agela~oes, picadas de vespas ou de formigas ctc., que os jovens Costuma-se dizer que os primeiros filóso- iniciados devem suportar em meio ao mais profundo silencio. Eles desmaiam, mas sern gemer. E nesta fos foram gregos. Isso significa que embora re- 1. Homero e Hesíodo pseudomorte, nesta morte provisória (o desmaio deliberadamente provocado ~r aqueles que conduzem conhecamos a importancia d~~~b.i~_que vive- o ritual), surge claramente a identidade de estrutura que o pensamento indígena estabelece entre nasci- Os mitos gregos surgem quando ainda nao ram no século VI a.e. na ~hi!}a lCQufr~cio e havia escrita, portanto eram preservados pela mento e passagem. Este é um renascimento, uma repeticáo do primeiro nascimento, que lleve, conse- Lao Tsé), na Índia (I3uda) e na Pérsia (Zaratus- qüenternente, ser precedido por uma morte simbólica." (Pierre Clastres) tradicño e transmit;idQs oralmente pelos aa/os e _tra) , essas dout;~;~-;-inda estño -p~r d~l~1ais vin- rapsodos, cantores ambulantes que davanliOrñla A partir do trecho acima, responda as questóes a seguir. ~uladas a religiáo para que possamos falar pro- poética aos relatospopulares e os recitavarn de a) De exemplos de alguns ritos de passagern modernos dessacralizados. priamente em reflexáo filosófica. ccircll1·p-rayi·plibiléá. "E-á-diflcil conhecer os b) Entre os ritos modernos, o trote de calouros violento poderia ser considerado urna forma degenerada Neste capítulo veremoso processo pelo qual autores desses traball{os de formalizacño, por- desse costume primitivo? Justifique sua resposta. se di a passagem da consciencia mítica para a que nao havia preocupacáo com a autoria das consciencia filosófica na civilizacáo grega, em histórias, que eram engendradas de forma cole- Questóes sobre a leitura complementar == A~",""",,,,~ . .,., U111 período histórico em que a Grécia ainda se tiva e anónima. A partir do texto "Mito e literatura", responda as questóes de 8 a 10.<, . 8. Segundo Gusdorf, qual é a diferen<;a entre a consciencia mítica primitiva e a do indivíduo contemporáneo? ., I I • Civilizecáo micénlca (sécs. XX a XII a C.) - desenvolve-se desde o início do segundo milénio 9. No trecho analisado, a que formas literárias Gusdorf se refere? Qual o impacto que elas exercern sobre o a.c. e tem esse nome pela importancia da cidade de Micenas, de onde, por volta de 1250 a.C, imaginário das pessoas? partem Agamemnon, Aquiles e Ulisses para sitiar e conquistar Tróia. 10. Como o livro de Gusdorf foi publicado na Franca em 1953, transponha seus comentarios p~ra os días de • Tempos homéricos (sécs. XII a VIII a.C) - nesse período teria vivido Homero (século IX ou VIII hoje: que tipo de cxpressáo ficcional exerceria o mesmo papel que ele descreve? Justifique sua resposta. a.C): na transicáo de um mundo essencialmente rural, 05 senhores enriquecidos formam a aris- tocracia proprietária de terras; recrudesce o sistema escravista. Disserta~ao "-=~_=L: • Período arcaico (sécs. VIII a VI a.C] - com o advento das cidades-estados (póleis), ocorrem.t 1"1. Tema: "Os bons e os maus mitos do nosso ternpo". grandes alteracóes sociais e políticas, bem como o desenvolvimento do comércio e a expansáo da colonizacáo grega. Debate """"==~¿"",o:.;:":. • Período clássico (sécs. V e IV a.C) - apogeu da civilizacáo grega; na política, expressáo da 12. Dividir a classe em grupos: cada urn deve pesquisar os mitos subjacentcs nas producóes culturais (por democracia ateniense; desenvolvimento das artes, literatura.e filosofia; época em que vive m os exemplo: telenovelas, propagandas, filmes, histórias em quadrinhos, programas humorísticos e outros sofistas e os filósofos Sócrates, Platáo e Aristóteles. sugeridos pelos alunos). Cada grupo faz um relatório e em seguida abre-se a exposicáo dos temas e debate em sala de aula. . • Período helenístico (sécs. 111 e 11 a.C} - decadencia política, domínio maced6nico e conquista da Grécia pelos romanos; culturalmente, significativa influencia das civilizac;:6es orientais.

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