Atualidades enem

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UM MATERIAL DE ATUALIDADES PARA O PRIMEIRO SEMESTRE DE 2016.
POLÍTICA, ECONOMIA, GEOPOLÍTICA, ETC.

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Atualidades enem

  1. 1. PROF. JORGE APOLINARIO
  2. 2. Deflagrada em 17 de março de 2014 pela Polícia Federal (PF), a Operação Lava Jato desmontou um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que, segundo as autoridades policiais, movimentou cerca de R$ 10 bilhões.
  3. 3. • A investigação resultou na descoberta de um esquema de desvio de recursos da Petrobras. Segundo a PF e o Ministério Público Federal (MPF), dirigentes da estatal estão envolvidos no pagamento de propina a políticos e executivos de empresas que firmaram contratos com a petroleira. • Mais recentemente, as investigações descobriram irregularidades também em contratos do Ministério da Saúde e da Caixa Econômica Federal. • Em 12 fases, a PF já cumpriu quase 400 mandados judiciais, que incluem prisões preventivas, temporárias, busca e apreensão e condução coercitiva (quando o suspeito é levado a depor). •
  4. 4. As investigações policiais e do MPF podem resultar ou não na abertura de ações na Justiça. Ao todo, 19 ações penais e 5 ações civis públicas foram instauradas na Justiça Federal. O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância do Judiciário, aceitou denúncia contra 82 pessoas. São alvo de ações as empreiteiras Camargo Corrêa, Sanko-Sider, Mendes Júnior, OAS, Galvão Engenharia e Engevix.
  5. 5. EMPRESAS ENVOLVIDAS
  6. 6. Entenda a proposta que reduz a maioridade penal para 16 anos • Câmara criou comissão para analisar projeto apresentado há 22 anos. Texto permite que pena em prisão comum possa valer a partir de 16 anos. A comissão especial criada nesta terça-feira (31) na Câmara dos Deputados para discutir a redução da maioridade penal para 16 anos vai analisar uma proposta de emenda à Constituição (PEC 171/1993) apresentada há 22 anos. Junto a esse texto, foram agrupadas outras 37 proposições com o mesmo teor, que serão analisadas em conjunto. O texto original é de autoria do ex-deputado Benedito Domingos (PP- DF), e altera a redação do artigo 228 da Constituição Federal, com o objetivo de reduzir de 18 para 16 anos a idade mínima para a responsabilização penal.
  7. 7. O que determina a Constituição Pelo artigo 228 da Constituição Federal, "são penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial". A redação proposta pela PEC sugere que o artigo seja substituído por: “São penalmente inimputáveis os menores de dezesseis anos, sujeitos às normas da legislação especial”. O que diz o ECA A legislação especial ao qual a Constituição se refere trata-se, atualmente, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo o estatuto, o adolescente menor de 18 anos que pratica ato infracional pode ter, como medida socioeducativa, desde advertência e prestação de serviços à comunidade até a internação em estabelecimento educacional, uma “medida privativa da liberdade”
  8. 8. Justificativa da proposta  Na justificativa da PEC, o ex-deputado Domingos alega que a maioridade penal foi fixada em 1940, quando os jovens, segundo ele, tinham "um desenvolvimento mental inferior aos jovens de hoje da mesma idade". De acordo com Domingos, "o acesso à informação, a liberdade de imprensa, a ausência de censura prévia, a liberação sexual, dentre outros fatores", aumentaram a capacidade de discernimento dos jovens para "entender o caráter delituoso" e, por isso, capazes de serem responsabilizados criminalmente. "Se há algum tempo atrás se entendia que a capacidade de discernimento tomava vulto a partir dos 18 anos, hoje, de maneira límpida e cristalina, o mesmo ocorre quando nos deparamos com os adolescentes com mais de 16".
  9. 9. CRISE HÍDRICA NO BRASIL Na virada do século, em 2001, o especialista em recursos hídricos Marcos Freitas, então diretor da Agência Nacional das Águas (ANA), foi convidado por uma revista a fazer projeções sobre o futuro do Brasil e como seria a vida dos brasileiros em 2015. À época, a resposta de Freitas pareceu um tanto esdrúxula: o país, mesmo tendo o maior volume de água doce do planeta, viveria uma grave crise hídrica.
  10. 10. Panorama Histórico de precipitações
  11. 11. A ORIGEM DA CRISE ESTA NÃO ESTÁ NA FALTA DE CHUVA A origem da crise energética provocada pela estiagem no Sul e no Sudeste no início do ano pode estar do outro lado do mundo. Segundo meteorologistas ouvidos pela Agência Brasil, o país está sendo afetado por um ciclo natural de resfriamento do Oceano Pacífico, que se reflete em alterações climáticas em grande parte do planeta. Para o Brasil, o fenômeno indica a possibilidade de as chuvas no centro-sul do país só voltaram ao normal no verão de 2016.
  12. 12.  Chamado de oscilação interdecadal do Pacífico ou oscilação decadal do Pacífico (PDO, na sigla em inglês), o processo caracteriza-se pela sucessão entre fases quentes e frias na área tropical do Oceano Pacífico. Os ciclos duram de 20 a 30 anos e são mais amplos que os fenômenos El Niño e La Niña, que se alternam de dois a sete anos. Em 1999, o oceano entrou numa fase fria, que deve durar até 2025 e se reflete em El Niños brandos e La Niñas mais intensos.
  13. 13. Após PIB de 0,1%, caminhamos para uma recessão em 2015', afirma Dieese • A economia brasileira cresceu 0,1% em 2014, segundo o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado pelo IBGE na sexta-feira (27). A soma da riqueza do país atingiu R$ 5,5 trilhões, enquanto o PIB per capita caiu, chegando a R$ 27.229.
  14. 14. • O PIB per capita teve uma queda de 0,7%. O setor produtivo caiu 1,2% no ano, enquanto o agropecuário subiu 0,4%. Os serviços, que vinham crescendo de forma contínua, tiveram em 2014 uma alta menos expressiva, de 0,7%. • “Os resultados ruins da indústria de transformação começaram a aparecer depois de 2009, quando ocorreu o efeito mais agudo da crise financeira global; porém, esses efeitos permanecem e crescem no cenário nacional. Portanto, os números do PIB do setor produtivo indicam que a crise da indústria de transformação iniciada naquele ano se alastra para o setor de serviços. • O governo tomou diversas medidas para tentar mudar a conjuntura da indústria, só que as ações adotadas mostraram-se muito pouco eficientes”, diz a coordenadora. CRISE ECONÔMICA
  15. 15. QUESTÃO HUMANITÁRIA NA EUROPA Navio com cerca de 700 imigrantes naufraga no Mar Mediterrâneo
  16. 16. Entre 700 e 950 imigrantes ilegais podem ter morrido no naufrágio de um barco perto da costa da Líbia na madrugada deste domingo, no que pode ser a pior tragédia ocorrida no Mediterrâneo no pós-guerra — o naufrágio na Lampedusa, em 2013, deixou 366 mortos e 20 desaparecidos. Se confirmado o desastre, o número total de mortos desde o começo do ano subirá para mais de 1.500 — somente na semana passada, cerca de 400 pessoas morreram tentando chegar a Itália.
  17. 17.  O naufrágio aconteceu depois de uma semana já marcada por centenas de mortes no mar, ocorridas em acidentes semelhantes nos dias anteriores. Inicialmente, falava-se de até 700 pessoas a bordo, mas um sobrevivente elevou o número a 950, incluindo 50 crianças e 200 mulheres. Só 28 pessoas foram resgatadas, além de 24 corpos. Os passageiros vinham de países como Argélia, Egito, Somália, Nigéria, Senegal, Gana e Bangladesh, entre outros. A embarcação, que partiu do Egito e pegou os imigrantes num porto da Líbia, perto da cidade de Zuwara, lançou um aviso de socorro durante a madrugada, captado pela Guarda Costeira italiana, que rapidamente alertou um cargueiro português na área.
  18. 18. ONDA DE IMIGRAÇÃO ILEGAL  A Europa enfrenta um desafio sem precedentes com a nova onda de imigração. Apenas no primeiro trimestre, quase 57,3 mil ilegais chegaram ao continente — praticamente o triplo do mesmo período de 2014, ano em que já haviam sido quebrados todos os recordes. Diariamente, a Guarda Costeira italiana ou navios mercantes resgatam uma média de entre 500 e mil pessoas. Em uma semana, mais de 11 mil chegaram a ser resgatados. Mas, segundo analistas, os líderes europeus continuam encarando o problema humanitário com uma resposta meramente policial.
  19. 19. A UE mantém atualmente o Triton, novo programa de proteção de fronteiras substituto do Mare Nostrum, mais abrangente e que acabou cancelado no ano passado porque alguns políticos acreditavam que ele encorajaria os imigrantes a deixar seus países. O sistema atual funciona num limite de cerca de 50 quilômetros da costa da Itália. Este desastre confirma a urgência de restaurar uma operação de salvamento no mar e estabelecer vias legais críveis para chegar à Europa.
  20. 20. Estado Islâmico (EI):  Grupo muçulmano extremista fundado em 2004 no Iraque, inicialmente como um braço da rede terroristaAl- Qaeda– com o qual romperia posteriormente. Até recentemente, o grupo era conhecido como Estado Islâmico do Iraque e Levante (EIIL, ou ISIS na sigla em inglês). Islâmicos sunitas, seus militantes consideram os xiitas, grupo predominante no Iraque, como infiéis que merecem ser mortos e afirmam que os cristãos têm que se converter ao Islã, pagar uma taxa religiosa ou enfrentar a pena de morte.
  21. 21. Islâmicos sunitas, seus militantes consideram os xiitas, grupo predominante no Iraque, como infiéis que merecem ser mortos e afirmam que os cristãos têm que se converter ao Islã, pagar uma taxa religiosa ou enfrentar a pena de morte. Seu objetivo é criar um Estado muçulmano que inclua as zonas sunitas do Iraque e da Síria. A violenta ofensiva do grupo tem apoio de sunitas descontentes com o governo de Bashar Al-Assad na Síria e também com o governo iraquiano xiita.
  22. 22. Sunitas e xiitas são duas correntes rivais do Islã e inimigos há séculos. O Iraque já teve vários conflitos e atentados envolvendo extremistas desses dois grupos. Sunitas: É o nome dado aos adeptos da corrente majoritária do islamismo. Constituem maioria em quase todos os países muçulmanos, menos Irã e Iraque. O nome tem origem no fato de aderirem à "Suna", livro que conta a vida de Maomé. Originalmente, os sunitas teriam uma interpretação mais flexível dos textos sagrados e adaptariam sua crença ao tempo em que vivem. Sua ação política e religiosa é marcada pela conciliação e pragmatismo, com o diálogo entre povos e religiões. Porém, os sunitas do Estado Islâmico são radicais e têm adotado uma conduta violenta no conflito.
  23. 23. Curdos: Os curdos são um povo original da região do Curdistão, que inclui áreas da Turquia, Iraque, Irã, Síria, Armênia e Azerbaijão. Jihadistas: Os militantes do Estado Islâmico são chamados de jihadistas, nome dado aos integrantes da jihad, termo traduzido no Ocidente como “guerra santa”. Yazidis: São uma minoria de língua curda e que segue uma religião pré-islâmica. Injustamente chamados de "adoradores do diabo" por terem uma crença diferente, vivem em pequenas comunidades isoladas no Iraque, na Síria e na Turquia.
  24. 24. Europa comemora 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial A Segunda Grande Guerra durou quase seis anos, envolveu todos os continentes do planeta e custou a vida de mais de 60 milhões de pessoas. A maior parte das mortes - 25 milhões - ocorreu na antiga União Soviética, que junto com Grã-Bretanha e Estados Unidos lideraram as forças aliadas. Do outro lado estavam os agressores do eixo - Alemanha, Itália e Japão - encabeçados pelo ditador nazista Adolf  Hitler. Além dos horrores de uma campanha militar que não poupou civis em nenhum dos lados, a guerra foi marcada pelo holocausto: o assassinato sistemático de cerca de seis milhões de judeus pelos nazistas.
  25. 25. Ao lado dos aliados, o Brasil passou a integrar o conflito em 1942. Cerca de 25 mil soldados da Força Expedicionária Brasileira além de homens da Força Aérea lutaram na Itália. O fim dos combates comemorado na Europa não significou o fim da Guerra Mundial. O império japonês, que recusava a se render, só capitulou três meses mais tarde, depois que os Estados Unidos lançaram uma bomba atômica sobre Hiroshima e outra sobre Nagasaki
  26. 26. Fim da ditadura completa 30 anos Há exatos 30 anos o Brasil dava fim à ditadura. No dia 15 de janeiro de 1985, Tancredo Neves foi eleito presidente, encerrando um período de 21 de regime militar. A votação aconteceu no colégio eleitoral, mas teve o gostinho de uma resposta à derrota da campanha pelas Diretas Já.
  27. 27. Durante mais de um ano, milhões de pessoas fizeram grandes manifestações, em todo o país, para exigir o direito de eleger o presidente da República. Porém, no dia 25 de abril 1984 veio o desastre: o governo decretou estado de emergência no Distrito Federal e conseguiu que o Congresso derrubasse a emenda das Diretas Já. A frustração bateu forte.
  28. 28. A oposição decidiu reagir e ganhar a briga no terreno do adversário e lançou a candidatura do então governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, para a presidência da República. Ele enfrentou Paulo Maluf no colégio eleitoral, formado por deputados federais e representantes das Assembléias Legislativas dos estados. O povo não pôde votar, mas acompanhou a sessão de perto pela TV. Quando o resultado saiu, a população comemorou: Tancredo Neves foi eleito presidente com 480 votos e prometeu que esta seria a última eleição indireta do país. Dois meses depois, na véspera da posse, a euforia da vitória acabou de repente. Tancredo Neves foi internado em estado grave e passou por várias cirurgias, mas a doença não cedeu. No dia 21 de abril, veio a confirmação de sua morte.
  29. 29. Uma multidão compareceu ao velório no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte. As grades do jardim foram abaixo e a viúva, Risoleta Neves, teve que pedir calma ao povo. O vice de Tancredo, José Sarney, foi quem assumiu a presidência e a promessa continuou de pé: ele foi o último presidente eleito indiretamente a tomar posse.
  30. 30. Para o cientista político Nilson Borges, o grande legado desses 30 anos de nova república é a estabilidade política: "Nós conseguimos instituições fortes e independentes. Nós temos hoje o Congresso funcionando, o Judiciário fucnionando, nós temos partidos políticos, uma polícia federal independente, um Ministério Público independente. Então, o Brasil atingiu uma maturidade política"

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