Revista Noticias de Israel - Maio de 2008 - Ano 30 - Nº 5

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Revista mensal sobre profecia bíblica, vida cristã, Israel e o Oriente Médio e notícias internacionais comentadas sob uma perspectiva bíblica. Entenda como o que ocorre no Oriente Médio afeta sua vida e o futuro de todos nós.

Assuntos abordados neste número:

• Além do Véu - Rumo ao Futuro
• O Mais "Importante" é Israel
• A Importância de Uma Interpretação Literal
• Isaías 53 e o Messias de Israel (2ª Parte)
HORIZONTE:
• Turistas satisfeitos em Israel
• EL AL - eleita a companhia aérea mais segura do mundo
• O desenvolvimento populacional de Israel
• A Marinha russa volta ao mar Mediterrâneo
• A arma secreta das estrelas

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Revista Noticias de Israel - Maio de 2008 - Ano 30 - Nº 5

  1. 1. BETH-SHALOM www.Beth-Shalom.com.br Maio de 2008 • Ano 30 • Nº 5 • R$ 3,50
  2. 2. É uma publicação mensal da ““OObbrraa MMiissssiioonnáárriiaa CChhaammaaddaa ddaa MMeeiiaa--NNooiittee”” com licença da ““VVeerreeiinn ffüürr BBiibbeellssttuuddiiuumm iinn IIssrraaeell,, BBeetthh--SShhaalloomm”” (Associação Beth-Shalom para Estudo Bíblico em Israel), da Suíça. AAddmmiinniissttrraaççããoo ee IImmpprreessssããoo:: Rua Erechim, 978 • Bairro Nonoai 90830-000 • Porto Alegre/RS • Brasil Fone: (51) 3241-5050 Fax: (51) 3249-7385 E-mail: mail@chamada.com.br wwwwww..cchhaammaaddaa..ccoomm..bbrr EEnnddeerreeççoo PPoossttaall:: Caixa Postal, 1688 90001-970 • PORTO ALEGRE/RS • Brasil FFuunnddaaddoorr:: Dr. Wim Malgo (1922 - 1992) CCoonnsseellhhoo DDiirreettoorr:: Dieter Steiger, Ingo Haake, Markus Steiger, Reinoldo Federolf EEddiittoorr ee DDiirreettoorr RReessppoonnssáávveell:: Ingo Haake DDiiaaggrraammaaççããoo && AArrttee:: Émerson Hoffmann Assinatura - anual ............................ 31,50 - semestral ....................... 19,00 Exemplar Avulso ................................. 3,50 Exterior: Assin. anual (Via Aérea)... US$ 35.00 EEddiiççõõeess IInntteerrnnaacciioonnaaiiss A revista “Notícias de Israel” é publicada também em espanhol, inglês, alemão, holandês e francês. As opiniões expressas nos artigos assinados são de responsabilidade dos autores. INPI nº 040614 Registro nº 50 do Cartório Especial OO oobbjjeettiivvoo ddaa AAssssoocciiaaççããoo BBeetthh--SShhaalloomm ppaarraa EEssttuuddoo BBííbblliiccoo eemm IIssrraaeell éé ddeessppeerrttaarr ee ffoommeennttaarr eennttrree ooss ccrriissttããooss oo aammoorr ppeelloo EEssttaaddoo ddee IIssrraaeell ee ppeellooss jjuuddeeuuss.. Ela demonstra o amor de Jesus pelo Seu povo de maneira prática, através da realização de projetos sociais e de auxílio a Israel. Além disso, promove também CCoonnggrreessssooss ssoobbrree aa PPaallaavvrraa PPrrooffééttiiccaa eemm JJeerruussaalléémm e vviiaaggeennss, com a intenção de levar maior número possível de peregrinos cristãos a Israel, onde mantém a Casa de Hóspedes “Beth-Shalom” (no monte Carmelo, em Haifa). ISRAEL Notícias de 16 4 Prezados Amigos de Israel HHOORRIIZZOONNTTEE • Turistas satisfeitos em Israel - 16 • EL AL - eleita a companhia aérea mais segura do mundo - 16 • O desenvolvimento populacional de Israel - 17 • A Marinha russa volta ao mar Mediterrâneo - 18 • A arma secreta das estrelas - 20 índice 5 Além do Véu - Rumo ao Futuro 9 O Mais “Importante” é Israel 12 A Importância de Uma Interpretação Literal 14 Isaías 53 e o Messias de Israel (2ª Parte)
  3. 3. 44 Notícias de Israel, maio de 2008 Em fevereiro a companhia israelense de abastecimento de água “Mekorot” celebrou seu 70º aniversário. Durante as festividades, Benjamin Elieser, ministro da Infra-Estrutura Nacional, elogiou as grandes conquistas da companhia em todas as áreas do abastecimento de água. Ele também mencionou como ela angariou reconhecimento internacional pelo seu trabalho. Até as Nações Unidas qualificaram como exemplar o sistema de abastecimento de água israelense. Por isso, muitos países com problemas hídricos semelhantes enviam seus especialistas a Israel para aprender mais sobre as soluções encontradas. Elieser salientou que a “Mekorot” teria contribuído para concretizar profecias bíblicas, por exemplo, as palavras em Isaías 41.18- 19: “Abrirei rios nos altos desnudos e fontes no meio dos vales; tornarei o deserto em açudes de águas e a terra seca, em mananciais. Plantarei no deserto o cedro, a acácia, a murta e a oliveira; conjuntamente, porei no ermo o cipreste, o olmeiro e o buxo”. Ele também mencionou que, segundo a Bíblia, períodos de estiagem sempre se abateram sobre Israel, mas que os patriarcas também já pesquisaram buscando soluções para o problema. Israel tem enfrentado novamente um período de seca, em que não chove o suficiente há cinco anos. Em vista dessas circunstâncias, a “Mekorot” se vê obrigada a buscar soluções mais definitivas, principalmente pelo aumento do consumo de água por uma população crescente. A alternativa moderna seriam as instalações de dessalinização da água do mar. No prazo de cinco anos pretende-se construir mais cinco usinas, somadas às duas já em funcionamento. Com isso, um terço da necessidade de água potável, de 750 milhões de metros cúbicos, estaria coberta. Ronen Wolfman, diretor-geral da “Mekorot”, explicou ainda como a companhia de água contribuiu para garantir as fronteiras do país. Já na época do Mandato Britânico a água foi conduzida para o deserto do Neguev, portanto, para o Sul do país. Assim, foi possível criar ali mais onze novas colônias judaicas, que na Guerra da Independência detiveram as tropas egípcias. Sem essas colônias judaicas no Sul os egípcios teriam conquistado o Neguev, e hoje Israel seria um país muito menor. Conforme Wolfman, a “Mekorot” supre não apenas o consumo próprio mas também fornece 45 milhões de metros cúbicos de água aos palestinos na Judéia, Samaria e Gaza. Outros 55 milhões de metros cúbicos vão anualmente para a Jordânia, cumprindo o que foi acordado no tratado de paz entre os dois países. Por isso, Wolfman espera que a água, contrariando temores expressos com excessiva freqüência, não venha a se tornar a causa de novas guerras, mas sirva de ponte para a paz. Apesar desse maravilhoso cumprimento prévio das profecias bíblicas por ocasião do retorno do povo judeu para sua terra, o cumprimento pleno ainda está no futuro. Mas é impressionante ver pessoas de muitos países, com problemas semelhantes de abastecimento de água, vindo a Israel para aprender com o sucesso dos judeus nessa área. Quase se poderia pensar que esse processo já é o pré-cumprimento de Zacarias 8.23. Lá está escrito que, no reino messiânico de paz, pessoas de todas as nações irão se apegar aos judeus porque reconheceram que a bênção de Deus está com esse povo. Unidos nAquele que não apenas fala mas também cumpre o que prometeu, saúdo com um cordial Shalom! FFrreeddii WWiinnkklleerr
  4. 4. 55Notícias de Israel, maio de 2008 O capítulo 11 de Romanos tam- bém considera a imerecida graça que Deus estendeu aos gentios em conseqüência de Israel ter sido tem- porariamente colocado de lado. Junto com esses profundos esclare- cimentos, abrem-se as cortinas do futuro e aparece a estrada que está além dos dias sombrios da insurrei- ção global e cataclísmica que está por vir. O cerne da questão é entender que, a despeito do que digam os in- famadores, nas suas alegações de que o momento da oportunidade de Israel terminou no período final do Antigo Testamento ou quando a nação rejeitou o Messias, o Novo Testamento comprova que tais de- tratores de Israel estão equivocados. Israel foi, é, e sempre será o tema central da realidade profética e his- tórica. Existe um dito popular nos esportes que pode muito bem ser aplicado nesse campo do tratamen- to dispensacional da Bíblia: “Nunca tire seus olhos da bola”. No assunto em questão, a correlação é: nunca tire seus olhos de Israel. Uma Certeza “Pergunto, pois: terá Deus, por- ventura, rejeitado o seu povo? De mo- do nenhum! [i.e., nunca concebam essa idéia] ...Deus não rejeitou o seu povo, a quem de antemão conheceu” (Romanos 11.1-2). Mesmo nas horas mais depri- mentes dos deslizes espirituais de Israel, Deus, em Sua infinita graça, preservou a nação e manteve um remanescente. Um exemplo disso se verifica nesta resposta que o Se- nhor deu ao profeta Elias quando este instou na Sua presença contra os israelitas, os quais, impregnados de idolatria, resistiram à pregação dos profetas e perseguiram os men- sageiros de Deus: “Que lhe disse, po- rém, a resposta divina? Reservei para mim sete mil homens, que não dobra- ram os joelhos diante de Baal” (v. 4). Numa transposição rápida da- quele momento para o presente, a Palavra declara: “Assim, pois, tam- bém agora, no tempo de hoje, sobrevi- ve um remanescente segundo a eleição da graça” (v. 5). O remanescente de Israel segun- do a graça reforça aquilo que é dito em Romanos 11.25: “...veio endure- cimento em parte a Israel” (grifo do autor). Por essa razão, é incorreto afirmar que a nação inteira se en- contra em rebelião contra Deus. Na prática, há pelo menos três grandes correntes de pensamento religioso entre o povo judeu. Em primeiro O texto crucial do Novo Testamento na identificação de Is- rael, de seu destino profético e do relacionamento dos crentes em Cristo com o povo judeu é o capítulo 11 da Epístola aos Ro- manos. Deus explicou nos mínimos detalhes se realmente havia rejeitado a Israel e se os crentes em Cristo passaram a ocupar o lugar do Povo Escolhido no plano de Deus.
  5. 5. lugar, há o remanescente de crentes no Messias, Jesus, como anterior- mente mencionamos. Em segundo lugar, há um núcleo de judeus con- servadores, ortodoxos e ultra-orto- doxos que crêem em Deus. Por fim, vêm os judeus agnósticos e ateus que duvidam da existência de Javé, o SENHOR, ou se recusam a crer nEle. Portanto, a questão não é que a maior parcela do povo judeu não creia em Deus; eles crêem. O pro- blema reside na identidade do Mes- sias. Não se trata de uma identifica- ção qualquer; ela direciona o foco das atenções nos últimos dias justa- mente para o Messias e para o cora- ção da nação de Israel que a Ele se converte. Um Enigma Tantas realidades, que parecem nebulosas para nossa mente finita, estão harmoniosamente determina- das na mente de Deus e nos serão reveladas no devido tempo. Esse é o caso da cegueira parcial de Israel (vv. 8-10). Por que devia ser assim? Por que a misericórdia tinha de ser oferecida aos gentios, um verdadei- ro bando de ímpios, incivilizados, idólatras, depravados e espiritual- mente indignos? “Pergunto, pois: porventura, trope- çaram para que caíssem? De modo ne- nhum! Mas, pela sua transgressão [i.e., do Israel parcialmente cego], veio a salvação aos gentios, para pô- los em ciúmes. Ora, se a transgressão deles redundou em riqueza para o mundo, e o seu abatimento, em rique- za para os gentios, quanto mais a sua plenitude!” (vv. 11-12). Nesse “prendedor” estão pendu- radas estas duas revelações decisi- vas: (1) A incompreensível graça de Deus tem se estendido aos gentios indignos; e (2) A plenitude futura e glória vindoura de Israel, há tanto tempo esperadas, estão indelevel- mente garantidas. A evidência comprova o seguin- te: Deus está salvando os gentios e Israel terá seu lugar exclusivo quan- do a teocracia se consumar nas eras vindouras. Portanto, a despeito do que os adeptos da Teologia da Substituição queiram considerar, a Igreja e Israel são entidades distin- tas e não se pode aceitar uma, des- cartando a outra. Uma Obrigação Os fatos nesse caso revelam que a Igreja, na verdade, é um fenôme- no milagroso, mas temporário, com a missão de tornar Cristo conheci- do até que a Noiva esteja completa e o Arrebatamento remova da terra os crentes em Cristo. Ao fazer uso da analogia de uma oliveira cultiva- da (i.e., Israel), o apóstolo Paulo re- trata a Igreja como o conjunto de ramos silvestres que foram enxerta- dos com um propósito que vai além de meramente resgatar os gentios pela graça: “Se, porém, alguns dos ramos fo- ram quebrados, e tu, sendo oliveira brava, foste enxertado em meio deles e te tornaste participante da raiz e da seiva da oliveira, não te glories contra os ramos; porém, se te gloriares, sabe que não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz, a ti [...] Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, também não te poupará” (vv. 17-18,21). Nesse texto, Deus nos adverte exatamente contra o perigo de nos orgulharmos da posição que ocupa- mos, envenenados pelo menosprezo ao povo judeu e por uma atitude cí- nica quanto ao amor de Deus por eles. As Escrituras condenam todas as formas de anti-semitismo – tanto 66 Notícias de Israel, maio de 2008 Ao fazer uso da analogia de uma oliveira cultivada (i.e., Israel), o apóstolo Paulo retrata a Igreja como o conjunto de ramos silvestres que foram enxertados com um propósito que vai além de meramente resgatar os gentios pela graça.
  6. 6. o anti-semitismo sutilmente velado quanto o anti-semitismo ofensiva- mente descarado. Contudo já esta- va predito que isso se tornaria a tendência num mundo turbinado pela mentalidade profana. A Segun- da Epístola aos Tessalonicenses menciona uma onda de apostasia (i.e., o desvio e abandono da fé) que precederia a Segunda Vinda de Cristo. Entre as mais abomináveis manifestações de decadência social se encontra o anti-semitismo teoló- gico que está em ascensão nos cír- culos cristãos, inclusive em ambien- tes considerados evangélicos. Na atual atmosfera, talvez alguém pos- sa conjecturar que já estejamos en- trando nesse período apóstata. Entretanto, a plena restauração de Israel está garantida, como está escrito: “Ora, se a transgressão deles re- dundou em riqueza para o mundo, e o seu abatimento, em riqueza para os gentios, quanto mais a sua plenitude! [...] Eles também, se não permanece- rem na incredulidade, serão enxerta- dos; pois Deus é poderoso para os en- xertar de novo” (Rm 11.12,23). O propósito de Deus em aben- çoar os gentios com a redenção através do povo judeu, povo esse que nos proporcionou as Escrituras e o Cristo, é fazer com que os gen- tios salvos em Cristo se tornem mi- nistros da “provocação” (v. 11). Is- to é, os crentes em Cristo devem vi- ver de tal maneira que os outros, judeus e gentios, se sintam provoca- dos a buscar Jesus Cristo. Viver de outra maneira é negar nossa obriga- ção e desprezar o privilégio que te- mos de ser a “luz do mundo”. Uma Explicação “Porque não quero, irmãos, que ig- noreis este mistério (para que não se- jais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios” (Rm 11.25). Aproxima-se o dia em que che- gará “a plenitude dos gentios”. Em termos simples e claros, a Igreja es- tá a caminho do Arrebatamento – momento esse em que se comple- tará o número de gentios a serem salvos, em que o programa de Deus para a Igreja neste mundo se finda- rá e o Senhor voltará para nos ar- rebatar ao céu (Jo 14.1-4; 1 Ts 4.13-17). Sua volta iminente é o grande incentivo para estarmos prontos a realizar a obra do Senhor até que chegue o momento dessa transcen- dente jornada ao Seu lado. Ela também é um outro tipo de motivação: eu não fui criado na igreja, nem freqüentei classes da Escola Bíblica Dominical durante os anos da minha formação. Co- nhecendo pouco a respeito de Deus, a vaga e inquietante noção que eu tinha era a de que, quando morresse, havia uma escuridão e um buraco preparado no solo para mim. O primeiro contato formal que tive com a mensagem do Evan- gelho foi numa conferência de evangelização em massa ocorrida na cidade de Detroit, Michigan (EUA), onde um pregador hebreu- cristão proclamava o Evangelho. Depois do evento, saí daquele local praticamente da mesma forma que entrei, mas com uma diferença – eu fora convencido de três coisas: (1) De que a Bíblia é a Palavra de Deus; (2) de que Cristo estava na iminência de voltar; e (3) de que eu não estava preparado para encon- trá-Lo. Depois daquilo, fiquei intrigado durante seis meses com o fato de que Jesus podia voltar a qualquer momento e me encontrar desprepa- rado; a experiência daqueles dias pode ser denominada de convenci- mento. Numa madrugada a questão foi resolvida. Eu nasci de novo pela fé em Cristo. Isso aconteceu há 60 anos atrás e posso lhes afirmar que 77Notícias de Israel, maio de 2008 Os crentes em Cristo devem viver de tal maneira que os outros, judeus e gentios, se sintam provocados a buscar Jesus Cristo, pois temos o privilégio de ser a “luz do mundo”.
  7. 7. a volta iminente de Cristo é tão real para mim hoje como o foi naquela noite de primavera do ano de 1948. Minha expectativa está atrelada àquilo que temos diante de nós nas Escrituras. O próximo aconteci- mento grandioso no cronograma de Deus é o Arrebatamento da Igreja – ou, como consta no texto acima, o dia em que a plenitude dos gentios tiver entrado: “E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Ja- có as impiedades. Esta é a minha aliança com eles, quando eu tirar os seus pecados” (vv. 26-27). O que esse texto diz é o seguin- te: o Senhor nosso Deus nunca se esquece de uma promessa. Ele fir- mou uma aliança com o povo judeu que diz respeito à terra e ao rei de Israel. Tais promessas são eternas e são tão irrevogáveis como a pro- messa que Deus fez de conceder vi- da eterna aos crentes em Cristo. Você pode ter tanta certeza do céu no dia de hoje como terá no mo- mento em que puser seus pés na entrada da glória celestial. A revelação profética não termi- na no fim da Era da Igreja. Em cer- to sentido, a Era da Igreja é apenas o começo. Somos lembrados de que não devemos tirar os olhos de Israel. Essa advertência nunca foi tão verdadeira quanto é na atuali- dade. Chegará o dia em que todo o Israel será atraído para o seu Liber- tador prometido e, pela fé nEle, se- rá salvo. A Palavra chega até nós por intermédio do profeta Isaías: “Virá o Redentor a Sião e aos de Jacó que se converterem, diz o SE- NHOR. Quanto a mim, esta é a minha aliança com eles, diz o SENHOR: o meu Espírito, que está sobre ti, e as minhas palavras, que pus na tua boca, não se apartarão dela, nem da de teus filhos, nem da dos filhos de teus filhos, não se apartarão desde agora e para todo o sempre, diz o SENHOR” (Is 59.20-21). À medida que Deus con- duz a história, podemos afir- mar junto com o apóstolo Paulo: “Porque os dons e a vocação de Deus são irrevo- gáveis” (Rm 11.29). Além disso, à medida que exa- minamos cuida- dosamente o campo inteiro da verdade dispensa- cional – o roteiro planejado por Deus que conduz à eternidade – não nos resta fa- zer outra coisa se- não exclamar: “Ó profundida- de da riqueza, tan- to da sabedoria co- mo do conhecimen- to de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Se- nhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamen- te. Amém!” (vv. 33-36). (Israel My Glory) Elwood McQuaid é editor-executivo de The Friends of Israel. 88 Notícias de Israel, maio de 2008 Você pode ter tanta certeza do céu no dia de hoje como terá no momento em que puser seus pés na entrada da glória celestial. Recomendamos: Pedidos: 0300 789.5152 www.Chamada.com.br LIVRO LIVRO DVD
  8. 8. 99Notícias de Israel, maio de 2008 M inha filha mais nova acaba de con- cluir seu segundo ano de faculdade numa universidade secular (N. do T.: nos EUA há universidades cuja orienta- ção educacional é cristã, daí a diferencia- ção pelo uso do termo “secular”). No intuito de cultuar a Deus com outros irmãos, ela levou quase dois anos inteiros para encontrar uma igre- ja que não se considere “o novo Israel” e que não creia que Deus rejeitou definitivamente o povo judeu. Enquanto preparávamos uma edição da nossa revista, um amigo me deu um sábio conselho em poucas palavras: “Cuide para que o mais importante seja, de fato, o mais importante”. O mais importante não é o número de dis- pensações bíblicas, nem é a enorme quantidade de diferenças que poderíamos alistar entre a Teologia Aliancista (ou Teologia da Substituição) e a Teologia Dispensacionalista. A “coisa mais importante” é aquilo que minha filha priorizou quando visitava várias igrejas e solicitava a declaração de fé de cada uma delas. O “mais importante” é Israel. Quando eu era uma crente recém-convertida a Cristo, passa- va muitas horas ouvindo pregações pelo rádio. Felizmente, ha- via em nossa região uma excelente emissora de rádio evangélica dirigida por um dedicado crente em Cristo, que era criterioso com a programação que permitia ir ao ar. Certa ocasião eu ou- via um famoso pastor presbiteriano que começava uma série de pregações no livro de Isaías. Ele introduziu sua pregação com a seguinte história: há mui- tos anos, quando ainda era um jovem pastor que acabara de se formar no seminário, ele cria que todas as maravilhosas promes- sas que Deus fizera a Israel no Antigo Testamento agora se des- tinavam à Igreja. A oportunidade de Israel tinha chegado e fora desperdiçada. A nação de Israel pecara, perdera sua terra e fora substituída pela Igreja – esta que passou a ser o novo povo esco- lhido por Deus (uma peculiaridade interessante desse ponto de vista é a de que as pessoas que o adotam ainda consentem que o genuíno povo de Israel fique com todas as maldições prometi- das por Deus, enquanto a Igreja fica com todas as bênçãos). Entretanto, a esposa daquele jovem pastor interpretava a Bíblia de modo um pouco mais literal. Ela cria que a partir do momento em que Deus fazia uma promessa, Ele a cumpria. Então, aquele pastor contou que sua esposa orava todos os dias para que ele chegasse a uma compreensão melhor e mais exata da Pa- lavra de Deus. Um dia ele decidiu estudar o livro de Isaías com toda seriedade e afinco. Extasiado pelas grandiosas promessas que Deus fizera a Israel, ele começou a analisar sua perspectiva de Deus. Que Deus era aquele a quem ele servia, que fizera promessas tão maravilhosas como essas para, depois, anulá-las e concedê- las a outros? Por fim, ele chegou à conclusão de que ti- nha de tomar uma decisão acerca de Deus. Ou Deus era: (1) incapaz de cumprir as pro- messas que fez a Israel; ou (2) Ele era um mentiroso que nunca teve a intenção de cum- prir as promessas que fez a Israel; ou (3) Ele
  9. 9. ainda estava para cumprir as pro- messas que fez a Israel. Aquele pas- tor optou pela terceira e última al- ternativa. À medida que a sociedade ao nosso redor se deteriora e o lobby muçulmano se torna mais forte a cada dia, tanto nos Estados Unidos quanto no Ocidente, o mundo – in- clusive grande parte da “cristanda- de” – quer nos fazer acreditar que o território no qual está situada a na- ção de Israel é de quem dele se apoderar ou que ele pertence aos árabes por direito. Contudo, o mais importante continua a ser o mais importante. Israel não é a Igreja e a Igreja não é Israel. A verdade é que Deus confiou a Abraão e seus descendentes natu- rais a terra de Canaã, mediante uma aliança incondicional que nun- ca foi ab-rogada ou abolida. Muitas pessoas confundem a Aliança Mo- saica – que exigia a obediência de Israel – com a Aliança Abraâmica, que não estava condicionada à obe- diência. Pelo fato de não obedece- rem à Aliança Mosaica, os israelitas foram privados das bênçãos tempo- rais de que po- deriam desfrutar e sofreram o cas- tigo de serem ex- pulsos tempora- riamente de sua terra. Porém eles ainda possuem a Escritura de pos- se daquela terra que Deus lhes outorgou por he- rança. A Nova Aliança – que também foi fir- mada por Deus com Israel em Jeremias 31 – substitui a Alian- ça Mosaica, mas não substitui a Aliança Abraâmica. Desde o momento em que Deus a estabeleceu no livro de Gênesis e a reafirmou ao longo de todo o Antigo Testamento, a Aliança Abraâmica – que inclui a provisão da terra e todas as outras promes- sas – é infalível. O Deus a quem sirvo não é impoten- te. Não é à toa que Ele se chama o Deus Todo-Poderoso. Se Ele foi capaz de criar o mundo em seis dias, se foi capaz de abrir o mar Verme- lho para que um po- vo de 2 milhões e meio de pessoas o atravessasse do Egito para Canaã a pés en- xutos levando seus rebanhos, se foi ca- paz de fazer cair do céu o maná durante 40 anos para alimen- tar Seu povo a quem Ele guiava por meio de uma coluna de nuvem durante o dia e uma coluna de fogo durante a noite, então Ele certamente é capaz de trazer Israel de volta para Si numa genuína con- versão espiritual e abençoar fisica- mente o povo judeu com a terra que lhes prometeu. A Aliança Abraâmica não se ba- seou na obediência de Israel, mas no amor leal de Deus, como está escrito: “Porquanto amou teus pais, e escolheu a sua descendência depois de- les” (Dt 4.37). Moisés fez a seguinte declaração aos israelitas: “Não vos teve o SENHOR afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, mas porque o SENHOR vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais...” (Dt 7.7-8; ênfase acrescentada). Moisés os advertiu de que se eles abandonassem o Senhor Deus, seriam espalhados por entre as na- ções e perseguidos (Lv 26.14-39; Dt 28.15-68). Mas ainda assim, o Senhor afirmou: “...se o seu coração incircunciso se humilhar, e tomarem 1100 Notícias de Israel, maio de 2008 Desde o momento em que Deus a estabeleceu no livro de Gênesis e a reafirmou ao longo de todo o Antigo Testamento, a Aliança Abraâmica – que inclui a provisão da terra e todas as outras promessas – é infalível. À medida que a sociedade ao nosso redor se deteriora e o lobby muçulmano se torna mais forte a cada dia, tanto nos Estados Unidos quanto no Ocidente, o mundo – inclusive grande parte da “cristandade” – quer nos fazer acreditar que o território no qual está situada a nação de Israel é de quem dele se apoderar ou que ele pertence aos árabes por direito.
  10. 10. eles por bem o castigo da sua iniqüida- de, então, me lembrarei da minha aliança com Jacó, e também da minha aliança com Isaque, e também da mi- nha aliança com Abraão, e da terra me lembrarei” (Lv 26.41-42). Por quê? Porque Deus confiou aquela terra ao povo de Israel “para todo o sempre” (Dt 4.40). A que espécie de Deus você ser- ve? Se foi enxertado na família da fé através da Nova Aliança, você se tornou um descendente espiritual de Abraão, não um descendente natural. Se Deus não for fiel em cumprir as promessas que fez a Is- rael, como é que você pode estar certo de que Ele será fiel em cum- prir as promessas que fez a você? À semelhança da Aliança Abraâmica, a Nova Aliança é incondicional. Não se baseia na sua ininterrupta obediência; baseia-se no amor leal de Deus por você (Jo 3.16; Rm 5.8). Feliz- mente para todos nós, “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arre- penda. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?” (Nm 23.19). Por isso Ele “cumprirá” a Aliança Abraâmica, a “aliança que fez com Abraão e do juramento que fez a Isaque; o qual confirmou a Jacó por de- creto e a Israel, por alian- ça perpétua, dizendo: Dar-vos-ei a terra de Ca- naã como quinhão da vos- sa herança” (1 Cr 16.16- 18; Sl 105.9-11). Além disso, Ele tam- bém cumprirá a Nova Aliança que fez com Is- rael, de livrar fisicamen- te a nação inteira e rege- nerá-la espiritualmente num único dia (Zc 12.10; Rm 11.26). Em seguida, Ele cumprirá a Aliança Davídica ao fazer com que Jesus, o Messias, o Filho de Davi, se assente no trono de Davi para reinar sobre todo o Reino Messiâni- co, primeiramente por mil anos e, então, para todo o sempre (2 Sm 7.12,16; Is 9.7; Ap 20.4,6). Não se deixe enganar por filoso- fias de homens que “interpretam” aquilo que Deus diz de modo a fazer com que o sentido do que foi dito por Deus seja com- p l e t a m e n t e oposto ao que está escrito em Sua Palavra. “Cuide para que o mais im- portante seja, de fato, o mais im- portante”. Israel e a Igreja não são a mesma coisa. O amor incondicional do Deus todo-poderoso por ambos, Israel e a Igreja, é que continua a ser o mesmo. A passagem bíblica a seguir foi proferida e escrita pelo profeta Jere- mias ao povo judeu, os descenden- tes naturais de Abraão, Isaque e Ja- có. Se o Deus a quem você serve é onipotente, fiel e verdadeiro, tal passagem não pode se aplicar a ne- nhum outro que não seja exclusiva- mente o Israel nacional: “Eis que eu os congregarei de todas as terras, para onde os lancei na mi- nha ira, no meu furor e na minha grande indignação; tornarei a trazê-los a este lugar e farei que nele habitem se- guramente. Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos. Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim. Alegrar- me-ei por causa deles e lhes farei bem; plantá-los-ei firmemente nesta terra, de todo o meu coração e de toda a minha alma. Porque assim diz o SENHOR: Assim como fiz vir sobre este povo todo este grande mal, assim lhes trarei todo o bem que lhes estou prometendo” (Jr 32.37-42). (Israel My Glory) Lorna Simcox é redatora-chefe de The Friends of Israel. 1111Notícias de Israel, maio de 2008 Recomendamos: Pedidos: 0300 789.5152 www.Chamada.com.br “Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos” (Jr 32.38-39).
  11. 11. 1122 Notícias de Israel, maio de 2008 Hermenêutica é a arte e ciência da interpretação. Quando a maioria dos leitores abre um jornal ou livro para ler, eles partem do pressuposto de que o autor tem a intenção de que entendam o que ele diz naquele texto. Os leitores instintivamente também assumem a postura de que, para entender aquilo que o autor está dizendo, precisam utilizar uma hermenêutica literal ou normal, a saber, eles devem interpretar o tex- to literalmente ou naturalmente, a menos que o contexto indique ou- tra coisa. Na interpretação da Bíblia não é diferente. O objetivo é entender aquilo que o autor humano queria dizer à medida que era movido pelo Espírito Santo. Fazemos isso pelo uso de uma hermenêutica literal (mesmo em passagens que envol- vam profecias referentes ao fim dos tempos), exceto quando o contexto indicar outra postura. Infelizmente, grandes partes das Escrituras, especialmente do Antigo Testamento, têm sido interpretadas por teólogos da substituição (i.e., adeptos da Teologia da Substitui- ção) os quais fazem uso daquilo que se denomina método alegórico de interpretação. Tal método parte do pressuposto de que existe um senti- do das Escrituras mais profundo, mais espiritual ou místico, que vai além da mera compreensão literal, e que esse sentido oculto só pode ser discernido por aqueles que são ca- pazes de desvendar seus segredos. Essa mentalidade predomina principalmente quando se trata de interpretar passagens proféticas. No método alegórico, ao invés de ser interpretada literalmente, a profecia é interpretada de modo figurado e simbólico. Entretanto, o método alegórico induz a alguns erros graves: 1. Quanto às Duas Vindas de Cristo: Trata-se de um método herme- neuticamente incoerente. Os teólo- gos adeptos da Teologia da Substi- tuição interpretam a Primeira Vinda de Jesus de maneira literal, porém, interpretam figuradamente as profe- cias referentes à Sua Segunda Vinda. 2. Quanto a Israel: O método alegórico falha em deixar claras as distinções bíblicas entre Israel e a Igreja. Apesar do BRUCE SCOTT
  12. 12. grande número de passagens bíbli- cas nas quais há evidências de que Deus preparou um futuro distinto para Israel, os teólogos adeptos da Teologia da Substituição ignoram tais passagens ou apresentam sub- terfúgios para as mesmas ou, ainda, aplicam-nas figuradamente à Igreja. Eles são rápidos na aplicação das bênçãos de Israel à Igreja, mas não são tão rápidos em aplicar as maldi- ções de Israel à Igreja. Além do mais, se a Igreja é o “Israel espiritual” da atualidade, como alega a Teologia da Substitui- ção, quem, então, seriam atualmen- te os “espirituais” Edom, Moabe, Amom, Filístia, Egito e todas as ou- tras nações mencionadas no Antigo Testamento? 3. Quanto ao Caráter de Deus: O método alegórico também suscita uma grave desconfiança quanto à veracidade de Deus. Se Deus, no Antigo Testamento, pro- meteu a Israel um reino literal e ter- reno, mas, de fato, tinha em mente um reino figurado e imaterial, o que isso revela sobre o caráter de Deus? Será que Deus engana Seu povo com promessas literais para, então, responsabilizá-lo por não reconhe- cer que, na verdade, eram promes- sas figuradas? Em contrapartida, quando uma hermenêutica literal é aplicada de maneira coeren- te, obtém-se uma harmoniosa c o m p r e e n s ã o das Escrituras como um todo. As diferentes ad- ministrações do governo de Deus na terra vêm à luz. Reve- lam-se os planos distintos de Deus para Israel e para a Igreja (is- so não quer dizer dois caminhos de salvação, mas sim um plano e pro- grama diferente). A revelação do Novo Testamento não redefine os conceitos do Antigo Testamento. Além disso, uma enorme quanti- dade de textos bíblicos proféticos ainda não cumpridos, principal- mente aqueles do Antigo Testa- mento, passa a ser tratada de modo devido e honesto. Os acontecimen- tos do fim dos tempos começam a ser delineados e devidamente locali- zados no cronograma de Deus. E mais, o caráter de Deus, ao invés de cair em descrédito, dá toda prova de sua inculpabilidade. A glória de Deus é identificada como o alvo su- premo de toda a história. Uma hermenêutica literal não faz com que as coisas sejam assim; ao contrário, tal hermenêutica sim- plesmente revela que as coisas são, de fato, assim. Quando se usa coerentemente uma hermenêutica literal para en- tender as Escrituras Sagradas, o re- sultado é o Dispensacionalismo; quando, porém, não se usa uma hermenêutica literal de maneira coerente, o resultado é a Teologia da Substituição. (Israel My Glory) Bruce Scott é coordenador de recrutamento de The Friends of Israel. 1133Notícias de Israel, maio de 2008 Recomendamos: Pedidos: 0300 789.5152 www.Chamada.com.br Na interpretação da Bíblia, o objetivo é entender aquilo que o autor humano queria dizer à medida que era movido pelo Espírito Santo.
  13. 13. Q uem é o Servo do Senhor apresentado em Isaías 53? A resposta é difícil de en- tender por causa do grande preço que Deus pagou por nossa reden- ção. Alguns crêem que Isaías 53 não se refere a uma pessoa real, mas à nação de Israel. Essa idéia está correta? Ou essa passagem descreve o Deus Todo-Poderoso que veio a este mundo? Os versí- culos 6 a 9 nos dão a resposta: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos” (Isaías 53.6). Este Servo do Senhor deu a Sua vida para nos salvar. Enquanto to- dos nós estávamos distantes dEle, Ele ofereceu Sua vida como um sa- crifício completo por transgressores e pecadores, revelando Seu grande amor por nós: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fa- to de ter Cristo (o Messias) morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8). O profeta enfatizou que este Ser- vo do Senhor carrega (toma sobre Si) nossos pecados. Quem está qua- lificado a fazer tal coisa? Quem po- de perdoar nossos pecados e nos declarar justificados? O próprio Isaías disse que ape- nas Deus pode limpar nossos peca- dos: “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro” (Is 43.25). Deus disse, em Isaías 44.22: “Desfaço as tuas transgressões como a névoa e os teus pecados, como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi”. Portanto, o Servo do Senhor só pode ser o próprio Deus. Se assim não fosse, Ele não poderia perdoar nossos pecados. As palavras “mas o SENHOR fez cair sobre ele”, reforçam a verdade de que há múltiplas entidades em um Deus. A palavra “ele” refere-se ao Servo do Senhor, que obviamen- te é o Senhor mesmo. A pluralidade também aparece em Provérbios 30.4, que se refere a Deus como Pai e Filho: “Quem subiu ao céu e des- ceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas na sua roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?” (veja também o Salmo 2 e Daniel 3.25). O Sofrimento do Servo Apenas uma pessoa na História enquadrou-se na descrição do sofri- mento do Servo do Senhor apresen- tada em Isaías 53: Jesus Cristo. Ele é El Shaddai, que veio ao mundo na forma de homem para nos resgatar dos nossos pecados (veja “Um Deus, Três Entidades”, na edição de maio da revista Chamada da Meia-Noite). Isaías 53.7-9: “Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; co- mo cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Por- quanto foi cortado da terra dos viven- tes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que 1144 Notícias de Israel, maio de 2008
  14. 14. nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca”. Aqui o Servo do Senhor aceita tratamento injusto com humildade e sem objeção. Ele não luta ou se rebela, mas faz o que Lhe foi orde- nado. A palavra “oprimido” denota que Ele foi ferido por opressores. Seu silêncio e sua obediência são com- parados ao cordeiro levado para o abate. O povo de Israel é descrito como carente de um sacrifício por suas transgressões: “Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por cau- sa da transgressão do meu povo, foi ele ferido” (Is 53.8). Porém, o Servo que foi “ferido” por essas trangres- sões é descrito como sem injustiça (v. 9). Isaías apropriadamente O re- tratou como um cordeiro: o Cor- deiro da expiação, imaculado e per- feito, como um cordeiro para o sa- crifício. Assim era o Servo do Senhor. Os israelitas sabiam que somen- te animais perfeitos podiam ser usa- dos para sacrifícios. Esses animais eram apenas símbolo do sacrifício final que um dia seria oferecido pe- los pecados da humanidade. Isaías afirmou claramente que o Servo do Senhor é o real e eterno Sacrifício (confira Hb 9-10). Por essa razão, João Batista cla- mou quando viu Jesus: “Eis o Cor- deiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1.29). Alguns argumentam que Jesus reclamou e rebelou-se pedindo a Deus, o Pai, que passasse dEle “este cálice” (Mt 26.39), mas não é as- sim. Jesus Cristo, o Filho de Deus, conhecia a pureza e a santidade, e sabia bem a dor que Lhe estava re- servada. Ele sabia do resultado da maldição do pecado que estava para tomar sobre Si. Quando pediu a Deus para pas- sar dEle o cálice, Ele realmente per- guntou se havia outra forma de re- dimir a humanidade. A intenção de Jesus não era abandonar a humani- dade a Satanás e não lamentou ter vindo para redimi-la. Ele simples- mente queria evitar a separação de Deus, o Pai, mesmo que fosse por um momento: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Sl 22.1; Mc 15.34). Entretanto, Ele sabia que não havia outro caminho. Não havia so- lução além do derramamento do sangue puro e expiatório do Servo do Senhor – Jesus Cristo, o Filho de Deus e o Servo sofredor de Isaías 53. (Israel My Glory) – continua Meno Kalisher é pastor da “Assembléia de Jerusalém – Casa da Redenção” em Jerusa- lém. Ele tem falado em convenções e eventos evangélicos em Israel e em outros países e será um dos palestrantes em nosso 10º Con- gresso Internacional Sobre a Palavra Pro- fética em Águas de Lindóia/SP (22 a 25/10/2008). Seu pai, Zvi, é sobrevivente do Holocausto nazista. 1155Notícias de Israel, maio de 2008 Recomendamos: Pedidos: 0300 789.5152 www.Chamada.com.br Isaías apropriadamente retratou o Servo do Senhor como um cordeiro: o Cordeiro da expiação, imaculado e perfeito, como um cordeiro para o sacrifício. Assim era o Servo do Senhor.
  15. 15. O instituto de pesquisas israe- lense “Geocartographic” publicou recentemente o resultado de uma pesquisa de opinião realizada en- tre turistas em visita a Israel. A pesquisa foi realizada no primei- ro semestre de 2007. Nessa época o número de turistas estrangeiros recém começava a crescer, após a queda em razão da guerra do Líbano (2006). No final, o ano de 2007 registrou um re- corde de visitantes. Conforme o resulta- do das pesquisas de opinião, os turis- tas gostaram mais dos lugares históri- cos. Numa escala entre 1 e 5 pontos, estes alcançaram nota 4,5. A seguran- ça no país também recebeu dos turistas a observação “muito satisfeito”, ex- pressa com 4,3 pontos. As atrações da paisa- gem de Israel, como parques, reservas natu- rais ou paisagens obti- veram 4,2 pontos, ou seja, igualmente uma nota muito positiva. Os restaurantes fi- caram no lugar se- guinte, com 4,07 pontos, seguidos de perto pelo sistema de rodovias com 4,0 pontos. (AN) É um fato que os turistas estão muito seguros em Israel. Jamais um ônibus turís- tico sofreu algum ataque terrorista, o que certamente é um milagre di- vino. Gostaría- mos de convidar os leitores: leiam nas próximas edições os relatos sobre a visita dos grupos da Beth- Shalom a Israel e preparem-se pa- ra participar no próximo ano. Is- rael busca amigos verdadeiros! (Conno Malgo) 1166 Notícias de Israel, maio de 2008 Turistas satisfeitos em Israel “Israel é seguro” Jamais um ônibus turístico sofreu algum ataque terrorista, o que certamente é um milagre divino. Na foto: turistas em Israel. Muitos israelenses não aceitam adquirir passagens de empresas aé- reas estrangeiras. Por razões de se- gurança, eles sentem-se mais tran- qüilos voando com sua companhia aérea nacional. E não apenas os is- raelenses são dessa opinião... EL AL significa “para cima”. A ex- pressão hebraica está documentada na Bíblia em Oséias 11.7. A empresa (e o Estado) celebram neste mês seus 60 anos de existência. A partir do aeropor- to Ben Gurion em Tel Aviv, a EL AL rea- liza vôos para 42 destinos diferentes em muitas partes do mundo. No final de 2007 ela operava 35 aviões de passa- geiros e de carga (exclusivamente Boeing). Mesmo que a EL AL tenha sido repetidamente o alvo do terrorismo ára- be, a companhia aérea desfruta de óti- mo conceito no que diz respeito à segu- rança de vôo. Devido à constante ameaça, a EL AL é conhecida por seus controles rígidos de pessoas e baga- gens. Cada vôo é acompanhado por “Sky-Marshals” armados. Alguns aviões estão equipados com sistemas anti-mís- seis. Além disso, as chapas do assoalho entre o setor de passageiros e o com- partimento de carga são especialmente reforçadas, para que a aeronave consi- ga aterrissar mesmo que haja a explo- são de uma bomba no compartimento de bagagens. Os leitores da revista Glo- bal Traveler elegeram a EL AL como a empresa aérea mais segura do mundo. Como noticiou a mídia israelense, o ge- rente administrativo da EL AL para a EL AL – eleita a companhia aérea mais segura do mundo Sucesso israelense nos ares
  16. 16. América do Norte e Central recebeu a distinção em Nova York. (AN) Não admira que a EL AL te- nha sido coroada a empresa aé- rea mais segura do mundo. Essa companhia também é uma das poucas que ajudaram a cumprir a Palavra Profética – pois a EL AL trouxe para casa muitos ju- deus, seja da Rússia, do Iêmen, da Etiópia ou de outras nações. Certamente Isaías 60.8-9 é apli- cável especialmente neste sentido: “Quem são estes que vêm voando como nuvens e como pombas, ao seu pombal? Cer- tamente, as terras do mar me aguardarão; virão primeiro os navios de Társis para traze- rem teus filhos de longe...” Sempre que possível, os grupos da Beth-Shalom voam com a EL AL. E quem voa com a EL AL apóia Israel. (Conno Malgo) 1177Notícias de Israel, maio de 2008 Horizonte “Quem são estes que vêm voando como nuvens e como pombas, ao seu pombal? Certamente, as terras do mar me aguardarão; virão primeiro os navios de Társis para trazerem teus filhos de longe...” (Is 60.8-9). No dia após a declaração da inde- pendência do Estado de Israel por Ben Gurion, quando começou a Guerra da Independência, esse país viu-se frente a frente com uma gigantesca suprema- cia militar, tendo de lutar contra cinco exércitos árabes. Israel contava com parcos 700.000 habitantes judeus. Se pensarmos que antes da “proclama- ção” do Estado judeu por Theodor Herzl, somente algumas dezenas de milhares de judeus compunham o “an- tigo Yishuv” (a comunidade judaica na então Palestina, antes do estabeleci- mento do Estado de Israel), esse cres- cimento da popula- ção, através das duas ondas migra- tórias de 1882 e 1947, é uma história incomum e sem precedentes. Com a fundação do Estado, foram suspensas as barreiras dos mandatá- rios britânicos à imigração. Finalmente os judeus podiam vir a Israel sem en- traves. Entre 31 de maio e 31 de de- zembro de 1948, 100.000 judeus chegaram a Israel. Esse número recor- de foi sobrepujado logo no ano se- guinte, pois em 1949 um total de 239.000 judeus chegaram de volta à O desenvolvimento populacional de Israel 60 anos de Israel – uma retrospectiva O Estado de Israel tinha menos de 700.000 cidadãos quando foi fundado em maio de 1948. Hoje vivem em Israel mais de sete milhões de habitantes, dos quais cerca de 5,4 milhões são judeus. Vejamos um breve retrospecto do crescimento populacional desse jovem país. Com a fundação do Estado, foram suspensas as barreiras dos mandatários britâ- nicos à imigração. Na foto: jovens judeus nas colinas da Judéia.
  17. 17. sua pátria. Em meses de pico, seu nú- mero chegava a 30.000 pessoas. Em dezembro de 1949, o Estado judeu celebrou a festa do “milhão”. No final de 2007, Israel contava com 7,2 mi- lhões de habitantes, dos quais 5,4 mi- lhões são judeus. Ao todo, desde a fundação do Estado, Israel recebeu 4,7 milhões de novos imigrantes. Imediatamente após a fundação do Estado, os sobreviventes do Holocaus- to acorreram em massa a Israel. Nas décadas de 1950 e 1960 foram os ju- deus nos países árabes que temiam pelas suas vidas. Esses judeus sefara- ditas (orientais) vieram principalmente do Norte da África, do Iêmen, do Irã, do Iraque, etc. Décadas mais tarde, ju- deus de outras partes do mundo, bem como da África do Sul, sentiram-se chamados a Israel. Com a queda da Cortina de Ferro no ano de 1989, teve início uma das maiores ondas de imi- gração. Desde então, quase um mi- lhão de judeus entraram em Israel vin- dos dos países da ex-União Soviética. No mesmo período também foi levada a cabo a salvação da comunidade ju- daica que vivia na Etiópia (através das espetaculares pontes-aéreas “Opera- ção Moisés” em 1984 e “Operação Salomão” em 1991). Em Israel são faladas diversas lín- guas, pois em toda família existe pelo menos uma pessoa que não nasceu no país. Entre a população judaico-israe- lense, 26% têm pelo menos um dos pais nascido em Israel, 37% são israe- lenses de primeira geração, 27% são imigrantes vindos do Ocidente e 42% são oriundos da Ásia ou da África, principalmente dos países árabes. Em números: em 2006, dos 5 milhões de cidadãos israelenses, 1,67 milhões eram judeus que não nasceram no país. Da Ásia (Turquia, Iraque, Iêmen, Irã, Índia e Paquistão) vieram 209.300 imigrantes ; 306.100 eram da África (Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia e Etiópia); 705.100 procediam dos países da ex-União Soviética; 308.500 vieram da Europa; 81.500 eram da América do Norte e 59.800 procediam da América Latina. (AN) Relatos desse tipo são um for- talecimento para nossa fé, pois confirmam a absoluta confiabili- dade da Palavra de Deus. Em muitas passagens da Bíblia le- mos que Deus vai trazer Seu po- vo de volta para Eretz Israel (a Terra de Israel – veja, por exem- plo, Ezequiel 36.24). Em 1948 eram 700.000 judeus no país; hoje já são 5,4 milhões. Isso re- presenta um crescimento de mais de 700%! A Bíblia é ver- dadeira! Uma das principais ra- zões de Israel ser tão odiado pe- lo mundo é que se trata de uma prova da veracidade da Bíblia. E o mundo, que em sua maio- ria rejeita a Sagrada Escritura, jamais poderia tornar-se amigo de um Estado judeu. Isso expli- ca porque um dia todas as na- ções se voltarão contra Israel, o que está predito em Zacarias 12 e 14. O Senhor, então, interfe- rirá em favor de Israel. (Conno Malgo). 1188 Notícias de Israel, maio de 2008 Horizonte “Retornamos ao Mediterrâneo para içar a bandeira russa”, anunciou no início de 2008 o ministro da Defesa russo, Anatoli Serdjukow. A presença russa na região mediterrânea será composta por 11 navios, incluindo um porta-aviões com 47 aviões de guerra. Conforme dados de Moscou, incial- mente a Marinha russa fará manobras no Mediterrâneo. Em seguida, o porta- aviões deverá ser retirado da região, enquanto os outros navios permanece- rão na área. Isso acontece por ordens do comandante da Marinha de Guerra russa, almirante Wladimir Massorin, que por diversas vezes já se manifesta- ra em público por uma “desejável pre- sença russa no Mediterrâneo”. Os portos que receberão os na- vios russos serão, como nos tempos A Marinha russa volta ao mar Mediterrâneo Potencial palco de conflito internacional? Após 16 anos a Marinha russa está novamente presente no mar Mediterrâneo. Isso é motivo de preocupação. Navio de treinamento russo.
  18. 18. da Guerra Fria, as cidades portuá- rias sírias de Latakia e Tartus. Esses são os únicos portos a abrigarem na- vios russos fora de seu próprio terri- tório. Um acordo nesse sentido já foi assinado em 2006 entre a Rússia e a Síria. Em imagens de satélite pode-se ver nitidamente os trabalhos de reforma que estão sendo executados no porto de Latakia. Ali encontrava-se a “Base 720”, que foi abandonada em 1991 por conta do desmoronamento da ex- União Soviética. Em Tartus também já se observam preparativos da recons- trução, e executa-se principalmente o aprofundamento do calado do canal de navegação. A renovada presença russa no Me- diterrâneo tem significado decisivo no equilíbrio estratégico da região. Ela inibe a liberdade de movimento tanto da Marinha quanto da Aeronáutica de Israel. Especialistas mili- tares e do serviço secreto israelense assinalam que a presença russa no Mediterrâneo repre- senta a continuida- de de um processo que já começou há algum tempo. De longa data, centenas de conselheiros mili- tares russos perma- necem na Síria. Eles assessoram o exér- cito sírio, mas tam- bém estão ocupados com a instalação de novos sistemas bélicos. Trata-se, principalmente, de sistemas de controle que permitem um monitoramento mais seguro do espaço aéreo sírio. Israel está ven- do nisso um paralelo com o perío- do entre a Guerra dos Seis Dias (1967) e a Guerra do Yom Kippur (1973). Naquela época também es- tavam presentes na Síria inúmeros assessores militares soviéticos, que desempenhavam diversas tarefas na preparação do país para futuros con- frontos militares. Até agora as fontes oficiais de Is- rael ainda não se manifestaram a respeito desse desenvolvimento. Po- rém, analistas militares deixaram transparecer que a presença russa na Síria é causa de grande preocu- pação para o exército israelense e para os políticos responsáveis. (Zvi Lidar) Será que Gogue de Magogue está se manifestando perto da costa israelense? Muitos vêem Gogue e Magogue (veja Eze- quiel 38 e 39) como sendo a atual Rússia. Se for mesmo as- sim, a notícia acima adquire for- ça bíblico-profética. Mesmo que, atualmente, a Rússia man- tenha relações diplomáticas com Israel, esse país, especialmente no tempo da União Soviética, não era um grande amigo dos judeus. A atual Rússia apóia o Irã e lhe fornece material ra- dioativo para suas usinas atômi- cas. Esse fato fala por si mes- mo. (Conno Malgo) 1199Notícias de Israel, maio de 2008 Horizonte Navio russo no Mediterrâneo. Os portos que receberão os navios russos serão, como nos tempos da Guerra Fria, as cidades portuárias sírias de Latakia e Tartus. Na foto: Latakia e o porto.
  19. 19. Em Beverly Hills podem ser vistos com freqüência os astros acompanha- dos de guarda-costas israelenses. Al- guns desses guarda-costas também já usufruem do status de celebridades. Outros ex-soldados das tropas de elite procuram manter-se anônimos. Mas, por que justamente guarda-cos- tas israelenses são tão procurados, prin- cipalmente pelos astros de Hollywood? Segundo a opinião de um especia- lista israelense que trabalha nos Esta- dos Unidos, identificado apenas como “Josh”, o que diferencia os guarda- costas israelenses é um misto de discri- ção, formação profissio- nal e experiência. Josh serviu até 2006 ao exér- cito israelense e atual- mente trabalha como es- pecialista em segurança na região de Washing- ton, D.C. “O exército is- raelense goza de fama mundial com suas reali- zações militares. Igual- mente importante na área da segurança é a discrição, bem como a correta avaliação e o manejo de infor- mações”, diz ele. “Justamente quando se trata de discrição, os guarda-costas israelenses têm excelente fama. No passado, fre- qüentemente vazaram para o público informações sobre a vida particular de celebridades, porque os guarda-costas não conseguiam calar sua boca. Isso é considerado altamente não-profissio- nal, mas volta e meia acontece. Os as- tros nos Estados Unidos têm feito exce- lentes experiências com forças de se- gurança israelenses. Essa fama se espalha”. Experiências ativas em combate e em situações de risco concedem aos israelenses seu bom nome como guar- da-costas. Soldados israelenses são treinados não apenas a estarem cons- tantemente atentos mas sempre um passo à frente. Isso lhes proporciona uma grande vantagem e também de- sempenha papel importante na hora de proteger os astros e estrelas. Um guarda-costas precisa saber avaliar quando alguém que se aproxima é apenas um fã inofensivo caçando au- tógrafos. Também precisa demonstrar muito tato com o humor de seu prote- gido. Emil Fisher, que dirige uma em- presa de segurança na Virginia, es- pecializou-se em serviço de guarda- costas para celebridades em turnês pelo mundo. “Tenho contrato com mui- tos ex-soldados israelenses. Eles são simplesmente a elite na hora de man- ter os olhos e ouvidos atentos e com- binar informações”. Elijah Shaw, do- no de uma firma de segurança em Minnesota, formula sua opinião da seguinte forma: “Já que os israelen- ses estão acostumados com o confli- to constante, ficam sempre alertas. Eles, por assim dizer, nunca desligam. Em meu serviço para estrelas mun- diais como Naomi Campbell e Mi- chael Bolton, isso é de valor inesti- mável”. Muitos dos guarda-costas israelen- ses não fazem diferença quanto ao que protegem. “Tanto faz proteger uma personalidade famosa ou seu próprio país. Quando um fã persegue uma celebridade, isso é terrorismo”, declarou numa entrevista o especialis- ta em anti-terrorismo Aaron Cohen. “No combate ao terrorismo é sempre importante saber com quem se está li- dando. Então, adquire-se uma idéia do que eventualmente nos espera, e podemos tomar medidas preventivas. Por isso, a elite de Hollywood tem à sua disposição um comando israelen- se”. (AN) 2200 Notícias de Israel, maio de 2008 Horizonte A arma secreta das estrelas Guarda-costas israelenses Guarda-costas israelenses gozam de fama mundial. Em sua maioria, eles foram soldados das tropas de elite do exército israelense. Suas vantagens foram descobertas pelas celebridades norte-americanas. Os israelenses estão acostumados ao conflito constante, por isso estão sempre em prontidão. Eles jamais desligam.

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