Revista Notícias de Israel - Setembro de 2008 - Ano 30 - Nº 9

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Revista mensal sobre profecia bíblica, vida cristã, Israel e o Oriente Médio e notícias internacionais comentadas sob uma perspectiva bíblica. Entenda como o que ocorre no Oriente Médio afeta sua vida e o futuro de todos nós.

Assuntos abordados neste número:

• Editorial - Prezados Amigos de Israel
• Tempo de Angústia Para Jacó
• Parábolas do Rei
• Feliz Aniversário, Israel
• Horizonte - Seis vezes pró-Israel
• Horizonte -Recorde de visitantes em Jerusalém
• Horizonte -Os judeus e a China: antigas civilizações em uma nova era

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Revista Notícias de Israel - Setembro de 2008 - Ano 30 - Nº 9

  1. 1. m. «k 'Anny uma». « : .§. S«›5À , jãniversanoã
  2. 2. 0 ser humano do século 21, embora com toda a tecnologia a seu dispor para lhe facilitar a vida e lhe trazer toda sorte de diversão, parece o mais insatisfeito de toda a história humana. As pessoas estao tristes. deprimidas, presas a reme- dios que. em | ugar de curar. só aprofun- dam a solidão e a angústia. Muitos chegam as drogas, num desespero de quem não sabe mais onde procurar como satisfazer o vazio da alma. 0 Salmo 23 mostra que só o nosso Pastor, o Senhor Jesus, pode nos satis- fazer. .. e, com satisfação que não acaba! > Duração: aprox. 50 minutos > NTSC › DVD -Ft > 2008 lMFEltlIÍVEL! ttnuenm¡uros t recompra os Cristãos Através das Dinâmicas de Grupo Tabela de descontos 7 ex = 7,30 5 ex =29,20 1: ? üWarlescj 70 8X = 57, 70 f: 30% desc) 20 ex = 87,60 f: 90% desc) 700 8X = 799,00 (= 72% desc) Ao longo dos anos, temos visto o surgi- mento de movimentos de grupo que usam vários meios de manipulação para atrair, persuadir. intimidar e prender. Os cristãos precisam saber da existência dessas técnicas de relacionamento imer- pessoal que podem ser armadilhas para atrai-los para ialsas doutrinas. Neste Iivrete são examinados vários movimen- tos de grupo e discutidas as formas de se defender contra seus enganos. [64 págs. - 13,5x19,5 cm] 0 Novo Testamento foi escrito por judeus e o próprio Jesus foi um judeu e viveu dentro da cul- tura judaica. O que poderia ser ¡ melhor para entendermos o Novo Testamento do que ve-lo explicado por um Judeu, que crê no Senhor Jesus como Messias e Salvador? 0 Dr. David Stem, um judeu messianico e erudito bíblico. gastou décadas estu- dando a língua do Novo Testamento para criar este volume inspirador. Veja como passagens dificeis do Novo Testamento se tomam claras quando sabe- mos de suas raizes judaicas. Voce as enten- dera como as entendiam seus escritores no seculo I e passará a com- preender melhor o Novo Testamento. [942 págs. - 16,5 x24 cm] i. . O Dr. Jay Adams neste livro apresenta uma perspectiva bíblica acerca da AUTO-ESTIMA. Com uma argumen- tação sólida e vigorosa, ele oferece ao leitor a possibilidade de pensar bíblica- mente acerca deste assunto que é tao antigo. mas que continua a fascinar não so os membros da igreja. mas também os lideres, prolessores e pastores. Este livro precisa estar na estante daqueles que desejam construir uma posição bíblica acerca da auto-estima, auto-imagem e amor-próprio. [156 págs. - 14x20 cm] : me oitava : fer u', ~ r. z: r _remain oI-çiwñ* l n-. ¡:. i--. wmv-zu rhâfüãdã rum. hr
  3. 3. Notígías, de. É uma publicação mensal da “Obra Missionária Chamada da Meia-Noite” com Prezados Amlgos de Israel licença da 'Vertin Rir Bibelstudlum in lsrael, Beth-Shalom” (Associação Beth-Shalom para Estudo Bíblico em israel). da Suíça. Tempo de Angúsíta Para lacó Mm¡“¡5“-"Sã° ° "WWW ~ Rua Erechim. 978 ° Bairro Nonoai 90830-000 ' Porto Alegre/ RS ° Brasil Fone: (S i) 324i-SOS0 Fax: (Si) 3249-7385 _ g i __ Email: mail@chamada. com. br “J , l www. d1amada. oom. br Endereço Poshl: Caixa Postal, l688 9000l-970 ' PORTO ALEGRE/ RS ' Brasil Parábolas do Rei Ftmdador: Dr. Vlhm Malgo (1922 - r992) j . Conselho Diretor'. Dieter Steiger. Ingo Haake, Markus Steiger. Reinoldo Federolf Editor e Diretor Responsável: Ingo Haake Diagramação & Arte: Roberto Reinke Assinatura - anual . ... ... .. . . 3l.50 . . , . - l l. . . . 19.00 , Fchz Anlversarlo' Israel üemplar Avtíãrolâ. . . . . . . . . . . . . .. 3.50 Drterior: Assin. anual [Via Aér). .. US$ 35.00 Edições internacionais ** A ' Ín_ A revista "Notícias de israel" é publicada -~ r " também em espanhol, inglês_ alemão, _ Q holandês e francês. a. .. . .L. v 4” As opiniões expressas nos artigos assinados ____ , ,_ são de responsabilidade dos autores. INPI n° 0406 | 4 o seis vezes PrÓJSraCI _ l 7 Registro n° 50 do Cartono Especial ° Recorde de visitantes em Jerusalém - 20 ' 0 0516mb @Moclzsãtzãdh-Shahm Para - › . - › - - ~ Estudo Bíblico em israel espenar e ' Os ¡udeus e a China. antigas civilizaçocs ¡amem! enveosmgâos 03mm pda Estado em uma nova em ' 2 I de israel e pelos ludeus. Ela demonstra o ---- -- N r -, ,a . ..a amor de lesus pelo Seu povo de maneira prática. através da realização de proietos sociais e de auxilio a Israel. Além disso. promove também Congressos sobre a Palavra Profétlca em lerusalém e viagem. com a intenção de levar maior número possível de peregrinos cristãos a Israel, onde mantém a Casa de Hóspedes "Beth-Shalom" (no monte Carmelo. em Haifa).
  4. 4. 4 Flor ocasião do 60° aniversário do Estado j” de Israel, um grupo de congressistas norte-americanos promoveu em Washington um encontro internacional para parlamentares pró-israelenses. Por ocasião dessa conferência. o representante do parlamento israelense e presidente da Comissão Para Aliados Cristãos, Benny Elon, declarou que, sem a reabilitação dos refugiados palestinos, a paz não pode ser realizada na região. Ele também falou palavras duras contra a UNRWA (Agência das Nações Unidas para a Aiuda aos Refugiados Palestinos), criada em l949 pelas Nações Unidas especialmente para solucionar o problema dos refugiados palestinos. Justamente essa organização teria contribuldo. não para resolver o problema, mas para “eternizá-lo". Segundo ele, desde o início, politicamente motivada, a UNRWA esteve interessada em estipular um número elevado de refugiados. Por essa razão, contrariando procedimentos de rotina, ela computa não apenas os refugiados originais, mas também seus descendentes, mesmo quando estes, há muito tempo, já encontraram residência fixa em outros lugares ou adquiriram nova cidadania. Essas pessoas são consideradas como refugiadas durante todo esse tempo para que possam ser reconduzidas em triunfo a um pais palestino-árabe, em uma região que se pretende estender sobre o território israelense. Ao contrário da UNHCR, a principal organização da ONU para refugiados, que desde I95l realocou e reabilitou mundialmente pelo menos 50 milhões de refugiados e dispõe de uma equipe de 6.300 funcionários, a UNRWA tem 25.000 funcionários, 99% dos quais são refugiados palestinos recrutados localmente por membros de grupos terroristas como o Hamas ou a Jihad islâmica. Um exemplo esclarecedor dessa problemática foi a morte de Awad al-Qiq em maio deste ano. Por muitos anos, Qiq foi professor da escola cientifica para meninos mantida pela UNRWA em Rafah, na Faixa de Gaza. Ao mesmo tempo, ele era também o lider da fabricação de bombas para o grupo terrorista Jihad Islâmica. Qiq perdeu a vida em um ataque aéreo israelense a uma oficina ao lado da sua escola, enquanto dava instruções Notícias de lsrael. setembro de 2008 l Prezado. : Arr: i.~v.0s de *e O E . ..w-w- . . . k _ el, ... ... ... _., -.e_: u. .., para a confecção de mísseis e outras armas, que seriam usadas contra lsrael. Portanto, ele construía armas para ataques a Israel enquanto transmitia a seus alunos a ideologia da organização terrorista Jihad islâmica. Esse grupo terrorista nem precisava lhe pagar pelos seus serviços. O salário dele era providenciado pelos contribuintes americanos e europeus. pois a maior parte do orçamento da UNRWA vem de países que condenaram o Hamas e a Jihad islâmica como organizações terroristas. Com base nesses fatos, parlamentares israelenses agora também se empenham por uma solução do problema dos refugiados palestinos, pois estão conscientes de que foi um erro não terem tratado antes dessa questão. Na sua opinião, seria melhor dissolver a UNRWA e delegar suas atribuições a outras organizações mais eficientes. para que o problema dos refugiados finalmente possa ser solucionado de uma forma permanente. Em Israel os políticos parecem mudar lentamente seu pensamento, chegando à conclusão de que o problema com os palestinos deveria ser conduzido a uma solução definitiva, por interesse dos próprios israelenses. Diante dessa tendência, o tempo de paz e segurança aparentes que a Bíblia prediz para Israel se aproxima mais e mais e sabemos que com ele virá a "repentina destruição" (veja l Ts 5. I -3). Gratos pela Palavra de Deus, que nos ilumina e nos lembra que o tempo está próximo, saúdo com um cordial Shalom! gwawzméíw Acesse: -: ~;Ér2¡@ll'_'ll. com. br l
  5. 5. Para Jacó (lVlATlÉL s 2915-31) 4 _ "Xin / hzqlqgs ; f n». niu ? tda liimll” aim . ..um 'iv u¡ l' uílitÇiti «tm ¡qu-i! t›«: |.iu›. ww. s-. í.: um w» ~ szulalu _aula rviumr? rlUS ¡Ll'. Il'll« a, St › j- s '~ à» m srxuxu' «no L-hlior n wlxw um" u. w' . . 'i' ~ ; lim ll; ?lld-li); Deus llL”l4| viu-w: »us 12-; «iv v . fc-num M( lin-yuisii. ; _il-HU / lim n, 7 “xtwsulnx tlcpms, lnsstls llC$l'Ix"'L'Ll t-xsr mrsmu ppm» : la- ltimlmcm xinmmuln tir "C/ unido Tribulliçjçz'. cli/ cmlv mm» vlw tnmvtzuni n' 0 qua' u <l'íkll, lll'lll flvll 7.4. W551i O inicio - (Ml 24.15) pós Jesus ter descrito a Grande Tribulação (a segunda metade de um período de sete anos, denominado Tribulação, vv. 9-14), Ele iniciou a próxima frase (v. 15) com as palavras “quando, pois". Com isso, Ele mostrou que a próxi- ma seção de Seu discurso seria uma inferência das características daquele período futuro. Ao falar antecipadamente aos judeus que víveriam na Judéia em tal periodo, Jesus lhes disse que, devido à traumática natureza da segunda metade da "tribulação, eles deveriam estar alertas para o evento que se inicia- ria: o estabelecimento da abominação no lugar santo, como profetizado pelo profeta Daniel (Dn 9.27). A palavra traduzida por "abominaçãM significa "coisa detestável”. Refere-se a “qualquer coisa que não deve ser apresentada perante Deus, pois incita Sua ira" e é utilizada na Bíblia "com todas as coisas rela- cionadas à idolatría”. [ 1] 'O Quadro Covleiros do Apocali se, ele Edward Jakob Von Sleinle. A expressão "no lugar santo" refere-se ao templo. Deus ordenou que Israel destruísse todos os lugares de adoração dos cananeus e que O adorasse exclusivamen- te "no lugar” em que Seu nome habitaria (Dt 12.1- 6,11). O templo que Salomão construiu em Jerusalém era esse lugar (1 Rs 8.2860). Os judeus do século I de- nominaram o templo de "o sanzo lugar" (A: 6.13; 21.28), indicando que ele era “reservado para Deus e Seu serviço”. [2] O substantivo traduzido como “abominaçãa” é neu- tro, e o verbo traduzido como "está" encontra-se em tempo perfeito (Ed. Almeida Corrigida Fiel). Portanto, a "coisa detestável" será uma imagem de idolatria er- guida para estar permanentemente no templo. Uma vez que o anticristo se oporá e se levantará “contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assen- tará, como Deus, no templo de Deus, querendo pare- cer Deus” (2 Ts 2.4) e uma vez que uma imagem do Notícias de lsrael. setembro de 2008 5
  6. 6. anticristo será feita para que o povo a adore (Ap 13.1245), parece que a "coisa detestável" estabelecida pa- ra estar permanentemente no tem- plo será uma imagem do anticristo. Em Daniel 9.27 (a base profétíca da afirmação de Jesus em Mateus 24.15), foi predito que no meio da Tribulação de sete anos, o anticristo cessará os sacrifícios e oblações. Es~ se pronunciamento implica que Is- rael terá restabelecida um templo em Jerusalém corn um sistema sacri~ ñcial do Antigo Testamento. O anti~ cristo cessará essa adoração para que possa ser adorado como Deus no templo de Israel (veja Dn 11.36- 37 e Ap 134-8). A linguagem he- braica de Daniel 9.27 indica que es- sa atitude do anticristo será o auge de todas as coisas detestáveis já co- metidas contra o templo em Jerusa- lém. [3] A adoração a esse homem possuído por Satanás, como se fosse Deus, no templo, será mais detesta- vel para o Senhor do que a destrui- ção babilônica do primeiro templo de Israel (586 a. C.), do que a profa- nação do segtmdo templo por An- tíoco Epifânio (171-165 a. C.) e do que a destruição do segundo templo pelos romanos (70 d. C.). Daniel 9.27 revela por que os ju- deus dessa época futura devem estar alertas para o estabelecimento dessa coisa detestável no templo: "E ele fírmará aliança com muitos por uma semana [sete anos] ; e na me- tade da semana fará cessar a sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abomina- ções virá o assolador". O texto hebraico indica que uma pessoa causando assolação estará as- sociada ao estabelecimento dessa abominação. Daniel 9.27 faz parte da profecia das 70 semanas que se inicia no versículo 24. Esse Versiculo significa que toda a profecia esta' rela- cionada a Israel e Jerusalém: eles se- rão o principal alvo da pessoa cau- sando assolação. Uma vez que o su- jeito do versículo 27 são as atividades do anticristo, parece que ele é a pes- soa causando assolação. O apóstolo João recebeu uma reve- lação relacionada à profecia contida em Daniel 9.27: Satanás e seus anjos serão precipitados de seu império ce- lestial para a terra no meio da Tribula- ção de sete anos (Ap 127-9). Tal ação enfurecerá Satanás: sabendo que tem pouco tempo, ele iniciará uma assola- ção com fúria (Ap 12.12). Então ele, aparentemente, possuirá o anticristo e o induzirá a acabar com a adoração do Antigo Testamento que fora restabele- cida em Israel. Ele se apoderará do templo, se estabelecerá como Deus naquele lugar e exigirá que seja adora- do como tal. Porque Satanás deseja ser adorado como Deus (Is 14.1244), ele receberá essa adoração por meio de Em Apocalipse 12.1 3,1 5, Deus revelou que Satanás perseguírá e tentará destruir lsrael. Na foto: vista de Jerusalém a partir do monte das Oliveiras. 6 Notícias de lsrael. setembro de 2008 seu representante, o anticristo (ver Ap 13.4). Uma vez que essa adoração blasfema começar, o anticristo recebe- rá poder para continuar por 42 meses (Ap 13.5; cf. Dn 7.25). Além disso, Satanás começará a assolar Israel por intermédio do anti- cristo. Em Apocalipse l2.13,l5, Deus revelou que Satanás perseguirá e tentará destruir Israel (representa- do como uma mulher, Ap 12.1-2,5; cf. Gn 37.9). O povo judeu em Israel fugirá para o deserto por 1.260 dias, ou três anos e meio (Ap 12.6, 14), indicando que Israel experimentam assolação sem igual durante toda a segunda metade da Tribulação de se- te anos, enquanto Satanás tenta ani- quilá-lo por meio do anticristo e seu exército. Por essa razão, Deus deno- minou essa época futura de "tempo de angústia para Jacó” Gr 30.4-7). Deus não subjugará Satanás e estabelecerá Seu Reino Milenar na terra até que Israel se arrependa e experimente uma reconciliação na- cional com Ele (Zc 12-14, At 3.12- 21). Por isso, Satanás tenta destruir Israel antecipadamente: para que Deus não o aniquile. : :K5 (Íslqkri a7?? f? írwi 'i (m. ?Íãli Devido à calamitosa assolação associada com o estabelecimento da
  7. 7. coisa detestável no templo no meio da Tribulação de sete anos, - Jesus proferiu várias ordenanças urgentes para o povo judeu que viver na Ju- déia naquela época. Primeiro: fugir e refugiar-se nas montanhas logo que virem a coisa detestável estabelecida no templo (v. 16). Segundo: não gastar tempo ajuntando provisões de casa (vv. 17,18). Terceiro: orar para que a fuga não ocorra durante o mau tempo do inverno nem no sábado (v. 20). Ele também alertou que a fuga será extremamente dificil para as grávidas e as que amamentarem (v. 19). A urgência de Seu discurso implica que a assolação de Israel começará assim que a coisa detesta- vel aparecer no templo. A descrição (Mt 2411-28) Jesus deu a razão de Suas ordens urgentes: a época de aflição sem pa- ralelos em toda a história se iniciará no momento em que a coisa detes- tável se estabelecer no templo no meio da Tribulação. Essa época se- rá chamada de "grande aflição, como nunca houve desde a princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver" (v. 21). A palavra traduzida como "afli- ção” refere-se a "angústia", e foi utilizada para descrever as dores de parto. [4] A palavra traduzida como “grande” enfatiza a intensi- dade da angústia. [5] No início de seu discurso (vv. 4-8), Jesus afir- mou que a primeira metade da Tribulação será caracterizada pelo 'princípio de dores” (literalmente, "dores de parto") O conceito de “grande " angústia, no versículo 21, significa que a segunda metade se- rá caracterizada pelas intensas e di- ficeis dores de parto. O texto em grego revela que Jesus utilizou uma dupla negação a ñm de enfatizar a @ impossibilidade de qualquer outra época apresentar angústia tão in- tensa como aquela. Para ressaltar ainda mais esse as- pecto, Jesus disse, no versículo 22, que se Deus não tivesse determinado abreviar a segunda metade da Tribu- lação ao fim desses três anos e meio, toda came pereceria. A lim de que a humanidade sobrevivesse, Deus de- cidiu impedir que a época da “grande aflição" se estendesse além do limite que Ele estabelecerá. [6] A afirmação de Jesus mostra que essa época será de angústia sem par para todos (judeus e gentios) na terra. Por vários motivos, esse fato impede que a "grande tribulação" se refira à destruição de Jerusalém, o segundo templo ou Israel como Estado-Nação, pelo Império Roma- no em 70 d. C.: (1) Somente os judeus foram ameaçados em 70 d. C. (2) A destrui- ção em 70 d. C. não foi pior do que a de Samaria e a do reino do norte de Israel como Estado-Nação em 722 a. C. ou a destruição de Jerusalém, o primeiro templo, e o reino de Judá como Estado-Nação em 586 a. C. (3) A destruição em 70 d. C. não foi pior do que o Holocausto na Segunda Guerra Mun- dial. Morreram quatro vezes mais judeus no Holocausto do que na guerra linda em 70 d. C. Jesus aler- tou que a ini- gualável época de angústia se- rá caracteriza- da também por falsos cris- tos (messias) e profetas com falsos sinais (vv. 23-28). O resultado (Mt 24.2961) Jesus afirmou que imediatamen- te após a “grande tribulação" have- rá distúrbios cósmicos (v. 29). En- tão, o Seu sinal aparecerá no céu (talvez uma aparição de sua bn'- lhante glória - "Shekina" - em con- traste com o céu escurecido). To- das as tribos da terra se lamentarão e O verão vindo sobre as nuvens do céu com poder e grande glória (v. 30; cf. Ap 1.7). É importante notar que toda a afir- mação de jesus no versículo 31 está associada com afirmações do Antigo Testamento exclusivamente relaciona- das a Israel, e não à Igreja. jesus afir- mou que, em Sua Segunda Vinda, en- viará anjos para ajuntar os eleitos. Deus chamou Israel de Seu “eleito” (Is 45. 4; cf Dt 7.6). Jesus disse que Seus anjos ajun- tarão os Seus escolhidos "desde os quatro ventos". Deus alertou Israel de que, devido à rebelião, Ele os es- palharia a "todos os ventos” (Ez 5.10). Mais tarde, Ele declarou que os espalhara "pelos quatro ventos do céu" (Zc 2. 6). Deus também pro- meteu que, no futuro, os ajuntará "desde os quatro confins da terra" (Is Jesus afirmou que a primeira metade da Tribulação será caracterizada pelo "princípio de dores" (literalmente, "dores de parto"). Notícias de lsrael. setembro de 2008 -
  8. 8. 11.12), do Oriente, Ocidente, Nor- te e Sul (Is 435,6). Jesus declarou que Seus anjos ajuntarão os Seus escolhidos "de uma à outra extremidade dos céus" (v. 31). Deus afirmou que, no futuro, mesmo se o povo de Israel estiver espalhado na extremidade do céu, desde ali Ele os aiuntará (Dt 30.4). Jesus anunciou que Seus anjos ajuntarão os Seus escolhidos "com njo clamor de trombeta” (v. 31). Deus prometeu que, no futuro, o povo de Israel será aiuntado quan- do "uma grande trombeta. ” for toca- da (Is 27.12,13). (Israel My Glory) «scr _ omo qualquer outra passagem das Escritu- Y: .ras, a resposta de Jesus a essas perguntas deve ser interpre- tada em seu contexto. Mateus es- creveu seu evangelho para o povo judeu a fim de apresentar provas divinas de que Jesus (Yeshua) era o legítimo herdeiro ao trono davi- 8 Notícias de lsrael. setembro de 2008 Renald E. Showers é escritor, professor e conferencista intemacional de The Friends of Israel. Notas: 1. William F. Amdt and F. Wilbur Gingrich. “bdelugma”. A Greek-English Lexioon of the New Testament (Chicago: University of Chi- cago Press, 1957), 137. Recomendamos: v m_ P_ -qarz- A 'Pribulaçãu *a › e *' "Í- - v - V: ' LÊ; réu-gaia. = . ..a Pedidos: 0300 789.5152 díco e de que Suas afirmações messiânicas eram verdadeiras e comprovadas. Além disso, nesse contexto, Ie- sus instruiu de forma comovente Seus discípulos (e outros, por meio dessa passagem) a estarem "pron- tos" e a esperarem zelosamente por Sua segunda vinda. 2. Ibid. . “hagios”, 9. 3. Edward J. Young. 'me Prophecy of Daniel (Grand Rapids: Eerdmans, 1970), 219. 4. Amdt and Gingrich, “thlipsis", 362-363. 5. Ibid. , "megale", 498. 6. Para um estudo aprofundado dessa afirma- ção. consulte Renald E. Showers, MARA- NATHA. Our Lord, Come! (Bellmawr, NJ: The Friends of Israel, 1995), 50-54. n 0 Templo o. ; mir-mois www. Chamada. com. br A fim de frisar a grande urgência do assunto, Ele o elaborou com pa- rábolas pertinentes: ° A parábola da ñgueira (Mt 2432-35). - Os dias de Noé (Mt 2436-39). - O servo prudente e o servo mau (Mt 2445-51). - As dez virgens (Mt 25.1-13). rll
  9. 9. ' A parábola dos talentos (Mt 25.1460). Uma vez que Jesus falou prin- cipalmente para uma plateia ju- daica, Suas palavras não se apli- cam especialmente à Igreja. O ini- cio da Igreja foi no Pentecostes (At 2), algumas semanas depois (cf. Ef 3.5). Também é importante ter em mente que essas parábolas ainda são parte integral da resposta às perguntas feitas pelos discípulos em Mateus 24.3. A parábola da figueira “Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tomam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabe¡ que ele está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar” (Mt 2432-35). O objetivo da exposição do Se- nhor sobre a figueira e suas folhas que brotam era ensinar uma ver- dade central e evidente: que a ñ- gueira pronuncia o verão. De igual maneira, os sinais de Mateus 24.4- 28 prenunciam a Sua vinda, que ocorrerá logo em seguida. Jesus enfatizou que todos esses precur- sores seriam necessários. Todos esses fenômenos aparentemente discrepantes formarão um conjun- to totalmente integrado. Israel precisa enxergar o quadro todo e estar pronto. O Rei está vindo. O Reino será estabelecido. E a dor temporária de Israel (a Tribula- ção, o "tempo de angústia para ja- có” -_7r 30. 7; cf. Ap 6-18) dará lu- gar ao proveito e às bênçãos eter- nos (Jr 3131-34; Rm 11.25-27). Portanto, o contexto imediato e m mais amplo de Mateus 2431-35 remete direta- mente à nação de Israel. Jesus conti- nuou: "Em verda- de vos digo que não passará essa geração [no grego: genea] sem que todas estas coisas aconteçam" (Mt 24.34). Ele não se referia à ge- ração dos discípu- los que O escuta- vam. Isso ñca ób- vio em Mateus 21.43, onde Ele disse: "Portanto, eu vos digo que o rei- no de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus fluxos”. Historicamente, a geração do pri- meiro século passaria. Porém, a ge- ração do povo judeu viva durante o início desses sinais sobreviverá e verá o Messias vir como Rei da glória. A promessa de Jesus é certa. É mais fá- cil que o céu e a terra passem, do que as palavras do Rei falharem (Mt 24.35; cf. Mt 5.18). Os dias de Noé "Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unica- mente meu Pai. E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim co- mo, nos dias anteriores ao dilúvio, co- nzianz, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a to- dos, assim será também a vinda do Fi- lho do homem" (Mt 24. 36-39). Jesus prosseguiu dizendo que, naqueles últimos dias, a iniqüidade abundará como nos dias de Noé. Mesmo assim, Ele disse que nin- guém poderá calcular o momento . prr/ nlcí, pois, (sm ; rombo/ n da flui/ um (Ji/ ando j. : as seus ramos se fornrnn fcnros c brotam falhas sabeis qui* csi¡ ; nox/ nur u verão" (NH IJ 57,* exato do retorno do Rei, porque só o Pai sabe quando será (v. 36). Dado que Cristo frisou a neces- sidade de o povo judeu estar pron- to, essa ilustração de Noé é impres- sionante. É dito que todas as pes- soas no tempo de Noé viviam sua rotina normal. Preocupados com problemas temporários, eles ignora- ram os eternos e viviam como se não houvesse julgamento futuro. Esse é o significado da referência de Jesus aos dois homens no campo (v. 40) e às duas mulheres moendo no moinho (v. 41). Semelhante- mente aos dias de Noé, os indiví- duos a serem levados serão os iní- quos, que o Rei levará para julga- mento (cf. Lc 17.37). Os que forem deixados serão os crentes, que rece- berão a graca e a misericórdia de Deus. Eles povoarão o Reino do Messias em corpos ñsicos e serão os súditos leais do Rei. O servo fiel "Quem é, pozs, 0 servo _fiel e pruden- te, que o ; au senhor constituiu sobre a su. : cosa, para dar o sustento a seu rampa? Benz-aventurado aquele servo . gua a seu senhor, quando vier, achar Notícias de Israel. setembro de 2008 n
  10. 10. 'v ' . - m. _num Aos olhos do Senhor, aquele servo foi um hi- pócrita. Portanto, ele era separado dos outros e des- tinado ao julga- mento eterno, on- ; mu, /7 , _,«. ljlun" _, ,_, _,, , k , ,,_, ,,-. ._~¡r›; ¡, . , n¡ v, -_ de há “pranto e . m si* gv* . zm xut : xmru/ 'm . .ml . ' vo. : v_ , gw range, - , je dentes” Ha' 'mw n' c/ 'llrv/ U v» H "um : mil-M . nuni . A ~ a z 13.42 . Da , nm _m , VIH/ J _Li l “M, EJ' Hung-W A j¡ y_ ( ) servindo assim. Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens. .Mas se aquele mau servo disser no seu cora- ção: O meu senhor tarde virá; e come- çar a espancar os seus conservas, e a co- mer e a beber com os ébrias, virá o se- nhor daquele servo num dia em que o não espera, e à hora em que ele não sa- be, e separá-lo-á, e destinará a sua par- te com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mt 24. 45-51). Jesus iniciou Sua parábola com o tema que se repete "vigiar, pois". Seu foco aqui é a vigilância. O Se- nhor está vindo, e a Sua vinda testa- rá Seus servos. A parábola é sim- ples, porém sublime. Assim como o senhor na história de Jesus conñou todas as suas possessões ao seu ser- vo, assim o Deus de Israel confiou todas as coisas da terra a Seus ser- vos. A resposta de um servo ao seu senhor revela a verdadeira condição de seu coração (Mt 24.46,4S,49). O Senhor quer encontrar Seus servos fazendo Sua vontade fielmente (vv. 45,46); e, quando voltar, Ele os re- compensará pela fidelidade (v. 47). Falhar em cumprir a ordem do Senhor é agir de modo infiel. Essa ação traz o justo castigo do Se- nhor, pois, na parábola, quando tal servo percebia a demora de seu se- nhor, ele abusava de seus próprios servos; então, o senhor retornava inesperadamente, e o julgamento acontecia (vv. 50,51). m Notícias de Israel, setembro de 2008 mesma forma, na segunda vinda do Messias, todos os iniquos serão julgados e separados eternamente de Deus. Essas parabolas do servo tie] e do servo mau e os talentos dados a eles pelo mestre falam dos privilégios que Deus tem dado ao povo da Sua pro- messa e das conseqüências da deso- bediência intencional e prolongada. E então! Que observações podem ser fei- tas sobre Mateus 24.3251? Em relação a Israel A apresentação de Jesus por Ma- teus é consistente, comprovada e verdadeira. Ele é o verdadeiro Rei de Israel, o “Filho de Davi”, o Mes- sias do povo de Sua promessa. Suas profecias nessa passagem aumentam a validade de suas afirmações mes- siânicas e cumprem as promessas das Escrituras Hebraicas. Além dis- so, Suas credenciais messiânicas de- claram Seu mérito. Portanto, permite que todo o Israel O receba individualmente e co- mo nação. Em relacào a lgresd Somente de forma secundária a passa- Pedidos: 0300 7895152 gem pode ser aplicada à Igreja, isto é, aos crentes em Jesus judeus e gentios. Assim sendo, a Igreja pode inferir princípios espirituais da pas- sagem e apoderar-se da verdade pa- ra que os crentes possam ser fiéis no ouvir, crer e obedecer a Palavra de Deus. Especificamente, os crentes de- vem: 1. Fazer todo esforço para apre- sentar o Messias aos judeus e gen- tios de forma espiritual e sensível ao contexto. Isso deve envolver vigi- lância e torná-lO conhecido no falar e no agir. 2. Reconhecer que, quando o Evangelho de Mateus inicia com a adoração ao Rei recém-nascido, f - ram os magos gentios que se pros- traram perante Ele (Mt 2.1-12). Mateus encerra seu relato com a comovente ordem de Jesus a Seus discípulos: 'Tortanto ide, fazei discí- pulos de todas as nações, bazizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espí- rito Santo; ensinando-os a guardar to- das as coisas que eu vos tenho manda- do” (Mr 28.1220). Os interesses de Deus são globais, mas começam em Israel. Portanto, "orai pela paz de ferusalém” (Sl 122. 6) e então, alcancem amavelmente o Seu povo em todo o mundo. A sua vida deve ilustrar a verda- de. A luz verdadeira ilumina a al- ma. (Israel My Glory) Deane Woods é representante de The Friends of Israel na Austrália, Sudeste da Asia e Nova Zelândia. Recomendamos: www. Chamada. com. br dl!
  11. 11. Local do Congresso: Hotel Monte Real lfiua São Paulo, 622 Aguas de lindoia/ SP Tel. (19) 3924-9200 Todo o congresso (palesiras, hospedagem. refeições) será realizado no Hotel, que possui excelente inlraestrulum com um rr~âwmprzx . ..__. .__-; Centro de Cc. refeitório cow' 1500 pessoas Traslados : A panlr das 1: haverá transao Certificados, pastas e camisetas: Todos os inscritos receberão Senilicado de Panicipação e : asia com material do congres- aça sua inscrição até o* e ganhe uma linda : anseia do evento. Águas de Lindóia / sp 22 a 25 de Outubro de 2008 Especial - Horários de Chegada e Saída: Os participantes serão recebidos no Hoiel a partir das 14hs do dia 22 de outubro de 2008, quarta- íeira, e a abertura do Congresso será às 20hs, terminando após o almoço do dia 25 de outubro de 2008, sábado. Como chegar *o ensure. __ - Guamá; com novidades! Estancias: Haverá estandes com exce- lentes ofertas de livros, Bíblias, folhetos, revistas, videos, CDs, DVDs. camisetas. pôsteres. etc. .. mui. : . _sw f A75 | N S C R] ÇÃO Águas de Lindóia/ SP - 22 a 25/10/2008 Envie~a hoje mesmo para Obra Missionária Chamada da Meia-Noite: Caixa Posta' 1555 - 32 = '3 LEGRErRS - 90001-970 o Fax: (5032491385 Nome: Sexo: ü M ü F Fone: (p) FAX: ( ) Data Nasc. : Rua: N°: í_ Blocozí Apto: ;Jg É Bairro: Cidade: Estado: CEP da Rua: e-mail: ã E Profissão: É Denominação: Cargo na Igreja: Ê c CPF: RG: g 7g Participante de grupo: ü Não ÚSim Nome do responsáveh No caso de inscrição de casal. indique o nome do côniuge: 3* Se possivel. gostaria de ficar hospedado com: í: :- Canáo: 7 7 Titular: Validade: Forma de pagamento: LI à vista _t_ Ú Cheques pré-datados (nominais cruzados, do seu próprio talão) Ú Depósito instantâneo (anexar cópia) no BRADESCO (Ag.324-7 / Conta 38.6860 : - l 00:' : s: r r Uiilmos a Q9105 do versqdo carla: : ü BANCO oo BRASIL- Ag. 2821-5, conta 4980-3 (anexar cópia) OGG: 92.898.188IW01-55 Válido somente após envio da CÓPIA do comprovante! D parcelado Pn p. :
  12. 12. PPeietor-es : : 'I e palestras Mano Kalisher (israel) : : NOVO: : Sente como pastor da Jerusalem Assembly - House of Redemption e como expositor da Biblia em congressos interdenominacionais e out- ros eventos, tanto em israel quanto no exterior. Mano é judeu mes- ) siânioo. ou seja, crê em Jesus como seu Salvador pessoal e que Ele ç , a é o Messias prometido de israel. Suas palestras têm sido muito ' abençoadas, mostrando a visão judaica da Biblia. Norbert Lieth (Suiça) E Diretor da Chamada da Meia-Noite Internacional. Suas mensagens tem como tema central a Pa| avra Proiética. Logo após sua conversão, estudou em nossa Escola Bíblica e ficou no Uruguai até conclui-la, Por alguns anos trabalhou como missionário em nossa Obra na Bolivia e depois iniciou a divulgação da nossa literatura na Venezuela. onde permaneceu até 1985. Nesse ano, voltou a Suiça e é o principal preletor em nossas conierências na Europa. E autor de vários livros publicados em alemão. português e espanhol. Amo Froese (EUA) Arno Froese é o diretor-executivo da Obra Missionária Chamada da Meia-Noite nos EUA Ele já realizou mais de cinqüenta conferências . proiéticas nos Estados Unidos, no Canadá, em israel, na Europa, na r ndia e no Brasil. Suas constantes viagens tem contribuído para uma l q g visão aguçada das profecias bibiicas, pois ele as analisa de uma ' perspectiva intemacional. ¡ ' Eros Pasquini Jr. (Brasil) ' O Pr. Eros Pasquini Jr. integrou o corpo docente do Seminário . - "' Bíblico Palavra da Vida. Pastoreou igrejas em Manaus e Porto 2:' ~ v. b Aibgreeatuouerpcamubaswmo/ &sponsàysipebfducaçào . ^ Teológica na lgreia Batista Central. Ele é Tradutor Juramentado e a . J docente internacional do Instituto Haggai. tendo atuado como ' palestrante e intérprete em diversos Congressos. ' Reinhold Fedaroif (Brasil) _ Reinhold Federolt é missionário alemão, artista gráfico e paiwtrante. s* l, l í Trabalha com a Obra Missionária Chamada de Meia-Noite há 30 anos no Brasil, tazendo parte de sua diretoria. Ele viaja por lodo o Brasil, com um grande ônibus-trailer, o VERBUS, representando a , _ l' " i missão, palestrando nas mais diversas igrejas e divulgando a “ literatura cristã. Reinhold desenvolveu em seu ministerio a pregação audiovisual que tem sido uma bênção para muitos. Planos S Preços Pastores: |0% DE DESCONTO sobre os preços individuais Grupos: A cada i0 inscrições, a I ia é GRÁTIS + um conjunto dos DVDS do Congresso ' Crianças: até 4 anos - Cortesia 5a ¡Oanos- R$2|0.00 i1 anos acima - preço de adulto Durante OS Palestras, haverá programação especial para crianças (acima de 3 anos). realizada pela APEC_ i 938m3!” Parcelado: A: ,carater aiweráo ser page: :revés ale: ' Cheques Pré-datados 0 Carrão de crédito Os PFBÇOS incluem participação no congresso, hospedagem e as refeiçõü Constantes do programa. Eles não incluem bebidas e extras no hctel- Em Caso de desistência. será retido o valor de RS 90,00. Informações: “' A s' e 'w 'c' 'jL I _ , r da . Meia» ! oite- Caixa Postal 1688 , 90001-970 - PORTO ALEGRE/ RS - Brasil Fone: (51) 3241.5050 - Fax: (51) 3249-7385 xr: te; . (tê m' Mateus 25.6 Prelados Amigos: Este é um ano muito especial para nós: a Chamada está Completando 40 anos no Brasil, Israel Esteja seus 60 anos de existência e realizaremos nosso 10° Congresso. Assim, temos fortes motivos para agradecer ao Senhor pela fidelidade para COm Seus filhos. Para comemorar este : mo histórico, estamos planejando um Congresso muito especial com várias novidades. Além dos palestrantes já conhecidos - Norbert Lieth, Amo Froese -, tere- mos a presença de Meno Kalisher (veja ao lado). Além dessa grande novidade, estarão conosco em todos os momentos de louvor os irmãos André Paganelii e Levi Williams, os quais nos âlegrarão com músicas dc Israel e o lançamento do novo CD "Tributo a Israel - 60 anos", gravado em nosso estúdio. Para festejar e agradecer ao Senhor por tudo que fez, ofcreceremos um jantar dc gala em comemoração aos 40 anos da Chamada. Será uma noite muito especial! Então só resta você confirmar sua presença fazendo logo a inscrição para estar em mais este congresso. Temos certeza dc que será marcante para todos que participarem e vamos enaltecer juntos a grande obra de Deus no cumprimento de 56m Palavra em relação a Israel, :r Igreja e as nações? Dieter Steigerê É Presidente Louvor: Jamil Abdalla, André Paganelli e Levi Williams ESPOCIaI: Jantar de Gala em comemoração aos 40 anos da Chamada PS: Dave Hunt teve de submeter-se a várias cirurgias nos últimos meses e não poderá participar deste Congresso. Pedimos que orem pela sua plena recuperação. cartão de crédito, cheque ou depósito no Bradesco ou Banco do Brasil individual Individual 'âfníãífàcà' u'›° 'czoãrlüfâêüâl até 30/9/2008 R$ 530.00 R$ 570.00 BPÔS 30/9/2008 até o congresso R$ 560.00 R5 600.00 Casal Casal (apto. sem ar condicionada) (apto. com ar condicionado) até 30/9/2008 RS 954.00 R3 1026,00 após 30/9/2008 até o Congreso R$ IO0B,00 R3 |080.00 Mente ¡nsmçán _ sem individual Casal hOSPQdagQm a alimentação: R5 '$030 R$ 270,00 c. v 3 › ~_ cartão de crédito ou cheques pré-datados individual (2 a 3 pessoqsno sem a¡ condiz¡ o) Individual 2 3 (m7,. afêãfãàãitíã” Setembro 2 x R5 280.00 2 x R$ 300.00 Outubro i x RS 560,00 | x R$ 600.00 ai a _ _ (apta. sem ar condicionada) (apto. com ar condicionado) Setembro 2 x R3 504,00 2 x RS 540.00 Outubro I x R$ l008,00 I x R5 i080.00
  13. 13. N' s' r-wrw v r : fr-gv , -4 . t -aq- . JJ -- "*_J : y , m¡ 4- @Íuzth í” x-- l "Eu vos farei habitar neste lugar, na terra que dei a vossos pais, desde os tempos antigos e para sempre” Geremias 7. 7). o dia 14 de maio de 2008, Israel, a nação de Deus, completou sessenta anos de resta- belecimento nacional, conforme seu atual formato de Estado. Eu desejo um "Feliz Aniversário” ao Estado de Israel, como a maioria dc nossos leitores também deseja. A fundação e o desenvolvimento dessa nação revelaram um recomeço glorioso até os idos de 1980; desde então, as situações têm dado evidências de UID ÍÊUOCCSSO. AOS SCSSCHÍH HIIOS de idade, o Estado de Israel parece es- tar à beira de um precipício, encur- talado de todos os lados por diver- sos perigos. Se a situação de Israel for anali- sada simplesmente do ponto de vis- ta geopolítico secular, não há razão para se ter esperança com o passar do tempo. O mundo muçulmano parece crescer e se fortalecer a cada dia. A obstinação muçulmana de “varrer” Israel para dentro do mar parece que, ñnalmente, se concreti- zará. Para Israel, a única “luz de es- perança no fundo do túnel” reside no fato de que seu povo já esteve em situações semelhantes no passa- do e sempre conseguiu lidar com as adversidades para sobreviver. É cla- ro que Israel conseguiu chegar até este momento da história, em virtu- de do cuidado e da orientação de Deus em seu favor. Segundo a Bí- blia, o futuro reserva a mesma espe- rança. Deus sempre atuou na histó- ria, usando um determinado indiví- duo corno instrumento para a libertação de Israel. Um exemplo famoso de tal realidade pode ser observado em Ester. Entretanto, Deus também usou individuos gen- tios para tal finalidade. O profeta Isaías declara que Ciro seria o servo de Deus incumbido de trazer um remanescente judeu de volta à terra de Israel após o exílio na Babilônia (cf. Isaias 44.28). Nessa ocasião do aniversário de Israel, ao relernbrarrnos o passado e reiletirmos sobre o restabelecimen- to dessa nação, constatamos que Deus usou influentes individuos gentios para ajudarem na criação do atual Estado de Israel. O ex-pre- sidente dos Estados Unidos, Harry S. Truman (1884-1972), parece ter sido um “Ciro" da modernidade, ao desempenhar um papel funda- mental para o nascimento do Esta- do de Israel há sessenta anos. Notícias dc lsrael. setembro dc 2008
  14. 14. L Comemorações dos 60 cnosdo Estado de Israel, em maio de 2008, em Jerusalem. O Testemunho Cristão de Harry Truman Truman nasceu e cresceu no Es- tado do Missouri, numa familia que professava sinceramente a fé evan- gélica. Quando Harry nasceu, seus pais eram membros de uma igreja batista, vinculada à Convenção do Sul dos Estados Unidos, a qual seus avós paternos e maternos aju- daram a fundar na cidade de Grandview. “Seu pai, John Ander- son Truman, também era um batis- ta convicto. Tanto o pai, quanto sua mãe, Martha, criaram-no de acordo com os princípios tradicio- nais da convenção batista". [l] En- tretanto, quando Harry tinha 6 anos de idade, a família se mudou para a cidade de Independence e eles começaram a freqüentar domi- nicalmente a First Presbyterian Church at Lexington and Pleasant [i. e., Primeira Igreja Presbiteriana em Lexington e Pleasant] até que Harry chegasse à idade de 16 anos. Ao completar 18 anos de idade e mudar para a cidade de Kansas City, ele tomou-se membro da igre- ia batista naquela localidade através do batismo, e continuou a ser um [4 Notícias de Israel, setembro de 2008 batista vinculado à Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos até o firm de sua vida. _ Truman afirmou 7 o seguinte' “Eu . l sou batista' por- que acredito que essa denomina- ção apresente ao homem comum o acesso mais curto e direto para Deus”. [2] Durante sua fase de cresci- mento, Truman lia as Escrituras re- gulannente e aos 14 anos de idade já tinha lido a Biblia inteira por quatro vezes. “Em virtude do seu aprendizado na Escola Biblica Do- minical e por sua própria leitura da Bíblia, Truman conhecia muitas passagens bíblicas de cor, de forma que, ocasionalmente, era capaz de citar vários versi- culos das Escrituras". [3] Na sua juventude, Harry era um leitor voraz e conti- nuou a sê-lo por toda a sua vida. A família Truman possuía uma coleção da obra Great Men and Fa- mous Women [i. e., Grandes Homens e Mulheres Fa- mosas] cujo editor era Charles Francis Home. "Segundo, Margaret, a ñ- lha de Truman, depois das biograñas escritas por Hor- ne, o livro de que ele mais gostava era a Bíblia. Há, inclusive, indícios de que Truman, em certa época, chegara a considerar a pos- sibilidade de se dedicar ao q ministério". [4] Todas as evidências apontam para o fato de que Harry e sua irmã Mary eram bastante ativos na igreja ciu- rante a fase ñnal de sua adOlCSCÉlÍL- cia e a partir dos 20 anos de idade. E quanto às convicções cr' de Truman? “Trurzan demonsn pouco interesse ; nelas questões 'teo- lógicas, embora tivesse mas. reve- rência quase fundamentalâsia pela Biblia”. [5] Ce ' enorme interesse pela la Biblia, Truman fez segu claração sobre os Estados Unidos: A providência de Deus desempe- nhou um papel fundamenta) na hisfá» ria de nossa noção. Minho impres- sõo é o de que Deus nos constituiu e nos trouxe à atual posição de supre- macia e poder para um propósito maravilhoso. Não nos foi dado co- nhecer plenamente que propósito é esse, porém creio que podemos estar certos de uma coiso, o saber, que 3517. : :SÍÓT Horrã/ Truman, ex- residente dos Estados Unidos a América, esempenhouum papel fundamental para o nascimento do Estado de Israel há sessenta anos. o,
  15. 15. nosso pois fo¡ designado para fazer tudo o que estiver o seu alcance, a fim de que, em cooperação com ou- tros noções, estabeleça e preserve o paz no mundo. Cabe-nos defender os valores espirituais (i. e., o código mo- ral) contra os ataques das imensos forças do mol que procuram destrui- los. [ó] Saddington comenta que “Em- bora a escatologia pré-milenista predominasse na Convenção Batis- ta do Sul dos Estados Unidos. de- nominação essa na qual Truman nascera e para a qual retornara com a idade de 18 anos”, "Truman nun- ca expressou sua aceitação do Pre'- Milenismo. Não se tem certeza de que ele tenha chegado a entender corretamente o Pré-Milenismo”. [7] O enfoque cristão de Truman esta- va nos princípios éticos da vida diá- ria; sua tendência era a de evitar os sistemas teológicos. O sionismo cristão de Truman era uma combi- nação de seu fascínio pelo povo da Bíblia (i. e., os judeus), originário do profundo conhecimento que ti- nha dos detalhes bíblicos, e de sua preocupação humanitária com um povo perseguido, Truman disse: "Para mim, as histórias da Bíblia eram histórias de pessoas reais, de modo que eu conhecia algumas dessas pessoas melhor do que aque- las com as quais eu tinha conta- to”. [8] Suas convicções sionistas cristãs se desenvolveram e enraiza- ram-se com profundidade muito antes que ele viesse a ser presidente dos Estados Unidos da América. O Conselheiro presidencial Clark Clif- ford fez este relato sobre Truman: Sua dedicação pessoal de ler a história antigo e c¡ Biblia fez dele um defensor do idéia de uma pótria ¡u- doico no Palestina, até mesmo qucm- do outros que eram simpáticos à cou- sa dos iudeus falavam cle envió-los para outros lugares, como o Brasil. Truman não precisou ser convencido ater-ram. .. *agp* pelos sionistcs Em sumo, ele acre- ditava que os sobreviventes ¡udeus mereciam algum lugar que historico- mente lhes pertencesse. Eu me lembro de uma vez em que ele fez o seguinte comentário sobre o problema de re potrior pessoas refugiados em outros países: "todos os outros povos que fo- rom obrigados o soir de sua pótrio têm algum lugar puro regressar, po- rém os ¡udeus não têm nenhuma terro paro o qual possam voltor". [9] O Reconhecimento de Israel O sionismo cristão de Truman foi exercido em duas das maiores decisões que ele teve de tomar du- rante seu mandato de presidente: a primeira dizia respeito à postura que os Estados Unidos deviam ter ao votarem acerca da demarcação de um território para Israel, na- quela resolução das Nações Uni- das ocorrida no final de novembro de 1947, que resultaria ou não na criação do novo Estado Judeu. A segunda decisão era a seguinte: os David Ben-Gurion cleclrou o noscimto cl Etodo de loel no dio i4 de maio de l948. Estados Unidos deviam reconhe- cer diplomaticamente a recém- constituída nação judaica naquele momento em que David Ben-Gu- rion declarou o nascimento do Es- tado de Israel no dia 14 de maio de 1948? Em ambas as questões, pratica- mente todos os conselheiros pes- soais de Truman, além do Departa- mento de Estado e do Comando das Forças Armadas dos EUA, se opuseram a ele. Saddington men- ciona o seguinte: Os consultores de político externo nos quais Truman mais confiava, quo- se que sem exceção, erom perempto ricamente contrários ao estobelecimem to de um Estado Judeu no Palestine O presidente enfrentou o temível fren- te de oposição do General Morshcri do Sub-Secretário de Estado, Rebe" Lovett, bem como o oposição do S* cretório dos Forças Novais, lom Forrestol, do Diretor do Equipe : e Planejamento Político, George '(5'- non, do Conselheiro do Departure'- to de Estado, Charles Bohlen, e : : sucessor de Marshall no posto ce E: - 'l (IJ Notícias de Israel. setembro de 200o' É
  16. 16. cretório, Dean Acheson. Loy Hender- son, diretor da National Education Association - NEA, que chegara ao Departamento de Estado exatamente três dias depois da morte do presi- dente Franklin Delano Roosevelt, igualmente se opôs às aspirações sio- nistas. William Yale, que também ta- zia parte do Departamento de Esta- do, afirmou que a criação de um Es- tado Judeu na Palestina seria "a maior asneira da diplomacia". Quan- do o Secretario Forrestal relembrou ao presidente a necessidade premen- te que os Estados Unidos tinham do petróleo da Arabia Saudita, no caso de uma guerra, Truman declarou que trataria daquela situação à luz da iustiça, não do petróleo. [l O] Truman lidou com ambos os problemas aplicando sua metodolo- gia de que "o jogo de empurra en- cerra aqui”, ao tomar decisões difí- ceis e responsáveis. "Truman orien- tou o delegado dos Estados Unidos na ONU, Hershel Johnson, para que anunciasse o apoio americano ao plano de partilha UNSCOP no dia 11 de outubro de 1947". [11] Então, dezessete minutos depois que David Ben-Gurion declarou a instituição do novo Estado de Is- rael, uma mensagem telegrafada da Casa Branca foi enviada a Israel e informada à imprensa, com o se- guinte anúncio oficial: Este governo foi informado de que se proclamou um Estado Judeu na Pa- lestina e de que seu governo provisório solicita o respectivo reconhecimento. Os Estados Unidos reconhecem a legitimidade desse governo provisó- rio como a autoridade de fato do no- vo Estado de lsrael. [l 2] Clark Clifford conjectura que "como um estudante da Büalia", Truman “cria na justificativa histó- rica para a existência de uma pátria judaica e sua convicção era a de que a Declaração Balfour, expedida em 1917, constituía-se numa solene [6 Notícias de lsrael. setembro de 2008 promessa de Cumprimento da anti- qüissima esperança e do sonho do povo judeu". [l3] David Ice conclui que "a explicação mais substancial se encontra na formação protestan- te de Truman". [14] Conclusão Após o mandato de Truman na presidência dos Estados Unidos, Eddie Jacobson, um amigo judeu dele de longa data, apresentou-o a um grupo de professores dizendo: “Aqui está o homem que ajudou a criar o Estado de Israel', porém Truman o corrigiu: “O que você quer dizer com a expressão 'ajudou a criar? ” 'Eu sou Ciro. Eu sou Ci- ro'”. [l5] Talvez essa seja a princi- pal razão pela qual Deus, em Sua providência, tenha colocado esse homem na Presidência dos EUA. Muitos dos que examinaram cuida- dosamente os anais da história es- tão convictos de que, se Franklin Roosevelt tivesse continuado na Presidência dos Estados Unidos, não teria tomado as mesmas deci- sões que Truman tomou e deixou como legado. [l6] Do meu ponto de vista evangélico, parece que Deus elevou Truman ao poder e o colo- cou na Casa Branca com o propósi- t0 de constituir um importante agente humano que Ele usaria, as- sim como Ele usou a Ciro muitos séculos antes, para trazer Israel de volta à sua terra. Quem Deus usará no futuro para tanto? Maranata! (He-Tnb Perspectives) Recomendamos: , __ Thomas Ice é diretor-exe- cutivo do Pre-Tríb Fte- search Center em Lynchburg, VA (EUA). Ele é autor de muitos livros e um dos editores da Bíblia de Estudo Profática. E Lys. Pedidos: 030o 789.515 Notas: 1. James A. Saddington, 'Prophecy and Poli- tics: A History of Christian Zionism in the Anglo-American Experience, 1800-1948", tese apresentada para a obtenção do grau de PhD na Bowling Green State University, 1996, p. 362. 2. Paul C. Merkley, The Politics of Christian Zionism: 1891-1948, Londres: Frank Cass, 1998, p. 160. 3. Saddington. “Prophecy and Politics”. p. 363. 4. Saddington, “Prophecy and Politics". p. 363. 5. Merkley, The Politics of Christian Zionism, p. 161. 6. Merkley, The Politics of Christian Zionism, p. 152453. 7. Saddington, “Prophecy and Politics". p. 364. 8. Merkley, The Politics of Christian Zionism, p. 159. 9. Citado por Saddington em "Prophecy and Politics". p. 372-73. 10. Saddington, “Prophecy and Politics", p. 436. 11.Saddington, "Prophecy and Politics”, p. 448. 12. Merkley, The Politics of Christian Zionism, p. 190. 13. Citado por Saddington em "Prophecy and Politics", p. 464. 14. David lee, "Harry S. Truman and Ameri- ca's Recognition ot israel em 1948". en- saio não-publicado apresentado ao De- partamento de História da Liberty Univer- sity, dezembro de 2007, p. 7. 15. Merkley, The Politics of Christian Zionism, p. 191. 16. Veja Saddington, “Prophecy and Politics". p. 347-54; Merkley, The Politics of Chris- tian Zionism, p. 149-54; John Goodall Snetsinger. “Truman and The Creation ol Israel”, tese apresentada para a obtenção do grau de PhD na Stantord University, 1969; Earl Dean Huft. “Zionist Influences Upon U. S. Foreign Policy: A Study of American Policy Toward The Middle East From The Time of The Struggle For israel to The Sinai Conflict', tese apresentada para a obtenção do grau de PhD na Uni- versity ot Idaho, 1971. t' 'lui -xjdmhí X '-L. -I wwvlr. chamada. corn. br
  17. 17. ¡n! Sessenta : :nas «ie ãstiaâc si. ? iai-iai, amis gtlíêtttuã : Lontras tsruei e seis ¡iromcissas : ftr'É1'“iS§'lÂ! iL3!. _, _ ""("'_<" l' W? _' l'. ' ' 't Israel fez 60 anos em maio. Desde sua fundação, esse país é antagonizado como nenhum ou- tro. Apesar de seis guerras, os ára- bes não conseguiram aniquilar o Estado judeu. Mesmo assim, a população judaica sente um cres- cente medo do futuro. As amea- ças dos inimigos árabes tornam-se cada vez mais concretas. Em uma edição da revista suí- ça Die Weltwoche lemos: Sera que lsrael verá o ano de 2048? Na semana passada, Fiz essa pergunta a diversos amigos e colegas israelenses. Para minha grande sur- presa, nenhum deles respondeu com um claro 'sim'. .. Aos sessenta anos, ls- rael ainda se encontra no periodo de experiência, com final incerto. .. Dos adolescentes israelenses, 82% temem que a existência do país esteja amea- çada: 30% deles estão convictos de que existe uma 'séria' ameaça de des- truição. .. O país é tõo instável política- mente que, nos óO anos passados, a duração média dos governos to¡ me- nor que dois anos. .. Mesmo o primei- ro-ministro Ehud Olmert expressa sen- timentos apocalípticos. Há meio ano ele advertiu a respeito das conseqüên- cias, caso as negociações de paz com os palestinos venham a falhar. Então haveria uma luta por direitos iguais, disse ele, aludindo à tendência do crescimento numérico da população árabe em relação aos ¡udeusz 'Assim que isso acontecer, o Estado de lsrael estará acabadoC. . Na cosmovisão is- lâmica, um Estado ¡udeu não apenas não tem lugar; ele é considerado uma blaslêmia contra Alô. Por isso, é lógi- co que Israel seia qualificado de 'tu- mor cancerígeno' pelos muçulmanos. .. lsrael deve ser aniquilado, segundo a constante insistência iraniano. Essas não são ameaças vazias. Os serviços secretos israelenses prevêem que o Irõ poderia estar de posse de bombas atômicas já no tinal de 2009, no mais tardar em 201 l Ç Outra noticia relativa aos 60 anos de Israel dizia: Mais uma vez o presidente irania- no Mahmoud Ahmadineiacl ameaçou aniquilar lsrael, conforme declarações à agência de notícias iraniano, IRNA. Aos numerosos líderes políticos que cumprimentaram lsrael pelo seu 609 aniversário, ele transmitiu a seguinte mensagem: 'Aqueles que pensam po- der ressuscitar o cadáver do regime sionista por ocasião de seu aniversório estão completamente enganados. .. A existência do complexo sionista está em ioga. Ele se encaminha para sua destruição'. Ahmadinejad ainda acrescentou: 'lsrael acabou como um rato morto, depois que toi derrotado na guerra do Líbano? Humana e politicamente, a imagem que descreve o futuro do Estado judeu é sombria. Mas a imagem do futuro de Israel apre- sentada pela Biblia é bem diferen- te. A existência de Israel atesta a existência de um Deus vivo. O po- der da Palavra de Deus é mais po- deroso que todas as armas que se voltam contra Israel. A confiabili- dade da aliança do Senhor é mais forte que todas as ameaças dos ini- migos: “Então, as nações que tiverem testado ao redor de vós saberão que eu, o Senhor, reediñquei as cidades destruí- das e replanteí o que estava abandonado. Eu, o Senhor, o disse e o farei" (Ez 36.36). A seguir apresentamos seis promessas do Novo Testamento que garantem o futuro de Israel. Conscientemente foram escolhi- das apenas passagens do Novo Testamento, porque no meio cris- tão estão se levantado vozes di- zendo que Israel, segundo o Novo Testamento, não teria futuro. As passagens a seguir demonstram que não é assim: I . O Messias será' isent- VlliClO exauzrêzc . . 0216C i0¡ IÊICÍÍQClO, no passado “Eis que a vossa casa vos ñ- cará deserta. Declaro-vos, pois, que, desde agora, já não me ver-eis, até que venhais a di- zer: 'Bendito o que vem em no- me do Senhor! ” (Mt 2338-39). Notícias de lsraeLsetembro de 2008 l7
  18. 18. Horizonte Apesar de seis guerras. os árabes não conseguiram aniquilar o Estado judeu. Jesus falou essas palavras com relação a Jerusalém. É evidente que o Senhor, que foi rejeitado em Jerusalém, para lá voltará e será recebido como Aquele que “vem em nome do Senhor” (veia Mt 21.9 e Mt 23.39). O povo judeu não fará essa saudação de boas- vindas em Nova York ou em São Petersburgo, mas em Jerusalém. z. . A vuiia de lesus : Íi Lent¡ fudaic? “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; to- dos os povos da terra se lamen- tarão e verão o Filho do Ho- mem víndo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trom- beta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt 24.30-31). As doze tribos de Israel verão o Filho do Homem voltando para o lugar de onde subiu aos céus. E os judeus escolhidos, que nessa época [8 Notícias de lsrael. setembro de 2008 ainda se encon- trarem na Diás- pora (Dispersão), também serão reunidos ali. " Q u a n| <ll o vier o Filho do Homem na sua majestade e to- dos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória” (Mt 25.31). O trono da glória do Messias estará em Jeru- salém, porque essa passagem refe- re-se à vinda de Jesus em glória. E para onde Ele virá? Para o lugar onde já esteve, para Israel! Jerusa- lém é o estrado dos Seus pés, on- de os inimigos de Deus terão de se prostrar diante dEle (Sl 110.1; Lm 2.1; l Cr 28.2). Não admira que a fúria de Satanás se volte contra essa cidade! O versículo 31 de Mateus 25 está inserido no contexto de Ma- teus 24 e 25, que fala quase exclu- sivamente da terra e do povo de Israel. , . Lrk. Íftugztl JC &LK; “E, estando eles com os olhos tiros no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles e lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assun- to ao céu virá do modo como o vistes subir" (At 1.10-11). Já que o Senhor Jesus subiu ao céu a partir do monte das Olivei- ras, obrigatoriamente Ele terá de voltar para o lugar que os anjos indicaram. O monte das Oliveiras encontra-se em Jerusalém (veja Zc 144-5; At 3.19-20). 3. É) feaenl*-. ,;' tviíurz' mr: : híün "Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (pa- ra que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio en- durecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitu- de dos gentios. E, assim, todo o Israel será salvo, como está es- crito: Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Jacó as impie- dades. Esta é a minha aliança com eles, quando eu tirar os seus pecados. Quanto ao evan- gelho, são eles inimigos por vossa causa; quanto, porém, à eleição, amados por causa dos patriarcas; porque os dons e a vocação de Deus são irrevogá- veis” (Rm 11.25-29). Quando a plenitude dos gen- tios estiver agregada ao corpo da Igreja, esta será arrebatada da ter- ra. Depois, o Senhor voltará para Sião, salvará Israel, restaurará a nova aliança com eles e tirará seus pecados. Como isso ainda não su- cedeu, ansiamos com esperança viva pelo breve cumprimento des- sas afirmações. Como a aliança de Deus corn Abraão, conforme Gá- latas 3.17, não pode ser invalida- da, isso significa, ao mesmo tem- po, que ela ainda precisa ser cum- prida. E como a aliança de Deus com Abraão diz respeito ao povo e à terra de Israel terrenos (Gn 15.18), obrigatoriamente será lá que essa promessa se cumprirá. Apocalipse 14 também chama a atenção para o fato de que o Se-
  19. 19. nhor voltará para Sião: "Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai” (Ap 14.1). A certeza de que essa passagem não está se referindo à Sião celes- tial mas à terrena deriva do fato de que João, por duas vezes, salienta nesse capítulo ter ouvido uma voz vinda do céu (vv. 2,13). Isso signi- ñca, portanto, que ele não se en- contrava no céu e sim na terra. Portanto, ele viu a volta de Jesus ao monte Sião terreno. Depois, no capítulo 14, João descreve ter visto o Senhor vindo sobre uma nuvem para julgar a terra, o que igual- mente deixa claro que o Senhor voltará para a Sião terrena. "Expôs Simão como Deus, primeiramente, visitou os gen- tios, a fim de constituir dentre eles um povo para o seu nome. Conferem com isto as palavras dos profetas, como está escri- to: Cumpridas estas coisas, voltarei e reediñcarei o taber- náculo caído de Davi; e, levan- tando-o de suas ruínas, restau- rá-lo-ei. Para que os demais homens busquem o Senhor, e também todos os gentios sobre os quais tem sido invocado o meu nome, diz o Senhor, que faz estas coisas conhecidas desde séculos” (At 15.14-18). O povo mencionado no versi- culo 14 é a Igreja, formada dentre as nações (1 Pe 2.9-10). Depois da era da Igreja o Senhor voltará para restaurar o tabemáculo caído de Davi, o que tem relação com o domínio messiânico no reino mi- lenar. Tiago (At 15.13) citou a profecia de Amós 9.1l-l2: “Na- quele dia, levantarei o taber- náculo caído de Davi, repara- rei as suas brechas; e, levan- tando-o das suas ruínas, res- taurá-lo-ei como fora nos dias da antigüidade; para que pos- suam o restante de Edom e to- das as nações que são chama- das pelo meu nome, diz o Se- nhor, que faz estas coisas". Deus estabeleceu uma aliança eterna com a casa de Davi, alian- ça esta que terá seu ponto culmi- nante no Messias (Sl 89; l Cr 1110-) 4). No ano de 7D d. C. 2 “casa de Davi” foi destruída por ter rejeitado o Messias, e em seu lugar foi colocada a casa da Igreja (Ef 2.l9-22). Mas isso somente perdurará até que a casa da Igreja esteja completa. “Cumpridas estas coisas", o Senhor voltará, restaurará o tabemáculo caido de Davi e fará de Israel uma bênção para todos os povos (Zc &20-23). Essas seis promessas neotesta- mentárias (existem ainda mais), além das muitas encontradas no Antigo Testamento, são a garan- tia de que o futuro de Israel está assegurado. Com base na Palavra de Deus sabemos que o povo de Israel ainda tem muitas coisas di- fíceis pela frente, mas que ele não sucumbirá. Mesmo que os inimi- gos se empenhem por aniquilar Israel, eles falharão por causa dA- quele em quem todas as promes- sas de Deus tem o seu sim e amém (2 Co 1.20). A pergunta formulada pela re- vista Die Welrwoche, transmita no início deste artigo, foi: fa; "Será que Israel ve- É" rá o ano de 2048?” A resposta é dada pelo próprio Se- nhor: "Em verda- de vos digo que não passará esta Pedidos: 030o 759.55 52 Horizonte , m. Na cosmovisão islâmica, um Estado judeu não apenas não tem lugar; ele é considerado uma blasfêmia contra Alá. geração sem que tudo isto aconteça. Passará o céu e a terra, porém as minhas pala- vras não passarão” (Mt 24.34- 35). (Norbert Lieth) Notas: l. Die Weltwoche n° 19. 5/2008. pp. 44-48. 2. Yedíol Ahronol. S/ ZOOS. Recomendamos: u. . A AwwwiChaniada. com. br t3* Notícias de lsraeLsetembro de 2008
  20. 20. Horizonte - Recorde de visitantes em Jerusalém A Companhia para o Desenvolvi- mento de Jerusalém Oriental ¡ntonnou o crescimento de 28% no número de visi- tantes aos locais históricos na Cidade Velha, assim como aos seus arredores, durante os primeiros seis meses de 2008. "Este ano mais israelenses redes- cobriram Jerusalém e a visitaram mais freqüentemente que no passado", infor- mou Gideon Shamir, que é o diretor-ge- ral da companhia. Durante a primeira metade deste ano, 143.967 pessoas vi- sitaram o Parque Arqueológico Ophel, situado ao pé da parede Sul do Monte do Templo, um aumento de 24% em re- lação ao mesmo período em 2007. Pe- los caminhos da Cidade Velha passa- ram 74728 pessoas entre ¡aneiro a iu- nho, um aumento de 29% em relação aos mesmos meses de 2007. Desde o f', _tira_ e . t 4 *N _~, '. a v ¡ . ug, dia lgcle ¡anei- › 4 *'* ro, 5.549 pes- soas visitaram a Caverna de Ze- dequias, que lo¡ aberta ao públi- co em abril de " l 2007. Durante O número de visitantes aos locais históricos na Cidade Velha. assim como aos seus arredores. aumentou em 28% os nove meses de atividade em 2007, a caver- na loi visitada por 9.356 pessoas. As visitas durante o período de abril a ¡unho de 2008 au- mentaram em 86% em relação ao mes- mo período do ano passado. A Caver- na de Zedequias, também conhecida como as Pedreiras de Salomão, é uma pedreira calcário com 9.000 metros quadrados e que percorre 300 metros durante os primeiros seis meses de 2008. abaixo da parte muçulmana do Portão de Damasco para o Via Dolorosa. Foi cavada por varios milhares de anos e é o que restou da maior pedreira em Jeru- salém. A entrada é justamente embaixo da parede da Cidade Velha, entre os Portões de Damasco e de Herodes. (ex- traído de Notícias da Rua Judaica) . . J ãíIfLIlÍàrh? 71_ _ _m4 r , z f: : . Solicite mais informações - Excelentes condições de pagamento Fone: 0300 789.515? - t¡t/ t/"t/ /t/ .Be'ii1-5hülOtTLCOFíLbf 20 Notícias de lsrael. setembro de 2008
  21. 21. Os judeus e a China: antigas civilizações em uma nova era "Antigas civilizações em uma nova era". A definição compõe o título de um estudo publicado em 2004 por um pesquisador de lsrael, Shalom Sgtonmn wqld, sobre as relações entre a China e o povo judeu, que, depois de séculos de conta- tos em diferentes momentos históricos, vivem um período pródigo em novidades. O século 21 modela-se com a me- feórica ascensão da economia chinesa e com o Fortalecimento da influência global de Pequim, enquanto, depois de décadas de afastamento, a presen- ça judaica se reorganiza no pais mais populoso do planeta. Em março passado, Xangai testemu- nhou o primeiro casamento realizado na sinagoga Ohel Rachel após pratica- mente seis décadas. "Para nós, estar aqui nesta noite é muito emocionante e estimulante, e esperamos ter muitos ou- tros eventos neste local", declarou Ur¡ Gutmon, cônsul israelense na metrópole chinesa. A cerimônia ocorreu após ne- gociações com as autoridades locais, pois o prédio da Sinagoga, construido em 1920, é administrado atualmente pelo Ministério da Educação de Xan- gai, que usa o espaço, algumas vezes, como auditório. Serviços religiosos são, eventual- mente, permitidos na sinagoga Ohel Rachel, mas há décadas la não ocor- ria um casamento. O primeiro serviço religioso, desde 1952, aconteceu em 1999, em Rosh Hashanó, quando cer- ca de 120 judeus se reuniram no local para a chegada do Ano Novo. A Ohel Moishe, outra Sinagoga de Xangai fechada durante os tempos da ortodoxia comunista, passou por um processo de reformas para se transfor- mar em museu judaico. Trata-se de mais um sinal do renascimento da vi- da comunitária na China e, em parti- cular, em Xangai, onde estimativas e apontam uma população judaica em torno de 2 mil pessoas, estrangeiros que vieram trabalhar na metrópole de 20 milhões de habitantes. A volta da presença judaica em Xangai guarda singular importância histórica. A metrópole se transfomiou, nas décadas de 1930 e 1940, em um dos destinos dos judeus que fugiam dos horrores do nazismo. A comunidade ju- daica xangaiense data da abertura da cidade ao comércio internacional, no século 19, com familias oriundas, so- bretudo, da Iraque (Bagda) e da Índia (Bombaim). Também chegaram à me- trópole, um dos centros urbanos mais cosmopolitas da Ásia na primeira me- tade do século passado, judeus russos que fugiam de perseguições czaristas e, também, do avanço bolchevique. Em 1937, o Japão invadiu a China e, quatro anos depois, impôs em Xan- gai a criação de um gueto para grande parte da comunidade judaica: os cida- dãos de países das forças aliadas anti- nazistas e para os refugiados oriundos da Alemanha, Áustria ou Polônia. Ao final da guerra, a metrópole chinesa abrigava cerca de 24 mil judeus, comu- nidade que desapareceu após a chega- da dos comunistas ao poder em Pe- quim, em 1949. A emigração judaica buscou, principalmente, Israel, Estados Unidos, Australia e Hong-Kong. Em junho passado, a pequena co- munidade de Xangai teve mais um im- portante evento: foi lançado um banco de dados com nome e história dos re- Horizonte fugiados que encontraram abrigo na China. O trabalho começou com 600 nomes e estima chegar em breve a 10 mil. "Esperamos que esse banco de dados seja alimentado por fontes de todo o mundo", afirmou Shen Xiao- ning, vice-prefeito de Xangai, segundo relatou o jornal israelense Haaretz. Instalado no museu da Sinagoga Ohel Moishe, o banco de dados conta com apoio dos govemos de Israel e da China. Empresas israelenses doaram recursos para a iniciativa, em uma ci- dade que chegou a testemunhar, no período pré-comunismo, a construção de diversas sinagogas. Entre 1904 e 1939, Xangai contou com 12 revistas judaicas em inglês, alemão e russo. O renascimento da vida judaica na China do Partido Comunista, que come çou a abrir a economia em 1978, verifi- ca-se, também, na capital, Pequim. Em 2007, foi inaugurado o primeiro restau- rante casher da cidade, o Dini's, que oferece um cardápio recheado de espe- cialidades asquenazitas e sefaraditas, para uma clientela composta também por chineses. "Guefilte fish é difícil de vender. Na China, comer peixe frio não soa muito bem", explicou Zhao Haixia, subgerente do restaurante, à agência de notícias Associated Press (AP). Além de Xangai e Pequim, com cer- ca de 1,5 mil judeus, a China abriga uma comunidade judaica em Guangz- hou (Cantão), com cerca de 500 inte- grantes. Em Hong-Kong, que voltou ao dominio chinês em 1997, após mais de 150 anos de colonialismo britânico, vi- vem cerca de 4 mil judeus. A presença judaico na China, hoje em reorganiza- ção, tem raízes bastante profundas, co- meçando no século 8. Comerciantes ju- deus viajaram pela Rota da Seda, para chegar a cidade de Kaifeng, onde, em 1163, surgiu a primeira sinagoga da região. A comunidade chegou a conta- bilizar 5 mil integrantes no século 17, para entrar em um período de dificul- dades, como o morte do último rabino em meados do século 19. Por volta de Notícias de Israelsetembro de 2008
  22. 22. casamento realizado na sinagoga Ohel Rachel após praticamente seis décadas. 1860, a sinagoga de Kaifeng, depois de enfrentar as enchentes freqüentes na região, foi finalmente demolida. Durante a dinastia Ming (século 14 a 17), um imperador chinês deu aos ju- deus sobrenomes locois, como Ai, Goo, Jin, Li, Zhang, Shi e Zhau. Atualmente, estima-se que entre 500 e mil habitantes de Kaifeng, cidade com 4,8 milhões de habitantes, apontam suas ligações com antepassados judeus. O museu munici- pal de Kaifeng apresento algumas pe- ças do século 15 que eram do comuni- dade judaica, enquanto outros objetos estão no Museu Britânico, em Londres, e no Museu Real de Ontario, no Canada. Apreciar passagens da vida judaica no Extremo Oriente também é possível em Harbin, cidade localizado no Nordeste do Chino e onde uma sinagoga cons- truída em 1917 transfonnou-se em mu- seu. Os dois andares do prédio, segun- do relato publicado no ano passado pe- lo [jomal israelense] Haaretz, trazem fotos em preto e branco de uma colori- da vida comunitario, com atividades as- sistenciais, movimento sionista e iniciati- vas culturais que atingiram seu momen- to mais intensos entre 1917 e 1930. Os primeiros judeus chegaram a Harbin em 1898 para trabalhar no construção da ferrovia Transiberiana, ligação entre Moscou e Pequim, e, também, para fugir de perseguições do czarismo. A Revolução Russa de 1917 repre- sentou mais uma onda de imigração ju- 22 Notícias de Israel. setembro de 2008 daica oo Nordeste da Chino, e a comunida- de de Harbin chegou a contabilizar 25 mil integrantes. Entre seus membros, Bella e Mordechai, pais do primeiro-ministro is- raelense Ehud Olmert, que fizeram alia para lsrael, em 1930. No ano seguinte, o Japão invadiu a Mon- chúria, região onde f¡- co Harbin. Judeus passaram a deixar a cidade, em direção o Xangai, Israel ou outros paises. Em 1963, as instituições judaicas da cidade foram oficialmente fechadas e, em 1985, morreu o último judeu da comunidade de Harbin, escre- veu Shiri Lev Ari, do Haaretz, que visitou o cidade chinesa em 2007. Harbin também simboliza hoje o re- cuperação dos laços entre a China e o vida judaico. Inaugurado em 1903, o cemitério judaico da cidade, com 583 lópides que trazem inscrições em russo e em iidiche, passou por reformas pou- co depois que Israel e China estabele- ceram loços diplomáticas, em 1992. "Esses locais são testemunhos da amizade entre os povos judeu e chinês e têm a intenção de contribuir para o for- talecimento dos laços entre os dois Esta- dos", disse ao Haaretz Ko Wey, chefe da Academia de Ciências Sociais da re- gião de Harbin. "Chineses e judeus são nações antigas, com longa história. Am- bos sofreram perseguição e tortura", de- clarou Ko Wey, para destacar, ainda, a produção científica e intelectual judaico e chinesa oo longo da história. A China passa por um profundo processo de transformações em sua economia, em uma estratégia dese- nhado pelo líder comunista Deng Xiaoping (falecido em 1997). A alqui- mia significa implementar reformas econômicos cada vez mais liberali- zantes, mantendo o poder político concentrado nas mãos do Partido Co- munista. No plano externo, as idéias de Deng sustentam o necessidade de intensificar a integração chinesa à co- munidade internacional, em contraste com o isolamento diplomático que marcou boa parte da era Mao Tse- tung (1949-1976), modelado pelo or- todoxia ideológica. A nova era na China alimenta de- bates sobre os rumos do século 21. Em maio, durante os comemorações de Yom Haatzmaut (Dia do Independên- cia), lsrael hospedou a Conferência Presidencial "Enfrentando o Amanhã", que apresentava uma lista de convido- dos com 13 chefes de Estado e mais de 3 mil nomes. O evento ofereceu uma extensa lista de debates para analisar o que o presidente israelense, Shimon Pe- res, chamou de os "três omanhãs": o futuro global, de lsrael e do povo ju- deu. Um dos painéis trouxe o título "Como pode o povo judeu fortalecer sua amizade com o gigante chinês" e reuniu estudiosos como Zhong Zhiqing, especialista em literatura da Academia Chinesa de Ciências Sociais em Pe- quim; Zhang Ping, que leciona chinês na Universidade de Tel Aviv; Fu Youde, professor de Estudos Judaicos da Uni- versidade de Shandong (leste da Chi- na); rabino Marvin Tokayer, que traba- lhou muitos anos em paises asiáticos; e Shalom Salomon Wald, pesquisador do Instituto de Planejamento de Políticas clo Povo Judeu, centro de estudos de Je- rusalém que se encarregou de organi- zar o conferência presidencial. Durante o debate, várias idéias sur- giram, como a apresentada por Zhong Zhiping, para o uso da literatura como forma de aproximação entre chineses e judeus. Hó vários caminhos a percorrer no atual processo de intensificação dos laços entre os dois povos. Afinal, esta- mos diante de uma nova era e de duas antigas civilizações. (Jaime Spitzcovsky, extraído de www. morasha. com. br) O jornalista Jaime Spitzcovsky é editor do site www. primapagina. com. br. Foi editor internacio- nal e correspondente em Moscou e em Pequim.
  23. 23. our. . q) _í u. ›. -›. ›¡¡1¡1_<'› u¡, ›n_¡_ <zu1<›: ) : c>lzñ›ri¡(›n; ›j . u, Uma : :speà c; fíCÊC 287 páginas Ricamente ilustrado ¡n*aduçw ecmar Impresso em papel especial Centenas de ilustrações e gráficos coloridos 35:¡ : f: M** A, *r É *a 4 e “É , de Adauio Lourenço , : DVDs Criação ou Evolução livro Como Tudo Começou f» 5.5: t Aí _ ç a 7,» ' ' MÀSV** P' *Ljàkg-u' x ¡Ea DVDS ¡ Barça: : “IR "N" . .E. a3 (i1. JW. ” 4 ¡ÍZLH f . _c: :~2;: :4=;1-e; '2?; :: ¡. _', ›-v_n: :: : i: ixiLzi-n: z zh 3.3.174: 'amenas ' J urJrx. . : H1H! f'. l!¡; ç an, s.
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