Artigos sobre educação no campo

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Artigos sobre educação no campo

  1. 1. Professores analisar e complementar. PPPDIVERSIDADE EDUCACIONALINCLUSÃONuma sociedade plural e democrática, a inclusão escolar representaum amadurecimento da política educacional. Trazer a diversidade humana queestá na sociedade para dentro do espaço escolar significa democratizar esseespaço, tornando-o mais humanizado e representativo dos diferentessegmentos que compõem o heterogêneo social.O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação política,cultural, social e pedagógica, desencadeada em defesa do direito de todos osalunos de estarem juntos, aprendendo e participando, sem nenhum tipo dediscriminação. A educação inclusiva constitui um paradigma educacionalfundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade ediferença como valores indissociáveis, e que avança em relação à ideia deequidade formal ao contextualizar as circunstâncias históricas da produção daexclusão dentro e fora da escola. Ao reconhecer que as dificuldadesenfrentadas nos sistemas de ensino evidenciam a necessidade de confrontaras práticas discriminatórias e criar alternativas para superá-las, a educaçãoinclusiva assume espaço central no debate acerca da sociedadecontemporânea e do papel da escola na superação da lógica da exclusão. Apartir dos referenciais para a construção de sistemas educacionais inclusivos, aorganização de escolas e classes especiais passa a ser repensada, implicandouma mudança estrutural e cultural da escola para que todos os alunos tenhamsuas especificidades atendidas.EDUCAÇÃO DO CAMPOA Educação do campo a partir das últimas reflexões e lutas dosmovimentos Sociais como o Programa de Educação de Reforma Agrária(PRONERA) e o legislativo com as Diretrizes Operacionais para a EducaçãoBásica nas Escolas do Campo aprovada em 2001, trazem uma perspectiva deEducação do Campo como meio de possibilidades de organização social,identidade, lazer, sociabilidade e sustentabilidade. Onde a Educação doCampo tratada no meio rural é concebida como espaço heterogêneo
  2. 2. destacando a diversidade cultural e econômica de atividades agrícolas e não-agrícolas.A educação formal assumiu com isso o compromisso de contribuirarticulando as práticas empíricas aos conhecimentos científicos, não o inverso,como erroneamente esta acontecendo na maioria das práticas pedagógicasdas Escolas do Campo. Neste viés a educação trás sua contribuiçãosociabilizando instrumentos que possam superar a alienação subjetivamenteimplícita dos órgãos institucionalizados, através da reestruturação das nossascondições de existência, como também mudanças em nossa maneira de ser.Sendo o papel dos que fazem a escola articular meio de reestruturaçãode instrumentos que possam superar a alienação presente em algumaspráticas educativas. Com isso comungamos da afirmação de Mészáros quandopontua que: “o papel da educação é soberano, tanto para elaboração deestratégias apropriadas e adequadas para mudar as condições objetivas dereprodução, como para a auto mudança consciente dos indivíduos chamados aconcretizar a criação de uma ordem social metabólica radicalmente diferente.”(2005:65).HISTÓRIA DO PARANÁ“Para estudar o passado de um povo, de umainstituição, de uma classe, não basta aceitarao pé da letra tudo quanto nos deixou asimples tradição escrita. É preciso fazer falara multidão imensa dos figurantes mudos queenchem o panorama da História e são muitasvezes mais interessantes e mais importantesdo que os outros, os que apenas escrevem aHistória.”Sérgio Buarque de HolandaA Lei 13381/01, torna obrigatória no Ensino Fundamental e Médio daRede Publica o ensino de Historia do Paraná nas escolas publicas, sendo queos conteúdos deverão ser trabalhados de forma interdisciplinar evalorizando ahistória cotidiana, história que faz despertar, emergir as memórias das
  3. 3. comunidades, municípios e regiões, visando as experiências, tanto individuaiscomo coletivas na construção de uma consciência histórica pautada em fatosreais vivenciados no dia à dia de cada aluno.Como seres históricos que somos partindo da nossa realidade paraassim valorizar aquilo que nossos antepassados nos deixaram e que aquiloque deixaremos para os nossos filhos, isto é, o processo histórico no qualfundamentamos nossa ação.Desafios Educacionais ContemporâneosSão demandas que envolvem a compreensão de currículo escolar e,numa perspectiva progressista, não se reduz a legitimação da lógica capitalista.Entende-se que o papel dessas demandas, a partir do movimento dialético,passa pelo currículo, convergem com a intencionalidade da escola, permitindoa formação de sujeitos críticos. Defende-se que a consciência dos sujeitos sedá na práxis, numa perspectiva de totalidade, não pode acontecer deformafragmentada, dissociada dos conteúdos planejados. É necessário esclarecerainda que alguns dos Desafios Educacionais Contemporâneos estãoancorados em leis e a escola não pode negá-los, mas chamá-los ao currículocomo parte do conteúdo, explicando fatos sociais, seja por questões deviolência, das relações étnico-raciais, da educação ambiental, do uso indevidode drogas ou dos Direitos Humanos.DiversidadeTrabalhar com o tema diversidade na escola, principalmente em nossaescola que é pública, não é apenas seguir as orientações da SEED, mas tornarpossível o entendimento que não se deve conceber formas hierárquicas desuperioridade ou inferioridade, mas criar mecanismos de enfrentamento aosdiversos preconceitos existentes e garantir a todos igualmente o acesso e apermanência com qualidade de ensino no processo educacional. O ColégioAlbaerto Santos Dumont, em sua ampla gama de diversidade cultural, sexual,étnico-racial, etária, entre outros, trabalha pedagogicamente para a superaçãodo preconceito e da discriminação através do diálogo e da reflexão.
  4. 4. EDUCAÇÃO AMBIENTAL E AGENDA 21A expressão “Educação Ambiental” surgiu por volta dos anos 70,porém a educação ambiental está presente na vida humana desde sempre,afinal a relação de dependência entre os recursos naturais e o Homem sempreexistiu, no início como sobrevivência, hoje como superexploração.A Rio/92 apresentou como um de seus resultados um documentodenominadoAgenda 21, o qual foi definido, como um plano de ação que contém oscompromissos assumidos por 179 países com o objetivo de elaborar um novomodelo de desenvolvimento para que se alcance melhor qualidade de vida.Portanto, deve-se classificar a Agenda 21 como um plano de açãoprioritário para combater o impacto das ações humanas ao meio ambiente, cujoprocesso de construção é todo participativo.Como consequência deste processo cada país se comprometeu emconstruir sua própria Agenda 21, conforme as especificidades de cada um e nocaso do Brasil, foi criada a Comissão de Políticas de DesenvolvimentoSustentável e da Agenda 21 Nacional (CPDS).A Agenda 21 Brasileira apresenta como diretriz principal odesenvolvimento deprogramas objetivando o acesso da população a melhores condiçõesde vida, ou seja, a inclusão social da população e o direito a serviços deeducação, de saúde e a distribuição de renda mais justa. Dessa forma épossível contribuir para a sustentabilidade urbana e rural, a preservação dosrecursos naturais e minerais e o desenvolvimento da política de planejamentovisando alcançar o desenvolvimento sustentável.O processo de implementação da Agenda 21 parte do regional para olocal, isto é, iniciou-se com a elaboração do documento nacional para em etapaposterior serem desenvolvidas as Agendas 21, estadual, regional, municipal,local e a escolar.Considerando a importância da temática ambiental, no tempo e noespaço, e a visão integrada do mundo, entende-se por educação ambiental osprocessos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valoressociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a
  5. 5. conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadiaqualidade de vida e sua sustentabilidade.Desta forma, a educação ambiental desperta a condição de cidadaniaativa, ampliando seu significado para um movimento de pertencimento ecorresponsabilidade das ações coletivas, visando ao bem-estar dacomunidade.Por ser um eixo temático de caráter transversal que deve permear portodas as disciplinas de nosso currículo escolar, em todas as modalidades doensino formal, portanto, cada professor tem a responsabilidade decompreender, estudar e discutir junto a seus pares de disciplina, de sua áreado conhecimento ou entre equipes interdisciplinares, a educação ambiental noâmbito escolar, seja para desenvolver a temática em sua disciplina específica,seja em parceria com seus pares e/ou com outras instituições formais ou nãoformais. Assim, inserir a educação ambiental com a sua condição detransversalidade contempla o ideal de uma nova organização deconhecimentos por meio de práticas interdisciplinares. Inclusive, a questão dainterdisciplinaridade metodológica e epistemológica da educação ambientalestá presente na Lei Federal como “componente essencial e permanente daeducação nacional, devendo estar presente, de forma articulada em todos osníveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não formal” -(Art. 2º) – Política Nacional de Educação Ambiental.EDUCAÇÃO FISCALA educação historicamente desempenha a função de ponte entre osdireitos políticos e os sociais, devendo refletir diretamente na vida das pessoase da sociedade, levando diretamente ao conhecimento dos princípios quefundamentam as práticas sociais e o reconhecimento das práticasdemocráticas, jamais perdendo de vista a sua função que é ajudar naconstrução da cidadania, garantindo que todas as crianças sejamescolarizadas considerando as exigências da natureza da cidadaniaestimulando o desenvolvimento do cidadão em formação. A educação escolarcidadã é aquela que leva o educando a ter uma leitura de mundo,compreendendo suas relações naturais e principalmente as sociais e políticas.O homem transforma-se para poder transformar a sociedade rompendocom uma situação primeira, para conquistar mais justiça e igualdade, onde o
  6. 6. pensamento crítico e a participação possam alicerçá-lo na construção dacidadania. Mas a construção da cidadania é conquistar direitos e cumprirdeveres. Conquistar refere - se a direitos, cumprir refere - se a deveres, épreciso cumprir os deveres de cidadão para assegurar os direitos. Portanto, épreciso garantir a conscientização e a formação da cidadania para poder atuarcom uma visão crítica das diversas formas ideológicas.A Educação Fiscal é um programa que tem por objetivo geral promovere Institucionalizar a educação fiscal para o exercício da cidadania. (ProgramaNacional de Educação Fiscal – Internet 26/11/2012).A Educação Fiscal consiste em promover a cidadania, levandoinformações aocidadão a respeito da função social dos tributos, a importância dorecolhimento de impostos e taxas para o bem comum e melhoria de qualidadede vida da população. Ela deve promover a participação do indivíduo levando-oa interagir positivamente no seu contexto social, através de uma práticacomprometida com modificação da realidade em benefício da sociedade e daqualidade de vida da população, levando-o a compreender os problemas queassolam as sociedades de forma complexas. A formação dessa consciênciadeve ser, de que esta é uma prática permanente e que a população já perdeumuito por omissão ou desconhecimento. Para disseminar o Programa deEducação Fiscal a escola implanta as seguintes ações:• Desenvolver projetos interdisciplinares durante as atividades anuais,objetivando a formação de uma consciência de bem comum através de açãoindividual e permanente de cada um; cobrando a nota fiscal, compreendendo asua função, entender os processos administrativos municipais, estaduais,efederais, mostrando qual o papel do contador;• Desenvolver atividades práticas com os alunos sobre impostos etaxas, através de pesquisas de campo, levando-os ao recolhimento de notasfiscais, ao cálculo do imposto embutido em tudo que consumimos, a funçãosocioeconômica dos tributos e acompanhar a sua aplicação preferencialmentena disciplina de matemática.
  7. 7. CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS“A educação é aqui concebida como um meio para a efetivação dedireitos, já que educar pessoas é formar cidadãos; mas também é concebidacomo um fim em si mesma: a educação é um direito fundamental asseguradoem documentos internacionais de Direitos Humanos e na Constituiçãobrasileira.” (Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos).A educação em direitos humanos constitui pré-requisitoindispensável à cidadania e à construção de uma cultura em direitos humanos.A cidadania é definida, contemporaneamente, como uma prática deressignificação, desencadeada pelos conflitos de interpretação engendrada porpolíticas culturais. A luta pelos direitos humanos constitui um grande desafioque depende de práticas pedagógicas e projetos participativos que promovama organização do trabalho pedagógico do colégio de forma a favorecer aformação de cidadãos e a construção de valores Desenvolvendo praticaseducativas que articulem o desenvolvimento dos valores nos alunos: respeitoas diferenças e o direito de ser diferente, amor, aceitação, afeto, tolerância,amizade, lealdade, senso de proteção coletiva, solidariedade, justiça social,cidadania, conceitos sobre o bem comum, educação sexual, respeito anatureza e ao espaço físico. Valoresque perpassam por todas as áreas doconhecimento, promovendo ações coletivas como: debates, palestras,discussões, projetos pedagógicos e feiras culturais, partindo das necessidadesreais da comunidade escolar e outras atividades que venham a enriquecer odesenvolvimento de todos os envolvidos no processo educacional. Erradicar aviolência moral e física entre os alunos, por meio de ações coletivas a partirdos valores citados acima. Logo, a Educação em Direitos Humanos seconfigura como um conjunto de ações com metas e objetivos integrados,baseados nos marcos legais dos quais o Estado brasileiro é signatário e ondese estabelece que o direito de aprender é um direito humano fundamental quedeve ser garantido.ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA NA ESCOLAA reflexão sobre a violência nas escolas demanda uma análise dacultura da escola, que se constitui pelo conjunto dos saberes, teorias,princípios, práticas educativas, normas, modos de pensar e agir presentes nasinstituições escolares. A violência tem aumentado assustadoramente em nossa
  8. 8. civilização indo além das instâncias socioeconômicas e instaurando-se nasescolas como um fenômeno crescente, presente em especial nas que selocalizam nas áreas urbanas, alterando o comportamento dos jovens queexpressam a sua frustração sobre a família, o trabalho, a escola e acomunidade. (YUS, 2002, p.17)O colégio tem como uma de suas funções desenvolver um pensamentoreflexivo nos alunos ajudando-os a construir uma compreensão coerente darealidade resgatando os princípios éticos e desenvolvendo ações que visam àpromoção e difusão dos valores de solidariedade, respeito, honestidade,responsabilidade, fraternidade e de convivência que parecem estar sendodeixados de lado.Faz-se necessária a formação de uma cultura da paz, bem como o usode diversas estratégias para a conscientização sobre o conflito e a suaresolução por meios pacíficos, pois os sujeitos constroem a sua cultura, seusmodos de agir epensar com base nos valores que pautam e orientam a suaformação. É preciso fazer com que os alunos estejam certos de que o bemcomum é a finalidade da humanidade.A violência nas escolas tem razões extraescolares, portanto o seuenfrentamento requer a participação da sociedade em geral e da comunidadelocal, em particular. Pensar que medidas podem ser tomadas e apoiar asiniciativas de mobilização social que assumem o compromisso com a reduçãoda violência na sociedade e nas escolas é um dos caminhos viáveis, assimcomo promover a realização e disseminação de projetos nas comunidadesenfatizando o diálogo e o respeito aos ideais dos alunos viabilizando aparticipação familiar e comunitária através do desenvolvimento de propostas deação local.CULTURA AFRO-BRASILEIRAA trajetória da população negra brasileira, desde o sequestro na África,é marcada pela luta contra o preconceito, a discriminação e o racismo quemarcaram – e marcam – a vida dessa população. Nesse processo deenfrentamento, podemos considerar – entre outros – três momentosfundamentais de resistência: a) a estratégias de luta contra a escravidão negrana formação dos quilombos; b) a resistência pós-escravidão, com a fundaçãode várias entidades negras locais, regionais e nacionais; c) o processo vivido
  9. 9. ao longo desses quase dois séculos, em torno da constituição de dispositivoslegais que atendam às reivindicações históricas da população negra. Entre asreivindicações históricas, a educação sempre foi pautada como umapossibilidade de construção de uma sociedade capaz de assegurar direitossociais, políticos, econômicos e culturais a todos/as brasileiros/as. O desafioatual da educação é implementar nos municípios e estados da Federaçãopolíticas publicas de promoção da igualdade racial. Para isso, três fatores sãofundamentais: investimentos na escola pública; uma proposta de formação dosprofissionais de educação, centrada na reflexão sobre as desigualdades raciaishistoricamente construídas que permeiam o espaço escolar, e a construção deprojetos político-pedagógicos nas escolas que dêem conta da diversidade naformação do povo brasileiro. O projeto político-pedagógico deve ser aexpressão de vozes que foram silenciadas e um diálogo democrático em tornodos silenciamentos. É neste contexto que a Lei n.10.639/03 das DiretrizesCurriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-raciais e a vastaprodução teórica dos últimos anos nos convocam a propor estratégias quepoderão auxiliar no trabalho dos educadores/as das várias áreas doconhecimento e não podem ficar fora do projeto político-pedagógico que deveser a expressão do pensamento da comunidade educativa, com as marcas deum currículo sócio-político-histórico e cultural, contemplando a diversidade naconstituição do povo brasileiro. Essas produções nos ajudam a descortinar umlegado de produção negra em todas as áreas de conhecimento. A Educaçãopara as Relações Étnico-Raciaise Cultura Afro-brasileira e Africana no colégiotem uma interface direta com todos os níveis e modalidades de ensino. Oobjetivo é divulgar e produzir conhecimentos, atitudes, posturas e valores que(re)eduquem alunos, educadoras/es, gestoras/es e a comunidade escolar comoum todo para a igualdade étnico-racial e de gênero.PREVENÇÃO AO USO INDEVIDO DE DROGASA prevenção ao uso indevido de drogas no âmbito das escolas públicasEstaduais, pode ser entendida como um processo complexo e desafiador que
  10. 10. requer uma abordagem fundamentada teoricamente por meio deconhecimentos científicos. As propostas de prevenção utilizadas são moralistase repressivas, limitando a compreensão de várias manifestações das drogas nasociedade. Do jovem drogado e violento é extraída a humanidade, ou seja, eledeixa de existir como sujeito e passa a ser um problema social, não mais umcidadão. Nessa situação original, reflete-se sobre os direitos dos indivíduos. Ajuventude pode ser definida como uma fase de “limiaridade” entre adependência da família e a autonomia advinda de sua inserção no mercado detrabalho e das suas relações sociais adultas. A sociedade de hoje não temcondições de absorver a mão de obra jovem, e a escola, que não atualizou asformas de relação com a educação, caracteriza-se como um lugar poucoatraente e gerador de exclusão.É necessário que se reconheça o problema para que se possaenfrentá-lo. Os educadores ao compreenderem que o tema drogas foi inseridona agenda governamental, podem problematizar de forma concreta e direta assuas causas e consequências. Ao disseminarem conhecimento, promoverãoreflexões e questionamentos permitindo a reavaliação de posturas “socialmenteaceitas”, mostrando ao aluno e em conjunto com ele, que este comportamento,de ser usuário de drogas, traz conseqüências que podem afetar a si mesmo e aoutros, e que, nem sempre, essas consequências serão toleradas socialmente.Um dos principais desafios é o de repensar os discursos e as práticasrepressivas predominantes nos debates sobre prevenção. E assim, encaminharoutras práticas pedagógicas de prevenção de caráter critico, articulados aosconteúdos das diferentes disciplinas da educação básica.EDUCAÇÃO ESCOLAR INDIGENAOs problemas enfrentados pelos povos indígenas são muitos: a maioriadas terras ainda está em fase de demarcação ou homologação; as áreasindígenas invadidas por não índios; dificuldade de acesso à saúde e àeducação.Entretanto, diversas etnias têm buscado, nos últimos tempos, aeducação escolar como um instrumento em favor da redução dasdesigualdades, de afirmação de direitos e conquistas e de facilitar o diálogoIntercultural com os diferentes agentes sociais.
  11. 11. A educação indígena se caracteriza pelos processos tradicionais deaprendizagem e aquisição dos saberes peculiares de cada etnia, esseconhecimento é transmitido de forma oral no dia-a-dia, nos rituais e nos mitos.Lideranças indígenas e pesquisadores fazem distinção entre educaçãoindígena e educação escolar indígena. Essa última complementaria aquelesconhecimentos tradicionais por processos de ensino-aprendizagem que lhesgarantissem acesso aos códigos escolares não indígenas. A formação daconsciência da cidadania, a capacidade de reformulação de estratégias deresistência, a promoção de suas culturas e a apropriação das estruturas dasociedade não indígenas, pela aquisição de novos conhecimentos úteis paramelhoria de suas condições de vida, estão em pauta nas propostas relativas àeducação escolar indígena.Abandonam-se os pressupostos educacionais que, desde a colônia,tinham características integracionistas visando a homogeneização dasociedade brasileira pela aculturação e assimilação. Atendendo às demandas eàs experiências inovadoras desenvolvidas por organizações indígenas, aeducação escolar indígena passa a ser reconhecida pela constituição de 1988e pela legislação relativa à educação como comunitária, intercultural, bilíngue,específica e diferenciada. A educação diferenciada possibilita que o ensinotrabalhado em cada escola preserve os universos socioculturais específicos decada etnia. Daí ela ser bilíngue, preferencialmente ministrada por professoresindígenas em escolas indígenas nas aldeias e com programas curricularesdefinidos pelas próprias comunidades.GENERO E DIVERSIDADE SEXUALDurante todo o século XX e início do século XXI as lutas pela igualdadede gênero, étnico-racial e também pelo respeito á diversidade têm sidoconstantes. Todavia, o predomínio de atitudes e convenções sociaisdiscriminatórias, em todas as sociedades, ainda é uma realidade tãopersistente quanto naturalizada.O Brasil tem conquistado importantes resultados na ampliação doacesso e no exercício dos direitos, por parte de seus cidadãos. No entanto, háainda imensos desafios a vencer, quer do ponto de vista objetivo, como aampliação do acesso à educação básica e de nível médio, assim como do
  12. 12. ponto de vista subjetivo, como o respeito e a valorização da diversidade. Asdiscriminações de gênero, étnico-racial e por orientação sexual, como tambéma violência homofóbica, são produzidas e reproduzidas em todos os espaçosda vida social brasileira. A escola, infelizmente, é um deles.Não bastarão leis, se não houver a transformação de mentalidades epráticas,daí o papel estruturante que adquirem as ações que promovam adiscussão desses temas, motivem a reflexão individual e coletiva e contribuampara a superação e eliminação de qualquer tratamento preconceituoso. Açõeseducacionais no campo da formação de profissionais e alunos, como Gênero eDiversidade na Escola, são fundamentais para ampliar a compreensão efortalecer a ação de combate à discriminação e ao preconceito.Contribuição da Professora VanildeA21E – SUBSÍDIOS PEDAGÓGICOS PARA FORMAÇÃO GLOBALDOS DISCENTES.A A21E consiste num plano de atividades que visem à preservaçãoambiental, bem como a sustentabilidade da sociedade no que concernem asmodificações e utilização dos recursos naturais em prol da manutenção e
  13. 13. desenvolvimento da sociedade. A elaboração da agenda conta com aparticipação da comunidade escolar e comunidade de entorno (sociedade noGeral), composta pela família e circulo de relacionamento do educando.Ao pensarmos como o trabalho com a agenda A21E pode contribuircom recursos para o trabalho pedagógico pode-se refletir:A construção do plano de ação da A21E (Agenda 21 escolar) passa porcinco fases distintas e integradas, a partir das quais os trabalhos sãoestruturados, desenvolvidos e avaliados e em cada uma das cinco fases queserão relatadas a seguir é fornecido uma ampla gama de possibilidades para odesenvolvimento global do educando, e o aproveitamento destes subsídios sedá na medida em que o docente consegue envolver o educando em todas asetapas do processo.1° Motivação e reflexão:É a fase em que os educandos e a comunidade escolar e comunidadede entorno são convidados a conhecer e refletir sobre uma determinadarealidade ambiental e sensibilizar o respectivo público da importância daparticipação ativa e os ganhos que as iniciativas ou projetos originados daA21E trarão para os envolvidos.2° Criação do fórum permanente de discussões:É o momento em que iniciam em caráter oficial os trabalhos da A21Edo estabelecimento de ensino. É neste momento que são previstos e propostosos trabalhos a serem executados pelos participantes, neste ponto oseducandos podem ser envolvidos nas discussões de quais são os problemasambientais encontrados na sua comunidade, bairro ou cidade, ou até mesmona própria escola. O grupo de discussão deve ser formado por representantesde todos os seguimentos envolvidos na A21E, educandos, educadores,comunidade de entorno e quem mais representar um seguimento distinto. Ofórum servirá como base e ponto de encontro para avaliação e manutenção doplano de trabalho elaborado para a A21E.3° Diagnóstico:Momento em que o grupo de trabalho estuda a fundo o problema oucenário ambiental no qual se pretende interferir, por exemplo: implantar naescola um programa de coleta seletiva do lixo, a partir da verificação que oslixos são coletados de forma unificada e que isso implica em dificuldades para
  14. 14. os agentes de reciclagem, como catadores de papel. Os educandos sãoinseridos no contexto e constatam o problema, podem entender que isso é feitodevido a falta de recipientes individualizados e identificados para ajudar naseletividade do descarte do lixo. Entendendo esse cenário poderão identificarsoluções possíveis para o problema, como exemplo a implantação de lixeirasespecíficas e identificadas para cada tipo de rejeito, (papel, plástico, rejeitoorgânico, dentre outros).4° Ação:Este é o momento de por em prática as propostas de solução para osproblemas identificados na fase de diagnóstico; o educando poderia serenvolvido para concretizar as iniciativas propostas, ainda utilizando o exemploda coleta seletiva do lixo, os educandos poderiam ser conduzidos e tomariniciativas para aquisição dos repositórios de lixo identificados, várias matériaspoderiam ser envolvidas objetivando a interdisciplinariedade, onde podemoscitar: a matemática para calculo dos valores e capacidades de cada lixeira;biologia, na contextualização de como a natureza seria beneficiada com areciclagem do lixo; a geografia na definição de quais os espaços públicos e dacomunidade de entorno que deveriam ser munidos com as lixeiras para coletaseletiva do lixo; língua portuguesa e artes, na confecção de cartazescomunicando as pessoas sobre a importância da coleta seletiva, dentre outrasmatérias que poderiam ser trabalhadas visando dotar o educando de uma visãoampla e de como as disciplinas e saberes se relacionam entre si e como éimportante o domínio dos conteúdos.5° Avaliação/ Acompanhamento / Revisão:Esses processos são executados durante o fórum e visam avaliar eacompanhar o andamento das atividades e ações empreendidas para resolveros problemas ambientais elencados na A21E.Os educandos poderiam ser envolvidos no acompanhamento efiscalização das ações propostas e o cumprimento dos prazos. Os educandosdevem ser levados a refletir sobre os resultados das ações quanto sua eficáciaou ineficácia, sendo que para o ultimo caso levado a pensar quais motivoslevaram ao insucesso e se as ações devem ser reavaliadas e quais devem serabandonadas por motivo de inaplicabilidade. Mais uma vez várias disciplinaspoderiam ajudar no processo de avaliação, dentre as quais podemos citar a
  15. 15. matemática para construção de indicadores; a sociologia na busca doentendimento dos fatores sociais que motivam as pessoas a aderirem ourepudiarem determinadas iniciativas para preservação ambiental, inclusive oinconsciente coletivo que demonstra que embora a maioria das pessoas aceiteque devem ter atitudes que preservem o meio ambiente mais não fazem omínimo para que isso efetivamente aconteça; a biologia, física e químicapoderiam contextualizar quais os problemas ambientais que a coleta seletivade lixo poderá evitar a longo prazo para a comunidade e para si próprios,constatando assim a eficácia das ações da A21E que foram bem sucedidas. Osresultados poderiam ser expostos em murais e cartazes dentro da instituiçãoreforçando o sucesso do projeto e o compromisso de manter os trabalhos decoleta seletiva do lixo ao longo dos anos, reconhecendo o esforço empreendidoe o sucesso conquistado levando ao educando a motivar-se com o trabalho e asatisfação que o mesmo pode trazer ao longo da sua vida pessoal eprofissional.

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