Slide cantos rev

5.060 visualizações

Publicada em

Publicada em: Tecnologia, Educação
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
5.060
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
91
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Slide cantos rev

  1. 1. Cantos de atividades diversificadas Programa Formar em Rede Escola Paroquial Nossa Senhora Aparecida Formadora: Joana D’arc 12/03/2010
  2. 2. O espaço escolar como ambiente de aprendizagem <ul><li>“ Quando entramos em uma escola, as paredes, os móveis e a sua distribuição, os espaços mortos,as pessoas, decoração, etc.,tudo nos fala do tipo de atividades que se realizam, da comunicação entre os alunos dos diferentes grupos, das relações com o mundo externo, dos interesses dos alunos e professores.” </li></ul><ul><li>Qualidade em Educação Infantil – Miguel Zabalza </li></ul>
  3. 3. A proposta <ul><li>A proposta de cantos de atividades diversificadas proporciona um momento em que as crianças podem ESCOLHER o que vão fazer a partir de um leque de opções oferecidas e organizadas pelo professor em vários espaços da sala. </li></ul><ul><li>Organizar o tempo e o espaço para favorecer um melhor aproveitamento por parte das crianças é tarefa importante do professor. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Esta preocupação não é uma novidade em se tratando de Educação Infantil. </li></ul><ul><li>Teóricos como Freinet, Froebel, já revelavam uma preocupação em colocar o material à disposição da criança. </li></ul><ul><li>Com o material a criança age, e nessa faixa etária toda a aprendizagem ocorre por meio da ação. </li></ul>A proposta ao longo do tempo...
  5. 5. <ul><li>As escolas francesas pós 2ª. Guerra, passam a organizar a classe em ateliês durante um período de tempo importante. </li></ul><ul><li>“ A criança é convidada a mergulhar em diferentes atividades através da manipulação de diferentes materiais, tais como :jogos educativos,materiais didáticos,jogos de construção e os apoios de expressão... </li></ul><ul><li>Um educador decide que um ateliê é mais importante que os outros, se dedicando, assim, a supervisão deste, enquanto as outras crianças se dedicam as outras atividades com autonomia.” </li></ul><ul><li>Play is the Education – Conferência de Gilles Brougere </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Piaget, Wallon evidenciam como o desenvolvimento da inteligência se baseia na ação. </li></ul><ul><li>A educação de crianças pequenas precisou encontrar uma maneira de fazer a criança agir, já que a escuta passiva não contribuía para o aprendizado nessa fase. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>As atividades diversificadas ou “cantos” são momentos privilegiados nos quais as crianças podem se relacionar umas com as outras, com os objetos, com os adultos, ampliando e reajustando seus conhecimentos </li></ul>Desta forma...
  8. 8. Diferentes possibilidades num mesmo espaço Canto de casinha – Uberlândia - MG Canto de Médico – Nova Friburgo - RJ Canto de Jogo – Varginha - MG Canto de Leitura – Sorocaba - SP
  9. 9. Diferentes propostas de cantos <ul><li>Canto de faz de conta </li></ul><ul><li>Canto de jogos </li></ul><ul><li>Canto de leitura </li></ul><ul><li>Canto de faça você mesmo </li></ul><ul><li>Canto de expressão plástica </li></ul><ul><li>Canto de curiosidade científica </li></ul><ul><li>Fonte: Artigo Muitos mundos em uma única sala – Revista Avisa Lá nº 29 </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Esta organização do espaço em cantos ou “zonas circunscritas”ou zonas de atividades, possibilita que a criança brinque em pequenos grupos com os diferentes materiais oferecidos, sem a necessidade de ser dirigida diretamente pelo adulto. </li></ul><ul><li>Para tanto, é fundamental a compreensão do significado dos conceitos de autonomia, movimento e interação que estão presentes nesta proposta de trabalho. </li></ul>Organização e Gestão do Tempo e do Espaço
  11. 11. Interação <ul><li>À medida que uma criança tem a possibilidade de vivenciar com seus pares situações de brincadeiras, ações como cooperação, imitação ou conflitos, começam a fazer parte de seu cotidiano e muitas aprendizagens são oportunizadas. </li></ul>Varginha - MG
  12. 12. Interação <ul><li>O contato com variadas experiências (valores que cada criança traz, suas características, gostos, etc) amplia a visão de mundo e a expressão diante deste. Neste contexto de interação emerge um rico repertório de cenas que incrementam os jogos simbólicos das crianças e possibilitam descobertas, produção de saberes e significados, bem como a vivência de variados sentimentos, como raiva, medo, abandono, coragem, alegria, etc. </li></ul>
  13. 13. Movimento <ul><li>O espaço do movimento na perspectiva de cantos de atividades diversificadas que enfatizamos permite a circulação entre as propostas, as conversas resultantes das interações e a expressão de pensamentos. </li></ul>Teixeira de Freitas - BA Sorocaba - SP
  14. 14. Movimento <ul><li>É importante que a proposta de cantos permita a “expressividade e a mobilidade própria às crianças.Assim um grupo disciplinado não é aquele em que todos se mantêm quietos e calados, mas sim um grupo em que os vários elementos se encontram envolvidos e mobilizados pelas atividades propostas.” </li></ul><ul><li>Referencial Curricular Nacional vol.3 pág.19 </li></ul>
  15. 15. Autonomia <ul><li>Conhecimento das próprias necessidades, preferências e desejos relacionados à construção de saberes e relacionamentos interpessoais. </li></ul>Sorocaba - SP
  16. 16. Autonomia <ul><li>Autonomia, ao contrário do que muitos pensam, não significa permitir que a pessoa faça o que achar melhor, sem considerar o que é bom para todos. </li></ul><ul><li>O conceito com o qual estamos trabalhando está fortemente relacionado à perspectiva piagetiana, que compreende que a pessoa moralmente autônoma “é aquela que, nos seus juízos, baseia-se nos princípios de igualdade, da eqüidade, da reciprocidade e do respeito mútuo”. </li></ul><ul><li>A diversidade de materiais contribui para a autonomia das crianças nas atividades diversificadas, mas, para escolher é preciso ter opções. </li></ul>
  17. 17. Papel do Professor <ul><li>“ O essencial no uso deste espaço é que se descentralize a figura da educadora, que passa a atuar como um elemento facilitador da interação das crianças em atividades e brincadeiras, sem depender tanto da mediação direta do adulto.Esse fica mais disponível para observá-las e estabelecer um contato individual mais efetivo com alguma criança ou grupo de crianças que o procure ou que perceba precisar de uma atenção especial .” </li></ul><ul><li>( A pesquisa na universidade e a educação da criança pequena- M.Clotilde Rosseti – Ferreira ) </li></ul>
  18. 18. Intervenção direta nos cantos Varginha - MG Sorocaba - SP
  19. 19. Papel do Professor <ul><li>O professor deverá garantir: </li></ul><ul><li>a diversidade de ofertas </li></ul><ul><li>ambientes organizados de forma confortável e convidativa, por temas, recursos ou tipos </li></ul><ul><li>materiais que devem estar sempre acessíveis às crianças </li></ul>
  20. 20. <ul><li>“ Enriquecer o ambiente permite que a criança também enriqueça o jogo.Mas não se trata de acumular material. É preciso que ele se desenvolva em um espaço coerente, permitindo que a criança se aprofunde nos papéis desempenhados no jogo.” </li></ul><ul><li>Play is the Education – Conferência de Gilles Brougere </li></ul>
  21. 21. Intervenção indireta Uberlândia - MG
  22. 22. <ul><li>“ O educador pode desempenhar importante papel no transcorrer das brincadeiras se consegue discernir os momentos em que deve só observar, em que deve intervir na coordenação da brincadeira, ou em que deve integrar-se como participante da mesma.” </li></ul><ul><li>Zilma de Moraes Oliveira. Creches: Crianças, faz de conta & Cia </li></ul>
  23. 23. Bibliografia <ul><li>ANDRADE, Circe M. R. Junqueira. “Vamos dar a meia- volta, volta e meia vamos dar: o brincar na creche” in “Educação Infantil: muitos olhares” Zilma de Moraes Ramos de Oliveira (org). Editora Cortez. </li></ul><ul><li>BROUGÈRE, Gilles. Conferência: Play is the Education. </li></ul><ul><li>KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O Brincar e suas Teorias. São Paulo:Pioneira Thomson Learning. 2002 </li></ul><ul><li>KLISYS, Adriana . Muitos mundos em uma única sala – Revista Avisa Lá nº 29.Instituto Avisa Lá </li></ul><ul><li>Material produzido pela Equipe Formar em Rede – Orientação de Pauta 5;orientação de Pauta 6 e Apresentação reunião on line 6. Instituto Avisa Lá. SP:2007 </li></ul><ul><li>OLIVEIRA, Zilma de Moraes. Creches: Crianças, faz de conta & Cia. Petrópolis:Vozes.1992 </li></ul><ul><li>Referencial Curricular Nacional vol.3 p.19 – Brasília – MEC/SEF 2002 </li></ul><ul><li>ROSSETI, Maria Clotilde Ferreira. A pesquisa na universidade e a educação da criança pequena. Cadernos de Pesquisa (67):59-63 nov.1988 </li></ul><ul><li>ZABALZA, Miguel. Qualidade em Educação Infantil. Porto Alegre: Artmed, 1998. </li></ul>
  24. 24. Ficha Técnica <ul><li>Elaborado pela Equipe Programa Formar em Rede </li></ul><ul><li>Responsabilidade Técnica: Instituto Avisa Lá. </li></ul><ul><li>Imagens municípios participantes do Programa ano 2007. </li></ul>

×