Infância roubada

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Para reflectir ...
aí está uma muito boa e forte apresentação que não deixa ninguém indiferente.
Apesar do referente religioso que lhe está associado, toca o coração de qualquer um, crente ou descrente, lembrando a urgência da acção, para agora, na Terra, enquanto vivos.

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  • Ao ler esse texto algumas pessoas certamente vão entender e até apoiar o que estou desabafando. Há alguns anos atrás ser criança significava brincar de esconde-esconde, de pique-bandeira, de pular elástico, de queimada, de polícia e ladrão, de poney, de barbie, de boneca, de balança, gangorra, escorregador, de fazer bolo de aniversário com a areia do parquinho, de dançar balão mágico, trem-da-alegria, de assistir ao Bozo, ao Xou da Xuxa, de imitar as Paquitas, a Angélica, de gritar pelos meninos do Menudo, de escrever no diário e sempre começar com “Meu querido diário...”, de fazer aquelas agendas cheias de papeis de chiclete...
    Enfim, há alguns anos ser criança significava realmente ser criança. Significava sujar a roupa, dormir de tão cansado por ter brincado o dia inteiro, de viver sem medo, de não querer virar adulto. Significava curtir cada momento de umas das fases mais lindas e importantes que todos nós passamos. Significava viver tão bem
    essa fase que ao crescer bastaria olhar para trás e recordar e nunca sentir aquela saudade louca que o tempo voltasse, afinal o ciclo havia sido completado de forma perfeita.
    Uma infância feliz é sinal de uma vida feliz.
    O que aconteceu? Em pouco tempo tudo mudou. Hoje a infância se mistura com a adolescência e o que vemos são crianças falando, fazendo e querendo coisas de adultos. Cadê as brincadeiras de ruas? Cadê as músicas Superfantástico, Meu ursinho pimpão, Ilariê, Piui abacaxi? Cadê os desabafos nos diários? Cadê aqueles bolos deliciosos de areia? Pois é, parece que ficaram lá atrás. Em algum lugar perdido por ai.
    As vezes penso o que será das crianças de hoje, lá na frente. Como elas serão, que tipo de comportamento vão ter. Principalmente porque isto é uma tendência. Ninguém mais questiona ver as crianças tendo a infância roubada. Ninguém reivindica. É normal. Faz parte. É assim mesmo. O mundo evoluiu, as pessoas evoluíram e as crianças... bom se é que ainda podemos chamar assim, também evoluíram e se transformaram em mini-adultos.
    Quero acreditar que um dia ainda vou escutar uma criança ouvindo e dançando... “super fantástico amigo que bom estar contigo no nosso balão. Até quem tem mais idade mais tem felicidade no seu coração. SOU FELIZ, POR ISTO ESTOU AQUI. TAMBÉM QUERO VIAJAR NESSE BALÃO”
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Infância roubada

  1. 1. Uma breve nota: A música desta apresentação se chama ‘Ameno’ (amenizar, libertar), composta pelo grupo Era. A tradução da letra, do latim, está logo a seguir, e vale alguns instantes de reflexão, antes de se prosseguir com a apresentação.
  2. 2. AMENO Grupo Era Dori me Interi mo, Adapare Dori me Ameno, Ameno Lantire, Lantire mo Dori me Ameno, Omenare, imperavi Ameno, Dimere, dimere Mantiro, Mantire mo Ameno Omenare, imperavi emulari Ameno Omenare, imperavi emulari Ameno, Ameno dore Ameno dori me Ameno dori me Ameno, Dom Dori me, Reo Ameno dori me Ameno dori me Dori me, Dom Sinta minha dor Absorve-me, Toma-me Sinta minha dor Liberta-me, Liberta-me Descubra-me , D escubra meus sinais Sinta minha dor Suaviza (esta dor), Conforta-me Perceba, perceba Mutilaram-me , Machucaram-me Liberta-me Suaviza (esta dor), Conforta-me Liberta-me Suaviza (esta dor), Conforta-me Liberta-me, Ameniza a dor Ameniza minha dor Ameniza minha dor Liberta-me, Senhor Alivia minha dor, Rei Ameniza minha dor Ameniza minha dor Tira-me esta dor, Senhor
  3. 3. - K y r i é E l é i s o n -
  4. 4. Uma breve jornada, oportunidades, legados que ficarão. Qual o mundo que deixaremos para trás - para as próximas gerações -, quando partirmos?
  5. 5. Que herança lhe destinaremos ?
  6. 6. O futuro dependerá do que agora fizermos. E, certamente, há muito por se fazer...
  7. 7. Cabul, Afeganistão Três anos depois da queda do regime Talibã - num país dilacerado pela guerra e onde as oportunidades de trabalho, alimentação e necessidades básicas são escassas - crianças disputam migalhas de carvão que caem dos sacos transportados por camiões da Cruz Vermelha, de modo a garantir o seu próprio sustento e o das suas famílias.
  8. 8. Karkhla, Paquistão Crianças com idade entre 4 e 6 anos, na sua maior parte provenientes de famílias afegãs refugiadas da guerra civil que acomete o seu país natal, trabalham em fábricas de tijolos. O seu desgastante trabalho consiste em virar os tijolos para que sequem mais rapidamente ao sol. O seu peso de criança permite que realizem o seu penoso trabalho sem amassar os tijolos em que se apoiam.
  9. 9. Tegucigalpa, Honduras Abutres e crianças disputam as sobras que encontram num aterro sanitário da capital hondurenha. Juan Flores e outras crianças reviram o lixo a fim de encontrar qualquer coisa que possa ser comido ou vendido.
  10. 10. Siliguri, Índia Ruksana Khatun, de nove anos de idade, quebra pedras na periferia da cidade. Pequenas mãos calejadas em troca de um salário irrisório. Segundo a Organização Internacional de Trabalho, OIT, mais de 220 milhões de crianças trabalham no mundo, mais da metade delas em funções perigosas e em condições e horários precários, com jornadas de trabalho de até 17 horas.
  11. 11. San Vicente, Colombia Na entrada de um bordel, uma adolescente aguarda o próximo cliente. Dados divulgados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF, revelam que milhões de crianças são vítimas da exploração sexual em todo o mundo. A cada ano, um milhão e duzentas mil crianças são vítimas de tráfico e venda. Triste mundo que assim trata as suas crianças.
  12. 12. Mais de 100 mil meninas são vítimas de exploração sexual no Brasil, conforme dados da Organização Internacional do Trabalho, OIT. O filme “Anjos do Sol” aborda a cruel realidade que cerca o tema. Conforme relatos da equipa de produção, a exploração sexual de crianças e adolescentes no país ocorre em duas frentes: - nas cidades litorais, estando ligado ao turismo sexual realizado por estrangeiros - e nas cidades do interior das regiões Norte e Nordeste, onde a necessidade desesperada de renda criada pela pobreza leva os pais a venderem as suas filhas. O filme expõe algumas das práticas que envolvem a exploração sexual infanto-juvenil, como o leilão de meninas virgens e os personagens que lucram com esse mercado: aliciadores (que compram as meninas às suas famílias), donos de boites, cafetões, coronéis e políticos. De entre as tantas histórias tristes que inspiraram o roteiro do filme está a da pequena menina apelidada de R$ 0,50, por ser este o preço que ela cobrava por programa.
  13. 13. Recife, Brasil A Organização Mundial da Saúde, OMS, estima existirem 100 milhões de crianças vivendo nas ruas do mundo subdesenvolvido ou em desenvolvimento, das quais 10 milhões no Brasil. A maioria dessas crianças abusa das drogas, que as ajudam a negar, a fugir da realidade, a matar a fome e a aquecer-se. Muitas destas crianças mantêm algum tipo de laço familiar, porém passam a maior parte do tempo nas ruas, - pedindo esmola, vendendo coisas de pouco valor, engraxando sapatos, lavando vidros de carros - a fim de complementar o ganho familiar. Não raro, envolvem-se em pequenos furtos. Outras vivem de facto nas ruas, em grupos, dormindo em prédios abandonados, debaixo de pontes e viadutos e em parques públicos. Nos dois grupos, os meninos são maioria. As meninas têm por destino a prostituição.
  14. 14. Talvez seja hora dos políticos e governantes incluírem ‘compaixão social’ nas suas pautas e agendas de trabalho.
  15. 15. Tão perversas quanto persistentes, as desigualdades sociais e a pobreza atingem particularmente a população infanto-juvenil no país. Estudos têm mostrado que as condições de vida das crianças é mais severa em lugares onde a infra-estrutura escolar é de baixa qualidade. Torna-se necessário, portanto, criar condições que estimulem um aumento na frequência escolar, com a consequente ampliação dos seus horizontes e o desenvolvimento das suas potencialidades. As políticas destinadas a acabar com o trabalho infantil também devem procurar eliminar a necessidade da família pela renda da criança.
  16. 16. Califórnia, Estados Unidos Não muito distante da Disneylândia, a Terra da Fantasia, crianças, filhos de pais viciados em drogas, catam latas a fim de complementar o orçamento familiar, e ajudam, como podem, nos afazeres domésticos. Segundo dados do Escritório das Nações Unidas de Combate às Drogas e ao Crime, UNODC, o uso de drogas ilícitas no mundo vem crescendo, apesar dos esforços mundiais de controle. Os EUA permanecem como os principais consumidores de maconha e cocaína no mundo.
  17. 17. O aumento no consumo das drogas sintéticas - como a anfetamina e estimulantes similares ao ecstasy - é considerado preocupante pela facilidade com que elas são produzidas, já que, ao contrário das drogas tradicionais, não são necessárias grandes áreas de plantações, sendo produzidas com produtos químicos facilmente obtidos, em laboratórios muitas vezes improvisados, tornando o combate mais difícil. Segundo o UNODC, a questão das drogas sintéticas exige uma redefinição das abordagens adotadas, devendo-se mudar o paradigma em torno da questão do combate às drogas, com a prevenção ganhando uma importância muito maior do que a repressão.
  18. 18. Congo, África Central A avó de Chantis Tuseuo, de nove anos de idade, estende a mão para sua neta, gravemente desnutrida, que aguarda atendimento num posto de saúde nos arredores de Kinshasa. No mundo, segundo dados do UNICEF, estima-se que 55% das mortes de crianças estão associadas à desnutrição, à fome que debilita lentamente.
  19. 19. A insanidade das guerras…
  20. 20. Irlanda do Norte, décadas de 80 e 90
  21. 21. Chechênia, 1997 Kosovo, 1999
  22. 22. África, desde sempre
  23. 23. Faixa de Gaza, Palestina, 2004
  24. 24. Iraque, 2005
  25. 25. Israel, 2006 Líbano, 2006
  26. 26. etc, etc etc...
  27. 27. até quando?
  28. 28. É no coração da noite, que desponta o dia.
  29. 29. Qual o mundo que pretendemos deixar para as futuras gerações? Um mundo mais justo, certamente...
  30. 30. O Reino de Deus não irá despencar sobre as nossas cabeças da noite para o dia, se somos sinceros no nosso desejo de que ele venha até nós, temos que fazer a nossa parte.
  31. 31. ele soerguer-se-á do chão em que pisamos, regado pelo sagrado suor dos que se importam com o próximo. O Reino de Deus, a idade áurea marcada pela justiça, não descerá dos céus,
  32. 32. A sua chegada depende de pequenos actos de bondade, de heróicos gestos de compaixão.
  33. 33. Qual o mundo que deixaremos para as crianças de hoje, para as que ainda nascerão?
  34. 34. M i s e r i c ó r d i a A palavra misericórdia , de origem latina, surge da junção de misereo / miséria, e cor / coração. Ela representa, portanto, um sentimento de empatia, colocar a miséria do próximo no nosso próprio coração. A misericórdia refere-se ao coração que se compadece e age.
  35. 35. O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença. Érico Veríssimo
  36. 36. Antiga invocação grega que significa: Senhor, envia Teu Sopro, envia Tua Misericórdia. - K y r i é E l é i s o n - Estou precisando do Teu Sopro, da Tua Força, da Tua Misericórdia.
  37. 37. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Sermão da Montanha
  38. 38. Há muito por ser feito ainda. Quem semear, colherá...
  39. 39. Deus move o céu inteiro naquilo que o ser humano é incapaz de fazer. Mas não move uma palha naquilo que a capacidade humana pode resolver. antigo ditado oriental
  40. 40. [email_address] - f i m -

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