SaúDe Ambiental E VigilâNcia SanitáRia – SaúDe[1]

3.500 visualizações

Publicada em

0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
3.500
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
6
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
43
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

SaúDe Ambiental E VigilâNcia SanitáRia – SaúDe[1]

  1. 1. Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária – Saúde e Doença <br />Doença é a perda da homeostasia corporal, total ou parcial, estado este que pode cursar devido a infecções, inflamações, isquémias, modificações genéticas, sequelas de trauma, hemorragias, neoplasias ou disfunções orgânicas.<br />
  2. 2. Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária – Saúde e Doença<br />Homeostase (ou Homeostasia) é a propriedade de um sistema aberto, seres vivos especialmente, de regular o seu ambiente interno de modo a manter uma condição estável, mediante múltiplos ajustes de equilíbrio dinâmico controlados por mecanismos de regulação interrelacionados.<br />
  3. 3. Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária – Saúde e Doença<br />A institucionalização da antropologia da saúde no Brasil começou na década de 1970, com uma proveitosa interlocução com a biomedicina e a saúde pública.<br /> Para compreender onde se entrelaçam e como se diferenciam o biológico, o social e o cultural, a antropologia tomou como objeto de estudo o corpo, a saúde e a doença. <br />
  4. 4. Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária – Saúde e Doença<br />Os temas mais estudados na área são: as representações de saúde, doença e corpo em diferentes grupos populacionais; os significados de doenças específicas como aids, hanseníase, tuberculose, deficiências físicas e mentais, tanto para grupos de pacientes como para aqueles que convivem<br />e tratam os doentes.<br /> Muitos estudos das áreas biológica e médica passaram a se apropriar de conceitos, metodologias e técnicas utilizadas pelos antropólogos.<br />
  5. 5. Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária – Saúde e Doença<br />Um estudo realizado na periferia de Porto Alegre pelo núcleo, num bairro com alta incidência de portadores de HIV, demonstra essa diferença de percepção da doença. <br />A aids surgiu com a característica de ser uma “doença do outro”, fora do círculo geográfico da pessoa.<br />Essa imagem pode ter sido criada a partir da origem do próprio vírus, em países africanos; em seguida, como uma síndrome que de grupos considerados de “risco” e<br />com relações “promíscuas”<br />
  6. 6. Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária – Saúde e Doença<br />A vida agitada nos grandes centros urbanos, a falta de exercícios físicos, o estresse, a poluição, a alimentação rápida e rica em gordura e açúcar e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e tabaco estão causando diversas doenças nos brasileiros. Advindos destes problemas, são mais comuns, nos grandes centros urbanos, doenças como o câncer, o diabetes e doenças do coração. <br />Enquanto isso, na zona rural e nas periferias das grandes cidades, aumentam os casos de doenças infecciosas e parasitárias, em função das péssimas condições de higiene. A falta de água tratada e o deficiente sistema de esgoto nas regiões norte e nordeste do Brasil tem sido a causa de várias doenças, como, por exemplo: cólera, malária, diarréia e hanseníase<br />
  7. 7. Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária – Saúde e Doença<br />Com a expansão da aids no Brasil para indiscriminadas camadas sociais, esse “outro” tornou- se alguém próximo: um parente, um amigo, um vizinho.<br />Ao deixar de ser uma “doença do outro”, ao contrário do esperado, não significou maior “conscientização” e adoção de cuidados de prevenção .<br />Em contrapartida, acrescentavam à lista de práticas para evitar<br />o contágio, o contato físico superficial como um abraço e uso comum de pratos e talheres, que são cientificamente<br />descartadas.<br />
  8. 8. Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária – Saúde e Doença<br />O processo saúde-doença é uma expressão usada para fazer referência a todas as variáveis que envolvem a saúde e a doença de um indivíduo ou população e considera que ambas estão interligadas e são consequência dos mesmos fatores. <br />De acordo com esse conceito, a determinação do estado de saúde de uma pessoa é um processo complexo que envolve diversos fatores.<br />
  9. 9. Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária – Saúde e Doença <br />Diferentemente da teoria da unicausalidade, muito aceita no início do século XX, que considera como fator único de surgimento de doenças um agente etiológico - vírus, bactérias, protozoários -, o conceito de saúde-doença estuda os fatores biológicos, econômicos, sociais e culturais e, com eles, pretende obter possíveis motivações para o surgimento de alguma enfermidade.[<br />O conceito de multicausalidade não exclui a presença de agentes etiológicos numa pessoa como fator de aparecimento de doenças<br />
  10. 10. Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária – Saúde e Doença<br />Ele vai além e leva em consideração o psicológico do paciente, seus conflitos familiares, seus recursos financeiros, nível de instrução, entre outros. <br />Esses fatores, inclusive, não são estáveis; podem variar com o passar dos anos, de uma região para outra, de uma etnia para outra.<br />Preliminarmente há que se definir claramente sobre o que estamos falando e os objetivos que pretendemos atingir, ou seja, discutir um sistema de saúde que tem como objeto de trabalho o processo saúde-doença, em sua complexidade e abrangência, e seus determinantes das condições de saúde da população.<br />
  11. 11. Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária – Saúde e Doença<br />A saúde deve ser entendida em sentido mais amplo, como componente da qualidade de vida. Assim, não é um “bem de troca”, mas um “bem comum”, um bem e um direito social, em que cada um e todos possam ter assegurados<br />O exercício e a prática do direito à saúde, a partir da aplicação e utilização de toda a riqueza disponível, conhecimentos e tecnologia desenvolvidos pela sociedade nesse campo, adequados às suas necessidades, abrangendo promoção e proteção da saúde, prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação de doenças. <br />
  12. 12. Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária – Saúde e Doença<br />Em outras palavras, considerar esse bem e esse direito como componente e exercício da cidadania, que é um referencial e um valor básico a ser assimilado pelo poder público para o balizamento e orientação de sua conduta, decisões, estratégias e ações.<br />A partir daí, deve-se perguntar: afinal, o que significa esse processo saúde doença e quais suas relações com a saúde e com o sistema de serviços de saúde?<br />
  13. 13. Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária – Saúde e Doença<br />Representa o conjunto de relações e variáveis que produz e condiciona o estado de saúde e doença de uma população, que se modifica nos diversos momentos históricos e do desenvolvimento científico da humanidade.<br />Até que, com os estudos de Louis Pasteur na França, entre outros, vem a prevalecer a “teoria da unicausalidade”, com a descoberta dos micróbios (vírus e bactérias) e, portanto, do agente etiológico, ou seja, aquele que causa a doença<br />
  14. 14. Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária – Saúde e Doença<br />O fato é que se passa a considerar saúde e doença como estados de um mesmo processo, composto por fatores biológicos, econômicos, culturais e sociais.<br />Alguns autores questionam esse modelo, ressaltando, por exemplo, que o “estilo de vida” implicaria uma opção e conduta pessoal voluntária, o que pode não ser verdadeiro, pois pode estar condicionado a fatores sociais, culturais, entre outros.<br />Em última instância, como diz Breilh, “o processo saúde-doença constitui uma expressão particular do processo geral da vida social”.<br />
  15. 15. Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária – Saúde e Doença<br />Desse modo, há que se compreender outra dimensão, que é aquela que coloca o processo de intervenção, por meio de um sistema de cuidados para a saúde para atender as necessidades, demandas, aspirações individuais e coletivas, como um processo técnico, científico e político.<br />
  16. 16. Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária – Saúde e Doença<br />É político no sentido de que se refere a valores, interesses, aspirações e relações sociais e envolve a capacidade de identificar e privilegiar as necessidades<br />de saúde individuais e coletivas resultantes daquele complexo processo de determinação e acumular força e poder para nele intervir, incluindo a alocação e garantia de utilização dos recursos necessários para essa intervenção.<br />
  17. 17. Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária – Saúde e Doença <br />E aquela dimensão política inerente a esse processo social remete para a necessidade de satisfazer um outro requerimento, próprio dos processos políticos democráticos, que é a participação social, ou seja, a participação ativa da população na formulação, desenvolvimento e acompanhamento das políticas e dos sistemas de saúde, que hoje, no SUS, está minimamente estabelecida nos conselhos de saúde (nacional, estadual e municipal) e conferências de saúde.<br />
  18. 18. Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária – Saúde e Doença<br />Estabelecidas essas preliminares conceituais e diretivas em relação à saúde e doença, ao seu processo de determinação e ao sistema e serviços de saúde e seu objeto de ação, ou seja, as bases conceituais de referência, passaremos à discussão e análise do modelo de atenção SILOS/Distritos Sanitários.<br />
  19. 19. Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária – Saúde e Doença<br />É técnico e científico no sentido de que esse saber e esse fazer em relação à saúde-doença da população não devem ser empíricos, mas podem e devem ser<br />instrumentalizados pelo conhecimento científico e desenvolvimento tecnológico, pelo avanço e progresso da ciência.<br />Portanto, o saber e o fazer em relação à saúde da população mediante um sistema de saúde é uma tarefa que implica a concorrência de várias disciplinas do conhecimento humano e a ação das diversas profissões da área de saúde, bem como ação articulada entre os diversos setores, que é requerimento para a produção de saúde.<br />
  20. 20. Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária – Saúde e Doença<br />Principais doenças no Brasil <br />Doenças do aparelho circulatório<br />Doenças que fazem parte do grupo que mais mata em nosso país. Podemos citar como exemplos:  derrame, hipertensão e infarto. São doenças que se desenvolvem no corpo humano em função de componentes genéticos associados ao estilo de vida e hábitos de alimentação. O fumo, a bebida alcoólica, o estilo de vida sedentário e estressante estão como causas principais destes tipos de doenças. A alimentação com excesso de gorduras animais, carboidratos e sal também prejudicam o sistema circulatório e o coração, podendo provocar tais doenças.<br />
  21. 21. Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária – Saúde e Doença<br />Câncer <br />De acordo com os últimos dados, verificou-se que o câncer é a segunda doença que mais mata no Brasil. O câncer é causado por uma multiplicação excessiva de células em determinadas regiões do corpo. Se não tratados a tempo, podem se espalhar pelo corpo (metástase) e acometer vários órgãos, provocando a morte do paciente. <br />Os tipos de câncer mais comuns são : câncer de pele, câncer de mama, câncer de pulmão, câncer de próstata entre outros. Há um fator genético no desenvolvimento do câncer, porém a alimentação e os hábitos de vida também estão relacionados ao desenvolvimento de câncer. Fumantes, por exemplo, possuem uma maior probabilidade de desenvolverem o câncer de pulmão. O diagnóstico rápido e tratamentos com quimioterapia ainda são os recursos disponíveis mais usados no combate ao câncer. <br />

×