EducaçãO E PromoçãO Em SaúDe 05 03 2010

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EducaçãO E PromoçãO Em SaúDe 05 03 2010

  1. 1. UNIP – UNIVERSIDADE PAULISTA VIGILÂNCIA SANITÁRIA E SAÚDE AMBIENTAL Promoção e Educação em Saúde Conceitos Gerais ROF. MS. BENEDITO DOS SANTOS
  2. 2. Promoção e Educação em Saúde: Pressupostos Gerais <ul><li>A assistência à saúde deve ter como objetivos não só o diagnóstico e tratamento de doenças que já estão causando problemas às pessoas, mas a promoção da saúde e o diagnóstico precoce de doenças que ainda não apresentaram manifestações clínicas (rastreamento). </li></ul><ul><li>Estes objetivos devem ser atingidos tanto na abordagem de populações e grupos específicos como no atendimento individual. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>O mecanismo de aparecimento e desenvolvimento da maioria das doenças é explicado melhor por modelos multicausais e não por modelos tradicionais e ultrapassados de etiologia única. </li></ul><ul><li>Assim, doenças como hipertensão arterial, asma, diabetes tipo II e depressão resultam de uma interação complexa entre fatores genéticos, de desenvolvimento, psicológicos, familiares, sociais, ambientais, hábitos e estilo de vida e acesso aos serviços de saúde. </li></ul>Promoção e Educação em Saúde: Pressupostos Gerais
  4. 4. <ul><li>Cada vez se reconhece mais a importância, nesse contexto, dos hábitos e estilo de vida na gênese, manutenção, complicações e resposta ao tratamento de várias doenças crônicas. </li></ul><ul><li>O conceito de Promoção e Educação da Saúde envolve tanto atitudes que implicam em diminuição de risco de morte como também na melhoria da qualidade de vida. </li></ul>Promoção e Educação em Saúde: Pressupostos Gerais
  5. 5. <ul><li>Promoção e Educação em Saúde envolve: </li></ul><ul><ul><li>Prevenção do aparecimento de doenças; </li></ul></ul><ul><ul><li>Busca ativa de doenças que ainda não se manifestaram (rastreamento); </li></ul></ul><ul><ul><li>Desenvolvimento de hábitos e estilo de vida saudáveis. </li></ul></ul><ul><li>Tanto as atividades de Promoção da Saúde como as de Rastreamento deveriam estar baseadas em estudos científicos em que sua eficácia foi demonstrada. </li></ul>Promoção e Educação em Saúde: Pressupostos Gerais
  6. 6. Promoção e Educação em Saúde: Pressupostos Gerais <ul><li>Como todo o programa ou intervenção, tanto em grupos sociais como na atenção individual, implica em custos e, algumas vezes, em riscos para as pessoas, há necessidade de demonstração de eficácia, a partir de estudos com desenho experimental adequado. </li></ul><ul><li>Muito do que se faz em termos de Promoção da Saúde não foi, ainda, submetido a esse tipo de validação científica. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>As principais causas de mortalidade no Brasil podem ter seu impacto reduzido em função de programas de Promoção e Educação em Saúde: </li></ul><ul><ul><li>Doenças cardio-vasculares (cardíacas e cérebro-vasculares): tabagismo, obesidade, vida sedentária, hipercolesterolemia, diabetes, hipertensão arterial. </li></ul></ul>Promoção e Educação em Saúde: CAUSAS DE MORTALIDADE
  8. 8. Promoção e Educação em Saúde: CAUSAS DE MORTALIDADE <ul><ul><li>Câncer: tabagismo (pulmão, cabeça e pescoço, esôfago, bexiga, entre outros), obesidade. </li></ul></ul><ul><ul><li>Causas externas (acidentes de trânsito, homicídio e acidentes de trabalho) são condições por excelência em que medidas preventivas têm grande impacto. </li></ul></ul>
  9. 9. Programas de Promoção e Educação em Saúde: Alguns Pressupostos <ul><ul><li>A importância da doença ou condição a ser abordada. </li></ul></ul><ul><ul><li>A eficácia das medidas propostas, de aconselhamento, de rastreamento, de vacinação. </li></ul></ul><ul><ul><li>Dentro das medidas de eficácia semelhante, levar em conta o custo de cada uma. </li></ul></ul>
  10. 10. Programas de Promoção e Educação em Saúde: Alguns Pressupostos <ul><ul><li>Essa avaliação deve levar em conta a prevalência de cada doença ou condição no país, região do país, grupo social ou profissional, sexo e faixa etária. </li></ul></ul><ul><ul><li>Há, portanto, necessidade de pesquisas realizadas na nossa realidade. Não é tudo o que foi demonstrado ou desenvolvido em outros países que é adequado à nossa realidade . </li></ul></ul>
  11. 11. Abordar Hábitos e Estilo de Vida é mais Importante que o Rastreamento de Doenças já Existentes <ul><li>Tabagismo </li></ul><ul><li>Atividade Física </li></ul><ul><li>Alimentação Adequada </li></ul><ul><li>Obesidade </li></ul><ul><li>Estresse </li></ul><ul><li>Prevenção de Violência </li></ul><ul><li>Sexo Seguro </li></ul>
  12. 12. Pressupostos para que um método de rastreamento passe a ser recomendado <ul><li>A doença deve ter um impacto importante, em mortalidade ou em qualidade de vida. </li></ul><ul><li>O método de rastreamento deve ser eficaz. </li></ul><ul><li>O tratamento dessa doença, se o diagnóstico for feito na fase assintomática, aumenta a chance de cura, prolonga a vida ou melhora sua qualidade. </li></ul><ul><li>Os exames feitos para o diagnóstico não envolvem riscos importantes para as pessoas. </li></ul><ul><li>O método de rastreamento deve ser aceito pelas pessoas. </li></ul>
  13. 13. Condições em que já foi demonstrado que o rastreamento é eficaz <ul><li>Diminuição de visão em idosos (teste com Tabela de Snellen, anualmente, em idosos acima de 65 anos de idade) </li></ul><ul><li>Uso e abuso de bebida alcoólica (questionários específicos, a cada avaliação periódica de saúde) </li></ul><ul><li>Tabagismo (perguntar, sempre que houver procura de um serviço de saúde) </li></ul><ul><li>Depressão </li></ul><ul><li>Hipertensão arterial (medida de pressão arterial anual) </li></ul><ul><li>Obesidade (medida periódica de altura e peso para determinação do índice de massa corpórea) </li></ul>
  14. 14. Condições em que já foi demonstrado que o rastreamento é eficaz <ul><li>Câncer de mama (mamografia a cada 1 a 2 anos, em mulheres entre 50 e 69 anos) </li></ul><ul><li>Câncer coloretal (pesquisa de sangue oculto nas fezes, anual, em pessoas acima de 50 anos) </li></ul><ul><li>Câncer de colo de útero (Papanicolau, em mulheres a partir do início da atividade sexual) </li></ul><ul><li>Diabetes (glicemia de jejum, a cada 3 a 5 anos) </li></ul><ul><li>Hipercolesterolemia (dosagem de colesterol, a cada 3 a 5 anos) </li></ul>
  15. 15. A Ética da Promoção e Educação em Saúde <ul><li>Dentro do espírito da Constituição Brasileira, a Promoção e Educação em Saúde também é um Direito do Cidadão e um Dever do Estado. </li></ul><ul><li>A participação da comunidade é fundamental. </li></ul><ul><li>A informação precisa sobre fatores de risco, medidas que podem ser adotadas, sua eficácia e risco, também é um direito da sociedade. </li></ul>
  16. 16. A Ética da Promoção e Educação em Saúde <ul><li>Cada pessoa deve ser informada sobre eficácia e risco de procedimentos de rastreamento, para tomar a sua decisão. </li></ul><ul><li>Só deve ser procurada aquela doença ou condição que, caso descoberta, faça diferença para a pessoa. </li></ul>

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