De lepra a hanseníase: a representação social da
doença a partir da mudança de terminologia, na
perspectiva de trabalhador...
Aracaju-SE, agosto de 2013
JOSÉ FRANCISCO DE SANTANA
De lepra a hanseníase: a representação social da doença a partir da
m...
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
8/10/20133
A escolha do tema.
Atualidade do tema.
Relevância, amplitude e originalidade o tema.
...
8/10/20134
Qual a representação que as terminologias
“lepra” e “hanseníase” trazem para trabalhadores
do campo da saúde, d...
8/10/20135
Historicamente, a sociedade lida com a hanseníase sob duas
perspectivas: a perspectiva do controle biológico de...
8/10/20136
Conhecer a percepção da doença a partir da
mudança da terminologia de “lepra” para
“hanseníase”, entre trabalha...
8/10/20137
 Identificar e quantificar atitudes e comportamentos
estigmatizantes entre os trabalhadores, em relação
ao pac...
8/10/20138
 Pesquisa do tipo bibliográfica, explicativa, quantitativa e
qualitativa baseada em questionário estruturado c...
8/10/20139
 Instrumento entregue e recolhido posteriormente.
 Respostas tabuladas e as frequências absolutas e/ou
relati...
8/10/201310
• Atualmente, tem-se que hanseníase é doença infectocontagiosa
diagnosticável clinicamente e laboratorialmente...
8/10/201311
• Ao longo da história da humanidade o contexto pejorativo atribuído à
palavra “lepra” contribuiu decisivament...
8/10/201312
• O poder de uma legislação é suficiente
para superar séculos de alimentação
de um estigma perpetuado entre as...
• A doença é complexa mas é possível e
seguro diagnosticar e tratar em nível
ambulatorial, desde que hajam
condições de di...
8/10/201314
Quadro 1 – Representação da amostra / N =19
Categorias Profissionais Nº de Indivíduos
Agente Administrativo 3
...
8/10/201315
Legenda auxiliar:
EFI/C = Ensino fundamental incompleto ou completo. EMI = Ensino médio incompleto.
EMC = Ensi...
8/10/201316
• Na amostra considerada para o presente estudo, aproximadamente 58%
dos sujeitos possuem experiência no servi...
8/10/201317
Tabela 1 - Relação entre categorias profissionais e tempo de serviço / N (=19)
Categorias Profissionais Tempo ...
8/10/201318
RESULTADOS E DISCUSSÃO
8/10/201319
RESULTADOS E DISCUSSÃO
8/10/201320
O tempo de experiência no serviço não parece desempenhar papel
importante na manifestação de comportamento est...
8/10/201321
• Os gráficos 5 e 6 revelaram que o comportamento estigmatizante está
presente de forma relativamente intensa ...
8/10/201322
RESULTADOS E DISCUSSÃO
8/10/201323
Quadro 2 – Possível explicação para o preconceito / N = 7
1 - Alegam falta de informações a respeito da doença...
8/10/201324
• Tratando-se de serviço que é referência para o diagnóstico e tratamento
de hanseníase e tuberculose e consid...
8/10/201325
BRASIL. Resolução nº 287, de 08 de outubro de 1998. Relaciona as categorias profissionais de
saúde de nível su...
8/10/201326
CUNHA, Ana Zoé Schilling da. Hanseníase: aspectos da evolução do diagnóstico, tratamento e
controle. Ciênc. sa...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Hanseníase (fco santana)

1.215 visualizações

Publicada em

Publicada em: Saúde e medicina
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.215
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
481
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
3
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Hanseníase (fco santana)

  1. 1. De lepra a hanseníase: a representação social da doença a partir da mudança de terminologia, na perspectiva de trabalhadores do campo da saúde. Aracaju-SE, agosto de 2013 JOSÉ FRANCISCO DE SANTANA
  2. 2. Aracaju-SE, agosto de 2013 JOSÉ FRANCISCO DE SANTANA De lepra a hanseníase: a representação social da doença a partir da mudança de terminologia, na perspectiva de trabalhadores do campo da saúde.
  3. 3. CONSIDERAÇÕES INICIAIS 8/10/20133 A escolha do tema. Atualidade do tema. Relevância, amplitude e originalidade o tema. Dificuldades e limites na execução do trabalho. Possíveis desdobramentos do trabalho.
  4. 4. 8/10/20134 Qual a representação que as terminologias “lepra” e “hanseníase” trazem para trabalhadores do campo da saúde, de níveis superior e médio, lotados em uma unidade de saúde que é referência para o diagnóstico e tratamento do referido agravo? DEFINIÇÃO DO PROBLEMA
  5. 5. 8/10/20135 Historicamente, a sociedade lida com a hanseníase sob duas perspectivas: a perspectiva do controle biológico de um agente infeccioso, a qual se tornou efetiva com o desenvolvimento dos antibióticos e quimioterápicos (BOECHAT & PINHEIRO, 2012, p.251-254) e a perspectiva do sofrimento imposto ao portador da doença em função da construção de um perverso preconceito/estigma que, em algumas situações, causa mais danos do que a própria enfermidade física. INTRODUÇÃO
  6. 6. 8/10/20136 Conhecer a percepção da doença a partir da mudança da terminologia de “lepra” para “hanseníase”, entre trabalhadores de nível médio e superior de uma unidade de referência. OBJETIVO GERAL
  7. 7. 8/10/20137  Identificar e quantificar atitudes e comportamentos estigmatizantes entre os trabalhadores, em relação ao paciente usuário do serviço e seus familiares.  Relacionar situações sugestivas de comportamento estigmatizante na relação cotidiana dos trabalhadores com os pacientes usuários do serviço. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  8. 8. 8/10/20138  Pesquisa do tipo bibliográfica, explicativa, quantitativa e qualitativa baseada em questionário estruturado com perguntas fechadas.  A amostra constituiu-se de 19 trabalhadores da área da saúde lotados no Ambulatório de Tuberculose e Hanseníase da SMS de Aracaju-SE.  Abordagem acerca do grau de conhecimento sobre a doença, as terminologias e preconceitos relativos à enfermidade. METODOLOGIA
  9. 9. 8/10/20139  Instrumento entregue e recolhido posteriormente.  Respostas tabuladas e as frequências absolutas e/ou relativas representadas em gráficos, tabelas, quadros e discutidas à luz da literatura.  Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). METODOLOGIA
  10. 10. 8/10/201310 • Atualmente, tem-se que hanseníase é doença infectocontagiosa diagnosticável clinicamente e laboratorialmente, de alta infectividade e baixa patogenicidade, tratável e curável em qualquer dos seus estágios (BRASIL, 2002, p.12-42). Marca divulgada em 2009 por uma operadora de plano de saúde, alusiva ao Dia Mundial do Hanseniano que é celebrado no último domingo de janeiro. Disponível em: http://www.unimed.coop.br/pct/index.jsp?cd_canal=34367&cd_secao= 43894&cd_materia=66908 RESULTADOS E DISCUSSÃO
  11. 11. 8/10/201311 • Ao longo da história da humanidade o contexto pejorativo atribuído à palavra “lepra” contribuiu decisivamente para a construção de um poderoso estigma à enfermidade que se mantém na atualidade e submete o doente e família a humilhação e condenação (EIDT, 2004, p.88). Leprosário São Francisco de Assis Natal, Rio G. do Norte-Brasil. Disponível em http://www.fotolog.com.br/mistes/4269685/ RESULTADOS E DISCUSSÃO
  12. 12. 8/10/201312 • O poder de uma legislação é suficiente para superar séculos de alimentação de um estigma perpetuado entre as gerações (FERREIRA et al, 2000, p.126)? • O Brasil passou a utilizar oficialmente o termo hanseníase a partir de 1995 por força da Lei Federal nº 1.010 de 1995 (CAVALIERE e RAIMUNDO, 2012, p.02). RESULTADOS E DISCUSSÃO
  13. 13. • A doença é complexa mas é possível e seguro diagnosticar e tratar em nível ambulatorial, desde que hajam condições de dispensar atenção integral ao doente e família (Portaria Ministerial nº 594/2010). RESULTADOS E DISCUSSÃO 8/10/201313
  14. 14. 8/10/201314 Quadro 1 – Representação da amostra / N =19 Categorias Profissionais Nº de Indivíduos Agente Administrativo 3 Agente de Serviços Gerais 2 Assistente Social 2 Auxiliar de Enfermagem 2 Enfermeiro 5 Farmacêutico 1 Médico dermatologista 1 Psicólogo 1 Técnico em Enfermagem 2 • O ambulatório que serviu de campo de estudo da pesquisa é constituído por equipe multiprofissional (Quadro 1) que deve atuar na perspectiva de contemplar os aspectos biológicos, psíquicos e sociais que envolvem os pacientes com hanseníase, familiares e comunidade. RESULTADOS E DISCUSSÃO
  15. 15. 8/10/201315 Legenda auxiliar: EFI/C = Ensino fundamental incompleto ou completo. EMI = Ensino médio incompleto. EMC = Ensino médio completo. ESI = Ensino superior incompleto. ESC = Ensino superior completo. RESULTADOS E DISCUSSÃO
  16. 16. 8/10/201316 • Na amostra considerada para o presente estudo, aproximadamente 58% dos sujeitos possuem experiência no serviço superior a cinco anos (Tabela1) e quase 79% da amostra relatou ter bom conhecimento acerca da doença (Gráfico 2), sendo que 16% informaram desconhecer outras denominações para a terminologia hanseníase (Gráfico 3). RESULTADOS E DISCUSSÃO
  17. 17. 8/10/201317 Tabela 1 - Relação entre categorias profissionais e tempo de serviço / N (=19) Categorias Profissionais Tempo de serviço < 1ano 1- 5 anos > 5 anos Agente Administrativo - - 3 Agente de Serviços Gerais - - 2 Assistente Social - 1 1 Auxiliar de Enfermagem - 1 1 Enfermeiro - 3 2 Farmacêutico 1 - - Médico dermatologista - 1 - Psicólogo 1 - - Técnico em Enfermagem 0 0 2 RESULTADOS E DISCUSSÃO
  18. 18. 8/10/201318 RESULTADOS E DISCUSSÃO
  19. 19. 8/10/201319 RESULTADOS E DISCUSSÃO
  20. 20. 8/10/201320 O tempo de experiência no serviço não parece desempenhar papel importante na manifestação de comportamento estigmatizante; mas o conhecimento sobre o agravo é fundamental e, considerando tratar-se de um serviço de referência, os achados não são satisfatórios e podem sinalizar que a unidade não pratica momentos de educação continuada/permanente em serviço. RESULTADOS E DISCUSSÃO
  21. 21. 8/10/201321 • Os gráficos 5 e 6 revelaram que o comportamento estigmatizante está presente de forma relativamente intensa na unidade de referência, quando 37% dos sujeitos amostrados admitiram alimentar algum preconceito em relação à doença e 63,15% admitiram ter presenciado no serviço comportamento que considerou estigmatizante em relação ao paciente com hanseníase. • Dentre os que admitiram preconceito/estigma (Gráfico 5) as possíveis explicações foram a falta de informação, mas alguns alegaram desconhecer os motivos do preconceito (Quadro 2). RESULTADOS E DISCUSSÃO
  22. 22. 8/10/201322 RESULTADOS E DISCUSSÃO
  23. 23. 8/10/201323 Quadro 2 – Possível explicação para o preconceito / N = 7 1 - Alegam falta de informações a respeito da doença. Agente de Serviços Gerais. Agente Administrativo. Auxiliar de Enfermagem. Enfermeiro. 2 - Alegam desconhecer os motivos do seu preconceito. Enfermeiro. Técnico em Enfermagem. RESULTADOS E DISCUSSÃO
  24. 24. 8/10/201324 • Tratando-se de serviço que é referência para o diagnóstico e tratamento de hanseníase e tuberculose e considerando a amostra utilizada no estudo, concluímos que é forte a presença de estigma/preconceito entre os trabalhadores que integram a equipe multiprofissional do referido serviço. • Atividades de educação continuada em serviço precisam ser implementadas/reformuladas, objetivando contemplar trabalhadores que associaram a alimentação do estigma ao desconhecimento. • Quanto aos sujeitos que mesmo admitindo possuir bom conhecimento acerca da doença reconhecem que alimentam estigma em relação à pessoa com hanseníase, parece tratar-se de comportamento que habita o inconsciente, sobre o qual outros estudos deverão dispensar atenção objetivando o melhor entendimento. CONSIDERAÇÕES FINAIS
  25. 25. 8/10/201325 BRASIL. Resolução nº 287, de 08 de outubro de 1998. Relaciona as categorias profissionais de saúde de nível superior. Acessado no dia 15/07/2012, através do endereço http://www.crefrs.org.br/legislacao/pdf/resol_cns_287_1998.pdf BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia para o controle da hanseníase. Brasília: Ministério da Saúde, 2002. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº. 594, de 29 de outubro de 2010. Inclui na tabela de serviços especializados / classificação do SCNES o Serviço de Atenção Integral em Hanseníase. BITTENCOURT, L. Porto, et al. Estigma: Percepções sociais reveladas por pessoas acometidas por hanseníase. Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, 2010 abr/jun; 18(2):185-90. BOECHAT, N. e PINHEIRO, L. C. S. A Hanseníase e a sua Quimioterapia. Rev. Virtual Quim., 2012, 4 (3), 247-256. CAVALIERE, R. e RAIMUNDO, D. Da Lepra a Hanseníase: histórias dos que sentiram essa transformação. Material acessado no dia 15/07/2012, através do endereço (http://www.fiocruz.br/ehosudeste/templates/htm/viiencontro/textosIntegra/IvoneteCavaliereeDilene Raimundo.pdf). REFERÊNCIAS
  26. 26. 8/10/201326 CUNHA, Ana Zoé Schilling da. Hanseníase: aspectos da evolução do diagnóstico, tratamento e controle. Ciênc. saúde coletiva. 2002, vol.7, n.2, pp. 235-242. EIDT, Letícia Maria. Breve história da hanseníase: sua expansão do mundo para as Américas, o Brasil e o Rio Grande do Sul e sua trajetória na saúde pública brasileira. Saúde soc. 2004, vol.13, n.2, pp. 76-88. FERREIRA, Jair et al. O estigma do médico em relação aos portadores de hanseníase no Estado do Rio Grande do Sul no período de 1949 a 1988. Porto Alegre: UFRGS, 1989 (mimeo), apud EIDT, Letícia Maria. O mundo da vida do ser hanseniano: sentimentos e vivências. 252 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, PUCRS, 2000. FEMINA, L. L., SOLER, A. C. P., NARDIR, S. M. T., PASCHOAL, V. D. A. Os efeitos da mudança da terminologia lepra para hanseníase. Hansen. Int. 2007; 32 (especial). REFERÊNCIAS

×