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Metodologia <ul><li>Três momentos: </li></ul><ul><li>Teórico </li></ul><ul><li>Abordagem de conceitos de teoria literária;...
Conceitos e Autores <ul><li>Literatura e gêneros literários: </li></ul><ul><li>Jonathan Culler </li></ul><ul><li>Antoine C...
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Entendo por literatura  não um corpo ou uma sequência de obras, nem mesmo um setor de comércio ou de ensino, mas o grafo c...
Capítulo 2 –  A escrita e suporte digital 2.1  A comunicação mediada por computador ‏  e a cultura do ciberespaço 2.2   Gê...
<ul><li>Gêneros textuais digitais: </li></ul><ul><li>Manifestam-se exclusivamente em ambientes virtuais; </li></ul><ul><li...
 
Capítulo 3 –  O homem, a escrita, o suporte digital e a configuração da webliteratura nos  blogs selecionados  3.1  Litera...
<ul><li>A análise leva em conta três grupos de blogs: </li></ul><ul><li>Blogs de autoria de escritores profissionais: </li...
Operacionalização 3.1.1   Portal Literal    3.1.1  O Caderno de Saramago  3.2   Todoprosa   3.3   Bêbado Gonzo  3.4.1  Abs...
<ul><li>Categorias da  prática literária  na web: </li></ul><ul><li>Disponibilizante; </li></ul><ul><li>Informativa; </li>...
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<ul><li>Literatura tradicional  transportada para a web: </li></ul><ul><li>Blog como forma de registro; </li></ul><ul><li>...
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<ul><li>Crítica autorizada  realizada em novo suporte: </li></ul><ul><li>Papel do autor, do leitor e do crítico de literat...
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<ul><li>Literatura contemporânea : </li></ul><ul><li>Sentido de fragmentação e desestruturação (tempo, espaço, narrador, p...
 
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<ul><li>Literatura amadora: </li></ul><ul><li>Busca de visibilidade e interatividade mediante a escrita literária na web/b...
<ul><li>Entrevista Gabriela Dornelas  –  Absinto-me só  (Realizada via e-mail em 5 set. 2011) </li></ul><ul><li>Se você ti...
<ul><li>Literatura experimental : </li></ul><ul><li>Hibridismo de linguagens e gêneros; </li></ul><ul><li>Foge do emprego ...
 
<ul><li>Concluimos que: </li></ul><ul><li>A escrita, na web, por meio do gênero blog e do hipertexto, produz uma  linguage...
<ul><li>Eles  modificam as formas de interação  escritor/obra, escritor/leitor e leitor/obra; </li></ul><ul><li>Na blogosf...
(Antoine de Saint-Exupery -  O Pequeno Príncipe ) “ Para todo fim, um  recomeço ”
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Dissertação defesa 19.12.2011

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  • Explicaremos adiante com mais detalhes a questão de como foi feita a seleção dos blogs e a divisão dos grupos de análise.
  • O conceito de gênero textual, de Marcuschi, tem como base o conceito de gênero discursivo, de Bakhtin, para quem diferentes atividades humanas criam seus próprios gêneros discursivos. No caso, os gêneros textuais digitais são aqueles que tem um padrão socio comunicativo específico concretamente realizado por forças tecnológicas, de modo que Marcuschi define gênero textual digital como todo o aparato textual em que é possível, eletronicamente, utilizar-se da escrita de forma interativa ou dinamizada.
  • Essa é a definição de blog apresentada pelo servidor Blogger. Mas, independentemente do servidor que os mantêm na rede, os blogs apresentam formato relativamente estável e quase padrão – facilmente reconhecível na Internet.
  • Explicar que a divisão leva em conta o produtor do blog para mostrar que é a visão conferida pelo blogueiro ao assunto literatura que faz com que esta ganhe outras roupagens na blogosfera e que nos permite vislumbrar quem é e quem pode ser o escritor nos tempos contemporâneos ou na era digital.
  • Dissertação defesa 19.12.2011

    1. 1. Ler e escrever blogs literários: A narrativa hipertextual na configuração da webliteratura Universidade Federal do Pará Mestrado em Letras – Estudos Literários Mestranda: Jéssica Souza Orientadora.: Prof. a Dr. a Lília Chaves
    2. 2. <ul><li>O blog é considerado um gênero textual discursivo propício à manifestação de gêneros literários, tendo como referência definições recorrentes em Marcuschi (2010), para quem os blogs representam formatos comunicativos com propósitos específicos que se manifestam no ambiente virtual de comunicação; </li></ul><ul><li>Blogs literários são aqui considerados como os que se dedicam a discutir, resenhar, transcrever, criticar ou simplesmente experimentar a criação literária com todas as possibilidades que o ato de escrever agrega e cumpre quando associado aos recursos do hipertexto e às potencialidades do ciberespaço . </li></ul>
    3. 3. Como tudo começou <ul><li>Experiência com o blog Repórter de Sandálias ; </li></ul><ul><li>Potencial da Internet para a manifestação do discurso literário por meio desse formato; </li></ul><ul><li>Tendências da Literatura na contemporaneidade, quando esta se torna webliteratura ; </li></ul><ul><li>Interesse em verificar, caracterizar e descrever as formas de expressão da webliteratura a partir do gênero blog. </li></ul>
    4. 5. Metodologia <ul><li>Três momentos: </li></ul><ul><li>Teórico </li></ul><ul><li>Abordagem de conceitos de teoria literária; </li></ul><ul><li>Teórico e aplicativo </li></ul><ul><li>Opção do recorte de abordagem pela blogosfera; </li></ul><ul><li>Análise descritiva </li></ul><ul><li>Seleção de blogs a serem analisados: 6 blogs, 3 grupos, 2 blogs em cada grupo; </li></ul><ul><li>Definição da perspectiva a ser analisada no que diz respeito à webliteratura em cada grupo e em cada blog; </li></ul><ul><li>Realização de entrevistas com os blogueiros ou coleta de informações na web; </li></ul><ul><li>Observação e aplicação dos conceitos nos blogs selecionados. </li></ul>
    5. 6. Conceitos e Autores <ul><li>Literatura e gêneros literários: </li></ul><ul><li>Jonathan Culler </li></ul><ul><li>Antoine Compagnon </li></ul><ul><li>Mikhail Bakhtin </li></ul><ul><li>Narrativa e Literariedade : </li></ul><ul><li>Roland Barthes </li></ul><ul><li>Romam Jakobson </li></ul><ul><li>Contemporaneidade : </li></ul><ul><li>David Harvey </li></ul><ul><li>Zigmunt Bauman </li></ul><ul><li>Ciberespaço: </li></ul><ul><li>Pierre Lévy </li></ul><ul><li>André Lemos </li></ul><ul><li>Gêneros textuais digitais: </li></ul><ul><li>A. L. Marcuschi </li></ul><ul><li>Mídia e Mediação : </li></ul><ul><li>Jesus Martín-Barbero </li></ul><ul><li>Garcia Canclini </li></ul><ul><li>Duarte Rodrigues </li></ul><ul><li>Manuel Castells </li></ul><ul><li>Hipertexto e Interatividade: </li></ul><ul><li>Pollyana Ferrari </li></ul><ul><li>Lúcia Santaella </li></ul><ul><li>Autor , Leitor e Crítico: </li></ul><ul><li>Michel Foucault </li></ul><ul><li>Roger Chartier </li></ul><ul><li>Ficção e Realidade: </li></ul><ul><li>Umberto Eco </li></ul><ul><li>Público e Privado: </li></ul><ul><li>Denise Schittine </li></ul><ul><li>Jonh B. Thompson </li></ul>
    6. 7. Estrutura Capítulo 1 – O homem e a escrita 1.1 Linguagem, literatura e literariedade 1.2 Gêneros literários: a produção narrativa e suas formas discursivas 1.3 Romance-folhetim: um exemplo de um novo modo de narrar condicionado por novo suporte 1.4 Da cultura do impresso à tela do computador: a constituição da narrativa contemporânea Avançar
    7. 8. Entendo por literatura não um corpo ou uma sequência de obras, nem mesmo um setor de comércio ou de ensino, mas o grafo complexo das pegadas de uma prática: a prática de escrever. Nela, viso, portanto, essencialmente, o texto, isto é, o tecido dos significantes que constitui a obra, porque o texto é o próprio aflorar da língua, e porque é no interior da língua que a língua deve ser combatida, desviada: não pela mensagem de que ela é o instrumento, mas pelo jogo das palavras de que ela é o teatro. Posso, portanto dizer, indiferentemente: literatura, escritura ou texto (BARTHES, 1992, pp. 16-17). Voltar
    8. 9. Capítulo 2 – A escrita e suporte digital 2.1 A comunicação mediada por computador ‏ e a cultura do ciberespaço 2.2 Gêneros textuais digitais : o caso dos weblogs 2.3 A blogosfera: estrutura e organização 2.3.1 Hipertextualidade 2.3.2 Multimidialidade 2.3.3 Interatividade Avançar
    9. 10. <ul><li>Gêneros textuais digitais: </li></ul><ul><li>Manifestam-se exclusivamente em ambientes virtuais; </li></ul><ul><li>Suscitam modalidades discursivas que nascem da operação de softwares e hardwares; </li></ul><ul><li>Utilizam recursos de hipertexto e interatividade; </li></ul><ul><li>Estão relacionados com a liberdade de expressão; </li></ul><ul><li>Transmutam gêneros tradicionais pré-existentes; </li></ul><ul><li>Favorecem formas contemporâneas do texto literário; </li></ul><ul><li>Favorecem leitura e escrita ativas. </li></ul><ul><li>Weblogs </li></ul><ul><li>Têm a web como suporte; </li></ul><ul><li>Circulam por meio de softwares digitais online; </li></ul><ul><li>São essencialmente hipertextuais e interativos; </li></ul><ul><li>Apresentam linguagem informal e espontânea, marcada por explorações criativas e engenhosas; </li></ul><ul><li>Têm como base o diário íntimo; </li></ul><ul><li>Exploram o hibridismo de linguagens; </li></ul><ul><li>Favorecem o envolvimento de múltiplos participantes no processo comunicativo de escrileitura. </li></ul>Voltar
    10. 12. Capítulo 3 – O homem, a escrita, o suporte digital e a configuração da webliteratura nos blogs selecionados 3.1 Literatura em bytes nos blogs Portal Literal e O Caderno de Saramago 3.2 O papel do autor, do leitor e do crítico nas comunidades interpretativas do blog Todoprosa 3.3 Representações contemporâneas na produção narrativa do blog Bêbado Gonzo 3.4 Escrita íntima e experimentação literária em Absinto-me só e Vago
    11. 13. <ul><li>A análise leva em conta três grupos de blogs: </li></ul><ul><li>Blogs de autoria de escritores profissionais: </li></ul><ul><li>O Caderno de Saramago </li></ul><ul><li>Portal Literal </li></ul><ul><li>2. Blogs de jornalistas, professores de Letras ou críticos literários: </li></ul><ul><li>Todoprosa </li></ul><ul><li>Bêbado Gonzo </li></ul><ul><li>3. Blogs de escritores amadores: </li></ul><ul><li>Absinto-me só </li></ul><ul><li>Vago </li></ul>Análise
    12. 14. Operacionalização 3.1.1 Portal Literal 3.1.1 O Caderno de Saramago 3.2 Todoprosa 3.3 Bêbado Gonzo 3.4.1 Absinto-me só 3.4.1 Vago
    13. 15. <ul><li>Categorias da prática literária na web: </li></ul><ul><li>Disponibilizante; </li></ul><ul><li>Informativa; </li></ul><ul><li>Experimental. </li></ul><ul><li>Categorias da narrativa hipertextual na blogofesra: </li></ul><ul><li>Narrativa de Fluxo Contínuo; </li></ul><ul><li>Narrativa da Memória ou da Indexação. </li></ul>Portal Literal Ver
    14. 16. Voltar
    15. 17. <ul><li>Literatura tradicional transportada para a web: </li></ul><ul><li>Blog como forma de registro; </li></ul><ul><li>Do papel para a tela, da tela para o papel; </li></ul><ul><li>Link como elemento chave para percurso na “obra”; </li></ul><ul><li>Quem é o autor? </li></ul><ul><li>Blogueiro: ser constituído por bytes. </li></ul>O Caderno de Saramago Ver
    16. 18. Voltar
    17. 19. <ul><li>Crítica autorizada realizada em novo suporte: </li></ul><ul><li>Papel do autor, do leitor e do crítico de literatura na blogosfera; </li></ul><ul><li>Seção Começos Inesquecíveis ; </li></ul><ul><li>Interatividade como elemento chave para um processo de recepção produtiva. </li></ul>Todoprosa Ver
    18. 20. Voltar
    19. 21. <ul><li>Literatura contemporânea : </li></ul><ul><li>Sentido de fragmentação e desestruturação (tempo, espaço, narrador, personagem); </li></ul><ul><li>Intertextualidade (jornal, cinema, quadrinhos, etc.); </li></ul><ul><li>Tema principal é a violência; </li></ul><ul><li>Tratada com humor e subjetividade; </li></ul><ul><li>Metaficção; </li></ul><ul><li>Embaralhamento entre o real e a ficção. </li></ul>Bêbado Gonzo Ver
    20. 23. Voltar
    21. 24. <ul><li>Literatura amadora: </li></ul><ul><li>Busca de visibilidade e interatividade mediante a escrita literária na web/blogosfera; </li></ul><ul><li>Intimidade exposta (blog como diário íntimo); </li></ul><ul><li>Escrita como válvula de escape = autoexpressão; </li></ul><ul><li>Escrita autobiográfica, autoficção ≈ romance autobiográfico; </li></ul><ul><li>Diluição das fronteiras entre público e privado; </li></ul>Absinto-me só Ver
    22. 25. <ul><li>Entrevista Gabriela Dornelas – Absinto-me só (Realizada via e-mail em 5 set. 2011) </li></ul><ul><li>Se você tivesse que definir a sua escrita, diria que é literária, confessional ou autobiográfica? Na sua opinião, qual a relação que há entre blog e literatura? </li></ul><ul><li>Pode ser um pouco de tudo? Ainda acho que é mais literária. Pois há muita glamourização tanto da parte biográfica quanto da confessional. Se eu fosse contar da minha vida ou confessar dores sem a parte literária seria trash demais! Hahaha (Comecei a escrever após uma tentativa de estupro aos 16 que me deixou em coma por um mês, com várias fraturas e me fez precisar de algumas plásticas). Tiro o foco dos textos totalmente disso. Mas pra mim ainda é tudo em torno disso. Então, sim, é literária. </li></ul>Voltar
    23. 26. <ul><li>Literatura experimental : </li></ul><ul><li>Hibridismo de linguagens e gêneros; </li></ul><ul><li>Foge do emprego das estruturas convencionais da linguagem; </li></ul><ul><li>Linguagem informal e espontânea. </li></ul>Vago Ver
    24. 28. <ul><li>Concluimos que: </li></ul><ul><li>A escrita, na web, por meio do gênero blog e do hipertexto, produz uma linguagem própria ; </li></ul><ul><li>A webliteratura é presente e real na blogosfera; </li></ul><ul><li>O blog pode ser caracterizado gênero discursivo na medida em que permite a manifestação de diversos gêneros literários (ou não) – dentre eles a narrativa – que se desenvolvem baseados em condições determinadas; </li></ul><ul><li>Blogs são formatos propícios para a produção e circulação da escrita no meio social na modalidade webliteratura. </li></ul>Conclusão
    25. 29. <ul><li>Eles modificam as formas de interação escritor/obra, escritor/leitor e leitor/obra; </li></ul><ul><li>Na blogosfera, é possível encontrar um outro literário que, ao mesmo tempo, se aproxima e se distancia nos moldes pré-definidos pelo cânone no sentido em que, nela, pode manifestar-se tanto a literatura consagrada, baseada na norma culta e dos grandes nomes de escritores reconhecidos internacionalmente, quanto uma literatura amadora, baseada no sentido de experimentação de escritores anônimos; </li></ul><ul><li>Os blogs tendem a uma literatura universal na medida em que permite qualquer cidadão do mundo digital lançar-se na rede como um literato ou, como leitor, identificar-se com as diversas narrativas dos blogueiros; </li></ul><ul><li>Cada vez mais, na contemporaneidade, encontraremos literatura nos formatos possibilitados pela cultura digital . </li></ul>
    26. 30. (Antoine de Saint-Exupery - O Pequeno Príncipe ) “ Para todo fim, um recomeço ”

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