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PARTE IPARTE I•Poder da comunidade•Poder obediencial•Fetichização do poder
O que é o político...• Totalidade;• Ações, instituições, princípios políticosocorrem no campo político• “O campo é esse es...
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O poder obediencial• Quem manda – que é ele eleito pra cumpriruma função de potesta – deve mandar emfunção das exigências ...
Fetichização do Poder• O poder se torna fetichizado quando écorrumpido. Quando um governante, umainstituição se pensa como...
Da Potentia à PotestasPotentiaPotestasComo poder consensual;O ser in-determinado (aindanão algo)FundamentoComo exercício d...
PARTE II: A transformação crítica dopolítico rumo a nova ordem política• Os que sofrem os efeitos negativos de algo –no ca...
Tese 11: O povo, o popular e o “populismo”• Movimentos sociais e reivindicação hegemônica;• O “povo”, a “plebs” e o “popul...
Tese 12: O poder libertador do povo comohiporpotentia e o “estado de rebelião”• Vontade-de-viver dos excluídos. Totalidade...
Tese 13: Os princípios políticos de libertaçãoO princípio crítico da esfera material• Princípios políticos críticos;• O pr...
Tese 14: Os princípios crítico-democrático ede transformação estratégica• O princípio crítico-democrático;• O princípio de...
Tese 15: Práxis de libertação dos movimentossociais e políticos• Práxis indica a atualidade do sujeito no mundo;• A práxis...
• Utopia, paradigmas ou modelo possível,projeto, estratégia, tática, meios;• Há diversos níveis que devem ser levados em c...
• Organização dos novos movimentos sociais e lutareivindicativas;• A práxis de libertação não é efetuada somente pelo líde...
• Organização dos partidos políticos progressistas;“Os partidos políticos progressistas, críticos, libertadores, devem ser...
Tese 16: Práxis anti-hegemônica e construção denova hegemonia• Crise de hegemonia;• Se a comunidade política não se sentir...
• Construção da nova hegemonia;• “É a ação dos sujeitos que se tornaram atores, os quaisconstroem o novo edifício da polít...
REFERÊNCIASREFERÊNCIASDUSSEL, Enrique. 20 teses de política. São Paulo: ExpressãoPopular, 2007.
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  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SULEDU01050 – Filosofia da Educação II: Problemas filosóficosLucia Carvalho; Larissa Richter;Maria Letícia Ferraretto; Paula Prasdio20 teses de política20 teses de políticaEnrique DusselEnrique Dussel
  2. 2. PARTE IPARTE I•Poder da comunidade•Poder obediencial•Fetichização do poder
  3. 3. O que é o político...• Totalidade;• Ações, instituições, princípios políticosocorrem no campo político• “O campo é esse espaço político decooperação, coincidências, conflitos.” (p.19)“é um âmbito atravessado por forças,sujeitos singulares com vontade e comcerto poder.” (p.18)Sistemas (Ex.:liberal, socialistaetc.
  4. 4. S
  5. 5. Poder político da comunidade -Potentia• “o ser humano originalmente comunitário”• As vontades dos membros da comunidadepodem se anular, resultando emimpotência, caso cada indivíduo (ou grupo)cuidar apenas de seus interesses.• Se as vontades pudessem unir seusobjetivos, seus propósitos, seus fins,conseguiriam maior potência.
  6. 6. • “A comunidade, como comunidadecomunicativa, linguística, é aquela em queseus membros podem se dar razões uns aosoutros para chegar a acordos.” (p.27)• Consenso poder político.• “Esse consenso não pode ser fruto de um atode dominação ou violência...” (p.27)• “O consenso deve ser um acordo de todos osparticipantes, como sujeitos, livres,autônomos, racionais, com igual capacidadede intervenção retórica...” (p.27)
  7. 7. • O poder é tido sempre pela comunidade;• POTENTIA – “o poder que tem acomunidade como uma faculdade oucapacidade que é inerente a um povoenquanto última instância da soberania, daautoridade, da governabilidade, do político.(p.29)
  8. 8. O poder como POTESTAS• A potentia – poder da comunidade – nãopossui ainda existência real, objetiva.• POTESTAS – “é institucionalização do poderda comunidade”. (p.32)• POTESTAS – “é a diferenciação heterogêneade funções por meio de instituições quepermitam que o poder se torne real,empírico, factível...” (p.32)
  9. 9. O poder obediencial• Quem manda – que é ele eleito pra cumpriruma função de potesta – deve mandar emfunção das exigências da comunidade.• “Quem manda, manda obedecendo”
  10. 10. Fetichização do Poder• O poder se torna fetichizado quando écorrumpido. Quando um governante, umainstituição se pensa como fonte do poder.• “... para poder exercer um poderautorreferente, fetichizado da potestas, énecessário antes e continuamente debilitar opoder político originário da comunidade (apotentia).” (p.48)
  11. 11. Da Potentia à PotestasPotentiaPotestasComo poder consensual;O ser in-determinado (aindanão algo)FundamentoComo exercício delegadodo poder;O ente determinado;Poder políticoinstitucional.(positiva)Poderobediencial(negativa)Poderfetichizadoabcde
  12. 12. PARTE II: A transformação crítica dopolítico rumo a nova ordem política• Os que sofrem os efeitos negativos de algo –no caso da ordem política – são as vítimas;• Das vítimas surgem os movimentos sociais decontestação;“[...] nesta Segunda parte a filosofia política torna-se crítica do sistema vigente;começa assim uma desconstrução do exposto na Primeira parte. O ponto de apoio datarefa desconstrutiva serão as próprias vítimas políticas, oprimidas, reprimidas,excluídas, quando não torturadas, assassinadas , por todas as “guerras sujas” dahistória recente.”(DUSSEL, 2007, p.87)
  13. 13. Tese 11: O povo, o popular e o “populismo”• Movimentos sociais e reivindicação hegemônica;• O “povo”, a “plebs” e o “populus”;• O “bloco social dos oprimidos”, o popular e opopulismo;
  14. 14. Tese 12: O poder libertador do povo comohiporpotentia e o “estado de rebelião”• Vontade-de-viver dos excluídos. Totalidade eexterioridade;• O consenso crítico dos negados;• A eficácia dos fracos. Hiporpotentia dasvítimas em “estado de rebelião”;
  15. 15. Tese 13: Os princípios políticos de libertaçãoO princípio crítico da esfera material• Princípios políticos críticos;• O princípio material libertador, exigência deafirmação e aumento da vida comunitária;• As dimensões ecológica, econômica e cultural doprincípio crítico material da política;
  16. 16. Tese 14: Os princípios crítico-democrático ede transformação estratégica• O princípio crítico-democrático;• O princípio de libertação estratégica;• O nobre ofício da política;
  17. 17. Tese 15: Práxis de libertação dos movimentossociais e políticos• Práxis indica a atualidade do sujeito no mundo;• A práxis de libertação põe em questão asestruturas hegemônicas do sistema político;“A ação política intervém no campo políticomodificando, sempre de algum jeito, sua estruturadada. Todo sujeito ao transformar-se em ator,ainda mais quando é um movimento ou povo emação, é o motor, a força, o poder que faz história.Quando é uma “atividade crítico-prática” esta serádenominada práxis de libertação.(DUSSEL, 2007, p.116)
  18. 18. • Utopia, paradigmas ou modelo possível,projeto, estratégia, tática, meios;• Há diversos níveis que devem ser levados em contana práxis crítica:– É necessário acreditar que “Sim! É possível!” para mudaras coisas;– Na prática política vai-se esboçando um paradigmapossível;– Trabalhar sobre um projeto de transformações factíveis;– O político deve ter clareza estratégica na açãotransformadora;– Trabalhar sobre táticas eficazes;– Escolher meios apropriados e possíveis;
  19. 19. • Organização dos novos movimentos sociais e lutareivindicativas;• A práxis de libertação não é efetuada somente pelo líder;• É uma ação de retaguarda do próprio povo;• A liderança política é serviço, obediência, coerência,inteligência, disciplina, entrega. (DUSSEL, 2007, p.119)“A democracia não é um slogan,deve ser um momento dasubjetividade do político, umainstituição que se pratique em todosos níveis da organização dosmovimentos populares, nelespróprios, entre eles, e comoexigência diante dos partidospolíticos progressistas, críticos,libertadores.”(DUSSEL, 2007, p.121)“[...] sem organização, o poder do povoé pura potência (...)anarquismo.Organizar um movimento, um povo, écriar funções heterpgêneas,diferenciadas, em que cada membroaprende a cumprir responsabilidadesdiferentes, mas dentro da unidade doconsenso do povo.”(DUSSEL, 2007, p.120)
  20. 20. • Organização dos partidos políticos progressistas;“Os partidos políticos progressistas, críticos, libertadores, devem ser como a ‘árvoremaia’, que afunda suas raízes na terra mater (o povo), eleva seu tronco sobre asuperfície terrestre (a sociedade civil) e desdobra a sua folhagem e frutos no céu (nasociedade política, o Estado em sentido restrito).”(DUSSEL, 2007, p.120)- É onde se discute e produz teorias;- Esboçam-se utopias, formulam-se projetos;- É onde se forma a opinião decantada de um tipo desociedade tendo em conta o desenvolvimento históricodo presente político.
  21. 21. Tese 16: Práxis anti-hegemônica e construção denova hegemonia• Crise de hegemonia;• Se a comunidade política não se sentir satisfeita com opoder exercido pelo sistema político vigente vemoscaracterizada uma crise hegemônica;• Coação legítima, violência e práxis de libertação;• Coação: todo uso da força baseado no “estado de direito”;• Violência: ação da força contra o direito do outro;“Em uma batalha, os dois exércitos têm distinta qualificaçãonormativa (...) Estamos, é claro, falando de situações limite,mas que nos ajudam a esclarecer a aplicação concreta dosprincípios, e não aceitar facilmente o caos conceitual criadopelos poderes militares e econômico-políticos imperiais emvigor.”(DUSSEL, 2007, p.128)
  22. 22. • Construção da nova hegemonia;• “É a ação dos sujeitos que se tornaram atores, os quaisconstroem o novo edifício da política a partir de umanova ‘cultura’ política.” (DUSSEL, 2007, p.128)• “Um mundo onde caibam todos os mundos” – é opostulado.
  23. 23. REFERÊNCIASREFERÊNCIASDUSSEL, Enrique. 20 teses de política. São Paulo: ExpressãoPopular, 2007.

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