Aula 17 regência verbal e nominal
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Aula 17 regência verbal e nominal

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Aula 17 regência verbal e nominal Document Transcript

  • 1. Aula 17 - Sintaxe: Regência verbal e Regência nominal DEFINIÇÃO Regência é a parte da Gramática que trata das relações entre os termos da oração, verificando se estabelece a dependência entre eles. Observe: I. Ele visou o alvo certo. II. Ele visou a um emprego melhor. No exemplo I, notamos que o verbo visar exige complemento sem preposição (objeto direto); já no exemplo II, constatamos que o verbo visar exige complemento introduzido pela preposição a (objeto indireto). Damos o nome de regente ao termo que pede o complemento e de regido ao complemento. Quando o termo regente é um verbo, dizemos que se trata de regência verbal. Ex.: Os amigos necessitavam de apoio. t. regente prep. t. regido Quando o termo regente é um nome, dizemos que se trata de regência nominal. Ex.: Eles eram fiéis ao amigo. t. regente prep. t. regido Regência de alguns verbos Alguns verbos costumam provocar dúvidas de regência porque seu uso popular se encontra em desacordo com a norma culta. Outros, porque possuem mais de um sentido e, conseqüentemente, mais de uma regência. Verbos cujo uso popular está em desacordo com a norma culta Chegar Na linguagem formal culta, com adjunto adverbial de lugar, deve ser empregado com a preposição a, e não com a preposição em. Ex.: Chegamos finalmente a Santo André. Ex.: Chegamos ao colégio. Com adjunto adverbial de tempo, deve ser empregado com a preposição em. Ex.: Chegaremos em dez dias. Ex.: Veio correndo e chegou em dez minutos. Ir Na linguagem formal culta, deve ser empregado com a preposição a ou para. Ex.: Iremos a Santo André. Ex.: Vou ao banheiro. Ex.: Vou para a Alemanha fazer um curso de pós-graduação. Devemos empregar a preposição a quando utilizamos o verbo ir com o sentido de
  • 2. "dirigir-se sem a intenção de permanecer"; no sentido de "dirigir-se com a intenção de permanecer; deve-se empregar a preposição para. Custar No sentido de ser custoso, ser difícil, pede objeto indireto com a preposição a seguido de oração infinitiva. Ex.: Custou ao aluno aceitar o fato. Ex.: Custa-me crer que ela ainda volte. Assim, na linguagem culta são consideradas erradas construções como: Ex.: O aluno custou para aceitar o fato. Ex.: Custo a crer que ela ainda volte. Implicar No sentido de acarretar, exige complemento sem preposição. Ex.: Tal atitude implicará sua demissão. Ex.: A divulgação prévia dos gabaritos implicará a anulação da prova. Morar Exige a preposição em. Ex.: Ele mora em Campina Grande. Ex.: Ela mora em Cuiabá. A regência do verbo morar vale também para o verbo residir. Ex.: Ele reside em Campina Grande. Ex.: Ela reside em Cuiabá. Os nomes morador e residente exigem também a preposição em. Ex.: João das Neves, morador na Rua das Flores. Ex.: Pedro de Alcântara, residente na Rua Itacema. Namorar Na linguagem formal culta, exige complemento sem preposição. Ex.: João namora Maria. Ex.: Ele namora uma aluna do segundo ano. Apesar de namorar ter sentido semelhante a casar, o verbo casar possui duas construções possíveis com sentidos distintos. Casar sem preposição possui o sentido de conceder ou tornar possível, com a preposição com possui sentido de unir-se em casamento. Ex.: João casou a filha. Ex.: Ricardo casou com Andreia. Obedecer Exige complemento com a preposição a. Ex.: O filho obedece ao pai. Ex.: Ele obedecia a leis antigas. Embora transitivo indireto, o verbo obedecer admite voz passiva. Ex.: O pai é obedecido pelo filho.
  • 3. Ex.: As leis antigas eram obedecidas por ele. Preferir Na linguagem culta, exige dois complementos: um sem, outro com a preposição a. Ex.: Prefiro estudar a trabalhar. Ex.: Prefiro cinema a teatro. O verbo preferir não admite termo intensivo, nem a palavra antes. Assim, na linguagem formal culta, não se deve dizer: Ex.: Prefiro mais estudar que trabalhar. Ex.: Prefiro antes cinema do que teatro. Ser O verbo ser não admite preposição: Ex.: Somos trinta nesta classe. Ex.: Éramos seis em casa. Na linguagem culta, não se deve empregar o verbo ser seguido da preposição em. Assim, não se deve dizer: Ex.: Somos em trinta nesta classe. Ex.: Éramos em seis em casa. Simpatizar Exige a preposição com. Ex.: Simpatizei com aquela pessoa. Ex.: A diretoria não simpatizou com o novo funcionário. O verbo simpatizar não é pronominal. Assim, não são aceitas no padrão culto construções como: Ex.: Simpatizei-me com aquela pessoa. Ex.: A diretoria não se simpatizou com o novo funcionário. Verbos que apresentam mais de uma regência Aspirar No sentido de inspirar, sorver, exige complemento sem preposição (objeto direto). Ex.: Ela aspirou o aroma das flores. Ex.: Naquele ambiente, aspirava um ar insalubre. No sentido de almejar, pretender, exige complemento com preposição a (objeto indireto). Ex.: A funcionária aspirava ao cargo de chefia. Ex.: O candidato aspirava a uma posição de destaque. Assistir No sentido de dar assistência, dar ajuda, é utilizado de preferência com complemento sem preposição (objeto direto). Ex.: Uma junta médica assistiu o paciente. Ex.: A nova política fundiária procurará assistir o trabalhador rural. Também se admitem as construções assistir ao paciente, assistir ao trabalhador. No sentido de ver, presenciar como espectador, exige complemento com a
  • 4. preposição a(objeto indireto). Ex.: Assistimos a um filme interessante. Ex.: Assisti a uma partida de tênis. No sentido de caber, pertencer, exige complemento com a preposição a (objeto indireto). Ex.: É um direito que assiste ao trabalhador. Ex.: Tal prerrogativa assiste ao aluno. Nesse sentido, assistir admite a forma oblíqua lhe. Assim, é correto dizer: Ex.: É um direito que lhe assiste. Chamar No sentido de convocar, mandar vir, exige complemento sem preposição (objeto direto). Ex.: O técnico chamou os jogadores. Ex.: Chame os trabalhadores. Nesse caso, admite-se também a construção preposicionada. Ex.: O técnico chamou pelos jogadores. Ex.: Chamou pelos seus protetores. No sentido de cognominar, dar nome, exige indiferentemente complemento com ou sem a preposição a e predicativo com ou sem a preposição de. Daí admitir quatro construções diferentes: Ex.: Chamei Pedro de tolo. Ex.: Chamei a Pedro de tolo. Ex.: Chamei Pedro tolo. Ex.: Chamei a Pedro tolo. Ou ainda, substituindo-se o substantivo pelo pronome oblíquo: Ex.: Chamei-o de tolo. Ex.: Chamei-lhe de tolo. Ex.: Chamei-o tolo. Ex.: Chamei-lhe tolo. Esquecer / Lembrar Quando não pronominais, exigem complemento sem preposição (objeto direto). Ex.: Ele esqueceu o caderno. Ex.: Nós lembramos tudo que houve. Quando pronominais, tais verbos exigem complemento com a preposição de (objeto indireto). Ex.: Ele se esqueceu do caderno. Ex.: Nós nos lembramos de tudo o que houve. Informar Pede dois complementos, um sem e outro com preposição. Admite duas construções: Ex.: Informei a nota ao aluno. Ex.: Informei o aluno da (ou sobre a) nota. Pelos exemplos acima, observamos que, quando o objeto direto refere-se a uma coisa, a pessoa será objeto indireto com a preposição a. Quando o objeto direto refere-se a uma pessoa, a coisa será objeto indireto com a
  • 5. preposição de ou sobre. A regência do verbo informar se aplica também aos verbos avisar, certificar, notificar, prevenir e cientificar. Pagar / Perdoar Quando têm por complemento uma palavra que denote coisa, não exigem preposição. Quando têm por complemento uma palavra que denote pessoa, exigem a preposição a. Paguei o livro. (coisa) Paguei ao livreiro. (pessoa) Paguei o livro ao livreiro. Perdoei o pecado. (coisa) Perdoei ao pecador. (pessoa) Perdoei o pecado ao pecador. Proceder No sentido de ter fundamento, não exige complemento algum. Trata-se, pois, de verbo intransitivo. Ex.: Aqueles boatos não procediam. Ex.: Se sua reclamação proceder, farei a revisão da prova. No sentido de originar-se, vir de algum lugar, exige a preposição de. Ex.: O avião procede de Roma. Ex.: Todos os males procedem da hipocrisia. No sentido de executar, realizar, exige a preposição a. Ex.: Procederemos a um inquérito. Ex.: Tão logo a votação se encerre, procederemos às apurações. Querer No sentido de desejar, exige complemento sem preposição (objeto direto). Ex.: "Eu quero uma casa no campo." (Zé Rodrix) Ex.: "Quero um refúgio que seja seguro." (Thomas Roth) No sentido de estimar, ter afeto, exige complemento com a preposição a (objeto indireto). Ex.: Quero a meus pais. Ex.: Quero a meus colegas. Visar No sentido de mirar, exige complemento sem preposição (objeto direto). Ex.: Ele visou o alvo. Ex.: O caçador visou a presa, disparou e errou. No sentido de dar visto, exige complemento sem preposição (objeto direto). Ex.: O gerente visou o cheque. Ex.: O próprio cônsul visou meu passaporte. No sentido de ter em vista, exige complemento com a preposição a (objeto indireto). Ex.: Visamos a uma posição de destaque. Ex.: Ele agia sem visar a lucros.
  • 6. Observações finais 1. Os verbos transitivos indiretos (exceção feita ao verbo obedecer) não admitem voz passiva. Assim, na linguagem formal culta não são aceitas construções como: Ex.: O filme foi assistido pelos alunos. Ex.: O cargo era visado pelos funcionários. Deve-se dizer: Ex.: Os alunos assistiram ao filme. Ex.: Os funcionários visavam ao cargo. 2. Não se deve dar um mesmo complemento a palavras de regências diferentes. Assim, no nível formal, não se devem utilizar construções como: Ex.: Entrou e saiu da sala. (entrar em; sair de) Ex.: Assisti e gostei do filme. (assistir a; gostar de) Deve-se dizer: Ex.: Entrou na sala e saiu (dela). Ex.: Assisti ao filme e gostei (dele). 3. Como vimos no capítulo sobre pronomes, as formas oblíquas o, a, os, as funcionam como complementos de verbos transitivos diretos, enquanto as formas lhe, lhesfuncionam como complementos de verbos transitivos indiretos. Ex.: Convidei o amigo. - Convidei-o. Ex.: Obedeço ao amigo. - Obedeço-lhe. Ex.: Quero o livro. - Quero-o. Ex.: Quero a meus pais. - Quero-lhes. 4. Havendo pronome relativo, se o termo regente da oração subordinada exigir preposição, esta deve vir antes do pronome relativo. Ex.: Esta é a faculdade a que aspiro. Ex.: Estes são os filmes a que assisti. Ex.: Este é o autor a cuja obra me refiro. Ex.: Este é o autor de cuja obra gosto. Ex.: Este é o autor por cuja obra tenho simpatia. 5. Há verbos transitivos indiretos que não admitem o pronome oblíquo lhe, mas sim o pronome ele, precedido de preposição. Ex.: Preciso usar óculos. Dependo deles para dirigir. Ex.: Moro perto de uma farmácia. Recorro a ela sempre que necessito de remédios. 6. Veja mais alguns desses verbos: aludir, aspirar, obstar, assistir (no sentido de presenciar como espectador), carecer, desconfiar, duvidar, gostar, incorrer, insistir, pensar, reparar, concordar. Regência de alguns nomes acessível a afável com, para com agradável a alheio a amante de análogo a ansioso de, por erudito em escasso de essencial para estranho a fácil de favorável a fiel a liberal com natural de necessário a negligente em nocivo a paralelo a parco em, de
  • 7. apto a, para benéfico a capaz de, para certo de compatível com compreensível a comum a, de constante em contíguo a contrário a cuidadoso com curioso de desatento a descontente com desejoso de desfavorável a diferente de difícil de digno de entendido em firme em generoso com grato a hábil em habituado a horror a hostil a idêntico a impossível de impróprio para incompatível com inconseqüente com indeciso em independente de, em indiferente a indigno de inerente a inexorável a leal a lento em passível de perito em perpendicular a pertencente a pertinaz em possível de possuído de posterior a prejudicial a prestes a, para propício a próximo a, de responsável por rico de, em seguro de, em semelhante a sensível a útil a, para versado em Atividades 1- "O jogador não está em campo para bater no adversário, e sim para bater o adversário, usando para isso sua perícia e seus recursos técnicos." José Geraldo Couto, Folha de S.Paulo, 24 abro 2000, p. 5-7.) Nesse período, o autor emprega duas vezes o verbo bater. Explique, comentando a regência, o sentido de bater em cada uma das ocorrências. 2- Ao comentarmos a regência do verbo preferir, ressaltamos que esse verbo não admite termo intensivo (mais, muito mais, mil vezes, etc.). Com base nessa informação, comente se, na frase a seguir, a regência do verbopreferir está de acordo com o que preceitua a norma culta. "Maioria prefere mais dinheiro a tempo livre" . (Folha de S.Paulo, 7 jun.2000, p.l-l) 3- Reescreva as frases que apresentam incorreções quanto à regência. a) Custei para resolver este exercício. b) As constantes faltas ao trabalho implicaram em sua demissão. c) Aristides namora com Marta. d) Com quem você namora? e) Prefiro antes estudar do que trabalhar. f) Ele não obedece os mais velhos. g) O aluno não se simpatizou com a professora. Nas questões 4 e 5, troque o verbo em destaque pelos verbos apresentados e faça as devidas adaptações. 4- Este é o filme que o aluno viu. a) assistir b) acreditar c) gostar d) opor-se e) simpatizar 5- São conquistas a que aspiro. a) pensar b) referir-se c) crer
  • 8. d) duvidar e) acreditar 6- As frases seguintes apresentam erros de regência. Reescreva-as corrigindo-as. a) Lúcia gostaria muito de namorar com Paulo. b) Prefiro muito mais praia do que campo. c) Esqueci dos documentos. d) Nunca perdoarei o homem que me magoou. e) No Municipal, assisti uma ópera de Verdi. f) Aquele jogador ainda aspira uma vaga na seleção. g) Aquelas pessoas só visavam os seus próprios interesses. h) Prefiro mais aspirar uma posição honesta do que ficar aqui. 7- Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas da seguinte frase. O projeto, * realização sempre duvidara, exigiria toda a dedicação * fosse capaz. a) do qual a, que b) cuja a, da qual c) de cuja, de que d) que sua, de cuja e) cuja, a qual 8- Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna de cada frase. Expôs seu ponto de vista * que inteiramente concordamos. Revi o enunciado * que divergiras. Desconheço o trabalho * que te referes. a) em, de, sobre b) com, em, de c) a, sobre, em d) com, de, a e) em, com, de 9- Indique a regência que está de acordo com a norma culta. a) Estes são os recursos que dispomos. b) Perdôo aos teus erros. c) Assiste ao trabalhador o direito de férias. d) Paguei a uma dívida atrasada. e) Perdoei o amigo que me ofendeu. 10- Complete as frases, usando o pronome adequado. a) Você pagou a dívida? Sim, paguei-*. b) Você pagou ao homem? Sim, paguei-*. c) Você ama este rapaz? Não, não * amo. d) Isto pertence a esta pessoa? Não, isto não * pertence. e) Você cumprimentou o professor? Sim, cumprimentei-*. f) Você obedece a este homem? Sim, obedeço-*. g) Você quer a seus amigos? Sim, quero-*. h) Você quer o livro? Sim, quero- *. i) Você assistiu a este filme? Sim, assisti *. j) Você aspira a este cargo? Sim, aspiro *.