Pra. Valnice Milhomens
Estaremos tecendo alguns comentários, à guisa de
introdução, sobre a liderança feminina na Igreja,
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A palavra cabeça aqui ...
Paulo desenvolve sua metáfora extensamente
em I Coríntios 12:22-27. Se ele pensasse sobre
“cabeça” (kephale) como a parte ...
da vida... Portanto, levantar a cabeça é garantir
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O Dicionário Bíblico de Harper...
diferentes em alguns elementos psicológicos para que se
completem na mesma ligação.
Os próximos filhos que entram na famíl...
Após a queda, tudo muda. Alguns intérpretes da
Bíblia até se referem a Gênesis 3:16 para justificar a
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A Hierarquia na Igreja
Cristo é o fundador e cabeça da Igreja. Sua
igreja é composta por homens e mulheres, jovens e
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preconceito de raça, no entanto, ele só via os
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Cristo veio também derrubar os preconceitos
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Liderança feminina

  1. 1. Pra. Valnice Milhomens Estaremos tecendo alguns comentários, à guisa de introdução, sobre a liderança feminina na Igreja, começando com citações de alguns servos versados nas Escrituras e concluindo com uma abordagem pessoal sobre princípios que regem a matéria, sem, contudo, fazer uma exegese do texto, porque fugiria ao escopo de uma introdução. O Dr. Kenneth Hagin, falando sobre a questão da mulher, comenta: Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo. (1CO 11:3) Quero, entretanto, que saibais que a cabeça de todo homem é Cristo e a cabeça de uma mulher é seu marido e que a cabeça de Cristo é Deus. (1CO 11:3) (Weymouth,) Desejo que saibais que a cabeça de todo homem é Cristo e a cabeça da esposa é o marido e que a cabeça de Cristo é Deus. (1CO 11:3) (Worrell,) ...Mas há uma questão sobre a qual quero lembrar-vos: que uma esposa é responsável a seu marido; seu marido é responsável a Cristo; e Cristo é responsável a Deus (Tay) “É o homem cabeça de toda mulher? Asseguradamente não! Um homem pode ser o cabeça de uma mulher – sua esposa. Mas ele não é a cabeça de cada mulher” (Kenneth. Hagin) A palavra grega para homem e marido é a mesma - aner. A palavra grega para mulher e esposa é também a mesma – gyne. Os tradutores, em grande parte, têm traduzido por simplesmente homem ou mulher, segundo o caso. Identifica-se a quem se refere pelo contexto. “O texto em epígrafe tem a ver com a posição marido – esposa e não homem – mulher. Cristo é a cabeça da mulher, do mesmo modo que é a cabeça do homem. Se não for assim, a mulher não está na igreja, pois Cristo é a cabeça da Igreja. É possível fazer a Bíblia dizer qualquer coisa que você queira crer. Não importa o que você queira crer, pode encontrar versículos, mal interpretá-los, tirá-los fora do seu contexto, e fazê-los dizer o que quer que seja que você queira que eles digam.” “Paulo estava simplesmente ilustrando do ponto de vista da família – o ponto de vista doméstico – que o homem é a cabeça da esposa, assim como do ponto de vista espiritual Cristo é a cabeça da Igreja. Ele não está dizendo que o marido é espiritualmente a cabeça da esposa. Se isso fosse assim, a esposa convertida de um homem descrente não teria cabeça espiritual. Mas glória a Deus, ela tem uma cabeça espiritual – o Senhor Jesus Cristo!” (K. Hagin) Quanto a esta questão, a interpretação é mais complexa, porque primeiro tem-se que ver o que Paulo quer dizer por “cabeça”. Não há dúvidas de que I Coríntios 11 a 14 responde a questões sobre os cultos públicos da Igreja. Paulo, aqui aborda três assuntos: 1. O modo apropriado de se trajar para o exercício de funções nos cultos públicos; 2. A maneira apropriada de ministrar-se a Ceia do Senhor nas reuniões da Igreja; 3. uso efetivo dos dons espirituais nas reuniões da Igreja. O texto em consideração se refere ao modo como homens e mulheres deveriam se trajar quando liderassem a congregação em adoração ou profecia. Como a análise do texto, juntamente com I Co. 14:34, demanda muito espaço, apenas tocamos aqui ma questão. conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina. (1CO 14:34) Basta analisar isto à luz de I Co. 11:5, que se conclui haver muita interpretação conflitante. Toda mulher, porém, que ora ou profetiza com a cabeça sem véu desonra a sua própria cabeça, porque é como se a tivesse rapada. (1CO 11:5) Este texto indica que as mulheres tomavam parte na liderança do culto da Igreja em Corinto. O fato de que Paulo é cuidadoso em orientar quanto ao costume usado para o traje feminino liderando em tais funções, mostra que a prática era normal nas igrejas paulinas. LIDERANÇA FEMININA
  2. 2. No entanto, “a expressão que demanda exame é a aparente hierarquia, Deus – Cristo – Homem – Mulher. A palavra cabeça aqui deve ser entendida não como “governo”, mas como “fonte”. Cristo veio de Deus; Ele é “o único Filho do Pai” (Jo. 1:14). Como agente da criação (Jo. 1:3), Cristo trouxe o homem à existência (“raça humana”, naturalmente, de acordo com Gênesis, mas Paulo enfatiza aqui o macho da espécie); e do macho da espécie, a fêmea veio a existir (Gn. 2:21-22). Um certo desconforto de Paulo ao traçar implicações desse padrão é logo percebido. Ele se apressa a acrescentar: No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher. Porque, como provém a mulher do homem, assim também o homem é nascido da mulher; e tudo vem de Deus. (1CO 11:11-12)” (E. M. Howe, Women & Church Leadership, no capítulo sobre Exegese Bíblica) Normalmente as discussões sobre o papel do homem na Igreja, na sociedade e no lar são baseadas no versículo em análise. O significado muito depende da palavra grega kephale, traduzida para “cabeça” no Novo Testamento. Um entendimento possível, na linguagem de hoje, da palavra “cabeça” é “líder,” “chefe,” “diretor,” “a posição mais alta dentro de uma hierarquia.” Berkeley Mickelsen, em artigo publicado na Christianity Today, 20.02.81, analisa exaustivamente a palavra grega, citando vários léxicos. Ele demonstra que a palavra, usada sete vezes figuradamente, por Paulo, não poderia ser entendida por um leitor no grego como significando “supremo sobre” ou “autoridade sobre”. O sentido seria de originador exaltado e completador; fonte, base, derivação; capacitador (alguém que traz ao completude); fonte de vida; topo ou coroa. Ele cita e analisa as vezes em que a palavra é usada no sentido figurado. Vamos apenas transcrever o significado da palavra em cada um dos textos: 1. Cl. 1:18 (contexto 1:14-20) – kephale quer dizer “originador e completador exaltado”. Usa a palavra no significado comum do grego: “fonte, ou princípio ou completude”- no sentido de que Cristo é o originador exaltado e completador da Igreja. 2. Cl. 2:19 (contexto 2:16-19) – kephale aqui significa “fonte de vida”. Cristo é a fonte de vida que nutre a igreja. 3. Ef. 4:15 (contexto 4:11-16) – A passagem enfatiza a unidade da cabeça e do corpo, e apresenta Cristo como o nutridor e fonte de crescimento. 4. I Co. 11:3 (contexto 11:2-16) – Kephale parece trazer a idéia de “fonte, base ou derivação”. “O homem era a fonte ou princípio” da mulher no sentido de que ela foi tirada do lado de Adão. Cristo é aquele através de quem toda a criação veio a existir (I Co. 8:6b). Deus é a base de Cristo (Jo. 8:42)” “Quando reconhecemos o significado da palavra grega kephale como fonte ou origem, conforme Paulo explica nos versículos 8 a 12, então o versículo 3 não parece ensinar uma cadeia de comando. A ordem das palavras de Paulo também mostra que ele não está pensando em uma cadeia de comando. Aqueles que assim o fazem devem rearranjar as palavras de Paulo. De fato ele parece fazer um atalho a fim de mostrar que não está imputando a autoridade aos homens quando diz “ Porque, como provém a mulher do homem, assim também o homem é nascido da mulher; e tudo vem de Deus.” (1CO 11:12) I. Ef. 5:23 (contexto 5:18-23) – aqui é usada a palavra kephale para mostrar a unidade do marido e da mulher e de Cristo e da Igreja. Paulo freqüentemente usou a metáfora cabeça - corpo para enfatizar a unidade de Cristo e da Igreja. A cabeça e o corpo são por natureza dependentes um do outro. Este versículo segue-se à explicação sobre o significado de ser cheio do Espírito. Sua última instrução é “sujeitando-vos uns aos outros no temor do Senhor” (v. 21). Isto é dirigido a todos os cristãos e obviamente inclui maridos e mulheres. A palavra grega “submeter-se” ou “sujeitar- se a” não aparece no versículo 22. Diz simplesmente: “esposas a seus maridos”. O verbo suprimido deve portanto referir-se ao mesmo tipo de submissão exigida a todos os cristãos no versículo 21. Para enfatizar a unidade de marido e esposa, Paulo volta à sua metáfora favorita cabeça - corpo (v. 23). 2
  3. 3. Paulo desenvolve sua metáfora extensamente em I Coríntios 12:22-27. Se ele pensasse sobre “cabeça” (kephale) como a parte do corpo que tem autoridade sobre o resto do mesmo, tal significado não apareceria nesta longa passagem? Sabemos que o cérebro controla o corpo. Mas Paulo não usa este conceito nesta metáfora. Ele se refere a ouvidos, olhos e nariz; a cabeça como um todo é mencionada apenas no versículo 21. Ele ensina aqui a unidade e mútua dependência de todas as partes (v. 26). Não há aqui qualquer sugestão de que a cabeça tenha autoridade sobre as outras partes do corpo. Cristo de fato tem autoridade sobre a Igreja (Mt. 16:18). Mas a maioria das passagens que falam de Cristo como cabeça (kephale) da Igreja não aponta para Sua autoridade sobre a Igreja, mas em vez disso para a unidade entre Cristo e a Igreja. Em Efésios 5:18-33, esta unidade é aplicada a marido e esposa. II. Ef. 1:20-23 (contexto 1:13-23) – kephale quer dizer “topo ou coroa”. Paulo apresenta um elevado quadro de Cristo e sua autoridade sobre tudo na criação. A autoridade de Cristo estabelecida nos versículos 20-21, é estendida a toda extremidade da coroa (cabeça) aos pés – incluindo a igreja que é Seu corpo. III. Cl. 2:10 (contexto 2:8-15) – kephale outra vez parece ter a idéia grega de fonte de vida, bem como a idéia de topo ou coroa. Este versículo enfatiza a Igreja como a “plenitude de Cristo”. Paulo usa aqui duas metáforas – a cabeça - corpo, com a Igreja vindo à “plenitude de Cristo” (a fonte de vida, nutridor, capacitador), e também o conceito de topo ou coroa quando fala de Cristo como cabeça de todo principado e autoridade. Nessas duas passagens, “topo” ou “coroa” enfatiza a posição de Cristo por virtude da cruz e ressurreição. Ele é o vencedor, e é coroado com glória e honra (Hb. 2:9; Sl. 8:5). Paulo usou outras palavras para referir-se à autoridade, como exousia (Rm. 13:1-2) e archon (Rm. 13:3). Podemos ler legitimamente em inglês ou hebraico o significado da palavra “cabeça” no Novo Testamento, quando tanto o contexto quanto a literatura secular grega dos dias daqueles dias indicam que “posição superior” ou autoridade sobre” não eram os significados que os gregos associavam à palavra, e provavelmente não era o significado que o apóstolo Paulo tinha em mente? Terá a nossa falta de compreensão de algumas dessas passagens sido usada para sustentar o conceito do domínio masculino que tem governado a maioria das sociedades seculares pagãs desde o início da história registrada? Terá essa falta de compreensão também nos roubado um quadro mais rico e exaltado de Cristo que Paulo estava tentando nos dar? (Até aqui síntese do artigo de Mickelsen, já referido) Transcrevemos agora alguma coisa apresentada por Charles Trombley, em seu livro Who Said Women Can’t Teach? (Quem Disse que as Mulheres não Podem Ensinar?). Este livro é dedicado e prefaciado pelo Dr. Judson Cornwall, que interrompeu a escrita de um livro sobre o assunto, após ler o manuscrito de Trombley, julgando-o completo e erudito. Dr. Judson é autor muito respeitado, com muitos livros publicados. É conferencista internacional. Ele mesmo declara no prefácio: “Minha irmã serviu comigo no pastorado por quase doze anos, e meu presente pastor é uma mulher.” (Pastora, portanto). A Diferença entre Cabeça e Coração Como os cristãos que liam as Epístolas de Paulo entendiam o termo “cabeça”? Como ele é usado no grego do Novo Testamento? Kephale é usado 57 vezes, e 50 se referem à cabeça física de um homem ou animal. Mas Paulo usou a palavra como metáfora sete vezes... Das sete vezes, apenas duas são interpretadas como significando autoridade ou chefia masculina dominante (I Co. 11:3 e Ef. 5:23). O significado comum aceito é de autoridade ou posição superior, mas tal significado não é assim tão claro no Novo Testamento. F. H. Palmer em seu Dicionário da Bíblia, sob o título “cabeça”, diz: “A cabeça não é considerada o assento do intelecto, mas a fonte 3
  4. 4. da vida... Portanto, levantar a cabeça é garantir a vida no sentido de sucesso (Jz. 8:28).” O Dicionário Bíblico de Harper diz: “...o coração era metaforicamente considerado como a fonte das atividades intelectuais do homem”. O Dicionário Bíblico de Wilson declara: “A palavra coração é usada nas Escrituras para indicar as atitudes da mente e muitos tipos de afeições e reações”. Pensava-se que o coração, o homem interior, incluía seu intelecto, vontade e emoções. Quase todas as autoridades concordam que o coração era considerado a fonte dos pensamentos e emoções, enquanto a cabeça, a fonte de vida. (Sl. 27:3,8). Mas o coração não fala nem pensa, a mente o faz. Dizer “o seu sangue seja sobre sua cabeça” era responsabilizar a pessoa pela vida ou pela morte (Js. 2:19; 1 Rs. 2:37). Quando o Sumo Sacerdote impunha as mãos sobre a cabeça do bode expiatório, simbolicamente ele colocava os pecados coletivos de Israel sobre ele. A cabeça do animal representava a fonte de vida, substituindo a vida do povo. Para eles, a cabeça era a fonte da vida. Até Platão, um filósofo pagão, disse que a alma humana estava no seu coração, o assento da inteligência e da emoção. Com o crescimento do conhecimento científico, os homens descobriram que o coração não é o lugar do intelecto, mas sim a mente, e que a cabeça não era a fonte da vida, mas sim o coração. Portanto, se forçamos um entendimento moderno, mesmo que seja mais exato, à luz do uso antigo de kephale (cabeça), o verdadeiro significado do que Paulo queria dizer é perdido. As leis de Deus não eram escritas na mente do homem, mas em seu coração (Sl. 37:31). O coração do homem não pensa, sua mente o faz; mas para eles era o oposto. Lemos: Porque, como o homem pensa em seu coração, assim ele é; (PV 23:7 - KJV). No entanto, agora sabemos que o coração bombeia o sangue e nada tem a ver com o processo do pensamento. Paulo diz que devemos crer com o coração a fim de sermos salvos (Rm. 10:9). No entanto o contexto é sobre pregar e ouvir o evangelho, informação recebida através da cabeça. Quando Paulo usava kephale – “cabeça” – ele se referia ao que hoje nos referimos como coração.” CONCLUSÃO: Pela análise do significado da palavra grega traduzida para “cabeça” e pelo significado de “cabeça” na linguagem bíblica, que coloca a fonte de vida na cabeça e o pensamento no coração, a interpretação de I Coríntios 11:3 e Efésios 5:23 como “autoridade sobre”, ou hierarquia, não retrata o pensamento paulino, conforme até traduções como a Bíblia na Linguagem de Hoje apresentam. Uma exegese completa da questão feminina nos cultos públicos abordada nos três capítulos referidos, bem como em toda a Bíblia, demanda um livro. Há boa literatura a respeito. Para os que dominam inglês, recomendamos Who Said Women Can’t Teach? De Charles Trombley, um livro sério, bem fundamentado em pesquisas e análise dos textos originais, da cultura e da história. Dr. Judson Cornwall a ele se refere nos seguintes termos: “Eu já me encontrava em profunda pesquisa para escrever um livro sobre o assunto, quando descobri que Charles Trombley já havia se envolvido no mesmo projeto. Voluntariei-me para deixar meu projeto de lado até examinar seu manuscrito. Agora que o tenho estudado cuidadosamente, não vejo mais razão para escrever um livro sobre esta matéria – Charles Trombley a cobriu inteiramente e de um forma bastante erudita.” Olhemos para a questão do ponto de vista geral da revelação: A família é uma instituição divina, com regras divinas, para o seu bom funcionamento. A Igreja também é uma instituição divina, fundada pelo seu cabeça, Cristo, autor e nutridor de sua vida e funcionamento. A ligação familiar tem a ver com uma relação física e emocional. A Igreja com uma relação espiritual. Querer transferir a estrutura das ligações familiares, baseada em realidades terrenas e temporais para a Igreja, que é baseada em ligações espirituais e eternas, é uma exegese no mínimo forçada. A Estrutura familiar é baseada numa ligação física ou sexual. Da ligação entre marido e mulher, se diz: “Serão os dois uma só carne” (I Co. 6:16; Ef. 5:31; Mt. 19:6; Gn. 2:24). A ligação física é primordial, pois daí viria a propagação da raça – fruto desse “uma só carne”. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou (GN 1:27). O original de fato diz: “macho e fêmea o criou.” O homem, como é mostrado no texto, é uma combinação dos elementos masculino e feminino, formando uma unidade física, cada um contribuindo com uma parte para a propagação da raça. Deus determina que o macho de todo o reino animal transporte a semente e a fêmea a receba. A combinação dos dois traz à luz um outro igual. Daí as diferenças físicas entre homem e mulher, que chamamos de sexo. As distinções psicológicas dos dois sexos são apenas no que se relaciona às questões ligadas à união física dos dois. Homem e mulher são fisicamente diferentes para que se completem numa ligação física que resultará na cooperação com Deus para a propagação da espécie humana sobre a terra. Homem e mulher são 4
  5. 5. diferentes em alguns elementos psicológicos para que se completem na mesma ligação. Os próximos filhos que entram na família, chegam como resultado da relação sexual. Essa relação, no entanto, é terrena e reservada “até que a morte os separe”. A estrutura da Igreja de Cristo é baseada numa ligação espiritual. Mas aquele que se une ao Senhor é um só espírito com ele. (1CO 6:17) A base da união aqui, é espiritual. Quando um ser humano passa pela regeneração do seu espírito ele se liga ao Senhor e se torna um só espírito com ele. (Ver Jo. 17:21,23). Aqui a distinção entre o marido (Jesus) e a esposa (a Igreja) é totalmente espiritual, assexuada, portanto. Sendo que cada um que nasce de novo se torna parte da “esposa”, a diferença não é entre discípulo e discípulo, mas entre Cristo e a Igreja. Gênesis 1:27 deixa claro que tanto o macho quanto a fêmea foram criados à imagem de Deus. Não há diferença espiritual, intelectual, emocional ou volitiva entre eles. Eram iguais em sua criação; iguais na queda; iguais na redenção. A formação da imagem de Cristo em cada discípulo é o propósito de Deus, que leva em consideração apenas o espírito recriado e jamais o sexo (Rm. 8:29; 2 Co. 3:18). Eis porque Paulo declara: Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes. Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. (GL 3:26-28) A Hierarquia na Família A Bíblia deixa claro que há uma hierarquia que revela graus de responsabilidade e não de superioridade em todas as instituições: Família, Igreja, Estado. Isso revela que no Reino Espiritual as hierarquias também existem e são respeitadas. Cada instituição tem uma função e uma estrutura. Na família, temos pai, mãe, filho. O que tem a semente, a que recebe a semente e o que resulta dessa união. Deus criou primeiro o homem e depois a mulher que o completava, ordenando-lhes que se multiplicassem. Não existe, porém, qualquer palavra no relato da criação que insinue a superioridade ou governo masculino sobre a mulher. Toda a idéia é de dois parceiros que se completam, em pé de igualdade. Os dois são a imagem de Deus; os dois devem exercer domínio e autoridade e os dois devem obediência ao seu Criador. Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem (Há’adam) à sua imagem, à imagem de Deus os criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra. (GN 1:26-28) O comando de Deus foi dado para eles, e não para ele. “A declaração original de Deus deve governar nosso pensamento nesta matéria! Ha’adam, com o artigo definido ha’ não é o nome próprio de Adão com um artigo. Ha’adam é um termo genérico significando ‘humanidade’ ou ‘raça humana’. É por isso que o plural ‘eles’ é usado. Este texto não declara que Deus não deu Sua ordem de governar apenas a uma pessoa, mas o fez a toda a humanidade.” (C. Trombley). E qual a relação entre o homem e a mulher na sua criação? De senhor e serva? Nunca. Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que lhe seja idônea. (GN 2:18) Só pode haver comunhão completa entre iguais. Ezer kenegdo é a palavra hebraica traduzida para “auxiliadora”. “Estaria Deus dizendo: “Far-lhe-ei uma adjutora para servi- lo?” ou Ele disse ”Far-lhe-ei uma cooperadora, co-regente que seja exatamente como ele, que cumprirá, susterá, satisfará e trabalhará com ele e ele com ela? Ela será sua associada e não sua assistente!” “Ezer kekegdo descreve uma parte mais forte sustentando alguém em necessidade.” (C. Trombley) O Comentário de Púlpito declara: “Ela deveria ser de similar natureza ao do próprio homem, correspondendo pela caminho do suplemento do seu ser solitário incompleto, e de todos os sentidos adaptada para ser sua parceira e companheira” “O homem, sendo a última das criaturas, como a melhor e mais excelente de todas, coloca uma honra sobre aquele sexo, como a glória do homem (I Co. 11:7). Se o homem é a cabeça, ela é a coroa; uma coroa para o seu marido, a coroa da criação visível. O homem era pó refinado, a mulher era pó duplamente refinado, ela estava a um passo a mais removida da terra” (Comentário de Matthew Henry). Por que no Éden, quando Eva comeu do fruto nada lhe aconteceu, mas quando Adão o fez seus olhos se abriram? Porque era ele quem tinha a semente e o pecado atingiu a raça, em sua semente. 5
  6. 6. Após a queda, tudo muda. Alguns intérpretes da Bíblia até se referem a Gênesis 3:16 para justificar a supremacia masculina: “O teu desejo será para o teu marido e ele te dominará”. No entanto o texto aqui fala de desejo sexual, domínio sexual, pois a referência está diretamente ligada ao ter filhos. Contudo, ainda que o texto se referisse a uma suposta maldição, Cristo veio resgatar-nos de toda e qualquer maldição e eliminar toda parede de separação. Veio destruir todo tipo de escravidão e tornar-nos livres. Veio redimir-nos e formar para si um reino sacerdotal composto por homens e mulheres (somos reis e sacerdotes). Implícito está, portanto, que na Nova Aliança todos podem governar (reis) e ministrar (sacerdotes). Vemos o modelo de relacionamento na própria Trindade. Geralmente pensamos no Pai como o presidente. Mas Ele não exerce domínio sobre as demais pessoas da Trindade. Esta posição nada tem a ver com sexo, pois Deus é espírito. Os três são co-eternos e iguais, no conselho eterno; operam em perfeita harmonia como iguais, mesmo que se infira que o Pai preside; assim é a família. 6
  7. 7. A Hierarquia na Igreja Cristo é o fundador e cabeça da Igreja. Sua igreja é composta por homens e mulheres, jovens e crianças, mediante nascimento espiritual. Sobre todos, indistintamente, derrama do seu Espírito e distribui dons a cada um. A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso. (1CO 12:7) Cada um quer dizer todos – homens e mulheres. Onde? Na igreja. E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão. (AT 2:18) O Espírito Santo está apontando para um dia, os últimos, em que uma geração de profetas e profetizas se levantaria. Se o pecado trouxe a discriminação das filhas, o Espírito de Deus as traria de volta à sua posição não somente em Deus, mas na comunidade dos filhos de Deus na sociedade e na própria família. . Profeta é porta voz dos oráculos divinos; o que fala da parte de Deus. Os últimos dias profetizados por Joel coloca filhos e filhas, servos e servos, jovens e velhos na mesma posição dentro no mover do Espírito e no conseqüente uso de Suas capacitações. Se a Igreja é uma instituição espiritual e eterna, baseada num nascimento espiritual, onde todos os espíritos regenerados recebem o derramar do Espírito e operam nos dons espirituais, onde não há distinção de raça, posição social ou sexo, mas todos formam a noiva do Cordeiro, em que se baseia sua hierarquia? Qual o fundamento para o governo da Igreja? Sexo? Idade? Raça? Absolutamente não. A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres... (1CO 12:28) E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres... (EF 4:11) Se a presidência na família compete ao marido, porque ele veio primeiro, na Igreja a liderança maior pertence aos apóstolos. No entanto não é a questão de ser formado primeiro que garante a liderança. Se assim fosse, Adão teria se submetido aos animais, pois estes foram criados primeiro que o homem. A presidência de uma Igreja local depende do chamado divino, de Sua unção, que é manifesta à própria Igreja. O exercício de qualquer ministério tem o mesmo fundamento. Se na família o homem é mais forte fisicamente, para protegê-la, a proteção na Igreja é espiritual e Cristo mesmo se constitui esta proteção ou cobertura. Deus estabelece na Igreja os diversos ministérios. Escolhe quem quer. “Ninguém recebe esta honra se por Deus não for concedida”. É o Espírito Santo quem separa cada um para o que lhe apraz, conforme Sua soberania. Se entendermos estas coisas, não teremos nenhuma dificuldade de entender os textos que parecem vedar à mulher o exercício do ministério. Não veremos incoerências na Bíblia, pois se as funções na Igreja dependem do sexo e não da unção do Espírito, como decifrar o fato de que Paulo diz: “A mulher fique calada na Igreja” e no mesmo capítulo diz que todos na igreja (ela é composta por homens e mulheres) têm uma participação no culto, seja com profecia, salmo ou revelação? Quer que todos profetizem? Onde as servas vão profetizar? No cozinha ou na Igreja? Se as profecias devem ser julgadas, onde o serão, senão na reunião da Igreja? Como conciliar o fato de que Paulo diz: “Não permito que a mulher ensine” e menciona uma lista de mulheres que exercem o ministério, inclusive uma apóstola? Não haverá nenhuma dificuldade se entendermos que estas referências aplicam-se ao contexto familiar e cultural e não aos ofícios e estrutura da Igreja conforme a operação do Espírito Santo. Não resta dúvidas de que as culturas orientais discriminam fortemente a mulher, embora em certos casos ela tivesse um papel de liderança forte, como no caso de Débora e Ester. Mas era raro. O Espírito Santo, no entanto, fala “dos últimos dias” como um tempo em que não haverá distinção. Estes estariam relacionados com a consumação da obra redentora de Cristo. Sabemos que os próprios apóstolos trouxeram a revelação divina sem, no entanto, compreenderem sua extensão. Por exemplo, Pedro não entendia a extensão de Atos 1:8. Recebera do próprio Cristo a ordem de começar em Jerusalém e partir para os confins da terra. Em sua limitação e 7
  8. 8. preconceito de raça, no entanto, ele só via os judeus, mesmo que fosse nos confins da terra. Com toda influência do judaísmo pós exílio, certamente seria demais pedir dele uma postura No que concerne à mulher, Jesus agiu de forma chocante em relação aos costumes da época. Não somente as mulheres O acompanhavam em Suas viagens, mas estimulou-as a se submeterem ao ensino, coisa que não lhes era permitido pelos costumes da época. Por exemplo, no caso de Marta e Maria: Ele repreendeu Marta por gastar muito tempo numa atividade atribuída somente à mulher (cozinha) e garantiu a Maria algo destinado aos homens (ensino). Por que escolheu honrar a mulher com Sua primeira aparição ressurreto e a ela confiar a mensagem da ressurreição? A compreensão e aplicação de até onde vai a obra redentora de Cristo seria lenta, mas em qualquer geração os abertos à revelação divina teriam um referencial do próprio Senhor da Igreja. Por que no Pentecostes não fez distinção entre homem e mulher, derramando do Seu Espírito sobre todos? O Espírito jamais excluiu a mulher. Jesus sem dúvida queria inaugurar “os últimos dias” dos quais Joel falou. Ele vinha redimir a criação de toda a maldição da lei. Vinha trazer a humanidade de volta ao plano original, e, neste caso, homem e mulher seriam parceiros iguais, cooperadores na grande obra de fazer discípulos de todas as nações, como Suas testemunhas. Aliás, as mulheres estavam com Cristo em Sua ascensão à Jerusalém; a caminho do Calvário; nas horas do Calvário (mesmo quando os apóstolos fugiram pensando em salvar suas vidas); no sepultamento (as únicas); no túmulo vazio (as primeiras); no cenáculo, no monte das Oliveiras (eram parte dos mais de quinhentos irmãos); receberam, juntamente com todos os discípulos a grande comissão conforme expressa nos quatro Evangelhos e em Atos e, para sua execução, foram equipadas, juntamente com os discípulos homens pelo mesmo Espírito. A profecia de Joel se manifestava e, quanto mais caminhamos para a consumação de todas as coisas, mais a realidade do que Cristo fez no Calvário, será experimentada, inclusive a emancipação das servas no serviço do Senhor. Vivemos os últimos dias, caminhando para sua em plenitude. Deus jamais deixaria fora dos Seus planos uma parte tão significativa do Corpo de Cristo, que em todo o ministério de Jesus manifestou tanta fidelidade. Se as mulheres têm sido alijadas, é por mero preconceito humano. Mesmo que apóstolos ou líderes da Igreja primitiva o tivessem feito, nada disso anularia o que Cristo fez. Revelaria simplesmente a incapacidade natural de lidar com uma revelação muito acima de suas limitações culturais. No entanto, um estudo cuidadoso do Novo Testamento revela que neste particular eles se posicionaram muito acima de sua época. A Igreja, ao longo da história, teria que vencer preconceitos culturais arraigados de geração em geração? Certamente sim. Vejamos a declaração de Paulo: Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. (GL 3:26-28) JUDEU E GREGO Diferença entre raça ou cultura Preconceito racial Cristo veio demolir esta parede. A Igreja primitiva entendeu isto plenamente? Paulo, sim. Tinha uma mente mais aberta por causa do contexto cultural em que nasceu e cresceu. Era cidadão romano. Pedro, não. Viveu no contexto judaico de absoluta segregação em relação às outras raças ou culturas. Muitos em Jerusalém eram “da circuncisão” e combatiam qualquer mistura. Os mais abertos foram aos gentios. Deus usou os dois grupos? Claro que sim. Deus usa a cada um na dimensão em que se encontra. Ele não nos usa pelo que somos, mas apesar do que somos e no limite que permitimos. Hoje, à luz das Escrituras, podemos alimentar preconceitos raciais e culturais? Dá cadeia. Mas ainda temos tais preconceitos? E como! Não, porém, por parte dos que abraçaram a luz do Cristianismo. ESCRAVO E LIBERTO Preconceito Social, de Classe 8
  9. 9. Cristo veio também derrubar os preconceitos de classe e tornar os homens iguais. “Todos são iguais perante a lei”, é o que a sociedade influenciada pelos valores cristãos afirma. Alguém se levantaria hoje para escravizar seu semelhante? Isso também dá cadeia. Será que a igreja primitiva entendeu de pronto a mensagem de Cristo quanto ao assunto? Encontramos nas epístolas recomendação sobre como um escravo ou senhor de escravo devem se portar, mas não há um combate à prática. A sociedade aceitava o fato sem questionar e os escritores do Novo Testamento se omitem a respeito de abolição da escravatura. Mas no fundo encontramos os princípios que colocam em pé de igualdade os homens e não nos dá direito de escravizar alguém. HOMEM E MULHER Havia preconceitos contra a mulher na Igreja primitiva? Certamente sim. Os ensinos rabinices a respeito eram ultrajantes e ostensivos. Não resta dúvidas de que os judaizastes buscaram influenciar as igrejas gregas e que tal influência alcançou Roma e tem se perpetuado com suposta base bíblica, por falta de entendimento sobretudo dos escritos paulinos, que parecem ser contraditórios quanto à matéria. O próprio Calvino se refere à mulher de modo aviltante, inferiorizando-a. O que dizer de hoje? A própria sociedade foi eliminando a discriminação racial, social e sexual. Quanto mais forte a influência do Cristianismo, especialmente protestante e evangélico, mais as leis combatem tais discriminações, em consonância com os valores cristãos revelados no Novo Testamento. Comprovada a capacidade da mulher, ele tem ocupado todos os postos possíveis e se provado digna. Quem não reconhece a liderança de uma Golda Meir; de uma Indira Gandhi, de uma Margareth Tatcher? Discriminar a mulher com base no seu sexo também é contra a lei e merece punição. O que dizer da Igreja? Abertamente ela jamais defenderá o preconceito racial, embora ainda exista camuflado em muitos cristãos. De fato existe até um ramo do protestantismo, a Igreja Reformada Holandesa na África do Sul, que tem defendido em seus dogmas a separação das raças. Qual a Igreja que abertamente defenderia a escravatura? Há ainda patrões cristãos que querem tratar seus empregados como escravos e até poucos anos atrás, na época colonial, muitos “criados” eram tratados como escravos. De fato a abolição da escravatura tem apenas um pouco mais de um século. Os que se deixaram iluminar, porém, pelo conhecimento revelado das Escrituras, sempre lutaram para que não haja escravos. Qual a Igreja que discriminaria hoje a mulher na Igreja? Infelizmente neste campo, porque tem sérias implicações espirituais, há ainda muitas mentes fechadas, dominadas pela cultura machista e não pelo espírito do cristianismo. Satanás sabe que pela mulher o pecado entrou no mundo, mas também pela mulher - sua semente - veio a redenção. Se a Igreja de Cristo soltasse as mulheres e deixasse que os dons do Espírito, os ministérios que Deus tem dado às mulheres fluísse livremente, o inferno seria abalado. É provável que dois terços da Igreja de Cristo seja composta por mulheres. Nestes “últimos dias” o Espírito de Deus tem levantado poderosos ministérios dirigidos por mulheres, não por causa do seu sexo, mas da unção que aprouve a Ele derramar. Para a grande colheita do tempo do fim, Ele usará todo o Corpo. É um mover soberano de Deus. Agindo Deus, quem impedirá? Mesmo que ainda se levantem muitos para combater a abolição do preconceito de sexo na liderança da Igreja, Deus faz uma obra nova em nossos dias e multidões estão sendo arrancadas do inferno pela instrumentalidade das servas. Tem cumprimento a profecia em Sl. 68:11, onde a palavra para mensageiro é feminina: “O Senhor entrega a palavra (de poder); as mulheres que portam e publicam (as novas) são um grande exército” (Versão Amplificada) É já a última hora e o tempo da restauração de todas as coisas é chegado. Se Cristo veio derrubar todas as paredes de separação e levar a humanidade ao plano primeiro e ainda elevá-lo, até quando a base de relacionamento na Igreja e na sociedade será discriminatória em função de raça, de condição social ou de sexo? Não foi 9
  10. 10. assim que Deus criou a raça humana, nem foi para a perpetuação das marcas da queda que Cristo veio da glória para pagar um preço de plena redenção. O Espírito Santo está sendo derramado sobre a Igreja. Certamente o inferno teme que outras Aimês (fundadora da Igreja do Evangelho Quadrangular) se levantem. Mas é evidente que o Espírito Santo usará todo o Corpo de Cristo (homens e mulheres) para a colheita final. E se Satanás conseguiu induzir a primeira mulher à liderança da queda, muito mais o Espírito Santo a usará a fim de liderar um retorno para Deus. Será esta a maior vingança do Redentor, contra Satanás e as maldições conseqüentes impostas à humanidade. Ele, que nasceu de mulher, não se incomodou de andar com elas e transmitir-lhes Seus ensinos no meio de uma cultura que as privava dessas coisas; Ele, Cristo Jesus, que aprovou o uso da mulher (a samaritana) para a primeira transmissão aos gentios da boa nova de que Ele era Cristo; Ele que honra a mulher com Sua primeira aparição após romper os grilhões da morte e faz dela a primeira mensageira da ressurreição, certamente é glorificado ao ver as mulheres profetizando e realizando Sua obra em pé de igualdade com o homem, de acordo com as unções que Seu Espírito distribui ao Corpo (composto por homens e mulheres), como bem lhe apraz. Até quando certos segmentos da Igreja vão se recusar a entender o que Cristo veio fazer e o que o Espírito de Deus faz nestes “últimos dias”, com suposta base bíblica que carece de uma análise mais profunda? E aqui é oportuno um conselho: Aplicando à situação, Agora, vos digo: dai de mão a estas mulheres, deixai-as; porque, se este conselho ou esta obra vem de mulheres, perecerá; mas, se é de Deus, não podereis destruí-las, para que não sejais, porventura, achados lutando contra Deus... (AT 5:39) 10

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