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FILOSOFIA – 11ºContraexemplos   Na atividade filosófica discutem-se as teses propostas. Tentamos   defender certas teses e...
FILOSOFIA – 11ºContraexemplos   Como se faz para apresentar um contraexemplo a uma proposição   universal afirmativa com a...
FILOSOFIA – 11ºContraexemplos   Como se faz para apresentar um contraexemplo a uma proposição   universal negativa com a f...
FILOSOFIA – 11ºContraexemplos   Será possível refutar uma proposição particular com   contraexemplos?   Resposta: Não. As ...
FILOSOFIA – 11ºConsistência    As proposições estão relacionadas entre si de várias formas. Uma    das relações mais impor...
FILOSOFIA – 11ºConsistência   As seguintes proposições formam um conjunto inconsistente:   As sinfonias de Beethoven não ...
FILOSOFIA – 11ºConsistência   Quem defende teses inconsistentes está de certeza enganado em   algum aspeto, pois pelo meno...
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FILOSOFIA – 11º1. – Identificar teses e teorias que sejamrespostas a problemas filosóficos    Identificar uma tese é recon...
FILOSOFIA – 11º2. – Reconhecer o alcance e os limites deteses e teorias    Para reconhecer o alcance – e assim, os limites...
FILOSOFIA – 11º3. – Formular teses que constituam ou seintegrem em teorias filosóficas    É preciso ser capaz de formular,...
FILOSOFIA – 11º4. – Comparar teses relativas a um mesmoproblema filosófico.    Comparar teses distintas relativas a um pro...
FILOSOFIA – 11ºConceitosAs proposições são constituídas por conceitos.Por exemplo: a proposição “Osmamíferos são animais” ...
FILOSOFIA – 11ºTermos e ConceitosDo mesmo modo que usamos frases paraexprimir as proposições, usamos termospara exprimir c...
FILOSOFIA – 11ºTermos e Conceitos   Se dois termos significam o mesmo, então exprimem os   mesmo conceito   Por exemplo, “...
FILOSOFIA – 11ºDefinições   A clarificação de conceitos é uma parte importante da atividade   filosófica   Por exemplo: “O...
FILOSOFIA – 11ºDefinições Explícitas    Neste tipo de definições, estamos a dizer que o termo a definir    (pessoa) signif...
FILOSOFIA – 11ºDefinições Explícitas    Uma definição explícita é errada se aquilo que pretende definir    se encontra na ...
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FILOSOFIA – 11ºPremissas e Conclusão   Argumentar a favor de uma tese é   apresentar razões para a   aceitarmos   Por exem...
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FILOSOFIA – 11ºPremissas e Conclusão   A ordem pela qual se apresentam as premissas (as razões que   sustentam a conclusão...
FILOSOFIA – 11ºAvaliar Argumentos   Nem todos os argumentos são bons ou sólidos (para usar o   termo técnico)   Um argumen...
FILOSOFIA – 11ºAvaliar Argumentos   Consideremos os seguintes argumentos:   Todas as aves voam         Todos os seres vivo...
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Filosofia Nº 1 - 11º Ano

  1. 1. FILOSOFIA – 11º Instrumentos e Competências (Revisão 10º Ano)Jorge Barbosa, 2012 Texto 1
  2. 2. FILOSOFIA – 11º1. – PROBLEMAS A Filosofia é uma 1. - Exemplos atividade de discussão 2. - Competências de problemas.Se não percebermos ou se perdermos de vista os problemas que estão a ser discutidos, não conseguiremos compreender as matérias ou os autores estudados
  3. 3. FILOSOFIA – 11ºExemplos de Problemas filosóficos• O que é agir livremente?• Será que o bem e o mal dependem da sociedade? Nem todos os problemas filosóficos são• O que é o conhecimento? imediatamente compreensíveis e mesmo os que são precisam de ser• Será que Deus existe? esclarecidos.• Qual é o valor da arte? Por exemplo, quando perguntamos o que é o conhecimento, a que género de• O que têm de especial as teorias científicas? conhecimento nos estamos a referir?• O que é uma sociedade justa?Esclarecer os problemas a discutir é uma parte importante da atividade filosófica.
  4. 4. FILOSOFIA – 11ºCompetências relativas a problemas 1. – Identificar problemas filosóficos 2. – Formular problemas filosóficos 3. – Relacionar problemas filosóficos 4. – Justificar a relevância de um problema filosófico Para identificar um problema, basta apontar a sua designação filosófica habitual. Formular um problema exige que o apresentemos com clareza e rigor.
  5. 5. FILOSOFIA – 11ºCompetências relativas a problemas Tomemos como exemplo o chamado “problema do mal” Quando se afirma: “Este texto é sobre o problema do mal” Estamos a identificar o problema no texto Para o formular, poderíamos apresentá-lo de uma destas formas 1. - Se o poder de Deus não tem limites e Ele é sumamente bom, por que razão existe tanto mal no mundo? 2. – O problema do mal é a questão de saber se, num mundo em que há tanto mal, pode existir um ser omnipotente e sumamente bom
  6. 6. FILOSOFIA – 11ºCompetências relativas a problemas Relacionar problemas é mostrar de que modo a forma como respondemos a um tem implicações para responder ao outro. Consideremos esta posição sobre o problema do mal: Se for verdade que a liberdade (ou livre-arbítrio) dos seres humanos implica a possibilidade de praticar o mal, então muito do mal que existe no mundo é uma consequência inevitável da nossa capacidade de agir livremente. Por isso, esse mal não é da responsabilidade de Deus
  7. 7. FILOSOFIA – 11ºCompetências relativas a problemas Justificar a relevância de um problema filosófico consiste em: Apresentar razões que o tornem digno de atenção. Vejamos duas formas de justificar a relevância de um problema: 1. – O problema do mal é relevante porque, se não conseguirmos resolvê-lo, ficaremos com boas razões para não acreditar em Deus. 2. – O problema do mal tem importância, na medida em que nos leva a pensar na origem do mal e a procurar razões que o justifiquem
  8. 8. FILOSOFIA – 11º2. – TESES As teses são respostas aos 1. - Frases e Proposições 2. – Proposições condicionais problemas. Podemos também usar termos como 3. – Proposições universais “teorias” ou “perspetivas” 4. – Contraexemplos para nos referirmos às 5. – Consistência teses Uma das características da filosofia é a ausência de respostas consensuais para os problemas discutidos.
  9. 9. FILOSOFIA – 11ºSe estivermos a discutir a existência de Deus, que teses poderemosformular? Resposta: As teses mais importantes costumam A. Deus existe ser designadas por “ismos”. B. Deus não existe As teses A, B e C correspondem C. Não sabemos se Deus existe respetivamente ao “teísmo”, ao “ateísmo”, e ao “agnosticismo”. Não devemos usar os “ismos” sem saber exatamente que tese designam.
  10. 10. FILOSOFIA – 11ºFrases e Proposições As teses são proposições ou conjuntos de proposições. Uma proposição é aquilo que é expresso por uma frase declarativa que tem valor de verdade As frases que não são declarativas, como as perguntas e as ordens, não exprimem proposições. Uma frase exprime uma proposição, se, além de ser declarativa, fizer sentido classificá-la como verdadeira ou como falsa.
  11. 11. FILOSOFIA – 11ºAs frases com valor de verdade são aquelas que são verdadeiras oufalsas, mesmo que não saibamos se são uma coisa ou outra. As frases seguintes não exprimem proposições: • Abre a porta. Perguntar pelo valor de verdade de • A porta está aberta? uma frase ou da proposição que ela exprime é o mesmo que perguntar se • Não abras a porta. ela é verdadeira ou falsa. As teses são proposições ou conjuntos de proposições
  12. 12. FILOSOFIA – 11ºAs frases com valor de verdade são aquelas que são verdadeiras oufalsas, mesmo que não saibamos se são uma coisa ou outra. As frases seguintes exprimem proposições: • A porta está aberta. Perguntar pelo valor de verdade de • A porta não está aberta. uma frase ou da proposição que ela exprime é o mesmo que perguntar se • Se a porta está aberta, então ela é verdadeira ou falsa. alguém a abriu As teses são proposições ou conjuntos de proposições
  13. 13. FILOSOFIA – 11ºAs frases são a expressão linguística das proposições. Para clarificar a relação entre frase e proposição, devemos ter em atenção o seguinte: As frases “Lisboa fica a sul do Porto” e 1. Se duas frases diferentes significam o “O Porto fica a norte de Lisboa” mesmo, então exprimem a mesma exprimem a mesma proposição proposição 2. Se uma frase pode significar coisas A frase “Joana viu o Miguel com os diferentes, então pode exprimir binóculos” pode exprimir duas proposições diferentes proposições. Quais? As teses são proposições ou conjuntos de proposições
  14. 14. FILOSOFIA – 11ºProposições condicionais Algumas teses filosóficas consistem em proposições condicionais. Exemplos de proposições condicionais: Se está a chover, então o chão está molhado. Se os animais não têm deveres, então não têm direitos. Todas as proposições condicionais podem ser expressas por frases com a forma “Se P, então Q”. No lugar de “P” e de “Q” encontramos também proposições.
  15. 15. FILOSOFIA – 11ºTodas as proposições condicionais podem ser expressas por frasescom a forma “Se P, então Q”. No lugar de “P” e de “Q” encontramostambém proposições. A proposição condicional Se está a chover, então o chão está molhado é constituída pelas duas proposições expressas pelas frases está a chover e o chão está molhado . Numa frase com a forma “Se P, então Q”, a primeira proposição “P” é a antecedente, e a segunda proposição “Q” é a consequente.
  16. 16. FILOSOFIA – 11º1. Numa proposição condicional, a antecedente é uma condição suficiente para a consequente. Na proposição condicional Se está a chover, então o chão está molhado, significa que estar a chover é uma condição suficiente para o chão estar molhado.2. Numa proposição condicional, a consequente é uma condição necessária para a antecedente. Na proposição condicional Se está a chover, então o chão está molhado, é preciso que seja verdade que o chão está molhado, para que também seja verdade que está a chover.
  17. 17. FILOSOFIA – 11ºVejamos as seguintes proposições condicionais: 1. Se está a chover, então o chão está molhado. 2. Se o chão está molhado, então está a chover.Estas duas proposições condicionais são iguais? Não. São duas proposições diferentes. A primeira diz-nos que chover é condição suficiente para que o chão esteja molhado A segunda diz-nos que chover é condição necessária para que o chão esteja molhado.
  18. 18. FILOSOFIA – 11ºProposições bicondicionais 1. Se está a chover, então o chão está molhado. 2. Se o chão está molhado, então está a chover.Se estas duas proposições forem verdadeiras, então: A proposição “está a chover” é condição necessária e suficiente para “o chão está molhado” Para transformar as duas numa só proposição, devemos dizer: Está a chover se, e apenas se, o chão está molhado
  19. 19. FILOSOFIA – 11ºProposições bicondicionais As proposições bicondicionais podem ser expressas por frases com a forma “P se, e apenas se, Q”As bicondicionais são condicionais que funcionam nos dois sentidos. As duas proposições relacionadas numa bicondicional não são designadas de “antecedente” e “consequente” Numa proposição bicondicional, estabelece-se uma relação de equivalência entre as duas proposições que a constituem: cada uma delas é uma condição necessária e suficiente para a outra.
  20. 20. FILOSOFIA – 11ºProposições bicondicionais Se quisermos apresentar a tese segundo a qual os alunos só passam de ano se estudarem todos os dias, utilizando duas proposições equivalentes (proposição bicondicional), como devemos formulá- la numa forma lógica?Resposta: Os alunos passam de ano se, e apenas se, estudarem todos os dias. Se esta proposição for verdadeira, será que podemos dizer que “se os alunos estudarem todos os dias” é garantido que passam de ano?Resposta: Sim, porque cada uma das proposições é considerada necessária e suficiente para a outra.
  21. 21. FILOSOFIA – 11ºProposições universais Muitas teses filosóficas consistem em proposiçõesuniversais. Exemplos de proposições universais afirmativas: Todos os mamíferos são animais. Qualquer obra de arte imita a realidade. A forma mais comum das proposições universais afirmativas éTodos os A são B; a forma mais comum das universais negativas é Nenhum A é B
  22. 22. FILOSOFIA – 11ºProposições universais Muitas teses filosóficas consistem em proposições universais. Exemplos de proposições universais negativas: Nenhum mamífero tem penas. Nenhuma ideia é inata. A forma mais comum das proposições universais afirmativas éTodos os A são B; a forma mais comum das universais negativas é Nenhum A é B
  23. 23. FILOSOFIA – 11ºProposições universais As proposições universais, sejam elas afirmativas ou negativas, envolvem condicionais: Exemplo: Nenhum mamífero tem penas. Para qualquer objeto X, se X é um mamífero, então não tem penas Quer uma quer outra afirmação significa que ter a propriedade de ser ummamífero é condição suficiente para ter a propriedade de não ter penas (não ter penas é condição necessária para se ser mamífero)
  24. 24. FILOSOFIA – 11ºProposições não universais Consideremos proposições que não são universais Algumas aves não voam. Algumas ideias são inatas. Sócrates era um filósofo. Lisboa é uma cidade antiga. As duas primeiras são particulares (uma negativa, a outraafirmativa) por dizerem respeito só a algumas coisas, as outras são singulares por dizerem respeito a uma única coisa.
  25. 25. FILOSOFIA – 11ºContraexemplos Na atividade filosófica discutem-se as teses propostas. Tentamos defender certas teses e refutar outras. Quando se pretende refutar uma tese que consiste numa proposição universal, uma forma de o fazer é apresentar contraexemplos Um contraexemplo é um caso particular que contraria uma proposição universal.
  26. 26. FILOSOFIA – 11ºContraexemplos Como se faz para apresentar um contraexemplo a uma proposição universal afirmativa com a forma “Todos os A são B”? Resposta: Indica-se algo que é A, mas que não é B. Suponhamos que queremos refutar a afirmação: “Todas as obras de arte imitam a realidade”. Como apresentamos o contraexemplo? Resposta: Uma sinfonia ou uma pintura abstrata podem servir de contraexemplos a esta afirmação, já que estes objetos são obras de arte, mas, aparentemente, não imitam a realidade.
  27. 27. FILOSOFIA – 11ºContraexemplos Como se faz para apresentar um contraexemplo a uma proposição universal negativa com a forma “Nenhum A é B”? Resposta: Indica-se algo que é A, mas que também é B. Suponhamos que queremos refutar a afirmação: “Nenhuma obra de arte imita a realidade”. Como apresentamos o contraexemplo? Resposta: Um retrato ou um romance histórico podem servir de contraexemplos a esta afirmação, pois estes objetos são obras de arte, mas pretendem imitar a realidade e, aparentemente, é o que fazem.
  28. 28. FILOSOFIA – 11ºContraexemplos Será possível refutar uma proposição particular com contraexemplos? Resposta: Não. As proposições particulares não são contrariadas por contraexemplos. Porquê?
  29. 29. FILOSOFIA – 11ºConsistência As proposições estão relacionadas entre si de várias formas. Uma das relações mais importantes é a de consistência. O termo “coerência” também é usado para referir esta relação. Um conjunto de proposições é consistente se, e apenas se, é possível que todas sejam verdadeiras Quando se diz que “é possível que todas as proposições sejamverdadeiras” não se quer dizer que o sejam, mas que nenhuma das proposições consideradas contraria ou falsifica outra qualquer.
  30. 30. FILOSOFIA – 11ºConsistência As seguintes proposições formam um conjunto inconsistente: As sinfonias de Beethoven não imitam a realidade. Todas as obras de arte imitam a realidade. As sinfonias de Beethoven são obras de arte. Estas proposições são logicamente incompatíveis entre si. Não precisamos de saber nada a respeito de Beethoven, sobre sinfonias ou sobre obras de arte para concluir que é impossível que todas estas proposições sejam verdadeiras. Pelo menos uma delas tem de ser falsa.
  31. 31. FILOSOFIA – 11ºConsistência Quem defende teses inconsistentes está de certeza enganado em algum aspeto, pois pelo menos uma dessas teses é falsa. No entanto: Se um conjunto de proposições é consistente, isso não garante que alguma delas seja verdadeira. A consistência garante a possibilidade de verdade, mas não a verdade das proposições. Podemos ter conjuntos consistentes constituídos apenas por proposições falsas. As hipóteses numa investigação científica são um exemplo de conjuntos de proposições consistentes que ainda é necessário verificar se são verdadeiras.
  32. 32. FILOSOFIA – 11ºCompetências relativas a Teses 1. – Identificar teses e teorias que sejam respostas a problemas filosóficos 2. – Reconhecer o alcance e os limites de teses e teorias 3. – Formular teses que constituam ou se integrem em teorias filosóficas 4. – Comparar teses relativas a um mesmo problema filosófico.
  33. 33. FILOSOFIA – 11º1. – Identificar teses e teorias que sejamrespostas a problemas filosóficos Identificar uma tese é reconhecer a proposição que está a ser defendida Quando se diz “Neste texto, o autor defende que a ética é relativa à sociedade”, está-se a identificar a tese no texto em questão. Pergunta a fazer: “O que está o autor a tentar defender neste texto”?
  34. 34. FILOSOFIA – 11º2. – Reconhecer o alcance e os limites deteses e teorias Para reconhecer o alcance – e assim, os limites – de uma tese, importa perceber o problema ou problemas a que pode responder. Por exemplo, a tese de que a existência de Deus é compatível com o mal é uma das respostas possíveis ao problema do mal. No entanto, não responde ao problema da própria existência de Deus. Pergunta a fazer: “Que problemas são resolvidos e que problemas não são; que novos problemas levanta”?
  35. 35. FILOSOFIA – 11º3. – Formular teses que constituam ou seintegrem em teorias filosóficas É preciso ser capaz de formular, com clareza e rigor, as teses mais importantes em discussão. Por exemplo, se o problema for o da “origem do conhecimento”, é preciso não só saber reconhecer: 1. Que o racionalismo e o empirismo são duas respostas rivais a este problema; 2. Mas também saber explicar corretamente o que caracteriza cada uma das respostas.
  36. 36. FILOSOFIA – 11º4. – Comparar teses relativas a um mesmoproblema filosófico. Comparar teses distintas relativas a um problema filosófico consiste em mostrar como elas se relacionam logicamente entre si Por exemplo, dizer que o racionalismo e o empirismo são inconsistentes entre si é dizer que entre estas teses existe uma relação lógica de incompatibilidade. Existem outras relações entre teses:  Uma pode ser mais geral do que outra;  Uma pode apoiar outra, etc.
  37. 37. FILOSOFIA – 11ºConceitosAs proposições são constituídas por conceitos.Por exemplo: a proposição “Osmamíferos são animais” inclui osconceitos de “mamífero” e de“animal”.Que conceitos estão incluídos naproposição “O conhecimentocientífico é incerto”?
  38. 38. FILOSOFIA – 11ºTermos e ConceitosDo mesmo modo que usamos frases paraexprimir as proposições, usamos termospara exprimir conceitos.Os conceitos são os significadosdos termos
  39. 39. FILOSOFIA – 11ºTermos e Conceitos Se dois termos significam o mesmo, então exprimem os mesmo conceito Por exemplo, “encarnado” e “vermelho” Se um termo pode ter mais de um significado, então exprime mais de um conceito Por exemplo, “banco” como mobiliário ou como instituição financeira
  40. 40. FILOSOFIA – 11ºDefinições A clarificação de conceitos é uma parte importante da atividade filosófica Por exemplo: “O que é o conhecimento?” Para elucidar o significado de um termo, recorre-se a definições Por exemplo, Uma pessoa é um ser racional, autónomo e consciente de si.
  41. 41. FILOSOFIA – 11ºDefinições Explícitas Neste tipo de definições, estamos a dizer que o termo a definir (pessoa) significa o mesmo que outra expressão (ser racional, autónomo e consciente de si.) Para definir explicitamente C de uma forma correta, é preciso apresentar condições necessárias e suficientes para que algo seja C.
  42. 42. FILOSOFIA – 11ºDefinições Explícitas Uma definição explícita é errada se aquilo que pretende definir se encontra na expressão definidora Por exemplo: “Um ato livre é aquele que realizamos livremente” Por exemplo: “A ciência é a investigação científica” Por exemplo: “As divindades são os seres divinos”
  43. 43. FILOSOFIA – 11ºDefinições Explícitas Uma definição explícita é errada se a expressão definidora for mais obscura do que a que se pretende definir. Por exemplo: “Um ato livre é uma manifestação imediata da transcendência” Por exemplo: “As divindades são os fantasmas do inconsciente humano” De facto é mais difícil compreender o que é uma “manifestação imediata da transcendência” do que o que é um ato livre, do mesmo modo que não é nada claro o que se pode entender por “fantasmas do consciente humano”
  44. 44. FILOSOFIA – 11ºArgumentosOs filósofos não se limitam a apresentarteses em resposta aos problemascolocadosPropõem também argumentos paradefender as teses em que acreditam.
  45. 45. FILOSOFIA – 11ºPremissas e Conclusão Argumentar a favor de uma tese é apresentar razões para a aceitarmos Por exemplo: “Os animais têm direitos porque são capazes de sofrer, e um ser tem direitos se tiver essa capacidade”
  46. 46. FILOSOFIA – 11ºPremissas e Conclusão A tese defendida no argumento anterior é a de que os animais têm direitos. Para justificar ou sustentar esta tese apresentam- se duas razões: 1. Se um ser tem a capacidade de sofrer, então tem direitos; 2. Os animais têm capacidade de sofrer. Logo, os animais têm direitos.
  47. 47. FILOSOFIA – 11ºPremissas e Conclusão A ordem pela qual se apresentam as premissas (as razões que sustentam a conclusão) é irrelevante; a conclusão surge no fim, precedida por logo ou pelo símbolo lógico ∴ 1. Se um ser tem a capacidade de sofrer, então tem direitos; (premissa) 2. Os animais têm capacidade de sofrer. (premissa) Logo, os animais têm direitos. (conclusão)
  48. 48. FILOSOFIA – 11ºAvaliar Argumentos Nem todos os argumentos são bons ou sólidos (para usar o termo técnico) Um argumento é sólido se, e apenas se, (1) tiver premissas verdadeiras, (2) for válido. Um argumento é válido se, e apenas se, as premissas apoiam logicamente a conclusão
  49. 49. FILOSOFIA – 11ºAvaliar Argumentos Consideremos os seguintes argumentos: Todas as aves voam Todos os seres vivos são animais Os pombos são aves As árvores são seres vivos ∴ Os pombos voam ∴ As árvores são animais Estes dois argumentos são válidos. As suas premissas apoiam a conclusão. Mas não são sólidos (não são bons argumentos). Porquê?
  50. 50. FILOSOFIA – 11ºAvaliar Argumentos Consideremos os seguintes argumentos: Todos os mamíferos são animais Todas as árvores são plantas As aves não são mamíferos Todas as plantas são seres vivos ∴ Os gatos não são plantas ∴ Todos os seres vivos são árvores Todas as premissas destes argumentos são verdadeiras. No entanto, nenhum deles é sólido. Porquê?
  51. 51. FILOSOFIA – 11ºAtenção!Vai ser necessário fazer osexercícios.Consultar o “Moodle” JB, 2012

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