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ID Resumo: 891Tema : D. CardiovascularesTitulo : BEYOND ARTERIAL GASES: THE ROLE OF LACTATES IN RISK STRATIFICATION IN PUL...
ID Resumo: 908Tema : D. CardiovascularesTitulo : UMA FALSA PNEUMONIA...Modo de Apresentação : PosterResumo :Os autores apr...
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ID Resumo: 916Tema : D. CardiovascularesTitulo : DOR ANGINOSA- ISQUÉMIA OU OUTRAModo de Apresentação : Comunicacao OralRes...
ID Resumo: 924Tema : D. CardiovascularesTitulo : SÍNDROME HIPERTENSIVA HIPONATRÉMICA EM MULHER DE 87 ANOSModo de Apresenta...
ID Resumo: 929Tema : D. CardiovascularesTitulo : ENFARTE AGUDO DO MIOCÁRDIO POR DISSEÇÃO CORONÁRIA ESPONTÂNEA - UMDIAGNÓST...
ID Resumo: 936Tema : D. CardiovascularesTitulo : MIOCARDIOPATIA HIPERTRÓFICA – O ELETROCARDIOGRAMA NA PISTA DE UM DIAGNÓST...
ID Resumo: 950Tema : D. CardiovascularesTitulo : TAQUIMIOCARDIOPATIA – FORMA REVERSÍVEL DE DISFUNÇÃO VENTRICULAR.Modo de A...
ID Resumo: 955Tema : D. CardiovascularesTitulo : SINCOPE EM DOENTE JOVEMModo de Apresentação : Caso ClinicoResumo :Introdu...
ID Resumo: 962Tema : D. CardiovascularesTitulo : SERÁ MESMO UM TROMBOEMBOLISMO PULMONAR ?Modo de Apresentação : Caso Clini...
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ID Resumo: 968Tema : D. CardiovascularesTitulo : TROMBOSE ARTERIAL DO MEMBRO SUPERIOR ESQUERDO E AVC ISQUÉMICO HEMISFÉRICO...
ID Resumo: 970Tema : D. CardiovascularesTitulo : O MIOCÁRDIO ESPONJOSO - UMA CAUSA RARA DE MIOCARDIOPATIAModo de Apresenta...
ID Resumo: 976Tema : D. CardiovascularesTitulo : DISSECÇÃO AÓRTICA – DESAFIANDO AS PROBABILIDADESModo de Apresentação : Po...
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Abstracts assessed on the 19th Congress of the SPMI

  1. 1. Código de Referee: 11Chave de Referee : 597898524Quando terminar as classificações dos resumos enviados, deverá introduzir as mesmas no site daSPMI, no endereço, http://www.spmi.pt/19congresso/referee/login.aspNesta página deverá introduzir o código e a respectiva chave de referee (acima indicados).Na página seguinte, visualizará uma tabela com todos os resumos enviados, identificados com o códigodo resumo bem como o titulo do mesmo.Para poder introduzir a classificação atribuida ao resumo, deverá clicar na checkbox correspondente aesse resumo de forma a desbloquear o campo de classificação.Em caso de engano na introdução de uma classificação, deve repetir novamente a introdução deapenas essa classificação.Caso pretenda confirmar as classificações introduzidas bastará entrar novamente na página.A data limite para a introdução das classificações é o dia 24 de Março, domingo até às 23h59.ClassificaçõesO seguinte sistema de classificação será aplicado pelos referees:4 - Muito boa qualidade e relevancia, deve ser apresentado3 - Boa qualidade, deve ser apresentado2 - Qualidade aceitavel, pode ser apresentado1 - Qualidade questionável0 - RejeitadoSe rejeitado:A - Má qualidadeB - Identificação de autores e/ou instituição no textoC - Resultados já publicados/apresentadosD - Resumo duplicado com outro do conjunto de trabalhos entregues para classificar.Em caso de dúvida, contacte por favor o secretariado da SPMI (217 520 570).Para problemas com a introdução das classificações no site, poderá contactar João Figueira (910 30 9030).
  2. 2. ID Resumo: 803Tema : D. CardiovascularesTitulo : BRADICARDIA IATROGÉNICA DE CAUSA INESPERADAModo de Apresentação : PosterResumo :Alguns colírios, géis e pomadas oftálmicas podem causar efeitos sistémicos graves. Sendo absorvidosatravés de vários mecanismos podem entrar na corrente sanguínea chegar à circulação e provocarefeitos adversos e interacções medicamentosas. A sua absorção equivale a absorção endovenosa. Osbeta-bloqueantes oftálmicos são farmacos da 1ª linha para baixar a pressão intra-ocular com absorçãosistémica rápida através do sistema lacrimal, sendo 2 gotas/dia suficientes para estimulação dosreceptores. Têm vários efeitos adversos descritos, dependendo da idade, peso e co-morbilidades decada doente. Mulher de 93 anos com antecedentes de Pancreatite aguda litiasica, HTA e Demênciarecorre à Urgência por queixas de mal esstar com dor torácica inspecifica. Encontrava-se agitada,desorientada no tempo e no espaço e apresentava bradicardia de 42 bpm . A medicação usual nãocontemplava o uso de terapêutica bradicardizante exceto timoptol em gotas como terapêutica oftálmica.O ECG revelou bradicardia sinusal de 47 ppm e as enzimas cardiacas estavam normais. Ficou emvigilância e algumas horas após a suspensão do colirio já apresentava frequência cardiaca de 63 ppm emelhoria do quadro confusional. Contactado a Oftalmologia foi substituido o fármaco Este caso alertapara um efeito adverso comum dos beta-bloqueantes ofálmicos (cerca de 30%) que a maioria dosdoentes não os menciona como medicação habitual . Conclui-se que devemos estar em alerta peranteos possíveis efeitos adversos da terapêutica oftálmica tópica e registar esses diagnósticos que têm sidosubestimados pelos médicos. Averiguar a medicação habitual e ter em conta que alguns fármacospodem ter efeitos deletérios.
  3. 3. ID Resumo: 822Tema : D. CardiovascularesTitulo : PARA ALÉM DAS CEFALEIASModo de Apresentação : Imagens em MedicinaResumo :Doente de 64 anos, com clínica de cefaleias holocranianas e tonturas. TC CE: Lesões isquémicascerebelosas superior paramediana esquerda e inferior parasagital homolateral. Doppler Pescoço:Vertebral esquerda não visualizada. Angio TC: Oclusão do segmento distal V2, ausência devisualização do segmento V3 e visualização de V4 por refluxo. Conclui-se como oclusão com prováveldissecção da artéria vertebral, destacando-se a ausência de traumatismo ou condição que a potencie.
  4. 4. ID Resumo: 835Tema : D. CardiovascularesTitulo : ´MASSA´ MEDIASTÍNICA?Modo de Apresentação : Imagens em MedicinaResumo :Mulher, 77 anos, imunocomprometida (artrite reumatóide, medicada com metotrexato e corticóide), comDiabestes Mellitus tipo 2, internada por pielonefrite aguda. A telerradiografia do tórax, realizada àentrada, revelou uma opacidade arredondada que contactava com o mediastino superior à esquerda. ATC pulmonar com contraste revelou tratar-se de aneurisma na crossa da aorta após a origem dasartérias carótida comum e subclávia esquerda, com cerca de 52mm de maior eixo e trombo intramural.
  5. 5. ID Resumo: 839Tema : D. CardiovascularesTitulo : FATORES DE RISCO PARA TROMBOEMBOLISMO PULMONAR: CASUÍSTICA DE UM SERVIÇO DEMEDICINA EM 2011 E 2012Modo de Apresentação : PosterResumo :Introdução: O tromboembolismo pulmonar (TEP) define-se como a obstrução das artérias pulmonarespor um trombo originário noutro local. A variedade de sintomas e sinais com que se apresenta, dificultao diagnóstico, sendo de grande importância a história clínica e exame objetivo na identificação dosfatores de risco. A introdução na prática clínica da angiografia pulmonar por tomografiacomputadorizada (angio-TC pulmonar) veio aumentar a eficácia diagnóstica. Os autores propuseram-seidentificar a frequência dos fatores de risco de TEP nos doentes com este diagnóstico. Métodos:Procedeu-se à consulta dos processos clínicos de todos os doentes internados no Serviço de Medicina,entre o dia 1 de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2012, tendo sido avaliados os parâmetros:distribuição por sexo, idade e sazonalidade; dias de internamento, angio-TC pulmonar, mortalidade efatores de risco para TEP. Resultados: Dos internamentos no período de tempo estudado, 152 foramdiagnosticados com TEP. Houve predomínio do sexo Feminino, sendo a média de idades 74 anos. Onúmero médio de dias de internamento foi 11, com um pico de sazonalidade entre fevereiro e setembro.A angio-TC pulmonar foi realizada em 83% dos doentes, tendo confirmado o diagnóstico em 72% dosexames. Na análise dos fatores de risco identificou-se a imobilização em 29% dos doentes,internamento recente em 14% e neoplasia maligna em 9% (doenças malignas da mama 37% e doaparelho digestivo com 36%). Verificou-se que os internamentos recentes ocorreram nasespecialidades de Medicina Interna (42%), Ortopedia (11%), Pneumologia (11%), outras especialidadesmédicas (26%) e cirúrgicas (11%). Conclusões: A imobilização, internamento recente e malignidade sãoos fatores de risco mais frequentes nos doentes internados com TEP. A angio-TC pulmonar é degrande utilidade na confirmação diagnóstica, mas pode ser infrutífera. O pós-internamento deespecialidades médicas apresenta com mais frequência TEP.
  6. 6. ID Resumo: 844Tema : D. CardiovascularesTitulo : ENFARTE AGUDO DO MIOCÁRDIO: QUANDO A DOENÇA ATEROSCLERÓTICA NÃO É ARESPONSÁVELModo de Apresentação : Caso ClinicoResumo :A rotura da placa aterosclerótica é o mecanismo patofisiológico clássico do enfarte agudo do miocárdio(EAM). Contudo o EAM pode não ter origem em doença aterosclerótica. Descreve-se o caso de umhomem de 58 anos, fumador, dislipidémico e hipertenso, com quadro de dor pré-cordial com 2 horas deevolução e irradiação para região dorsal. À admissão no serviço de urgência (SU), o electrocardiograma(ECG) revelava infradesnivelamento do segmento ST de V1-V3 e elevação da troponina I. A angiografiacoronária urgente demonstrou fenómeno de “milking” no segmento médio da artéria descendenteanterior – compressão de segmento intramiocárdico de artéria coronária (ponte coronária) durante asístole, que reverte com a diástole. Internado durante 96h, sem intercorrências, ecocardiogramatranstorácico (Eco-TT) sem alterações segmentares e tendo alta com dupla antiagregação ebetabloqueador. Horas após alta, teve recidiva de dor torácica e recorreu novamente ao SU, o ECGrevelou supradesnivelamento do segmento ST nas paredes lateral e inferior. Realizou novacoronariografia, constatando-se estenose grave e longa da artéria coronária direita com reversão apósdinitrato de isossorbida intracoronário. Repetido Eco-TT que revelou hipocinésia das paredes inferior elateral. Assumido quadro de angina vasoespástica e iniciada terapêutica com bloqueador dos canais decálcio e mononitrato de isossorbida. Apesar da presença de factores de risco para doençaaterosclerótica, no caso descrito a etiopatogenia do EAM é a redução da perfusão coronária pelapresença de “milking” coronário e vasoespasmo. A associação entre pontes miocárdicas, a anomaliacoronária congénita mais frequente, e angina vasoespástica, apesar de controversa, tem sido descritapor alguns autores. Esperamos que este caso contribua para um futuro esclarecimento desta possívelassociação.
  7. 7. ID Resumo: 846Tema : D. CardiovascularesTitulo : QUANDO O AVC NÃO É AVC: TROMBOSE DA ARTÉRIA SUBCLÁVIA ESQUERDA SIMULANDO UMAVCModo de Apresentação : PosterResumo :INTRODUÇÃO As unidades de Acidente Vascular Cerebral (UAVC) têm contribuído para melhoresoutcomes dos doentes com Acidente Vascular Cerebral (AVC). Os cuidados prestados aos doentes sãonormalmente repartidos pela Neurologia e pela Medicina Interna e desta parceria derivam cuidadosmédicos optimizados, com grande benefício para os doentes. O internista, tendo uma visão maisholística do doente, está particularmente alertado para situações que possam mimetizar o AVC. CASOCLINICO: Sexo feminino, 73 anos, autónoma, antecedentes de hipertensão, dislipidemia, AIT´s derepetição, manifestados por afasia e défice sensitivo-motor do hemicorpo direito de etiologiaindeterminada, com internamento prévio por AVC. A doente foi readmitida, cerca de 4 meses depois,por quadro de início ictal de dor, parestesias e diminuição da força muscular na mão esquerda. Aobservação por Neurologia no Serviço de Urgência, concluiu pela existência de uma ligeira parésia napreensão da mão esquerda, bem como na abdução e extensão dos dedos e hiporreflexia ligeira nomembro superior esquerdo. ECG em ritmo sinusal e Tomografia Computorizada Cranioencefálica semalterações. No exame de admissão na UAVC não foram objectivados défices na força ou sensibilidade,mas sim diminuição da temperatura e coloração da mão esquerda, associado a dor em repouso eausência de pulsos radial e umeral à esquerda. O Ecodoppler arterial revelou trombo parcialmenteoclusivo na artéria subclávia esquerda pelo que inicou heparina não fraccionada endovenosa e foiadmitida no bloco operatório para trombectomia com resolução da isquémia. CONCLUSÕES: AMedicina Interna como especialidade global e integradora tem um papel essencial a desempenhar nasUAVC, não só no tratamento do AVC agudo, das co-morbilidades e das complicações médicas, mastambém no estabelecimento do correcto diagnóstico, especialmente em situações que mimetizem oAVC
  8. 8. ID Resumo: 858Tema : D. CardiovascularesTitulo : SÍNCOPE COMO FORMA DE APRESENTAÇÃO DE EMBOLIA PULMONAR: UM SINTOMAESQUECIDOModo de Apresentação : Comunicacao OralResumo :O sintoma predominante nos doentes que recorrem ao Serviço de Urgência (SU) por embolia pulmonar(EP) é dispneia. No entanto, a dilatação do ventrículo direito (VD) associada à obstrução das artériaspulmonares pode provocar períodos de baixo débito que resultam em síncope. Apresentamos umestudo retrospectivo (36 meses) de um hospital distrital em os doentes com EP manifestado porsíncope são caracterizados de acordo com os achados em angio-TC, electrocardiograma (ECG) emorbimortalidade aos 30 dias. Os doentes com EP (n=37), com idade média de 59 anos, 14 homens(37,84%), apresentavam em SU: paragem cardiorrespiratória (PCR; 8,11%), dispneia (46,65%), síncope(24,32%), angor (5,4%), fadiga (8,11%), tonturas (5,4%); todos normotensos excepto 3 em PCR. Dos 9doentes com síncope, 7 (18,92%) tinham EP central e todos tinham VD dilatado. Oito destes 9 doentestinham ECG com padrão clássico (S1Q3T3) ou uma variante (S1Q3, Q3T3), ou outros sinais desobrecarga direita; todos em ritmo sinusal (4 taquicárdia) e sem alterações da condução AV. Amortalidade global e por EP aos 30 dias foi zero e não houve complicações hemorrágicas. O grupo comsíncope era mais jovem (idade média 50 vs 59 do grupo geral). A apresentação de EP com síncope nãodeve ser desvalorizada, pois pode ocorrer em até 24% dos casos e parece relacionar-se com achadosimagiológicos sugestivos de pior prognóstico.
  9. 9. ID Resumo: 867Tema : D. CardiovascularesTitulo : RADIOGRAFIA ABDOMINAL SIMPLES: UMA JANELA PARA A ANATOMIA VASCULARModo de Apresentação : Imagens em MedicinaResumo :Imagens relativas a um doente de sexo masculino,de 94 anos de idade, com antecedentes dehipertensão arterial, internado num Serviço de Medicina Interna por Infecção Respiratória associada adesequilíbrio iónico. Foi identificado um aneurisma da artéria ilíaca esquerda calcificado com cerca de4,5c m de diâmetro máximo, em radiografia abdominal simples, confirmado posteriormente porecografia abdomino-pélvica.
  10. 10. ID Resumo: 878Tema : D. CardiovascularesTitulo : NOVOS HIPOCOAGULANTES ORAIS, PREVISIBILIDADE E MONITORIZAÇÃO A PROPÓSITO DE UMCASO CLÍNICO ATÍPICOModo de Apresentação : Caso ClinicoResumo :O dabigatrano é um novo hipocoagulante oral (HCO) inibidor direto da trombina com provas dadas naprevenção de eventos tromboembólicos no contexto de fibrilhação auricular (FA). Tem perfilfarmacocinético previsível, sem metabolização por CYP450, com poucas interações medicamentosasou alimentares e não requer monitorização laboratorial regular. Em dose fixa, com eficáciasobreponível, revelou risco hemorrágico igual ou inferior ao da varfarina. Os autores apresentam:homem, 88 anos, caucasiano, com história de hipertensão arterial, doença coronária, insuficiênciacardíaca (IC) com fração de ejeção deprimida, doença cerebrovascular, doença renal crónica estádio 3,anemia multifatorial, FA permanente (CHA2DS2-VASc–8 e HAS-BLED-5) polimedicado e sobdabigatrano 220mg/dia para profilaxia do tromboembolismo. Em avaliação de rotina no Hospital de Dia(HD) verificou-se creatinina 1.45 mg/dL (TFG MDRD – 48 ml/min/1.73m²), aPTT 101 seg., PT 40.6 seg.,INR 3.7, sem evidência de perdas hemáticas ou discrasia hemorrágica, tendo-se excluído uso de outrosHCO, patologia hepática e eventuais interações medicamentosas. No contexto destas alteraçõesanalíticas foi suspenso dabigatrano, verificando-se normalização dos tempos de coagulação. Naausência de causa evidente reinicia dabigatrano 220mg/dia, sob reavaliação apertada em HD,apresentando de novo flutuação dos tempos de coagulação. Diminuiu-se dabigatrano para 150mg/diasem normalização do TP/aPTT. Suspendeu definitivamente dabigatrano e iniciou varfarina mantendoatualmente INR terapeutico. Trata-se de um doente no qual o dabigatrano se comportou de formainesperada e inexplicável à luz do estado da arte e cujo manejo sem testes específicos para averiguar oefeito terapêutico e sem antídoto específico obrigou à suspensão do fármaco. Mais estudos eexperiência na utilização destes novos fármacos hipocoagulantes responderão certamente às nossasdúvidas.
  11. 11. ID Resumo: 879Tema : D. CardiovascularesTitulo : AVALIAÇÃO DOS DOENTES INTERNADOS COM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL NOSHOSPITAIS DO SNS, EM PORTUGAL CONTINENTAL, EM 2011Modo de Apresentação : Comunicacao OralResumo :OBJECTIVOS: Caracterizar a população internada por Acidente Vascular Cerebral agudo (AVCa)-Isquémico (AVCi), Hemorrágico (AVCh) ou Acidente Isquémico Transitório (AIT) em PortugalContinental, nos Hospitais do SNS, no ano de 2011, analisando comorbilidades e letalidade intra-hospitalar. MÉTODOS: Estudo retrospectivo de todos os episódios de internamento do ano de 2011,ocorridos nos Hospitais do SNS do Continente, em que o AVCa foi o primeiro diagnóstico ou quando oprimeiro diagnóstico foi sépsis ou falência respiratória associada a AVCa, com consulta à base dedados dos Grupos de Diagnóstico Homogéneo (GDH) da Administração Central do Sistema de Saúde /Direcção Geral da Saúde (ACSS/DGS). Avaliou-se a distribuição por sexo, escalão etário, natureza doAVCa, letalidade intra-hospitalar, gravidade da doença e comorbilidades associadas, segundo osistema de classificação Disease Staging (DS) e demora média. RESULTADOS: Identificaram-se 24685episódios de AVCa que representaram 3,4% do total de episódios de internamento (excluindo partos erecém-nascidos normais): 9,7% eram AIT, 14% AVCh e 76,3% AVCi. 50,6% ocorreram no sexomasculino. Na população adulta a média de idades foi de 73 anos: 65,5% em idades > 70 anos e 32,5%entre os 41 e os 70 anos. A letalidade intra-hospitalar do AVCa foi de 15,6% (0,6% nos AIT, 36,9% nosAVCh e 13,5% nos AVCi), sendo mais elevada na faixa etária > 80 anos (52%), no sexo feminino e emestadios superiores de gravidade pela classificação DS (100% dos AVCh e 91,2% dos AVCi estavamem estadio 3). A média de comorbilidades associadas foi de 3,5±2,1 e 60% dos doentes apresentava 2ou mais factores de risco vasculares. A demora média foi de 10,1±13,1 dias. CONCLUSÕES: Esteestudo demonstra o elevado peso do AVCa como causa de internamento hospitalar, destacando-se onúmero de comorbilidades associadas assim como a letalidade no AVCh e nos mais idosos. Este é umdos estudos mais completos sobre esta causa de internamento hospitalar.
  12. 12. ID Resumo: 880Tema : D. CardiovascularesTitulo : IS SYNCOPE ABLE TO PREDICT THE MORTALITY IN PATIENTS WITH ACUTE PULMONARYEMBOLISM?Modo de Apresentação : PosterResumo :Background and Aim: Acute pulmonary embolism (PE) may present with highly variable symptoms andelectrocardiogram (ECG) abnormalities. In the context of PE, syncope may reflect high-riskhemodynamics or be the result of a vaso-vagal mechanism. We sought to analyze the prognostic impactof a syncopal presentation of acute PE. Methods: We retrospectively analyzed 212 patients (mean age72.77 ± 16.57 years; 100 of male gender) admitted to the emergency department with confirmed acutePE between January to December 2010. The patients were divided in two groups according to presence(Group A = 29) or absence of syncope (Group B = 183) as the presenting symptom of PE. Theendpoints were in-hospital mortality and long-term (mean 415.4 ± 356.5 days) all-cause mortality.Results: The most common clinical presentations of PE were dyspnea (56.6%), chest pain (37.0%),cough (21.8%), confusion (17.0%), syncope (13.7%) and haemoptysis (11.3%). There was no significantdifference in age (70.48 vs. 73.13, p=0.425) between boths groups. Regarding laboratorial parameters,patients with syncope had higher creatinine levels (3.02 mg/dl vs. 1.03 mg/dl, p=0.017) and lowerfibrinogen levels (3.31 vs 4.01, p=0.009). Patients presenting with syncope had similar rates of in-hospital (6.9% vs. 11.5%, p=0.461) and all-cause mortality at follow-up (11.5% vs. 16.7%, p=0.507),compared with patients that presented with other symptoms on admission. Conclusion: In our cohort,syncope was not associated with a poorer prognosis.
  13. 13. ID Resumo: 888Tema : D. CardiovascularesTitulo : HIPERTENSÃO ARTERIAL PULMONAR IDIOPÁTICA – SEGUIMENTO DE SEIS DOENTESModo de Apresentação : Comunicacao OralResumo :A hipertensão arterial pulmonar idiopática (HAPI) é uma doença crónica pouco prevalente (300 casosem Portugal) e complexa, que requer uma abordagem diferenciada e multidisciplinar. Apresentam-secasos de HAPI seguidos em consulta específica de Medicina Interna. Caso 1: Homem, 59 anos,diagnóstico de HAPI aos 53 (em estudo de dispneia de esforço (DE) e tosse), com classe II WorldHealth Organization e pressão sistólica da artéria pulmonar (PSAP) 100 mmHg, sem vasorreatividade(VR) em prova. Após tempo emigrado, regressa à consulta (2011) em classe III e inicia ambrisentano5mg id, com melhoria para classe I-II; por incumprimento de hipocoagulação e etilismo, é suspenso ofármaco em 2013. Caso 2: Homem, 87 anos, diagnóstico aos 85 (DE e hemoptises) com classe III ePSAP 105, sem VR. Inicia sitaxentano 100mg id (suspenso em 2010) e depois ambrisentano 5mg id,com melhoria (classe II) mas posterior disfunção cardíaca direita e necessidade de oxigénio domiciliário(OLD). Faleceu por neoplasia prostática metastizada. Caso 3: Mulher, 47 anos, diagnóstico aos 44 (DE)com classe III e PSAP 107, com VR. Inicia diltiazem 60mg id e logo depois 180mg id, com melhoriainicial (classe II); agora, sob 180 mg id, com OLD e classe III. Caso 4: Mulher, 34 anos, diagnóstico aos29 (DE e hemoptises) com classe III e PSAP 88, sem VR. Inicia sitaxentano 100mg id (suspenso em2010) e depois ambrisentano 5mg id, com melhoria. Mantém-se em classe II. Tem função cardíacadireita no limite inferior do normal e dilatação ligeira das cavidades direitas; última PSAP 51. Caso 5:Mulher, 61 anos, diagnóstico aos 59 (DE) com classe III e PSAP 117, sem VR. Inicia ambrisentano 5mgid, com melhoria mas posterior agravamento; está em classe III, sob OLD, com disfunção cardíacadireita apesar de ambrisentano 10mg id (não tolerou adição de sildenafil). Caso 6: Mulher, 47 anos,diagnóstico de HAPI recente (DE) com classe III e PSAP 115, sem VR. Sob sildefanil 50 mg tid, aindasem grande melhoria.
  14. 14. ID Resumo: 891Tema : D. CardiovascularesTitulo : BEYOND ARTERIAL GASES: THE ROLE OF LACTATES IN RISK STRATIFICATION IN PULMONARYEMBOLISMModo de Apresentação : PosterResumo :Background and Aim: Lactic acid is a well established early marker of tissue hypoperfusion and it can beused as a therapeutical target. It usually measured on every patient with suspicion of acute pulmonaryembolism. However, its prognostic significance in this setting is unknown. We aimed to determinewhether arterial lactate was associated with in-hospital mortality in patients with pulmonary embolism(PE). Methods: We retrospectively analyzed 193 patients (mean age 72.63 ± 16.64 years; 47.2% male)admitted to our emergency department with acute PE between January and December 2010. Arterialblood was immediately collected after patient admission and the sample was processed within 15minutes. Clinical, laboratorial and follow-up data was collected; the endpoint was in-hospital mortality.Results: Mean lactate level was 1.91 ± 1.73. The best cut-off value (2.5 mmol/L) had an area under thereceiver operating characteristic (ROC) curve of 0.758 and a sensitivity of 57.1% and a specifity of86.6%. Regarding the demographic and clinical data, we haven´t found any significant differencebetween patients with lactate levels > 2.5 mmol/L and patients with lactate levels ≤ 2.5 mmol/L.Nevertheless, patients with lactate levels > 2.5 mmol/L had higher levels of brain natriuretic peptide(BNP) (570 vs. 221, p < 0.001), troponin (0.82 vs. 0.24, p < 0.001) and lactic acid dehydrogenase (LDH)(189 vs. 164, p=0.031). A value over 2.5 mmol/L was associated with an increased hazard ratio of 1.294(95% CI: 1.052 – 1.590, p = 0.015) of in-hospital mortality. Conclusion: An only slighlty elevated arteriallactate level, collected immediately after admission, is a specific predictor of in-hospital mortality andmay help in early triage of higher-risk patients.
  15. 15. ID Resumo: 908Tema : D. CardiovascularesTitulo : UMA FALSA PNEUMONIA...Modo de Apresentação : PosterResumo :Os autores apresentam o caso clínico de um homem de 68 anos com antecedentes de Diabetesmellitus tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia e hipertrofia benigna da próstata. Recorreu à urgênciapor dispneia, febre e dor na região epigástrica com irradiação dorsal, com 2 dias de evolução. Semoutra sintomatologia. À admissão apresentava-se vigil, colaborante e orientado, TA: 129/82 mmHg, FC103 bpm, Sat O2 (FiO2 0,21): 88%, T 37ºC. Na auscultação pulmonar com murmúrio vesicular (MV)presente e simétrico, com sopro tubárico na base esquerda. Abdómen doloroso à palpação noepigastro, hipocôndrio e flanco esquerdos. Restante exame objetivo normal. Analiticamente com Hb10,8g/dl, leucocitose de 22x10e3/uL (neutrofilia 88%) e PCR de 12mg/dL. Gasometricamente (FiO20,21) com insuficiência respiratória tipo 1. A radiografia de tórax mostrava uma hipotransparência nabase do hemitórax esquerdo e índice cardiotorácico aumentado. Radiografia abdominal sem alterações.Assim, foi internado por Pneumonia Adquirida na Comunidade, sob antibioterapia com ceftriaxone eazitromicina. No internamento, manteve sintomatologia e iniciou dor torácica à direita, auscultaçãopulmonar com ausência do MV nos 2/3 inferiores do hemitórax esquerdo de novo. Repetiu radiografiade tórax: hipotransparência compatível com derrame pleural moderado à esquerda; analiticamentediminuição da Hb para 7,5g/dl. Submetido a toracocentese com saída de líquido hemático. TC torácicoa evidenciar aneurisma da aorta torácica descendente sem extravasamento ativo de contraste. Por tal,recebeu uma unidade de glóbulos rubros e foi transferido para a sala de emergência, onde colocoudreno torácico com saída de 1750cc de líquido hemático. Após estabilidade clínica, foi internado porcirurgia cardiotorácica e submetido a cirurgia de reparação aórtica endovascular torácica, semintercorrências. Evoluiu de forma favorável do ponto de vista clínico e teve alta orientado para aconsulta de cirurgia vascular.
  16. 16. ID Resumo: 912Tema : D. CardiovascularesTitulo : ARTÉRIA DE PERCHERON - ENFARTES TALÂMICOS EM DOENTES COM VARIANTESANATÓMICAS DA CIRCULAÇÃO CEREBRAL POSTERIORModo de Apresentação : PosterResumo :Os eventos isquémicos da circulação cerebral posterior são mais raros que os eventos da circulaçãoanterior, média ou basilar, e apresentam um espectro diversificado na sua forma de apresentação. Aartéria central de Percheron corresponde a uma variante anatómica da normalidade, na qual aemergência das perfurantes responsáveis pela circulação talâmica é feita a partir de um ramo único daartéria cerebral posterior. O achado típico da oclusão da artéria de Percheron é um padrão radiológicocom isquémia bilateral paramediana do tálamo. Os autores trazem dois casos detetados no Serviço deUrgência ilustrando a patologia referida. No primeiro caso apresenta-se um homem de 87 anos, comantecedentes de cardiopatia isquémica, admitido após ter sido encontrado caído com incontinência deesfíncteres e depressão do estado de consciência. Do exame neurológico na admissão salientava-seapenas discreta assimetria das pupilas com oftalmoparésia à esquerda, sem evidência de défices ouassimetria da força muscular e com sinais de Hoffmann e Babinski ausentes. No segundo casodescreve-se um homem de 74 anos com antecedentes de etilismo crónico admitido em estadocomatoso com incontinência de esfíncteres. Também neste doente o exame objectivo era pobre emachados neurológicos, prevalecendo o estado estuporoso descrito na admissão. Em ambos os casosforam detetadas na tomografia computadorizada lesões talâmicas simétricas paramedianasconsistentes com lesões isquémicas agudas. Os doentes viriam a falecer por complicaçõesrespiratórias. Os autores apresentam os casos pela raridade dos eventos isquémicos da circulaçãocerebral posterior, particularmente no contexto desta entidade clínica. Talvez por se tratar de umasituação rara, e apesar da apresentação radiológica muito característica, apenas um pequeno númerode casos isolados de oclusão da artéria de Percheron se encontram reportados na literatura nacional einternacional.
  17. 17. ID Resumo: 916Tema : D. CardiovascularesTitulo : DOR ANGINOSA- ISQUÉMIA OU OUTRAModo de Apresentação : Comunicacao OralResumo :Apresenta-se o caso de doente de 62 anos, sexo feminino, com antecedentes pessoais de síndromedepressivo, admitida no Serviço de Urgência por dor torácica tipo aperto. Á observação:hemodinâmicamente estável, com TA 137/67mmHg FC: 65 bpm. Auscultação cardiopulmonar semalterações. Electrocardiograma (ECG): ritmo sinusal, FC 74 bpm, inversão das ondas T em DIII e V1.Laboratorialmente salienta-se enzimologia cardíaca com valores máximos, às 6h de evolução (CK total283U/L, CK MB 51U/L, Troponina I 8.8ng/dL). Ecocardiograma: Ventrículo esquerdo de cavidade nãodilatada, com paredes de espessura normal, com acinésia de todo o ápex e função sistólica razoável.Durante o internamento referiu novo episódio de dor torácica, houve subida enzimática (CK total962U/L, Troponina 3,98ng/dL) e ECG com elevação do segmento ST e inversão da onda T de V1-V6.Realizou coronariografia: coronárias sem lesões significativas, ventriculografia sem alterações dacontractilidade segmentar, função sistólica global conservada; fracção de ejecção 58%. Serologias paraEchovirus, Coxsackie e Adenovirus: negativas. Por ter mantido durante o internamento alteraçõesanalíticas e ECG com elevação do segmento ST, realizou ecocardiograma de controlo que mostrouventrículo esquerdo com função sistólica global conservada, sem alterações segmentares. Admitiu-seentão o diagnóstico de cardiomiopatia de Takotsubo. Teve alta referenciada a consulta de MedicinaInterna e Cardiologia. Os autores apresentam este caso, por ser tratar de uma entidade rara, descritarecentemente, que corresponde a 1-2% dos diagnósticos de síndrome coronário agudo nas admissõeshospitalares. A etiopatogenia não esta bem esclarecida, o tratamento é sintomático e o prognósticofavorável. Acomete em 90% dos casos mulheres, no período pós-menopausa e após a sexta década devida.
  18. 18. ID Resumo: 924Tema : D. CardiovascularesTitulo : SÍNDROME HIPERTENSIVA HIPONATRÉMICA EM MULHER DE 87 ANOSModo de Apresentação : Caso ClinicoResumo :Síndrome hipertensiva hiponatrémica em mulher de 87 anos A síndrome hipertensiva hiponatrémica(SHH) é uma entidade pouco frequente associada a estenose da artéria renal. Caracteriza-se porhiponatrémia, hipocaliémia e activação do sistema renina-angiotensina-aldosterona, associados ahipertensão arterial (HTA). A estenose da artéria renal é a causa mais comum de HTA secundária, comuma prevalência de 5%, podendo estar associada a hiponatrémia. Apresenta-se o caso de mulher de87 anos, caucasiana, com antecedentes pessoais de HTA e síndrome demencial. Medicada comassociação de enalapril + lercanidipina. É admitida por síndrome confusional de novo e asteniamarcada com 24h de evolução. Da observação destacava-se pressão arterial elevada (180/102 mmHg),sem sinais neurológicos focais, retenção hídrica ou semiologia de infecção. Analiticamente comhiponatrémia grave (110 mEq/L) hipoosmolalar (230 mOsm/kg). TC-CE sem alterações de relevo.Avaliação sérica de creatinina, cortisol, ACTH, renina e aldosterona sem alterações. Urina de 24h comhiponatrúria, potássio normal, ureia baixa e hipoosmolalidade. Eco renal com estudo dopplerdemonstrou rins com contornos irregulares, com parênquima preservado mas hiperecogénico eestenose da artéria renal esquerda. Estudo por Angio-TC revelou lesão estenosante da artéria renalesquerda. Realizou terapêutica com reposição salina e IECA, obtendo-se estabilização clínica ecorrecção electrolítica. A SHH é uma complicação da estenose das artérias renais. O tratamento daHTA e hiponatrémia como entidades isoladas sem estudo causal pode explicar os poucos casosrelatados, embora nos devamos questionar sobre o seu sub-reconhecimento. O tratamento baseia-sena introdução de IECA’s. Apesar de ainda não ser claro o papel da angioplastia renal no tratamentodesta síndrome já se encontram descritos casos de sucesso.
  19. 19. ID Resumo: 929Tema : D. CardiovascularesTitulo : ENFARTE AGUDO DO MIOCÁRDIO POR DISSEÇÃO CORONÁRIA ESPONTÂNEA - UMDIAGNÓSTICO A CONSIDERAR.Modo de Apresentação : Caso ClinicoResumo :INTRODUÇÃO:A disseção coronária espontânea (DCE) é uma causa rara de síndrome coronáriaaguda (SCA) e morte súbita,frequentemente diagnosticada post-mortem. A sua fisiopatologia não estácompletamente esclarecida. Ocorre mais frequentemente em mulheres jovens, maior incidência noperíodo pós-parto. A maioria dos casos são idiopáticos, sem relação com factores de riscoateroscleróticos “clássicos”. Está descrita a associação com síndrome de Marfan, síndrome de Ehlers-Danlos, lúpus eritematoso sistémico, síndrome de Kawasaki,sarcoidose, doença de Osler-Weber-Rendu, exercício vigoroso, traumatismo torácico, consumo de cocaína e privação do sono. Otratamento ideal não é consensual (estratégia conservadora versus intervenção percutânea oucirúrgica). CASO CLÍNICO:Mulher, 49 anos, empreiteira, com história de síndromedepressiva,tabagismo, obesidade e dislipidemia. Recorre ao SU por dor anginosa típica, com evoluçãode 3 horas. O ECG mostrou supradesnivelamento de ST de V3-V5. Realizou cateterismo urgente quemostrou imagem compatível com disseção da coronária descendente anterior. Atendendo ao fluxo TIMI3 e ao facto de a doente estar assintomática, optou-se por estratégia conservadora inicial (duplaantiagregação plaquetária, inibidor da enzima de conversão da angiotensina, bloqueador beta ehipocoagulação). Evoluiu em classe I de Killip. O ecocardiograma revelou função sistólica do ventrículoesquerdo ligeiramente comprometida (FE 47%), acinésia de todos os segmentos apicais e médioanterior. No sexto dia de internamento repetiu cateterismo que evidenciou regressão parcial dadisseção. Durante o internamento observou-se evolução clínica favorável, sem recorrência de dortorácica, com estabilidade elétrica e hemodinâmica. Realizou ecocardiograma de sobrecarga pré-alta,sem isquemia residual. CONCLUSÃO:A hipótese de DCE deve ser considerada na abordagem da SCAespecialmente em doentes jovens,do sexo feminino e sem fatores de risco cardiovasculares “clássicos”.
  20. 20. ID Resumo: 936Tema : D. CardiovascularesTitulo : MIOCARDIOPATIA HIPERTRÓFICA – O ELETROCARDIOGRAMA NA PISTA DE UM DIAGNÓSTICOINVULGAR.Modo de Apresentação : Imagens em MedicinaResumo :INTRODUÇÃO: A miocardiopatia hipertrófica caracteriza-se por um largo espectro de alterações a nívelgenético, morfológico e funcional. O envolvimento dos músculos papilares é frequente, mas o seusignificado prognóstico indeterminado. CASO CLÍNICO: Homem de 68 anos de idade. Ex-fumador, comhistória de diabetes mellitus tipo 2 insulinotratado, hipertensão arterial e dislipidemia. Avaliado emcontexto pré-operatório (hernioplastia inguinal). Referia clínica de dispneia de esforço, associada a mal-estar torácico atípico, sem relação consistente com o esforço. O electrocardiograma mostrava ritmosinusal, desvio extremo do eixo eléctrico, bloqueio completo de ramo direito, critérios de voltagem parahipertrofia ventricular esquerda e alterações difusas da repolarização ventricular. Fez ecocardiogramaque mostrou alterações sugestivas de miocardiopatia hipertrófica não obstrutiva. Por esse motivorealizou ecocardiograma com contraste que revelou hipertrofia de grau ligeiro dos segmentos médio-basal do septo (12-13 mm) e presença de músculos papilares acessórios. Para melhor esclarecimentofoi pedida ressonância magnética cardíaca que revelou hipertrofia da parede do segmento médio infero-septal e presença de músculos papilares acessórios, condicionando obliteração sistólica da cavidadeventricular médio-apical, sem evidência de áreas de realce tardio, sugestivas de fibrose ou cicatriz deenfarte prévio. As imagens apresentadas, mostram uma forma invulgar, de obstrução intraventricular.CONCLUSÃO: Os autores salientam a importância da correlação entre o resultado dos vários examescomplementares na pista de um diagnóstico raro.
  21. 21. ID Resumo: 950Tema : D. CardiovascularesTitulo : TAQUIMIOCARDIOPATIA – FORMA REVERSÍVEL DE DISFUNÇÃO VENTRICULAR.Modo de Apresentação : Caso ClinicoResumo :INTRODUÇÃO:A taquimiocardiopatia (TMC) insere-se no grupo das miocardiopatias dilatadas e surgeno contexto de qualquer forma de taquicardia supraventricular sustentada, das quais, pela sua elevadaprevalência, assume particular importância a fibrilhação auricular (FA). CASO CLÍNICO: Homem, 49anos de idade, sem fatores de risco cardiovasculares conhecidos. Referenciado à consulta externa (CE)de Cardiologia por clínica de insuficiência cardíaca (IC) classe II da New York Hearth Association, com2 meses de evolução. Realizou eletrocardiograma que documentou FA com resposta ventricular rápidae ecocardiograma que revelou dilatação moderada da aurícula esquerda (AE) e ligeira do ventrículoesquerdo (VE), e compromisso ligeiro da função sistólica ventricular esquerda – fração de ejeção (FE)49%. Para despiste de doença coronária realizou cintigrafia miocárdica que foi negativa para isquemia.Tinha história de episódio prévio de FA, há um mês, na altura submetido a cardioversão elétrica (CVE).Iniciou hipocoagulação oral, programando-se nova cardioversão em quatro semanas. Nesta altura foireavaliado constatando-se agravamento da disfunção ventricular esquerda (FE 29%). Admitido nointernamento, tendo sido submetido a CVE, com reversão a ritmo sinusal (RS) por um período deaproximadamente 48 horas. Nova tentativa de CVE, após impregnação com amiodarona, com reversãoa RS por um período igualmente curto (48 horas). Orientado para ablação, que realizou 3 mesesdepois, com sucesso. Desde então sem clínica de IC, com queixas esporádicas de palpitações, quemotivaram realização de vários Holter, sem que nunca fosse documentada arritmia. Mantémseguimento em CE, desde há 2 anos. O último ecocardiograma mostra dilatação ligeira da AE, VEdiscretamente dilatado e função ventricular esquerda sistólica globalmente conservada (FE 64%).CONCLUSÃO: O reconhecimento da TMC é essencial uma vez que a correção da arritmia pode levar àmelhoria/ regressão da disfunção cardíaca.
  22. 22. ID Resumo: 955Tema : D. CardiovascularesTitulo : SINCOPE EM DOENTE JOVEMModo de Apresentação : Caso ClinicoResumo :Introdução: A síndrome de Brugada (SB) tem uma incidência alta em homens jovens sem doençacardíaca estrutural. Manifesta-se frequentemente com síncope ou morte súbita, surgindo arritmiassupraventriculares em 20% dos casos. Caso Clínico: Homem, 24 anos. Fumador, consumo de haxixe ecocaína. Sem história familiar de síncope ou morte súbita. Em 06/2012 com síncopes precedidas devómitos e diarreia. Na Urgência (SU), exame objetivo sem alterações e electrocardiograma (ECG)descrito com ritmo sinusal (RS) e bloqueio de ramo direito (BRD). Analises com hipocalémia (hipoK) epesquisa urinária de canabinóides e cocaína (PUCC) positiva (+). Após suplementação de potássio (K+)teve alta assintomático, interpretando-se o quadro como secundário a diarreia e consumo desubstâncias ilícitas. Em 01/2013, nova sincope; no SU episódio de fibrilação ventricular (FV) revertidacom desfibrilhação elétrica (DE), ficando consciente, em RS e com estabilidade hemodinâmica.Análises com hipoK grave e PUCC +, sem outras alterações. TC cerebral normal. ECG com RS, BRD epadrão sugestivo de Brugada tipo 1. Nas primeiras 24h, registos de taquicardia ventricular polimórfica edois episódios de FV revertidos com DE. Fez perfusão de isoprenalina em 24h, sem novas recorrênciasarrítmicas. Ecocardiograma sem alterações significativas. Cortisol sérico e K+ urinário normais. Apesarde K+ sérico normalizado e sem consumo de drogas, manteve no ECG padrão de Brugada tipo 1intermitente. Concluiu-se pelos diagnósticos de SB e hipoK secundária a consumo de cocaína.Implantado cardiodesfibrilhador e teve alta com indicação para suspender consumo de drogas e rastreiode familiares diretos com ECG. Mantem-se sem recorrência de eventos arrítmicos. Conclusão: Estecaso reforça a necessidade de considerar o diagnóstico de SB em jovens com eventos sincopais. Alémdisso, realça a importância de excluir causas reversíveis (como cocaína e hipoK).
  23. 23. ID Resumo: 962Tema : D. CardiovascularesTitulo : SERÁ MESMO UM TROMBOEMBOLISMO PULMONAR ?Modo de Apresentação : Caso ClinicoResumo :A incidência da veia cava superior esquerda acessória (VCSEA) é de 0.3 – 0.4 % da população. Apersistência resulta da falha embriológica na regressão de parte da veia cardinal esquerda. Os autoresrelatam um caso de uma doente do sexo feminino, 64 anos e antecedentes de HTA. É admitida noserviço de urgência (SU) por dispneia e cansaço fácil com 5 dias de evolução. Concomitantemente,sensação dolorosa na região gemelar após viagem de avião de longo curso. A salientar no exameobjectivo: Polipneica, FC 140bpm e SatO2 91% sem aporte suplementar. AC com taquiarritmia e APcom fervores crepitantes nas bases. Membros inferiores sem edemas e sem sinais de trombose venosaprofunda. Gasimetria com alcalose respiratória e analiticamente com d-dímeros discretamente elevados(279U/l), sem outras alterações. ECG: FA com resposta ventricular rápida, sem desvio do eixo, semsinais de isquemia. Telerradiografia de Tórax: índice cardiotorácico ˃ 50%, infiltrado 1/3 inferiorbilateralmente. Fez ecocardiograma evidenciando regurgitação tricúspide moderada com PSAPestimada em 61 mmHg com cavidades direitas dilatadas. Iniciou enoxaparina em dose terapêutica eindução de amiodarona, seguida de perfusão, tendo convertido a ritmo sinusal após 16 horas. Nainvestigação etiológica do quadro clínico, fez TC Tórax que evidenciou alteração do retorno venoso aocoração direito com uma veia cava superior esquerda acessória que termina na aurícula direita.Agendada consulta de Cardiologia em ambulatório, teve alta ao 4º dia de internamento. Por opção deregresso à residência no Estrangeiro, não foi possível concluir o estudo de anomalias cardíacasassociadas. Os doentes com VCSEA, quando isolada, são assintomáticos na ausência de outrascomorbilidades. Contudo, a alteração do retorno venoso ao coração pode condicionar alteraçõesestruturais do miocárdio, predispondo a diversas complicações, nomeadamente arritmias e dilataçãodas cavidades cardíacas como exemplificado no caso clínico.
  24. 24. ID Resumo: 963Tema : D. CardiovascularesTitulo : ENFARTE RENAL - UM DIAGNÓSTICO A NÃO ESQUECERModo de Apresentação : Caso ClinicoResumo :Introdução: A dor lombar é um dos problemas clínicos mais frequentes na prática médica e por isso éimportante reconhecer sinais de alerta sugestivos de determinadas patologias. Caso Clínico: Os autoresapresentam o caso de uma doente do sexo feminino, 44 anos, admitida por dor súbita e intensa naregião lombar direita, associada hematúria macroscópica e posteriormente anúria. Antecedentes deinsuficiência cardíaca (IC), acidente vascular cerebral isquémico e hipertensão arterial e medicadahabitualmente com furosemida, carvedilol, ramipril, varfarina, e esomeprazol. No estudo analíticoapresentava creatinina de 8,44mg/dL, Ureia 212 mg/dL e INR 3. A ecografia renovesical excluiuobstrução das vias urinárias. Apesar de níveis terapêuticos de hipocoagulação, a doente efectuouangio-tomografia axial computorizada renal que revelou estenose completa da artéria renal esquerda eparcial da direita, com sinais de enfarte renal bilateral extenso. O ecocardiograma realizado numinternamento prévio revelou hipocinésia do ventrículo esquerdo (VE), fracção de ejecção 20%,hipertrabeculação do VE, com critérios ecocardiográficos de não-compactação do miocárdio.Discussão: A clínica de dor lombar, hematúria e anúria está associada a poucos diagnósticosdiferenciais. Após exclusão das patologias mais frequentes é importante prosseguir na investigação erelembrar as mais raras. Com este caso clínico, os autores pretendem destacar o papel do enfarte renalcomo parte do diagnóstico diferencial de dor lombar, numa doente com risco cardioembólico elevado.Realça-se assim a importância do reconhecimento de 2 entidades clínicas raras: o enfarte renalinerente ao elevado risco cardioembolico da IC por não compactação do miocárdio.
  25. 25. ID Resumo: 964Tema : D. CardiovascularesTitulo : QUANDO A CORDA ROMPEModo de Apresentação : Caso ClinicoResumo :A ruptura de corda tendinosa representa, hoje, a causa mais comum de regurgitação mitral pura econsequente insuficiência mitral em países desenvolvidos, sendo responsável por mais de 90% doscasos agudos. Cursa com instabilidade hemodinâmica e um decréscimo no débito cardíaco. A maioriados doentes com insuficiência mitral aguda necessita de tratamento cirúrgico a curto prazo, uma vezque podem evoluir rapidamente para choque cardiogénico. Os autores apresentam um caso clínico deum homem de 48 anos, jardineiro de profissão, com antecedentes de hipertensão arterial medicada.Recorreu ao serviço de urgência por um quadro com duas semanas de evolução de tosse não produtivae cansaço fácil para médios esforços de agravamento progressivo. Nos exames complementares,apresentava parâmetros inflamatórios ligeiramente aumentados, hipoxémia importante e radiografiatorácica com infiltrados algodonosos bilaterais, tendo ficado internado com o diagnóstico de pneumoniada comunidade. Ao segundo dia de internamento verificou-se um agravamento clínico com hipoxémiagrave, associada a instabilidade hemodinâmica e anúria, motivo pelo qual necessitou de suporteventilatório, inotrópico e vasopressor. Por apresentar sopro sistólico ´de novo´ efectuou ecocardiogramatranstorácico constatando-se uma insuficiência mitral aguda por ruptura de corda tendinosa (confirmadaposteriormente por ecocardiograma transesofágico). Realizou cateterismo cardíaco urgente que reveloudoença coronária de um vaso (descendente anterior). Foi então submetido a substituição valvular mitrale bypass coronário com melhoria progressiva de todo o quadro clínico. Este caso é característico de umquadro de insuficiência mitral aguda por ruptura de corda tendinosa, e demonstra de maneira clara anecessidade do tratamento cirúrgico precoce como terapêutica de escolha para a patologia.
  26. 26. ID Resumo: 968Tema : D. CardiovascularesTitulo : TROMBOSE ARTERIAL DO MEMBRO SUPERIOR ESQUERDO E AVC ISQUÉMICO HEMISFÉRICOESQUERDO - À PROCURA DO FOCO EMBOLIGENOModo de Apresentação : PosterResumo :Doente do sexo feminino, 77 anos, com história asma brônquica, sob oxigenoterapia domiciliária.Recorreu ao Serviço de Urgência por quadro de instalação súbita de dor intensa no membro superioresquerdo (MSE), com extremidades cianosadas, frias e pulso radial não palpável, quadro que foiinterpretado como isquémia aguda do MSE de provável etiologia embólica. Enviada ao Serviço deCirurgia Vascular onde realizou tromboembolectomia via artéria umeral esquerda e posterior terapeuticacom enoxaparina. Vinte e quatro horas após procedimento cirúrgico, assistiu-se à instalação súbita dequadro de hemiparesia direita e disartria, compatível com AVC isquémico hemisférico esquerdo,confirmado por TC-CE. Na investigação da fonte embólica realizou: -Ecodoppler carotídeo que nãoevidenciou estenoses hemodinamicamente significativas ou placas de ateroma. - Holter de 24horas:sem alterações relevantes. - Ecocardiograma Transtorácico que mostrou VE não dilatado, semalterações da contracção segmentar e AE dilatada embora sem evidencia de trombos intraluminais.Pedido Ecocardiograma Transesofágico que evidenciou, na transição entre o arco aórtico e a aortadescendente, imagens filiformes com cerca de 5 mm, apensas a placas ateroscleróticas não complexascom aspectos sugestivos de trombos (Nota: imagem no poster) Os autores apresentam este caso comoilustrativo da mais-valia que constitui a ecocardiografia transesofágica, sem a qual não teria sidopossível identificar (neste caso) a fonte embólica.
  27. 27. ID Resumo: 970Tema : D. CardiovascularesTitulo : O MIOCÁRDIO ESPONJOSO - UMA CAUSA RARA DE MIOCARDIOPATIAModo de Apresentação : Comunicacao OralResumo :INTRODUÇÃO: A não compactação isolada do ventrículo esquerdo (NCIVE) é uma causa rara demiocardiopatia dilatada que se caracteriza morfologicamente pela presença de trabeculação miocárdicaproeminente e recessos intertrabeculares profundos que comunicam com a cavidade ventricular,conferindo ao ventrículo esquerdo uma “aparência esponjosa”. Para ilustrar esta patologia, os autoresdescrevem dois casos relacionados (mãe e filho). CASOS CLÍNICOS: Caso 1 – Doente do sexofeminino, 45 anos de idade, com antecedentes pessoais de hipertensão arterial e dislipidémia,referenciada à Consulta de Cardiologia por quadro de cansaço a médios esforços e précordialgia. Oestudo complementar revelou padrão electrocardiográfico de hipertrofia ventricular esquerda, tendo oecocardiograma e a ressonância magnética cardíaca mostrado dilatação do ventrículo esquerdo, compadrão “estranho” de hipertrofia do segmento médio e basal postero-lateral e depressão moderada dafunção sistólica. A cintigrafia de perfusão miocárdica foi negativa para isquémia. Diagnóstico presuntivo:Miocardiopatia dilatada de etiologia não esclarecida. Caso 2: Doente do sexo masculino, 24 anos deidade, com antecedentes pessoais de esofagite péptica, observado em Consulta de Cardiologia trêsanos após a 1ª consulta da sua mãe pela mesma sintomatologia (cansaço a médios esforços eprécordialgia). O ecocardiograma realizado mostrou depressão moderada da função sistólica e acoronariografia por tomografia computorizada revelou hipertrabeculação do miocárdio ventricularesquerdo sugestiva de não compactação (resultado confirmado por ressonância magnética cardíaca).Diagnóstico definitivo: NCIVE. DISCUSSÃO/CONCLUSÃO: Tendo em consideração o diagnósticoestabelecido no 2º caso, admite-se tratar-se de dois casos de NCIVE (provável forma familiar), pelo queestão em curso estudos genéticos e despiste dos restantes familiares para esta patologia.
  28. 28. ID Resumo: 976Tema : D. CardiovascularesTitulo : DISSECÇÃO AÓRTICA – DESAFIANDO AS PROBABILIDADESModo de Apresentação : PosterResumo :A dissecção da aorta é responsável por cerca de 1/10 000 admissões hospitalares, tendo uma taxa demortalidade às 48h superior a 50% se não diagnosticada e tratada. Esta entidade é mais prevalente emhomens, sendo que os aneurismas da aorta abdominal associam-se em 25% à presença deaneurismas da aorta torácica. Caso Clínico: Doente de 68 anos, sexo masculino, com múltiplos factoresde risco cardiovascular e história de aneurisma da aorta abdominal com endoprótese aorto bi-ilíacarecorre ao SU por dor intensa retroesternal com irradiação inter-escapular, de duração superior a umahora, associada a dispneia e diaforese. No exame objectivo apresentava polipneia e diminuição dossons respiratórios no hemitórax direito. Analiticamente apresentava insuficiência renal aguda, semelevação dos marcadores de necrose do miocárdio. O ECG não apresentava alterações relevantes. Porsuspeita de dissecção da aorta torácica realizou angiografia por TC que revelou: ´Aneurisma da aortadescendente, com início cerca de 23 mm da artéria subclávia esquerda, estendendo-se inferiormenteaté à origem do tronco celíaco, com calibre máximo de 62mm. Conteúdo hemático no mediastinoposterior e hemotórax de médio volume à direita, com coágulo na posição dependente do hemitóraxdireito com cerca de 20x10cm, a favor de ruptura contida do aneurisma´ Efectuado o diagnóstico dedissecção da aorta - subtipo Standford B, DeBakey III, e iniciada terapêutica médica. Posteriormente, odoente, foi transferido para o centro de cirurgia cardio-torácica de referência. Manteve sempreestabilidade hemodinâmica tendo sido submetido a colocação de duas endopróteses torácicas por viafemoral, apresentando angiografia final com boa permeabilidade dos troncos supra-aórticos e troncocelíaco. No follow-up aos 2 meses não se registaram complicações. Na abordagem desta patologia oíndice de suspeição, o diagnóstico e referenciação precoces são cruciais para um melhor prognóstico ediminuição da mortalidade.
  29. 29. ID Resumo: 979Tema : D. CardiovascularesTitulo : CADASIL - UMA CAUSA RARA DE DOENÇA CEREBROVASCULARModo de Apresentação : Caso ClinicoResumo :Caso clínico: Homem de 59 anos, com antecedentes de dislipidémia, foi referenciado pela MédicaAssistente à consulta de Medicina Interna por, após estudo de síndrome vertiginoso, se teremobjetivado “…múltiplas lesões isquémicas focais (…) subcorticais frontoparietais bilaterais, calcificaçõespalidais bilaterais e adjacente ao bordo livre da tenda do cerebelo à esquerda inespecífica” em TC-CE.Sem outros antecedentes e sem história de sintomatologia clássica de eventos vasculares cerebrais.Na consulta hospitalar estava já medicado com ácido acetilsalicílico 100mg e atorvastatina 10mg. Aoexame físico apenas se destacava tensão arterial 140/90mmHg e nistagmos horizontal esquerdo evertical superior; sem défices motores. Estudo protrombótico, autoimunidade, perfil lipídico, funçãohepática, renal e tiroideia normais. Serologias negativas incluindo HIV e T. pallidum. Doppler cervical:“ateromatose bilateralmente a nível carotídeo, sem repercussão hemodinâmica.” MAPA: padrão dipper,TAS diária média 133mmHg, 23% das leituras acima de 140mmHg; TAS nocturna média 121mmHg,13% das leituras acima de 120mmHg. Feito ajuste terapêutico para clopidogrel 75mg, rosuvastatina10mg e ramipril 1,25mg. RM-CE: “…múltiplas pequenas lesões hiperintensas nas sequências de TRlongo (…) dispersas pela substância branca subcortical fronto-parieto-temporal e peri-ventricular e nascápsulas externas, compatíveis com alterações vasculares sequelares, por patologia de pequenosvasos (…) compatível com CADASIL…”. Foi então realizado estudo genético NOTCH3. Conclusão: Apresença de um padrão de lesões vasculares cerebrais isquémicas pouco característico daquela quedecorre dos fatores de risco cardiovasculares clássicos, mesmo na sua presença, deve fazer suspeitarde outra etiologia, especialmente quando não houver relação com sintomatologia reportada pelo doenteou alterações semiológicas. As causas genéticas, mesmo que pouco comuns, não devem serdescuradas.
  30. 30. ID Resumo: 986Tema : D. CardiovascularesTitulo : EPIDEMIOLOGIA, CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E IMAGIOLÓGICAS E PROGNÓSTICO AGUDO E ALONGO PRAZO DA CARDIOMIOPATIA DE TAKO-TSUBO: REGISTO MONOCÊNTRICOModo de Apresentação : Comunicacao OralResumo :Objectivo: A cardiomiopatia de Tako-Tsubo (CTT) é uma patologia cardíaca rara caracterizada pordisfunção ventricular esquerda (VE) transitória com fisiopatologia e prognóstico ainda mal definidos.Este estudo analisa as características epidemiológicas, clínicas e imagiológicas desta síndrome na faseaguda e a longo prazo. Métodos: Registo prospectivo monocêntrico de 12 casos de CTT,diagnosticados de 2006 a 2012 entre 1522 pacientes admitidos por suspeita de SCA (0,8%). Análisedas características epidemiológicas, clínicas, laboratoriais, electrocardiográficas e imagiológicas àadmissão, durante o período intra-hospitalar e ao longo de follow-up (FUP) médio de 31±28 meses.Resultados: Analisados 12 casos, 91,7% SF, 67,1±12,9 anos. Antecedentes de 58% HTA, 17% DM2,25% tabagismo e 50% patologia psiquiátrica. Determinado em 2/3 dos casos factor desencadeanteemocional (58%) ou físico (8%). Modo de apresentação mais frequente pré-cordialgia (100%), dispneiaconcomitante 1/3 dos casos. ECG à admissão com inversão da onda T em 66% e elevação ST / onda Qde novo em 33% dos pacientes. Elevação de BMNM em 92% dos casos, pico de troponina I 2,84 ng/mLe de NT-proBNP 1070 pg/mL. Realizada coronariografia em todos os pacientes, 83% com ausência dedoença angiográfica e 17% com estenose coronária <50%. Alterações típicas da contractilidadesegmentar VE observadas em todos os casos, padrão meso-apical em 83%; fracção de ejecção (Fej)média 52±17%. Ocorrência de complicações intra-hospitalares em 17% dos doentes. Recuperaçãoecocardiográfica completa em todos os casos ao longo do FUP (em 75% já à data de alta) e aumentoda Fej para 69±9%. Cinco doentes (42%) evoluíram com IC classe II NYHA; reinternamento em 2 casospor recorrência de CTT. Um doente morreu de causa não cardíaca. Conclusões: Os nossos dadosobservacionais sobre CTT demonstram uma normal evolução para recuperação completa da função VEe um prognóstico clínico agudo e a longo prazo favoráveis desta síndrome.
  31. 31. ID Resumo: 1040Tema : D. CardiovascularesTitulo : A IMPOSSIBILIDADE DE INICIAR PRECOCEMENTE BETA-BLOQUEADORES NA INSUFICIÊNCIACARDÍACA COM DISFUNÇÃO SISTÓLICA DO VENTRÍCULO ESQUERDO ASSOCIA-SE A PIORPROGNÓSTICO NA PRÁTICA CLÍNICAModo de Apresentação : Comunicacao OralResumo :Objectivos:Avaliar implicações prognósticas da impossibilidade de prescrição de beta-bloqueadores(BB) na insuficiência cardíaca (IC) com disfunção sistólica do ventrículo esquerdo (DSVE).Métodos:Análise de coorte retrospectiva de 632 doentes com IC com DSVE seguidos numa consultaespecializada durante 12 anos (2000-2011).Foram incluídos os doentes com registo de consulta aos 6meses após início do seguimento (n=470,74.4%).A amostra foi dividida em dois grupos:doentes nãomedicados com BB (´sem-BB´,n=59,12.6%) e doentes medicados com BB (´com-BB´,n=411,87.4%).Ofollow-up foi censorado aos 5 anos. Resultados:Os doentes ´sem-BB´ eram mais velhos (71vs.62anos,p=0.021), a maioria homens (n=43,72.9%), em classe I ou III da New York Heart Association -NYHA (p<0.001) e com DSVE ligeira (p=0.014).A etiologia isquémica era a mais frequente(total=190,40.8%).Sem diferenças na fibrilhação auricular ou doença pulmonar obstrutiva crónica.Osdoentes ´sem-BB´ eram mais hipervolemicos - turgescência venosa jugular, estase pulmonar ehepatomegalia (p=0.021,p=0.002,p=0.027) e mais frequentemente mantinham estase pulmonar aos 6meses (p=0.004).A classe NYHA aos 6 meses era também pior (p<0.001).Estes doentes estavam maisfrequentemente medicados com nitratos (39.1%vs.20.0%,p=0.015).O tratamento de base não eradiferente mas aos 6 meses mais doentes ´com-BB´ estavam sob inibidores da enzima de conversão daangiotensina (76.5% vs. 86.6%,p=0.036).Sem diferenças nas doses. A morte ocorreu em 179 doentes(40.3%),140 aos 5 anos (31.2%) com diferenças entre os grupos:53.6% vs. 28.1% (p<0.001).Osdoentes ´sem-BB´ apresentaram pior sobrevivência: 3 vs. 4 anos (p<0.001). Os factores relacionadoscom pior sobrevivência nestes doentes foram a doença coronária (HR=2.6,p=0.023) e classe NYHAinicial III ou IV (HR=4.7,p=0.021;HR=185.4,p=0.001). Conclusão: A impossibilidade prescrição de BBrelaciona-se com pior sobrevivência. O BB deve ser sempre considerado independentemente dahipervolemia.

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