Hemoterapia 2

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Hemoterapia 2

  1. 1. HEMOTERAPIAMarcos ChavesHospital das Clínicas
  2. 2. TERAPÊUTICA TRANSFUSIONAL Hemocomponentes x HemoderivadosO uso do sangue e seus produtos temdiminuído desde o surgimento da AIDS,embora a prática de prescrição de sanguepelos médicos ainda tenha se mostradomuitas vezes inadequada.A decisão terapêutica deve estar baseadana relação entre os benefícios e os riscospotenciais da terapêutica proposta.
  3. 3. SANGUE TOTALIndicações- Sangramento ativo com perda de maisde 25% da volemia- Exsangüíneo-transfusão em RNNão usar em pacientes normovolêmicos(risco de sobrecarga de volume)
  4. 4. CONCENTRADO DE HEMÁCIASÉ o componente obtido pela remoção de cercade 2/3 do plasma de uma unidade de sanguetotal. A preparação resultante deverá ter umhematócrito entre 70 a 80%. Se estocados comsolução aditiva, entre 52 a 60%.Indicações ?
  5. 5. CONCENTRADO DE HEMÁCIASDe maneira geral, a decisão da transfusãodeve ser baseada em uma constelação defatores clínicos, tais como:• Idade do paciente• Velocidade de instalação da anemia• História natural da anemia• Volume intravascular• Presença de co-morbidadesEm seres humanos, a capacidade de transporte de oxigênioé aproximadamente 4 vezes maior que as necessidades deoxigênio, existindo portanto uma grande reserva fisiológica.
  6. 6. CONCENTRADO DE HEMÁCIASIndicações Anemia aguda com evidência de oxigenaçãotissular inadequada. Em anemia crônica para aliviar sintomasrelacionados com a diminuição da massaeritrocitária, quando outras intervençõesterapêuticas, tais como a reposição de ferroe/ou eritropoetina, foram insuficientes. Insuficiência de medula óssea decorrente deaplasia, infiltração maligna ou quimioterapia.
  7. 7. CONCENTRADO DE HEMÁCIASIndicações Em anemias hemolíticas, recomenda-se que atransfusão seja orientada pelo hemoterapeuta. Em cirurgias aceita-se o nível mínimo de 8g/dl,nos casos de anemia normovolêmica empacientes assintomáticos. Esse valor não éaplicável a pacientes com baixa reservafuncional (patologia cardiovascular, pulmonar,cerebrovascular) ou com qualquer outro fatorcomplicante.
  8. 8. A indicação transfusional não se deve basearsó em níveis de Ht/Hb, mas principalmenteem sinais e sintomas. É o paciente, e não onível de hemoglobina, que precisa ser tratado.
  9. 9. O paciente está normovolêmico ?O paciente é deficiente em: ferro,folato ou Vitamina B12 ?O paciente tem insuficiência renal ?O paciente apresenta critérios pararesposta a Eritropoetina ?O paciente está sintomático ?Não transfundir, observar nível dehemoglobina.Repor volume com cristalóides.Repor ferro, folato ou Vitamina B12.Terapia com Eritropoetina.Transfundir concentrado de hemácias.SimNãoNãoNãoNãoNãoSimSimSimSim
  10. 10. Se baseie principalmente em dados clínicosao indicar uma hemotransfusão.Examine seu paciente.
  11. 11. CONCENTRADO DE HEMÁCIAS Uma unidade de CH eleva o nível de Hbem aproximadamente 1g/dl ou Ht em 3% Idealmente deve ser ABO e Rh específicos A velocidade de infusão deve ser inferior a4 h pelo risco de contaminação bacteriana Infusão mais lenta nos primeiros 15 min Nenhuma medicação ou solução deve seradicionada à bolsa de CH (exceto S.F.0,9%)
  12. 12. CONCENTRADO DE HEMÁCIASCONCENTRADO DE HEMÁCIASPERÍODO DE ESTOCAGEM:CPD = 21 DIASCPDA 1 = 35 DIASSAG-M = 42 DIASTEMPERATURA DE ESTOCAGEM: 02 - 06oCVOLUME : 270-350 mlHEMATÓCRITO : 70-80%52-60% - Solucões aditivasEFEITO DE DOSAGEM : AUM Hct 3% - Hb 1gCONCENTRADO DE HEMÁCIASCONCENTRADO DE HEMÁCIASPERÍODO DE ESTOCAGEM:CPD = 21 DIASCPDA 1 = 35 DIASSAG-M = 42 DIASTEMPERATURA DE ESTOCAGEM: 02 - 06oCVOLUME : 270-350 mlHEMATÓCRITO : 70-80%52-60% - Solucões aditivasEFEITO DE DOSAGEM : AUM Hct 3% - Hb 1gCONCENTRADO DE HEMÁCIAS
  13. 13. Em cirurgias eletivas,estimular uso de sangue autólogo.
  14. 14. CONCENTRADO DE HEMÁCIAS LAVADASConstitui o concentrado de hemácias ao qualse adicionou solução fisiológica de cloreto desódio e que em seguida é centrifugado e retirado osobrenadante, operação esta repetida cerca de trêsvezes. Este procedimento remove quase todo oplasma (98%), reduz a concentração deleucócitos e remove plaquetas e restos celulares.Uma vez preparado, sua validade é de 24 horas
  15. 15. CONCENTRADO DE HEMÁCIAS LAVADASIndicações Pacientes com reações alérgicas graves(nos quais o uso de pré-medicação não ésuficiente para evitar tais reações). História de reação anafilática a componentesdo plasma (deficientes de IgA) Hemoglobinúria Paroxística Noturna(controverso)O CHL não deve ser usado comocomponente pobre em leucócitos
  16. 16. CONCENTRADO DE HEMÁCIAS LEUCODEPLETADOÉ o concentrado de hemácias em que amaioria dos leucócitos foi removida através defiltros especialmente desenvolvidos para estefim, restando um n° de leucócitos < 5 x 10 6Pré-estocagemPós-estocagemTIPOS DE FILTRAÇÃO
  17. 17. CONCENTRADO DE HEMÁCIAS LEUCODEPLETADOIndicações• Prevenir reação febril não-hemolítica• Prevenir transmissão de CMV por transfusão• Prevenir aloimunização HLA em pacientescom doenças hematológicas que se tornarãodependentes de transfusões• Pacientes que realizarão TMO ou transplanterenal para prevenir aloimunização HLA• Transfusão intra-uterina
  18. 18. Se um paciente tem indicação de sertransfundido com concentrado dehemácias leucodepletado, deveráreceber somente hemocomponentesleucodepletados.
  19. 19. CONCENTRADO DE HEMÁCIAS IRRADIADOÉ o concentrado de hemácias submetido àirradiação gama, a fim de prevenir que linfócitosT viáveis do doador proliferem no receptor edesencadeiem doença do enxerto contra ohospedeiro transfusional (DECH-T)DECH-T Alta Mortalidade (90%) Devido ao acúmulo de potássio após airradiação, recomenda-se que componentesirradiados não sejam estocados.
  20. 20. CONCENTRADO DE HEMÁCIAS IRRADIADOIndicações Recém-nascido de baixo peso (<1200 g) Transfusão intra-uterina Transfusão entre familiares de 1º grau Receptor de componente HLA matched Receptores de TMO Síndrome de imunodeficiência congênita Doença de Hodgkin
  21. 21. CONCENTRADO DE PLAQUETASOs concentrados deplaquetas são obtidosde unidades individuaisde sangue total atravésde centrifugação. Podemtambém ser obtidos portécnica de aférese.
  22. 22. Concentrado dehemáciasCrioSangue totalPFC PlaquetasPlasmarico emplaquetasPlasma pobreem CrioXIII VIII FVW/VIIIAlb Ig IX VII CP
  23. 23. CONCENTRADO DE PLAQUETASCONCENTRADO DE PLAQUETASPERÍODO DE ESTOCAGEM:03 DIAS05 DIASTEMPERATURA DE ESTOCAGEM: 20 - 24oCSob agitação suave e constanteVOLUME : 50-70 ml200-400 ml (AFÉRESE)DOSE: 1 UNIDADE/10 KG PESO ou 1 AFÉRESECOMPATIBILIDADE ABO E RHDEVERÁ CONTER NO MÍNIMO 5,5 x 10 10 plaquetasOU 3,0 x 10 11 plaquetas NO CASO DE AFÉRESECONCENTRADO DE PLAQUETASCONCENTRADO DE PLAQUETASPERÍODO DE ESTOCAGEM:03 DIAS05 DIASTEMPERATURA DE ESTOCAGEM: 20 - 24oCSob agitação suave e constanteVOLUME : 50-70 ml200-400 ml (AFÉRESE)DOSE: 1 UNIDADE/10 KG PESO ou 1 AFÉRESECOMPATIBILIDADE ABO E RHDEVERÁ CONTER NO MÍNIMO 5,5 x 10 10 plaquetasOU 3,0 x 10 11 plaquetas NO CASO DE AFÉRESECONCENTRADO DE PLAQUETAS
  24. 24. Menor custo Maior incrementopós-transfusãoMenor exposiçãoantigênicaMaior exposiçãoantigênicaMaior risco dereaçõesMaior tempopara coletaCusto elevado
  25. 25. CONCENTRADO DE PLAQUETASTRANSFUSÕES PROFILÁTICASETRANSFUSÕES TERAPÊUTICASIndicações
  26. 26. TRANSFUSÕES PROFILÁTICAS Pacientes com produção insuficiente (falência medular),transfundir se PLT < 10.000 (controverso)- Avaliar fatores de risco adicionais Contagem plaquetária < 50.000 em pacientes submetidosa procedimentos cirúrgicos ou invasivos. No pré-operatório de cirurgia cardíaca e neurológica empacientes com contagem plaquetária < 100.000 Recém-nascidos prematuros estáveis têm indicação detransfusão profilática com níveis de 50.000, e os RN comrisco associado, com níveis ainda mais elevados. Controverso em pacientes cardíacos em uso de drogasque inibem a função plaquetária e que irão ser submetidosa cirurgia cardíaca.Como profilaxia contra sangramentos nos seguintes casos:
  27. 27. TRANSFUSÕES TERAPÊUTICASEstão indicadas no controle de sangramento associado a:• Trombocitopenia, geralmente com contagemplaquetária < 50.000/mm3• Trombopatia, independente do nº de plaquetas.• Coagulação intravascular disseminada, empacientes com sangramento ativo.• Púrpura trombocitopênica imune, em casos desangramentos graves e intensos.
  28. 28. CONCENTRADO DE PLAQUETASContra-indicações• Púrpura trombocitopênica trombótica (PTT)• Síndrome hemolítico-urêmica (SHU)• Plaquetopenia induzida pela heparinaA transfusão de plaquetas pode piorar as complicaçõestrombóticas associadas a esses eventos
  29. 29. Causas mais comuns de refratariedade1. Mecanismos não imunológicosSepticemiaFebreCIVDDrogasHiperesplenismoHemorragias2. Aloanticorpos plaquetários não específicosanti-HLAanti-ABO3. Aloanticorpos plaquetários específicos4. Auto-Anticorpos plaquetáriosREFRATARIEDADE ÀS PLAQUETAS
  30. 30. Medidas Preventivas• Limitar exposição antigênica- Doador único por aférese- HLA e ABO compatíveis• Remoção dos leucócitos alogênicos- Uso de filtrosREFRATARIEDADE ÀS PLAQUETAS
  31. 31. Medidas alternativas para tratar refratariedade• Corticosteróides• Gamaglobulina Endovenosa• Plasmaférese• Agentes Antifibrinolíticos• Esplenectomia• Transfusão maciça ou fracionadaREFRATARIEDADE ÀS PLAQUETAS
  32. 32. Em situações de emergência, em queplaquetas Rh-negativo não estiveremdisponíveis, pode-se transfundir PLTRh-positivo em pacientes Rh-negativo,não se esquecendo de proceder umaimunização passiva contra o antígeno D( imunoglobulina anti-D – Matergam )até 72 horas após essa transfusão.
  33. 33. PLASMA FRESCO CONGELADOO plasma é um componente sangüíneoobtido a partir do fracionamento do sanguetotal ou através de plasmaférese.Deve ser congelado a temperaturas iguaisou inferiores a -20ºC, dentro de no máximo8 horas após a coleta do sangue total.Contém fatores da coagulação (II, V, VII, VIIIIX, X, XI, XII, XIII, fator vW, fibrinogênio) efatores anticoagulantes (antitrombina III,proteína C e proteína S).
  34. 34. PLASMA FRESCO CONGELADOPlasma Fresco Congelado x Plasma Simples O plasma simples difere do PFC por nãopossuir os fatores lábeis da coagulação(fator V e fator VIII) Para fins transfusionais, atualmentesomente o PFC é utilizado O plasma simples é usado para a produçãode hemoderivados (albumina, Ig, outrosconcentrados)
  35. 35. PLASMA FRESCO CONGELADOPelos riscos que a transfusão de PFCapresenta, esse hemocomponente sódeve ser usado quando não houveralternativa mais segura.A maioria das requisições de transfusãode PFC não tem uma indicação formal.
  36. 36. PLASMA FRESCO CONGELADOIndicações Sangramento por deficiência de um ou mais fatoresda coagulação quando não se dispõe do concentradoespecífico ou não se conhece o fator deficiente. Púrpura trombocitopência trombótica (PTT) Síndrome hemolítico-urêmica (SHU) Sangramento ativo por deficiência de vitamina K oupor utilização de anticoagulante oral CIVD grave com sangramento ativo Hepatopata com hemorragia ou em preparação paraprocedimentos invasivos (RNI>1,5 e/ou rel TTPA>1,5) Coagulopatia dilucional resultante de transfusão maciçade sangue ou de volume, com sangramento.
  37. 37. PLASMA FRESCO CONGELADOContra-indicações• Não deve ser utilizado como expansor de volume• Não utilizar em sangramentos sem coagulopatia• Não utilizar como fonte protéica (albumina)• Não administrar para acelerar cicatrização• É contra-indicado para neutralizar os efeitos daheparina
  38. 38. PLASMA FRESCO CONGELADOPLASMA FRESCO CONGELADOPERÍODO DE ESTOCAGEM: 01 ANO (-20°C)02 ANOS (-30°C)VOLUME : > 180 mlDOSE : 10 – 20 ml/kgCOMPATIBILIDADE ABODEVE SER DESCONGELADO EM 37ºCE TRANSFUNDIDO ASSIM QUE POSSÍVELPLASMA FRESCO CONGELADOPLASMA FRESCO CONGELADOPERÍODO DE ESTOCAGEM: 01 ANO (-20°C)02 ANOS (-30°C)VOLUME : > 180 mlDOSE : 10 – 20 ml/kgCOMPATIBILIDADE ABODEVE SER DESCONGELADO EM 37ºCE TRANSFUNDIDO ASSIM QUE POSSÍVELPLASMA FRESCO CONGELADO
  39. 39. CRIOPRECIPITADOÉ a fração protéica do PFC precipitadapelo frio, quando o PFC é descongeladoentre 1 e 6ºC.É constituído de fator VIII, fibrinogênio,fator vW e fator XIIITer cuidado ao se administrar grandequantidade devido ao risco trombóticodecorrente do aumento do fibrinogênio.
  40. 40. CRIOPRECIPITADOCRIOPRECIPITADOPERÍODO DE ESTOCAGEM: 01ANO (-20°C)02 ANOS (-30°C)VOLUME : 10-20 ml ( 80-100 UI )DOSE: 1 UNIDADE / 5-10 kg PESOSEMPRE QUE POSSÍVEL DEVERÁ SER ABOCOMPATÍVEL (PRINCIPALMENTE EM CRIANÇAS)DEVE SER DESCONGELADO EM 37ºCE TRANSFUNDIDO ASSIM QUE POSSÍVELCRIOPRECIPITADOCRIOPRECIPITADOPERÍODO DE ESTOCAGEM: 01ANO (-20°C)02 ANOS (-30°C)VOLUME : 10-20 ml ( 80-100 UI )DOSE: 1 UNIDADE / 5-10 kg PESOSEMPRE QUE POSSÍVEL DEVERÁ SER ABOCOMPATÍVEL (PRINCIPALMENTE EM CRIANÇAS)DEVE SER DESCONGELADO EM 37ºCE TRANSFUNDIDO ASSIM QUE POSSÍVELCRIOPRECIPITADO
  41. 41. CRIOPRECIPITADOIndicações Hipofibrinogenemia e disfibrinogenemia Repor fibrinogênio (dosagem <80mg/dl) empacientes com CIVD Deficiência de fator XIII em pacientes comhemorragias por déficit deste fator, só quandonão se dispuser do concentrado específico. Hemofilia A e doença de von Willebrandquando não houver disponibilidade deconcentrados inativados para vírus

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