UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA
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Analise Critica Da Conferencia 3 As Novas Aprendizagens

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Analise Critica Da Conferencia 3 As Novas Aprendizagens

  1. 1. UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA FACULDADE DE PSICOLOGIA E DE EDUCAÇÃO MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM INFORMÁTICA EDUCACIONAL SEMINÁRIO DE PROJECTO EM INFORMÁTICA EDUCACIONAL – TRIMESTRE 2 Docente: José Lagarto Mestrando: - José Augusto Martins (grupo 2) Funchal, 18 de Setembro de 2009
  2. 2. MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO – INFORMÁTICA EDUCACIONAL Mestrando: José Augusto de Sousa Martins Análise crítica da Webconferência “A ova Aprendizagem” A Educação e a Aprendizagem podem ser vistas essencialmente, como a “transferência de conteúdos” ou podem ser vistas como muito mais do que isso?! O conceito de Nova Aprendizagem vem responder a esta pergunta. A ideia da aprendizagem como uma mera transmissão de conteúdos entre professores e alunos está a desaparecer. A Sociedade da Informação e do Conhecimento está em expansão positiva e com ela apareceram novas formas de criar, novos modos de aprender, novos procedimentos de produção, novos modelos de gerir, novas organizações do trabalho, novos mecanismos de entretenimento, novos estilos de vida e diferentes perceções de valores, novas fontes de conhecimento… Segundo António Figueiredo (2000) o futuro da aprendizagem passa por “tornar possível a construção de aprendizagens pelos próprios aprendentes, em ambientes activos e culturalmente ricos – ambientes que nunca existiram, que o recurso inteligente aos novos media tornou possíveis e nos quais se aplicam paradigmas completamente distintos dos do passado”. Entendo que, as 5 grandes controvérsias, apresentadas por Roberto Carneiro nesta webconferência, que estão hoje criadas na relação entre a Educação e a Tecnologia, já não deviam ter razão de ser. Se já vivemos numa sociedade tecnologicamente evoluída (penso eu, que assim já a podemos considerar!) temos de acabar com o centralismo burocrático e dar lugar à inovação e à multiplicidade de iniciativas, colaborar ativamente na construção de projectos educativos de encontro ao meio onde são elaborados, e apostar na criatividade e no empreendorismo (penso que os empreendedores são construtores de uma sociedade evoluída) para renovar as instituições educativas, a “vulgar escola.” A segunda controvérsia apontada por Roberto Carneiro “Tecnologias Informacionais versus Tecnologias Relacionais” é interessante analisar. As TIC já não devem ser vistas como instrumentos de reforço de métodos tradicionais de ensino mas como uma alavanca na promoção de um sistema de saberes mais amplo. Entendo que, as TIC devem estar ao serviço da aprendizagem, na capacidade de desencadear em cada estudante o “bichinho da investigação”. As TIC podem possibilitar aos estudantes uma avaliação digital e em tempo real (no nosso mestrado a possibilidade de participarmos em fóruns, de fazermos testes formativos na Blackboard é importante, pois também temos acesso aos resultados após a conclusão do teste e aos feedbacks dados pelos tutores). Já sabemos também, que as TIC contribuem ativamente para a dinamização de comunidades virtuais de aprendizagem, para a aprendizagem inter-geracional associando 2
  3. 3. MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO – INFORMÁTICA EDUCACIONAL Mestrando: José Augusto de Sousa Martins professores e alunos, pais e filhos, em torno de objetivos comuns numa aprendizagem de cariz inclusivo. Os Wikis, os blogues, os e-portfolios, a Web 2.0, o Messenger… estão a contribuir para este novo rumo de aprendizagem ao longo da vida. Analisando a 3.ª controvérsia “Velho Conhecimento versus Novo Conhecimento” não posso deixar de concordar com Aristóteles quando diz que “É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer”. No “velho conhecimento”, como se sabe, aprender a conhecer era dado de uma forma padronizada, impondo uma uniformidade e um certo conformismo que contribuía muito para o “status quo” do conhecimento. Com o conceito de Novo Conhecimento, passa a existir autonomia, diversidade e generatividade global na procura de aprender e saber mais coisas. Roberto Carneiro diz que “As novas tecnologias podem ser poderosos instrumentos “construtivistas” da aprendizagem se forem potenciadas nas suas vertentes eminentemente “relacional” e “motivacional”. A 4.ª controvérsia “TIC para todos versus TIC para alguns” está a ter os dias contados, sobretudo em Portugal. O Plano Tecnológico “Ligar Portugal 2010” contempla as TIC e quer levar as TIC a todas as escolas e a todas as famílias. Os programas “e-escolas” e o projeto “Magalhães” em muito contribuem para esta expansão. As TIC estão a ter um papel múltiplo neste mundo da globalização. Já existem em muitas vilas e aldeias do nosso país salas multimédia onde a população pode ir e contatar com as TIC. Entendo que, as TIC desempenham um papel importante na reconfiguração da nossa sociedade onde assumem um papel cada vez mais condutor e facilitador, privilegiando a aproximação das pessoas, o acesso à multiplicidade de conhecimentos e saberes mais escondidos até então. Para que as TIC sejam uma realidade para todos, torna-se necessário equipar a sociedade de competências tecnológicas. A Controvérsia n.º 5 “Auto versus Hetero‐Regulação da Aprendizagem” pode-se descrever como uma controvérsia que já devia ter desaparecido. A meu ver, as práticas educativas tradicionais que contemplam o professor como o centro da aprendizagem não têm pernas para andar mais, estão cansadas. A Educação e a Tecnologia caminham de mãos dadas para desenvolverem as capacidades necessárias para ensinar os seus estudantes e ajudá-los a desenvolver as competências necessárias para sobreviverem economicamente no mercado laboral actual. A tecnologia assume então um papel de hetero-regulação da aprendizagem pois já possui mecanismos que podem satisfazer as necessidades e a curiosidade de quem as procura. Hoje em dia, as universidades, as escolas… já têm uma cultura tecnológica mais ou menos enraizada. Quase todas, ou se calhar mesmo todas, já possuem páginas web, blogues, 3
  4. 4. MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO – INFORMÁTICA EDUCACIONAL Mestrando: José Augusto de Sousa Martins comunidades virtuais de aprendizagem.., algumas universidades já promovem o e-learning para chegar a todos os que querem e gostam de aprender. Graças à utilização contínua e eficaz das TIC nos processos educativos, os estudantes têm a oportunidade de adquirir capacidades importantes no seu uso. O professor deve desempenhar um papel importante na tarefa de ajudar os estudantes a adquirirem essas capacidades. Segundo Roberto Carneiro, para que isto aconteça, os professores devem ser inovadores e colaborarem uns com os outros. Não podemos continuar a clivar a escola. Os alunos têm de sentir que a escola está a acompanhar a sociedade. Os professores devem promover as TIC junto dos estudantes para que estes aprendam e comuniquem. É importante que os professores utilizem as TIC como uma ferramenta de suporte para a elaboração de hipóteses, favorecer a atuação e envolvimento dos alunos como agentes ativos do seu processo de auto e hetero-avaliação da aprendizagem. Depois de analisadas as 5 grandes controvérsias, passo agora para o desafio que Roberto Carneiro colocou na webconferência: “A Nova Aprendizagem, o Sentido e os Professores”. Os saberes sobre a área disciplinar, sobre o desenvolvimento humano, sobre modos de aprender ainda continuam e devem fazer parte da vida dos professores, no entanto, como defende Roberto Carneiro, a Nova Aprendizagem “obriga” os professores a possuírem saberes sobre recursos curriculares, saberes sobre tecnologias educativas e saberes sobre colaboração. Se a escola não caminhar junta não pode vencer as contrariedades. A pedagogia colaborativa tem de tomar o seu lugar na escola. O desafio que Roberto Carneiro fala deve ser agarrado por nós (professores e agentes educativos) com as duas mãos. A “Nova Aprendizagem” exige novos papéis colaborativos e professores mais inovadores. Cabe aos professores promover o trabalho de grupo entre os seus alunos, proporcionando-lhes uma aprendizagem mais próxima e assistida. A aprendizagem dos alunos pela investigação e a descoberta faz todo o sentido, pois vai fazer com que os alunos criem culturas pessoais de aprendizagem, e que tudo aquilo que aprendem ou estão a aprender, possa ser útil ao longo da vida. Os professores devem então incentivar os seus alunos a aprenderem de forma colaborativa desenvolvendo assim as múltiplas inteligências. Este “Nova Aprendizagem” que tanto se fala agora deve chegar a todos sem excepção. Vi e ouvi recentemente um dirigente político dizer, que desde 2005 até Junho de 2009 já tinham sido qualificadas em Portugal 900.000 pessoas abrangidas pelo programa das “Novas Oportunidades”. São hoje múltiplas as acções de formação que são promovidas por diferentes 4
  5. 5. MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO – INFORMÁTICA EDUCACIONAL Mestrando: José Augusto de Sousa Martins entidades acreditadas para tal, pois a nossa sociedade tem de se posicionar na linha da frente em função do conhecimento, da inovação e dos novos saberes. "É preciso que os professores se abram às novas tecnologias, que não tenham medo delas e as introduzam plenamente nas suas práticas pedagógicas, para que não haja um hiato, como se verifica muitas vezes, entre uma escola analógica, do século XX, e os alunos do século XXI". Roberto Carneiro (2009) in http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=32606&op=all Os alunos têm de sentir felicidade e gosto por aprender, aprender a descobrir, a investigar, a indagar, a criticar… "As novas gerações são nativas da tecnologia, nascem já aptas a ela, não são emigrantes como os mais velhos e não têm grande dificuldade no acesso e uso das ferramentas tecnológicas". A questão é se usam as tecnologias de forma regrada, de forma sábia, e se as conseguem aproveitar ao máximo numa perspectiva de aprendizagem, para a educação". Roberto Carneiro (2009) in http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=32606&op=all É aqui que o papel do professor se torna importante. Guiar os alunos pelo bom caminho. Os professores devem utilizar diferentes abordagens didáticas, que estimulem a participação dos alunos. É fundamental incorporar nos seus recursos didáticos as TIC a fim de ampliar as possibilidades de pesquisa, favorecer o diálogo entre as pessoas, atuando como uma aliada no processo de ensino e aprendizagem. As TIC devem ajudar os alunos a serem agentes ativos do processo. Não deve haver limites para aprender. “Onde há uma vontade, há um caminho!” – Aquiles Priester. 5
  6. 6. MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO – INFORMÁTICA EDUCACIONAL Mestrando: José Augusto de Sousa Martins Referências Bibliográficas Carneiro, R. et al (2000). Aprender e Trabalhar no Século XXI. Lisboa: DGEFP/MTS Carneiro, R. (2009). in http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=32606&op=all acedido a 18/09/2009. Carneiro, R. (2009). in http://www.ionline.pt/conteudo/9322-roberto-carneiro-defende-uso- tecnologia-pelos-professores acedido a 16/09/2009. Carneiro, R. (2009). A Nova Aprendizagem in http://learning.porto.ucp.pt/webapps/portal/ frameset.jsp?tab_tab_group_id=_2_1&url=%2Fwebapps%2Fblackboard%2Fexecute%2Flaun cher%3Ftype%3DCourse%26id%3D_1915_1%26url%3D acedido a 31/08/2009 através da plataforma Blackboard. Santos, I. (2006). A Escola Virtual na Aprendizagem e no Ensino da Matemática: Um Estudo de Caso no 12º ano. http://www.ore.org.pt/filesobservatorio/pdf/teseescolavirtual.pdf acedido a 24/08/2009. 6

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