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município está localizado na Microrregião do Brejo e Mesorregião do Agreste paraibano,inserido na Unidade Geoambiental no ...
Faz-se necessário que haja ações definidas com normas que priorizem os recursosnaturais e assim, evite a vulnerabilidade d...
Portanto, foi levada em consideração a visão dos moradores do entorno da cachoeira e avisão dos visitantes, na busca de co...
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A pesquisa demonstrou que a maioria (60%) dos turistas foi conhecer pela primeiravez a referida cachoeira por influência d...
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culturalmente e economicamente de forma bem planejada para que esta beleza possa serapreciada por gerações futuras.       ...
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Análise dos impactos ocasionados pelo turismo

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O TURISMO MAL PLANEJADO OU SEM PLANEJAMENTO DEGRADA O MEIO AMBIENTE!

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Análise dos impactos ocasionados pelo turismo

  1. 1. ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS OCASIONADOS PELO TURISMO NA CACHOEIRA DE OURICURÍ - PILÕES-PB CARDOSO, Jailson da silva Graduando em geografia pela UEPB- campus III jailsongeografia2010@hotmail.com NASCIMENTO, Robéria do Graduanda em geografia pela UEPB- CampusIII roberianascimento@hotmail.com SANTOS, Edinilza Barbosa dos Orientadora: Profª. da Universidade Estadual da Paraíba – Campus III edinilza@yahoo.com.brRESUMOO objeto de estudo deste trabalho é a Cachoeira de Ouricuri-PB, localizada no rioAraçagi, encontra-se cravada numa região de relevo pouco movimentado com valesprofundos e estreitos, constituindo uma área de potencial natural para odesenvolvimento do turismo ecológico. Então, a problemática que incitou o presenteestudo foi à possível falta de planejamento, por parte dos gestores públicos (estado emunicípio). Portanto, tem por objetivo analisar as problemáticas da provável falta deplanejamento para o turismo local desenvolvido na cachoeira de Ouricuri, a qual estásituada no município de Pilões-PB, localizado na mesorregião do agreste emicrorregião do brejo paraibano, com distância aproximada de 117 km da capital doEstado. Quanto à metodologia utilizada, procurou-se valorizar a pesquisa qualitativasomada a pesquisa empírica, na qual ocorreram observações sistemáticas na referidacachoeira em épocas de chuvas locais e épocas de estiagens; haja vista que acachoeira nunca seca totalmente. Também foi feito um levantamento bibliográfico quenos auxiliou na definição dos autores utilizados nos procedimentos teóricos emetodológicos, dentre eles podemos citar: Tauk (1995); Ruschmann (1997); Rodrigues(1999), Cruz (2002), Fonteles (2004), Barretto (2005), Silva; Zaidan (2009). Por meiodeste estudo observou-se que o uso da cachoeira de Ouricuri como espaço de lazer;há divulgação através de diversas mídias, do referido “espaço turístico”, no entantonão tem uma infraestrutura de apoio ao usuário (turista). Pode ser percebido noespaço que compreende a cachoeira e o seu entorno, com o acúmulo de resíduossólidos deixados pelos visitantes, o desmatamento de boa parte da vegetação nativa.Palavras- chave: Cachoeira de ouricurí, turismo, planejamento.
  2. 2. 1. INTRODUÇÃO Apesar do título deste artigo sugerir um trabalho de análise de impactos ambientaisnuma área a onde se inicia o turismo, o mesmo pretende apenas identificar os elementosque por ventura estejam degradando o ambiente, ou melhor, a cachoeira de Ouricuri e o seuentorno. Haja vista que, para realização de um trabalho de análise de impactos ambientaisse faz necessário um conjunto de técnicas e métodos mais complexos. Embora a atividade turística seja muito explorada pelos gestores públicos e pelocapital privado como meio de criação de empregos para a comunidade local edesenvolvimento econômico da região, o turismo, especialmente em áreas naturais, aindanão tem recebido a devida importância quanto ao seu planejamento e preservação doambiente. Percebe-se uma corrida desenfreada pelo lucro, na qual se explora o espaçotransformando-o em mera mercadoria. Mesmo considerando que o turismo contribui para o processo de desenvolvimentoeconômico, este ocorrendo de forma desordenada intensifica o processo de degradação doespaço. Brusandi (1994 e 2001) afirma que os impactos causados pelo desenvolvimentodas atividades turísticas, tanto de ordem positiva quanto negativa, ainda não são tãoreconhecidos. Os impactos ambientais que se relacionam ao turismo são significativosespecialmente nas áreas costeiras e, traz sérios problemas, de modo superior a capacidadede assimilação dos sistemas naturais. Ruschmann (1997) é enfático quando diz que oturismo implica na ocupação e na destruição de áreas naturais que se tornam urbanizadas epoluídas pela presença e pelo tráfego intenso de turistas. E, desta forma, o turismo atribui um novo valor aos espaços, tornando os lugaresturísticos. “Ele promove, transforma o lugar em mercadoria e estabelece o valor de uso debens culturais. [...] Espaços turistificam-se no momento em que são reorganizados nosentido de satisfazer os desejos de uma clientela que vem de fora”. (FONTELES, 2004,pag.42). O presente trabalho tem por objetivo analisar a problemática referente à degradaçãoprovocada pelo turismo local desenvolvido na cachoeira de Ouricuri, em Pilões, na Paraíba,além de residências localizadas em suas proximidades, na perspectiva de identificar aspossíveis ações que degradam o ambiente local e, num momento posterior, lançarpropostas para uma melhor utilização da cachoeira, priorizando a apreciação da cachoeirapara conscientização da população envolvida, com base na legislação ambiental vigente. Segundo a Companhia de Pesquisa e de Recursos Minerais (CPRM), órgãoresponsável pelo serviço geológico do Brasil (2005), a Cachoeira de Ouricuri pertence aomunicípio de Pilões, que está localizado no estado da Paraíba. E, por sua vez, este
  3. 3. município está localizado na Microrregião do Brejo e Mesorregião do Agreste paraibano,inserido na Unidade Geoambiental no Planalto da Borborema. Sua formação de relevo variacom altitude entre 650 a 1000 metros. Os rios que cortam o município são: o Araçagi e oAraçagi - Mirim afluentes da Bacia Hidrográfica do rio Mamanguape. Este município dista dacapital da Paraíba – João Pessoa – aproximadamente 117 km e tem uma população de6.978 habitantes, segundo o IBGE (2010), que se distribuem em 64 km2 .2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICO-METODOLÓGICA Os recursos naturais apresentam potencialidades para o desenvolvimento turístico.E, nesta perspectiva, Rodrigues (1999) afirma que os patrimônios ambientais são essenciaispara a implantação de atividades relacionadas ao turismo. Mas, por esses recursos naturaisserem frágeis à exploração intensiva, pode-se alterar o meio ambiente de maneirairreversível. Então, é preciso considerar e ponderar sua utilização em nome dodesenvolvimento socioeconômico de certas regiões. Ruchmann (1997) chama a atenção para os problemas e conflitos encarados pelosresponsáveis do turismo, bem como pelos responsáveis do meio ambiente, para quepossam criar condições para conviverem e administrar essa situação no futuro. De acordo com Guerra e Marçal (2006) o turismo pode estar totalmente relacionadoaos meios físicos, como também é uma atividade que pode estar ligada intimamente evinculada à exploração de áreas naturais, oferecendo um turismo de aventura, um turismoecológico, ou qualquer outra modalidade ou termo que se crie. O planejamento pode ser compreendido como “um processo que consiste em”determinar os objetos de trabalho, ordenar os recursos materiais e humanos disponíveis,determinar os métodos e as técnicas aplicáveis, estabelecer as formas de organização eexpor com precisão todas as especificações necessárias para que a conduta da pessoa oudo grupo de pessoas que atuarão na execução dos trabalhos seja racionalmentedirecionada para alcançar os resultados pretendidos. Segundo as palavras de Ruchmann(1997) o turismo e o meio ambiente têm de encontrar um ponto de equilíbrio evitando assimque o meio ambiente seja degradado. Em suas explanações a cerca do planejamento, Barretto (2005) explicita aimportância do mesmo, e ressalta que planejar turismo significa harmonizar o atendimentoàs necessidades e propiciar o bem estar de sujeitos sociais provenientes de outro lugar,dentro de uma sociedade receptora e seu meio ambiente, considerando os sujeitos dessasociedade receptora em relação aos turistas e entre si.
  4. 4. Faz-se necessário que haja ações definidas com normas que priorizem os recursosnaturais e assim, evite a vulnerabilidade dos mesmos. Ruchmann (1997) menciona aatuação planejada do turismo, mantendo o equilíbrio, harmonia, com os recursos naturais,culturais e sociais das regiões receptoras, que assim possa evitar a destruição das basesque o fazem existir. Referente ao investimento e planejamento, o Ministério do Turismo (Mtur) coordena eacompanha a promoção de planos e projetos que objetivam a captação de investimentosnacionais e internacionais em ações integradas com as diretrizes do desenvolvimento. Rodrigues (1999, p. 57) ressalta que “o turismo deveria se pautar no funcionamentoda natureza e nos seus limites ecológicos ao projetar infra-estrutura e equipamentosturísticos”. Então, não basta criar critérios de utilização de qualquer área turística, masplanejar considerando os limites da natureza, para evitar o super uso e a degradação doambiente.3. MATERIAIS E MÉTODOS A área em estudo encontra-se no município de Pilões, inserido nos domínios dabacia hidrográfica do rio Mamanguape. A pesquisa desenvolveu-se com base nos seguintesprocedimentos: levantamento bibliográfico fundamentado em autores que abordam asdiscussões que envolvem o turismo, como: a degradação de áreas naturais pelo turismo e oplanejamento do turismo. Os principais autores foram Tauk (1995), Ruschmann (1997) querelacionam o turismo ao planejamento sustentável e enfatizam a preservação do meioambiente; Rodrigues (1999), dentre outros conteúdos, trabalha com o conceito depatrimônio ambiental, implicações e exploração turística dos recursos naturais; Cruz (2002)e Fonteles (2004) fazem uma reflexão sobre as políticas de turismos referentes ao território;Barreto (2004) ressalta a importância do planejamento e a organização turística; assimcomo Silva (2005); e Zaidan (2009). Foi realizada uma pesquisa de campo na cachoeira de Ouricurí, a qual estálocalizada no município de Pilões, no Estado da Paraíba O trabalho empírico ocorreu através da observação do objeto de estudo,especificamente ao fazer um estudo da localização e da caracterização da área, na qual sefez uso de registro fotográfico, anotações em caderneta de campo, somados a levantamentode dados através de conversas informais e, principalmente, aplicação de questionários (commoradores do local e visitantes/turistas), isto, para melhor compreensão da problemática.
  5. 5. Portanto, foi levada em consideração a visão dos moradores do entorno da cachoeira e avisão dos visitantes, na busca de compreender a problemática por vários ângulos. Foram realizadas pesquisas em periódicos na internet e sítios oficiais, os quaiscontribuíram para o desenvolvimento do estudo, como: Instituto Brasileiro de Geografia eEstatística (IBGE) com dados populacionais, entre outros; Companhia de Pesquisa eRecursos Minerais (CPRM) com caracterização do município e da respectiva baciahidrográfica do rio Araçagi e Araçagi - Mirin; além do Ministério do Turismo (Mtur), no qualse pesquisou sobre gestão e gerenciamento turístico no Brasil. Após todo esselevantamento e análise de materiais, foi elaborado o presente texto.4. RESULTADOS E DICUSSÕES Nesta pesquisa foram aplicados 20 questionários divididos com moradores e turistasque utilizam a cachoeira de Ouricuri, como veremos na análise a seguir.4.1 Moradores do entorno da Cachoeira Com a aplicação dos questionários aos moradores do Sítio Ouricuri, que têm suasresidências próximas a referida cachoeira, podemos perceber a sinceridade destes e atémesmo o seu conhecimento da área em estudo, e, até algumas controvérsias em relaçãoaos questionamentos aplicados, os quais serviram para aprimorar mais a nossa concepçãocrítica da realidade local. Considerando o universo pesquisado, a maioria dos moradores, com umarepresentação de 90%, mora há mais de 20 anos nas várzeas do rio Araçagi, numalocalidade denominada Sítio Ouricuri, próxima a Cachoeira de Ouricuri. Aos olhos de pessoas leigas esta ocupação não traz problemas para a referidacachoeira, mas com a contínua utilização do solo para o desenvolvimento da atividadeagrícola, pode ocasionar muitos problemas, como desmatamento da vegetação, lixiviação,surgimento de ravinas e voçoroca, assoreamento do rio, dentre outros, e conseqüentementecompromete a lâmina d’água da cachoeira. Ao indagar a essas mesmas pessoas sobre o estado de preservação da referidacachoeira, 80% dos entrevistados responderam não haver preservação, enquanto que 20%afirmaram que há sim preservação do local. (ver gráfico 01).
  6. 6. Gráfico 01. Opinião dos moradores sobre a existência de preservação na cachoeira de Ouricuri- Pilões/PB 80% Sim 60% Não 40% 20% 0% Fonte: os autores. Pesquisa in loco, 2011. Western (1995, p. 55) ao fazer uma reflexão sobre o desenvolvimento do turismo emáreas naturais, afirma que se deve explorar o potencial turístico visando a conservação, edeve-se evitar o impacto negativo à ecologia, à cultura e a estética. Queremos enfatizar,portanto, que isto não ocorre na área em estudo. Conforme os dados levantados, metade(50%) dos moradores utilizam a cachoeira como espaço de lazer e a outra metade afirmounão utilizar a cachoeira para qualquer atividade. (gráfico 02Gráfico 02. Opinião dos moradores quanto utilização da cachoeira como espaço delazer. 50% 40% Sim 30% Não 20% 10% 0% Fonte: Os autores. Pesquisa in loco, 2011. Quanto ao desenvolvimento das atividades socioeconômicas, metade (50%) dosmoradores entrevistados e seus familiares têm a agricultura como única fonte de renda esobrevivência, já uma parcela menor, mas significativa de 30% sobrevive de atividadesrelacionadas ao comércio, enquanto o restante dos moradores (20%) é constituído porfuncionários públicos municipais que é uma professora e um gari.
  7. 7. Questionamos a esta população se lá nas imediações da cachoeira haveria algumaregra exposta para o visitante seguir, e 80% dos entrevistados afirmaram que há regras,10% não souberam responder, e os outros 10% ratificaram que não há regras. Neste casopodemos assegurar que houve um equívoco por parte dos entrevistados representados por80%, já que conforme pesquisa in loco realizada por nós autores, não há qualquer normapara o turista ou visitante seguir. O que existe mesmo, que podemos perceber, é a falta detodo um planejamento para o desenvolvimento turístico. Pois, registramos a poluição damata ciliar, do leito do rio e da cachoeira por vários resíduos de materiais inorgânicosdeixados pelos turistas. Em suas palavras, certa professora atuante, que reside nas imediações dacachoeira, nos confiou que por parte dos gestores públicos não há nenhum investimentonem planejamento, segundo ela, os funcionários da prefeitura municipal de Pilões ficaramde por algumas lixeiras para coleta do lixo, mas até no momento não havia posto.4.5 Turistas Aos entrevistados turistas que sempre visitam a cachoeira de Ouricuri foiquestionado o que eles faziam com o próprio lixo produzido no local, e 80% responderamque recolhem o seu lixo, mas deixam no local e 20% afirmaram que recolhem o próprio lixoe levam de volta, conforme o demonstrado no gráfico 03.Gráfico 03. Destino dos resíduos sólidos produzido pelos turistas da cachoeira deOuricuri. 80% Recolho e 60% deixo Recolho e 40% levo 20% 0% Fonte: Os autores. Pesquisa in loco, 2011.
  8. 8. A pesquisa demonstrou que a maioria (60%) dos turistas foi conhecer pela primeiravez a referida cachoeira por influência da mídia e 40% afirmaram não terem sofrido qualquerinfluência da mídia. Esses turistas que sempre estão indo até a cachoeira para descansarno momento de lazer e contemplar as belezas naturais do local, ao serem questionadossobre o motivo da(s) sua(s) visita(s) 50% dos entrevistados disseram que foram atraídospela beleza do local, outros 40% afirmaram que foram atraídos pela curiosidade e umpequeno percentual de 10% disseram que foram apenas pelo encontro com os amigos. Muitas pessoas vêm de cidades vizinhas conhecerem a cachoeira, principalmenteem dias feriados. Alguns retornam ao lugar mais vezes, outros nunca mais querem voltar,isto se deve principalmente, por não haver condições favoráveis aos banhistas, foi a opiniãode 60% dos interrogados; e 40% afirmaram ter vindo uma única vez, devido à precariedadeda acessibilidade ao lugar. Nós continuamos dessa vez indagando sobre a infraestrutura dolocal e 50% afirmaram há necessidade principalmente do serviço de recolhimento de lixo; e40% dos entrevistados analisaram e constataram que era necessário melhorar as vias deacesso, já que é muito difícil para chegar até a cachoeira. Inclusive uma moradora noscertificou que os turistas banhistas voltam antes de chegar ao local, haja vista as estradasnão favorecem aos mesmos. E 10% dos visitantes disseram que a principal necessidade é aconstrução de banheiros públicos no lugar. Na coleta de dados 100% dos turistas ressaltaram da falta de planejamento turísticopara a cachoeira de Ouricuri, daí percebe-se que há um potencial ecológico, porém, não étratado e planejado como deveria, apesar de haver divulgação da cachoeira com a suabeleza em carros públicos municipais, com imensos painéis, por parte do gestor públicomunicipal de Pilões. Figura1. Cachoeira do Ouricurí-Pilões/PB. Fonte: pesquisa de campo, 2011. Em relação à preservação da localidade, 80% nos transmitiram que a área não épreservada e 20% asseguraram ser uma área preservada. Mas, considerando nossas
  9. 9. observações in loco, percebemos a degradação vem ocorrendo tanto na mata ciliar, quantoao local de lazer, a própria cachoeira. Pudemos perceber o medo das pessoas lá presentesquando registramos algumas fotografias do local. E, isto se deveu a presença de váriosmateriais inorgânicos deixados nas margens da cachoeira pelas pessoas presentes. Figura 2. Acúmulo de resíduos sólidos na área de estudo. Fonte: pesquisa de campo Segundo Ruschmann (1997) o relacionamento do turismo com o meio ambiente temse caracterizado por alguns aspectos peculiares e que deverão ser consideradas as ações eestratégias do planejamento da atividade. Para que o desenvolvimento do turismo ocorra deforma equilibrada é necessário estabelecer critérios para a utilização dos espaços. E,conforme a população que colaborou com esta pesquisa, é isto que falta: “critérios para autilização da cachoeira de Ouricuri”.5. CONCLUSÃO Consideramos que a presente pesquisa foi de grande valia para nós, por tomarmosconhecimento de uma problemática que não tem sido discutida por nenhum seguimento dasociedade, e de podermos nos posicionarmos e chamar a atenção dos diversos agentesprodutores do espaço - principalmente dos gestores públicos - neste caso, de um espaçoturístico. Há uma demanda considerável de visitantes na cachoeira, e isto ratifica o seupotencial turístico, principalmente nos dias feriados. A beleza natural da área chama aatenção daquelas pessoas que gostam de apreciar a natureza, pois, nas imediações dacachoeira ainda é preservada a sua vegetação natural e, isto pode ser explorado
  10. 10. culturalmente e economicamente de forma bem planejada para que esta beleza possa serapreciada por gerações futuras. Com um planejamento turístico específico para a referida cachoeira, a populaçãolocal poderá ser beneficiada com a criação de atividades econômicas que gerem renda.Mas, considerando as limitações naturais que o local oferece, ou seja, qualquer açãoprecisa ser antecedida de um planejamento, especialmente por parte do gestor públicomunicipal. A maioria dos pesquisados (moradores e turistas) concordou com a precariedade deinfraestrutura, falta de normas para utilização da cachoeira e principalmente, a falta deplanejamento para o local. Então, é necessário um planejamento urgente caso contrárioperderemos um grande patrimônio natural.6. REFERÊNCIASBARRETTO, Margarita. Planejamento responsável do turismo. São Paulo: Papirus, 2005.BRUSANDINI, Leandro Benedini. Políticas e planejamentos do turismo: Avaliação doprograma nacional de municipalização do turismo.Uni (FACEF). Disponível emhttp://unicef.com.br acesso em 18/03/2011.CPRM- Serviço geológico do Brasil. Projeto cadastro de fontes de abastecimento por águasubterrânea. Diagnostico do município de Pilões, estado da Paraíba/ organizado[por] Joãode Castro Mascarenhas, Breno Augusto Beltrão,Luiz Carlos de Souza Junior, Franklin deMorais, Vanildo Almeida Mendes, Jorge Luiz Fortunato de Miranda.Recife:CPRM/PRODEEM,2005.http://unifacef.com.br/novo/publicacoes/IIforum/Textos%20EP/Leandro%20Benedini%20Brusadin.pdfCRUZ, Rita de Cássia. Política de turismo e território. 2 ed. São Paulo: Contexto, 2002.FONTELES, Jose Osmar. Turismo e impactos socioambientais. São Paulo: Aleph, 2004.GUERRA, Antonio José Teixeira; MARÇAL, Mônica dos Santos. GeomorfologiaAmbiental. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006.RODRIGUES, Adyr Balastreri. Turismo e ambiente; reflexões e propostas. 2 ed. SãoPaulo: Hucitec, 1999.RODRIGUES, Adyr Balastreri. Turismo e Geografia: reflexões teóricas e enfoquesregionais. 3 ed. São Paulo: Hucitec, 2001.RUSCHMANN, Doris Van de Meene. Turismo e planejamento sustentável: a proteção domeio Ambiente. 10 ed. São Paulo: Pantirus, 2007.Sítios consultados:http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1 Acesso em: 05/ 03/ 2011http://www.turismo.gov.br/turismo/o_ministerio/publicacoes/cadernos_publicacoes/21Documento_Referencial.html. Acesso em: 08/03/2011

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