Novo manual administrativo_de_desbravadores_dsa_2013

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Novo manual administrativo_de_desbravadores_dsa_2013

  1. 1. Divisao Sul-Arn~ricana Ministerio de Desbravadores - Udolcy Zukowski Unio~s Uniio Argentina - Carlos Campitelli Uniio Boliviana - Alfredo Santa Cruz Musnier Uniio Central Brasileira- Ronaldo Arco Uniio Centro-Oeste Brasileira- Max Schuabb Uniio Chilena - Juan Fernandez Uniio Equatoriana - Juan Cancino Uniio Leste Brasileira- Herbert Cleber Uniio Norte Brasileira- Helbert R. Almeida Uniio Nordeste Brasileira- Sosthenes Andrade Uniio Noroeste Brasileira- Lelis Silva Uniio Paraguaia - Daniel Benitez Uniio Peruana do IVorte - Jaime Perez Uniio Peruana do Sul - Andy Esqueche Uniio Sudeste Brasileira - lvay Pereira Araujo Uniio Sul Brasileira- Elmar Borges Uniio Uruguaia - Daniel Garay Autor~sE ~ E V ~ S O ~ E S Harley Souza Costa Burigatto Alberto Souza Jr. ~ v e n iAgustinho Silveira de Souza lsmael Sena Chagas lvay Pereira AraQjo Leticia Verissimo Bueno Burigatto Marcos Eduardo Gomes de Lima Colaborador~s Areli Barbosa Bruno Marquart Carlos Roberto Alvarenga Edneide Maria de Oliveira Erickson Danese Mateus Barros e Silva Campos Mauricio Junior
  2. 2. Sup~rvilsao Udolcy Zukowski R~visaofinal Udolcy Zukowski Tsnia Fanti , Proj~toGrafico Editora SobreTudo ProdutorAutorizado - DSA Art€ E Diagramaqao Anne Ferreira Ano www. desb.i.avadores.org.br I
  3. 3. Fundamentosdos Desbravadores 1.Fundamentosdos Desbravadores........................................................................................................................10 1.l .Origem historica................................................................................................................................................10 1.2.Filosofia................................................................................................................................................................ 14 1.3.Objetivos prioritarios.......................................................................................................................................25 1.4.Simbolos do Clube..........................................................................................................................................26 1.4.1.ldeais............................................................................................................................................................26 1.4.2. Hino..............................................................................................................................................................29 1.4.3.Emblemas..................................................................................................................................................31 1.4.4 Bandeira....................................................................................................................................................... 31 1.4.5.Bandeirim................................................................................................................................................... 32 1.4.6.Uniforme..................................................................................................................................................... 32 1.4.7.Manualdo Uniforme .............................................................................................................................32 Desenvolvimentodo Adolescente e da Lideranqa 2. Desenvolvimentodo adolescentee da lideranqa..........................................................................................34 2.1.0 desenvolvimento dojuvenil de 9 e 10anos - entre a infincia e a puberdade......................35 2.2. Desenvolvimentodo adolescente- ojuvenil de 11 e 12anos........................................................37 2.3. Desenvolvimentodo adolescente- o adolescente de 13e 14anos ............................................. 41 2.4. 0 desenvolvimento do adolescente- 15e 16anos.............................................................................44 2.5. 0 comportamento do Desbravador -"indisciplina?"...........................................................................45 2.6. Dificuldadesde comportamento do adolescente que podem ser confundidas com indisciplina........................................................................................,..........................................................................47 2.6.1.Transtorno de deficit de atenqiolhiperatividade ........................................................................48 2.6.2. Depressioinfantil ...................................................................................................................................48 2.6.3. Bullying.......................................................................................................................................................49 2.7. Sexualidadedo Desbravador.........................................................................................................................50 2.8. Consideraqeesfinais acerca da psicologiainfantoadolescente....................................................... 50 2.9. Lideranqa..............................................................................................................................................................51 2.10. Prevenqaode abuso .....................................................................................................................................55 2.10.1. Comportamentoscaracteristicosde pais que maltratamseus filhos................................56 2.10.2. Sinais apresentados pelosjuvenis que sofrem abuso.............................................................56 2.10.3. ProvidPnciasa serem tomadas em caso de suspeita de abuso ...........................................58
  4. 4. Administraq50 e Planejamento 3. Administraqzo e Planejamento ............................................................................................................................. 64 3.1.Planejamento .....................................................................................................................................................64 3.2. Sistema de Unidades ....................................................................................................................................... 70 3.2.1 .A identidade da Unidade .................................................................................................................... 70 3.2.2. 0 s oficiais da Unidade ........................................................................................................................... 71 3.3. Organizaqiio d o Clube..................................................................................................................................... 76 3.3.1 .Diretor e Diretores Associados ........................................................................................................... 77 3.3.2. Secretario ................................................................................................................................................... 78 ...................................................................................................................................................3.3.3. Tesoureiro 79 3.3.4. Capelso .......................................................................................................................................................80 3.3.5. Conselheiros e Instrutores.................................................................................................................... 80 3.3.6. Comissdes .................................................................................................................................................. 82 3.4. Secretaria ............................................................................................................................................................. 83 3.4.1 .Arquivos...................................................................................................................................................... 84 3.4.2. Cadastro...................................................................................................................................................... 84 3.4.3. Livro de Atas.............................................................................................................................................. 85 3.4.4. Livro de Atos ............................................................................................................................................. 86 3.4.5. Pasta de campori.....................................................................................................................................86 3.4.6. Livro de ouro............................................................................................................................................ 86 3.4.7. Oficios.......................................................................................................................................................... 87 3.5. Seguro anual....................................................................................................................................................... 87 3.6. Finanqas................................................................................................................................................................ 90 3.6.1 .Recursos...................................................................................................................................................... 90 3.6.2. Filosofia d o Clube de Desbravadores sobre vendas ...................................................................91 .....................................................................................................................................................3.6.3. Despesas 93 3.6.4. Registros..................................................................................................................................................... 93 3.6.5. Patrim8nio ................................................................................................................................................. 94 .-3.7. Reg~oese distritos............................................................................................................................................. 94 ......................................................................................3.7.1. Requisites, eleiqzo e funqdes do Distrital 95 3.7.2. Requisites, eleiqzo e funqdes d o Regional ..................................................................................... 97 3.7.3. Requisites, eleiqzo e funqdes d o coordenador geral................................................................. 101 .w 3.8. Campos e Un~oes.............................................................................................................................................. 103 3.9. Diviszo.................................................................................................................................................................. 104 Programa do Clube 4. Programa d o Clube ................................................................................................................................................... 106 4.1 .Classes..................................................................................................................................................................106 4.1 .1.Instruqzo....................................................................................................................................................108
  5. 5. 4.1.2. Planejamento do curric~~lo.................................................................................................................109 4.1.3. Metodologia de ensino ........................................................................................................................110 4.1.4. Avaliaqio ...................................................................................................................................................112 4.1.5. 0 programa das Classes de lideranqa ............................................................................................ 113 4.2. Especialidades..................................................................................................................................................115 4.2.1 .Planejamento do curricula .................................................................................................................116 4.2.2. Metodologia de ensino ........................................................................................................................117 4.2.3. Avaliaqio ....................................................................................................................................................118 4.3. Cantinho da Unidade......................................................................................................................................124 4.3.1 .Atividades sociais...................................................................................................................................126 4.4. Civismo ................................................................................................................................................................126 .-4.4.1 .Abertura e encerramento da reunlao ............................................................................................126 4.4.2. Uso das bandeiras ..................................................................................................................................127 4.5. Ordem Unida ....................................................................................................................................................130 4.5.1 .Conceitos basicos...................................................................................................................................131 4.5.2. Formase vozes de comando..............................................................................................................135 4.5.3. Comandos a pe firme............................................................................................................................136 4.5.4. Voltas a pe firme .....................................................................................................................................141 4.5.5. Movimentos em marcha......................................................................................................................141 ...................................................................................................................................4.5.6. Voltas em marcha 142 4.5.7. Consideraqbesfinais..............................................................................................................................143 ..I 4.6. Estrutura das reunloes....................................................................................................................................143 4.7. Insignia de excelencia .................................................................................................................................... 145 4.7.1 .SeleqZo...................................................................................................................................................... 145 ........................................................................................................................................................4.7.2. Entrega 146 ............................................................................................................................................................4.8. Capelania 146 .................................................................................................................................................4.8.1 Devotional 146 ............................................................................................................................................4.8.2. Classe bCblica 148 4.8.3. Batismo ......................................................................................................................................................149 4.8.4. Atividades especiais............................................................................................................................151 ............................................................................................................................4.8.5. Projetos missionarios 152 4.9. Atividades campestres ...................................................................................................................................154 4.9.1. Caminhadas..............................................................................................................................................154 4.9.2. Pernoites...................................................................................................................................................156 4.9.3. Acampamentos .......................................................................................................................................157 4.9.4. Excursbes...................................................................................................................................................174 4.10.Cerim6nias e eventos..................................................................................................................................175 ..................................................................................................................................................4.1 0.1.Abertura 177 4.10.2. Admissio.................................................................................................................................................177 ............................................................................................................................4.10.3. Dia do Desbravador 181 ..................................................................................................4.10.4. Condecoraqio de Especialidades 184
  6. 6. I III I4.10.5. Investidura.......................................................................................... ........................................ 184 II4.10.7. Event0.s......................................................................................................... ;................................189 11Fundando urn Clube de ~esbravadbres . . . 1 4 II 5; Fundando um Clube de Desbravadores............................................................ ......................................... 196 il 5.1.~rocedimentospara se fundar urn Clube de $esbravadores.............. ..........:................................. 196 . . .II- ,1 . . . -.-P 6. 0 Clube e a comunidade..........................1. . ....................................................................................................202 I0 -", ......................................................................................................................6.1.Marketing e ,publicidade.......;: 202 a . dC6.2. Atividades comunitarias....:...................!....................................................................................................... 205 li'6.3. Visitas a autoridades ....:.......:...............;........................................................... ...........................................207 . -I 1. + . Formularipse Anexos B - .ir!Formulario A- Ficha de cadastro.............................................................................................................................210 -AFormulario B- Ficha de saude................................................................................................................................... 2-12r . Forrnulirio C- FiCha de diagn6itico do Clube.........1-.................:.................................................................... 213 II . ..................................................................................................................Formulario D- Cobpra de em'blemas 215 4 . Formulario E ZFicha de avaliaCio da Unidade....................................................................................................216 ,.. 1 . ...................................................................................................................................Anexo A- Modelo de o f ~ c ~ oI : 217 I II - < ............................................................................................................................Anexof3 - Modelode oficio II..; :...: 219 II ......................................................................Anexo C- Modelo de oficio Ill.......................................... .................: 221 ........................................................................................AnexoD - Planilha de controle das taxas do CIUbe,'! 223 i - .....................AnexoE - Carta derecomendaqio .....................;............................................................................ 225 6 . . li ................................................................................................................................Anexo-F- Autorizaqio de saida 226 . , . < . . - !I. - IT- . . , . Refergncias bibli6graficas..................................................................................................... ............................ 2 2 8 I I'I .I It Anotas6es . - . . * I * -
  7. 7. 0 Clube de Desbravadorese um movimento mundial, organizado e dirigido pela lgreja Adventista do Setimo Dia.Tem I uma longa trajetoria historica e sua identidade e definida pela II sua filosofia, objetivos prioritarios e simbolos. 0 s DESBRAVADOTES NA AMERICA D O SUL 0 Clube de Desbravadoresfoi oficializado em nivel mundial no ano de 1950 pela Associaqio Geral da lgreja Adventista do Setimo Dia. Enquanto os Clubes recebiam nos EUA o nome de PathfinderClub, em outros lugares rece- beriam um nome compreensivelna lingua local, como Desbravadores no Brasil, e Conquistadores em paises de fala hispana, e muitos outros nomes ao redor do mundo, porem, sempre usando os mesmos simbolos e programa. Assim ocorreu em 1955, quando o primeiro Clube Sul-American0 teve irlicio na cidade de Lima, Peru, sob a lideranqa do casal Nercida e Armando Ruiz. Ja no segundo ano de atividades, o Clube peruano levou dez Desbravadores ao batismo, atraves da classe biblica. Era o inicio de uma parceria evangellstica entre os Desbravadorese as classes batismais que faria dos Clubes uma das mais poderosasferramer~tasde evangelizaqio da igreja. No final da decada de 50, o Pastor JairoTavares de Aralljo, Lider da juventude adventista da Divisio Sul-Americana, com sede ainda no Uruguai, preparou um pequeno manual sobre como organizar um Clube de Desbravadores para incentivar a formaqio de novos Clubes. PERU w n 3 No inicio de 1955,o Diretor Departamentaldos MV (MissionariesVoluntarios),da entio Ur~iio lncaica (hoje Uniio Peruarlado Sul), e o Pr. DonaldJ.Von Pohle apresentaram a novidadede que nos 0 EstadosUnidosfora organizadoo"Club Patfhinderl: um Clube com metas e objetivos que seriam de 0 2 grande ajuda no trabalho missionario em pro1dos MV. Assim, entusiasmados, eles se interessaram 2 pela tarefa de organizar, na lgreja de Miraflores, um Clube similar. Mas qua1seria o nome?.w In.-c Em uma reuniio com os dirigerltes da lgreja Adverltista do Setimo Dia de Miraflores e com .- E o Pr. Pohle, foi escolhido o nome de "Conquistadores': para o Clube e assim, em 4 de abril de 1955, TI com as Classes MV, foi organizado o Club de Conquistadoresda lgreja de Miraflores, Lima, Peru.-m 3 A primeira Diretora do Clube de Desbravadores foi a irmi Nercida de Ruiz. 0 s Conselheiros c 2 fundadores, juntamente com Nercida, foram: Armando Ruiz, Segundo Guerra, Enrique Velasco,
  8. 8. 1- If- Lorenzo Ruiz, Josefa Rojas, CarmenVillalobos, F. de Ruf e J. de Phill. Como integrantes fundadores acresenta-se, entre outros: Edwin Montenegro, Edith Ruiz, Esther Galvez, Nira Ruiz e Raul Carrillo. CHILE 0 Pastor Youngberg, que residia nos Estados Unidos, foi chamado, na decada de cinquenta, como DepartamentalJA da Associaqio do Sul do Chile. Ao chegar ao Porto de Valparaiso, foi rece- bido, entre outros Jovens, por Jorge Moyano el posteriormente, levado para a cidade de Temuco, onde estava localizadoo escritorio central da Associaqio. 0 PastorYoungberg impregnou a mente dos Jovens rnissionariosda igreja central da cidade com a ideia de iniciar o Ministerio dos Desbravadores err1 favor dos Jovens e crianqas, como um "apendice" da Sociedade de Jovens. 0 objetivo era buscar mante-10s em comunhio com Cristo e ativos na igreja el ao mesmotempo, pregar o evangelho de Jesus a outros de sua geraqio. De acordo com a informaqio cornpilada, foi assim que, em 1956, nasceu o primeiro Clube de Desbravadores, no Chile, com o nome de "Club de Conquistadores de la lglesiaTemuco Central1'.0 primeiro Diretor foi Carlos Pontigo, com a matricula de 20juvenis e com o apoio do casal Villalobos, como Conselheiros. Posteriormente,o irm3o Luis Fuentealba assumiu a direqdo do Clube. Em 1984, o Clube foi dirigdo por Alex Gonzalez, criador do nome "Fuego del Llaima': nome que permanece ate hoje. ARGENTINA Na primavera de 1959, teve inicio o primeiro Clube de Desbravadores na lgreja de Florida, Buenos Aires, Argentina. A primeira diretora foi ElviraWeiss de Schmidt. Em 26 de outubro de 1960, foram iniciadas as atividades do Clube do C.A.P. Libertadolr San Martin, Entre Rios. Seu Diretor foi Lucas Schulz. I 0 dia 21 de julho de 1962 e considerado como a data da fundaqdo do Club Cachorros e Centinelas em Libertador San Martin, Entre Rios, Argentina, formando o Clube C.C.C. De 12 a 15 de outubro de 1972, foi realizado o primeiro Campori de Conquistadores do Campo, na Associaqio Argentina Central, C.C.C., Libertador San Martin, Entre Rios, Argentina. 0 Departamentalera o Pr. Eloy Martinez. De 12a 15 de outubro de 1978,foi realizadoo primeiro Camporida Uniio Austral, emTandil, BuenosAires, Argentina. 0 Departamento da UA era o Pr.Victor Peto. No final da decada de 50, o Pr. JairoT. Araujo, Lider da juventude Adventista da Divisio Sul- Americana, com sede ainda no Uruguai, preparou um pequeno manual sobre como orgar~izarum Clube de Desbravadores, e isso provocou o desenvolvimento paralelode Clubes de Desbravadores em lugares do Brasil como Santa Catarina, Sio Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. UI Em Santa Catarina e Sio Paulo, nasceram em 1959 os primeiros Clubes de Desbravadores do Brasil. u m > Em 1958, o Pr. Henry R. Feyrabend veio como missionario do Canada para Santa Catarina. 2n Trabalhou como Departamental de Jovens utilizando material em ingles que havia trazido de UI seu pais e comeqou a visitar as igrejas de Santa Catarina falando sobre a importdncia do Clube UI de Desbravadores. Do inicio de 1959 ate 1960 ele fundou 7 Clubes, sendo o primeiro o Clube 4 Vigilantes, de Lajeado Baixo, e o primeiro Diretor foi Haroldo Fuckner.Alguns anos mais tarde, foi a UI 0 primeiravez que a RevistaAdventista, em dezerr~brode 1975, noticiou um Campori.0 s maisde 300 Desbravadoresestiveram sob a lideranqa dos Prs.Jose Maria Barbosa e Jason MacCraken. Em Em Ribeirio Preto, os membros que comporiam a diretoria do Clube foram escolhidos, e a a primeira reuniio oficial aconteceu num doming0 pela manhi, no patio da antiga igreja central, L II
  9. 9. quando foram inscritos 23 juvenis no Clube que foi chamado de Pioneiros e cujo primeiro Diretor foi Luiz Roberto Freitas. Em 1961 o Pr. Wilson Sarli, Departamental MV de S5o Paulo, trouxe para Ribeir5o Preto o lenqo, as insignias, o voto e a lei dos Desbravadores, oficializando o Clube. URUGUAI 0 primeiro Clube de Desbravadoresdo Uruguaifoi fundado na lgreja do lnstituto Adventista do Uruguai, na cidade de Progreso, Departamerrto de Canelorres, ern 1961, pelo pastor Johrt Youngberg, que era o Departamental de Jovens. 0 s primeiros dirigentes do Clube foram: Alda de Geisse, professora da escola do IAU, Maria Ester de Lutz, Bartolo Marcose Eduardo Gordienko. 0 primeiro Campori foi por volta de 1964, em Montevideu, no parque La Republicana, com outros Clubes que tambem acabavam de comeqar suas atividades, como Las Acacias y Central, de Montevideu. Em julho de 1970, na lgreja Adventista de Villa Copacabana, na Cidade de La Paz, nasceu o primeiro Clube de Desbravadores, "LUCERO': que contava com nove Desbravadores. 0 primeiro Diretor do Clubefoi o ProfessorMario Orellana. Aabertura do Clubefoi autorizada pelo Departamento de Jovens Missionaries Voluntarios (JMV)da Miss50 Boliviana Adventista, cujo departamental era o Professor Alfredo Quiroz. A primeira investidura foi realizada no mesmo ano, 1970, e esteve a cargo do Professor Pocoaca e da irm5 Elizabeth de Pocoaca. Foram investidos oito participantes do Clube nas Classes preliminares:Abelhinhas Laboriosas, Raios de Luz, Construtores e M5os Ajudadoras. 0 primeiro acampamento do Club Lucero foi realizado entre Unduavi e Chulumani, "Chirca", de 4 a 7 de agosto de 1971. 0 primeiro Campori da Uni5o Boliviana foi realizado em agosto de 1998, em Tuscapugio - Cochabamba, corn a participaqzo de 550 Desbravadores, liderados pelo Pr. Amarrdo Pardo. EQUADOR U1 !! Em 1973, o Pr. Robert Holbrook chegou a Guayaquil como Departamental,e seu objetivo foi ,O desenvolvero Ministerio de Desbravadoresno pais. Realizou seminariosde como fundar um Clube. Ele ministrou cursos de lideranqa, apresentouos cartBes das Classes, organizou caminhadas e ori- entou os Desbravadores na realizaqio das Especialidades. U1 z Em 1974, o primeiro Clube de Desbravadoresorganizadofoi o Eben Ezer, em Guayaquil, com w a presenqa do Pr. Robert Holbrook.u X Em 1998,de 30 de setembroa 2 de outubro, foi reallzado no CADE, o ICamporiNational,com o lema"Vira urn NovoTempo",contando com a presenqa do Pr.Jose Maria Barbosa, Departamental da DSA. u A EXPANSAODOS CLUBES L.c, U1.-C Muitos herois colaboraramnos primordios e no desenvolvimento dos Desbravadores.Alguns .- E deles foram herois an6nimos que lutaram sem muito reconhecimento apesar de sua inestimavel 3 contribuiq50; outros s5o personalidades mais conhecidas devido ao momento e express50 pliblica - de sua participaqzo. c m
  10. 10. A ct- >.* Q .4 I=- ?=+ /+,. A - .L- m 6== .- -- 1." ,.* F DOS ACAMPAMENTOS DEVERAOAOS CAMPORIS Pode-seaprender muito com a historia dos acamparnentos parajuvenis e Desbravadoresda lgreja Adventista do Setimo Dia. Sua historia se mistura com a propria historia dos Clubes. Assim como as peregrinaqbes do povo de Deus, esses acampamentos sio repletosde historias de oraqio, superaqio, lideranqa colocada sob prova, persistenciae fe. A historia do primeiro acampamento de verio, alem de preceder os futuros acampamentos de Clubes de Desbravadores, nos serve como inspiraqio para que n i o desanimemos diante das dificuldades de estabelecer o programados Desbravadores. Em 1926, o Pr. Grover Fattic, Secretario MV em Michigan, decidiu que era o momento para a igreja ter um programa de acampamentos de verio voltado a meninos e meninas. Fattic levou o pedido de um acampamentomuitasvezes a Associaqio do Leste de Michigan,que sempre respon- dia negativamente, mas depois de tanta insistencia dele, a Associaqio concordou em permitir, des- de que a responsabilidade financeira fosse apenas de Fattic. Sem apoio, mas com a permissio da Associaqio, o Pr. Fattic recoltou a promessa de 200 dolares de dois merr~brosda igreja, finalmente, convidou o Pr.Gordon Smith, Secretario MVda Uniio Lake, para ajuda-lo. Fattic encontrou um local para o acampamento no lagoTown Line, de bela natureza, mas sem estrutura de camping ou para ferias. Haviaapenas uma pequena evelha cabana que poderia servir de cozinha, mas nenhum local para dormir, e Fattic nio possuia barracas. John Hancock, historiador e pioneiro dos Desbravadores, escreveu que o pastor Fattic era um homem baixinho, mas t i o determinado que quando tinha uma ideia ninguem podia detP-lo. Sabendo que a comissio da Associaqio tinha expressamente determinado que eles nio ajudariam em nada, ainda assim Fattic procurou o presidente para pedir as tendas de evangelism0 pi~blico emprestadas.A historia diz que ele humildemente clamou pelas tendas como querrl pede por sua vida e comoveu o presidente Pr. J. F. Piper, que nio so Ihe deu as tendas, mas um caminhio da Associaqio para transporta-las. Durante os preparativos, mais pessoas se uniram a equipe de Fattic para ajudar a cuidar das crianqas d~~ranteo verio; agricultores deram muitos gPneros alimenticios e ajudaram a montar as tendas. Naquele primeiro acampamento, somente meninos participaram, devido a pouca estrutura que se podia oferecer. Durante a longa jornada ao acamparnento, os pastores Fattic e Smith esten- deram-se noite adentro percorrendouma trilha que fez o caminhio atolar duas vezes. Cada vez que atolava, um enorme esforqo tinha que ser desprendido para descarregar tudo, aliviar o peso, desa- tolar e carregartudo novamente. Na marlhi seguinte, muitos pais viram a situaqio precaria e ficaram assustados com a pos- sibilidade de seus filhos adoecerem, perderem-se no mato,se afogaram e ate de passarem fome. Desconfiados, muitos pais simplesmente levaram embora seus filhos, e Gordon Fattic ficou com apenas dezoito garotos naquele mes dejunho de 1926. Apesar de tudo, aquele foi um acampamento maravilhoso onde os garotos exploraram a * natureza e se divertiram no lago. No entanto, um dial quando Fattic tocou o apito para chamar ,, os garotos, trPs deles estavam faltando. Depois de muito procurar, o temor de que o pior podia ? 2ter acontecido chegou a todos, mas Fattic os achou depois de um tempo, em plena seguranqa, deitados embaixo de uma plantaqio de amoras de um terreno vizinho, empanturrados! Fattic e os garotostambem descobriram o poder da oraqio quando clamaram para Deus remover uma nuvem de mosquitos que ameaqava o local. Este primeiro acampamentovirou noticia e deu oportunidade * para outros surgirem, inclusive perto dali, em Julian, no acanlpamento dirigido por Guy Mann, John 8c MacKin e o Pr. L. A. Skinner, local onde surgiria a historia e o nome dos Desbravadores. w Quando os Desbravadoressurgiram, n i o demorou muito para que os Clubes tivessem seus c primeiros encontros. Primeiro, vieram as feiras, como em Dinuba, California,em 23 de setembro de 13
  11. 11. 1951, ate que, em 1954, a ideia de camporis foi introduzidaem Idyllwild, no sudeste da California, evento coordenadopelo Lider de Joverrs da Associaqio local,Charles Martin, eseu Associado, Harry Garlick. Antes disso, ja haviam ocorrido acampamentos com mais de um Clube, mas ainda nio no formato e com o nome de campori. As primeiras experiencias com acampamentos de Desbravadores estiveram presentes nos primordios dos Clubes e do entendimento deste programa por nossos pioneiros. Essas experiencias, produzidasem nossos primeiroscamporis, deram inicioa dezenas de outras que se seguiram diante do crescimentodos Clubes, at6 que o fim dessa fase pioneira ocorreu com o amadurecimento do programa ao ser celebrado o I Campori da Divisio Sul-Americana, organizado pelo Pr.Claudio Belz,em Fozdo Iguaqu,PR, Brasil, entreos dias 28 de dezembrode 1983e4 dejaneiro de 1984. A historiados Desbravadores no mundo e na America do Sul foi feita por homens e mulheres que amavam os juvenis e desejavam sua salvaqio; homens e mulhe,res que viram no Clube um metodo promissor de evangelism0 juvenil e que anteviram a formaqio de toda urna geraqio de lideres. Esta historia e construida com a m2o de Deus levando Seus servos atraves das "florestas" do medo e da incompreensio,onde estes prirneirosherois literalmentedesbravaram novos rulnos para a igreja e pagaramcom sacrificio pessoal,entregando seus anos de Ministerio,seu tempo livre, dinheiro e por vezes a atenqio de sua propria familia. Alguns deles sio mais conhecidos, mas o legado que nos foi deixado tambem vem de centenas de desconhecidos que dedicaramtardes de sabado, rnanhis de domingo, ferias e seus feriados no prograrna rnais cornpleto e abrangenteque a lgreja Adventista do Setimo Diaja produziu. 0 homemea obra-primado DeusCriador aqui na terra. Foicriadoa Sua imagemesemelhanqa, o que significa que eespecial diante de toda a criaqio. Ao contrariodos vegetais eanimais, o homem tem vida ativa e intencional. E capaz de agir com intencionalidade, com proposito, pode aprender m a fazer coisas novas e coisas velhas de umjeito novo.Tern criatividade e pode agir com base rra ex- w $ periencia, no planejamento, no raciocinio.Por vezes age por impulso, mas a sucessio de aqdes que u formam sua vida, suas escolhas eo resultado de tudo o que eefaz aponta para urna forma de pensar ever o mundo.n UI w Como seres hum.anos,as pessoas agem baseadas em suas crenqas e visio de mundo. Essas crenqas sio essenciais, pois elas norteiam, dio rum0 e significado para o que fazem. Por isso, existe urna disciplina, um ram0 dos estudos que se aplica em discutir o que as pessoas sio, o que e ow mundo ao seu redor, o que e e como e possivel aprender esta realidade ao redor, alem de tentar ' desvendar o que 6 e como 6 possivel ensinar, urna vez que os homens sio seres que aprendem e 0 ensinam ao rnesmo tempo. Esta discipli~iae a filosofia. s.-+ 0 s Desbravadorestem urnafilosofia, ou seja, tudo o que o Clubede Desbravadoresfaz tem um F sentido, urna base, um alicerce de conceitos e principios imutaveis que sio extraidos da Palavra de+ f Deus.Da Biblla,esomentedela, etirada a visio de mundodo movimentodo Clubede Desbravadores. .- E Assim, o que e feito no Clubetodos os domingos,em todos os acampamentos, caminhadas,desfiles, camporis, congressos, com as Unidades ou ainda individualmenteern cada lar e trabalho, enfirn,- tudo o que efeito deve estar embasado num firme alicerce filosofico. Se essa basefilosofica nio for C 2 respeitada, o Clube corre o risco de se tornar um clube de aventura, de escotismo ou um simples 14
  12. 12. PC- departamento social da lgreja e nada mais. 0Clube so sera relevante se aprender a pensar de ma- neira relevante. A filosofia tem seis areastradicionais em que se subdivide: a metafisica,a epistemologia,a Iogica, a etica, a estetica e a politica.Apesar das palavras dificeis, todo Lider de Desbravador deve conhece-las e entender o seu significado. Pensar el pensar com clareza de ideias, com profundidade, ql-lerer saber e pesquisar sobre aquilo que se ama e urna atitude sensata e es.peradada lideranqa dosjuvenis. A seguir estio definidos cada u m dos termos acima e se refletira u m pouco sobre o que deve ser o sentido da aqio do Cl~,~bede Desbravadores. Se u m Desbravador pergunta ao seu Conselheiro: "vocP realmente acredita em Deus? VocP nunca 0 viu e Ele obviamente nunca falou com vocP de maneira que vote pudesse ouvir como eu estou falando com vocP.. ."Como ele deveria responder? Ndo se deve responder como as pessoas estio ' acostumadas a responder, automaticamente. E necessdrio pensar! A palavra metafisica quer dizer "alPm da fisica", isto el aquilo que existe e se conhece alem d o que os sentidos podem captar. Ndo s i o vistos, n i o s i o tocados, ndo s i o cheirados, n i o s i o escuta- dos e nZo s i o degustados, mas ainda sim e possivel ter certeza. "Metafisica vem a ser um sistema de ideias e de teses que pretende explicar o mundopor meio de principios gerais e abstratos." (Ant6nio Teles, Introduqio ao estudo de filosofia, p. 58). A sociedade atual vive num mundo materialista, onde so se acredita no que se ve o u toca. Entretanto, a Biblia diz que da boca d o Senhor Jesus saiu as seguintes palavras: "bem aventurados os que ncio viram e creram"Jo%o20:29. lsto prova, com certeza advinda da Palavra de Deus, que ha urna existencia alem das apar6ncias. 0 s Desbravadores acreditam em muito mais do que e reve- lado pelos sentidos e pela ciencia. Falando desta questio fundamental da filosoiia d o Clube de Desbravadores, o teologo e filosofo adventista George Knight pergunta: "por que as igrejas cristcis gastam milhbes de dolares a coda ano em sistemas privados de educaqdo quando os sistemas educa- cionaispublicos estdo disposiqdo? devido as diferentes concepqbes da natureza da realidade defini- tiva, a existPncia deDeus, o papelde Deus nosassuntos humanos, e natureza epapeldossereshumanos como filhos de Deus. Homeme mulher, em seumaisprofundo nivel, scio motivadospor crenqasmetafisi- cas. Estdo ansiosos por viver e morrerpor estas convicqbes'l (George Knight, Filosofia e educaqio: urna introduqio da perspectiva cristi, p. 18). Logo, torna-se claro que o Clube de Desbravadores entende que o planetaTerrafoi criado pelo Deus triljno, como e revelado a nos na Biblia. (Genesis 1 e 2). 0 Clube aceita tambem que a sua realidade e permeada por urna guerra cosmica, chamada de Grande Conflito, como explicitada em Apocalipse 12:7 e que essa guerra alcanqou o planetaTerra (Genesis 3) e que isso levou a urna luta sem quartel, urna luta aberta e sem trincheiras, mas com lados definidos, como esta descrito de maneira esquematizada e profetica no livro de Daniel, sobretudo no capitulo 7, versos 21 e 25; capitulo 8, versos 9 a 12. fu m 0 s Desbravadores compreendem que essa guerra cosmica acontece tambem em cada cora- > 2q i o humano, de maneira espiritual e continua, sem treguas. 0 patriarca Jo se preocupava com seus + filhos, pois sabia que alem das demonstraqbes fisicas de adol-aqio, era no coraqio d o homem que se dava a verdadeira guerra entre o bem e o ma1 (Jo 15). E por isso que o salrnista diz que deve-se esconder a Palavra no coraqio (Salmo 119:l I), pois desta forma as pessoas estardo protegidas. Jesus ainda afirma que sao os limpos de coraqio que verio a Deus (Mateus 58) e os verdadeiros vence- c dores em Cristo, numa Nova Alianqa com Ele, terio a Lei de Deus em seus coraq6es (Hebreus 8:lQ). 0 Clube de Desbravadores entende a realidade que e possivel sentir apenas como parte da c grande realidade de Deus. 0 que setoca, vC, ouve, cheira e degusta, tudo tem a ver com a realidade ;
  13. 13. de Deus.Ele criou, Satanastenta destruir e cada pessoa e chamada aescolher entre o bem o mall en- tre o odio e o amor. As palavras ditas nio sio apenas vocabulos da lingua, sio benqio ou maldiqio, os olhares nio sio apenas foco visual, contemplam a Deus ou ao seu inimigo. 0 que se come nio e apenas alil-nento,ou se rrutre o templo do Espirito ou o templo da idolatria. Como os seres humanos nio sio bons por natureza, devem reconhecer que possuem urna in- clinaqio para o pecado (Genesis6:5). Com essa realidadeem vista, tern que se agarrar ao unico meio de salvaqio, Jesus. Para se agarrarem a Cristo, devem diariamente negar seu proprio coraqio, suas opinibes, sua natureza e o seu eu, aceitando seguir a Cristo, mesmo em meio ao sacrificio (Mateus 16:24-27). Nada e neutro, nada e irrelevanteou pequeno na realidade do Grande Conflito. A recreaqio, o vestuario, o discurso, o programa, os eventos, tudo que e feito no Clube de Desbravadoresdeve existir para adorar a Deus. EPISTEMOLOGIA Umlider,ao instruir urnaEspecialidade,se deparacomaseguinte perguntade umDesbravador: "como vocP sabe que istoesta certo?". Um lider medi'ocreresponderia:'barquesim!". Urn lider razoavel responderia: "porque eu estudei!". Urn lider de verdade responderia:"Vamos descobrirjuntos!". A palavra epistemologia quer dizer "estudo do conhecimento", ou seja, e urna parte da filoso- fia interessada em estudar como aprender, o que aprender e se o que se aprendeu tem alguma validade, utilidade e se condiz com a realidade.Algumas pessoas, e isto nio sera dificil de encontrar mesmo entre os juvenis, nZo acreditam em mais nada, s5o ceticos. Outros se tornam absolutamerrte credulos e acabam se torrrar~do"Maria-vai-com-as-outras': o que e conderravel biblicamente (Efesios 4:14). Alguns adotam urna postura ambigua, chamada de "agnostico': crer ou nio crer nio faz dife- renqa, concordam com tudo e nio aceitam nada. Talvez estas posturas sejam muito comuns pelo numero excessivo de explicaqbesfalsas sobretudo. E aique o liderdeve ter urna visio clara a respeito da verdade. 0 que e a verdade? E possivel corrhece-la?E possivel transmiti-la?Se um lider tem duvidas a respeitodisso, precisa ler a Biblia com dedicaqio eoraqio. 0Clube de Desbravadorestem urna episte- mologia,ele sabe o que e a verdade, como pode conhece-lae como transmiti-la. Em primeiro lugar, a verdade nio e relativa. "A verdade e a expressGo exata da realidade", con- forme ensina Gersorr Pires de Araujol .A frase quer dizer que a verdade e o que a realidadee e nio g urna opiniio do ser humano. Opiniio e verdade sio coisas diferentes. 0 que pode ser relativo e aw opiniio, o ponto de vista, masjamais a verdade. Contudo, existem realldades provisorias, por exem- $ plo, a idade, a residencia, o conhecimento.Assim, a verdade, ou seja, as expressbes, as imagens ou 8 as descriqbes destas realidades podem mudar. Por outro lado, as realidades eternas sernpre expres- n sario verdades eterrtase imutaveis. w w Outro aspect0 fundamental e a questio da realidade pessoal. As pessoas sio mas porque es- n t i o longe de Deus. Longe fisicamente, longe volitivamente (por sua vontade), longe afetivamente e G longe racionalmente.Assim, distantes da fonte da vida, estio morrendo. Contudo, essa realidade e w provisoria, em Cristo essa realldadepode mudar.0conhecimentoda verdade ea decisio consagrada BP E a- Professor e doutor, Gerson Pires de Aralijo 6 um pastor adventista, que por anos foi um firme defensor da Filosofia Adventista de Educa~io.Passou por varios colegios adventistas, sobretudo como professor no UNASP campus Sio Paulo (antigo IAE) e UNASP campus Engenheiro Coelho. E filosofo e proferia esta frase em suas aulas de filosofia na Faculdade P Adventista de Educa~io(hoje pedagogia). 16
  14. 14. de se aproximar da verdade podem alterar essa realidade, ellevando-osa uma imagem mais apurada de Deusem si. lstose da atravesdo processode salvaqdo, que eo mesmo processode educaqdo, pro- cessos que sdo, em ultima analise, o objetivo do Clubede Desbravadores. Emboraarealidadesejaabaseda verdade, nemtodas as realidadesestdo adisposi~do.Existem coisas que sdo reais e muitos simplesmente ndo sabem e nunca saberdo. Entretanto, existem reali- dades que se abrem as pessoas e destas pode-se extrair a verdade. Assim, o conhecimento para o Clube de Desbravadores e algo possivel e desejavel, pois saber a verdade e se aproximar da reali- dade, ensinar e conduzir osjuvenis a realidade. 0 curricula do Clube esta repleto de conhecimentos uteis ao Desbravador, mas quais destes conhecimentos sdo os mais importantes?Ora, Jesus disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" (Jodo 14:6). Assim, o conhecimento mais importante e Jesus Cristo, a verdade ,eterna.Contudo, sabe-se que a Palavra de Deus e verdade. Cristo afirmou: "a Tuapalavra e a verdade" (Jodo 17:17), logo, Jesus e a verdade e o que Ele afirma tambem o e. Sera que apenas o NovoTestamento seria verdade entdo?Ndo. Sua Lei e verdade, afirma o salrrrista no Salmo 119:142, bem como os escritos do AntigoTestamento, pois o salmista tambem afirma no Salmo 119:160 que "a Tuapalavra& aver- dade desde o principio, e cada um dos Teusjuizos dura para sempre". Mas existem outras verdades? Sim. Tudo o que conduz a Cristo e verdade. Paulo diz que "o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus Iho manifestou. Porque as suas coisas invisiveis, desde a criaqdo do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estdo criadas,para que eles fiquem inescusaveis" (Romanos 1:I8-20).Assim e possivel perceber que a natureza criada e uma revela~dode Deus e, portanto, uma verdade. Nisto encontra-se o funda- mento ultimo de como deve se usar a natureza no c ~ ~ r r i c ~ ~ l odo Clube de Desbravadores. Pelo que foi descrito acima, e possivel entender que a verdade comeGa com Cristo, criador, redentor e mantenedor da vida. Esta verdade pode ser encontrada em Sua palavra de maneira muito clara e inequivoca. No entanto, e possivel se valer ainda desta verdade encontrada na na- tureza, embora em parte desfigurada pelo pecado. w "Restaurar no homem a imagem de seuAutor, leva-lo de novo a perfeiqio ' em que fora criado, promover o desenvolvimentodo corpo, espirito e alma para quesepudesserealizaropropositodivinodasuacriaqio -taldeveriasera obra da redenqio. Estee o objetivo da educaqio [do Clube dos Desbravadores], o grande objetivoda vida."(Ellen White, EducaqSo, p. 15).- - - - > Fn UI B Elefaz deSi propriot:(EllenWhite, Educaqio, p. 16). VIo u VI 0 + #+; :d - - - - - - - - - - - -A- .hl. A.- c _ _ <
  15. 15. Fontesda Verdade Dai o fato de estudarmos as Especialidadesde natureza. Como e possivel ensinar a ver- tempo em que era terno e cuidadoso, era energico e tinha autoridade no que falava (Mateus 7:29; Marcos 1:22). 0 ensino pessoal ni3o r~ecessariamenteera direto, pois Cristo enviava e envia seus discipu- 10s hoje (Mateus 10:5; 28:19,20). Contudo, em Cristo, os lideres podem ser o rosto e as m5os do Salvador na vida de cada juvenil. Hoje podemos ver esse metodo reproduzido em uma Unidade de Desbravadorese seu Conselheiro. 'Yl ilustraqio mais completa dos mktodos de Cristo como ensinador encontra-seno Seu preparo dos doze primeiros discrj7ulos. Sobre estes homens UI deviamrepousarpesadasresponsabilidades.Escolhera-oscomohomensa quem fo Elepoderia infundirSeu Espirito e quepoderiam ficar habilitadosa levar avante u 9 Sua obra nu Terra,quando Ele a deixasse.A eles, mais do que a todos os outros, 2n i!n w u w n 3 G 0 u 0 ensino deve ser pratico: a ideia de dissociar teoria e pratica nio e tipica da forma dos ?P antigos hebreus transmitirem o conhecimento. E uma forma mais ocidental, de heranqa Lw grega. A educaqi3o a que Cristo se submeteu em seu lar e a que ele ofereceu aos seus UI.-e.- discipulos sempre foi essencialmentepratica. Ensina-se e aprende-sefazendo. 0grande E sermi3o das Bem-aventuranqase mais uma descriqi30 de atitudes de conceitos abstratos 2- (Mateus5,6 e 7). m 3 Deus, em seu infinito amor, proveuliqbesde Sua preciosagraqa atraves de praticassimbolicas, e demonstrandoser esta uma forma superior de ensino. 18
  16. 16. "Averdadeiraeducacdondo consiste em forqar a instrucdo a um espirito ndo preparado e indocil. As faculdades mentais deverdo ser despertadas e o interesse suscitado. E isto o metodo divino de ensinar havia tomado em consideraqdo.Aquele que criou a mente e estabeleceu suas leis, providenciou para o seu desenvolvimentode acordo com aquelals leis. No lor e no santudrio, 1mediante as coisas do natureza e da arte, no trabalho e nus festas, no 1 construqdo sagrada e pedras comemorativas, por meio de metodos, ritos e simbolos inumeraveis, deu Deus a Israel liqbes que ilustravamSeusprincipios e 1preservavam a memoria de suas maravilhosas obras. Entdo, quando surgiam aperguntas, a instruqdo queeradadaimpressionavao espiritoeo coraqiio': --- Cristoutilizousistematicamenteesse metodoao ensinar por parabolaseextrair da vida pratica os exemplos para suas instru~bes(Mateus 13:34e 35). (Ex. Especialidadede Arte de contar historias crist3s). Alem do que e chamado de teorizac30 pratica, encontra-se na Biblia uma enfase na pratica em si, como metodo de aprendizagem. Jesus realizava milagres em publico, enviava os discipulos para organizarem as coisas, ia com eles as sinagogas e ao terr~plo,comia efestejava com as pessoas, enviava seus discipulos ao trabalho de cura e pregas3o e depois os recebia e avaliava o trabalho el ainda, por fim, perdooupessoalmenteseus agressores. "Ensinai as coisas fundamentais. Ensinai aquilo que e pratico. N60 deveis fazer grande alarde perante o mundo, dizendo o que esperais fazer, como se estivesseis a planejar algo maravilhoso. Ndo, certamer~te.Ndo vos orgulheis nem dos ramos de estudos que esperais ensinar, nem dos trabalhos industriais que esperais fazer; mas dizei a todo queperguntar,que tencionaisfazer o melhor que possaisafimdedar a vossosestudantes[Desbravadores]umpreparo fisico, mental eespiritualqueoshabilite aserem uteisnesta vida,eospreparepara a vidafutura, imortal."(Ellen White,Conselhosaos professores, pais e estudantes, p. 205). 0 ensino deve ser continuo: o lider nao ensina apenas em ocasides especiais, antes ele deve compreendere aceitar a perspectiva crist3 de ensino continuo. Deuteron6mio6:6-8 orienta que o ensino deve ser em todo o tempo, em todo o lugar e em todas as situasbes da vida. "Quando se desperta um verdadeiro amor pela Biblia, e o estudante [Desbravador]comeqaa compenetrar-sedequdo vasto6 o campoequiioprecioso seu tesouro, desejaralanqar mdo de toda oportunidadepara se familiarizar com a Palavra de Deus.Seu estudon60 se limitara a qualquer tempoou lugar especial.E este continuo estudo e um dos melhores meios de cultivar amor pelas Escrituras." - - (EllenWhite, Conselhosaos professores, pais e estudantes,p. 463). - --.--:i:--17-1---.- - . - . -.-C.. -A-- --GZ- ---- :-4 - . --- --- - a --i . -
  17. 17. 0 0 ensino deve ser progressivo: nio e plano de Deus que todo o conhecimento pos- sivel entre na mente dos Lideres e Desbravadores de uma vez. A pacihcia, o metodo, a perseveranqa e a disciplina d o atributos desejaveis da verdadeira instruqio no Clube de Desbravadores. Existem misterios do amor de Deus que n i o foram revelados ainda e muitos outros levario a eternidade para se tornarem conhecidos. Ex. Classes regularesde 10a 15 arros. "A santidade, ou seja, a semelhanqacom Deus C o alvo a ser atingido. A frente do estudante existe aberta a senda de um conthuo progresso. Ele tem um objetivoa realizar, umanorma a alcanqar, os quais incluem tudo quee bom, puro e nobre. Eleprogredira tho depressa, e tanto quanto for possivel em cada ramo do verdadeiro conhecimento': (EllenWhite, Conselhos aos professores, - - paise estudantes, p. 24). - .. - - ---s- ---f==-.-. -*.. --..=- -: - x - v- . - c - -> - - d-h- 0 sabio afirmou: "Masa veredadosjustos 6comoa luz daaurora,que vai brilhando mais e mais at6 ser diaperfeito" (Proverbios4:18). Cristo, na parabola dos talentos, afirma que a fidelidade no pouco podera levar a abunddncia (Mateus25:21 e 23). Pauloreconheciaqueo conhecimentode Deuse progressivo.Destaforma aconselhouaostes- salonicenses que " h i m andai, para quepossaisprogredircadavezmais'! (ITess.4:l). Em outras versdes aparece a expressio"abundar': dando o sentido de expansio, aumento paulatino. 0ensino deve ser equilibrado: o conceito de temperanqa e equilibrio e um fundamento epistemologicodo Clube de Desbravadores.A passagem bibllca que resumeesteconceito se encontra em Lucas 2:52: "E cresciaJesus em sabedoria,eem estatura,eem gracapara com Deus eos hornens': '% verdadeira educaqio significa mais do que avanqar em certo curso de estudos. E muito mais do que a preparaqho para a vidapresente. Visao ser todo, e todo o period0 da existencia possivel ao homem. E o desenvolvimento harmbnico das faculdadesfisicas, intelectuaiseespirituais. Preparao estudante[Desbravador] para a satisfaqiio do serviqo nestemundo, epara aquela alegria mais elevada por um mais dilatadoserviqo no mundo vindouro': (EllenWhite, EducagSo, p. 13).
  18. 18. Contudo, a epistemologia do Clube de Desbravadoresassume como base de ensino as ativi- dades fisicas ao ar livre, pois o Clubee um programa educacional-recreativo. 0 ensino deve se apoiar nas tres fontes basicas do conhecimento da verdade: a na- tureza ndo descreve o plano da salvaqdo. A Biblia ndo descreve todas as leis naturais que podemos encontrar no estudo das ciencias modernas.0 conhecimento da vida de Jesus ndo 6 um relato minuciosode todas as questdeseticas de nossotempo, mas de principios eternos. Assim, o verdadeiro liderguiara seus Desbravadorespelos interessantescaminhos do conhecimento, partindo dos"lil.ios do campo",como Jesus fez (Mateus6:28), passando pelas Escrituras, como Jesus fez (Lucas 24:27; Jodo 5:39),avanqara ate desvendar diante de toda a sua Unidade ou Clube a eterna e maior de todas as verdades, Jesus, o Filho de Deus, como o proprio Jesus fez ao revelar-se ao povo (Lucas4:28). E possivelresumirgraficamenteaepistemologiado Clubede Desbravadoresda seguinteforma: I:.. A Biblia deve ter o primeiro lugar 3 da natureza imediato em importiincia." ? m UI Quanto mais as pessoasconhecem aVerdade, mais tern condiqdes de se tornarem parecidas 8 com Ela. LOGICA UIo C, C w Ao se deparar, por partede um Desbravador,com aseguinteafirmaqao: "Deus e amor,logo, Ele kmeama.Assim, ndoimportaoqueeufaqa, nofinalElemesalvara!"como um liderdeveria argumentar =com ele? 5
  19. 19. Uma das disciplinas da filosofia que mais da trabalho e a Iogica. 0 que e Iogica?E o estudo sobre a coerencia das coisas. Ou seja, o estudo sobre as leis do pensamentoe do raciocinio. UmClube de Desbravadores precisa de algot i o profundo?Sim. Pensamentoincoerentegera atitudes incoerentes.Paise lideres precisamevitartais atitudes com os filhos e liderados. 0 s que se dedicam a critica das a~deshumanasjamais se sentem t i o embara~adoscomo quando procuram agrupar e harmonizar sob uma mesma luz todos os atos dos homens, pois estes se contradizem comumente e a tal ponto que nio parecem provir de um mesmo individuo. Acreditamos que a constdncia seja aqualidade mais dificil de se encontrar no homem, e a mais facil a inconstincia. Por isso precisamosestar mais aptos a dizer e viver a verdade. Quandoa incoerencia da fala e da atitude dos paise lideresse manifestam, essasquestdesen- tram na cabe~adosjuvenis e eles, um dial simplesmenteacham quetudo o que o Clube/lgrejafalam nio passam de falacias e coisas sem sentido. Por que?Porquetendem a ser incoerentes. Assim, apresentamosalguns principiosIogicossobre aforma de pensamentode um Desbravador: Deusvaloriza e aprecia uma vida racional:nRogo-vos,pois, irmdos,pela compaixdo de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrificio vivo, santo e agradavel a Deus, que 6 o vosso culto racional" (Romanos 12:l). 0pensamentoIogicoparao cristiose baseia numforte sensoda presenGade Deus."0temor doSenhore oprincipiodasabedoriae o conhecimentodoSunto6prud@nciaM(Proverbios9:10). 0cristio deve desenvolver a logica da causa e efeito: "Ensinaivossos filhos[Desbravadores] a raciocinar da causa para o efeito" (Ellen White, Conselhos aos professores, pais e estu- dantes, p. 126). Nemtudo o que e Iogicoparao mundoe parao cristio: "porquea sabedoria destemundo6IOU- curadiantede0eus;poisestaescrito:Eleapanha ossabiosnusuapropriaastucia"(ICorintios3:19). A Iogica do Clube de Desbravadores esta baseada numa firme decisio pela obediencia. VI 0 raciocinio e um dom de Deus, rnas a obediencia e urn imperativo na Iogica cristi. "De w 5 tudo o que se tem ouvido, o fim e: teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto e 'El 9 o dever de todo o homem" (Proverbios12:13). 2 A Iogicainternado cristio exige obediencia, mas uma obediencia baseada na fe. "Ora,sem P VI fe e impossivelagradar a Deus" (Hebreus 11:6). p" w 'El ETICA X3 Um desbravador indaga: "numa situa~iocritica, seria correto matar para sobreviver?"Quem ' sabe o desbravador pergunte: "numa situa~iocritica, uma pequena mentira salvaria a vida de al-0 'El guem, o ma1menor seria toleravel para se evitar um ma1 maior?': Cuidado! Muitas vezes os lideres 0 3 respondemaos Desbravadoreso que, de fato, nio fariam... 2.c, UrnDesbravadorperguntariaessetip0 de coisa?Averdadeeque sim, poisse niofizerem estas perguntas, fario outras com o mesmoteor - o que e consideradocerto ou errado em cada situa~io. .- E a-m educasiio: uma introdus50da perspectiva cristii, p. 29).3 e
  20. 20. No dia a dia de atividades, o Clube se depara com muitasdecisbes morais e eticas para serem tomadas. Um lider deve ter um profundo senso do que Deus e Sua lgreja espera dele nesses mo- mentos.0 principio maior que deve permear a etica do cristdo e o amor. 0 s procedimentosmorais e eticos do Clube devem partir da premissa %mar a Deus sobre todas as coisas eo proximo como a ti mesmo". (Mateus 22: 37-40). Sem esta base, as decisdes morais se baseardo em sentimentos e ex- periencias individuaisevoluveis, o que acarretara numa vida de Clube incoerente, pois as situacdes ser5o tratadas de maneira desequilibrada e assimetrica, hoje de umjeito e amanhd de outro.Tudo o que for feito deve ter um profundo conteudo etico. Se um Desbravadorroubarumobjeto numacampamento, o quedeve serfeito?0amor a Deus e ao Desbravador exige uma correqdo. Mas essa correcdo deve ser publica?Como ficaria o amor ao proximo?Contudo, o Desbravador,apos diversas orientaqbes,advertenciaseaconselhamento n%ose afasta do mau caminho.Como se deve proceder?Quale o limite etico da tolerincia? Questdes como essas ocorrem no dia a dia do Clube. Assim, existem juvenis sem recursos financeiros, meninos e meninas que sdo frutos de lares destruidos e conturbados, Desbravadores que foram abandonados ao desenvolvimento violento e sem amor. Como trata-las?Como resolver problemas que permeiama vida da direcdo do Clube?Afinal, todos sio humanos. Como a humanidade ndo tem uma mente perfeita "por misturar o ma1com o bem, sua mente se tornou confusa, e entorpecidas suas faculdades mentais e espirituais" (EllenWhite, Educaqdo, p. 25) os lideresdevem ter a humildade de admitir que precisam do conselho divino para discernir entre o bem eo mal. Devem aceitar queMaquiesta a unica salvaguarda a integridadeindividual, pureza do lar, bem-estarda sociedadeou estabilidadeda naqdo. Por entre as perplexidades, perigoseexigen- cias contraditorias da vida, a unica seguranqa e regra certa e fazer o que Deus diz: "Ospreceitosdo Senhorsdo retosff.(Sal. 19:8). Novamenteo Clube se encontra ndo com um sistema de regras (leis e preceitos), mas com um sistema de regras baseadas no amor a Deus e ao proximo, pois Vestesdois mandamentosdepende toda a lei eosprofetas" Mateus 22:40. "Por que ndo posso usar tatuagem,piercing ou um cabeloestilopunk?Eu acho bonito!:' AS vezes, muitosjuvenis fazem esses questionamentos.Qual resposta eles ouvem? AlexanderGottliebBaumgarten(1714-1762),filosofo quefoi considerado por muitosestudio- sos como o"fundador"da estetica como verdadeira disciplina academics, disse certa vez que o belo seria a perfeicdoapreendidapelossentidos.0 Clubede Desbravadoresndo podeconcordarcom es- ta definicdo. Embora os sentidos humanos, principalmentea visdo, possamcaptar o beloee possivel aprecia-lo, o belo e mais que uma sensacdo, e I.lm principiodivino, pois Deuse o criador do belo. providenciou para as suas necessidades sociais, para a associaqiio amavel e edificante, que tanto faz para que se cultivea simpatia e se ilumine e dulcifiquea "Ele4 o autor de toda a beleza, e, unicamente ao nos conformarmoscom Seusideaishavemos de aproximar-nosda verdadeiranorma de beleza." "Aquele (1 que p6s as perolas no oceano e a ametista e o cris6lito entre as rochas e um . 4 amante do belo." (EllenWhite, Ciencia do Bornviver, p. 292 e 412). L;
  21. 21. t72 'lapod op 0!3!3laxa ap sopour sassa e e~!g!sode!3ualajalno oA!gua3u!urnyuau snaa ap elA 3 -eled eu souraA oeN .so3!~s!eu sop oula~o6:e!3enognld'sa~oylaur sop o u ~ a ~ o 6:e!3enogs!lt/iso~nodap o u ~ a ~ o 6:e!nb~e6!10, c 2 op ,03!nble6!lo no lenp!A!pu! o!3!3~axao e!pndal salopeAelqsaa ap aqt-113o a e[a16! v 2. 5 .sop!y3uaald ogs sa~5un4a '3 !% s o 6 m so ( ~ : gsolv) eyl o ~ aap 03!lenourap eurals!s urn ~ o da (El : ~oalour!l~)oyla6ue~a 3' op e!3u?!~adxae og5e~ap!suo3ula as-e~al'(2 1so!pl-l!lo3 1) s!enq~!dsasuop a s!elnleu sol n 0 -ualelso as-urel!adsau.op!ugap las ap elall03 eurlo~eurn ural03!lse!sapa lapod o 'oss!p 9 uralv .apep!unuro3 e eled og5u?q eurn a apep!ssa3au eurn our03 o3!nble~a!yoluaureu c K -aplo o e y a ~snaa ap e[al61 e 'ur!ssv .(L:E1 soueurou) ,,snaa lod s ~ p ~ u a p i ou r ~ l o jpy 2. anb sapDp!loJnoso a !snaa ap ~ y u aopu anb apDp!lojnD py ogu anblod !salo!ladns s a p ~ p -!loJnDsp ~ ~ ! a / n s~ / a ~ s aDUID D DPO~,, -e!3u&~alolens ap no snaa ap eueura lapod opol PUI Y.lapod a apep!lolne 'eSuelap!l ens ap o!3!3~axaou pl sapnype sens az!lewlou ewal alsap e3gosolg ogsuaa~dwo3e anb eled 'epy ens ura sop!Alolruasap 2so!d!x.~!~dsassa la1amp lapy opol 'ur!ssy .lapod op o!3!3~axaa olepueur oe oluenb elel3 egosolg eurn ural salopeAelqsaa ap aqnl3 0 .lapod op elell anb e3gosolg eu!ldps!p e a e3!ylod v UI jsa~5e6epu!sessa uro3 leledap as oe laze4amp lapjl urn anb 0 ;,jlaZt34 anb oyua~na anb o ' / ~ u o ! 6 a ~urn fas ap D ~ D J S O ~n3, ;,jD!P urn ( ~ ) l o ~ a l ! alas ~ m d03~4na ouro~, - -- O ~ A V A ~=rvlop apvp!qaj D v ~ v dop~!nq!~juo~'S!D!D~!JAVsou~opvso anb spur oynur 2 *sajuv~6v~jsa~ouno 'sopyou sojsnq~v'v~qurosap sa~on~psvurn6/v 'opvwv~6 ap ohpad urn svpv~oursvns ap~ o p a ~or, urv!~apod'sa~qodanb uraq as 'odurv~ op sa~opv~ourso sopot asvno -s!vAnjvusvs!o~svp vzalaqv u r o ~saq5vqqvy svssou sourapunDApanbvlasapa13*no!ADanbsvs!o~svu soyly snasap aqalapo vldurajuo~ l v u ~ a ~ v dv!~6a/vWODa 'vzalaqap n?D o aD A A ~ ~D n!gsanau -0laqo DUD snaa,, vzalaqD vpv!~ua6!16auopot ap asvnbnoDy o~uvnbua'vpvxnq !oj anb Ao!Aatxa s!a~v~uauyadxa'sopot ap s v ~ u o ~sv svpv~snlvura~ojanb ura v!p ON,, :elun6lad ayyM ua113 .sogls!n saloleA ap ele3sa eu lepuassaoluaurala o a lalele3 op ezalaq e'saluv -0pe3adap opunur ou le!~uassaoluaurala urn a ogu ela 'ou~apouro3gosolg ewals!s ou l o p urn efas e3!s!4 ezalaq e eloqura 'opnluo3 -leu!6!~0ezalaq ens e o-opuelnelsal 'urauroy ou snaa ap ura6eur! ep og5e~nelsa~ e uro3 J!~~!JIUO~efaurle s!od '03!lalsa oluaur!Aour urn a uraqurel salopeAelqsaa ap aqnl3 0
  22. 22. ser mantidos, mas renunciados. Nunca deve um obreiro considerar virtude a persistente conservagdodesua atitude de independhcia, contrariamente a decisdodo corpogeral." 0 poder e para servir e nio para ser servido. Jesus ensinou esta licdo por preceitoe exem- plo (Mateus 20:27; 23:11). Ao terminar o servico do lava pes perguntou: 'tompreendeis o que vos fiz?" (Jodo 1332). No tratamento com o outro, a politica do Clube de Desbravadorese considerar o outro mais importante que ele mesmo. "Ninguem busque o proveito proprio; antes cada um o que e de outrem" (I Corintios 10:24)."Nadafaqaispor contendaou por vangloria,mas por humildade;cada um considere os outros superiores a si mesmo" (Filipenses2:3). Sio objetivos prioritarios do Clubede Desbravadores: 1. Ajudar os juvenis e adolescentes a compreenderemque Deus e Sua lgreja se interessam por eles, os amame apreciam.Se os Desbravadoresforem aceitos e receberemafirmacio, pas- sardo a amar ea apreciaro amor de Deus reveladona lgreja eem seu ministerio,esentirio uma necessidadede estarem mais comprometidoseenvolvidos com seu programa. 2. Encorajar os Desbravadoresa descobriremseu proprio potential,concedido por Deus e a empregarem seus dons e capacidades para cumprir as expectativas que Deustem para eles e a parte que podemdesempenhar no grande plano da salva~do. 3. lnspirar os juvenis e adolescentes a darem expresslo pessoal a seu amor por Deus ao associa-10si s varias atividadesde acdo missionaria. 4. Tornar a salvaglo pessoal de cada Desbravador a prioridade numero um do programa doClube.A faixa etaria dos Desbravadorese um periodoem que muitasdecisdes estdosendo tomadas e que afetardo seus relacionamentosfuturos e seu desenvolvimento pessoal.0 pic0 do periodo para as descobertase para estabelecer um relacionamento com Deus ocorre por volta dos 12anos de idade. 5. Edificarna vida do Clubede Desbravadores uma apreciagaosaudavel e amor pela criaglo ,,,deDeusaoparticiparemdeatividadesaoar livre(acampamentos,caminhadas, Especialidades sobre a natureza, etc.).0 s Desbravadores experimentardoum senso de admiracio e adoracdo >ao observarem e explorarem a beleza. majestade e poder criativo na natureza. A comunhio com Deus passaraa ser mais significativa! n !I ti 6. Ensinar habilidades especificas e hobbies aos Desbravadores que trario maior satisfa- ,,,0 glo a vida e ocupario seu tempo com realizacdes proveitosas. 0 s juvenis e adolescentes ex- u perimentam satisfacio e prazer ao empregarem suas mios para modelar artigos de madeira, 8plastico, aco, barro,feltro efios eao descobrirem como as coisasfuncionam e operam. wc E- 7. Animar os Desbravadores a manterem a boa forma fisica. Este e urn rneio importante para evitar a ociosidade e o tedio. Ensineas crianqas e adolescentes a cuidarem de seu corpo 25
  23. 23. e a estabelecerem habitos que lhes propiciem felicidade e utilidade futuras (cf. Ellen White, Testemunhos Seletos, v. 2, p. 536,537; EllenWhite, Educas30, p. 195). 8. Dar oportunidade para o desenvolvimento do dom de lideransa ao animar os mernbros do Clube a trabalharem juntos e a partilharem suas responsabilidades de lideransa. lsso ira leva-10sa aprenderem as lisbesda obediencia, da disciplina, da troca de ideias, do patriotism0 edo process0das dinarnicasde grupo. 9. Procurar cultivar o desenvolvimento harm6nico da vida fisica, social, intelectual e es- piritual do Desbravador.0 revigoramentoda menteedo corpo ea promos%ode um espirito altruists prover30 estimulos para o crescirnento pessoal e auxiliario a usar para o bem as errergias que estariarn sendo gastas em entretenimentos nocivos. 1.4.SIMBOLOS DO CLUBE 1 0Clubede Desbravadorespossuios seguintessirnbolos:os ideais, o hi~io,os emblemas,a ban- deira eo UI-liforme.Criados ha rnaisde meioseculo, pelosfundadoresdo movimento, eles refletema filosofia dos Desbravadorese constituema sua identidade. Como pedras angulares do Clube de Desbravadores, os ideais s%oo fundamento de todo o seu programa.530 metas de excelencia para os juvenis e adolescentes e ajudam essas mentes em formasdo a encontrarem um sentido para a vida. Viver os ideais a cada dia far20 com que a pessoa n3oseja apenas urn bom Desbravadorou um excelentelider,esim umcidadsodo ceu. Preciosasver- dades e nossa maior esperanga, a volta deJesus, estiio contidas nesses sete ideais.Cada membrodo Clube deve ter todos eles gravados em sua mente e em seu coraq%o.0 s ideais devem ser recitados em todas as reunities eatividadesespeciais.A posis%odos Desbravadoresno mornentode recita-10s e regida pelo Regularnerltode Uniformesdo Ministeriode Desbravadoresda DivissoSul-Americana. Em programasbesespeciais ou em cultos na Igreja, devem-se levar copias impressas ou projetar os ulw ideais para que toda a congregas%opossa acompanhar. 6u I/ 1. Pela graga de Deus-Aperlas quando b confiamos que Deus pode nos ajudar, podemoscumprir a Sua vontade. 2. Serei puro - Ocuparei minha rnente com aquilo que e correto e verdadeiro e passarei o tempo em atividades que edifiquem um carater forte e puro. 3.-.w 3. Bondoso -Terei considera~30e serei 2Y ul.- bondoso n%oapenas com meus amigos, mas tambem com toda a ~ r i a ~ % ~de Deus. c.- 4. Leal - Serei honesto e integro no estudo, no trabalho e no brir~care sempre farei o meu E 3 me1hor. -m 5. Guardareia Lei do Desbravador - Procurarei compreender o significadoda Lei e me em- 3 c penharei para viver em conformidadecom seu espirito, entendendo que a obediencia a lei e 9 essencial a toda organizas30. 26
  24. 24. 6. Serei servo de Deus- Prometoservir a Deuscomo o primeiro, o ultimo eo melhoremtudo que for chamado a ser ea fazer. 7. E amigo de todos -Viverei para ser uma biinqdoaos outros efarei a eles o que gostaria que fizessem cornigo. Deus, ajudarei aos outros e cumpri- rei meu dever de forma honesta, independentedo que for. 4. Cuidar de meu corpo - Serei temperante em tudo e me empenharei por alcanqar um elevado padr2o no condicionamentofisico. 5. Manter a consciCncia limpa - N2o mentirei, engartarei e n2o participareide conversas im- purasou gastartempo com maus pensamentos. 6. Ser cortgs eobediente -Serei bondosocom os outros, refletindoo amor deJesusemtodos os meus relacionamentos. 7. Andar com revergncia na casa de Deus - Em todos os momentos devocionais serei reve- rente para obter os beneficios de estar na presenqa especial de Deus. Respeitarei o templo como sendo a casa de Deus. 8. Ter sempre um cdnticonocora@o- Sereialegre, sempre buscandoo lado positivo da vida e permitireique a influencia de minha vida seja um raio de sol aos outros. 9. Ir aonde Deus mandar - Cumprirei toda a vontade de Deus para a minha vida, indepen- dente de onde eu estiver ou para ondefor chamado. mente e coraq2o de cada ser humano de tribo lingua e povo, Ap. 14:6-14, porque sabe-se que so- $mentequando a mensagem chegar a cada ouvido, vira o finn de todas as coisas e a redenq2ofinal. 5a
  25. 25. e esse amor deve mover a obediencia e o ser- vice cristdo de cada pessoa.0Clube de Desbravadoresso tera sucesso nessa terra quandofor verda- deiramentetocado por esse amor sem igcral, amor que foi dado dentalmaneiraMqueo proprio Filho Unigenitode Deusveio a essa terra dar "salvacdoa todos que nEle crer" pelo amor fraternal e sincero, pela obra da igreja e pelo proximo, atendendo as suas necessidades e mostrandoo Evangelhode Salvacdo de CristoJesus. do Clube de Desbravadores deve guiar cada atividadeecada programado mesmo,fie1nos propositosde mostrarao mundoa mensagemdeJesus, nossoSalvador, e do planoque Eletem para a redencao da humanidade. A palavra de Deus e a unica regra de fe e pratica. Conhecer a mensagem de Deus, atraves das paginas da Escritura Sagrada, deve ser um dos objetivos prirnordiais do Clube de Desbravadores. Somente e possivel conhecer a vontade de Deusatravesda Biblia. 0 s Desbravadoresdevem aprender desde ce- do a serem fieis a ela e a mensagem de Jesus e da salvacdo que Ele proporciona.
  26. 26. dos Desbravadoresfoi oficializado em 1952. 0 hino deve ser cantadoem todas as reunities e programaqtiesespeciais do Clube.Todos de- vem estar na posiqao de sentido. Ele pode ser cantado com ou sem acompanhamento de instru- mentos ou playback, mas e interessanteincentivar os Desbravadores quetocam algum instrumento aprenderem a toca-lo. HINO DOS DESBRAVADORES congregaqIo e piano Henry Bergh N6s so -mos os des- bra-va - do - res os ser-vos do Rei dos reis G D 7 G G o G f ~7(b13) C F A m
  27. 27. A fase da adolescencia tem sido objeto de estudo das mais diferentes disciplinas: sociologia, psicologia, pedagogia, biologia, medicina, direito.. . Do ponto de vista da psicologia do desenvolvimento, o inicio da adolescencia e marcado pelo inicio do amadurecimento sexual (puberdade) e o seu fim n2o se define apenas pelo desenvolvimento corporal, mas, sobretudo, pela maturidade social - que inclui, entre outras coisas, a entrada no mercado de trabalho e o assumir do papel social de adulto. As alteraq6es introduzidas na vida moderna promoveram mudanqas no comportamento humano e alteraq6es no entendimento de adolescencia. Ha, ainda, variaq6es para cada sex0 e de um individuo e outro. A adolescencia n2o e, no entanto, uma fase homogenea. Pelo contrario, e uma fase dinsmica que, para o seu estudo, exige uma maior diferenciaq20. N2o ha consenso entre os estudiosos na definiq20 da idade inicial ou final. Ha definiq6es de 11 anos para o inicio da adolescencia e 29 anos para o final. 0 0 Estatuto da Crianqa e Adolescente (ECA) brasileiro estabelece> adolescencia como a fase compreendida entre os 12 e os 189w anos de idade, coincidindo com a maioridade.w u w n Para fins de conhecimento e compreens20 das a o caracteristicas do desenvolvimento que envolvem os 0 participantes do Clube de Desbravadores, ser2o analisados ? =m aspectos relevantes das idades entre os 9 e 16 anos, queL EC coincidem com a entrada (10 anos incompletos) e a saida.- 6 (apos 15 anos completos) do Desbravador de seu Clube. Ea Ya essencial que o lider entenda essa fase de transformaq6es C cognitivas, fisicas, psiquicas e sociais, que tornam esse um 34
  28. 28. periodo da vida t i o distinto. E importante, ainda, que o lider, o Conselheiro, estabeleqa vinculo com a familia, pois favorecera o entendimento mais amplo de quem e o Desbravador e quais sio suas necessidades. 2.1. 0 DESENVOLVIMENTO DO JUVENIL DE) 9 E 10 ANOS - ENTRE A INFANCIA E A PUBERDADE I PENSAMENTO E AFETlVlDADE 0 ser humano passa por varias fases de desenvolvimentofisico, intelectual, emocional e so- cial desde o nascimento. Na puberdade, essas mudanqastornam-se mais evidentes, especialmente as fisiologicas, promovendotensdes e ansiedades que estavam em um periodode latencia.Ocorre a reelaboraqio dos intimos conflitos afetivos. Nessa fase. o juvenil ja adquiriu uma singularidade para se relacionar, para se comunicar, para aprender e para brincar. Esta propenso a variaqbes de humor com muita facilidade. Ja tem inicio a capacidade de compreensio de alguns conceitos e valores abstratos.As leis, normas, regras e ordens comeqama adquirir significadoe sentido. 0 processo de socializaqio encontra-seno seu apice. As experiencias anterioressdo reelabora- das em funqzo das novas coordenadas psiquicas.Seus interessesafetivos, que exigiam sal:isfaq2o ime- diata, s2o transferidosao intelectuale ao simbolico,que permitem uma aproximaqioprogressivacom as leis da sociedade. Essa renuncia as satisfaqdes imediatas pode favorecer a preferencia por maiores niveis de dificuldades em atividades como os jogos, leitura, atividades manuais e artisticas. E oportuno aproveitar essa caracteristica, se surgir, oferecendo Especialidades como musica, arte ou esporte para favorecer o desenvolvimento da crianqa. m A automotivaqdo e uma caracteristica marcante.0juvenil torna-se mais capaz de aplicar sua inteligencia as coisas que a cercam, que nao necessariamente sejam estimulantes.Apresenta uma $ maior capacidade de assimilaqio. Esta em um periodo de expansio, querendo experimentar tudo 3 com muito entusiasmo.Ja aprendeu a se valorizar e a valorizar o proximo. m u Comeqa a ter consciencia daquilo que devefazer. 0 senso dejustiqa passade uma noqsorigida w e inflexivel do bem e do ma1 para um sentido de equidade nos julgamentos morais, levando em {w consideraqaoa situaqio concreta.0 que antes parecia errado podeencontrarjusl:ificativa, em deter- u minadas circ~,~nst$ncias. 9-0 0 afeto que ojuvenil recebe dos pais e dos educadorestem grande importbncia no processo 2 de amadurecimento da consciPncia, pois os mecanismosque aparecem na origem do desenvolvi- mento da consciencia s3o a identificaqdo e o medo a perda do amor ou da aprovaqao. Ha adultos 2i= que nio conseguemcompreender o conceito dejustificaqio pela fe, porquenessafase naofoi pos- gE sivel desenvolver essa flexibilidade, fixando-se apenas na existencia do conceito de reciprocidade. 0 zw VI a"
  29. 29. DESENVOLVllVlENTO DA SEXUALIDADE Nesse momento, meninos e meninas parecem estar mais proximos de um mesmo nivel de desenvolvimento e maturidade sexual. As meninas, porem, mais proximas da adolescencia do que os meninos, o que pode ser constatado com base nos sinais fisiologicos. Mesmo corn tais carac- teristicas, poucas sio as meninas que menstruam nessa fase. Elas ja apresentam consciencia do seu corpo e demonstram constrangimento em mostra-lo a pessoas do sex0 oposto. Nessa fase, costumam apresentar curiosidade em relaqio aos papeis desempenhados por ambos os sexos na procriaqio. As primeiras "relaqdes arnorosas" constituem parte do process0 de socializaqio, porem, em alguns casos, tornam-se preocupaqdesque assumem demasiada importincia. Nio 4 bom que os li- deres ridicularizemosjuvenis, devendo permanecerem segundoplano, pois a intervenqio, quando nio solicitada pelojuvenil, pode apresentar-se intempestiva,sem medida ou reveladora. 0 DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR Na idade de nove/dez anos, o juvenil possui mais dominio de si, adota uma atitude reflexiva frente aos pais, a escola, as responsabilidades,as pessoasmaiores eaos companheiros dejogos, pas- sando sem transiqio da expansio e do atrevimento a timidez. E necessario que o lider esteja atento as anomalias respiratorias- respiraqio curta, alterada, entrecortada, pela boca, etc., quando o Desbravador realiza exercicios mais intensos. 0JOG0 COMO INTERESSE PRINCIPALEINSTRUMENTO REGULADOR DO COMPORTAMENTO 0jog0 e a ocupaqio que mais retem o interesse dos juvenis. Nessa idade os jogos coletivos comeqama ser regidospor um conjunto de regrasde certa eficaciaecomplexidadeque, alem dessas caracteristicas,sio aceitas pelos participantes. Com a existencia de um regulamento, os Desbravadoresdescobririo uma forma mais eficaz de organizar as relaqdes interpessoais. Do mesmo modo, serve para que os jogadores aprendam a exercitar o autocontrole e aos poucos adquirem dominio sobre seus comportamentos sociais. Ja adquiriram a habilidade para desenvolver todo tip0 de atividade manual e energia para as atividades fisicas. As atividades preferidas escolhidas pelas meninas, em grupo, geralmente, en- volvem brincar, conversar,gracejar. 0 s meninos preferem brincarde lutar ou praticar algum esporte. Promovera cooperaqio e uma necessidade nesse periodo, inclusive nosjogos, pois ha uma tenden- cia natural para a competiqio, especialrnente, entre meninos e meninas. w u Surgem nesse momento os grupos de amigos, dentro dos quais os interesses que prevalecem w sio os coletivos em detriment0 dos individuais.A figura do lider aparece e se caracteriza especial- mente pela extroversio, fortaleza, seguranqa, inteligencia e habilidade. 0CI u DESENVOLVIMENTO ESPlRlTUAL .-+ 2+ Nessafase, osjuvenis gostam de expor suas ideias, de discutir, de perguntar, de ouvir historias UI -2 e de dizer coisas que provoquem o riso. 0 s lideres devem aproveitar esse interesse natural para.- 6 contar historias biblicas de uma forma atual, contextualizada. 0 s desafios sio um incentivo para o trabalho. Ja compreendem o que e consagraqio. Conscientize-os do fato de que foram chamados-m por Deus. E o momento oportuno para incentiva-10sa trabalhar para Cristo, pois apresentam desejo c e interesse para o trabalho.
  30. 30. 2.2. DESENVOLVIMENTO DO ADOLESCENT€ - 0 "1 JUVENIL DE II E 12 ANOS DESENVOLVIMENTO DA AFETlVlDADE ESOCIALIZACAO Nessa fase, e necessario que os lideres recorram as estatisticas para situar, nio como norma, mas apenas como orientaqio o momento da puberdade. Assim, chega-se ao entendimento que a maioriadas meninas chega a puberdadeem uma idadesituada entre 10e 12anos, enquanto a maio- ria dos meninos a experimentaentre 12e 14anos. As mudanqas proprias da puberdadesio manifestaqbesfisiologicas do organismo em cresci- mento, que quer dizer, trata-se de mudanqasfisicas. Nio obstante, e devido a sua intensidade, a sua envergadura e a rapidezcom que ocorrem, perturbam profundamente o equilibrio psiquicoinfantil, que se mantevet i o tranquilamente durante os anos de latencia. Embora exista uma atitude mais critica em relaqio aos pais e seja mais forte o sentimento de independenciae de afirmaqao pessoal, os sentimentos de apego e lealdade para com a familia costurnam ser intensos aos 11/12 anos. 0 juvenil sente-se atraido pelo grupo farrliliar e costuma procurar nele proteqaoe companhia. A relaqioentreos dois sexos. Porvolta dos 11anos, ate mesmoum poucoantes, em alguns casos, inicia-se Limafase de desenvolvimentosexual que, alem de aproxima-10sdo amadurecimentodefinitive e modificar o funcionamento do seu organismo, influi na visio que cada um tem do sexo e favorece o surgimento da primeira aproximaqio. E provavel que surjam interesses por festas e reunibes de todo tipo, nasquais nio deixarao passar aoportunidadede estabeleceramizades, nem de ensaiar as primei- ras tentativas de aproximaqio. Com frequencia, essas primeiras relaqbes afetivas tem mais eco dentro do grupo de colegas. 0 lider e os Conselheiros devem manter a atenqio sobre os grupos com supervisio em se- gundo plano, com intervenqbesdiretas so quando se fizerem necessarias. AS BRINCADEIRAS E PASSATEMPOS As brincadeiras predominantes um ano antes se dimensionam agora no plano das relaqbes interpessoais.Ocupam agora a maior parte do tempo livre com o grupo de amigos ou colegas que participam das brincadeiras. Permaneceo interessepor atividades motorasao ar livre, diminuindo anecessidadede exercitar $ constantementeo corpo. E comum que prefiram passeiosa pe com os colegasa passeios de bicicleta. $ Nesta idade,sio comuns os grandes desentendimentosentre os colegas etambem as grandes 5 reconciliaqbes, o que e esperado, devido principalmente as mudanqas bruscasde humor. m u A PERSONALIDADE w wCI C w Estar no process0 de desenvolvimentojuvenil significa estar nos portais da adolescencia e ;w nos proximos meses se manifestara uma serie de condutas e sintomas comportamentais em geral, 5 u alem de mudanqas orginicas, que sinalizario seus progressos psicoafetivos no caminho para a ma- 4 turidade. Agora a crianqa adota, em tentativa de afirmar sua personalidade cada vez mais forte, atitudes proprias de uma crianqa maior. Demonstra maior inquietaqao e instabilidade, alem de +curiosidade e sociabilidade.Interessa-sepor ampliar seus conhecimentos e experiencias.Sua prin- .- cipal preocupaqio e assimilar o m~indodos adultos e desempenhar seu papel nesse mundo. Ja 2 0 consegue expressar com mais facilidade suas opinibes do que ouvir e levar em consideraqio o >,w ponto de vista do seu interlocutor. VI d 37
  31. 31. 0 s aspectos que sio mais comuns e marcantesdessa fase, que sdo consenso entre os estudio- sos, sio as rapidas mudancasde humor e certa instabilidade no estado geral de saude. Experimenta mudanqas bruscas em seu estado de inimo. 0 s que convivem com ela sabem que ela pode passar em pouco tempo da alegria para acolera e do riso espontineo para urna profunda tristeza. Sua instabilidade na saude, assim como as variaqdes emocionais ou as atitudes de silnulada prepotkncia, requer por parte dos educadores, lideres e Conselheiros a compreensio de que essas caracteristicas ndo constituem um sintoma de debilidade orginica. A AFIRMACAO DO"EU": REBELDIA E EMANCIPACAO As transformaqdesvivenciadas nessafase, orginicas eafetivas, geram urna serie de reajustes profundos em suas relacdescom as pessoase coisas.Ou seja, novasformas de relaqio com o ambi- ente que a cerca. 0juvenil devera estar preparado para definir sua personalidade,demonstrando que e capaz de perlsar e atuar por si so. Recusa-sea obedecer em determinadas ocasides, dernons- trando rebeldia.Tudo isso se relaciona com as primeiras manifestaqdesdo process0 de afirmaqio da personalidade. Ha, ainda, momentos em que manifestaqdesde urna valorizaqdo narcisista de si mesmo podem aflorar acompanhadas de comportamentos com mudanqas radicais e imprevi- siveis de hul-nor.Em algumas ocasides a convivkncia pode tornar-se mais dificil. 0 s l~deresdevem mostrar-se bem dispostos, dispensando tratamento afetivo, mas com firmeza e clareza em suas aqdes e valoraqdes. Diantede suas inquietudesos lideresdevem mantera pacikncia,transmitindo seguranqaecon- fianqa. Devem,ainda, evitar qualquer atitude ou comentarios que possamexpor ou ridicularizaresse adolescente. As situaqdes de tensdo, ambivalenciae instabilidadeque o comportamentodos puberesapre- senta nada mais e do que reproduqao dos conflitos de origem interna e inconsciente. OS SEMTIMENTOS DE DEFORMIDADE As mudanqas apresentadas costulnarn vir acompanhadas de urna grande preocupaqio, que pode gerar ansiedade ou urna reaqio de inconformidade e iliadequaqdo com o proprio corpo. 0 sentimento de deformidade, conhecido como dismorfismo, e observado em especial nos 111 jover~sque atravessam a puberdade e ao longo da primeira fase da adolescOncia (entre 11 a 14 w anos). Pode apresentar-se de diferentes formas e com sir~tomassempre referidos ao corpo: sen- m 5 timento de ser muito feio, convicqdo de deformidade fisica e etc. Em geral, trata-se de um pre- julgamento negativo sobre o peso el em especial, da forma do rosto e dos caracteres sexuais. A h111 preocupaqio com defeitos minimos na aparkncia podem levar o adolescente a comportamentos ' estranhos: uso de casacos ern dias quentes, com o objetivo de esconder o corpo; cabelo no rostow para escondk-lo, por achar que ha defeitos enormes nele; ou ar~orexia,bulirnia, porque a pessoa se w acha gorda, quando na verdade encontra-se dentro do peso e das medidas adequadas. G No menino, o sentimento de deformidade reside no receio de ndo ser viril, enquanto a menina 0 ~7 parece organizar-se em torno de um certo receio as formas femininas adultas. Algumas circunstin- P cias sugerem desempenhar papel fundamental nesse sentimento de deformidade: a nio aceitaqio z da puberdade por parte da familia el em especial, a rejeiqio materna. -w 111.-C Ha ainda o "culto ao corpo" nas sociedades ocidentais, que na atualidade e disseminado por .- E veiculos de comunicaqdo, difundindo padrdes estereotipados de beleza e proporqdesfisicas, associ- 3 ando-os ao sucesso pessoal, sexual, esportivo el mesmo, profissional e cultural. -m =1 0 receio de parecer ridi'culoe a necessidadede aceitaqdo podem chocar-se com a angustia de C 2 urna imagem corporal pouco definida diante dos padr6es de perfeiqio, ditados pela sociedade.
  32. 32. As modificaqdesdo equilibrio hormonal,por outro lado, afetam certos sinais sexuais externos, podendo aparecer caracteres secundarios do sex0 oposto: crescimento das mamas, o aumento de gordura nos quadris do menino, aparecimento de penugem e musculatura na menina. Tudo isso pode desencadear crises de angustia entre os adolescentes, que sendo produto de um desequilibrio hormonal momentineo tPm curta duraqio, porem e necessario recorrer a uma avaliaqio medica. Mesmo assim, os adolescentes sio levados a um sentimento de deformidade. No contato com outrosjovens e que encontram, alem de seguranqa, prestigio e o padrio que serve de comparativo entre si e os outros. As diferentes manifestaqdesdismorficas (distorqdesda imagem corporal)sio propriasda ado- IescPnciae devem ser consideradas normais, a menos que se convertam em obsessio ou ideia fixa que sufoque o jovem, inibindo-o e causando-lhe angustia, caso em que sera tambem necessario consultar um especialista. DEPRESSAOE MELANCOLIA N O ADOLESCEN'TE As subitas oscilaqdesde inimo e do humor nio sio raras durante a adolescPncia. Ha ocasi6es em que a persistPncia de sintomas como tristeza, desinteresse e sentimentos de culpa associados, com maior ou menor intensidade, a manifestaqdessomaticas~s6nia1anorexia, amenorreia, trans- tornos digestivos, etc.) faz pensar em transtornos psiquicos. Embora essa possibilidadenio deva nunca ser descartada, a tristeza profunda que as vezes acomete o adolescente deve-se geralmente a uma crise de melancolia, na qua1 ressaltam principal- mente inibiqio e abulia (dificuldadeacentuada de fazer escolhas ou tomar decisdes),debilidade fisi- ca, astenia (fraquezaorghica presenteem problemas de saude como depressio, ansiedade, hipoti- reoidismo,e outras)e baixo rendimento intelectual. Frentea presenqa dessas crises, e recomendavel consultar um profissional em psicopedagogia. Alguns especialistas sustentam que a origem se deve ao conflito pela perda da identidade in- fantil. E importante estar atento aos comportamentos apresentados nessafase para orientar ealertar os responsaveisefamiliares. Esse e um period0 em que os lideres, educadores, professores e mesmo os familiares cos- tumam apresentar muita dificuldade em lidar e auxiliar o adolescente, quando se trata de timidez. 0 s jovens percebem a si mesmos, em diferentes momentos, como pessoas inseguras, cheias de c duvidas, carentes de recursos para estabelecer relaqdes frutiferas e gram-tes nos planos social, 2 afetivo, sexual, escolar ou de trabalho. Essa percepqio angustiantecostuma cTder diante da evidPn- %J cia de que, em outras ocasides, o contrario tambem everdadeiro: os sucessos obtidos em situaqdes propicias (no meio do grupo de amigos, em uma competiqio esportiva, etc.) tPm avirtude de com- por uma autoimagem que pouco antes estava francamente deteriorada. w+C 0 receio que coibe o adolescente timido nio ede fracassar diante de si mesmo, porem, diante 5 dos outros. 0 adolescentese sente vulneravel, ridiculo e inseg~~rodiante dos outros. -$ 0 E no minimo contraproducente que os adultos tentem fazer o jovem "superarnasua timidez 2por meio da forqa. Sio muitos os que ainda acreditam na eficacia de uma aqio repulsiva: obrigar 0 u a pessoa timida a falar ou exibir-se em publico, exorta-la a fazer aquilo que teme ou estabelecer + comparaqdes com pessoas que sio bem-sucedidas em situaqdes similares. 0 enfrentamento da Esituaqio com provasdramaticascorre o risco defazer transbordar aangustia edesencadear reaqdes m5-desesperadas que, sem duvida, abalariam a sua debil autoestima. o>C 0 s Conselheiros e os lideres do Clube de Desbravadores devem ter cuidado especial para g n i o colocar deliberadamente os adolescentestimidos em situaqio de exposiqio constrangedora. 39
  33. 33. - -!ugap e u o jap uez!l!qelsa as soue E 1a 1 allua sope5ueqe saloleA so 'soxas so soque u 3 .sou!uau E so anb apep!3!lsela lo!eu ~ a l u e uueunlso3 seuyau se 'soue sop .~!uede 'lela6 opou aa g 3. tl010WO3ISd OlN3WIAlOAN3S3a 2. %7 !% *sollnoalluap (g-S:Esasuassolo3),,-~jo/op! anb 5 'opupuo6 oasnow sorasap 'opx!ad 'ozalndw! lonxasapop!/olou?,:sipon ap ouallaj ozalnjoup a~ua~lad8 anb o opnjla~lowwoJoj 'w!sso,, a (81-9~ : 8le9) olues ol!.~!ds3op elqo e aodo as anb 'aule3 ep O!~!A fiC u n a 'aule3 ep opelapou! ofasapo a anb 'e!3uax!dn3uo3 e anb z!p snaa ap el~elede a '(062d3w I) g ;ow/o osay/-noy~uowaajuaw L,say/-noj/!noo!ldo.id osnqoopoj!qpy 0 "-oJ~ojonso w o ~as-wa~a/oj.~oj p aojuawpsa~~naso UIOJ w a x a ~ ~sajuax!dn~uo~saqx!od so 'souo wa walaJsa.n OD alopJoqlnjsow op o ~ j o ~ do woJawo3 SDJUD!.~sown6/~~:z!p aqyM ua113 'sol!nu e~edogesap u n las ap ~esady FIn zoi .odn~6u a og5eq~nlseue u e ~ l e ~ dsala sazaA sy .o!lel!los opou ap 'le~a6u a 'epe3 5n -!geld 'og5eq~nlseue ua~lo3al'sofasap snas sop apep!sualu! e aluay ' u y o d '!a1 e a ~azeldo allua gm ol!uuo3 aluaueu~adu n u a soslauqns as-USAeu!uau e a ou!uau o 'apep~aqnde aluelna UI -sel!xeseu a a3e4 eu solad sop oluau~6.1nso a a ~ e ~ 6eulol as anb 'ZOA ep alqu!g ou e5uepnu e 'zap!del louau no lo!euJU J O ~'uaqu~elall030 'od~o3op loyadns al~edeu ezlleal as eaugln3qns elnplo6 ep og5!nq!~~s[pe a leln3snu oluau!AloAuasapaluellodu! u n as-znpold .apep -~aqndep o!qu! o ue3leu se3!leuladsa sao5eln3efase~!au!~ds y .soulalxa s!el!ua6 so uaA1oAuasap as a e ~ q n dua6nuad e aluauep!de~a3a~edy.easso elnlnllsa eu sao5e3g!pou ap opeyueduo3e (e~nlleap u 3 p l e g ap) o3!s!4 oluau!3san IaAelou ap opojlad u n uessaAelle sou!uaur so .apep!A!le ens uessa3 ( o u ! ~ )sellno oluenbua 'so!lessa3au so!ugu - ~ o yso opue6al6as lode^ opol e ~euo!x1n4e ue5au~o3(asgod!y)seu!.nopua selnpuq6 sella3 .eA!g -!ugap og5!sod ens elope a e!ldu~eas eAlnA e a ua3san soulalxa a soulalu! yequa6 sog61o so -0dlo3op lo!la4u! ailed eu as-~elnun3eap epuapual e u a llaylnu eu anb 'eau$ln3qns e~r1plo6ep og4!nq!~ls[pe a so!as sop oluau!AloAuasap o uo3 '(e3~euau)og5enllsuau el!au!ld ep epe6ay3 e uo3 elalduo3 as .sops sop oluaune op opju! o uo3 'e!3u~nbasuo3u a 'a (so!~e~o)s!enxas sel -npuq6 sep oluau!3a~npeueo uo3 eyu! as 'el!p aluaue!~do~d'eu!u!uq apeplaqnd y .znpold elsa-1e u olue l anb og5enqs essaleluaqua e u a ~ o fo lepnfe essod anb (0606epado3!sd)leuo!ssgo~du n~eq.lnsuo3e ell!ue4 e lelua!lo uessod alua3salopeo ueyueduo3e ar~bseossad se ar~baluellodu! oynu 3 .alue!psn6uesouau le6nl u n eled ollno op leylo o opueuo!3a~!pal'lesse3e~4ap a oln3!p!~.waled ap o ! a m olad ep!znpo~dogsual eI!nu!u -!p e ~ ! l ! u ~ a dsollno so aluelad a sollno solad sope6!lsu! ualas uas s!eossad sapep!l!qesuodsa~ sel~a3aluaueaueluodsa a am1 l!unsse ap apep!unl~odoe lal.ope.~o!lalapous!s!3leu op og5!nl -!gsuo3a~e ogla3a~o~e4' e p ! ~ep sase4 se sepol u a 'anb sosse3e.q souanbad a sossa3ns souanbad ap e~!ssa3nsogssal6old e elas 'ossa3ns ap (epeuopalas) apep!unl~odo eapa3uo3 ay1 a~duas a alau el!pa~3e'eguo3 o~!aylasuo3nas anb ap ogsuaa~duo3e u a ~ o fo e~edo~!l!sod3 -0ssa3nsap sapep!l!q!ssod seoq uo3 ~elual4uauessod a ueq!es sap anb senold 'sopenbape s!eu soluauour sou 'aluaulel!sodo~d'opueuo!3alas 'eu!lsaolne a e5ueyuo3olne ens la3alo~e4o~!aylasuo3o anaa
  34. 34. Nojuvenil de 11 anos e esperado que o equilibrio normal tenha sido adquirido e em vias de consolidaqio. Com a idade, o equilibria evolui da mesma forma em ambos os sexos, sem que seja possivel registrardiferenqas significativas. 0 ADOLESCENTE E 0 ESPORTE Para ojovem, os esportes durante muito tempo constituem a continuaqio dos jogos infantis, sendo, como aqueles, importantes na estruturaqio da sua personalidade. Para o adolescente, a pratica do esporteconstitui-se numa oportunidade para evadir-sedo meiofamiliar, livre da pressio dos pais, liberar energia e descarregar agressividade. Com o acompanhamento de um especialista, a pratica do esporte possibilita ao jovem experimentar novas condutas, como cooperaqio e com- petiqio, equilibrar os conl-litose aumentar a confianqa em si mesmo. A CONVIVENCIA ENTRE 0 GRUPO, 0 CONSELHEIRO E A LIDERANCA Duranteas saidas, acampamentos e passeios, a vivPncia entre o grupo costuma ser muito in- tensa. Essa circunstancia da maior coesio tanto a Unidade, quanto ao Clube, favorecendo os inter- cimbios relacionais entretodos os seus membros. Nessesdias, o Lider no Clube estara mais proximo de todos eles, passandoa ser um companheiro a mais, que compartilha das experiPncias do grupo, se soma as atividadescomuns, propondo eorganizando novasatividades. Esseeo momento maisfa- voravel a aproximaq20de Desbravadoresque nio estio inseridos no grupo e isolam-se ou sentem-se rejeitadospelossubgruposque se formam e se consolidam nessa idade.0 papel do Conselheirosera de aproveitarseu relacionamentopositivocom o grupo efavorecer o clima de dialogo e participaqiio, favorecendo a formaqio de uma autoimagem positiva de todos os integrantes. APRENDIZADO ESPlRlTUAL Nessa idade, os juvenis iniciam a fase final do desenvolvimento da inteligPncia (cognitivo). Nesse momento, a crianqaladolescente ja deve ser capaz de compreender conceitos abstratos. Conceitos como"fe"e "salvaq~o"come~ama ser compreendidos com maior clareza. 2.3. DESENVOLVIMENTO DO ADOLESCENTE - 0 ADOLESCENTE DE 13 E 14 AN05 Deacordo com alguns estudiosos, a idadeentre 13 e 14anos el talvez, o momento mais repre- sentativo quanto ao aparecimento dos primeirostracos que correspondem a adolescPncia propria- mente dita. Alem das modificaqdesfisicas, a aproximaqso progressiva da sexualidadeadulta, os grandes e decisivos movimentos na esfera afetiva e sentimental, o paulatino e inevitavel afastamento do circulo familiar, a rejeiqso as ideias estabelecidas, a busca da originalidade, as primeiras reflexdes serias referentes ao futuro profissional e ao seu fut~lropessoal... estes sso alguns aspectos qlJe conformam o carater adolescente tipico. Se na infincia ojovem teve dores profundas,na adolescPnciaelas assurnirio outra magliitude, sendo muito importante, para nso dizer essential a saude, poder dar atenqiio a elas. Tambem nesse primeiro momento da crise podem surgir certos devaneios e fantasias, total- mente catastroficose desproporcionaise que, por um lado, trazem como tema ideiasde morte,fuga e suicidio; e por outro, amplificam triunfos imaginarios, nos Smbitos sexual, cultural ou esportivo.

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