Cantigas de zeca afonso

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Poemas de Zeca Afonso

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Cantigas de zeca afonso

  1. 1. José Afonso Canta Camarada Canta camarada canta canta que ninguém te afronta que esta minha espada corta dos copos até à ponta Eu hei-de morrer de um tiro Ou duma faca de ponta Se hei-de morrer amanhã morra hoje tanto conta Tenho sina de morrer na ponta de uma navalha Toda a vida hei-de dizer Morra o homem na batalha Viva a malta e trema a terra Aqui ninguém arredou nem há~de tremer na Guerra Sendo um homem como eu sou
  2. 2. Era de Noite e Levaram Era de noite e levaram Era de noite e levaram Quem nesta cama dormia Nela dormia, nela dormia Sua boca amordaçaram Sua boca amordaçaram Com panos de seda fria De seda fria, de seda fria Era de noite e roubaram Era de noite e roubaram O que na casa havia na casa havia, na casa havia Só corpos negros ficaram Só corpos negros ficaram Dentro da casa vazia casa vazia, casa vazia Rosa branca, rosa fria Rosa branca, rosa fria Na boca da madrugada Da madrugada, da madrugada Hei-de plantar-te um dia Hei-de plantar-te um dia Sobre o meu peito queimada Na madrugada, na madrugada
  3. 3. Grândola Vila Morena Grândola, vila morena Terra da fraternidade O povo é quem mais ordena Dentro de ti, ó cidade Dentro de ti, ó cidade O povo é quem mais ordena Terra da fraternidade Grândola, vila morena Em cada esquina um amigo Em cada rosto igualdade Grândola, vila morena Terra da fraternidade Terra da fraternidade Grândola, vila morena Em cada rosto igualdade O povo é quem mais ordena À sombra duma azinheira Que já não sabia a idade J urei ter por companheira Grândola a tua vontade
  4. 4. O Que Faz Falta Quando a corja topa da janela O que faz falta Quando o pão que comes sabe a merda O que faz falta O que faz falta e' avisar a malta O que faz falta O que faz falta e' avisar a malta O que faz falta Quando nunca a noite foi dormida O que faz falta Quando a raiva nunca foi vencida O que faz falta O que faz falta é animar a malta O que faz falta O que faz falta é acordar a malta O que faz falta Quando nunca a infância teve infância O que faz falta Quando sabes que vai haver dança O que faz falta O que faz falta é animar a malta O que faz falta O que faz falta é empurrar a malta O que faz falta Quando um cão te morde a canela O que faz falta Quando a esquina há sempre uma cabeça O que faz falta O que faz falta é animar a malta O que faz falta O que faz falta é empurrar a malta O que faz falta Quando um homem dorme na valeta O que faz falta Quando dizem que isto e' tudo treta O que faz falta O que faz falta é agitar a malta O que faz falta O que faz falta é libertar a malta O que faz falta Se o patrão não vai com duas loas O que faz falta Se o fascista conspira na sombra O que faz falta O que faz falta é avisar a malta O que faz falta O que faz falta é dar poder a malta Õ nur: Fax-r 'Falha
  5. 5. Milho verde Letra e nrúsica: popular: Beíra-Baixcr; Intérprete: Zeca Afonso; Milho verde, milho verde Milho verde maçaroca À sombra do milho verde Namorei uma cachopa Milho verde, milho verde Milho verde miudinho À sombra do milho verde Namorei um rapazínho Milho verde, milho verde Milho verde folha larga À sombra do milho verde Namorei uma casada Mondadeiras do meu miiho Mondaí o meu milho bem Malhão Letra e música: popular; Ó malhão, maihão, que vida é a tua? Comer e beber, ó tirim-tim-tinr, passear narua. Ó malhão, malhão, Malhão de Lisboa, Sempre a passear, ó tirim-tim-tim, A vida e' boa. Ó malhão, malhão, Ó malhão do Porto, Andaste a beber, ó tirim~tim-tim, E ñcaste torto. Ó malhâo, malhão, Quem te não dançou? Por causa de ti, ó tirim-tirrptim, O meu pai casou. Ó malhão, malhão, Quem te deu as meias? Foi o caixeirinho, foi o caixeirinho Das pernas feias. Ó malhão, malhão, Quem te deu as botas? Foi o caixeirinho, foi o caixeirinho Das pernas tortas. Ó malhão, malhão, ó Margaridinha, Quem te pôs a mão, quem te pôs a mão Sabendo que és minha? eras do teu pai eras do teu pai mas agora és minha Não olhais para o caminho Que a merenda já lá vem
  6. 6. “A luta é alegria” Aqui tica a letra da canção vencedora do 47° Festival RTP da Canção (letra de Nuno Duarte / música de Vasco Duarte) Por vezes dás contigo desanimado Por vezes dás contigo a desconfiar Por vezes dás contigo sobressaitado Por vezes dás contigo a desesperar De noite ou de dia, a luta é alegria E o povo avança é na rua a gritar De pouco vale o cinto sempre apertado De pouco vale andar a Iamuriar , De pouco vale o ar sempre carregado l De pouco vale a raiva para te ajudar De noite ou de dia, a luta é alegria E o povo avança é na rua a gritar E tráz o pão e tráz o queijo e tráz o vinho E vem o velho e vem o novo e o menino E tráz o pão e tráz o queijo e tráz o vinho E vem o velho e vem o novo e o menino Vem celebrar esta situação e vamos cantar contra a reacção» Não falta quem te avise «toma cuidado» Não falta quem te queira mandar calar Não falta quem te deixe ressabiado Não feita quem te venda o próprio ar De noite ou de dia, a luta e alegria E o povo avança é na rua a gritar E tráz o pão e tráz o queijo e tráz o vinho E vem o velho e vem o novo e o menino E tráz o pão e trãz o queijo e tráz o vinho E vem o velho e vem o novo e o menino Vem celebrar esta situação e vamos cantar contra a reacção A Luta continua quando o Povo sai à rua!

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