2014827 111116 lesao+ligamentar+joelho

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2014827 111116 lesao+ligamentar+joelho

  1. 1. Lesões de estruturas ligamentares do joelho Prof(a): Mariana Holanda Disciplina: Fisioterapia Traumato-Ortopédica e Reumatofuncional
  2. 2. DINÂMICA DO JOELHO  Articulação Fechada ◦ Fêmuro-patelar 30 a 60° de flexão ◦ Fêmuro tibial em extensão completa  Articulação Aberta ◦ Fêmuro tibial em 10 a 20° de flexão
  3. 3. DINÂMICA DO JOELHO  Extensão do joelho (cadeia aberta) ◦ Patela desliza superiormente em relação ao fêmur ◦ Tíbia desliza anteriormente em relação ao fêmur e faz rotação externa ◦ Deslizamento póstero-anterior do côndilo medial ◦ Deslizamento ânterio-posterior do côndilo lateral ◦ Translação medial da tíbia (adução)
  4. 4. DINÂMICA DO JOELHO  Flexão do joelho (cadeia aberta) ◦ Patela desliza inferiormente em relação ao fêmur ◦ Tíbia desliza posteriormente em relação ao fêmur e faz rotação interna ◦ Deslizamento ânterio-posterior do côndilo medial ◦ Deslizamento póstero-anterior do côndilo lateral ◦ Translação lateral da tíbia (abdução)
  5. 5. FUNÇÃO DOS LIGAMENTOS  Ligar as estruturas ósseas (primária)  Estabilizador  Limitar o movimento  Informar tensões de estiramento ◦ Há uma contração reflexa no aumento da tensão ligamentar, promovendo contração mm.
  6. 6. TIPOS DE ESTABILIZADORES:  ESTÁTICOS: ◦ Não tem movimentação própria na articulação ◦ Ligamento, cápsula e menisco  DINÂMICOS: ◦ Tem movimentação própria ◦ Tendões ◦ Obs: Cirurgia repõe o estático; fisioterapia reequilibra o dinâmico.
  7. 7. EQUILÍBRIO ESTÁTICO X DINÃMICO ESTÁTICO DINÂMICO LCA Isquios-tibiais (na inserção dos côndilos lateral e medial da tíbia) LCP Quadríceps LCL Trato íliotibial, fáscia lata, bíceps LCM Sartótio, grácil, semitendinoso (pata de ganso)
  8. 8. CONCEITO de LESÃO  É uma torção das estruturas periarticulares (ligamento, tendão ou capsula articular)  A lesão ligamentar ocorre quando o limite fisiológico da articulação é ultrapassado, mas ainda há o contato entre as superfícies articulares;
  9. 9. LIGAMENTO COLATERAL MEDIAL
  10. 10. LCM: ◦ O/I: Epicôndilo medial do fêmur à parte superior medial da tíbia (9 a 11cm) ◦ Fixa-se anteriormente ao retináculo medial da patela ◦ Suas fibras posteriores se misturam ao lig. poplíteo oblíquo e à cápsula póstero-medial ◦ É um estabilizador em valgo (50 de flexão = 57% da estabilidade; 250 de flexão = 78% da estabilidade) ◦ Fibras anteriores sempre tensas, fibras posteriores frouxas nas flexão
  11. 11. LCM:  Lesão de LCM (Tibial): ◦ Sofre maior estresse na inserção femoral (65%), na inserção tibial (25%) e na interlinha articular (10%), pois a inserção tibial é protegida pela pata de ganso ◦ Mecanismo de lesão: estresse em valgo, com tíbia fixa e rotação interna de fêmur, a 300 de flexão
  12. 12. LIGAMENTO COLATERAL LATERAL:
  13. 13. LCL: ◦ O/I: Epicôndilo lateral do fêmur à cabeça da fíbula (5 a 7cm) ◦ Tem função de estabilizador estático lateral, impede abertura lateral (varo), bloqueia rotação medial e impede deslocamento anterior da tíbia a 900 de flexão
  14. 14. LCL:  Lesão de LCL (Fibular): ◦ Sofre maior estresse na altura da interlinha articular e na inserção da cabeça da fíbula, pois a origem é protegida pela banda íleo-tibial ◦ Mecanismo de lesão: força em varo, associado a movimento rotacional e leve flexão
  15. 15. LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR:
  16. 16. LCA: ◦ O/I: Região póstero-medial do côndilo lateral do femural à região ântero-medial da tíbia (38mm comprimento, 11mm largura) ◦ Possui duas bandas: banda ântero-medial (flexão) e póstero-lateral (extensão) ◦ É um estabilizador estático ◦ Controla o deslizamento anterior da tíbia, responsável por 80% da estabilização (trava o rolamento posterior em ± 60° flexão).
  17. 17. LCA:  Lesão de LCA: ◦ Em geral estão relacionadas a prática esportiva ◦ As lesões ocorrem com o deslocamento anterior excessivo ou rotação interna da tíbia ◦ O pcte descreve com clareza este mecanismo de lesão (entorse) ◦ Se há hemoartrose pós trauma indica 78% de associação com lesão de LCA
  18. 18. LCA:  Lesão de LCA: ◦ Uma vez comprometido, haverá movimento excessivo e deslocamento do joelho em um ou mais planos de movimento. ◦ Tal frouxidão cria um esforço de cisalhamento excessivo, resultando em erosão acelerada das superfícies articulares e meniscais e produção aumentada do fluido sinovial (sinovite) ◦ Pcte disposto a mudar suas atividades com tratamento conservador e um rigoroso programa de reabilitação, podem restaurar um nível de função satisfatório ◦ Porém estudos apontam melhores resultados no nível de retorno as atividades esportivas após cirurgia
  19. 19. LCA:  Lesão de LCA: ◦ Cirurgia de reconstrução (enxerto de ligamento patelar, tendão do semitendinoso, isquiostibiais, calcâneo ou fáscia lata)
  20. 20. LIGAMENTO CRUZADO POSTERIOR:
  21. 21. LCP: ◦ O/I: Região ântero-medial do côndilo medial femural à região póstero-lateral da tíbia (38mm comprimento e 13mm largura) ◦ Possui duas bandas: ântero-lateral (flexão) e póstero-medial (extensão) ◦ É um estabilizador estático ◦ Responsável por 95% da estabilização posterior do joelho
  22. 22. LCP:  Lesão de LCP: ◦ Ocorre de 3 a 20% das lesões de joelho, em 70% associadas a outras estruturas ligamentares ◦ Ocorre em traumas com hiperflexão (lesão do painel) ◦ Evoluem com frouxidão progressiva dos restritores secundários, levando a dor, derrame e instabilidade ◦ Lesões isoladas podem não ser identificadas e quando sintomáticas podem apresentar quadro clínico semelhante à osteoartrite
  23. 23. LCP:  Lesão de LCP: ◦ Pctes com lesão isolada com até 10mm de deslocamento posterior devem ser submetidos a tto conservador (ganho de ADM e fortalecimento de quadríceps) ◦ Reconstrução (enxerto de ligamento patelar, tendão de calcâneo ou isquiostibiais)
  24. 24. ?? LESÕES DE JOELHO ??  Anatômica: Incongruência entre superfícies articulares  Biomecânica: Pequena amplitude de movimentos rotacionais  Funcional: Articulação de carga
  25. 25. QUADRO CLÍNICO  Fase aguda: ◦ Dor (específica ou não) ◦ Derrame articular (hidro ou hemoartrose) ◦ Diminuição da ADM (dor e derrame) ◦ Instabilidade articular (classificar pelos testes)  Fase crônica: ◦ Ø Dor ◦ Ø Derrame ◦ Instabilidade
  26. 26. TESTES  Teste de abdução (estresse em valgo) – LCM: ◦ Pcte em DD, relaxado, quadril em extensão, joelho a 30° é realizado do estresse em valgo.
  27. 27. TESTES  Teste de adução (estresse em varo) – LCL: ◦ Pcte em DD, relaxado, quadril em extensão, joelho a 30° é realizado do estresse em varo.
  28. 28. TESTES  Teste da gaveta anterior – LCA: ◦ Pcte em DD, joelho a 90°, realiza a anteriorização da tíbia.
  29. 29. TESTES  Teste de Lachman – LCA: ◦ Pcte em DD, joelho a 30°, terapeuta realiza movimento antagônico entra fêmur e tíbia. O teste é positivo quando o fêmur se desloca pra frente. Obs: Apresenta 80% de precisão no diagnóstico de LCA com paciente consciente e 100% com pcte anestesiado.
  30. 30. TESTES  Teste da gaveta posterior – LCP: ◦ Pcte em DD, joelho a 90°, realiza a posteriorização da tíbia.
  31. 31. CLASSIFICAÇÃO  Leve - 10 grau(+): ◦ Pouca ou nenhuma laceração de fibras ◦ Dor local ◦ Sensibilidade ao toque ◦ Edema discreto ◦ Endpoint
  32. 32. CLASSIFICAÇÃO  20 grau(++): ◦ Laceração parcial de fibras ◦ Sensibilidade moderada ◦ Edema/derrame moderado ◦ Perda da função mm. ◦ Equimose ◦ Frouxidão ao estresse , mas há endpoint
  33. 33. CLASSIFICAÇÃO  30 grau(+++): ◦ Rompimento do ligamento ◦ Dor significativa ◦ Aumento da sensibilidade ◦ Equimose em grande extensão ◦ Instabilidade mm ao estresse ◦ Ø endpoint
  34. 34. TRATAMENTO  Tto conservador (lesão leve e moderada): ◦ Imobilização (8 a 15 dias) para diminuir dor e edema e iniciar o processo regenerativo  Tto cirúrgico (lesão moderada e grave): ◦ Colateral: reforço com pregueamento ◦ LCA: reconstrução com tendão patelar ou semitendinoso
  35. 35. TRATAMENTO  Objetivos: ◦ Diminuir a sintomatologia inicial  Dor (acomodação / agressão tecidual)  Derrame residual (pós-imobilização ou pós-cirúrgico)  Liberação das aderências
  36. 36. TRATAMENTO  Objetivos: ◦ Recuperar a funcionalidade articular  Liberação das partes moles (mm, tendão, ligamento, fascia, capsula articular, retináculos)  Mobilidade articular (micromovimento / macromovimento)
  37. 37. TRATAMENTO  Objetivos: ◦ Reabilitação final  Musculação terapêutica  Propriocepção (treinamento sensório-motor): ◦ Recondicionar / reeducar os proprioceptores musculares, que são os responsáveis pelo posicionamento, direção e velocidade da articulação
  38. 38. REFERÊNCIAS:  HEBERT, S. et al. Ortopedia e traumatologia: princípios e prática. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.  FALOPPA, F.; ALBERTONI, W.M. Guia de Ortopedia e Traumatologia. São Paulo: Manole, 2008.  GROSS, J.; FETTO, J.; ROSEN, E. Exame musculoesquelético. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2008.

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