Fundamentos da Neurociência e Bioética

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O professor Cláudio Neves ministra esta disciplina na turma de Goiânia e disponibiliza aos alunos do ICG seus slides.

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Fundamentos da Neurociência e Bioética

  1. 1. Cláudio Pereira Neves Prof. De Educação Física Fisioterapeuta Ms. Educação Brasileira Equipe de avaliação CMAI [email_address] Fundamentos da Neurociências e Bioética
  2. 3. <ul><li>MELO, Silvana Regina de. Neuroanatomia: pintar para aprender. São Paulo, Roca 2010. </li></ul><ul><li>MONTIEL, José M.; CAPOVILLA, Fernando C. organizadores. Atualização em Transtornos de Aprendizagem. São Paulo Artes Médicas, 2009. </li></ul><ul><li>MORAES, A. P O livro do Cérebro , 1, 2 e 3. São Paulo: Duetto, 2009 – ISBN 978-85-7902-041-4. </li></ul><ul><li>GAZZANGA, S. Michel; IRVY, B. Richard; MANGUN, RGeorge. Et. All. Neurociência Cognitiva , a biologia da mente. 2ª Ed. Porto Alegre. Artmed. 2006. </li></ul><ul><li>ROTTA, Newra Tllecha. Transtornos da Aprendizagem . Artmed, 2006 </li></ul><ul><li>RELVAS, Marta Pires. Neurociência e Educação: Pontencialidades dos gêneros humanos na sala de aula . Rio de Janeiro: Wak Ed., 2009. </li></ul><ul><li>FONSECA, Vitor da. Manual de Observação Psicomotora. Significação psiconeurológica dos fatores psicomotores. Artes médicas, porto alegre.1995 </li></ul><ul><li>FONSECA, Vitor da. Desenvolvimento psicomotor e aprendizagem. Artmed.Porto Alegre,2002. </li></ul>
  3. 4. <ul><li>4.000 a.C. – cirurgia no cérebro, a trepanação. </li></ul><ul><li>Perfuração, à mão, um buraco de 2,5 cm a 3,5 cm de diâmetro no crânio de um homem vivo, sem anestesia ou assepsia, por 30 a 60 minutos. A trepanação foi realizada ao longo de praticamente todas as eras. </li></ul>
  4. 5. Frenologia – J. Gall (1810/1819), declarou que o cérebro era organizado com cerca de 35 funções específicas.
  5. 6. Santiago Ramón y Cajal considerado o pai da neurociência moderna <ul><li>Em 1888 Cajal descreve a presença de células isoladas no tecido nervoso (batizadas de neurônios pelo alemão Wilhelm von Waldeyer em 1891). </li></ul><ul><li>Caracterizou as partes constituintes da célula nervosa,corpo celular, dendritos e axônio. </li></ul><ul><li>Foi “impulsionado” a partir das pesquisas Broca e Wernicke. </li></ul>
  6. 7. Outras...
  7. 8. O que é Neurociência
  8. 9. O que é Neurociência? <ul><li>Neurociência é a área multidisciplinar de conhecimento que analisa o sistema nervoso para entender as bases biológicas do comportamento. </li></ul><ul><li>Floyd E. Bloom -The Scripps Research Institute - La Jolla, California </li></ul>
  9. 10. <ul><li>Se educar é promover a aquisição de novos comportamentos e os comportamentos resultam do funcionamento do cérebro, poder-se-ia concluir que o conhecimento das bases neurobiológicas do processo ensino-aprendizagem seria fundamental na formação do educador . </li></ul><ul><li>(O cérebro vai à escola: a experiência do projeto NeuroEduca) </li></ul>
  10. 11. <ul><li>Neurocientistas </li></ul><ul><li>são pessoas que atuam fazendo pesquisa em neurociência. </li></ul><ul><li>A formação se dá a nível de pós-graduação; não há graduação em neurociência. </li></ul><ul><li>podem ser: biólogos, biomédicos, médicos, psicólogos, físicos, engenheiros, filósofos, economistas... </li></ul><ul><li>mas uma base sólida em ciências biomédicas é sempre de grande valia. </li></ul>
  11. 12. APRENDIZAGEM <ul><li>Conceito neurobiológico </li></ul><ul><ul><li>- Processo complexo que resulta em modificações estruturais e funcionais permanentes do Sistema Nervoso Central . </li></ul></ul><ul><ul><li>- Representa uma das fases da memória : aquisição </li></ul></ul><ul><ul><li>Ohweiler, 2006 </li></ul></ul>neuroplasticidade Uso/desuso Cérebro, cerebelo e tronco encefálico
  12. 13. Aprendizagem <ul><li>“ ... a aprendizagem é um processo mental que envolve o processamento de informação e a sua passagem da memória de curto prazo para a de longo prazo . Neste processo, o conhecimento prévio do aluno e a construção de sentido tem um papel determinante em toda a aprendizagem”. </li></ul><ul><li>(Doolittle, 2002, p. 2). </li></ul>
  13. 14. MEMÓRIA <ul><li>Conceito </li></ul><ul><ul><li>Processo mediante o qual se adquire, se forma, se conserva e se evoca a informação. </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Fase de aquisição: aprendizagem </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Fase de evocação: lembrança </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Lent, 2008 </li></ul></ul></ul>
  14. 15. N eurociência: primeiros estudos <ul><li>O cérebro, uma vez completado seu desenvolvimento, era incapaz de mudar, alterar suas funções e estruturas (morfologia).  </li></ul><ul><li>Nesse sentido: </li></ul><ul><li>as partes lesionadas do cérebro, tais como aquelas apresentadas por vítimas de tumores ou derrames, eram incapazes de crescer novamente e recuperar, pelo menos parcialmente, suas funções </li></ul>
  15. 16. <ul><li>As pesquisas dos últimos 20 anos têm revelado um quadro inteiramente diferente. Em resposta aos jogos, estimulações e experiências, o cérebro exibe o crescimento de conexões neuronais. </li></ul><ul><li>Nesse sentido... </li></ul><ul><li>A educação de crianças em um ambiente sensorialmente enriquecedor, desde a mais tenra idade, pode ter um impacto sobre suas capacidades cognitivas e de memória futuras.  </li></ul><ul><li>A presença de cor, música, sensações (tais com a massagem do bebê), variedade de interação com colegas e parentes das mais variadas idades, exercícios corporais e mentais podem ser benéficos (desde que não sejam excessivos).   </li></ul><ul><li>Existem hoje, muitos estudos mostrando a importância da estimulação precoce . </li></ul>
  16. 20. Encéfalo
  17. 21. <ul><li>Encéfalo: 3 grandes estruturas: </li></ul><ul><li>01- os grandes hemisférios cerebrais D e E; </li></ul><ul><li>02 - o cerebelo, menor e com formato meio esférico </li></ul><ul><li>03 - Otronco </li></ul><ul><li>Cerebral; </li></ul>1 2 3
  18. 23. Cérebro <ul><li>O cérebro é a parte do sistema nervoso central que fica dentro do crânio. </li></ul><ul><li>É a parte mais desenvolvida e a mais volumosa do encéfalo, pesa cerca de 1,3 kg e é uma massa de tecido cinza-róseo. </li></ul><ul><li>Apresenta duas substâncias diferentes: uma branca , que ocupa o centro, e outra cinzenta , que forma o córtex cerebral. </li></ul><ul><li>O córtex cerebral está dividido em mais de quarenta áreas funcionalmente distintas. </li></ul>
  19. 25. Medula
  20. 26. <ul><li>O cérebro é composto por cerca de 100 bilhões de células nervosas, conectadas umas às outras. 60 mil sinapses, cada um. </li></ul><ul><li>- células da glia cerca, de 10 a 15 vezes mais. </li></ul><ul><li>(células de sustentação); </li></ul><ul><li>- vasos sanguíneos e órgãos secretores. </li></ul><ul><li>500 kcal/dia; </li></ul><ul><li>1/5 do Oxigênio ao longo da vida; </li></ul><ul><li>O cérebro só consegue prestar atenção a uma única coisa de cada vez. </li></ul>
  21. 27. - Artérias preenchendo sulcos: - AVE (hemorrágicos e isquêmicos)
  22. 29. Sulcos, Giros, Fissuras, e Lobos
  23. 30. A superfície do cérebro apresenta várias saliências arredondadas denominadas circunvoluções ou giros . Separando os giros existem depressões. As depressões profundas são denominadas Fissuras . A mais rasas, sulcos . Fissuras
  24. 31. Giros
  25. 33. Todavia, os locais de deteminadas fissuras e sulcos são constantes o suficiente para servirem de pontos de referência através dos quais cada hemisfério pode ser dividido em lobos: frontal, parietal, temporal e occipital.
  26. 34. Cada Hemisfério Possui quatro pólos/lobos <ul><li>Frontal </li></ul><ul><li>Occipital </li></ul><ul><li>Temporal </li></ul><ul><li>Parietal </li></ul>
  27. 35. 29/04/11
  28. 36. Oh! Como é lindo! Engenhoso!!! É o mais puro estado de arte da natureza... Trata-se da vista superior de um cérebro humano. Lá está os hemisférios direito e esquerdo.
  29. 37. ESQUERDO : “ 2+2 = 4 &quot; DIREITO : “2+2 = Dois patos na lagoa &quot; Os dois hemisférios cerebrais são funcionalmente assimétricos ESQUERDO : responsável pelo pensamento lógico &quot;A chuva é a água evaporada dos mares e rios que se condensa nas nuvens e cai na terra.“ DIREITO : responsável pela criatividade. “Ah, ah, as nuvens estão espirrando!&quot;
  30. 38. Dizer as cores, não as palavras!!
  31. 40. Vídeo
  32. 42. <ul><li>ttaol </li></ul><ul><li>lmeos </li></ul><ul><li>aorcdo </li></ul><ul><li>piremria </li></ul><ul><li>rseto </li></ul><ul><li>53RV3 </li></ul><ul><li>CO1545 </li></ul>
  33. 43. PROCESSO DE AUTOMATIZÇÃO <ul><li>Para Vigotski & Luria (1996), as funções corticais superiores são, em princípio, funções extracorticais , ou seja, desenvolvidas no e pelo intercâmbio da criança com os indivíduos mais desenvolvidos culturalmente, para depois se tornarem intracorticais ou individuais. </li></ul><ul><li>Assim, a leitura fica: </li></ul>
  34. 44. <ul><li>De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol , que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. </li></ul>
  35. 45. <ul><li>35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5 ! </li></ul>
  36. 46. <ul><li>....Como ficar feliz quando se está triste.doc </li></ul>
  37. 47. Funções do cérebro <ul><li>O cérebro é o centro de controle do: </li></ul><ul><li>movimento; </li></ul><ul><li>do sono,; </li></ul><ul><li>da fome; </li></ul><ul><li>da sede; </li></ul><ul><li>quase todas as atividades vitais necessárias à sobrevivência. </li></ul><ul><li>todas as emoções, como o amor, o ódio, o medo, a ira, a alegria e a tristeza; </li></ul><ul><li>recebe e interpreta os inúmeros sinais enviados pelo organismo e pelo exterior. </li></ul><ul><li>Os cientistas já conseguiram elaborar um mapa do cérebro, localizando diversas regiões responsáveis pelo controle da visão, da audição, do olfato, do paladar, dos movimentos automáticos e das emoções, entre outras. No entanto, pouco ainda se sabe sobre os mecanismos que reagem o pensamento e a memória. </li></ul>
  38. 48. Áreas cerebrais: mapeamento   Áreas de Brodmann 41 e 42: áreas auditivas primárias   4: córtex motor primário – “faixa motora”   6: área pré-motora.   44: trata-se a área de Broca (processamento da linguagem, produção da fala e compreensão). 17: córtex visual primário (lobo occipital).   40 e parte da área 39: área de Wernicke (conhecimento, interpretação e associação das informações ).   8: área do movimento ocular voluntário na direção oposta
  39. 52. <ul><li>lobos </li></ul>
  40. 54. Lobo Temporal:sensitivo <ul><li>Recepção e decodificação de estímulos auditivos (memória auditiva, descriminação e sequencialização auditiva, integração rítmica) que se coordenam com impulsos visuais. Relação com a parte da gustação e olfação. </li></ul><ul><li>Memória de curto e longo prazo; </li></ul><ul><li>Aprendizado auditivo; </li></ul><ul><li>Recuperação de palavras; </li></ul><ul><li>Processamento visual e auditivo; </li></ul><ul><li>Estabilidade emocional; </li></ul><ul><li>Reconhecimento de expressões faciais; </li></ul><ul><li>Decodificar entonação vocal; </li></ul><ul><li>Informações do equilíbrio corporal; </li></ul>
  41. 56. Vídeo: audição, equilíbrio e vestíbulo coclear
  42. 57. <ul><ul><li>- Memória, amnésia; </li></ul></ul><ul><ul><li>- Dificuldade/Incapacidade de reconhecer rostos familiares – prosopagnosia; </li></ul></ul><ul><ul><li>Problema em encontrar palavras; </li></ul></ul><ul><ul><li>Dificuldade do equilíbrio; </li></ul></ul><ul><ul><li>PROBLEMAS LOBO TEMPORAL: </li></ul></ul>
  43. 58. Lobo Parietal:sensitivo <ul><li>registro tátil, imagem do corpo (somatognosia), reconhecimento tátil de formas e objetos, direcionalidade, gnosias digital, leitura, elaboração grafomotora, imagem espacial, elaboração da práxis, processamento espacial, integração somato-sensorial, </li></ul><ul><li>Lesão: perda do conhecimento geral, falta da interpretação das relações espaciais (visual e auditiva), dificuldade da percepção corporal; </li></ul>
  44. 59. Lobo Occiptal:sensitivo <ul><li>realiza integração visual a partir da recepção dos estímulos que ocorre nas áreas primárias leva informações para serem apreciadas e decodificadas nas áreas secundárias e de associação visual. </li></ul><ul><li>Faz: percepção visual, sequenciação visual, rotação e perseguição visual, figura fundo, posicionamento e relação espacial </li></ul>
  45. 61. Consegue ver um bebe?
  46. 63. Lobos: <ul><li>Lobo frontal: está relacionado com as funções superiores, aspectos comportamentais humanos. </li></ul><ul><li>Funções: motora e psicomotora, escrita, memória imediata, ordenação, planificação, seriação, mudança de atividade mental, julgamento social, controle emocional, estruturação espaço-temporal, todos os movimentos do corpo (voluntários), funções executivas; </li></ul>
  47. 64. Vídeo Reflexos: patelar, óptico, tosse...
  48. 65. Fisiopatologia: <ul><li>lobo frontal </li></ul><ul><li>Controle voluntário da atenção (Foco); </li></ul><ul><li>Planejamento; </li></ul><ul><li>Julgamento e tomada de decisões; </li></ul><ul><li>Auto-controle; </li></ul><ul><li>Sensibilidade a conseqüências de longo prazo </li></ul><ul><li>Controle motor fino; </li></ul><ul><li>Portanto... </li></ul><ul><li>...o comprometimento dessa área leva a pessoa a enfrentar muitas dificuldades, entre elas problemas com concentração, memória, hiperatividade e impulsividade. </li></ul><ul><li>OBS: TDAH e crianças novas MATURIDADE CEREBRAL </li></ul>
  49. 66. atenção <ul><li>Só conseguimos prestar a atenção em uma única coisa por vez!!!! </li></ul>
  50. 67. <ul><li>Sem não há </li></ul><ul><li>Sem não há </li></ul><ul><li>MAS não é </li></ul><ul><li>nem </li></ul><ul><li> </li></ul>Atenção Memória Atenção Aprendizagem Atenção Memória Aprendizagem
  51. 68. Funções executivas: <ul><li>conjunto de processos cognitivos que, de forma integrada, permitem ao indivíduo direcionar comportamentos a metas, avaliar eficiência e a adequação desses comportamentos, abandonar estratégias ineficientes e, desse modo, resolver problemas imediatos, de médio e de longo prazo (MALLONY-DINIZ ET. AL., 2008) </li></ul>
  52. 69. Funções Executivas <ul><li>Processo cognitivo responsável pelo planejamento e execução de atividades , incluindo iniciação de tarefas, memória de trabalho, atenção sustentada e inibição de impulsos ou seja: QUASE TUDO que fazemos!!!!! </li></ul><ul><li>São desenvolvidas principalmente nos primeiros anos de vida e quando há falhas dessas funções, frequentemente aparecerão problemas envolvendo planejamento, organização, manejo do tempo, memória e controle das emoções . </li></ul>
  53. 70. <ul><li>Manejo do tempo; </li></ul><ul><li>Memória de trabalho; </li></ul><ul><li>Metacognição; </li></ul><ul><li>Planejamento; </li></ul><ul><li>Organização; </li></ul><ul><li>Mudança de foco de atenção; </li></ul><ul><li>Planejamento e previsão; </li></ul><ul><li>Tomada de decisão; </li></ul><ul><li>Resposta inibitória; </li></ul><ul><li>Persistência ao alvo; </li></ul>
  54. 71. <ul><li>Manejo do tempo: Capacidade de estimar quanto tempo ainda tenho para a execução de um dever de casa, de uma prova de matemática ou de um trabalho para a escola, por exemplo. </li></ul><ul><li>Memória de trabalho: Habilidade de manter informações na mente, enquanto executa tarefas. Utilizar aprendizagens do passado para aplicar na situação atual ou criar estratégias de solução de problemas para o futuro. </li></ul><ul><li>Metacognição: Habilidade de se observar, identificando como você resolve um problema. Exemplo, pergunto a mim mesmo: “Como estou indo?” ou “Como eu fiz esse exercício?” </li></ul>
  55. 72. metacognição <ul><li>é um fenômeno que tem sido enfatizado como significante para as diferenças individuais na inteligência e que os indivíduos mais brilhantes de qualquer idade são estes que possuem a função executiva para monitorar seu desempenho na tarefa e aplicar as técnicas que possui para resolver um problema. </li></ul>
  56. 73. Para qual lado o ônibus acima está indo? Para a esquerda ou para a direita? Essa pergunta foi feita a crianças de pré- escolas com essa mesma foto. 90% delas acertaram a resposta.
  57. 74. <ul><li>Planejamento : Habilidade de criar um caminho para atingir uma meta ou completar uma tarefa. </li></ul><ul><li>Organização: Habilidade de se criar uma estratégia para facilitar na execução de uma atividade. </li></ul>
  58. 75. Agrupe esses objetos <ul><li>um machado; um copo d'agua; duas tesouras; uma churrasqueira. </li></ul>
  59. 76. Mudança de foco de atenção. <ul><li>É possível agrupar os objetos de várias formas: </li></ul><ul><li>As tesouras e o machado cortam, copos e churrasqueira armazenam coisas. </li></ul><ul><li>As pessoas com disfunção executiva têm dificuldade para mudar o foco de atenção e tendem a manter inflexíveis suas percepções e comportamentos originais, mesmo quando deixam de ser úteis ou convenientes. </li></ul>
  60. 77. Planejamento e previsão <ul><li>O planejamento de uma viagem requer previsão e análise das condições e necessidades do viajante no destino, que geralmente são muito diferentes das existentes em casa. </li></ul><ul><li>O paciente com distúrbios na função executiva é incapaz de escapar do presente e formular o modelo mental de um futuro diferente. </li></ul>
  61. 78. Monitoramento e correção de erros <ul><li>Alguém que sai para comprar uma torta porque está oferecendo um jantar naquela noite. Ao perceber que a loja de doces está fechada, dirige-se a outra que fica muito distante, entretanto não se da conta de que não estará de volta a tempo de receber seus convidados . </li></ul>
  62. 79. Tomada de decisão <ul><li>Pense em uma pessoa que passa por problemas financeiros. Objetivos: reduzir despesas ou aumentar a renda – cada um desses caminhos exige que ela pese as opções, tome uma decisão e a execute. </li></ul><ul><li>Quem sofre de disfunção executiva não consegue se fixar numa opção , especialmente em situações nas quais não há uma resposta óbvia ou ensinada previamente. Por seguir às cegas as sugestões de terceiros, essas pessoas ficam mais expostas à exploração </li></ul>
  63. 80. Resposta inibitória: <ul><li>Capacidade de pensar antes de agir. Essa habilidade de resistir em dizer ou fazer alguma coisa nos dá tempo para avaliar uma situação e decidir se algo deve ou não deve ser dito. </li></ul>
  64. 81. Flexibilidade <ul><li>Habilidade de revisar os planos, na presença de obstáculos, erros ou novas informações. Trata-se da capacidade de adaptar-se a condições adversas. </li></ul><ul><li>Persistência ao alvo </li></ul><ul><li>Capacidade de seguir e executar um plano até completar a meta, sem desistir . </li></ul>
  65. 82. Marshmellow test
  66. 86. Q ue área você acha que foi comprometida?
  67. 89. Diogo, a picanha é por sua conta! Não se esqueça, hein! Deixa comigo! Três dias antes .... Diogo recebeu uma mensagem falada da Gabi: Sequência das áreas cerebrais Ondas mecânicas Cóclea Núcleos cocleares ... Córtex auditivo relacionada com a compreensão da fala relacionada com expressão da fala
  68. 90. Diogo, não se esqueça de trazer a picanha amanhã! Ass. Gabi Na véspera do churrasco Diogo recebeu uma mensagem escrita Caraca... Que chata! Retina Nevo óptico (II) NGL (tálamo) Córtex Visual Relacionado coma a compreensão da leitura
  69. 91. Fibras de associação (fascículos)
  70. 92. Maturação <ul><li>Inicia-se no tronco encefálico </li></ul><ul><li>No cérebro: da parte posterior para anterior, ou seja: do </li></ul><ul><li>Lobo Occipital para o </li></ul><ul><li>Frontal; </li></ul>
  71. 94. Resumindo... visão Audição; Equilíbrio; Memória; Linguagem... Somatognosia; Tátil; Proc.Espacial...; Pesamento /praxis; Fun. executivas
  72. 95. Cerebelo
  73. 96. Cerebelo: A palavra cerebelo vem do latim para &quot;pequeno cérebro.&quot; <ul><li>Funções: </li></ul><ul><li>Equilíbrio; </li></ul><ul><li>Postura ; </li></ul><ul><li>Marcha; </li></ul><ul><li>Coordenação dos movimentos </li></ul><ul><li>automáticos e voluntários </li></ul><ul><li>Tônus muscular; </li></ul><ul><li>No cerebelo são 150 mil </li></ul><ul><li>Sinapses p/ cada celula; </li></ul>
  74. 97. Coordena: <ul><li>Força </li></ul><ul><li>Harmonia </li></ul><ul><li>Ritmo </li></ul><ul><li>Sequência </li></ul><ul><li>Sinergismo </li></ul><ul><li>Antagonismo </li></ul><ul><li>Principais Funções Cerebelares MANUTENÇÃO DO EQUILÍBRIO E DA POSTURA </li></ul>
  75. 98. <ul><li>CONTROLE DO TÔNUS MUSCULAR </li></ul><ul><li>CONTROLE DOS MOVIMENTOS VOLUNTÁRIOS </li></ul><ul><li>O controle dos movimentos envolve duas etapas: </li></ul><ul><ul><li>planejamento do movimento </li></ul></ul><ul><ul><li>correção do movimento já em execução </li></ul></ul>
  76. 99. Cerebelo e motricidade <ul><li>Consideremos que você esteja sentado e deseja ficar de pé. O seu córtex motor primário é a parte do encéfalo que toma a decisão de movimentar (ficar de pé). Essa decisão é retransmitida ao cerebelo. O cerebelo capta a ação desejada e, em seguida, analisa o estado atual dos seu corpo, como base nas informações (estímulos sensoriais) que ele recebe. </li></ul>
  77. 100. Ataxia cerebelar
  78. 101. aula 01 Tronco Encefálico O Tronco Encefálico é uma área do encéfalo que fica entre o tálamo e a medula espinhal. Possui várias estruturas como o bulbo, o mesencéfalo e a ponte. Algumas destas áreas são responsáveis pelas funções básicas para a manutenção da vida como a respiração, o batimento cardíaco e a pressão arterial; instintos (cérebro reptiliano).
  79. 102. Papel do Tronco Cerebral no Controle da Função Motora: <ul><li>1- Controle da respiração; 2- Controle do sistema cardiovascular; 3- Controle da função gastrintestinal; 4- Controle de muitos movimentos estereotipados do corpo; 5- Controle do equilíbrio; 6- Controle dos movimentos dos olhos. </li></ul>
  80. 103. Neurônio <ul><li>Não se regenera; (surgem novos ?????) </li></ul><ul><li>Ao se processar um aprendizado há uma nova organização cerebral, novas sinapses. </li></ul><ul><li>“ Sinapse física”: interpreta o meio ambiente, através dos sentidos; recebe no tálamo e de lá é/são encaminhados para as áreas correspondentes; </li></ul>
  81. 105. neurônios: Nosso cérebro é composto por aproximadamente 100 bilhões de células nervosas, chamadas de neurônios . Os neurônios têm a incrível habilidade de juntar e transmitir sinais eletroquímicos, como se fossem entradas, saídas e fios de um computador. Os neurônios compartilham as mesmas características e têm as mesmas partes que as outras células, mas o aspecto eletroquímico os deixa transmitir sinais por longas distâncias e passar mensagens de um para o outro. Os neurônios possuem três partes básicas: corpo celular, axônio e dendritos (Freudenrich)
  82. 106. Neurônios: <ul><li>Um neurônio típico apresenta 03 partes distintas: corpo celular (núcleo), axônio e dentritos; </li></ul><ul><li>Os dentritos são prolongamentos finos e geralmente ramificados que conduzem os estímulos captados do ambiente ou de outras células em direção ao corpo celular; </li></ul><ul><li>O axônio é um prolongamento fino, cuja função é transmitir para outras células os impulsos nervosos provenientes do corpo celular; </li></ul><ul><li>Localização dos neurônios: concentrados no sistema nervoso central e nos gânglios nervosos (espalhados pelo corpo). </li></ul>
  83. 107. Bainha de mielina <ul><li>Fazem o impulso percorrer 100 vezes mais rápido </li></ul><ul><li>É plástica: altera em resposta aos estímulos ambientais </li></ul><ul><li>Indivíduos com esquizofrenia e bipolares tem produção alterada (diminuída) dessa camada. </li></ul>
  84. 108. Sinapses: transmissão do impulso nervoso entre células <ul><li>Um impulso é transmitido de uma célula a outra. </li></ul><ul><li>A sinapse é uma região de contato muito próximo entre a extremidade do axônio de um neurônio e a superfície de outras células. </li></ul><ul><li>As terminações de um axônio podem estabelecer muitas sinapses simultâneas. </li></ul>
  85. 109. IMPULSO NERVOSO
  86. 111. Sinapses Neuromusculares <ul><li>A ligação entre as terminações axônicas e as células musculares é chamada sinapse neuromuscular e nela ocorre liberação da substância neurotransmissora acetilcolina que estimula a contração muscular. </li></ul>
  87. 112. Vídeo: sinapse
  88. 113. <ul><li>Aprendizagem certa ou errada surge uma nova sinapse; </li></ul><ul><li>“ apagar” o errado e “colocar” o certo não é tarefa fácil. </li></ul>
  89. 114. Neurônio Espelhos
  90. 115. Eles são ativados principalmente quando alguém precisa reconhecer uma ação de outra pessoa ou fazer uma leitura do que está ocorrendo ao seu redor. Os cientistas já sabiam que crianças com autismo têm grandes déficits exatamente nessas situações. Elas não conseguem imitar o sentimento de medo, alegria ou tristeza, por exemplo, e também apresentam dificuldades de comunicação. Nos cérebros das crianças com autismo (abaixo) os neurônios-espelhos não foram estimulados
  91. 116. NEURÔNIO ESPELHO <ul><li>Tem-se conseguido detectar a ativação de certas regiões cerebrais em máquinas de neuroimagem por ressonância magnética, quando a pessoa realiza uma ação (por exemplo, alcançar um objeto com a mão), quando observa uma outra pessoa fazendo o mesmo, quando a imita ou complementa sua ação, e quando apenas imagina a si próprio realizando essas mesmas ações. </li></ul>
  92. 117. A hipótese é de que o sistema de neurônios-espelhos existam em várias regiões cerebrais
  93. 118. <ul><li>Os pesquisadores mostraram que, quanto menor a ativação do sistema espelho, mais forte é a dificuldade de comunicação social dos indivíduos autistas. </li></ul>
  94. 119. NEURÔNIO ESPELHO <ul><li>Aprendizagem no trato social cultural </li></ul><ul><li>Respostas automáticas do cérebro. Imitar o gesto, a emoção, você “sente” a dor do outro, você se “coloca” no lugar do outro. É a base da empatia. </li></ul><ul><li>Tem pessoas que são mais aptas a dar essas respostas. </li></ul><ul><li>As crianças aprendem muito a partir das imitações e associações dos seus atos com respostas do adulto e da outra criança. Ex. xingar!!! </li></ul>
  95. 120. Qual é “buba”, qual é “quiqui”?
  96. 121. Lesões no lobo frontal podem desencadear a síndrome de Zelig, distúrbio raro, em que pacientes assumem novas identidades em resposta a estímulos ambientais <ul><li>....Efeito Camaleão Lesões no lobo frontal podem desencadear a síndrome de Zelig.doc </li></ul>
  97. 122. Maturação cerebral <ul><li>Não há momento preciso, entretanto usa-se denominar que é na fase final mielinização. </li></ul>
  98. 123. degeneração
  99. 125. Esclerose múltipla
  100. 126. <ul><li>Organização funcional do cérebro segundo </li></ul><ul><li>Alexander Lúria </li></ul>
  101. 127. Unidades Funcionais- A.R.Luria <ul><li>Funcionamento cerebral sistêmico- grupos de estruturas cerebrais operando em concerto. </li></ul><ul><li>Estrutura hierarquizada </li></ul><ul><li>São três as principais unidades ou sistemas funcionais necessários para qualquer tipo de atividade mental: </li></ul><ul><li>1- a unidade para regular o tono ou a vigília; </li></ul><ul><li>2- a unidade responsável por obter, processar e armazenar as informações; </li></ul><ul><li>3 - outra para programar, regular e verificar a atividade mental. </li></ul><ul><li>Os processos mentais do homem e a sua atividade consciente ocorrem com a participação destas três unidades, cada uma delas com seu papel específico . </li></ul>
  102. 128. 1.ª Unidade Funcional <ul><li>Formação reticular: </li></ul><ul><ul><li>Controle da atividade elétrica cortical sono-vigília; </li></ul></ul><ul><ul><li>Controle do sistema nervoso autônomo; </li></ul></ul>
  103. 129. <ul><li>Bradicinesia </li></ul><ul><li>Fatigabilidade </li></ul><ul><li>Micrografia </li></ul><ul><li>Indiferença </li></ul><ul><li>Ansiedade, alteração da atenção </li></ul><ul><li>Transtornos do sono: insônia, apnéia, narcolepsia (distúrbio do Sono, excessivo) </li></ul><ul><li>Acinesia </li></ul><ul><li>Defeitos na orientação </li></ul><ul><li>Alterações na consciência </li></ul><ul><li>Alterações de memória </li></ul>Síndromes nessa região
  104. 130. 2ª Unidade Funcional <ul><li>Unidade para receber, analisar e armazenar informações; dar significado; Via ascendente; </li></ul><ul><li>Inclui lóbulos sensitivos: occipital, córtex temporal e parietal; </li></ul><ul><li>Todas estas regiões têm uma estrutura e organização hierárquica: áreas primárias (receptoras), áreas secundárias (associativas), ambas com analisadores específicos, e; áreas terciárias (zonas de superposição) onde diversos analisadores possibilitam o funcionamento em concerto. </li></ul>
  105. 131. 3.ª Unidade Funcional <ul><li>Responsável pela programação, regulação e verificação da atividade consciente. </li></ul><ul><li>Porção anterior do cérebro ( lobo frontal); </li></ul><ul><li>Via descendente. </li></ul>
  106. 133. LÚRIA E PSICOMOTRICIDADE 1ª UNIDADE TONICIDADE EQUILIBRAÇÃO 2ª UNIDADE LATERALIZAÇÃO NOÇÃO DO CORPO ESTRUTURAÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL 3ª UNIDADE PRAXIA GLOBAL PRAXIA FINA
  107. 134. Memória e Aprendizagem
  108. 135. Hipocampo <ul><li>Memória transitória, de trabalho. </li></ul><ul><li>Faz conecção com córtex cerebral; </li></ul>
  109. 136. Memória <ul><li>O hipocampo, juntamente com outra parte do cérebro chamada de córtex frontal, é responsável por analisar as diversas entradas sensoriais e decidir se vale a pena lembrar delas. Se valerem a pena, elas podem se tornar parte de sua memória de longo prazo; </li></ul><ul><li>A criação de uma memória começa com sua percepção: o registro de informações durante a percepção ocorre no breve estágio sensorial, que geralmente dura somente uma fração de segundo; </li></ul>
  110. 137. <ul><li>A memória de curto prazo tem uma capacidade um pouco limitada - ela pode manter sete itens, por não mais de 20 ou 30 segundos por vez. Você pode conseguir aumentar bastante essa capacidade utilizando diversas estratégias de memorização; </li></ul><ul><li>Diferentemente das memórias sensoriais e de curto prazo, que são limitadas e se desfazem rapidamente, a memória de longo prazo pode armazenar quantidades ilimitadas de informações; </li></ul>
  111. 138. <ul><li>A maioria das pessoas pensam na memória de longo prazo ao pensar na &quot;memória&quot; em si, mas a maioria dos especialistas acredita que a informação precisa passar pelas memórias sensorial e de curto prazo antes de poder ser armazenada como uma memória de longo prazo. (Mohs) </li></ul>
  112. 139. <ul><li>Efeitos do envelhecimento na memória </li></ul><ul><li>O hipocampo, área essencial para a memória, perde cerca de 20% de células nervosas até a pessoa chegar aos 80 anos. </li></ul><ul><li>O envelhecimento causa uma perda de células enorme em uma pequena região na parte frontal do cérebro que leva a uma queda na produção de um neurotransmissor chamado acetilcolina. A acetilcolina é vital para o aprendizado e para a memória. </li></ul><ul><li>Além disso, o próprio cérebro encolhe e se torna menos eficiente conforme você vai envelhecendo. </li></ul>
  113. 140. Efeitos do envelhecimento na memória <ul><li>É claro que outras coisas podem ocorrer com o cérebro que podem acelerar esse declínio. </li></ul><ul><li>Os exercícios físicos e a estimulação mental também podem melhorar a função mental. </li></ul><ul><li>Estudos mostram que, conforme ficamos idosos, um ambiente estimulante encoraja o crescimento dos dendritos, ao passo que um ambiente maçante impede esse crescimento. </li></ul><ul><li>O ponto importante a ser lembrado é que, conforme envelhece, pode ser que não se aprenda nem lembre tão rapidamente quanto quando estava na escola, mas provavelmente aprenderá e lembrará quase tão bem . </li></ul>
  114. 141. Verdades e mitos <ul><li>Os videojogos melhoram o funcionamento cerebral? </li></ul><ul><li>Estudantes do Ensino Superior que jogam regularmente este tipo de jogos são capazes de registrar mais objetos num estímulo visual breve que os que não jogam. Ademais, os que jogam reelaboram a informação mais rapidamente, reconhecem mais objetos de uma vez e podem mudar de tarefa com maior facilidade. </li></ul>
  115. 142. Não memorizar a matéria da prova de uma vez só. <ul><li>O cérebro retém informação durante mais tempo se forem feitos descansos entre sucessivas tarefas de estudo. </li></ul><ul><li>Duas sessões separadas podem facilitar, que seja assimilado o dobro de conhecimentos que numa única sessão da mesma duração total. </li></ul>
  116. 143. APRENDIZAGEM <ul><li>Conceito neurobiológico </li></ul><ul><ul><li>Processo complexo que resulta em modificações estruturais e funcionais permanentes do Sistema Nervoso Central. Representa uma das fases da memória : aquisição </li></ul></ul><ul><ul><li>Ohweiler, 2006 </li></ul></ul>
  117. 144. Aprendizagem <ul><li>Atenção </li></ul><ul><li>Codificação </li></ul><ul><li>Armazenamento </li></ul><ul><li>Recuperação </li></ul>
  118. 145. MEMÓRIA <ul><li>Conceito </li></ul><ul><ul><li>Processo mediante o qual se adquire, se forma, se conserva e se evoca a informação. </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Fase de aquisição: aprendizagem </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Fase de evocação: lembrança </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Lent, 2008 </li></ul></ul></ul>
  119. 146. Bases anatômicas da memória <ul><li>Não possui uma única localização; </li></ul><ul><ul><li>Várias estruturas cerebrais estão envolvidas: Ex.: </li></ul></ul><ul><ul><li>Sistema Límbico (Retenção, consolidação: emoções): </li></ul></ul><ul><ul><li>Hipocampo (informações novas); </li></ul></ul><ul><ul><li>Amígdala: percepção do perigo e resposta ao combate e fuga (medo preservação); </li></ul></ul><ul><ul><li>Cerebelo: Respostas esqueléticas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Córtex: Períodos prolongados, principalmente lobo frontal, ( memória de trabalho). </li></ul></ul>
  120. 147. Sistema límbico 1º processamento visual; - Após identificação entra a amígdala, (sinais de alerta) - coração; - músculos se contraem; - olhos se fixam; - adrenalina; - resposta: 2º (fugir ou relaxar); lóbulo frontal; o que acontece quando vemos uma serpente? (reações)
  121. 148. Aprendizagem e memória <ul><li>Podem se confundir do seguinte modo: quando chega uma informação conhecida , ele gera uma lembrança, que nada mais é do que uma memória; </li></ul><ul><li>Quando chega ao SNC uma informação nova, ela nada evoca, e sim produz uma mudança – isso é o aprendizado do ponto de vista neurobiológico (RIESGO, 2006). </li></ul><ul><li>Aprender é um processo de plasticidade cerebral ou neuroplasticidade. </li></ul>
  122. 149. Vídeo (resumo): funções, áreas cerebrais e memória
  123. 150. Neuroplasticiade <ul><li>A plasticidade neural ou neuroplasticidade é a capacidade de organização/reorganização do Sistema Nervoso frente ao aprendizado e a lesão. </li></ul><ul><li>Esta organização se relaciona com a modificação de algumas conexões sinápticas . </li></ul><ul><li>A plasticidade nervosa não ocorre apenas em processos patológicos, mas assume também funções extremamente importantes no funcionamento normal do indivíduo. </li></ul>
  124. 151. Um ambiente enriquecedor, que permite os ratos interagir com os brinquedos em suas gaiolas, provoca mudanças anatômicas no córtex cerebral.   Ambiente pobre em estímulos
  125. 152. Área estimulada Sinaptogenese. Se não for estimulada não aumenta ou se parar o estimulo Também a Sinaptogenese. Lei uso e desuso O que fazer então para combater isso?
  126. 153. A c D E B ESTÍMULO INICIAL F
  127. 154. A c D E B F
  128. 155. A B C ASSIMILAÇÃO DO ESTÍMULO Adaptação funcional
  129. 156. LESÃO: PERDA/DIMINUIÇÃO DA FUNÇÃO
  130. 157. ESTÍMULO E PLASTICIDADE NOVAS RAMIFICAÇÕES: ADAPTAÇÃO MORFOLÓGICA
  131. 159. tony
  132. 160. Desequilíbrio Adaptação PLASTICIDADE Contatos com o meio Aprendizagem: Processo Neuroevolutivo
  133. 161. aprender <ul><li>Â mbitos: </li></ul><ul><li>Família: cultural, falas erradas, incentivo à educação... </li></ul><ul><li>Escola: métodos de ensino, unimodal X plurimodal inteligências múltiplas... </li></ul><ul><li>Indivíduo: fatores biológicos; alimentação; cansaço/stress.... </li></ul>
  134. 162. Evolução da matemática (texto hiperlink)
  135. 163. Exercício e atividade cerebral
  136. 164. <ul><li>Sistema nervoso periférico </li></ul>
  137. 165. SNP <ul><li>é constituído pelos nervos e gânglios nervosos e sua função é conectar o sistema nervoso central às diversas partes do corpo humano . </li></ul>
  138. 166. Nervos periféricos <ul><li>O sistema nervoso periférico é composto por todos os nervos que estão fora do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). </li></ul><ul><li>Fazem parte do sistema nervoso periférico os nervos cranianos que ligam o cérebro diretamente à cabeça e à face, os que o ligam aos olhos e ao nariz e os nervos que ligam a medula espinhal com o resto do organismo </li></ul>
  139. 170. Gânglios nervosos são aglomerados de corpos celulares de neurônios localizados fora do sistema nervoso central. Os gânglios aparecem como pequenas dilatações em certos nervos
  140. 171. Nervos sensitivos e motores <ul><li>Nervos sensitivos são os que contêm somente fibras sensitivas, que conduzem impulsos dos órgãos sensitivos para o sistema nervoso central. </li></ul><ul><li>Nervos motores são os que contêm somente fibras motoras, que conduzem impulsos do sistema nervoso central até os órgãos efetuadores (músculos ou glândulas). </li></ul>
  141. 172. Neurônio aferente e eferente <ul><li>Aferente: sensitivo </li></ul><ul><li>Eferente : motor </li></ul>Abordagem Motora – Funções Motoras da Medula Espinhal Os sinais sensoriais entram na medula quase que inteiramente pelas raízes sensoriais posteriores. Depois de entrar na medula, um grupo de neurônios sobe com informações ao cerebelo e outro grupo de neurônios envia informações ao córtex cerebral.
  142. 173. Divisão funcional do SNP <ul><li>As ações voluntárias resultam da contração de músculos estriados esqueléticos, que estão sob o controle do sistema nervoso periférico voluntário ou somático. </li></ul><ul><li>Já as ações involuntárias resultam da contração das musculaturas lisa e cardíaca, controladas pelo sistema nervoso periférico autônomo, também chamado involuntário ou visceral . </li></ul>
  143. 174. SNP Voluntário <ul><li>Tem por função reagir a estímulos provenientes do ambiente externo. </li></ul><ul><li>Ele é constituído por fibras motoras que conduzem impulsos do sistema nervoso central aos músculos esqueléticos. </li></ul>
  144. 175. SNP Autônomo <ul><li>Tem por função regular o ambiente interno do corpo , controlando a atividade dos sistemas digestivos, cardiovascular, excretor e endócrino. </li></ul><ul><li>Ele contém fibras nervosas que conduzem impulsos do sistema nervoso central aos músculos lisos das vísceras e à musculatura do coração. </li></ul>
  145. 176. SNP Autônomo Simpático e SNP Autônomo Parassimpático <ul><li>As fibras nervosas simpáticas e parassimpáticas inervam os mesmos órgãos, mas trabalham em oposição. </li></ul><ul><li>Enquanto um dos ramos estimula determinado órgão, o outro o inibe. Essa ação antagônica mantém o funcionamento equilibrado dos órgãos internos . </li></ul>
  146. 177. DIFERENÇAS ANATÔMICAS E FUNCIONAIS ENTRE OS SISTEMAS SIMPÁTICO E PARASSIMPÁTICO Imagem: LOPES, SÔNIA. Bio 2.São Paulo, Ed. Saraiva, 2002.
  147. 178. Implicações para a Aprendizagem <ul><li>Do ponto de vista neurológico </li></ul><ul><li>Áreas Sensitivas: recebem informação; </li></ul><ul><li>Áreas Específicas + Área de associação = significado. </li></ul><ul><li>Processamento/Resposta </li></ul><ul><li>Repetição do processo= aprimoramento neuronal (ramificação e “atalho” ) = aprendizagem = plasticidade . </li></ul>
  148. 179. [email_address]
  149. 180. Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade TDAH Aspectos Fisiopatológicos Ms.Cláudio P.Neves Prof. De Educação Física Fisioterapeuta
  150. 181. TDAH: O que é? <ul><li>Síndrome; </li></ul><ul><li>Doença neurobiológica ou bio-psico-social; </li></ul><ul><ul><li>fatores genéticos (???) </li></ul></ul><ul><ul><li>Não é secundária. </li></ul></ul><ul><li>Características básicas (tríade) </li></ul><ul><ul><li>Desatenção (exceto quando muito excitante); </li></ul></ul><ul><ul><li>Sintomas de hiperatividade; </li></ul></ul><ul><ul><li>Impulsividade (fazer coisas impensadamente ou interromper o outro frequentemente). </li></ul></ul><ul><li>Os sintomas persistem em mais de 60% dos casos na vida adulta. </li></ul><ul><li>Maior predominância em meninos; </li></ul>
  151. 182. Características Diagnósticas DSM IV classificação dos transtornos mentais da Associação Americana de Psiquiatria <ul><li>A característica essencial do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade é um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade, mais freqüente e severo do que aquele tipicamente observado em indivíduos em nível equivalente de desenvolvimento (Critério A). </li></ul><ul><li>Sintomas hiperativo-impulsivos que causam prejuízo devem ter estado presentes antes dos 7 anos, (Critério B). </li></ul><ul><li>Algum prejuízo devido aos sintomas deve estar presente em pelo menos dois contextos (por ex., em casa e na escola ou trabalho) (Critério C). </li></ul><ul><li>Deve haver claras evidências de interferência no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional apropriado em termos evolutivos (Critério D). </li></ul>
  152. 183. TDAH Cognição Atenção Percepção Motricidade Comportamento Linguagem
  153. 184. Etiologia <ul><li>Fatores bio-psico-sociais, isto é, parece haver fortes fatores genéticos, biológicos, sociais e vivenciais que contribuem para a intensidade dos problemas experimentados. </li></ul><ul><ul><li>Maternos: Infecções congênitas; Intoxicações; Hemorragias; Doenças crônicas da mãe (diabetes, hipertensão, fuma e álcool; </li></ul></ul><ul><ul><li>Deslocamento prematuro da placenta, anomalias no cordão, parto cesárea, eclampsia, etc. </li></ul></ul><ul><ul><li>Macrocrania; prematuridade;distúrbios respiratórios; fator Rh (incompatibilidade sanguínea), etc. </li></ul></ul>
  154. 185. Fisiopatologia <ul><li>Doença de “base orgânica, ou seja, há uma estrutura cerebral que não “trabalha” como seria esperado, no caso é o lobo pré-frontal. </li></ul><ul><li>A característica mais comum dos casos típicos de TDAH é a hipofunção do córtex pré-frontal (grande quantidade de neurônios desta região pulsam mais devagar que o esperado) ; </li></ul><ul><li>Foi constatado menor volume pré-frontal em crianças com TDAH (CASTELANOS et. All 2001) </li></ul>
  155. 186. Fisiopatologia:Funções do córtex pré-frontal <ul><li>Controle voluntário da atenção (Foco); </li></ul><ul><li>Planejamento; </li></ul><ul><li>Julgamento e tomada de decisões; </li></ul><ul><li>Auto-controle; </li></ul><ul><li>Sensibilidade a conseqüências de longo prazo </li></ul><ul><li>Controle motor fino; </li></ul><ul><li>Portanto... </li></ul><ul><li>...o comprometimento dessa área leva a pessoa a enfrentar muitas dificuldades, entre elas problemas com concentração, memória, hiperatividade e impulsividade. </li></ul>
  156. 187. SINTOMAS DO TDAH
  157. 188. Córtex Pré-frontal
  158. 189. TDAH E COMORBIDADES
  159. 190. Tiques C O M O R B I D A D E S T. Opositor Desafiante T. Humor T. Linguagem T. Conduta T.Aprendizagem Dislexia Epilepsia Abuso de Substâncias T . Ansiedade TDAH
  160. 191. DIAGNÓSTICO DO TDAH
  161. 192. Relatório Escolar História Cínica Exame Físico Exame Neurológico DSM-IV Escalas Comportamento Testes Psicométricos Testes Lingüísticos Exames Complementares TDAH Diagnóstico
  162. 193. <ul><li>Medicamentoso: </li></ul><ul><ul><li>Estimulantes </li></ul></ul><ul><ul><li>Antidepressivos </li></ul></ul><ul><ul><li>Anti-hipertensivos </li></ul></ul><ul><ul><li>Estabilizadores do humor </li></ul></ul><ul><ul><li>Antipsicóticos </li></ul></ul><ul><li>Terapias: </li></ul><ul><ul><li>Psicoterapia; Abordagem psicopedagógica; </li></ul></ul><ul><ul><li>Fonoaudiológica; Arteterapia; Músicoteapia etc; </li></ul></ul><ul><ul><li>Coadjuvante: atividades físicas . </li></ul></ul>TRATAMENTO
  163. 194. <ul><li>Metilfenidato: </li></ul><ul><ul><li>Bom < Hiperatividade </li></ul></ul><ul><ul><li>> Atenção </li></ul></ul><ul><ul><li>< Impulsividade </li></ul></ul>MEDICAÇÃO
  164. 195. Distrofias Musculares
  165. 196. Distrofias: Duchenne e Becker <ul><li>Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é a forma mais comum. </li></ul><ul><li>Doença genética: ocorre por um defeito localizado no cromossomo X; </li></ul><ul><li>Acomete homens, as mulheres são portadoras (orientação familiar); </li></ul><ul><li>Diminuição da proteina distrofina: acarreta fraqueza muscular progressiva . </li></ul>
  166. 197. Clínica: <ul><li>Início sintomas: 3 a 5 anos. </li></ul><ul><li>Membros inferiores : quedas freqüentes, dificuldade para subir escadas; correr; levantar do chão; aumento do volume das panturrilhas (pseudo hipertrofia); </li></ul>
  167. 198. Postura:Hipotonia e fraqueza muscular
  168. 200. <ul><li>Alterações da coluna e dos tendões são conseqüência das alterações musculares das pernas. </li></ul><ul><li>Com o progredir da doença ocorre comprometimento dos músculos dos membros superiores. </li></ul><ul><li>A fraqueza progressiva evolui para incapacidade de andar, em geral ao redor da adolescência. </li></ul><ul><li>Comprometimento do músculo cardíaco e dos músculos respiratórios ocorre a partir desta idade.   </li></ul>
  169. 201. Sinal de Gowers - Característico da Distrofia Muscular de Duchenne
  170. 203. Distrofia de Becker <ul><li>É uma doença menos grave. </li></ul><ul><li>Os sintomas ocorrem pela primeira vez em torno dos 10 anos de idade. </li></ul><ul><li>Aos 16 anos, pouquíssimos pacientes encontram-se confinados a uma cadeira de rodas e mais de 90% ainda permanecem vivos aos 20 anos de idade. </li></ul>
  171. 204. Distrofia e Aprendizagem <ul><li>As crianças com distrofias tem sua inteligência e seu desenvolvimento neurológico normais. Dependem, no entanto, do Meio . </li></ul><ul><li>Portanto... </li></ul><ul><li>...isso as levam a terem, a partir de certa idade, plena consciência do que está acontecendo. </li></ul><ul><li>- Se possível acompanhamento/suporte psicológico(educando/família): eminência de morte sempre presente. </li></ul>
  172. 205. Ciclo evolutivo da Distrofia <ul><li>Fraqueza muscular </li></ul>2. Postura inadequadas = Encurtamento muscular 3. Contraturas 4. Deformidades
  173. 206. Distrofia e Educação física <ul><li>Fraqueza muscular: não realizar musculação; evitar fadiga muscular. </li></ul><ul><li>As atividades aquáticas são as mais aconselháveis: pressão hidrostática fortalece diafragma; liberdade perdida. </li></ul><ul><li>Básico: alongamentos e exercícios respiratórios e manutenção de AVDs. </li></ul>
  174. 207. Encefalopatia Crônica Não Evolutiva - ECNE Ou Paralisia Cerebral (PC)
  175. 208. Conceito “ ...Grupo heterogêneo de condições clínicas, caracterizado por distúrbios motores e alterações posturais permanentes, de etiologia não-progressiva, que ocorre no cérebro imaturo , podendo ou não estar associado às alterações cognitivas” (CIASCA, MOURA-RIBEIRO, TABAQUIM, 2006) Portanto: PC não é uma patologia específica
  176. 209. PC: Causas <ul><li>- p ré-natais: defeitos genéticos; infecções maternas (rubéola, toxoplasmose, sífilis); anóxia intra-uterina (cordão umbilical: estrangulamento do feto); anemia materna; intoxicações; fator RH; </li></ul><ul><li>-  peri-natais : traumatismos; fórceps; partos demorados; prematuridade e hiperbilirrubinemia. </li></ul><ul><li>-  pós-natais : anóxia cerebral; infecções (encefalite, meningite); intoxicações (medicamentosas, radiações etc.); traumas, hipóxia cerebral grave (quase afogamento, convulsões prolongadas e parada cardíaca). </li></ul>
  177. 210. Seqüela: <ul><li>É determinada pelo local da lesão; </li></ul><ul><li>hemiplegia : hemicorpo (pé em eqüino, cotovelo e punho fletidos); </li></ul><ul><li>diplegia/paraplegia : MMII (contratura: (T.A.); hidrocefalias; prematuridade. </li></ul><ul><li>tetraplegia: MMSS e MMII (mais severo, marcha comprometida). </li></ul>
  178. 212. Marcha Hemiplégica
  179. 213. Hemiplegias e AVD
  180. 214. espasticidade
  181. 215. PC e Corporeidade O desenvolvimento da criança começa pelo reconhecimento/entendimento da sua própria corporeidade, pois é essa a via de organização corporal pela qual todo ser humano estabelece relações com os objetos e os indivíduos que fazem parte de seu ambiente. Nesse sentido...
  182. 216. A criança com PC pode ficar mais limitada ao pensamento e menos à execução deste, perdendo a oportunidade concretas de viabilizar ampliações no seu repertório (TABAQUIM, 1996) Obs: 1/3 dos PCs tem cognitivo normal. Os atrasos são devido, muitas vezes, a estímulos inadequados ou ausentes do Meio.
  183. 217. Fatores associados à PC <ul><li>Deficiência Mental (30 a 40%); </li></ul><ul><li>Epilepsia (25 a 41%); </li></ul><ul><li>Subnormalidade visual e auditiva; </li></ul><ul><li>Atraso na aquisição da fala; </li></ul><ul><li>Dificuldades escolares. </li></ul>
  184. 218. Pc e Educação Física <ul><li>Psicomotricidade: Normalmente os conceitos estão em atraso (necessita estimulação, principalmente sensóriomotora e conceitos básicos) </li></ul><ul><li>Cuidado com atividades dinâmicas com mudanças bruscas de direção: risco de quedas ; </li></ul><ul><li>Incentivar atividades bi-manuais, atividades em grupos, adaptação de jogos e brincadeiras,jogos cooperativos, de expressão corporal, de relaxamento, de toques, observar potencialidades, não confundir personalidade com a patologia, etc . </li></ul>
  185. 219. Epilepsia
  186. 220. Conceito Crises epilépticas são eventos clínicos que refletem uma atividade elétrica anormal, temporária e de início súbito que acomete uma área (crise parcial) ou todo o cérebro (crise generalizada), sendo que os sintomas das mesmas dependem das áreas cerebrais envolvidas (GUERREIRO et al. , 2000; SANDER & HART, 1999; FERNANDES & SANDER, 1998; PALMINI & COSTA, 1998). A intensidade e duração também determinam sua gravidade.
  187. 221. Causas <ul><li>Normalmente eventos agudos: Fortes golpes na cabeça, infecções cerebrais, abuso de drogas, exposição, ferbes altas e álcool são acontecimentos relevantes na origem da epilepsia, ainda que possam se passar dias, semanas ou anos entre a ocorrência da lesão e a primeira convulsão. </li></ul><ul><li>Na maioria dos casos, porém, desconhece-se as causas que levam ao seu surgimento. </li></ul>
  188. 222. <ul><li>Convulsão : principal sintoma (perda da consciência); crise isolada não é Epilepsia (1 em cada 20 pessaos irão ter uma); </li></ul><ul><li>Epilepsia: repetição das </li></ul><ul><li>crises. Crises sem causas específicas. </li></ul>
  189. 223. Epilepsia: tipos <ul><li>Crises Generalizadas: </li></ul><ul><ul><li>Crise de ausências simples: rápidas(segundos); </li></ul></ul><ul><li>Tônico-clônicas: </li></ul><ul><li>Crise parcial simples : indivíduo mantém consciência, há sensações variadas, parestesias, contrações involuntárias </li></ul><ul><li>Crise parcial complexa : há confusão mental. </li></ul>
  190. 224. Epilepsia e aprendizagem <ul><li>As dificuldades de aprendizagem normalmente ocorrem por 3 motivos: </li></ul><ul><li>A epilepsia pode estar acompanhada de alguma disfunção cerebral; </li></ul><ul><li>Crises freqüentes e prolongadas interferem no processo de aprendizagem; </li></ul><ul><li>Os medicamentos podem causar fadiga, sonolência e diminuição da atenção. </li></ul><ul><li>A epilepsia não é causa de retardo mental. Ela pode eventualmente estar associada ao retardo mental e os dois serem causas de disfunção cerebral. </li></ul>
  191. 225. Epilepsia e Educação Física <ul><li>A criança com epilepsia não deve ficar excluída das aulas de educação física, pois a prática de exercícios ajuda a criança a se desenvolver. </li></ul><ul><li>Alguns esportes são permitidos, como por ex.: jogar vôlei, futebol, fazer ginástica, corrida, tênis, etc., ...natação somente com supervisão cuidadosa. </li></ul><ul><li>Não devem participar de atividades como: exercícios em barras, andar de bicicleta em ruas movimentadas, subir em árvores, alpinismo, asa delta, etc. A prática excessiva de qualquer atividade deve ser evitada. </li></ul>
  192. 226. <ul><li>HIDROCEFALIA </li></ul>
  193. 227. O que é? <ul><li>Hidrocefalia é o acúmulo anormal e excessivo de líquor dentro dos ventrículos cerebrais. </li></ul><ul><li>É tipicamente associado com dilatação ventricular e aumento da pressão intracraniana; pode ocorrer em crianças (diversas faixas etárias) ou adultos, tendo causas específicas. </li></ul>
  194. 228. ventrículos O líquido cefaloraquidiano (líquor) é produzido constantemente dentro dos ventrículos cerebrais.
  195. 229. Ventrículos normais 1º e 2º ou laterais 3º 4º
  196. 230. Produção/circulação líquor <ul><li>Em pessoas normais, </li></ul><ul><li>o líquor normalmente </li></ul><ul><li>flui através de vias de </li></ul><ul><li>um ventrículo ao próximo, </li></ul><ul><li>e então para fora do cérebro, </li></ul><ul><li>descendo para a medula espinhal. </li></ul>
  197. 231. Causas <ul><li>T umor cerebral - Tumores do cérebro causam inchaço dos tecidos circundantes, resultando em pobre drenagem do líquor. </li></ul><ul><li>Meningite - Esta é uma infecção das membranas que recobrem o cérebro. A inflamação desta infecção pode bloquear as vias de drenagem causando hidrocefalia. </li></ul><ul><li>Hidrocefalia Congênita- A hidrocefalia, neste caso, está presente no nascimento mas isto não significa que ela seja hereditária. </li></ul><ul><li>Prematuridade - Bebês nascidos prematuramente são mais vulneráveis ao desenvolvimento de hidrocefalia do que aqueles nascidos a termo, desde que muitas partes do corpo ainda não estão amadurecidas. </li></ul>
  198. 232. Obstruç ão <ul><li>Se as vias de drenagem do líquor forem obstruídas em algum ponto, o fluído se acumula nos ventrículos do cérebro, causando neles um inchaço - resultando na compressão do tecido ao redor. </li></ul><ul><li>Em bebês e crianças, a cabeça se alargará; em crianças mais velhas e adultos, o tamanho da cabeça não aumenta porque os ossos que formam o crânio já estão completamente unidos. </li></ul>
  199. 233. Obstrução do líquor
  200. 234. Deformidade craniana
  201. 235. O que se sente? <ul><li>A variação da sintomatologia vai estar diretamente ligada à faixa etária da criança.   </li></ul><ul><li>prematuros/lactentes: apnéia, bradicardia, fontanela tensa, veias do escalpo dilatadas, formato do crânio globóide, aumento do perímetro cefálico (vários centímetros em poucos dias) </li></ul><ul><li>Infantes: irritabilidade, vômitos, náuseas, macrocefalia, fontanela tensa, dificuldade para fixação e controle da cabeça, alteração ocular (sinal do &quot;sol poente&quot; - compressão mesencefálica). </li></ul><ul><li>crianças mais velhas: dor de cabeça, vômitos, letargia, diplopia, edema de papila, hiperrreflexia, clônus . </li></ul>
  202. 236. Válvula de drenagem ventrículo-peritoneal Tratamento médico Pressão intracerebral diminui
  203. 237. Complicação de urgência Entupimento da válvula
  204. 238. Dreno
  205. 239. Hidrocefalia e Aprendizagem <ul><li>As crianças com hidrocefalia associada a mielomeningocele têm grande chance de apresentar alguma dificuldade durante o processo de aprendizagem. </li></ul><ul><li>Na fase pré-escolar: as habilidades lingüísticas são melhores que as motoras; </li></ul><ul><li>Na alfabetização: dificuldade em copiar e aprender símbolos. A habilidade motora mais fina pode atrasar um pouco mais a se desenvolver; demoram escrever e a caligrafia pode não ser tão boa. Entretanto, aprendem a escrever. </li></ul>
  206. 240. <ul><li>Durante o ensino fundamental : passa a existir o fator tempo, para execução de tarefas. Quando a escrita é mais lenta, essas crianças têm mais dificuldade e se atrasam (Frustração e baixa auto-estima). </li></ul>
  207. 241. Espinha bífida/mielomeningocele
  208. 244. “ A verdadeira dificuldade não está em aceitar idéias novas, mas escapar das idéias antigas” John M. Keynes
  209. 245. BIOÉTICA E IMPLICAÇÕES PARA AS NEUROCIÊNCIAS <ul><li>Cláudio Pereira Neves </li></ul><ul><li>Prof. De Educação Física </li></ul><ul><li>Fisioterapeuta </li></ul><ul><li>Ms. Educação Brasileira </li></ul>
  210. 246. <ul><li>O que é neurociência? </li></ul><ul><li>É o estudo do sistema nervoso: sua estrutura, seu desenvolvimento, funcionamento, evolução, relação com o comportamento e a mente, e também suas alterações. </li></ul><ul><li>Neurocientistas </li></ul><ul><li>são as pessoas que atuam fazendo pesquisa em neurociência. A formação se dá a nível de pós-graduação; não há graduação em neurociência. Por isso, neurocientistas podem ser biólogos, biomédicos, médicos, psicólogos, físicos, engenheiros, filósofos, economistas... - mas uma base sólida em ciências biomédicas é sempre de grande valia. </li></ul>
  211. 247. <ul><li>Se alguém perguntasse: O que é Ética? Como você responderia? </li></ul><ul><li>Em primeiro lugar, a origem da ética está na relação recíproca de duas pessoas livres , um eu e um tu, sendo diferente da moral. </li></ul><ul><li>Moral (Latim: mos, mores) </li></ul><ul><li>1.Conformidade com os padrões de comportamento aceitos por uma sociedade em uma determinada época. </li></ul><ul><li>2. Conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, quer de modo absoluto para qualquer tempo e lugar, quer para grupo ou pessoa determinada. </li></ul>
  212. 248. O QUE É ÉTICA? <ul><li>Ética (Grego: éthike) </li></ul><ul><li> Estudo dos juízos de apreciações referentes à conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal , seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto. </li></ul>
  213. 249. <ul><li>O que a palavra Bioética significa hoje para você? </li></ul>
  214. 250. <ul><li>vídeos bioéticavisão geral Biotica.wmv </li></ul>
  215. 251. O que é? <ul><li>vídeos bioéticaBiotica Prof lvaro Valls.wmv </li></ul>
  216. 252. conceitos
  217. 253. <ul><li>“ Entende-se por Bioética a Ética (Reflexão crítica sobre valores, implicando em opções) nas e das ciências da vida, da saúde e meio ambiente.” </li></ul><ul><li>“ É um juízo e reflexão crítica sobre conflito de valores , o que cria a angústia da opção.” </li></ul><ul><li>William Saad Hossne - médico fundador da Sociedade Brasileira de Bioética e coordenador do primeiro mestrado em Bioética na Centro Universitário São Camilo (SP) </li></ul>
  218. 254. <ul><li>Estuda os avanços recentes da ciência em função, sobretudo, da pessoa humana. A referência central é o ser humano , especialmente considerado em dois momentos básicos: nascimento e a morte. É sobre essas duas fases da vida que hoje a ciência está fazendo seus melhores progressos e, obviamente, colocando problemas éticos inimagináveis antes dessas descobertas. (PESSINI; BARCHIFONTAINE, 2000, p. 67). </li></ul>
  219. 255. <ul><li>Ela busca entender o significado e o alcance das novas descobertas biotecnológicas, ocupando-se da discussão e conservação de valores morais de respeito à pessoa humana no contexto das ciências da vida (ALMEIDA, 2000). </li></ul>
  220. 257. Em última análise bioética é <ul><li>&quot; ética da vida, de todas as formas de vida“ </li></ul>Sai da questão : “ acho adequado... Acho inadequado. Para: porque que é adequado ou não? Entra, então, o ARGUMENTO!
  221. 258. Aspectos Morais Aspectos Assistenciais Aspectos Políticos Aspectos Científicos Aspectos Sociais Aspectos Econômicos Aspectos Psicológicos Aspectos Biológicos Aspectos Religiosos Aspectos Legais Bioética Adequação ou Inadequação da Ação Aspectos Educacionais Aspectos Profissionais Aspectos Culturais ©Goldim/2004
  222. 259. Temas X Bioética OUTROS...
  223. 260. Bioética histórico
  224. 261. <ul><li>vídeos bioéticatica em pesquisa com Seres Humanos.wmv </li></ul>
  225. 263. <ul><li>TEXTO NAZISMO.doc </li></ul>
  226. 264. <ul><li>Desde a segunda metade do século XX, a humanidade se defronta com uma série de questionamentos éticos suscitados pelas atrocidades da 2ª Guerra Mundial . Nessa oportunidade, foram divulgadas ao público as barbáries cometidas pelos médicos e pesquisadores, engajados no nazismo, quanto aos experimentos realizados com seres humanos revelando, assim, a linha de conduta alemã, como por exemplo: execuções em massa, experiências ditas médicas que aleijaram e mataram dezenas de prisioneiros; aplicação de drogas contra uma série de vírus e bactérias aos quais os prisioneiros eram expostos, dentre outras experiências (PIRES; TRINDADE, 2007). </li></ul>
  227. 265. <ul><li>Em consequência dos crimes praticados pelos nazistas durante o conflito foi instaurado o julgamento de Nuremberg, em 1947. O qual resultou no Código de Nuremberg , que passou a regulamentar a conduta científica nesse período, sendo aceito pela maioria das nações mundiais. </li></ul><ul><li>A partir do Código de Nuremberg, diversos países estabeleceram normas, leis ou códigos complementares, lançando mão de diferentes sistemáticas (BRASIL, 2006). </li></ul>
  228. 266. <ul><li>Em 1948 , um ano depois da elaboração do Código de Nuremberg, a Assembléia Geral das Nações Unidas promulgou a Declaração dos Direitos Humanos , na qual estão contidos os princípios fundamentais do direito à vida e à liberdade inerentes a cada ser. Reforçando assim, a tendência de humanização das relações entre os diversos países (PIRES; TRINDADE, 2007, p. 2) </li></ul>
  229. 267. <ul><li>Em 1964, o Código de Nuremberg foi revisto pela Organização Mundial de Saúde (OMS), reunida em Helsinque, na Finlândia, dando origem à Declaração de Helsinque, que incorporou vários princípios do Código de Nuremberg. </li></ul><ul><li>Ela foi promulgada pela Associação Médica Mundial (AMM), em 1964, representou a entrada definitiva de princípios éticos dos direitos humanos na Medicina. </li></ul><ul><li>Desde então, quaisquer experimentos clínicos com humanos devem cumprir um conjunto de protocolos técnicos e éticos que visam assegurar a integridade e a dignidade humana das pessoas envolvidas na pesquisa (DINIZ, 2006). </li></ul>
  230. 268. <ul><li> Na década de 1970, o oncologista norte-americano Van Rensselaer Potter introduziu, oficialmente, o neologismo Bioética, utilizando esse termo no seu livro Biothics, bridge to the future (Bioética, uma ponte para o futuro). Essa obra é considerada o marco referencial do nascimento da Bioética. Imediatamente, irradiado-se para a Europa e, em seguida, para o restante do mundo. </li></ul><ul><li>A intenção de Potter era desenvolver uma ética das relações vitais, dos seres humanos entre si e dos seres humanos com o ecossistema. O compromisso com a preservação da vida no planeta se tornou, desta forma, o cerne de seu projeto que possuía como característica principal o diálogo da ciência com as humanidades. </li></ul>
  231. 269. <ul><li>Em 1974, formou-se, então (Canadá), a Comissão Nacional para a Proteção de Sujeitos Humanos na Pesquisa Biomédica e Comportamental , responsável pela ética das pesquisas relacionadas às ciências do comportamento e à biomedicina. </li></ul><ul><li>Após quatro anos, o resultado do trabalho da comissão ficou conhecido como Relatório Belmont [1978], que articulou três princípios éticos, supostamente universais, que promoveriam as bases conceituais para a formulação, a crítica e a interpretação de dilemas morais envolvendo a pesquisa científica (DINIZ; GUILHEM, 2007, p. 21-22). </li></ul>
  232. 270. princípios <ul><li>Respeito pelas pessoas: </li></ul><ul><li>Beneficência: </li></ul><ul><li>Justiça: </li></ul>
  233. 271. <ul><li>1. Respeito pelas pessoas: esse princípio carrega consigo pelo menos dois outros pressupostos éticos: os indivíduos devem ser tratados como agentes autônomos e as pessoas com autonomia diminuída (os socialmente vulneráveis) devem ser protegidas de qualquer forma de abuso. </li></ul><ul><li>Do ponto de vista prático, isso significa que a vontade deve ser um pré-requisito fundamental para a participação na pesquisa científica , fazendo com que concessão do consentimento somente tivesse validez após a informação e a compreensão sobre a totalidade da pesquisa a ser realizada. </li></ul>
  234. 272. <ul><li>2. Beneficência: dentre os três princípios escolhidos, esse é o que maior referência faz à história da deontologia * médica no Ocidente. A beneficência deve ser vista como um compromisso do pesquisador na pesquisa científica para assegurar o bem-estar das pessoas envolvidas direta ou indiretamente com o experimento. Na prática, o princípio propõe uma avaliação sistemática e contínua da relação risco/benefício para as pessoas envolvidas. </li></ul><ul><li>* é a ciência que trata dos deveres a que são submetidos os integrantes de uma profissão. </li></ul>
  235. 273. <ul><li>3 . Justiça: esse princípio exige um cuidado redobrado na escolha dos participantes da pesquisa científica. Em nome disso, a divulgação do relatório, e especialmente a inclusão desse princípio, foi decisiva para a proteção dos seres humanos envolvidos em pesquisas. Assim, a Bioética é uma nova aplicação desses princípios. </li></ul>
  236. 274. <ul><li>Em 1982, o Conselho da Europa elaborou a Recomendação n. 934/82, na qual dispôs sobre os limites à atividade de engenharia genética , estabelecendo que cada país deveria exercer controle público sobre as pesquisas nesse campo, sugerindo que se inscrevesse, na Declaração Universal dos Direitos do Homem da ONU, o direito de conservar inalterado o seu patrimônio genético (ALMEIDA, 2000). </li></ul>Porque isso é importante?
  237. 275. Resolução n. 196 (BRASIL) <ul><li>Essa Resolução ressalta alguns princípios básicos da Bioética, quais sejam: o da autonomia, o da beneficência, o da não-maleficência e o da justiça. </li></ul><ul><li>Fruto dessa resolução, foi criada no Brasil a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, Conep , que articula o trabalho realizado pelos Comitês de Ética em Pesquisa , CEPs, que têm por finalidade analisar todos os protocolos de pesquisa que envolvam seres humanos. </li></ul>
  238. 276. <ul><li>Autonomia: Consentimento livre e esclarecido </li></ul><ul><li>Beneficência: ponderação entre os riscos e benefícios - individuais ou coletivos, máximo benefício e mínimo de riscos e danos </li></ul><ul><li>Não maleficência: danos previsíveis devem ser evitados </li></ul><ul><li>Justiça e equidade: relevância social, igual consideração dos interesses envolvidos, não perdendo o sentido de sua designação sócio-humanitária </li></ul>
  239. 277. <ul><li>Em 2005 , a Conferência Geral da UNESCO adotou a Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos. </li></ul><ul><li>a Declaração consagra a Bioética entre os direitos humanos internacionais e, ao garantir o respeito pela vida dos seres humanos, reconhece a interface que existe entre ética e direitos humanos no domínio específico da Bioética. </li></ul>
  240. 278. <ul><li>O cenário do século XX foi aquele no qual se aprofundou o conhecimento cientifico sobre o mecanismo da vida. Se a primeira metade do século XX pode ser denominada de época da física, pelas descobertas que possibilitaram a compreensão da matéria inerte, a segunda metade pode ser denominada de época da biologia , pois a descoberta do código genético, nos anos 1960, possibilitou a explicação do funcionamento da ordem da vida (HUXLEY, 2001). </li></ul>
  241. 279. <ul><li>A Bioética representa o elo entre a ciência biológica e a ética. Seu discernimento consistiu em pensar que a sobrevivência de grande parte da espécie humana, numa civilização sustentável, dependia do desenvolvimento e manutenção de um sistema ético. </li></ul>Em sua opinião, o que pode causar a extinção da humanidade na atualidade?
  242. 280. <ul><li>Muitas pessoas acham que temas tão importantes como os relacionados com a Bioética só devem ser discutidos e analisados por especialistas (médicos, geneticistas, teólogos, juristas, biólogos, etc.) e não na escola ou na família. Você concorda com essa posição? </li></ul>
  243. 281. <ul><li>Bioética evoluiu do nível micro - que a restringia à área médica e biomédica - para o nível macro – envolvendo áreas da Saúde, Política, Educação, Meio-ambiente, Sociologia, Tecnologia, etc. </li></ul>
  244. 282. Educação e Bioética
  245. 283. refletir <ul><li>A educação dos alunos do Ensino Médio deve estar integrada, de modo transversal , à formação ética, conforme previsto pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996, e explicitado pelos Parâmetros Curriculares Nacionais, de 1999. </li></ul><ul><li>Por formação ética entende-se que os conteúdos do ensino devem instrumentar os educandos a exercerem suas competências cidadãs, através de compromissos individuais e sociais,interagindo conscientemente na vida da comunidade à qual estão integrados. </li></ul><ul><li>Como isso é possível? </li></ul>
  246. 284. <ul><li>Seria viável disseminar os conteúdos da Bioética em todas as áreas dos saberes que se constroem na escola? </li></ul><ul><li>Seria a inclusão da Bioética como disciplina? </li></ul><ul><li>Seria a abordagem dos referenciais bioéticos de modo transversal? </li></ul>
  247. 285. Pesquisa e bioética
  248. 286. <ul><li>vídeos bioéticaPesquisa em Pauta Biotica [13].wmv </li></ul>
  249. 287. Pesquisa em seres humanos <ul><li>Conselho Nacional da Saúde: Resolução n.196/96 </li></ul><ul><li>- Toda pesquisa que envolve seres humanos deve ser </li></ul><ul><li>submetida a Comitês de Ética em Pesquisa (CEP), </li></ul><ul><li>coordenados pela Comissão Nacional de Ética em </li></ul><ul><li>Pesquisa (CONEP) </li></ul><ul><li>- Toda instituição onde se realizam pesquisas com </li></ul><ul><li>seres humanos deve implantar um CEP. </li></ul><ul><li>-CEP: órgão institucional cuja responsabilidade é </li></ul><ul><li>apreciar os protocolos de pesquisa. </li></ul>
  250. 288. Registro do CEP <ul><li>Resolução CNS n.º 370, 08/03/07 </li></ul><ul><li>Instituição de ensino deve ter: </li></ul><ul><li>Pós-graduação credenciado (CAPES, avaliação mínima 4) Ou </li></ul><ul><li>Número igual ou maior a 30 profissionais de nível superior sendo 1/3 doutor, com experiência de pesquisa nos últimos três anos. </li></ul><ul><li>Registro na CONEP tem validade de três anos </li></ul>
  251. 289. Protocolo de pesquisa <ul><li>Bioética 2009.pdf </li></ul>
  252. 290. <ul><li>vídeos bioéticatica em Pesquisas Genticas.wmv </li></ul>
  253. 291. Ecologia
  254. 292. Folha de São Paulo 21/05/0
  255. 293. Transgênico <ul><li>UM ORGANISMO É CHAMADO DE TRANSGÊNICO, OU GENETICAMENTE MODIFICADO, QUANDO É FEITA UMA ALTERAÇÃO NO SEU DNA , OU SEJA, O LOCAL ONDE ESTÃO AS CARACTERÍSTICAS DE UM SER VIVO. </li></ul><ul><li>ATRAVÉS DA ENGENHARIAGENÉTICA, GENES SÃO RETIRADOS DE UMA ESPÉCIE VEGETAL OU ANIMAL E TRANSFERIDOS PARA OUTRA. ESSES NOVOS GENES SOFREM UMA ESPÉCIE DE REPROGRAMAÇÃO, PODENDO PRODUZIR UM NOVO TIPO DE SUBSTANCIA, DIFERENTE DO ORGANISMO ORIGINAL. </li></ul>
  256. 294. ASPECTOS POSITIVOS DOS ALIMENTOS TRANSGÉNICOS <ul><li>O aumento na produção de alimentos; </li></ul><ul><li>A alteração do valor nutricional dos alimentos; </li></ul><ul><li>O desenvolvimento de espécies com características desejáveis; </li></ul><ul><li>A maior resistência dos alimentos ao armazenamento por períodos maiores. </li></ul>
  257. 295. ASPECTOS NEGATIVOS DOS ALIMENTOS TRANSGÉNICOS <ul><li>aumento dos sintomas de alergia; </li></ul><ul><li>maior resistência a agro-tóxicos e antibióticos; </li></ul><ul><li>aparecimento de “novos” vírus; </li></ul><ul><li>eliminação de populações benéficas como abelhas, minhocas e outros animais e espécies de plantas = empobrecimento da biodiversidade; </li></ul><ul><li>O desenvolvimento de ervas daninhas muito resistentes; </li></ul><ul><li>O desconhecimento das conseqüências da utilização dos alimentos geneticamente alterados a longo prazo. </li></ul>
  258. 296. <ul><li>Arroz Dourado </li></ul><ul><li>Isto é - 06/04/05 </li></ul><ul><li>Cientistas britânicos criaram uma nova variedade de arroz transgênico que poderia suprir a necessidade de vitamina A das crianças em países pobres. </li></ul><ul><li>Batizado de arroz dourado, o grão criado pela empresa Syngenta tem 20 vezes mais betacaroteno do que as variedades anteriores. </li></ul><ul><li>O organismo converte o betacaroteno em vitamina A, o que pode ajudar a combater a cegueira infantil, que afeta 500 mil crianças ao ano. </li></ul><ul><li>O anúncio é a primeira evidência concreta de que os transgênicos podem resultar em cultivo para resolver problemas da desnutrição. </li></ul>
  259. 297. <ul><li>Transgênicos porém orgânicos </li></ul><ul><li>Revista Época - 28/03/05 </li></ul><ul><li>Geneticista da UnB diz que a liberação de sementes transgênicas não leva a um monopólio e ainda pode ajudar a reduzir o uso de pesticidas. </li></ul><ul><li>“ Laboratórios ou facções radicais podem construir transgênicos para serem utilizados como armas biológicas. Daí a necessidade de regulamentação rigorosa pelos governos.” </li></ul><ul><li>Cesar Koppe Grisolia - Prof. do Departamento de Genética e Morfologia da UnB </li></ul>
  260. 298. <ul><li>Câmara: Prefeitura diz que não utiliza alimentos geneticamente modificado </li></ul><ul><li>Projetos tentam proibir uso de transgênicos na merenda </li></ul><ul><li>Vereadores temem possíveis riscos à saúde causados pela comida </li></ul><ul><li>Gazeta do Povo - 19/05/05 </li></ul><ul><li>A Câmara Municipal de Curitiba tem dois projetos tramitando que, se aprovados, vão proibir a utilização de organismos geneticamente modificados, os transgênicos, na preparação da merenda escolar........ </li></ul>
  261. 299. <ul><li>( Situação imaginária) Algumas famílias de agricultores e criadores de gado aqui de nosso Estado mudaram-se para Rondônia. Para plantar soja ou criar gado tiveram que desmatar centenas de hectares nessa região. Como as pessoas têm que se alimentar torna-se inevitável a expansão agropecuária. Qual é a sua posição a respeito desse problema bioético? </li></ul>
  262. 300. <ul><li>Novo capítulo na polêmica dos transgênicos </li></ul><ul><li>Pesquisa com ratos teria indicado efeitos nocivos para a saúde, como a redução dos rins. </li></ul><ul><li>Gazeta do Povo - 24/05/05 </li></ul>
  263. 301. POLÊMICA SOBRE UTILIZAÇÃODE ALIMENTOS TRANSGÊNICOS <ul><li>A Ciência não tem informação suficiente para isentar os transgênicos de efeitos colaterais negativos na delicada fisiologia humana. </li></ul><ul><li>&quot;Ainda não se testaram todos os efeitos colaterais que um transgênico pode ter nem o impacto que os transgênicos podem ter na natureza&quot;. </li></ul>
  264. 302. POLÊMICA SOBRE UTILIZAÇÃODE ALIMENTOS TRANSGÊNICOS <ul><li>Usa-se também o argumento de que o cultivo de transgênicos poderia reduzir o problema da fome , visto que aumentaria a produtividade. Porém muitos estudos, inclusive o do ganhador do Prêmio Nobel de Economia, Armatya Sen, revelam que o problema da fome no mundo hoje não é ligado à escassez de alimentos ou à baixa produção, mas à injusta distribuição de alimentos em função da baixa renda das populações pobres. Dessa forma questiona-se a alegação de que a engenharia genética poderia provocar uma redução no problema da fome no mundo. </li></ul>
  265. 304. aborto
  266. 305. Aborto Tabu, crime ou direito? <ul><li>Praticado clandestinamente por mais de 1 milhão de mulheres anualmente no Brasil, segundo estimativas, o aborto é combatido há séculos, dividindo a sociedade. </li></ul><ul><li>... Condenado pela Igreja Católica nos dias de hoje, o aborto já foi permitido ou pelo menos tolerado pela própria Igreja: até o século XIX, considerava-se que a alma só passava a existir no feto masculino após 40 dias da concepção, e no feminino depois de 80 dias. Tolerava-se o aborto até a “entrada da alma”. </li></ul><ul><li>Dr a . Joana M. Pedro - Profa. História UFSC </li></ul><ul><li>Revista Nossa História - 03/05 </li></ul>
  267. 306. <ul><li>(Situação imaginária) Alguém que você muito ama e/ou estima confidencia-lhe que está grávida e que os médicos chegaram a uma conclusão catastrófica: prosseguindo a gravidez ela corre grave risco de vida. Eis o impasse bioético: em sua análise seria o melhor procedimento nessa situação? </li></ul>
  268. 307. Contraceptivos
  269. 308. Contraceptivos <ul><li>A lógica do planejamento familiar </li></ul><ul><li>Humberto Costa - Ministro da Saúde </li></ul><ul><li>.... A decisão do Ministério da Saúde é assumir a compra de 100% dos métodos anticoncepcionais para os usuários do SUS. </li></ul><ul><li>....Planejamento familiar é, também, uma maneira de tirar das sombras questões como violência sexual, gravidez indesejada, aborto, camisinha, AIDS e infertilidade. </li></ul>
  270. 309. Mídia: Contraceptivos <ul><li>... Serve para garantir a homens e mulheres em idade fértil o pleno exercício da sexualidade, livre de outras doutrinas e crenças que não os direitos assegurados pela Constituição Federal e pela Lei do Planejamento Familiar. </li></ul><ul><li>... O conceito de reprodução assistida também vai passar a fazer parte da rotina efetiva do SUS... </li></ul><ul><li>...Homens e mulheres terão o direito de, por meio do SUS, fazer, respectivamente, vasectomias e laqueaduras tubárias....... </li></ul><ul><li>Tendências / Debates - Folha de São Paulo - 15/05/05 </li></ul>
  271. 310. Teoria da evolução da vida enfrenta ataques nos EUA <ul><li>Washington(EFE)- A Teoria da Evolução de Charles Darwin é o tema de um intenso julgamento no Kansas....... </li></ul><ul><li>...Os críticos do cientista britânico- liderados pelo movimento Desenho Inteligente - querem que os textos escolares questionem o darwinismo, sobre tudo a idéia de que o homem, o macaco e outros animais têm antepassados comuns. </li></ul><ul><li>...Por outro lado, os seguidores de Darwin acreditam que todo esse debate esconde a crescente influencia da direita religiosa no país. </li></ul>
  272. 311. <ul><li>“ Esta gravidez está destinada ao nada. É um ser prometido ao túmulo antes de conhecer o berço”. </li></ul><ul><li>Carlos Ayres Britto- Ministro do Supremo </li></ul><ul><li>O STF vai julgar </li></ul><ul><li>Tribunal aceita ação sobre aborto de fetos sem cérebro. Seis ministros são a favor da permissão. </li></ul><ul><li>Revista Época - 02/05/05 </li></ul><ul><li>O direito brasileiro não tem definição do que é vida, mas tem de morte: autoriza a retirada de órgãos após a falência cerebral. Como não tem cérebro, tecnicamente esses embriões já estariam mortos. Assim, obrigar uma mulher a carregar na barriga por nove meses um feto condenado à morte violaria os princípios constitucionais da dignidade, liberdade e do direito à saúde. </li></ul>
  273. 312. drogas
  274. 313. <ul><li>12% dos estudantes de dez a doze anos já usaram drogas </li></ul><ul><li>Pesquisa realizada na Rede Pública de Ensino Fundamental e Médio das 27 capitais brasileiras aponta que 12,6% dos alunos com idade entre 10 e 12 anos já consumiram algum tipo de droga pelo menos uma vez na vida. O percentual sobe para 23,2% na faixa etária de 13 a 15 anos. </li></ul><ul><li>Luciana Constantino Folha de São Paulo - 01/06/05 </li></ul>
  275. 314. Tendências nas capitais em 2004
  276. 315. genética
  277. 316. Luigi Ferrari Lago Berton <ul><li>Nascido em 07/02/2004 </li></ul>SMA ( atrofia Muscular Espinhal); SMA - Tipo I - Sindrome de Werding-Hoffman;
  278. 317. Luigi Ferrari Lago Berton Tipo clínico mais comum e mais severo de SMA, caracterizada pela fraqueza muscular devido a degeneração dos motoneurônios da coluna vertebral. A história da doença começa por volta de 1890 com os trabalhos de Guido Werdnig e Johann Hoffman, os quais descreveram o quadro completo dos aspectos clínicos e patológicos do SMA infantil: começo durante o primeiro ano de vida, hipotonia, fraqueza progressiva e morte por pneumonia na primeira infância .
  279. 318. Genética Utilização do Genoma Humano <ul><li>Uma de cada 1.000 crianças nasce com algum defeito genético </li></ul><ul><li>- O descobrimento destes genes não só permitirá produzir drogas para tratamento, como também vacinas para prevenir. </li></ul><ul><li>RISCO: PATENTEAMENTO DE GENES! </li></ul>
  280. 319. <ul><li>vídeos bioéticatica em Pesquisas Genticas.wmv </li></ul>
  281. 320. <ul><li>vídeos bioéticaGentica Performance Fsica Humana Jornal Nacional.wmv </li></ul>
  282. 321. CÉLULA TRONCO
  283. 322. <ul><li>As células-tronco são aquelas que podem se dividir indefinidamente sem se especializar, e quando chamadas a se especializar, podem dar origem a qualquer outra célula do corpo. </li></ul><ul><li>Existem 4 fontes principais de células-tronco. As mais potentes e indicadas são as células embrionárias . </li></ul><ul><li>Elas representam grande promessa para doenças incuráveis como diabetes, Parkinson, Alzheimer, distrofia muscular e escleroses . </li></ul><ul><li>Entretanto, a Igreja Católica Romana é radicalmente contra as pesquisas e utilização dessas células. </li></ul><ul><li>Recentemente o Congresso Nacional aprovou a Lei da Biossegurança que libera o uso de embriões humanos, utilizando apenas o material que estiver congelado há mais de três anos e que, fatalmente, seria descartado pelas clínicas de reprodução </li></ul>
  284. 323. <ul><li>1 Totipotentes - podem produzir todas as células embrionárias e extra embrionarias; </li></ul><ul><li>2 Pluripotententes- podem produzir todos os tipos celulares do embrião ; </li></ul><ul><li>3 Multipotentes- podem produzir células de varias linhagens; </li></ul><ul><li>4 Oligopotentes- podem produzir células dentro de uma única linhagem; </li></ul><ul><li>5 unipotentes produzem somente um único tipo célular maduro. </li></ul><ul><li>As células embrionarias são consideradas pluripotentes porque uma célula pode contribuir para formação de todas as células e tecidos no organismo </li></ul>
  285. 325. Papa incentiva bispos a lutar contra inseminação artificial. <ul><li>Vaticano (AE/AP/EFE) - O Papa Bento XVI reforçou ontem uma discussão em curso na Itália ao endossar os esforços dos bispos católicos do país para restringir o acesso das famílias a tratamentos de inseminação artificial. </li></ul><ul><li>O Pontífice afirmou que um referendo marcado para junho sobre uma lei que regulamenta os tratamentos de fertilidade assistida representa uma ameaça à vida e à família. </li></ul><ul><li>Gazeta do Povo -31/05/05 </li></ul>
  286. 326. Reprodução Assistida Bebê é gerado pela cunhada da mãe <ul><li>Mãe de dois filhos - de 9 e 4 anos - , Sarita Lopez acompanhava a angústia do irmão, o comerciante Maurício, e da mulher com a impossibilidade de ter filhos. Há dois anos, recém-divorciada, ela se ofereceu para gerar a criança. “Expliquei aos meus filhos que iria emprestar o lugarzinho deles (útero) para o priminho poder nascer.... </li></ul><ul><li>Folha de São Paulo - 08/05/05 </li></ul>
  287. 327. Reprodução Assistida Após 6 anos, nasce irmã gêmea de João <ul><li>....Foram recolhidos óvulos e espermatozóides para fertilização in vitro (FIV). Doze óvulos foram fecundados. Dois embriões foram implantados no útero de Alessandra e um deles gerou João Marcelo que completou 6 anos no dia 06/05/05. Diante do apelo do menino em ter uma irmãzinha, o casal decidiu no ano passado repetir a experiência com embriões excedentes daquela época que foram congelados em nitrogênio liquido (a - 190 o C).... </li></ul>
  288. 328. Reprodução Assistida Após 6 anos, nasce irmã gêmea de João <ul><li>....Segundo Ricardo Baruffi, ginecologista da clinica de reprodução as crianças são consideradas gêmeos não-idênticos ou fraternos. Isso porque, os dois foram gerados a partir de óvulos produzidos num mesmo ciclo e que foram fecundados no mesmo dia. </li></ul><ul><li>Estado de São Paulo - 25/05/05 </li></ul>
  289. 329. Genética Embrapa clona raça bovina ameaçada de extinção <ul><li>Brasília (AE) - Os pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) anunciaram ontem o nascimento de dois novos clones bovinos da raça Junqueira. Os clones podem representar uma chance de salvação para esta raça no Brasil, hoje em estado crítico de extinção, com rebanho inferior a 100 animais em todo país. </li></ul><ul><li>...Porã e Potira são clones de uma mesma fêmea .... </li></ul><ul><li>... As duas foram clonadas a partir de um fragmento da orelha da vaca doadora, quando ela tinha 9 anos. </li></ul><ul><li>Gazeta do Povo - 21/05/05 </li></ul>
  290. 330. Potenciais riscos da clonagem humana <ul><li>A possibilidade de comprometer a individualidade; </li></ul><ul><li>A perda de variabilidade genética; </li></ul><ul><li>Envelhecimento precoce e grande número de anomalias; </li></ul><ul><li>Lesões hepáticas, tumores, baixa imunidade; </li></ul><ul><li>Mercado negro de fetos (estrelas de cinema, atletas ente outros); </li></ul><ul><li>Tecnologia pouco desenvolvida (baixa taxa de fertilidade -para </li></ul><ul><li>clonar Dolly foram precisos 277 ovos, 30 começaram a dividir-se, </li></ul><ul><li>9 induziram a gravidez e apenas 1 sobreviveu); </li></ul><ul><li>Discriminação por parte da sociedade; </li></ul><ul><li>Os clones poderão estar sujeitos a problemas psicológicos </li></ul><ul><li>desconhecidos, com impacto na família e na sociedade. </li></ul>
  291. 331. morte
  292. 332. Biotica (eutansia para refletir) cena do filme menina de ouro.wmv
  293. 333. Terri Schiavo <ul><li>No Brasil a eutanásia é considerada homicídio, porém, na Holanda, é permitida por lei.  </li></ul><ul><li>Um dos casos mais conhecidos de eutanásia é o da americana Terri Schiavo, seu marido entrou com um pedido na justiça para que os aparelhos que mantinham Terri viva fossem desligados.  </li></ul>
  294. 334. Eutanásia Efeito Terri Schiavo <ul><li>Levantamento do Datafolha ocorrido entre 6 e 7 de abril - seis dias após a morte da norte-americana, ouviu 1.624 pessoas em São Paulo. Dessas, 41% declararam ser a favor da eutanásia, 53% contra e 7% não sabem ou são indiferentes. As mulheres foram mais resistentes a idéia da eutanásia do que os homens - 56% contra 49%. </li></ul><ul><li>Os mais velhos e menos instruídos também foram os que mais se colocaram contra a prática. </li></ul><ul><li>Folha de São Paulo - 18/04/05 </li></ul>
  295. 335. Eutanásia A boa morte de João Paulo 2 o <ul><li>Marcelo Leite - Folha de São Paulo - 10/04/05 </li></ul><ul><li>...Seria possível dizer que, ao escolher morrer em seus aposentos, longe da tecnologia hospitalar, o Papa terminou oferecendo um manifesto em favor da eutanásia. </li></ul><ul><li>... A diferença estaria em que, supõe-se, João Paulo 2 o tomou a decisão sobre si mesmo, ou dela participou, enquanto no caso Terri quem decidiu foi o marido. </li></ul>
  296. 336. Eutanásia A boa morte de João Paulo 2 o <ul><li>Obviamente, trata-se de uma enorme diferença. É muito menos questionável, eticamente, uma pessoa decidir sobre a própria morte. Mas quando ela não pode fazê-lo, por que seria menos humano, ou menos piedoso, permitir que um ente querido tome a decisão por ela? </li></ul>
  297. 337. Médicos revelam que eutanásia é prática habitual em UTIs do país <ul><li>...Para o patologista Marcos de Almeida, é hipocrisia negar que a eutanásia seja praticada em UTIs brasileiras, onde é freqüentemente utilizado um coquetel de sedativos batizado de M1. </li></ul><ul><li>...“Tínhamos um jovem de 18 anos baleado que precisava de terapia intensiva. A UTI estava lotada e havia um doente terminal mantido vivo graças a suporte tecnológico. Não tive dúvida” </li></ul><ul><li>Médico que atua em UTI </li></ul>
  298. 338. Médicos revelam que eutanásia é prática habitual em UTIs do país <ul><li>...“Minha obrigação é assegurar a qualidade de vida do paciente. E isso não quer dizer mantê-lo vivo a qualquer custo, sabendo que o desfecho será a morte” Gustavo Modesto Leal - Cirurgião cardíaco </li></ul><ul><li>...Em 1980, o Vaticano, através da Congregação Para a Doutrina da Fé, declarou que na iminência de uma morte inevitável é lícito tomar a decisão de renunciar a um tratamento que apenas prolongaria uma vida precária e penosa. </li></ul><ul><li>Padre Leocir Pessini - capelão do Hospital de Clinicas (SP) por 13 anos </li></ul>
  299. 339. Lei da eutanásia entra em vigor na Holanda <ul><li>País é o primeiro do mundo a implantar legislação. </li></ul><ul><li>...A legislação que passou a vigorar na terça-feira dá aos pacientes terminais o direito de decidir se querem continuar vivendo ou não. Médicos não serão mais processados judicialmente..... </li></ul><ul><li>...Comitês compostos por médicos e advogados vão examinar cada pedido. Uma segunda avaliação médica será necessária, e a situação do paciente precisará ser insuportável. 3,5% do holandeses morrem de eutanásia. </li></ul><ul><li>Gazeta do Povo - 03/01/02 </li></ul>
  300. 340. “ Duvidar de tudo ou crer em tudo. São duas soluções igualmente cômodas, que nos dispensam, ambas de refletir” Henri Paioncore
  301. 341. Muitas pessoas acham que temas tão importantes como os relacionados com a Bioética só devem ser discutidos e analisados por especialistas (médicos, geneticistas, teólogos, juristas, biólogos, etc.) e não na escola ou na família. Você concorda com essa posição?
  302. 342. neuroética
  303. 343. neurociência <ul><li>As neurociências têm sido caracterizadas como um conjunto de saberes, de matriz multi e interdisciplinar, que se dedicam ao estudo do sistema nervoso central (SNC), em especial o cérebro, enfocando, especialmente, suas potencialidades para o estabelecimento de relações, tanto com o ―interior‖, quanto com o ―exterior‖ (LENT, 2005; MACHADO, 2006). </li></ul>
  304. 344. <ul><li>As questões relativas ao impacto da neurociência na sociedade pertencem ao domínio geral da neuroética, que está constituída pela intersecção entre a neurociência, a filosofia e a ética. </li></ul><ul><li>Ela compreende também as descobertas sobre papel do cérebro na interpretação dos seres humanos, incluindo as bases neurais da moral. </li></ul><ul><li>A neuroética é um novo campo de pesquisa, no qual os assuntos não são normalmente discutidos com o grande público, embora devessem ser objeto de consulta à sociedade. </li></ul>
  305. 345. <ul><li>Conforme descrito por Battro(12) as principais implicações dos avanços das neurociências na sociedade contemporânea é que a ciência nem sempre promovem justiça, paz, solidariedade, bem-estar, equidade, liberdade, saúde e a cultura . </li></ul><ul><li>Devemos prestar a máxima atenção para a agenda científica visto que nem tudo aquilo que &quot;pode ser feito&quot;, &quot;deve ser feito&quot; . Estes critérios apontam para o campo dos valores, em particular para a ética dos métodos neurobiológicos aplicáveis ao ensino e à aprendizagem. </li></ul>
  306. 346. <ul><li>Buratto(10) levanta a questão da neuroética do desenvolvimento de drogas para melhoria de memória que em breve estarão disponíveis no mercado, tanto para pacientes de Alzheimer quanto para pessoas comuns, preocupadas com o esquecimento natural da idade ou com o exame de final de semestre. </li></ul><ul><li>É possível que estas drogas tornem mais vívidas não só as experiências boas, mas também as ruins ; além disso, elas podem prejudicar o aprendizado de tarefas motoras, que requerem o esquecimento de programas anteriores, e a capacidade de generalização e abstração. </li></ul>
  307. 347. <ul><li>Medicamentos para o esquecimento também estão sendo desenvolvidos. Os efeitos da interação entre promotores e inibidores de memória não são conhecidos. </li></ul><ul><li>Caso esses medicamentos induzam melhoras significativas e adaptativas na performance, questões éticas e sociais deverão ganhar atenção: vestibulandos que passarem no exame tomando essas drogas estariam trapaceando? Deveria o Estado financiar a distribuição dessas drogas para as classes mais pobres a fim de evitar o aumento da desigualdade intelectual e econômica? </li></ul>
  308. 348. Referência bibliográfica <ul><li>ALMEIDA, A. M. Bioética e Biodireito. Rio de Janeiro: Lumen Júris, 2000. </li></ul><ul><li>PESSINI, L.; BARCHIFONTAINE, C. P. (Org.). Fundamentos da Bioética. São Paulo: Paulus, 1996. </li></ul><ul><li>PIRES, J. R.; TRINDADE, J. G. C. Das origens da Bioética à Bioética principialista. ERevista </li></ul><ul><li>Facitec, v. 1 n. 1, art. 6, mar. 2007. Disponível em: <http://www.facitec.br/erevista/index.php?option=com_content&task=view&id=9&Itemid=>. Acesso em: 18 fev. 2008. </li></ul>
  309. 349. <ul><li>Política </li></ul>

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