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politécnica, multilateral, que vise à formação ampliada dos que vivem do trabalho, é essencial 
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p. 1153-1178, out. 2007. Disponível em http://www.cedes.unicamp.br, acesso em março de 
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Artigo discute o papel da educação básica na inserção do trabalhador, tomando como ponto de vista os próprios trabalhadores e gestores de recursos humanos.

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O papel da educação básica na inserção do trabalhador na indústria o olhar de operários e gestores de rh

  1. 1. 1 O PAPEL DA EDUCAÇÃO BÁSICA NA INSERÇÃO DO TRABALHADOR NA INDÚSTRIA: O OLHAR DE OPERÁRIOS E GESTORES DE RH Inge Renate Fröse Suhr RESUMO: As reflexões apresentadas neste artigo têm origem em um estudo de caso realizado em Curitiba e Região Metropolitana, em duas empresas da ponta mais dinâmica da cadeia de produção de veículos automotores, sobre o papel da conclusão da Educação Básica na inserção dos trabalhadores na indústria. A indústria foi eleita como campo de pesquisa com o objetivo de problematizar a defesa de instituições como a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) relativa à importância conclusão da educação básica por parte do trabalhador. O discurso do empresariado defende a conclusão da Educação Básica como pré-requisito para a elevação da produtividade nas indústrias e para o desenvolvimento da nação num momento histórico em que há alto nível de ciência e tecnologia embutido nos processos produtivos e a competitividade em nível internacional precisaria ser buscada pela economia brasileira. Por outro lado, dados oficiais, analisados por Ribeiro e Neder (2009), Pochmann (2012), demonstram que a criação de postos de trabalho no passado recente tem se dado na base da pirâmide ocupacional, com salários relativamente baixos. E, mesmo para estes, a conclusão da Educação Básica é pré-requisito, mesmo que não exijam do trabalhador ações mais complexas. As questões que nortearam a pesquisa podem ser assim formuladas: a conclusão da Educação Básica tem favorecido a inserção do trabalhador nas indústrias que se encontram na ponta mais dinâmica da cadeia produtiva? Em caso positivo, a que tipo de inserção ela favorece? Para examinar os dados coletados à luz da teoria – mediação necessária para superar a pseudoconcreticidade do fenômeno e compreendê-lo como síntese de múltiplas determinações – foi necessário compor algumas categorias de análise. Destacam-se nas análises realizadas os conceitos de trabalho simples e trabalho complexo (MARX: 1983, Invernizzi: 2004), conhecimento tácito (Dejours, 1993), produção flexível (Harvey: 2001, Gounet: 1999, Kuenzer: 2002, 2007), disciplinamento (Gramsci:1989). A análise dos dados coletados à luz do referencial teórico nos permite indicar que realmente a conclusão da educação básica é um critério de empregabilidade praticado pelas empresas pesquisadas. Mas, já não se constitui como diferencial, e sim, condição sine qua non para a inserção do trabalhador. Por isso, favorece a inserção em funções da base da pirâmide ocupacional, como as da linha de produção. Isso porque, mesmo nas empresas da ponta mais dinâmica da cadeia produtiva, a ciência e a tecnologia estão embutidas nas máquinas e o operário da linha de produção executa tarefas simples, mecanizadas e repetitivas, para o que não se exige alto nível de conhecimento. Por isso, os operários e gestores entrevistados não percebem relação entre conhecimento escolar e o trabalho realizado, embora suas falas indiquem a existência de tal relação em elementos relevantes para o dia-a-dia da produção. O principal papel conferido à escola em sua relação com o trabalho é prover o disciplinamento necessário para aprender o trabalho nos treinamentos oferecidos pela empresa e se ajustar à ideologia da empresa. Mesmo que não percebam as relações entre o trabalho executado e a maioria dos conhecimentos adquiridos na escola, há reiteradas referências à ampliação de possibilidades,
  2. 2. 2 propiciada pela escola, demonstrando o reconhecimento da importância da educação formal pelos trabalhadores. Por outro lado, são várias as alusões à precariedade da escola pública, principalmente noturna, à qual a maioria teve acesso. Tais elementos nos permitem fazer coro com os autores acima citados que estudam a relação trabalho/educação e indicar a necessidade de avançar para além da ampliação quantitativa de vagas, repensando o currículo, a estrutura e o funcionamento da escola oferecida aos filhos dos trabalhadores. PALAVRAS-CHAVE: educação básica; relação escola/trabalho; inserção produtiva; 1. Introdução Este texto apresenta a reflexão suscitada por uma pesquisa realizada sobre os critérios de empregabilidade praticados pela indústria (setor secundário da economia) e o papel da escolarização nos processos de seleção e contratação de trabalhadores em Curitiba e Região Metropolitana. Este tema – o papel da conclusão da Educação Básica na inserção do trabalhador no mercado de trabalho – já nos acompanha desde 2004, quando, em outra pesquisa, evidenciamos que os egressos do ensino médio atuavam principalmente no setor terciário da economia (comércio e prestação de serviços), e em funções de baixo conteúdo intelectual, que não exigiam domínio de habilidades e competências cognitivas mais desenvolvidas. Já em 2004, os sujeitos entrevistados afirmavam categoricamente que, para funções mais qualificadas, como as demandadas pela indústria, a mera conclusão da Educação Básica não serviria como quesito de contratação e, por isso mesmo, seria muito difícil encontrar, no setor secundário, egressos de ensino médio que tivessem sido contratados a partir deste critério e não de outros tais como experiência e formação técnica. As conclusões da pesquisa realizada em 2004 nos levaram questionar a se a indústria, diferente do comércio e da prestação de serviços, demandaria dos seus operários maiores níveis de conhecimento científico, necessários para atuarem sob as marcas da produção flexível. Somam-se aos questionamentos acima apresentados, duas posições diferenciadas: por um lado, o empresariado brasileiro a partir dos anos 2000, expressa principalmente, pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI)i. Para a CNI a conclusão da educação básica por parte do trabalhador seria pré-requisito para a elevação da produtividade nas indústrias e para o desenvolvimento da nação num momento histórico em que há alto nível de ciência e tecnologia embutido nos processos produtivos e a competitividade em nível internacional
  3. 3. 3 precisaria ser buscada pela economia brasileira. Afirma a CNI que para fazer frente a tais demandas, para todo o tipo de função, o trabalhador precisaria ser polivalente, com autonomia intelectual e moral, além de habilidades e competências que favoreçam a rápida aprendizagem do trabalho. Por outro, Ribeiro e Neder (2009), Pochmann (2012) demonstram com base em dados oficiais, que apesar de a conclusão do ensino médio ter se tornado regra para todos os tipos de contratação no mercado formal, o crescimento dos postos de trabalho num passado recente vem ocorrendo naqueles de baixa remuneração, principalmente no setor de serviços e em micro e pequenas empresas. E, mesmo que demandem a conclusão da Educação Básica para a contratação, tais postos de trabalho não exigem do trabalhador ações mais complexas. Ribeiro e Neder (2009, p. 505), tomando por referência dados da Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (PNAD) de 2007 e 2009 consideram que a elevação do nível de exigência no que se refere à escolaridade nem sempre tem a ver com a necessidade de qualificação e sim, que os requisitos em relação ao nível de escolaridade dos candidatos ao posto de trabalho se elevaram para postos de trabalho que não exigem mão de obra qualificada. Essas empresas implementam essa estratégia no intuito de reduzir seus custos de recrutamento e seleção, pois um menor nível de escolaridade acarretaria um grande número de candidatos à vaga. Além disso, os empresários têm à disposição grande contingente de pessoas qualificadas em busca de ocupação. (RIBEIRO, R.,NEDER, H., 2009, p.503) Estes elementos nos levaram a indagar se a indústria contrataria, para as funções de produção, pessoas que demonstrassem o domínio dos princípios que regem a produção moderna e se, portanto, a exigência da conclusão da Educação Básica nas indústrias teria outras razões que não fossem as de redução de custos de seleção e contratação, citadas por Ribeiro e Neder. A produção moderna se organiza em cadeias produtivas e, para Kuenzer (2007, p. 1167), além do uso diferenciado da tecnologia nos diversos pontos destas cadeias, há “combinação entre trabalhos desiguais e diferenciados (...), o que traz demandas diferenciadas, e desiguais, de qualificação dos trabalhadores”, com o objetivo de manter a produtividade por meio da redução do custo de produção. Desde o trabalho altamente qualificado ao mais simples, todos têm espaço nas cadeias produtivas, mas numa lógica de superexploração na qual o uso da mão-de-obra é ampliado ou reduzido de acordo com o fato dele favorecer – ou não – a acumulação do capital. Partindo do pressuposto que na ponta mais dinâmica se concentrariam os processos produtivos mais complexos, exigindo maior qualificação dos trabalhadores do “chão de
  4. 4. 4 fábrica”, a coleta de dados foi realizada em duas empresas da ponta mais dinâmica da cadeia produtiva do setor de fabricação de veículos automotores. A questão direcionadora da pesquisa pode ser assim descrita: que tipo de inserção laboral favorece a conclusão da Educação Básica? 2. Referencial teórico O Estudo de caso realizado e cujos resultados apresentamos neste artigo tem como referência teórica o materialismo histórico. Entende, portanto, que a realidade é objetiva, mas não se dá a conhecer apenas pela expressão fenomênica. Ela é uma unidade do fenômeno e da essência, num jogo de claro-escuro, sendo a tarefa da ciência e da filosofia buscar os fundamentos ocultos dos fenômenos por meio de um esforço sistemático e crítico, superando a pseudoconcreticidade dos fatos (Kosik, 1976). Para compreender o fenômeno em sua totalidade, é preciso buscar as múltiplas determinações para o fato analisando, buscando para isso, apoio na teoria. Para isso é necessário estabelecer categorias teóricas, que permitem a aproximação do objeto de estudo, buscando compreendê-lo como síntese de múltiplas determinações. As categorias eleitas para este fim foram as seguintes: Trabalho simples: o trabalho simples é aquele que depende basicamente do dispêndio da força de trabalho que “todo homem comum, sem educação especial, possui em seu organismo” (MARX, 1983, p. 51). Não implica, portanto, em formação específica, podendo ser executado por quem tenha o nível de escolaridade comum à época. Isso não significa, porém, que o trabalho simples não se modifique no decorrer dos tempos. A definição do que é trabalho simples muda de acordo com a sociedade e a época, pois ele incorpora as exigências trazidas por mudanças tecnológicas e seu conteúdo vai sendo constantemente redefinido, exigindo novas qualificações. Mas estas, que em períodos anteriores compunham o trabalho complexo, vão se generalizando e se tornando menos valorizadas. É importante ressaltar ainda que, como nos lembra Invernizzi (1996), mesmo que o trabalho vá incorporando níveis crescentes de tecnologia, muitas vezes a operação realizada pelo usuário é cada vez mais simplificada e nem sempre significa complexificação do trabalho. Já o trabalho complexo é aquele que também pode ser chamado de qualificado, especializado, e depende de formação específica, geralmente superior à média de formação da maioria dos trabalhadores. Ele também se modifica de acordo com o avanço do capitalismo, portanto, o que é trabalho complexo numa determinada época ou sociedade pode não ser em
  5. 5. 5 outra. Como exige maior investimento em formação profissional, geralmente o valor desta força de trabalho é mais elevado. As mudanças no conteúdo do trabalho – tanto o simples quanto o complexo – definem, embora não de maneira direta nem imediata, o nível de formação considerado mínimo para o trabalho, mas tendencialmente, sob o capitalismo, a formação para o trabalho simples tende a ser restrita, unilateral, tendo por objetivo principal potencializar a produtividade. Já a formação para o trabalho complexo, embora também tenha como objetivo o aumento da produtividade, tende a formar os intelectuais orgânicos da sociabilidade capitalista. A terceira categoria de conteúdo é a produção flexível, se refere ao método de organização da produção surgido no Japão e posteriormente mundializado, proposto como alternativa ao taylorismo-fordismo. Para Harvey (2001) a produção flexível é uma resposta à incapacidade do fordismo e do keynesianismo em conter as contradições inerentes ao capitalismo, que foram justificadas como tendo sua origem na rigidez. Ela associa o uso intensivo de ciência e tecnologia, terceirização flexibilidade na produção, que passa a ser em pequenos lotes e com produtos variados. Ainda para Harvey, esta organização da produção altera substancialmente a estrutura do mercado de trabalho, pois implica em “níveis relativamente altos de desemprego “estrutural” (...) rápida destruição e reconstrução de habilidades, ganhos modestos (quando há) de salários reais (...) e o retrocesso do poder sindical.” (HARVEY, 2001:141). A estrutura de mercado de trabalho passa a se configurar em grupos distintos: um grupo – reduzido – de trabalhadores do centro, e diversas configurações de trabalhadores da periferia. O primeiro grupo conta com empregados em tempo integral, necessários ao futuro da organização. Embora com melhores condições de trabalho e níveis mais elevados de formação, esses trabalhadores precisam ser flexíveis, adaptáveis às necessidades e exigências da empresa. Muitas vezes são obrigados a trabalhar bem mais em períodos de pico da demanda, compensando com menos horas em períodos de redução da demanda. A periferia, grupo crescente, abrange dois subgrupos bem distintos. O primeiro consiste em “empregados em tempo integral com habilidades facilmente disponíveis no mercado de trabalho”. (...) Com menos acesso a oportunidades de carreira, esse grupo tende a se caracterizar por uma alta taxa de rotatividade, “o que torna as reduções da força de trabalho relativamente fáceis por desgaste natural:” O segundo grupo periférico “oferece uma flexibilidade numérica ainda maior e inclui empregados em tempo parcial, empregados causais, pessoal com contrato por tempo determinado, temporários, subcontratação e treinados com subsídio público, tendo ainda menos segurança no emprego do que o primeiro grupo periférico”. Todas as
  6. 6. 6 evidências apontam para um crescimento bastante significativo desta categoria de empregados nos últimos anos. (HARVEY: 2001: 144) A partir da construção teórica de Harvey é possível depreender que há diferentes tipos de trabalho e de condições de trabalho, que se distribuem no decorrer das cadeias produtivas e vão demandar níveis diversos de qualificação. Soma-se a isso o fato que, conforme Kuenzer (2002, 2007), a organização flexível da produção coexiste com formas historicamente anteriores de organização, as tayloristas/fordistas a formas tradicionais como a produção familiar. Tendo em vista a relação da formação dos trabalhadores com o tipo de trabalho requerido, outra categoria teórica que norteou o estudo foi disciplinamento. Por meio dela é possível compreender a relação escola/trabalho no atual momento histórico, em que a organização flexível da produção vem se sedimentando. Gramsci afirma que quando é necessário substituir uma visão de mundo por outra, mais adequada à fase de desenvolvimento do capitalismo em que se encontra determinada sociedade, “coerção deve ser sabiamente combinada com a persuasão e o consentimento” (GRAMSCI, 1989, p.405). Ou seja, sempre que uma determinada forma de organizar a produção perde a hegemonia e outra vai se colocando em seu lugar, é preciso criar um “tipo novo de trabalhador e de homem”. Embora o autor se referisse ao taylorismo-fordismo, esta construção teórica mantém seu poder explicativo na atualidade, momento de consolidação da produção flexível como organização hegemônica da produção. Em cada fase do capitalismo, busca-se, por meio da educação, construir em cada sujeito o tipo de subjetividade adequada à manutenção e à ampliação da produtividade, e sob o signo da produção flexível ela não é a mesma esperada sob a hegemonia do taylorismo-fordismo. Como a escola se constitui como instância privilegiada para o disciplinamento de subjetividades adequadas às relações de produção (embora todas as relações sociais e produtivas sejam educativas), julgamos relevante compreender que tipo de subjetividade interessa ao setor produtivo hoje. E, a partir dela, problematizar o papel da escola, superando a mera adequação a estas demandas, defendendo que ao trabalhador seja oferecida a possibilidade de dominar os princípios, os fundamentos científicos que regem a produção, indiferente da modalidade de trabalho. “Supõe-se que dominando esses fundamentos, esses princípios, o trabalhador está em condições de desenvolver as diferentes modalidades de trabalho, com a compreensão do seu caráter, da sua essência”. (SAVIANI, 1989, p.17).
  7. 7. 7 A quinta categoria que orientou a análise apresentada neste texto é a do conhecimento tácito, que é aquele desenvolvido pelo trabalhador no decorrer do trabalho e tem características mais psicofísicas do que intelectuais. Ele está enraizado no corpo, nos sentidos, e depende completamente da experiência prévia. (Dejours, 1993) Exatamente por se desenvolver na prática, é um conhecimento intransferível e, embora tenha relação com conhecimento teórico, geralmente isso não é percebido por quem o detém. Mesmo que seja desenvolvido na prática e intransferível, o conhecimento tácito vem apesentando mudanças sob a organização flexível da produção. Na verdade, embora esteja fortemente ancorado na ciência e na tecnologia, na produção flexível o conhecimento tácito é vital, mas ele passa a ser mais mediado pelos conhecimentos científicos, de modo que a competência laboral se expresse como “síntese entre corporeidade e intelectualidade”. (KUENZER, A.; ABREU, C., GOMES, C., 2007, p. 466) Segundo Kuenzer, Abreu e Gomes a relação entre conhecimento tácito e conhecimento científico na base microeletrônica não é de oposição, mas sim de articulação dialética (...) pois quando os sistemas não funcionam, a confiabilidade depende da subjetividade dos trabalhadores que lhes permite inventar soluções que tragam o sistema para a condição segura, evitando acidentes. (KUENZER, ABREU, GOMES, 2007, pg 1172-1173) Para os autores uma formação tecnológica aderente ao trabalho realizado, permite o desenvolvimento de um saber tácito mais integrado ao científico, o que não acontece quando o trabalhador tem acesso a uma formação generalista. Tendo por referência as categorias de análise utilizadas, passaremos a apresentar os dados coletados no decorrer da pesquisa. 3. Os dados coletados Optamos, nesta seção, por apresentar os dados coletados a campo e, ao mesmo tempo, cotejar estas informações com o referencial teórico acima apresentado. A coleta de dados para o estudo de caso foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com operários da linha de produção e gestores de Recursos Humanos de duas empresas do setor automotivo de Curitiba e Região Metropolitana. Os critérios principais para seleção das indústrias pesquisadas foram: i) situarem-se na ponta mais dinâmica da cadeia produtiva; ii) o fato delas exigirem, para contratação dos trabalhadores na linha de produção, o ensino médio completo. Em cada uma delas buscou-se captar o papel da
  8. 8. 8 escolaridade no trabalho realizado assim como no decorrer dos processos de seleção e contratação. Objetivando verificar se o trabalho realizado exige o domínio dos princípios que regem a produção, os sujeitos da pesquisa foram instados a descrever o trabalho realizado na linha de produção. Todos eles se referiram a uma atividade simples, aprendida no dia-a-dia, mecanizada e repetida inúmeras vezes no decorrer do turno de trabalho, cujo ritmo é ditado pela máquina. Embora haja várias referências ao ritmo acelerado de trabalho, os entrevistados consideram que, passado o impacto inicial, qualquer pessoa é capaz de fazer as operações solicitadas no tempo exigido, à medida que adquire experiência. Os trabalhadores consideram o trabalho fácil do ponto de vista da execução, “sem necessidade de pensar muito, rotineiro” (T3)ii embora “pesado” devido ao ritmo acelerado imposto pela linha de produção. Os relatos nos dão a entender que, no que se refere à execução do trabalho, nas empresas pesquisadas (embora elas se situem na ponta mais dinâmica da cadeia produtiva), ainda é bastante forte a organização taylorista-fordista. Os gestores de RH afirmam que qualquer pessoa é capaz de realizar as tarefas demandadas pela produção, indiferente do nível de formação que venham a ter. Acentuam que o trabalho é muito simples, aprendido principalmente no convívio com os colegas mais experientes e por treinamento no próprio posto de trabalho. Afirmam ainda que não há diferença no nível de produtividade entre os trabalhadores quem tenham níveis mais elevados de produção, já que o ritmo é cadenciado e o trabalhador se adequa a este ritmo. Os dados coletados indicam que, apesar de haver altos níveis de ciência e tecnologia embutidos no processo produtivo como um todo, a operação das máquinas pelo operário é bastante simplificada, confirmando que nem sempre as mudanças tecnológicas modificam o trabalho no sentido de uma maior complexificação. (Invernizzi, 1996). O trabalho relatado pelos sujeitos da pesquisa aproxima-se do trabalho simples, descrito por Marx (1983) como aquele que todo ser humano é capaz de realizar, sem depender de formação especifica para tal. Como o trabalho simples muda de acordo com a sociedade e a época e seu conteúdo é constantemente redefinido, há indicativos que, nas indústrias pesquisadas, no nível da produção, é esta a forma relatada pelos entrevistados. Importa citar que embora o trabalho relatado continue tendo caráter eminentemente prático, é necessário que o trabalhador domine certos códigos – tais como escrita, leitura, cálculos básicos, língua estrangeira – pois precisa ser capaz de ler as ordens de serviço, escrever pequenos relatórios, propor melhorias para o trabalho realizado (sempre com o objetivo de ampliar a produtividade). Precisa ainda, ser
  9. 9. 9 capaz de trabalhar em equipes e se comunicar de maneira mais efetiva com os demais trabalhadores e com os supervisores. Estas habilidades, demandas muito mais pela gestão do que pelos aspectos técnicos do trabalho, indicam que elas passaram a fazer parte “fazer parte das qualificações da força de trabalho média” (INVERNIZZI, 1996, p.103), do trabalho simples. O elevação de exigência relativa ao nível de formação escolar – ensino médio completo – indicam, ao que nos mostram os dados, que este é o nível de escolaridade considerado “comum” para a época. Outro aspecto relevante nas contribuições dos entrevistados, que indica a proximidade das ações executadas com o trabalho simples, é que o trabalho na linha de produção é aprendido na própria empresa, em treinamentos rápidos e, principalmente, na prática laboral, mediado pelos operadores com mais experiência. Não são necessários, segundo os sujeitos de pesquisa, conhecimentos técnicos prévios, nem mesmo domínio de conceitos que, em tese, deveriam ter sido aprendidos no decorrer da Educação Básica. Isso demonstra que o locus de formação do trabalhador é, em grande medida, o próprio local de trabalho, cabendo aos operadores mais experientes o papel de orientar e supervisionar os novatos até que estes sejam capazes de realizar as operações sozinhos, no ritmo e com a qualidade exigidos pela empresa. A mediação dos trabalhadores mais experientes indica também a permanência e a relevância do conhecimento tácito, adquirido pela experiência na produção flexível. Os operários se referem o tempo todo à importância de “pegar os macetes”, “aprender com quem já sabe”, como elementos que facilitam o trabalho e diminuem o estresse do trabalho na linha de produção. O conhecimento tácito continua sendo de grande relevância para os trabalhadores entrevistados, confirmando o que apontam Kuenzer e Abreu (2007), Kuenzer (2007): na organização flexível da produção ele não deixa de ser valorizado, embora mude de conteúdo. Esta conclusão das autoras se contrapõe à ideia de que o conhecimento tácito seria típico apenas da organização taylorista-fordista, na qual era nítida a separação entre ação e concepção. Pode estar indicando também, a permanência, no que se refere aos aspectos técnicos do trabalho, da organização taylorista-fordista, mesmo em empresas nas quais há elevados níveis de ciência e tecnologia embutidos nos processos produtivos. Mesmo que nos aspectos técnicos prevaleça uma estrutura taylorista-fordista, sob a produção flexível o trabalhador precisa, cada vez mais, aprender a enfrentar situações novas, imprevisíveis, para o que a memorização de procedimentos não basta. É preciso se adaptar rapidamente às mudanças, perceber possíveis problemas na linha e propor mudanças com o
  10. 10. 10 objetivo de melhorar a produtividade, ser capaz de se comunicar efetivamente (oralmente e por escrito), aspectos trazidos pela gestão das empresas, adequada à filosofia da produção flexível. A pesquisa buscou ainda, compreender o papel da escolaridade para a execução do trabalho. Como o trabalho que realizam tem caráter eminentemente prático, o conhecimento científico não é percebido pelos entrevistados como algo presente, ou mesmo necessário, no dia a dia. Referem-se enfaticamente ao saber fazer, aprendido na prática, como elemento que dirige suas ações. Quando instigados a citar elementos aprendidos no ensino médio utilizados no trabalho, afirmam que usam matemática básica, leitura e interpretação de texto, assim como rudimentos da escrita. São enfáticos em afirmar que os conhecimentos mais aprofundados das diversas áreas do conhecimento, que são, segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais, objeto de estudo do ensino médio, etapa final da Educação Básica, não são necessários na linha de produção. Interessante ressaltar que além das habilidades de ler, escrever e calcular, os trabalhadores se referem à escola como espaço no qual se “aprende a respeitar limites”, “a se comportar em grupo e respeitar hierarquia”, “a trabalhar em grupo”, “a desenvolver a capacidade de memorizar”. Estes aspectos não estão no campo do conhecimento e sim, do disciplinamento da força de trabalho. Eles nos indicam as expectativas das empresas, tanto no que se refere ao trabalhador, quanto ao papel da escola na construção de subjetividades adequadas à gestão nos moldes da produção flexível. Isso demonstra que, embora o capitalismo sempre tenha buscado o disciplinamento da força de trabalho, na produção flexível ele assume papel prioritário: o trabalhador precisa se ajustar às constantes mudanças, ao ritmo da produção, demonstrar disponibilidade para aprender, ser capaz de se autorregular, ajustando-se à filosofia da empresa e assumindo-a como sendo “sua também”. A habilidade de comunicação com assertividade também é bastante ressaltada, principalmente pelos gestores de RH, que a consideram essencial ao modo como é organizado o trabalho, em equipes auto gerenciáveis, nas quais os trabalhadores precisam trocar informações entre si para garantirem a produtividade. Os profissionais de RH afirmam ainda, que conhecer o perfil comportamental do candidato é importante para evitar o desperdício de recursos, já que há um custo embutido no processo de seleção e treinamento dos novos operários. Como os entrevistados não veem relação entre a conclusão da Educação Básica e o trabalho na linha de produção, indagamos o porquê de ela ser exigida para a seleção e
  11. 11. 11 contratação. A primeira justificativa citada por todos os entrevistados é que esta exigência já se tornou regra de mercado em Curitiba e Região Metropolitana. Aparecem também, menções às politicas internas de cada empresa, havendo, principalmente no discurso dos operários, várias referências às normas ISO. Ainda respondendo a esta questão, os gestores de RH afirmam ser necessário captar, nos processos seletivos, pessoas que tenham um nível mínimo de compreensão para que possam participar dos treinamentos e compreender as ordens de serviço, assim como cumprir as normas comportamentais da empresa. Este “mínimo” seria dado pela conclusão da Educação Básica. Outro elemento citado pelos gestores é que se espera que o trabalhador consiga perceber “gargalos” na produção e sugerir mudanças nos processos produtivos, sempre com o objetivo de manter elevada a produtividade. Finalmente, apontam o interesse da empresa em aproveitar pessoas que se sobressaiam na linha de produção pela competência técnica e demonstrem adesão à filosofia da empresa, em recrutamentos internos para outras funções. Também os operários se referem aos recrutamentos internos, ressaltando que a avaliação do gestor imediato – obtida demonstrando empenho, dedicação, qualidade no trabalho, pró-atividade – é relevante para a promoção. Como a linha de produção se situa na base da hierarquia, possivelmente ela seja a porta de ingresso do trabalhador nas empresas, com expectativas de ascensão, tanto por parte do operário, quanto da gestão de RH. Mas esta ascensão não se põe para todos os operários e sim, para aqueles que se destacam na direção desejada, sempre com o objetivo de favorecer a ampliação da produtividade. A fidelização do trabalhador, por meio da dimensão subjetiva é buscada pelas empresas e tende a elidir a contradição trabalho/capital criando a ilusão de que todos estão “no mesmo barco” e lutam pelas mesmas coisas. Deste modo, como indica Kuenzer (2007, p. 1169), muitas vezes importa mais para a empresa, o desenvolvimento de “subjetividades flexíveis, tanto do ponto de vista cognitivo quanto ético”, do que a formação técnica específica. A formação destas subjetividades se dá, segundo a autora, por meio da aquisição de conhecimentos genéricos, que permitem ao trabalhador exercer múltiplas tarefas, em diferentes níveis de inserção, geralmente em funções para as “quais seja suficiente um rápido treinamento de natureza psicofísica” dependendo das necessidades das cadeias produtivas. 4. Conclusões
  12. 12. 12 As análises realizadas com base nos dados coletados e apoiados no referencial teórico adotado, indicam algumas conclusões, a serem aprofundadas em estudos posteriores, que ampliem a base de dados empíricos. Isso porque o estudo de caso nos permite apontar tendências, mas não estabelecer generalizações. Inicialmente importa afirmar que a conclusão da Educação Básica é um quesito relevante para a inserção do trabalhador nas indústrias pesquisadas. Este é sim um critério de empregabilidade praticado por estas empresas e indicado por todos os entrevistados como sendo exigência padrão em Curitiba e Região Metropolitana. Mas, a conclusão da Educação Básica, que ainda não foi democratizada no Brasil, não é um diferencial e sim, condição mínima. Dito de outro modo, ela se constitui em estratégia de corte, impossibilitando o acesso de grandes parcelas de trabalhadores do acesso ao trabalho formalizado em empresas de grande porte, que tendem a ser as que oferecem condições de trabalho menos precarizadas. Neste sentido, é possível concluir que nas empresas pesquisadas se coloca a situação descrita por Ribeiro e Neder (2009), em que o estabelecimento da conclusão da Educação Básica como pré-requisito para a seleção e contratação estabelece uma linha de corte e reduz os custos destes processos ao eliminar um grande contingente de trabalhadores. Outro aspecto relevante é que, como apontam Pochmann (2012), Ribeiro e Neder (2009), a conclusão da Educação Básica é exigida para os postos da base da pirâmide ocupacional interna a cada uma das empresas. O trabalhador da linha de produção realiza operações repetitivas e mecânicas, pouco demandando o domínio de conhecimentos mais elaborados ou de maior autonomia intelectual. Contradiz, portanto, a ideia de que a necessidade de conclusão do ensino médio para a indústria se dê devido à complexificação do trabalho realizado pelo ser humano. Também a polivalência, embora desejada pelas empresas, se coloca muito mais como desempenho de mais tarefas dentro de um mesmo setor, quebrando a relação homem/máquina, e não implica em maior autonomia por parte do trabalhador. Embora mereça mais estudos com o objetivo de averiguar a adequação da afirmação que faremos a seguir, o estudo de caso realizado nos leva a supor que a Educação Básica vem se configurando como nível de formação geral, comum ao todo da população, citado por Invernizzi como sendo o necessário para o trabalho simples. A incorporação da ciência e da tecnologia está presente nas máquinas e equipamentos, cabendo ao trabalhador apenas a execução de tarefas simples, mecanizadas e repetitivas, bastante próximas da organização taylorista-fordista.
  13. 13. 13 É importante indicar, no entanto, que a semelhança com a organização taylorista-fordista se relaciona principalmente aos aspectos técnicos do trabalho, enquanto a gestão de recursos humanos se apoia nos conceitos da produção flexível. Desde a seleção, continuando nos treinamentos internos e no modo de organizar a linha de produção as empresas buscam desenvolver uma subjetividade engajada com os objetivos da fábrica, na qual todos se sintam “no mesmo barco”. As iniciativas dos trabalhadores no sentido de aperfeiçoar os processos, perceber e resolver gargalos são valorizadas, assim como a responsabilidade, a iniciativa, a autodisciplina. Os dados coletados indicam que a defesa da necessidade de conclusão da Educação Básica, do ponto de vista do capital, se dá não por ela garantir o domínio científico do processo produtivo e sim, por favorecer determinado disciplinamento. Merece menção ainda o fato que, embora os operários e gestores entrevistados não percebam relação entre conhecimento escolar e o trabalho realizado, suas falas indicam a existência de tal relação em elementos relevantes para o dia-a-dia da produção. Domínio da escrita e da leitura, da matemática básica, embora sejam esperados ao fim do ensino fundamental, são conteúdos da escola e, portanto, contribuições da escola à formação do trabalhador. Mesmo que não percebam as relações entre o trabalho executado e a maioria dos conhecimentos adquiridos na escola, há reiteradas referências dos entrevistados à ampliação de possibilidades, de visão de mundo, propiciadas pela escola, demonstrando o reconhecimento da importância da educação formal. Também quando se referem à necessidade de compreender o funcionamento da linha de produção, propor melhorias, de participarem em recrutamentos internos para funções mais elevadas na hierarquia, os trabalhadores indicam que a formação oferecida pela escola permite – embora não para todos – o crescimento dentro da empresa. Mas, é importante ressaltar que os trabalhadores também se referem a aspectos como obediência, disciplina, trabalho em equipe, como contribuições relevantes da escola, indicando o reconhecimento do papel da escola na construção de um disciplinamento adequado à organização flexível da produção. A ênfase nos treinamentos internos, oferecidos pelas empresas, demonstra também que, no que se refere ao nível da produção, o próprio setor produtivo forma seus quadros e espera da escola uma formação elementar, que permita aos trabalhadores a rápida aprendizagem no trabalho. Os elementos apresentados nesta reflexão indicam que, se temos a intenção de favorecer, não só que as pessoas se insiram no mercado de trabalho e sim, uma formação
  14. 14. 14 politécnica, multilateral, que vise à formação ampliada dos que vivem do trabalho, é essencial avançar para além da ampliação quantitativa de vagas, repensando o currículo, a estrutura e o funcionamento da escola oferecida aos filhos dos trabalhadores. Por esta via de raciocínio, a escola – instituição tendencialmente a favor da burguesia –, contraditoriamente, pode contribuir para formação ampliada do trabalhador. Mas, não basta ampliar o acesso e a permanência, é preciso repensar o projeto pedagógico do ensino médio. Isso reforça a defesa dos educadores engajados na construção – mesmo nos limites do capitalismo – de uma educação politécnica, que tenha como horizonte a superação da dicotomia entre trabalho manual e trabalho intelectual. Neste sentido, os avanços no sentido da democratização do ensino médio – etapa final da Educação Básica – embora seja um avanço inquestionável – se não for acompanhada da devida qualidade, ao invés de favorecer a superação do status quo, tende a reforçar a inclusão subordinada da classe trabalhadora aos ditames da acumulação flexível. Referências DEJOURS, C. Inteligência operária e organização do trabalho: a propósito do modelo japonês de produção. In: HIRATA, Helena. Sobre o “Modelo” japonês. São Paulo: Edusp – Editora da Universidade de São Paulo, 1993. GOUNET, T. Fordismo e toyotismo na civilização do automóvel. São Paulo: Boitempo, 1999. GRAMSCI, A. Maquiavel, a política e o estado moderno. 7ed. RJ: Civilização Brasileira, 1989. HARVEY, D. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. 10ª ed., São Paulo, Loyloa, 2001. INVERNIZZI, N. Automação e qualificação do trabalho: elementos para um enfoque dialético. Dissertação de Mestrado, Departamento de Política Científica e Tecnológica. Instituto de Geociências, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1996. KOSIK, Karel. Dialética do concreto. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976. KUENZER, A. Exclusão includente e inclusão excludente: a nova forma de dualidade estrutural que objetiva as novas relações entre educação e trabalho. In: LOMBARDI, J..; SAVIANI, D.; SANFEICE, J.L. (org) Capitalismo, trabalho e educação. Campinas, SP: Autores Associados, HISTEDBR, 2002. ___________. Da dualidade assumida à dualidade negada: o discurso da flexibilização justifica a inclusão excludente. Educação e Sociedade. Campinas, vol. 28, n. 100 - Especial,
  15. 15. 15 p. 1153-1178, out. 2007. Disponível em http://www.cedes.unicamp.br, acesso em março de 2012. KUENZER, A; ABREU, C., GOMES, C. A articulação entre conhecimento tácito e inovação tecnológica: a função mediadora da educação. Revista Brasileira de Educação v. 12 n, 36 set/dez 2007. MARX, K. O capital. Volume 1, livro primeiro: O processo de Produção do Capital. São Paulo: Abril Cultural, 1983. POCHMANN, M. Nova classe média? O trabalho na base da pirâmide social brasileira. São Paulo: Boitempo, 2012. RIBEIRO, R.; NEDER, H. Juventudes: desocupação, pobreza e escolaridade. In: Nova Economia: Belo Horizonte, vol. 19, n.3 setembro-dezembro de 2009, p. 475 - 506 SAVIANI, D. O choque teórico da politecnia. In: Educação, Trabalho e Saúde. Rio de Janeiro: EP-SJV/FIOCRUZ, 2003. Disponível em http://www.revista.epsjv.fiocruz.br/upload/revistas/r41.pdf acesso em 25/04/2013 i Sobre a proposta de formação dos trabalhadores defendida pela CNI sugerimos a leitura de MELO, A. de. O Projeto pedagógico da Confederação Nacional da Indústria para a educação básica nos anos 2000. Tese de Doutorado, UFPR, 2010. ii T3 refere-se ao trabalhador da linha de produção n.º 3

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