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Resumo de a vida familiar

  1. 1. 1. A V I D A F A M I L I A R : Preâmbulo. O ser humano não nasce nem vive sozinho. Integra-se numa sociedade, habitando espaços que lhe exigem um conhecimento relacional bastante mais aprofundado do que à primeira vista possamos pensar. Isto processa-se quer ao nível dos seus próprios comportamentos (adequando-os ao que a sua cultura identifica como corretos), quer ao nível dos comportamentos dos outros (ajudando-o a reconhecer/avaliar e prever as suas intenções e ações). Como não é, à partida, conhecedor desses espaços vivenciais, é-lhe necessária uma aprendizagem demorada, que acompanha o seu próprio desenvolvimento biológico, num processo de identificação progressiva de pertença à sua comunidade e cultura. - Tipos de família. Porque surge no mundo desprovido de qualquer autonomia, a sobrevivência do ser humano só é viável na medida em que tenha quem cuide dele durante os longos anos que medeiam a aquisição da capacidade para decidir livremente o seu caminho. Essa tarefa está prioritariamente a cargo da família (seja ela a família biológica ou uma família de substituição), que assume socialmente um papel extremamente relevante, na medida em que é no seio familiar que cada sujeito vai aprendendo a integrar-se na sua sociedade. Contudo, apesar da noção geral que cada um de nós tem de "família", convém lembrar que esta tem vindo a sofrer alterações ao longo dos tempos (cujas causas referiremos no tópico mais abaixo), pelo que não existe apenas um mas vários tipos de famílias . Como vimos na aula, existem vários tipos de família, mas os mais comuns na sociedade portuguesa actual são três: família conjugal ou nuclear, família monoparental e família recomposta. Há que assinalar ainda que existem outros tipos de famílias, denominadas "modernas": as famílias homossexuais e os filhos-canguru.
  2. 2. - Papel da família na socialização do indivíduo. Enquanto ponte primordial de contacto com o mundo, a família assume uma função essencial no processo de socialização primária, mediante o qual o indivíduo adquire as chamadas competências básicas para a sua integração social. Tantas vezes descurado, este é, não obstante, um processo que tem precedência sobre o processo de socialização secundária que ocorre no decurso da vida adulta: uma socialização primária plena prepara melhor o indívíduo para os desafios da maturidade. Neste sentido, nenhuma instituição social - como por exemplo a escola - pode substituir a família neste processo, mas apenas colmatar, em parte, uma socialização primária deficientemente realizada por uma família inexistente ou disfuncional. - Novos comportamentos da família. O século XX assistiu a mudanças sociais radicais que alteraram por completo a vida em sociedade e, concomitantemente, a organização familiar. O marco decisivo desta rutura decisiva foi a Segunda Guerra Mundial (1939- 1945). Com o recrutamento dos homens para as diversas frentes de combate, coube às mulheres o abandono das tarefas domésticas para ocuparem os lugares de trabalho deixados vagos nas fábricas. Nunca mais as mulheres voltariam a dedicar-se em exclusivo ao governo do lar, enquanto o homem ganhava o pão, como sucedia anteriormente. Com a experiência de uma independência económica, a mulher iniciou o caminho para a sua emancipação e reconhecimento da sua igualdade social. No Ocidente da segunda metade do século XX, as mulheres passaram a dividir os seus dias entre o trabalho assalariado e a família. Portugal não foi exceção e, desde o 25 de Abril de 1974, temos vindo a assistir à crescente intervenção do sexo feminino na sociedade civil e profissional - mesmo em áreas anteriormente exclusivamente masculinas, sobretudo devido à sua crescente escolarização (que hoje, em Portugal, já ultrapassa a dos homens). Esta generalização progressiva do trabalho feminino conduziu a alterações profundas na estrutura da própria família que, ao nível do relacionamento do casal, se tornou mais igualitária, com uma maior divisão das tarefas do lar, por exemplo. Esta democratização da família conduziu a uma maior liberdade de expressão (que não era possível na família de carácter patriarcal), uma maior autenticidade dos
  3. 3. sentimentos do casal (aliada ao enfraquecimento do poder da Igreja na sociedade) e a uma propensão para adaptar os projetos familiares aos projetos profissionais (que, com o aumento da escolaridade, se tornam cada vez mais relevantes)

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