Relatório Anual 2009

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Relatório Anual 2009

  1. 1. 2009RelatóRioanualpaRa veR além,é pReciso sabeRenxeRgaR
  2. 2. sobRe esteRelatóRio anualpaRa veR além,é pReciso sabeRenxeRgaRPara ver além, não basta olhar. É preciso saber enxergar.Para ver além do próximo passo muitas vezes é preciso recuar e olharatentamente ao redor para enxergar o momento de retomar a marcha.Para ver além, não basta olhar. É preciso ter a visão apurada, o desejode descobrir e a ousadia de desvendar as possibilidades.Mais uma vez, os alunos do Projeto Arrastão nos inspiraram no tema e na produção deste relatório. Os jovens queparticipam das oficinas de fotografia do Projeto vêm apurando seu olhar ao longo do tempo e, com esse trabalho, têmnos ensinado a ver além. Nossa atenção está cada vez mais aguçada a cada trabalho que realizam. A cada trabalho,eles nos mostram novas possibilidades e ensinam a não nos contentarmos apenas com o olhar, mas dar um passoatrás e rever, reexaminar, vislumbrar outra ótica, como uma cena nova, única. Nos convidam a enxergar as múltiplasoportunidades em uma imagem, um novo ângulo...Durante 2009, vivenciamos desafios que nos levaram às mesmas reflexões sobre os nossos negócios. O cenárioeconômico também nos recomendou recuar, nos desafiou a fortalecer nossos processos e controles e está nospermitindo aprender a enxergar as múltiplas oportunidades para aperfeiçoar a cena e garantir a evolução dos negóciosdo BIM no longo prazo.O alinhamento dessas reflexões nos fez propor um novo trabalho aos jovens do Projeto Arrastão, com o patrocíniodo Instituto Indusval Multistock de Sustentabilidade. Durante as férias de verão, esses alunos e seus educadoresforam convidados a participar de oficinas de criatividade. Com a proposta de capturar imagens da cidade de SãoPaulo – natureza, arquitetura, pessoas – através de fotografias que, impressas em preto e branco, servissem debase para a realização de interferências coloridas com técnicas de desenho, pintura, reciclagem, grafite e bricolagem,utilizadas nos núcleos de Moda e Design, Comunicação e Formação de Jovens do Projeto Arrastão. Além de ampliaro envolvimento dos vários núcleos do Projeto, esse desafio pretende mostrar que, com criatividade e inteligência, épossível ver além, basta saber enxergar novos ângulos, identificar oportunidades e transformar a realidade estampadanas fotos. Ao longo do relatório, as fotos menores mostram o processo de captura das imagens.Esse trabalho contou com a participação de 33 jovens educandos e sete educadores do Projeto Arrastão e foi viabilizadopelo desenvolvimento da ideia, criação e condução das oficinas de criatividade por designers da TheMediaGroup,nosso parceiro na produção deste relatório, que voluntariamente cederam seu tempo e conhecimento para apurarcada vez mais o olhar e enxergar as oportunidades que a vida nos oferece.A todos os jovens, educadores e voluntários que participaram desse trabalho, agradecemos pelo empenho e pelainspiração, confirmando nossa crença de que só é preciso saber enxergar para ir além.
  3. 3. peRfilcoRpoRativoCom sede em São Paulo, o Banco Indusval Multistock (BIM) é um banco comercial, com 42anos de experiência no mercado financeiro, que concentra seus negócios em produtosde crédito, em moeda nacional e estrangeira, destinados ao segmento de empresasde médio porte com faturamento anual predominantemente entre R$ 20 milhões eR$ 500 milhões.Com uma equipe composta por 333 funcionários em 2009, capacitada para garantir agilidade noatendimento e qualidade na prestação de serviços, o BIM dispõe de uma carteira de crédito com maisde 660 empresas e um amplo leque de produtos desenhados para atender às necessidades específicasdesse nicho de mercado. Entre outros diferenciais, o Banco desenvolve estruturas de financiamentoadequadas às empresas médias, inclusive com a participação de organismos internacionais, como o IFC(Internacional Finance Corporation) e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).Para oferecer esse atendimento diferenciado e produtos customizados, conta com uma infraestruturade 11 agências estrategicamente localizadas nas regiões com maior número de empresas de médioporte no Brasil, além de uma agência no exterior e da subsidiária Indusval Corretora de Valores, queatua na intermediação de operações na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBOVESPA).O BIM encerrou 2009 com ativos totais no valor de R$ 2,7 bilhões, carteira de carteira de crédito deR$ 1,7 bilhão, patrimônio líquido de R$ 432,7 milhões e um Índice de Basileia de 22,53%. Instituiçãofinanceira de capital aberto, o Banco está listado no nível 1 de Governança Corporativa da Bolsade Valores paulista desde julho de 2007 e com adesão voluntária a práticas adicionais, previstas noregulamento para companhias listadas no segmento Novo Mercado.
  4. 4. pRincipaisindicadoResconsolidado – R$ milhões 2005 2006 2007c 2008 2009ResultadosResultado de Intermediação Financeira 57,7 69,2 129,2 200,1 94,3Resultado Operacional 23,0 30,5 61,0 110,9 1,1Lucro Líquido 19,5 23,6 45,4 71,8 12,8balançoCarteira de Crédito 384,6 644,0 1.255,2 1.723,0 1.635,9 Carteira de Crédito com Avais, Fianças e L/Cs 417,0 691,0 1.329,0 1.793,7 1.698,7Disponibilidades e Aplicações Financeiras de Liquidez 105,1 161,1 264,0 110,9 357,2Títulos e Valores Mobiliários 234,2 261,2 649,1 331,5 725,0Ativos Totais 772,4 1.120,6 2.211,2 2.225,4 2.730,5Depósitos Totais 331,9 526,4 810,4 824,9 1,273,2Empréstimos no exterior 72,4 164,1 229,7 487,4 377,4Empréstimos no País 0,0 0,0 0,0 128,2 0,0Repasses Locais 0,0 0,0 0,0 159,6 142,6Patrimônio Líquido 136,3 149,7 406,7 448,5 432,7desempenhoRetorno sobre Patrimônio Líquido Médio – ROAE 14,9% 16,5% 16,3% 16,8% 2,9%Retorno sobre Ativo Médio – ROAA 2,6% 2,5% 2,7% 3,2% 0,5%Margem Financeira Líquida (NIM)a 11,1% 9,8% 9,3% 9,5% 7,9%Índice de Inadimplênciab 2,5% 1,2% 1,4% 2,7% 5,9%Índice da Basileia 30,4% 22,5% 33,2% 24,0% 22,5%Índice de Eficiênciad 59,0% 56,3% 63,0% 46,4% 52,3%indicadores operacionaisNúmero de Funcionários 198 255 331 329 333Número de Agências 1 5 11 11 12mercado de capitaisNúmero Total de Ações 31.296.247 31.296.247 43.000.001 43.000.001 42.475.101 Ações Ordinárias (IDVL3) 16.948.594 16.948.594 27.000.000 27.000.000 27.000.000 Ações Preferenciais (IDVL4) 14.347.653 14.347.653 16.000.001 16.000.001 15.475.101Número de Ações em Tesouraria 1.591.879 1.591.779 0 510.500 427.000Número de Ações em Circulação e 29.704.368 29.704.468 43.000.001 42.489.501 42.048.101Número Ações em Livre Circulação Free Float f - - 22.620.381 21.753.273 21.145.842Free Float g - - 52,6% 50,6% 49,8%Lucro Líquido por ação em Reais 0,63 0,76 1,05 1,71 0,30Valor Patrimonial por Ação em Reais 4,59 5,04 9,46 10,56 10,29Remuneração paga ao Acionista – R$ Milhares h 11,446 10,167 15,858 25,470 27,009Remuneração por Ação em Reais 0,36573 0,32486 0,36879 0,59943 0,64234Valor de Mercado em R$ Milhares n/a n/a 838,500 169,533 348,579(a) NIM = Margem Financeira Líquida = Resultado Bruto de Intermediação Financeira (exceto provisões para devedores duvidosos)/Ativos remuneráveis médios.(b) NPL/Total da Carteira de Crédito, onde NPL (Non-Performing Loans) corresponde ao saldo total de contratos com alguma parcela vencida por prazo superior a 60 dias.(c) Ao excluir as despesas não recorrentes do IPO que líquidas dos efeitos tributários somaram R$ 9,7 milhões, o lucro líquido do exercício seria de R$ 55,1 milhões com ROAE de 19,8%, ROAA de 3,3%, NIKM de 9,3% e Índice de Eficiência de R$ 54,6%.(d) Quociente entre Despesas Operacionais e Receitas operacionais. Queda neste índice denota melhora de desempenho.(e) Todas as ações que compõem o capital social da Companhia, excetuadas as ações mantidas em tesouraria.(f) Ações em Circulação deduzidas as ações em poder dos Controladores e da Administração.(g) Ações em Livre Circulação (Free Float) sobre o total de Ações.(h) Juros sobre Capital Próprio (JCP) + dividendos, quando aplicável.
  5. 5. 2009 2 Mensagem do Presidente Adequação à realidade econômica, com foco emRelatóRio aprimoramento de controles internos e gestão de riscosanual 8 Governança Corporativa Agilidade, transparência e ética no processo decisóriopaRa veR 14 Gestão Estratégicaalém, é Busca contínua por eficiência, qualidade e segurançapReciso sabeR 22 Conjuntura Econômica Recuperação da atividade econômica em 2010enxeRgaR 28 Mercados Predominância de industrias de médio porte nas regiões de maior atividade econômica 30 Produtos e Serviços Proximidade com o cliente para melhor entendimento de suas necessidades 42 Desempenho Econômico-Financeiro Resultados em linha com o cenário e visando a perenidade dos negócios 52 Mercado de Capitais Compromisso com os mais elevados padrões de Governança e respeito aos acionistas 60 Gestão de Pessoas Comprometimento e competência refletidos em seu maior ativo 64 Ativos Intangíveis Experiência e conhecimento atuando sob uma forte marca 66 Sustentabilidade Compromisso com o aperfeiçoamento de cada uma das vertentes da sustentabilidade 70 Balanço Social 72 Demonstrações Financeiras 111 Informações Corporativas
  6. 6. mensagemdo pResidenteadequaçãoà Realidadeeconômica,com foco emapRimoRamentode contRolesinteRnos egestão de Riscosmanoel felix cintra netoPresidente O ano de 2009 foi caracterizado por aprendizados e desafios, mas também representou fortalecimento e superação. A crise econômica iniciada nos EUA, no final de 2008 ganhou proporções mundiais e deteriorou rapidamente o cenário econômico externo e interno, obrigando-nos a abrir mão da rentabilidade no curto prazo para garantir a sustentabilidade e a perenidade dos negócios no longo prazo. Nesse processo, foi fundamental contar com a experiência de 16 anos na área de middle market e, em especial, com a visão de futuro de nossos executivos e do nosso Conselho de Administração. Isso só foi possível por meio da estrutura de governança corporativa que o Banco possui. Conscientes da importância de se adequar ao novo momento, optamos por adotar medidas conservadoras para preservar nossos ativos e nossa liquidez. Reforçamos o sistema de garantias das operações, buscamos diversificar a base de clientes e as fontes de captação e adotamos políticas mais severas na concessão de crédito e na gestão dos riscos.
  7. 7. 03O adverso cenário econômico teve impacto, em especial, no Ao reduzir o ritmo dos negócios, voltamos nosso foco parasegmento em que atuamos, de empresas de médio porte, o fortalecimento do Banco. Como um atleta que se abaixamais sensíveis à queda na atividade econômica e à menor para concentrar suas forças antes de um salto, recuamos edisponibilidade de crédito. Como reflexo, os índices de nos prepararmos para a retomada econômica. Mesmo eminadimplência subiram e decidimos elevar nossas provisões um cenário desafiador, investimos em novas plataformaspara créditos de liquidação duvidosa acima das exigências tecnológicas que proporcionarão níveis adicionais de controleregulamentares. Sabíamos que essa decisão iria afetar os e segurança, aprimoramos os sistemas de gestão de riscoresultados de 2009, entretanto, tal postura está alinhada e automatizamos controles internos para tornar nossasà conjuntura econômica e à nossa gestão conservadora, operações ainda mais ágeis, seguras e eficientes. Tambémprincipalmente, considerando a nossa visão de perenidade. aumentamos nosso caixa disponível e dilatamos o perfil deCom isso, o volume de operações de crédito manteve-se em nosso passivo com captações mais longas, garantindo solidez etorno de R$ 1,7 bilhão durante todo o exercício. Essas ações estabilidade. Ademais, concretizamos uma parceria estratégicarefletiram na receita de intermediação financeira, que se reduziu na Indusval Corretora, que viabilizará a expansão consistentepara R$ 407,5 milhões e, por decorrência, nosso lucro líquido, de suas operações.que foi de R$ 12,8 milhões. Com essas medidas, estamos preparados para assumir novas oportunidades de mercado, com a ética, a responsabilidade e a transparência que, sempre pautaram nossa atuação. Acreditamos que, com a retomada da atividade econômica e a redução dos níveis de inadimplência, o crescimento da carteira de crédito com empresas médias e o retorno de melhores resultados operacionais serão uma consequencia natural.
  8. 8. 04Não por outro motivo, escolhemos para nosso Relatório Anual 01de 2009 o tema “Para ver além é preciso saber enxergar”. Em Manoel Felix Cintra Netoum ano marcado pela instabilidade, buscamos ”ver além” dos Diretor-Presidenteresultados imediatos e delinear os contornos de um novo BIM 02– mais estruturado, moderno, ágil nas decisões e conservador Luiz Masagão Ribeirona concessão de crédito e no controle de riscos. Desafiamos Diretor Superintendenteneste relatório o leitor a apurar sua visão, não limitando-se 03apenas aos resultados financeiros obtidos em 2009, mas Carlos Ciampolinienxergando as possibilidades a longo prazo. Diretor Executivo 04A superação das adversidades e desafios de 2009 e a Ziro Murata Juniormanutenção da sustentabilidade dos negócios só foram Diretor Financeiro e de Relações com Investidorespossíveis com o apoio que recebemos de nossos acionistas, 05clientes, parceiros e, em especial, de nossos funcionários, que Gilberto L. dos Santos Lima Filhomostraram garra, comprometimento e talento em todos os Diretor Tesouraria e SPBmomentos, e a quem, sinceramente, agradecemos. 06 Roberto Carlos de C. Almeida Diretor Comercial 07 Gilmar Melo de Azevedo Diretor Comercial 08 Katia Aparecida Rocha Moroni Diretora da Área Internacional 09 Eliezer Lizardo Ribeiro da Silva Diretor de Crédito
  9. 9. 02 03 501 04 05 08 06 07 09
  10. 10. “o melhoR uso do capital nãoé fazeR dinheiRo, mas sim fazeRdinheiRo paRa melhoRaR a vida”.Henry FordOlhar (foto) Gisele Eduardo dos Santos, 17 anos e Vamires Santana dos Santos, 16 anosEnxergar (interferência) Paula Gonzalez, 26 anos
  11. 11. goveRnançacoRpoRativaagilidade,tRanspaRênciae ética nopRocessodecisóRioO BIM acredita que a boa governança contribui para dar Com suas ações listadas no Nível I de práticas diferenciadassustentabilidade a seus negócios, aumentar sua credibilidade e de Governança Corporativa da BM&FBovespa, o Banco adotacriar valor para a Instituição e para todos os públicos com os quais procedimentos adicionais aos exigidos pelo segmento em quese relaciona. O Banco privilegia a transparência na divulgação de está listado, como utilização da Câmara de Arbitragem parasuas informações, a ética dos negócios, a responsabilidade na questões relacionadas ao mercado de capitais; 100% de taggestão corporativa, a equidade e o diálogo franco e claro no along, o que significa garantia de que os acionistas minoritáriostratamento com todos os seus interlocutores. Ademais, o Banco têm a opção de vender suas ações pelo mesmo preço porbusca aprimorar constantemente seu processo decisório e sua ação recebido pelo controlador em caso de venda do controlegestão dos riscos, assim como suas estratégias operacionais e da Instituição; mais de 20% de membros independentes noseus controles internos. Conselho de Administração; e percentual de ações em livre circulação acima dos 25%. Além disso, o BIM mantém a mesmaO BIM dispõe de um Código de Ética, alinhado com a cultura remuneração para as ações ordinárias (ON) e preferenciaisinterna e as crenças do Banco, que reúne diretrizes, práticas (PN). Apenas a exigência de ter seu capital composto apenas dee condutas a serem observadas por cada funcionário em sua ações ordinárias impede o Indusval Multistock de estar listadoatuação profissional. As questões éticas compreendidas no no nível máximo do segmento diferenciado de governançaCódigo envolvem sigilo profissional, responsabilidade pessoal, corporativa da BM&FBovespa.conflitos de interesse, entre outros aspectos. Em 2009, esseCódigo foi atualizado para garantir padrões éticos cada vez mais A gestão corporativa está alicerçada na sinergia entre oelevados no desenvolvimento de suas atividades. Ao longo Conselho de Administração, a Diretoria Executiva e osdo ano, todos os funcionários receberam treinamento com o Comitês que os assessoram.objetivo de fixar os preceitos constantes do Código de Ética dasempresas Indusval Multistock e buscar o comprometimento detodos com essas diretrizes.
  12. 12. 09EStRutuRA DE GoVERNANçA Composição do Conselho de Administração mandato até a Assembleia Geral Ordinária em 2011Conselho de Administração Luiz Masagão Ribeiro – Presidente Manoel Felix Cintra Neto – Vice-PresidenteO Conselho de Administração é o órgão máximo de gestão Antonio Geraldo da Rocha – Conselheiroe responde pela definição das diretrizes estratégicas e políticas Carlos Ciampolini – Conselheirogerais; pelo direcionamento e supervisão da administração Maria Cecília C. Ciampolini – Conselheiraconduzida pela diretoria executiva; pela exatidão das Júlio dos Santos Oliveira Junior – Conselheiro Externoinformações financeiras prestadas; e pela escolha dos auditores Mário Fukumitsu – Conselheiro Externoindependentes e supervisão das atividades da auditoria interna. Adroaldo Moura da Silva – Conselheiro IndependenteO Conselho conta com executivos de reconhecida qualificação Wladimir Antônio Puggina – Conselheiro Independentee larga experiência em áreas distintas, mas estratégicas, para agestão do Banco, o que garante uma visão dos negócios sob Conselho Fiscaldiferentes prismas na tomada de decisões. No exercício de 2009, o Conselho Fiscal não foi instalado.No encerramento de 2009, o Conselho de Administração De acordo com o Estatuto Social do Banco, o Conselhocontava com nove membros, sendo dois conselheiros Fiscal pode ser instalado por deliberação da Assembleia Geralindependentes, o que assegura mais de 20% de membros a pedido dos acionistas. Ao ser instalado, o deverá ter noindependentes. Os membros do Conselho se reúnem quatro mínimo três e no máximo cinco membros eleitos e destituíveisvezes por ano, em caráter ordinário, ou extraordinariamente, pela Assembleia Geral.sempre que necessário. Cada Conselheiro tem mandatounificado de dois anos, sendo permitida a reeleição.
  13. 13. 10Diretoria Executiva Comitê de Caixa Em reuniões semanais, o Comitê de Caixa destina-se aA Diretoria Executiva dispunha de nove membros no final de estabelecer e garantir o controle de liquidez do Banco, analisar2009, com mandato unificado de dois anos, sendo permitida projeções de fluxo de caixa para a atuação da Tesouraria, tratarsua reeleição pelo Conselho de Administração. Todos os de alternativas de captação de recursos e discutir operaçõesmembros que compõem a Diretoria têm larga experiência no e limites operacionais. É formado por cinco membros: omercado financeiro, o que contribui para a eficiência na gestão Presidente da Diretoria Executiva, o Diretor Superintendente,dos negócios. os diretores das áreas de Tesouraria (Posição Proprietária e Administração de Caixa) e o Diretor Executivo que respondeCabe à Diretoria Executiva responder pela gestão do Banco, pela pela corretora de valores e pela área internacional.execução das diretrizes e políticas determinadas para a Instituiçãoe pela supervisão dos negócios e das atividades operacionais. Comitê de Crédito Vital para o dia a dia do Banco, o Comitê de Crédito respondeComitês pela definição das políticas de gerenciamento de risco de crédito e aprovação dos limites de crédito concedidos aos clientes.A gestão do Banco Indusval Multistock conta com seis comitês: É composto pelos sete diretores das áreas da: Presidência, Superintendência, Comercial (2), Tesouraria, Internacional eComitê de Remuneração e Benefícios Crédito. O Comitê tem reuniões semanais, mas pode se reunirFormado por um mínimo de três membros, independentes a qualquer momento, inclusive em meio eletrônico, para avaliarou não, eleitos anualmente pelo Conselho de Administração, variações ou exceções acerca da formalização e cobertura deo Comitê de Remuneração e Benefícios reúne-se duas vezes garantias em limites de crédito pré-aprovados.por ano, ao final de cada semestre, e, sempre que necessário,em caráter extraordinário. Sua missão é apoiar o Conselho de Comitê de ComplianceAdministração em questões relacionadas à remuneração dos e Auditoria Internaexecutivos do Banco. Com reuniões mensais, o Comitê é formado por seis membros: Diretor Superintendente, Diretor da CorretoraCabe ao Comitê, entre outras atribuições, avaliar de Valores, Superintendente de Riscos, Compliance eperiodicamente a remuneração e os benefícios concedidos Segurança da Informação, Superintendente de Contabilidadeà Diretoria Executiva, de modo a atrair, reter, motivar e Controladoria e os responsáveis por controles internos ee compensar de maneira adequada esses executivos; auditoria interna. Cabe ao Comitê, entre outras atribuições,recomendar ao Conselho de Administração alterações e definir políticas e regras operacionais; estabelecerajustes na remuneração e benefícios; e responder pela gestão estratégias para a difusão da cultura de controles internos,de planos de incentivo, como Programas de Opção de mitigação de riscos e adequação às normas legais; realizar oCompra de Ações e Planos de Aposentadoria. acompanhamento sistemático das atividades do Banco, com o objetivo de avaliar a efetividade dos sistemas de controle interno no cumprimento das normas legais e analisar eventuais casos de suspeita de lavagem de dinheiro; e assessorar o Conselho de Administração no acompanhamento das práticas contábeis na elaboração das demonstrações financeiras.
  14. 14. 11Comitê de Informática ouvidoriae Segurança da InformaçãoÉ responsável pelas políticas de informática e de segurança Respondendo diretamente ao Conselho de Administração,da informação. Tem como missão discutir e planejar as a Ouvidoria tem a missão de atuar como um canal direto deatividades e investimentos que garantam o desenvolvimento comunicação entre o Banco e seus clientes e assegurar a estritadas operações de forma sustentável e segura e, entre observância das normas legais e regulamentares relativas aosoutras responsabilidades, define as normas de utilização direitos do consumidor. O canal pode ser acessado por meiodas informações para assegurar sua proteção e garantir a do endereço www.indusval.com.br, no link “Ouvidoria”, ouaderência de administradores, funcionários e prestadores pelo telefone 0800-704-0418 (opção 2).de serviço às políticas e procedimentos estabelecidos.Este comitê é também responsável por definir os os comitêsprocedimentos do Plano de Continuidade dos Negócios(PCN). O Comitê tem reuniões mensais e conta com nove internos dão suportemembros: Diretor Superintendente, Diretor da Corretorade Valores, Superintendente de Riscos, Compliance e e assessoria à gestãoSegurança da Informação, Superintendente de Tecnologiada Informação, Superintendente Administrativo, Gerente de corporativa, visandoDesenvolvimento de Sistemas (TI), Gerente de Projetos (TI),Gerente de Infraestrutura (TI) e Gerente de Controladoria.Comitê Jurídico o aperfeiçoamento dos controles internos,Formado pelo Diretor Superintendente, SuperintendenteJurídico, Gerente de Recuperação de Crédito e o Consultor da gestão de riscosJurídico externo, o Comitê se reúne todos os meses, com oobjetivo de analisar e discutir as normas legais e regulamentares e das estratégiasdas operações do Banco e os assuntos de natureza jurídica quetenham relação com os aspectos institucionais. Cabe ao Comitêanalisar e recomendar estruturas jurídicas que assegurem aperfeita formalização dos produtos e operações realizadas, assimcomo definir políticas e estratégias para cobrança e recuperaçãode créditos.
  15. 15. “o lídeR sustentável deve estaRconectado com as mudanças, teRa sensibilidade contextual, sabeRinteRpRetaR os sinais do meRcadoe antecipaR-se a eles, identificandoopoRtunidades e cRiando suasestRatégias de atuação”.Cledorvino BeliniOlhar (foto) Roseane Rodrigues Carvalho, 17 anos e thamella Ferreira dos Santos, 16 anosEnxergar (interferência) thais Crisitina Bispo de Lima, 16 anos
  16. 16. gestãoestRatégicabusca contínuapoR eficiência,qualidadee seguRançaA gestão do Banco Indusval Multistock busca, primordialmente, a passivos de forma a dar tranquilidade tanto para a Administraçãoperenidade de suas operações no longo prazo. Nesse sentido, em para planejar os próximos passos quanto para os investidoresvista do período turbulento vivenciado em 2009, o BIM adotou em relação à sua solidez.medidas de proteção quanto à sua liquidez e gestão de riscos, emanteve o processo de aprimoramento de áreas que darão suporte Passado o período de incertezas, as empresas de médio porte,à futura expansão de suas atividades. Durante o exercício, foram segmento mais penalizado com a retração do crédito, dão clarosinvestidos recursos financeiros, materiais e humanos, em especial, sinais de que estarão na dianteira da retomada do crescimentono aperfeiçoamento de metodologias de controle de riscos, na e com redução nos níveis de inadimplência. As expectativas, nomelhoria de processos internos e na expansão e modernização da entanto, são de recuperação lenta dos negócios, principalmenteinfraestrutura tecnológica. Desta forma, ao mesmo tempo em que para empresas exportadoras, que precisaram se reposicionar nomanteve suas operações de crédito com volumes estáveis, o Banco mercado doméstico ou buscar novas oportunidades em mercadosrevisou processos e controles internos e investiu em sistemas e ainda não explorados.infraestrutura de tecnologia da informação. Instituição Financeira focada no segmento de empresas deA manutenção dos volumes de crédito concedido pode médio porte, o BIM tem como estratégia diversificar sua carteiraparecer, à primeira vista, uma involução. Entretanto, para a de crédito em setores que apresentem elevado potencial deAdministração do Banco, foi um recuo estratégico para adaptar- expansão e com os quais ainda tem pouca exposição. Entretanto,se ao cenário setorial e macroeconômico e, baseado na crença mantendo a austeridade na contratação de novos negócios. Parade recuperação da atividade econômica no País, preparar-se implementar essa estratégia, foram contratados profissionaispara um novo salto de crescimento. com relacionamentos estabelecidos com clientes nesses setores onde o Banco pretende aumentar sua participação. OO Banco Indusval Multistock também ampliou suas fontes de Banco também estuda a ampliação da oferta de produtos, parafinanciamento, alongou os prazos de captação de recursos e aperfeiçoar o atendimento a sua carteira de clientes e buscartrabalhou no gerenciamento dos vencimentos de ativos e novos nichos de mercado.
  17. 17. 15GEStão oPERACIoNAL Usando este conceito de inteligência de processos, durante 2009, houve um aprimoramento significativo na disponibilidadeAs ações na gestão administrativa, em 2009, se concentraram de informações, sistemas e processos para viabilizar o curso ena evolução de processos e controles internos, resultado de gerenciamento dos negócios com maior agilidade e precisão,uma reavaliação dos fluxos de trabalho iniciada no ano anterior. inclusive dos riscos de crédito, mercado e operacionais,Foram reestruturadas diversas etapas das rotinas administrativas, transformando a Intranet num efetivo Portal de Negócios pararealinhadas funções e reorganizadas metodologias, com o utilização dos gestores através da disponibilização organizada deobjetivo de fortalecer os controles internos, além de reforçadas sistemas aplicativos.as ações de capacitação de profissionais visando acelerar a adoçãode novas metodologias. Ao longo do ano, foi também redesenhado e implementado o novo Sistema de Operações e Pagamentos (SOP) para asEsse aperfeiçoamento contou com a expansão das operações do áreas de tesouraria e financeira, em uma inovadora base desistema de workflow considerado o pilar da gestão administrativa desenvolvimento, que reduz o risco de falhas e agrega maiorpor sua capacidade de agregar sistemas de controle a processos volume de informações para a tomada de decisão no curso dase rotinas da administração. O programa permite mapear esses operações e seu fluxo financeiro. Com a evolução de todos essesprocessos, automatizar tarefas e otimizar a organização das etapas processos, a gestão administrativa dos negócios assumiu umde trabalho, o que amplia os níveis de segurança e proporciona modelo mais estruturado e estratégico, proporcionando ganhosganhos de eficiência, produtividade e qualidade, com uma estrutura para a Instituição em termos de agilidade e segurança, uma vezenxuta e ágil. A ferramenta possibilitou o desenvolvimento de que as áreas de negócios passaram a atuar em maior sintonia comuma “inteligência de processos” específica para a área de crédito, as equipes de suporte e controle.que contribuiu para aprimorar os controles internos e acelerar osprocessos de análise de crédito.
  18. 18. 16Outro processo importante foi a consolidação da área de Um dos principais avanços se deu na Indusval Corretora,Suprimentos como gestora de recursos materiais que, além de que passou a operar 24 horas por dia, sete dias por semana,responder pelas compras e manutenção, passou a administrar e contará, no primeiro semestre de 2010, com recursosas mudanças na estrutura física do Banco. Ao longo do ano, foi para a transmissão de ordens de operação de alta frequênciapossível concentrar seu foco na sustentabilidade, tanto do ponto (automáticas). Com a reestruturação tecnológica, a Indusvalde vista econômico, com a redução de custos, quanto da questão Corretora poderá alavancar suas operações, operar em novosambiental, com a redução de consumo e a reciclagem. Em 2009, mercados e recebeu, no início de 2010, o Selo de Qualificaçãoo BIM também montou uma unidade para abrigar as novas Execution Broker, que atesta a qualificação dos seus profissionaisinstalações da Indusval Corretora e consolidou sua estrutura de e de seus processos e sistemas. Adicionalmente, o processo dedez agências, distribuídas nas regiões que concentram empresas modernização tornou os sistemas compatíveis com a nova redede médio porte, além da sede e de uma agência no exterior. de comunicação que está sendo introduzida pela BM&FBovespa para complementar a tecnologia já existente.O Banco conta, ainda, com duas áreas de apoio externo, alémda ouvidoria: o atendimento comercial a clientes, responsável A gestão de TI é essencial para a identificação de novos sistemaspor solucionar problemas relativos a contratos, ordens de que tragam melhorias de qualidade para a gestão do Banco epagamento, cobranças, entre outros, e pelo suporte às operações para viabilizar a adoção dessas novas metodologias em diversascomerciais da matriz em São Paulo e da rede de agências; e o áreas estratégicas. Em conjunto com outros departamentos,SAC (Serviço de Atendimento a Clientes), que dispõe de equipes a área de tecnologia da informação introduziu e consolidoutreinadas para atender ao cliente e também contribui para sistemas importantes ao longo de 2009, que proporcionaramidentificar oportunidades de melhoria nos processos e serviços maior controle das operações, rapidez de processos e segurançaoferecidos pelo BIM. O SAC pode ser acessado no endereço no tratamento das informações. Entre esses sistemas, cabewww.indusval.com.br, por meio do link “Fale Conosco”, ou pelo destaque para o Sistema de Operações e Pagamentos (SOP),telefone 0800-704-0418 (opção 1). o Sistema de Gestão de Garantias (SGG) e o projeto Verisign Identity Protection (VIP).Infraestrutura e Gestãode tecnologia da Informação O Sistema de Operações e Pagamentos trabalha com o registro e processamento das operações desde a criação do boleto inicial daCom o objetivo de preparar os alicerces para crescer nos operação até sua liquidação financeira. Por outro lado o Sistema depróximos anos e promover constante evolução nos sistemas de Gestão de Garantias foi desenvolvido internamente para aprimorarsegurança e gestão, o Banco realizou investimentos expressivos a verificação de formalização, disponibilidade e valoração dosna estrutura de Tecnologia da Informação (TI). Depois de um bens e direitos recebidos em garantia das operações de Crédito.criterioso processo de avaliação de fornecedores e de produtos, Além desses importantes avanços, as áreas de TI e Segurança dao Banco firmou novas parcerias em condições muito favoráveis, Informação trabalharam fortemente no projeto VIP, que expandiu aque permitiram modernizar, ampliar e padronizar a base de sua segurança da rede de computadores e reduziu riscos operacionais,infraestrutura tecnológica, o que envolve sistemas de informação por meio do fortalecimento de senhas individuais. O Bancoe de telecomunicações. ainda investiu em sistemas de segurança para e-mails e controle de arquivamento de informações, com tecnologia de ponta, queAs novas soluções tecnológicas, que exigiram investimentos agilizam o acesso e a transmissão de dados.da ordem de R$ 1,7 milhão no ano, expandiram a capacidadede transmissão de voz e dados, com redução de custos eaumento substancial dos níveis de qualidade, segurança edesempenho, possibilitando à Instituição agregar novos serviços.
  19. 19. 17A ampliação tecnológica também incluiu a virtualização de dados. GEStão DE RISCoSTodos os sistemas foram implantados com as mais modernasplataformas de conectividade remota, o que permite que as A eficiente gestão dos riscos é essencial para o crescimento sustentávelinformações sejam distribuídas em vários hardwares, instalados em de qualquer instituição financeira e tema ainda mais relevante apóslocais distintos, o que proporciona maior segurança. Considerada a crise financeira que abalou os mercados mundiais. Para o Bancouma tendência mundial, a virtualização oferece total flexibilidade Indusval Multistock, a administração dos riscos é estratégica e englobacom o máximo de segurança na conexão, uma vez que o usuário temas como continuidade dos negócios mesmo em condições(funcionário) pode ter acesso a todos os dados em qualquer operacionais adversas, compliance, prevenção à lavagem determinal, mediante uma autenticação virtual à distância. Dessa dinheiro, segurança da informação e segurança do sistema financeiroforma, as informações não são transferidas para o computador para proporcionar a continuidade dos negócios.utilizado, impedindo que terceiros tenham acesso a dados sigilosos.O sistema ainda permite redução de custos e de consumo, além O Banco dispõe de ferramentas para identificar e mapear todos osde evitar a perda de dados em caso de uma pane. riscos a que está exposto, mensurar com precisão essa exposição, adotar medidas de mitigação e gerir permanentemente eventuaisContabilidade e Controladoria variantes e cenários que possam interferir em seus negócios e resultados. Adota políticas conservadoras em termos deAs atividades de Contabilidade e Controladoria registraram exposição a riscos, seguindo diretrizes e limites definidos pela Altaavanços importantes em 2009. Os investimentos em capacitação Administração. A gestão de riscos é uma preocupação presente emde profissionais e o desenvolvimento de novas metodologias e todas as atividades, não restrita a uma área ou processo, englobandoprocessos possibilitaram evolução significativa na preparação das uma visão holística que objetiva à perenidade da Instituição. Parademonstrações financeiras e na manutenção e organização da base isso, todos os funcionários recebem treinamentos, participam dede dados gerenciais do Banco. palestras e contam com sistemas para a identificação de eventuais riscos. Tanto os treinamentos, como os sistemas, estão em contínuaEsses aprimoramentos tornaram ainda mais elevados os níveis análise em busca de falhas ou pontos de melhorias, visando alcançarde confiabilidade das informações históricas produzidas pela o estado da arte.área e agilizaram a apuração de dados que alimentam tantodepartamentos internos do BIM, como informações destinadasao mercado, acionistas, parceiros de negócios e agências declassificação de risco.Novas regras contábeis – Ao longo do ano, osprofissionais de Contabilidade e Controladoria tambémestiveram empenhados em se capacitar para colocar emprática os princípios contábeis necessários para dar início àharmonização com os padrões internacionais, conhecidoscomo IFRS (International Financial Reporting Standard),conforme regulamentação da Lei nº 11.638. Os princípiosdo IFRS reúnem um conjunto de conceitos internacionais decontabilidade, publicados e revisados pelo IASB (InternationalAccounting Standards Board), já adotados pela União Europeiadesde 2005, e que passarão a vigorar no País a partir de 2010.Para tanto, o Banco conta com profissionais já certificadose gestores capacitados para coordenar o processo deconvergência das demonstrações contábeis.
  20. 20. 18Nesse sentido, em 2009, o Banco investiu no aprimoramento de Para garantir a integridade das informações e a continuidade dosseu controle de riscos, na contratação de profissionais experientes, negócios, o Plano de Continuidade dos Negócios (PCN) do BIMna intensificação do treinamento das equipes, no desenvolvimento compreende um ambiente totalmente preparado, em outrode novas ferramentas que permitam melhorar a segurança da endereço, capaz de suportar suas operações, com estações deinformação e na adoção de sistemas especialistas, que propiciam trabalho, sistemas, telefonia, entre outros, para o caso de algumauma estrutura cada vez mais ágil e segura. contingência (interdição de qualquer natureza) no prédio-sede. Além disso, todos os servidores estão hospedados em umaRisco operacional empresa de telefonia e os dados são replicados com outros servidores hospedados na matriz. O Banco também conta comSignifica a possibilidade de perda decorrente de falhas em links redundantes (conexões duplas), mais um recurso paraprocessos internos, eventos atribuídos a pessoas, problemas garantir a continuidade dos negócios em caso de contingência.contratuais, sistemas inadequados ou falhos, ou como resultadode eventos externos. O BIM conta com políticas e mecanismos Ao longo do ano, o Banco manteve seus Agentes de Compliancede controle para propiciar adequado ambiente de avaliação do mobilizados para prevenir e minimizar a possibilidade derisco operacional e monitora esses riscos de maneira consistente, ocorrências de perdas resultantes de falha, deficiência ouo que garante sua mitigação permanente e emergencial. inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos, conforme Resolução 3.380 do ConselhoPara o controle dos riscos operacionais, é utilizado o Sistema Monetário Nacional (CMN). Esse processo inclui ainda ade Gestão de Risco Operacional (GRO), com estrutura realização de testes do PCN, para garantir a manutenção dasalinhada aos principais modelos existentes, como o Committee operações em casos de contingência mínima ou total.of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission(COSO) e o Control Objectives for Information and Related Ainda em 2009, foi introduzida uma tecnologia inovadora naTechnology (COBIT), que abrangem aspectos de negócio e América Latina para o reforço de senhas de acesso à rede dede tecnologia. Por considerar a gestão dos riscos operacionais computadores do Banco, o que expandiu sobremaneira os níveisfundamental para a geração de valor agregado, o BIM investe de segurança, com o projeto VIP (Verisign Identity Protection).na disseminação da cultura de prevenção a esses riscos entre Para acessar seus computadores, todos os funcionários precisamseus funcionários, por meio da disponibilização de ferramentas, digitar, além da tradicional senha de rede, o código randômicodivulgação de políticas e adoção de metodologias corporativas. apresentado em “display cards” ou smartphones. Em 2010, a tecnologia VIP será adotada também para clientes do InternetCom um contínuo trabalho de alinhamento às melhores práticas Banking e Home Broker.de mercado, o BIM atende às determinações do Novo Acordode Capitais de Basileia, conhecido como Basileia II, conforme o Risco de Créditocronograma estabelecido pelo Banco Central do Brasil (Bacen).Em 2010, será introduzida uma ferramenta mais sofisticada para A gestão desse risco, decorrente da possibilidade de insolvênciaa gestão dos riscos operacionais, o Alternative Standardized de clientes, envolve diversas ferramentas de análise e controle.Approach (ASA), que aprimorará a Alocação de Capital para O BIM dispõe de métodos, sistemas e processos para aRisco Operacional. avaliação completa de cada tomador de crédito e das estruturas de garantias embutidas em cada operação. As classificações de risco de clientes (ratings), amparadas na Resolução nº 2.682 do Conselho Monetário Nacional, são atribuídas por modelo matemático e o Comitê de Crédito somente pode alterar essa classificação para torná-las mais restritivas.
  21. 21. 19O desempenho econômico-financeiro do cliente é Ao longo de 2009, em função dos períodos de turbulênciaacompanhado periodicamente e as garantias de crédito na economia, foi mantido um caixa livre superior a 50% dossão monitoradas por meio de sistemas, que controlam depósitos totais. O processo de gestão sobre o risco de liquidezdiariamente volumes, liquidez e potenciais insuficiências, no registrou sensível evolução, o que se mostrou particularmentecaso de operações garantidas por recebíveis. Estes sistemas importante durante o período de crise.estão sendo, desde 2009, revistos para melhor precificação,mensuração de valor e disponibilidade, principalmente de Risco de Mercadogarantias outras que não recebíveis, em menor espaço detempo possível e para confirmação de sua formalização. O Risco de Mercado está ligado ao risco de perdas em decorrência de oscilações em variáveis econômicas e financeiras,As linhas de crédito aprovadas são revisadas rotineiramente a cada como taxas de juros, taxas de câmbio, preços de ações eseis meses, mantendo, desta forma, um acompanhamento constante de commodities.do desempenho dos clientes, inclusive pelo Comitê de Crédito. Os aspectos relacionados ao mercado e à liquidez são gerenciadosA crise internacional que afetou o desempenho da economia por meio de softwares, e os riscos são cuidadosamentenacional, em especial das empresas de médio porte, trouxe grande monitorados, aferidos e gerenciados conforme normas eaprendizado ao Banco, principalmente para o aprimoramento da recomendações dos órgãos reguladores. O Banco adota comometodologia de análise de risco de crédito e fortalecimento dos metodologia, em especial, o cálculo do Valor em Risco (VaR,controles e práticas de formalização das operações. Para 2010, do inglês Value at Risk), medida estatística que estima a perdaserá adotada uma nova metodologia de cálculo do risco de crédito potencial máxima do valor da carteira do Banco em condiçõescomo mais um pilar de adequação de capital, em conformidade normais de mercado, considerando um determinado horizontecom as regras do Acordo de Capital de Basileia II. de tempo. O BIM também emprega outras ferramentas, como: 1) o cálculo de Perdas em Cenário de Estresse (VaR Stress), queRisco de Liquidez determina os riscos de perdas potenciais em condições extremas de mercado; 2) a Análise de Gaps, representação gráfica por fatorO Risco de Liquidez é resultado de um descompasso no de risco dos fluxos de caixa expressos em valor de mercado,fluxo de caixa de uma instituição financeira, o que pode levar alocados nas datas de vencimento, e utilizada para a avaliaçãoà incapacidade de quitar compromissos com suas reservas e de exposição a risco em determinado tempo; 3) a Análise dedisponibilidades, ainda que momentaneamente. Para evitar Resultado, acompanhamento dos resultados comparados a umesse risco, o BIM conta com sistemas para o monitoramento benchmark e 4) a Alocação de Capital, de forma a garantir quee a constante análise de sua liquidez, dentro de diretrizes e a Instituição seja capaz de absorver o impacto de perdas nãolimites adequados de reserva. Esse controle é feito por meio esperadas, o que possibilita a continuidade das atividades emde modelos de projeções estatísticas e econômico-financeiras cenários adversos e serve de base para medir o retorno dasdas variáveis de ativos e passivos que afetam o fluxo de caixa e operações em relação ao risco.o nível de reserva em moeda local ou estrangeira. O sistema de monitoramento do Risco de Mercado está aptoO Banco segue uma política conservadora na gestão de sua e adequado para o cálculo de Basileia II, parcelas de câmbio,liquidez e busca manter um caixa mínimo equivalente a 20% juros, commodities e ações e cálculo do risco dessas carteiras.de seus depósitos totais, o que é monitorado diariamente. No encerramento de 2009, o VaR global do Banco era de R$ 1,06 milhão, calculado pelo modelo paramétrico, com intervalo de confiança de 95,0%.
  22. 22. “no meio da confusão, encontRe asimplicidade. a paRtiR da discóRdia,encontRe a haRmonia. no meio dadificuldade Reside a opoRtunidade”.Albert EinsteinOlhar (foto) Lílian Rosa dos Santos, 17 anos e André Guilherme, 16 anosEnxergar (interferência) Paula Gonzalez, 26 anos
  23. 23. conJuntuRaeconômicaRecupeRaçãoda atividadeeconômicaem 2010As expectativas dos agentes econômicos para 2009 foram afetadas Foi um ano ruim em termos de crescimento econômico, porémpelos desdobramentos da crise econômica iniciada em 2008. O positivo no sentido de sinalizar o maior vigor e a capacidade deano teve seu início marcado por grande incerteza, o que acabou reação da economia brasileira. Quando analisado trimestralmente,por reforçar a retração do nível de atividade econômica. Ainda que houve desempenho negativo nos três primeiros trimestres denos dois últimos trimestres de 2009 tenha se notado um início de 2009. No quarto trimestre, no entanto, o desempenho não sórecuperação, esta não foi suficiente para a economia retomar os foi positivo, como surpreendeu pelo seu percentual de 4,3%.patamares pré-crise. Com isso, o Produto Interno Bruto (PIB) do Esses dados aumentam a expectativa para a retomada da atividadeBrasil em 2009 registrou uma queda de 0,2%, maior queda desde econômica ao longo de 2010, principalmente nos setores de1992, quando apresentou redução de 0,5%. O desempenho serviços e indústria, que cresceram 4,6% e 4,0%, respectivamente,negativo foi impactado principalmente pela queda de 5,5% na no último trimestre de 2009. Por outro lado, o setor agrícola aindaatividade industrial e de 5,2% na produção agrícola. O resultado só não mostrou reação e registrou retração de 4,6% no período.não foi pior devido ao aumento dos gastos do Governo, em 3,7%,e à recuperação da taxa de emprego a partir do segundo trimestredo ano, o que possibilitou alta no consumo das famílias de 4,1%. indicadores econômicos 2008 2009 variação Variação do PIB (IBGE) 5,1% (0,2%) (5,3) p.p. Inflação (IPCA) 5,90% 4,26% (1,64) p.p. Variação Cambial (US$/R$) 33,1% (25,3) (58,4) p.p. Taxa Básica Juros (Selic) 12,5% 9,9% (2,6) p.p.
  24. 24. 23 evolução do pib – trim/trim anterior . (em %)8,0%7,0%6,0%5,0%4,0%3,0%2,0%1,0%0,0%-1,0%-2,0%-3,0% 1T06 2T06 3T06 4T06 1T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 1T09 2T09 3T09 4T09Fonte: IBGEA apreciação do real frente ao dólar norte-americano de 25,3% encerrou o ano com saldo positivo de U$ 24,6 bilhões, valorem 2009 diminuiu a competitividade das exportações, o que, 1,4% inferior ao alcançado em 2008. Segundo dados dosomado aos efeitos da restrição do crédito e à contração da Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,atividade econômica nas principais economias do mundo, as exportações brasileiras somaram US$ 153,0 bilhões, 22,7%prejudicou o desempenho da balança comercial brasileira. a menos do que o registrado em 2008. Foi a maior contraçãoPela primeira vez desde 2002, o fluxo comercial recuou na desde o início do registro desses dados, em 1950.comparação com o exercício anterior. A balança comercial
  25. 25. 24Embora a valorização do real favoreça as importações, o Diante dessa conjuntura, as empresas produtoras de bens paradeclínio da atividade industrial e dos investimentos, sobretudo exportação, principalmente commodities agrícolas e minerais,no início do ano, levaram à diminuição nas compras externas enfrentaram um dos piores cenários dos últimos anos. Alémdo Brasil que, a exemplo do que ocorreu em muitos países, de sofrerem com a queda de preços e o câmbio desfavorável,apresentaram uma queda de 25,3% em relação a 2008, arcaram com a queda de demanda e a redução na disponibilidadetotalizando US$ 127,6 bilhões no exercício. de crédito, levando esses dois setores à dificuldades para honrar compromissos assumidos.No decorrer do ano, por meio da adoção de medidas fiscais emonetárias expansionistas, o Governo Federal atuou no sentido CRÉDIto No BRASILde ampliar o crédito e incentivar o consumo e a produção. Ataxa básica de juros sofreu contínuas reduções até terminar A demanda por crédito no Brasil, em 2009, registrou2009 em 8,75%, a menor da história. Os produtos da chamada movimentos discrepantes entre crédito para pessoas jurídicaslinha branca, materiais de construção e automóveis tiveram e para pessoas físicas. Isso é explicado, em grande parte, pelasisenção ou redução do Imposto sobre Produtos Industrializados medidas do Governo Federal de incentivo ao consumo, como a(IPI). Ainda que com efeitos em cadeia positivos na economia, renúncia fiscal, que proporcionaram a manutenção na busca portais medidas focalizaram o consumo doméstico. Com o câmbio crédito por parte de pessoas físicas, principalmente para créditodesfavorável, exportadores e produtores agrícolas não tiveram habitacional e financiamento de automóveis.incentivos para reação frente aos efeitos da crise. volume de crédito concedido a pessoas Jurídicas por valor de contrato . em R$ bilhões Até R$ 100 mil De R$ 100 mil a R$ 10 milhões Acima de R$ 10 milhões 788 757 770 726 737 748 686 696 693 694 699 697 696 706 639 665 608 582 591 552 567 508 508 517 539 46,2% 44,1% 402339 39,6% 37,7% 16,3% 16,1%Dez Jan Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez05 06 07 08 09Fonte: Banco Central do Brasil – Sistema de Informações de Crédito – SCR
  26. 26. 25A diminuição da produção industrial prejudicou o avanço dos médias. Isso pode ser explicado pela maior dificuldade dasvolumes de crédito concedido a empresas que, de acordo com grandes empresas conseguirem obter financiamentos noo Indicador Serasa Experian que mede essa demanda no País, exterior e no mercado de ações durante crises econômicas,teve recuo de 4,4% em 2009. Somente no primeiro semestre portanto recorrendo ao mercado bancário doméstico,de 2009, período em que os efeitos da crise econômica se principalmente de bancos de desenvolvimento, concorrendomostraram mais fortes no Brasil, a diminuição foi de 6,7%. com as demais empresas em condições mais favoráveis umaAinda segundo a pesquisa, o segmento que apresentou maior vez que tendem a representar um menor risco. Desta forma,declínio foi o industrial, com variação negativa de 5,4% em as empresas médias sofreram com a queda da demanda, arelação a 2008. menor liquidez de seus recebíveis e a restrição para obter novas linhas de crédito, o que levou muitas delas a registrarOs efeitos negativos da valorização do Real frente ao Dólar problemas de pagamento em 2009.foram especialmente sentidos pelas regiões brasileiras onde oagronegócio com forte caráter exportador corresponde a grande Inadimplênciaparte da atividade econômica. Na Região Sul do Brasil, houverecuo de 6,9% no nível de atividade econômica em 2009, As empresas de médio porte, por terem menor margemenquanto na Região Centro-Oeste a queda atingiu 4,8%. de manobra e dependerem de crédito para financiar suas atividades, são bastante sensíveis à variação do nível de atividadeQuando se considera o tamanho da corporação, a pesquisa econômica e à menor disponibilidade de crédito, tendo, assim,mostrou que a procura por crédito teve contração de 4,5% sua capacidade de pagamento rapidamente afetada em períodosnas micro e pequenas empresas e de 4,8% nas médias de retração econômica e, consequentemente, elevando seusempresas, principal foco de atuação do BIM. Por outro lado, índices de inadimplência.as grandes empresas registraram alta de 5,2% na busca porrecursos emprestados por instituições financeiras em 2009. Os dados do Banco Central mostram que os percentuais de inadimplência para operações de crédito com Pessoas JurídicasA análise dos dados de crédito do Banco Central também estabilizaram-se em outubro e começam a recuar, ainda queconfirma esse fato. O Banco Central do Brasil não divulga moderadamente, a partir de novembro. Os setores quea contratação de crédito por porte do tomador e sim por registraram maior capacidade de recuperação são aquelesvalor unitário de contrato. De maneira geral, depreende- voltados ao comércio, prestação de serviços e produçãose que as grandes empresas são aquelas que demandam industrial para o mercado interno. O mercado interno foioperações de maior valor unitário e, por analogia, as sustentado principalmente pela manutenção da massa salarial,pequenas empresas captam recursos em menores volumes. pela oferta de crédito ao consumidor e pela política anticíclica do Governo Federal que intensificou a atuação dos bancos estataisPor consequência, os contratos com valores entre R$ 100 na concessão de crédito, inclusive em condições especiais,mil e R$ 10 milhões, faixa média divulgada pelo Banco e incluíram também a desoneração fiscal para incentivarCentral, estão correlacionados a operações de crédito a determinados setores, principalmente de bens duráveis.empresas de médio porte. Desta forma, os dados do BancoCentral mostram um alinhamento com o relatório divulgadopela Serasa Experian, apontando aumento na demanda porcrédito nas grandes empresas e diminuição nas empresas
  27. 27. “há que se deseJaR iR além, maspaRa isso é pReciso enxeRgaR novoshoRizontes, manteR-se fiel aos seuspRincípios e RevestiR-se de eneRgia,confiança, ousadia e cRiatividade”.Viviane DuarteOlhar (foto) Erick Henrique Angelo, 16 anos e Felipe trindade, 16 anosEnxergar (interferência) Roberta Silva de Souza, 17 anos
  28. 28. meRcadospRedominânciade industRiasde médio poRtenas Regiões demaioR atividadeeconômicaOs negócios do Banco Indusval Multistock estão voltados Quando comparadas a outros países, têm menor nível depara a concessão de crédito a empresas de médio porte endividamento, mas dependem do setor bancário para(middle market), com faturamento anual predominantemente financiar, principalmente, seu fluxo de caixa. Com necessidadesentre R$ 20 milhões e R$ 500 milhões, que empregam mais prementes e sem uma grande estrutura financeira, acerca de 200 funcionários, em média, e utilizam o crédito maior demanda das médias empresas está em produtos comobancário para custear suas atividades. Em torno de 60% capital de giro, desconto de duplicatas e recebíveis, assimdas companhias que se enquadram nessa categoria estão como serviços de recebimentos e pagamentos.localizadas na Região Sudeste, 20% estão estabelecidas naRegião Sul e os demais 20%, distribuídos entre as Regiões Nos últimos anos, diante da estabilidade econômica, da quedaCentro-Oeste, Norte e Nordeste. nas taxas de juros e dos programas de estímulo às exportações, uma parcela considerável dessas companhias passou a destinarCom linhas de crédito de menor valor e prazos mais parte de sua produção para o mercado externo, o que geroucurtos que as grandes companhias, esse nicho de mercado a demanda também por produtos de câmbio, em especialcostuma trabalhar com diversos bancos, para compor os os financiamentos de operações de comércio exterior,recursos necessários ao financiamento de seus negócios. denominados trade finance.
  29. 29. 29 foco de atuaçãoPara esse nicho de mercado, o Banco Indusval Multistock dispõede um leque de produtos e serviços diferenciados e adequados dirigido paraao perfil dessas empresas, além de produtos voltados acompanhias de maior porte, que podem suprir também novas empresas médias,demandas de empresas em crescimento. Do total de clientesna carteira de crédito, 56% são indústrias, 22% atuam na área que apresentamde serviços, 11,6% estão no comércio e apenas 9,8% sãopessoas físicas. Ao todo, 93,5% dos negócios de crédito doBIM foram destinados ao setor de middle market em 2009 e67% dos recursos destinaram-se a operações de empréstimos necessidades específicas ee descontos de duplicadas. demandam produtosCom estrutura ágil e atendimento personalizado deprofissionais capacitados que estão sempre próximos de créditoao cliente, o Banco pode oferecer produtos e serviçoscustomizados, em condições que levam em conta as principalmentecaracterísticas e as necessidades de cada empresa. Essaparceria permite que o BIM se destaque pela eficiência e voltados ao girorapidez na aprovação do crédito. Atualmente, a maior parcelados negócios (39%) atende às necessidades de curtíssimo de seus negóciosprazo de seus clientes (até 90 dias) e 73,8% do total decontratos não ultrapassam os 360 dias.
  30. 30. pRodutose seRviçospRoximidadecom o clientepaRa melhoRentendimentode suasnecessidadesoPERAçõES DE CRÉDIto exposição a risco de crédito as garantias emitidas tanto em moeda nacional quanto estrangeira, na forma de Fianças ou Carta de Crédito. No fechamento de 2009, o Banco Indusval Multistock carteira de crédito total . em R$ milhões contava com uma carteira de crédito próxima a R$ 1,7 bilhão, Garantias, Fianças e Cartas de Crédito mantida estável ao longo de todo ano, mesmo com as deduções, Financiamento ao Comércio Exterior baixas e renegociações realizadas durante o período. Esse volume Empréstimos e Financiamentos em Moeda Local de concessões está distribuído entre cerca de 660 clientes. CAGR 1.793,7 O Banco adota critérios conservadores para a concessão de 42,1% 1.698,7 crédito e a gestão dos riscos inerentes a essas operações. No 1.329,0 encerramento do exercício, 86,5% da carteira de crédito estava classificada entre os melhores ratings (A-C) e 83% das operações com empresas médias estavam amparadas por garantias reais. 691,0 A queda da atividade econômica mundial e a redução drástica na 417,0 oferta de crédito elevaram os níveis de inadimplência, sobretudo para empresas de médio porte. Segundo dados do Banco Central, apenas a partir de novembro houve um lento recuo na inadimplência 2005 2006 2007 2008 2009 da pessoa jurídica, que encerrou o exercício 2,0 pontos percentuais acima do nível observado ao final do ano anterior. O gráfico a seguir mostra as curvas de inadimplência para 60 e 90 dias da carteira deA carteira de crédito do BIM é formada principalmente por crédito do Banco Indusval Multistock em comparação à taxa deempréstimos e financiamentos em moeda local – basicamente, inadimplência estimada para pequenas e médias empresas (PMEs)financiamento de atividades rotineiras e operacionais para empresas para créditos vencidos há mais de 90 dias. A inadimplência parade médio porte do mercado interno – e moeda estrangeira, PMEs foi estimada utilizando-se a inadimplência para pessoa jurídicavoltados para o financiamento do comércio exterior (trade publicada pelo Banco Central, ponderada pelo volume de créditofinance). Ainda que com menor relevância, compõem também a concedido a grandes empresas e sua taxa histórica de inadimplência.
  31. 31. 31 inadimplência . em % NPL 60 dias – BIM NPL 90 dias – BIM Inadimplência Mercado PME-90d 8% 7% 6% 5% 4% 3% 2% 1% 0% Dez Dez Mar Jun Set Dez Mar Jun Set Dez 2006 2007 2008 2009Durante o exercício, considerando sua política de revisar as linhas O saldo de provisões passou de R$ 70,3 milhões em 31 dede crédito concedidas a cada 180 dias, o Banco reavaliou todo dezembro de 2008 para R$ 133,4 milhões no encerramento deo seu portfólio de clientes e reclassificou seus riscos refletindo 2009, com aumento de 89,8%. Esse volume representa 8,2%o novo cenário macroeconômico. Tal procedimento teve do total da carteira de crédito, acima dos 4,1% registrados noreflexo sobre a constituição de Provisões para Créditos de ano anterior.Liquidação Duvidosa, além de conservadoramente ter realizadoprovisões complementares àquelas determinadas pelo regulador.
  32. 32. 32distribuição da carteira de crédito ao final de 2009por segmento 4,4% Outros Varejo 2,1% 93,5% Middle Marketpor atividade econômica Pessoa Física 10% Outros Serviços 22% 56% Indústria Comércio 12%por setor da economia 2,8% Serviços Financeiros Derivados de Petróleo e 16,7% Outros Biocombustível 2,8% 20,8% Alimentos, Química e Farmacêutica 3,0% Bebidas e Fumo Educação 3,4% 13,9% Agropecuária Textil, Confecção e Couro 3,6% 9,7% Construção Civil Pessoas Físicas 3,8% Instituições Financeiras 4,4% 5,1% Metalurgia Transporte e Logística 4,9% 5,0% Automotivo 2,6% Nortepor Região geográfica Centro-Oeste 13,1% 2,9% Nordeste 19,2% Sul 62,3% Sudeste
  33. 33. 33distribuição da carteira de crédito ao final de 2009por concentração em clientes Demais 26,8% 18,9% 10 maiores 61–160 23,8% 30,6% 11– 60por tipo de operação 5% Outros Garantias Prestadas 4% Trade Finance 17% 67% Empréstimos e Repasses BNDES 7% Descontospor vencimento Acima de 360 dias 26,1% 39,1% Até 90 dias De 181 a 360 dias 15% 19,8% De 91 a 180 dias Veículos 2%por garantia 17% Aval em NP Imóveis 9% Penhor Monitorado 12% 6% Penhor/Alienação TVM/CDBs 4% 51% Recebíveispor classificação de Risco D – H 11% 30% A C 30% 29% B
  34. 34. 34operações de Empréstimo e Fianças: o Banco atua com agilidade na emissão de Fiança paraFinanciamento em Moeda Local apoiar os clientes em suas operações.Em 31 de dezembro de 2009, os empréstimos e financiamentos Financiamentos com repasse de recursos do Banco Nacionalem moeda local totalizavam R$ 1,3 bilhão, equivalentes a de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES):82,1% da carteira de crédito, com queda de 7,6% comparada Finame – Financiamentos para a produção e comercializaçãoao fechamento do exercício anterior. Considerado o processo de máquinas e equipamentos novos.de recuperação de créditos, que inclui renegociação, descontos BNDES Exim – Financiamentos destinados tanto à produçãoe baixas, a pequena variação da carteira reflete o trabalho das e exportação de bens e serviços quanto sua comercializaçãoequipes, que geraram operações suficientes, especialmente no exterior.ao longo do segundo semestre, para manter os volumes Programa Especial de Crédito (PEC) – Este programapraticamente estáveis. No período de cinco anos, compreendido para financiamento a capital de giro destina-se a promover aentre 2005 e 2009, a Carteira de Crédito em Reais apresentou competitividade das empresas da indústria, comércio e serviços,taxa crescimento anual composto (CAGR, na sigla em inglês) de exceto aquelas relacionadas à atividade de construção civil.cerca de 43,6%, com crescimento acelerado a partir de 2007. Outros serviços: Contas Correntes, Cobranças e InternetPrincipais Produtos: Banking.Capital de Giro: Empréstimos – Contratos de Mútuo, com liberação de recursos para a utilização pela empresa cliente em suas atividades operacionais. Desconto de recebíveis – Agilidade no desembolso de recursos, por meio do desconto de duplicatas, títulos de crédito e direitos creditórios. Empréstimos em conta garantida – Rapidez na viabilização de fundos, mediante linhas e contratos pré-aprovados e firmados. Compror – Destinado a financiar a aquisição de estoques.Crédito a cadeias produtivas: essas operações de créditoobjetivam dar suporte a cadeias produtivas, por meio deconvênios com grandes empresas que mantêm políticas derelacionamento sustentável com seus fornecedores e oferecemsuporte na obtenção de recursos, via confirmação de seusrecebíveis. Além de disponibilizar acesso a um crédito queessas empresas isoladamente teriam restrições de volumes eprazos, essas operações têm forte potencial de prospecção edesenvolvimento de relacionamento com novos clientes depequeno e médio porte.
  35. 35. 35operações de Financiamento Captação de recursos paraao Comércio Exterior o financiamento do Comércio ExteriorA Carteira de Financiamento ao Comércio Exterior, conforme Como forma de ampliar as linhas de crédito e sua carteira deregistros contábeis em Reais, atingiu R$ 293,3 milhões ao final financiamento, o Banco mantém parcerias com organismosde 2009 e registrou, no período de 2005 a 2009, crescimento multilaterais e Bancos Correspondentes. A primeira parceria,anual composto (CAGR, em inglês) de 43,5% ao ano. Em firmada em 2006, com International Finance Corporation (IFC),dólares norte-americanos, a taxa de expansão (CAGR) alcança viabilizou operações de financiamento ao comércio exterior44,8%, ao contabilizar uma carteira de US$ 174 milhões em para pequenas e médias empresas, dentro do Global Trade2009, o que supera os US$ 30 milhões do final de 2005. Finance Program (GTFP), e contribui para o desenvolvimento das relações com bancos correspondentes.Mesmo com a retração nos mercados internacionais, asoperações de financiamento à exportação lideraram os negócios A atuação responsável e transparente do Banco no relacionamentoda carteira de Trade Finance em 2009 e respondem por mais com o IFC levou o BIM a engrenar nova parceria, em 2007,de 90% dos negócios. Para um atendimento personalizado, o com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), paraBanco oferece assessoria e acompanhamento em operações o Programa de Facilitação de Financiamento ao Comérciointernacionais por meio de uma equipe altamente capacitada, Exterior (TFFP, na sigla em inglês). Voltado para empresas latino-experiente e extremamente ágil. americanas e caribenhas, o TFFP apoia o crescimento econômico dessas companhias, como ferramenta para ampliar o comércioPrincipais Produtos e serviços: internacional. A importância dessa aliança ficou evidente durante o período de turbulência internacional, quando o IFC e o BID ACC/ACE – Financiamentos à Exportação na fase pré- mantiveram suas linhas de crédito. embarque (ACC) e pós-embarque (ACE). Financiamentos à Importação – Estes financiamentos O Banco expandiu suas relações internacionais e estabeleceu viabilizam a aquisição de matérias primas, produtos e equipamentos parcerias com mais de 40 bancos correspondentes, na no exterior, proporcionando alternativas de variedade, qualidade Europa, Ásia, Américas do Norte, Sul e Central, vitais para o e preço àqueles oferecidos no mercado doméstico. financiamento ao comércio exterior. Atualmente, as linhas de Garantias Internacionais – No formato de Cartas de crédito concedidas por bancos correspondentes internacionais Crédito de Importação ou Stand-by. são a principal fonte de recursos para amparar a carteira de Câmbio Pronto – Compra e venda de diferentes financiamento à exportação e importação do BIM. moedas estrangeiras. Cobrança Internacional – Para importação e exportação. operações Estruturadas Remessa de recursos ao exterior – Para investimentos ou disponibilidade de recursos a pessoas físicas ou jurídicas. O segmento de Operações Estruturadas teve início em 2004, a partir da conjugação de dois fatores: a identificação de oportunidades de mercado e a percepção de que o Banco dispunha, em sua carteira, de clientes com qualidade de crédito e perfil para atrair investidores. Aproveitando sua inteligência de mercado, o Banco passou a estruturar operações de financiamento para clientes de médio porte, em moeda local e estrangeira, permitindo a esses clientes captar maiores volumes de recursos a taxas mais atraentes.
  36. 36. 36Até o acirramento da crise econômica no final de 2008, havia Cédula de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA):uma demanda consistente por operações com lastro em dívidas emissão específica para fomento do agronegócio, conta comde empresas, opção que deixou de atrair aplicadores, quando o benefício fiscal de isenção de IOF para o emitente. Por containvestidor buscou a segurança dos papéis públicos para proteger de sua destinação específica, a estrutura de garantias deve serseu capital. Com liquidez represada nos últimos meses do ano, os primariamente formada em cima de recebíveis do agronegócio.investidores passaram a dar sinais de interesse, principalmente,por ativos lastreados em recebíveis de exportações. Embora Pré-Pagamento à Exportação (PPE): instrumentoainda tímido, esse segmento é promissor e pode crescer a para captação de recursos em moeda estrangeira para financiarpartir de 2010, em especial para instituições com o perfil do exportações em prazos mais longos e com estruturas de garantiasBIM: estruturado, ágil e com expertise para identificar boas mais robustas, incluindo penhor de produtos, recebíveis deoportunidades de negócio. exportação, dentre outros.A partir de 2009, com a entrada em operação da agência do Cédula de Crédito à Exportação (CCE): instrumentoBIM nas Ilhas Cayman, as operações estruturadas relacionadas à para captação de recursos em Reais para fomento à exportação.moeda estrangeira poderão ser realizadas pela nova unidade, o Benefício fiscal de isenção de IOF para o emitente, que deveque proporciona uma linha direta entre o investidor estrangeiro comprovar a realização da exportação.e o Banco. Outro diferencial conquista potenciais investidores: oBanco Indusval Multistock detém uma parcela de risco em todas Adicionalmente, trabalha na estruturação de operações em nichosas operações que estrutura, o que demonstra sua confiança específicos como assessoria a clientes que buscam investidoresna segurança da estruturação do negócio. Na qualidade de estratégicos ou financeiros para suas empresas, por meio deestruturador da operação e controlador das garantias envolvidas operações de natureza societária e de emissões de dívida estruturadasno crédito, o BIM mantém o contínuo acompanhamento da com recebíveis do setor imobiliário (Cédula de Crédito Imobiliárioliquidez das garantias e do desempenho econômico-financeiro (CCI) considerando a atual expansão do setor no Brasil.do tomador do financiamento, produzindo e distribuindo aosinvestidores relatórios periódicos.Atualmente, o Banco está preparado para estruturar, entre um banco ágil e estruturado paraoutras, operações financeiras como: entender e atenderCédula de Crédito Bancário (CCB): título de dívidaemitido em favor de instituição financeira que apresenta às necessidadesfacilidade de negociação no mercado secundário e podeser amparado por diversos tipos de garantias, tais como: de seus clientespenhor de produtos, alienação de imóveis, cessão derecebíveis, dentre outros.

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