Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF
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Sociedade Escandinava durante a Era
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Alguns Deuses e Deusas
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Valknut, trefot, águia, corvos, sacrifício humano. Detalhe da estela de Hammar I,25 Gotland...
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• Culto descentralizado, não unificado. Apresentando variações de região para região, de cidade
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Bibliografia
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Curta análise da sociedade e religião pagã na Escandinávia do período Viking (séculos IX-XI)

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Paganismo na Era Viking

  1. 1. Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF Paganismo na Era Viking História da Arte e Estética 1 Professora: Vanda Arantes do Vale Aluno: Igor Dias Domingues de Souza Juiz de Fora - Novembro de 2014
  2. 2. • “ A religiosidade nórdica era de natureza tolerante, sem fanatismos nem adoração estremada. Foi fruto de uma sociedade profundamente rural, realista e pragmática, que concedia privilégio a uma magia determinista.” - Johni Langer
  3. 3. Sociedade Escandinava durante a Era Viking • Segundo a balada Rigsthula, contída no Codex Régius, a sociedade Escandinava de meados do século IX era composta por 3 classes principais e hereditárias. Järls: Chefes guerrreiros e aristocratas. Desse nome se deriva a palavra inglesa para conde (earl). Deviam lealdade a um Rei. Karls: Fazendeiros e homens livres (como ferreiros e músicos) Thrals: Escravos de guerra. • Essa ordem não era tão rígida. De forma que um fazendeiro poderia tornar-se um chefe local. • Na Islândia, a estrutura social não dependia da existência de um Rei, e a base eram os fazendeiros e homens livres, devido à sua colonização realizada por fazendeiros vindos da Noruega e seu governo determinado pela Althing (assembleia de todos), na qual os Järls de cada região se reuniam. Uma espécie de parlamento. • A criação e a execução de leis bem como as decisões administrativas, se davam na Ting (ou Thing) uma assembléia onde todos, com exceção dos escravos, tinham direito à queixar-se e reivindicar seus direitos.
  4. 4. Réplicas de roupas utilizadas durante os séculos IX-XI na Escandinávia
  5. 5. Alguns Deuses e Deusas • Odin: Deus das guerras e dos nobres. Deus da magia e sabedoria. • Thor: Deus do Trovão, protetor da terra dos homens, Deus dos trabalhadores, o Carvalho. • Freyja: Deusa da fertilidade, da magia, da beleza e da prosperidade. • Frey: Irmão de Freyja, Deus da fertilidade, da beleza e das linhagens reais. • Loki: Deus caótico, mas não necessariamente mau. Causa desavenças, mas as repara a maior parte das vezes.
  6. 6. Alguns Símbolos Pertinentes
  7. 7. Espiral Símbolo da viagem da alma, após a morte, pelos caminhos desconhecidos até chegar à morada dos deuses. Símbolo ligado ao êxtase e embriagues inerentes ao culto odínico. Motivos em espiral, estela de Bro I, Gotland, Suécia, período pré- viking.Fonte: Allan, 2006: 103.
  8. 8. Valknut ou Coração de Hrungnir Valknut, trefot, águia, corvos, sacrifício humano. Detalhe da estela de Hammar I,25 Gotland, Suécia, séc. VIII-IX. Fonte: Langer, 2003. Símbolo de ligamento ou conexão entre as deidades, o cosmos e o destino humano. Símbolo atribuído a Odin como Pai dos enforcados e Deus sacrificial, é como um nó que deve ser atado ou desatado pelo Deus para decidir entre a morte e a vida do indivíduo.
  9. 9. Mjölnir Mjöllnir de Odeshog, Suécia, séc. X. Fonte: http://www.lokis- mythologie.de/Mjo ellnir.html Mjöllnir de Bredsätra, Suécia, séc. X. Fonte: Haywood, 2000: 131. Mjöllnir de Skåne, Suécia, séc. X. Fonte: Haywood, 2000: 131. É o Martelo de Thor, podemos caracterizar o martelo de Thor em três significados principais: como instrumento ritual e mágico: o martelo consagra nascimentos, casamentos, mortes, funerais, juramentos; assegura propriedades; consagra a terra e a propriedade; propicia a ressurreição e a fertilidade da vida; símbolo fálico; marca de fronteira; usado para localizar ladrões; como arma: ele defende o mundo, os deuses e os homens contra as forças do caos; como instrumento: o martelo protege contra os elementos naturais.
  10. 10. Culto • Culto descentralizado, não unificado. Apresentando variações de região para região, de cidade para cidade. Tribalismo. • Não há construções específicas para o fim religioso. O culto ocorria na casa, nos salões dos líderes locais ou no ambiente externo. • Era feito com brindes e sacrifícios em honra aos Deuses, banquetes e danças. • Atualmente, o paganismo escandinavo é uma religião em reconstrução e este reconstrucionismo é conhecido como Asatrú (Fé nos Áesir) ou Odinismo. Mantiveram-se os festins e os brindes, mas acabaram-se, em grande parte, os sacrifícios.
  11. 11. Bibliografia • DAVIDSON, Hilda Roderick Ellis. Deuses e mitos do norte da Europa. Tradução de Marcos Malvezzi Leal. São Paulo: Madras, 2004, 222 p. • LANGER, J. Revelando a religiosidade viking. Revista Saeculum. João Pessoa: 2005. p. 167-171 • LANGER, J. História e memória dos vikings. Revista Saeculum. João Pessoa: 2010, p. 147-152 • FUNARI, Pedro Paulo. As religiões que o mundo esqueceu. São Paulo: Editora Contexto, 2009, p.130-143 • LANGER, J. Os vikings e o estereótipo dos bárbaros no ensino de história. História & Ensino. Londrina, 2002, p.85-98 • LANGER, J. Pagãos e cristãos na escandinávia da era viking: uma análise do episódio de conversão na njáls saga. Revista Brasileira de História das Religiões. ANPUH, Ano IV, n. 10, Maio 2011 - ISSN 1983-2850 http://www.dhi.uem.br/gtreligiao /index.html • AYOUB, Munir Lutfe. Salões de Cultos e Banquetes: A Compreensão dos Espaços Escandinavos. Revista Crítica Histórica. 2013, p.99-113 • LANGER, J. Símbolos religiosos dos vikings: guia iconográfico. História, imagem e narratica. 2010, 28 p. • http://www.hurstwic.org/history/articles/daily_living/text/clothing.htm • PAXSON, Diana L. Asatrú: um guia essencial para o paganismo nórdico. São Paulo: Editora Pensamento, 2009, 208 p. • HOLLANDER, Lee M. The poetic edda. Austin: University os Texas Press, 1962, 343 p.

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