Aplicações do arco segmentado

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Aplicações do arco segmentado

  1. 1. Capítulo Situações em que a Técnica do Arco 1Segmentado deve ser Priorizada em Relação a Arcos Contínuos Luiz Gonzaga Gandini Jr. Roberta Maria de Paula Amaral Ary dos Santos Pinto Dirceu Barnabé Raveli Lidia Parsekian Martins Marcia Regina Elisa Aparecida Schiavon Gandini Inclinação axial adequada, bom alinhamento e arcos flexíveis após a correção do posicionamento dosparalelismo radicular dos dentes ao final do tratamento dentes retornam à sua posição inicial.3,5 Entretanto,ortodôntico ativo são fundamentais para se obter uma para este movimento, os dentes adjacentes são eleitosoclusão funcional e estável.1 Para isso, os ortodontistas como elementos de ancoragem, independentementeutilizam aparelhos ortodônticos fixos, que por meio de eles serem menores e mais frágeis que o denteda produção de um sistema de forças promovem o problema, e alguma reação é transmitida a eles.6-8movimento dentário, segundo duas filosofias de tra- Para movimentos menores, o uso de arcos contínuostamento: uma guiada pela forma de arco e outra, pelo mostra-se eficaz, tomando menos tempo de cadeira,sistema de forças. pois são mais simples de fazer e instalar; mas, para No tratamento ortodôntico, segundo a forma de movimentos maiores, envolvendo dentes com maisarco para a obtenção do movimento desejado, são in- ancoragem, como os caninos e molares, a reaçãocorporadas dobras aos arcos ortodônticos ou compen- transmitida aos dentes adjacentes pode produzirsações nos braquetes, e estes se encaixam nas canaletas efeitos indesejáveis significantes.6dos braquetes gerando as forças necessárias à movi- Para compensar a possibilidade de ocorreremmentação dos dentes, buscando um posicionamento efeitos colaterais indesejáveis na unidade de ancora-mais próximo de uma oclusão ideal.2 A dificuldade gem, pode ser utilizada a técnica do arco segmentadona realização de dobras precisas nos arcos levou ao (TAS), na qual os dentes são consolidados em unida-desenvolvimento do aparelho ortodôntico pré-ajus- des, sendo divididos em unidade ativa – aquela quetado ou straight-wire, no qual para cada dente há um se deseja movimentar, e em unidade reativa ou debraquete com características especificas de angulação, ancoragem – aquela que deve suportar a reação dotorque e rotação.3 movimento e não movimentar. Esta técnica é guiada Atualmente, diferentes prescrições de aparelhos pelo planejamento do sistema de forças. De acordopré-ajustados estão disponíveis,4 em geral todas con- com os princípios mecânicos quando a linha de açãoferem boa relação final entre os dentes, apresentando da força passa no centro de resistência do dente resultaentre si diferenças muito sutis. Durante o tratamen- em um movimento de corpo do dente; por outro lado,to com aparelhos pré-ajustados e arcos contínuos quando esta passa afastada do centro de resistência,flexíveis, a força necessária para defletir o arco e alguma rotação é produzida. Essa tendência rotacionalencaixá-lo na canaleta do braquete proporciona a é denominada momento de uma força e é proporcio-energia de ativação que movimenta os dentes; estes nal à força aplicada e à distância da linha de ação da 59
  2. 2. 60 Ortodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilaresforça ao centro de resistência (M = FxD). O tipo de Situações para Priorizar a TASmovimento dentário é determinado pela proporçãoentre a magnitude do momento e a força aplicada no Intrusão verdadeira com controle debraquete (M/F).6,7,9-12 Variando a proporção momen-to-força, vários centros de rotação são produzidos, vestibularizaçãodeterminando diferentes tipos de movimentos dentá- A correção da mordida profunda com arcosrios.9,12,13 Com os dispositivos mecânicos da técnica do contínuos caracteristicamente resulta em inclinaçãoarco segmentado, as proporções momento/força são dos incisivos para vestibular, pois a linha de ação daconhecidas, permitindo planejar o tipo de movimento força incide bucalmente ao centro de resistência dosdesejado, incidindo no problema-alvo da má oclusão incisivos.21 Deste modo, em situações clínicas que en-controlando melhor as reações nas unidades adjacentes volvem incisivos vestibularizados, esta correção devee com melhor previsibilidade de resultados.9 ser conseguida a partir de uma intrusão pura,22 estan- Nos dispositivos mecânicos que caracterizam um do indicado o uso do arco de intrusão com controlesistema de forças estaticamente determinado, uma de vestibularização. Este dispositivo consiste de umextremidade é inserida no braquete ou tubo em um segmento anterior, que estabiliza os quatro incisivos,dente, onde atuam momento e força, enquanto a outra com uma extensão distal de cada lado, que possibilitaextremidade é amarrada em uma outra unidade por o direcionamento da linha de ação da força no centroapenas um ponto de contato, atuando apenas força.14-16 de resistência dos incisivos, nas quais são encaixadosAs forças e os momentos neste sistema são conhecidos, dois cantiléveres que saem dos tubos auxiliares dosnão havendo modificações em seus sentidos durante a molares. Os segmentos posteriores são estabilizadosdesativação ou o movimento do dente.15,16 O cantiléver, por segmentos de arcos rígidos e arco lingual ou barrao arco de intrusão e de extrusão estabelecem sistemas transpalatina.20 Forças leves e constantes devem serestaticamente determinados. Eles podem ser definidos aplicadas a partir dos cantiléveres, para conseguir acomo um segmento de fio ortodôntico, geralmente intrusão desejada, sendo indicadas 60 g a 80 g de for-0,017" x 0,025" de liga de titânio-molibidênio – TMA17 ça para os incisivos superiores e 40 g a 60 g para osou .018" x .025" de liga de aço com helicóides, e incisivos inferiores (Figs. 1 A-D).20com esses dispositivos há liberação de forças leves econstantes.15,16 Verticalização de molar com controle Quando as duas extremidades do dispositivo ativosão inseridas nos braquete e/ou nos tubos dos dois de extrusãodentes, é produzido um sistema de forças estaticamen- O movimento de verticalização de molar é difícilte indeterminado. Como característica deste sistema de ser realizado sem provocar extrusão, e freqüen-tem-se que durante a desativação do aparelho podem temente produz contatos prematuros e abertura deocorrer mudanças além da intensidade também no sen- mordida, dificultando a intercuspidação final.18tido das forças e momentos.18 A barra transpalatina, Este movimento em geral é realizado com a me-o arco lingual, a alça retangular, a alça T para retração cânica de “tip back”, em fiso contínuos ou utilizandoe as molas de correção radicular caracterizam siste- um cantiléver simples que por provocarem intrusãomas estaticamente indeterminados. A alça retangular no segmento anterior promoverão forças extrusivas,propicia correções de 1a e 2a ordens19 e assim como bem como momentos na região posterior. O momen-o cantiléver, é construída com fio 0,017" x 0,025" de to gerado é responsável pelo movimento de rotaçãoliga de titânio-molibidênio, devendo ser posicionada desejado que corrige a inclinação,23,24 devendo tercentralmente em relação ao dente a ser corrigido e magnitude em torno de 1000 a 2000 g.mm.23 O com-deve ter dimensões que variam de 6 a 7 mm no sentido primento do cantiléver, longo ou curto, interferirá nocervicoclusal, e de 8 a 10 mm no sentido mesiodistal.18 movimento do molar. Quanto mais curto o braço doA barra transpalatina e o arco lingual são contruídos cantiléver, maior o componente extrusivo do molarcom fios de aço inoxidável redondos de 0,9 mm ou e menor o momento, e quanto mais longo o compri-0,8 mm, sendo utilizados tanto para estabilizar os mento, menor o efeito extrusivo e maior o momento.24segmentos posteriores como para corrigi-los tridimen- Nas situações clínicas em que nenhum movimentosionalmente.20 extrusivo é desejado, devem ser utilizados dispositivos
  3. 3. Situações em que a Técnica do Arco Segmentado deve Ser Priorizada em Relação a Arcos Contínuos 61Figs. 1 A-D – A. Vista frontal inicial mos-trando mordida profunda significante;B-D. Arco de intrusão em 3 peças no arcoinferior: segmento anterior, estabilizandoos 4 incisivos, com uma extensão distal de Estas figuras não estão boascada lado, nas quais são encaixados dois Favor enviar novos arquivoscantiléveres que saem dos tubos auxiliaresdos molares. Fig. 1A Fig. 1B Estas figuras não estão boas Favor enviar novos arquivos Fig. 1C Fig. 1Dque permitem a neutralização das forças extrusivas, intrusiva no molar, o que elimina o efeito indesejávelcom a liberação de forças intrusivas suaves, como as de extrusão no molar, e um momento e uma força ex-molas de correção radicular e os sistemas com dois trusiva são resultantes na região anterior (Fig. 3).23,24cantiléveres (Fig. 2).23,24 Esse sistema também pode ser ativado utilizando-se As molas radiculares compõem um sistema esta- momentos simétricos, bastando para isso construir osticamente indeterminado, onde a posição alfa indica a cantiléveres com comprimentos semelhantes.componente anterior da mola e a posição beta indicao componente posterior. A mola é confeccionada pas- Tracionamento de caninossiva, sendo pré-ativada de modo que o momento alfada dobra de pré-ativação seja igual ao momento beta Quando um aparelho ortodôntico pré-ajustado ede pré-ativação, havendo o cruzamento no meio da um fio superelástico são utilizados para tracionar umdistância interbraquetes. Esta ativação em v simétrico canino impactado, um dente com dimensão maior napermite que as forças verticais sejam neutralizadas, região anterior da arcada, com maior comprimentoresultando apenas momentos responsáveis pela cor- de raiz,26,27 significantes reações indesejáveis nosreção da inclinação. A porção beta é inserida no tubo dentes adjacentes podem ser produzidas, incluindo aauxiliar do molar e a alfa, no tubo em cruz na região inclinação dos pré-molares para mesial e a intrusãoanterior (Fig. 2).25 e inclinação dos incisivos laterais para distal.19 Para Outra alternativa efetiva para prevenir a extrusão compensar essas reações, alguns dos dispositivos dado molar durante a verticalização é o uso de dois TAS devem ser utilizados no tracionamento, possibi-cantiléveres de tamanhos diferentes, pois utiliza sis- litando trabalhar com um sistema de força definido etemas estaticamente determinados, onde as forças são com mais controle dos movimentos do canino e dasconstantes e previsiveis.24 Um cantiléver mais longo unidades de ancoragem.19,27é inserido no tubo molar e se estende até o segmen- O cantiléver oferece um controle excelente nosto anterior à distal dos incisivos laterais, liberando movimentos dos caninos, tais como extrusão, intrusãoum momento de verticalização associado à força de e correção da inclinação vestibulolingual, proporcio-extrusão no molar inclinado. Um segundo cantiléver nando uma combinação de força e momento na unida-mais curto é inserido no tubo em cruz fixado entre pré- de reativa e força na unidade ativa. Contudo, o efeitomolares ou entre pré-molar e canino e estendido até a da força e/ou momento liberado na unidade reativaregião distal do segundo molar, produzindo uma força raramente é considerado um problema na experiência
  4. 4. 62 Ortodontia e Ortopedia Funcional dos MaxilaresFig. 2 Fig. 3A Fig. 3BFig. 2 – Mola de correção radicular para a verticalização do molar; ativação simétrica para a verticalização sem extrusão.Figs. 3A-B – Uso de dois cantiléveres para a verticalização de molares sem extrusão.clínica, em virtude da estabilização proporcionada pela criadas no arco produzem momentos e forças de igualbarra transpalatina e pelo arco vestibular e da baixa intensidade e sentido opostos nos braquetes dos dentescarga/deflexão do fio de TMA.15,28 A magnitude da adjacentes. Assim, uma ativação para obter rotação noforça utilizada para a extrusão do canino pode ser sentido horário em um dente é acompanhada de tendên-medida diretamente de um tensiômetro, não devendo cia de rotação no sentido anti-horário no dente adjacente.exceder 80 gramas19 (Fig. 4). Como alternativa, pode ser utilizado um arco de torque Em alguns casos, após o tracionamento, os caninos que permite que sejam produzidos forças e momentospodem apresentar inclinação vestibulolingual indese- de igual magnitude e direção em todos os incisivos en-jada; a correção desta inclinação pode ser realizada volvidos, considerando-os como um único dente.30utilizando também um sistema de cantiléver, nesta A figura 6 mostra o arco para a obtenção de torquecircunstância uma extremidade do cantiléver será inse- vestibular, correção da mordida profunda e inclinaçãorido no slot do braquete que se deseja aplicar o torque, lingual dos incisivos superiores. O dispositivo funcionaenquanto a outra é amarrada no segmento de ancora- como um sistema estaticamente determinado, com agem. A ativação deste sistema é obtida com a adição produção de uma força intrusiva na região posterior,de torque lingual ou vestibular de coroa no segmento único ponto de contato, e de uma força extrusiva e umde fio que se insere no slot do braquete fixado na face momento anti-horário na região anterior.31 A força ex-lingual do canino. Esta ativação gera um momento trusiva na região anterior é neutralizada com o arco quevestibular de raiz e uma força intrusiva no canino. A passa abaixo dos braquetes dos incisivos e estende-seforça intrusiva indesejável pode ser neutralizada com a até a região posterior.inserção do arco contínuo vestibular, para permitir queapenas o momento desejável se expresse. O centro derotação deve ser localizado próximo à porção incisal do Movimento de molarescanino, para isso, a proporção momento/ força deve seracima de 12/1, com magnitude de momento de 1000g Em virtude do grande volume radicular dos mola-mm.11,29 Para determinar a força aplicada, a magnitu- res, o seu movimento com o uso de um arco contínuode ideal do momento para este movimento deve ser produz efeitos colaterais nos dentes adjacentes, difíceisdividida do comprimento do cantiléver utilizado (Fig de serem evitados, sendo necessário o uso de disposi-5). Para neutralizar o efeito da força intrusiva pode ser tivos como arcos linguais e barras transpalatinas, queutlizado um fio por vestibular. proporcionam a realização de um movimento contro- lado de molares nos três planos, de maneira simétricaTorque anterior ou assimétrica. A ativação simétrica da barra – geometria 6 – pro- Muitas vezes, na tentativa de obter torque anterior, duz momentos de igual magnitude e sentidos opostos,são realizadas torções nos arcos contínuos na região não havendo produção de forças.16. As figuras 7A-Cdos braquetes dos incisivos; entretanto, este procedi- mostram a aplicação da barra com ativação simétricamento não apresenta grande efetividade, pois as torções para a rotação bilateral dos molares para distal.
  5. 5. Situações em que a Técnica do Arco Segmentado deve Ser Priorizada em Relação a Arcos Contínuos 63Fig. 4 Fig. 5 Fig. 6A Esta figura não está boa. Com baixa resolução Favor enviar novo arquivoFig. 6B Fig. 6C Fig. 6DFig. 7A Fig. 7B Fig. 7CFig. 4 – Tracionamento de canino incluso: sistema de cantiléver com combinação de força e momento na unidade reativa e força na unidadeativa.Fig. 5 – Cantiléver para corrigir a inclinação vestibulo-lingual do canino superior direito: ativação com torque lingual.Fig. 6 – Arco de torque vestibular, para correção da mordida profunda e inclinação lingual dos incisivos superiores;Figs. 7A-C – A. Vista oclusal inicial mostrando os primeiros molares superiores com giroversão mesial; B. Ativação simétrica da barratranspalatina em geometria VI gerando apenas momentos; C. Vista oclusal intrabucal após a correção da giroversão. Quando a barra é ativada assimetricamente, dife- lateral superior direito (12), no qual foi utilizada arentes momentos e forças sagitais são produzidos. O barra transpalatina com ativação assimétrica para asistema de força resultará em um momento de rotação distalização unilateral do molar superior esquerdo.para distal somado a uma força mesial em um lado, A barra foi ativada em geometria IV, resultando eme uma força distal no lado oposto – geometria IV.16 uma força distal no molar esquerdo e uma força mesialAtivações assimétricas da barra transpalatina per- somado a um momento distal no molar direito, lado demitem o movimento mesiodistal dos molares, pois maior ativação. Para maior efetividade do movimentoforças sagitais são geradas. As figuras 8A-E mostram desejado, foi combinado com a barra transpalatina umo caso clínico de Classe II com agenesia de incisivo aparelho extrabucal assimétrico, que gerou momento e
  6. 6. 64 Ortodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilaresforça distais nos molares direito e esquerdo, potenciali- cadas, com movimentos diferenciais entre o segmentozando a distalização no molar esquerdo e neutralizando posterior e anterior; no posterior, esta proporção devea mesialização do molar direito. ser maior, resultando em um movimento de translação Torques linguais ou vestibulares podem ser pro- e no anterior menor, tendo como resultado um movi-duzidos pela barra, por meio da torção da presilha mento de inclinação controlada.33 No movimento deem relação ao encaixe lingual da banda do molar. O inclinação controlada, a proporção momento/forçamovimento resultante pode ser avaliado observando é de aproximadamente 7:1 e o centro de rotação doa colocação de um dos lados e avaliação do lado dente localiza-se no ápice da raiz; em contrapartida, nooposto. movimento de translação, essa proporção é 10:1.33 A Pequenas expansões da arcada dentária superior TAS permite a aplicação de movimentos diferenciaispodem ser obtidas com a barra palatina; entretanto, entre o segmento posterior e anterior, com melhorexpansões acima de 2 mm requerem o uso de apare- preservação da ancoragem, sem o uso de dispositivoslhos específicos para a obtenção de resultados mais acessórios, como o aparelho extrabucal.estáveis.32 A mola T do grupo A é um dos dispositivos da TAS em que é possível aplicar proporções M/F desiguaisRetração anterior com controle de nos segmentos anterior e posterior. A sua pré-ativação é realizada por uma dobra de 45° próxima ao tubo doancoragem e inclinação controlada molar, dobra essa que gera uma proporção momen- Em alguns casos de extração, o controle da anco- to/força menor no segmento anterior, produzindo umragem posterior durante a mecânica de fechamento movimento de inclinação controlada e uma proporçãode espaços é bastante difícil. A maioria dos sistemas momento/força maior no segmento posterior com ade fechamento de espaços com fios contínuos faz produção de movimentos de translação e correção ra-um movimento recíproco entre a unidade anterior dicular. Como há mais facilidade de se obter inclinaçãoe a posterior. A neutralização do efeito colateral de do que translação, o movimento no segmento anteriormesialização da unidade de ancoragem em muitos ocorre de maneira mais significativa.33 As figuras 9A-casos é feita com o uso de aparelhos extrabucais, que C exemplificam o uso da mola t do grupo “A” em umdepende da cooperação do paciente. caso clínico de extração de primeiros pré-molares Nas situações clínicas em que é necessária máxima superiores para corrigir a inclinação dos incisivos paraancoragem, proporções M/F desiguais devem ser apli- vestibular, com ancoragem máxima. ExtrabucalFig. 8A Fig. 8B Fig. 8C Fig. 8A-E – A e B. Vistas laterais direita e esquerda inicial: relação de molar Classe II; C. Distalização unilateral do primeiro molar esquerdo: ativação da barra transpalatina em geometria IV, força mesial e momento no molar direito e força distal no molar esquerdo (em verde), forças e momentos distais nos dois molares gerados com o aparelho extrabucal (em vermelho) e o sistema de forças resultante (em azul); D e E. Vistas laterais direita e es- querda final: relação de molar Classe I, ladoFig. 8D Fig. 8E esquerdo e Classe II, lado direito.
  7. 7. Situações em que a Técnica do Arco Segmentado deve Ser Priorizada em Relação a Arcos Contínuos 65 Esta figura não está boa. Esta figura não está boa. Com baixa resolução Com baixa resolução Favor enviar novo arquivo Favor enviar novo arquivoFig. 9A Fig. 9B Fig. 9CFig. 9 A-C – A. Vista lateral esquerda inicial: inclinação dos incisivos superiores para vestibular; B. Mola T grupo A em posição; C. Vistalateral esquerda final. 9. BUrsToNe CJ. The mechanics of the segmented arch tech-Conclusão niques. Angle Orthod 1966; 36:99-120. 10. HoCevar ra. Understanding, planning, and managing tooth A técnica do arco segmentado apresenta vantagens movement: orthodontic force system theory. Am J Orthodquando são necessários grandes movimentos dentários 1981; 80:457-477.ou movimentos de dentes com grande volume radi- 11. liNDaUer sJ. The Basics of orthodontic mechanics. Semi-cular. Os dispositivos mecânicos da TAS permitem o nars in Orthodontics 2001:2-15. 12. smiTH rJ, BUrsToNe CJ. mechanics of tooth movement.planejamento do tipo de movimento desejado, incidin- Am J Orthod 1984; 85:294-307.do, com boa previsibilidade de resultados, diretamente 13. TaNNe kk, H.a.; BUrsToNe, CJ. moment to force ratio andno problema e minimizando as reações nas unidades center of rotation. Am J Orthod Dent Orthop 1988; 94:426-431.adjacentes. Em resumo, quando os caninos e molares 14. iNgervall Bg, P.; geBaUer, U. a clinical investigation of the correction of first molar crossbite with a transpalatalestão em uma boa posição, em geral você será capaz arch. Am J Orthod Dent Orthop 1995: 418-425.de aplicar a filosofia Straight Wire. Se os caninos e 15. kUHlBerg aJ. Cantiléver springs: Force system and Clini-molares estão em uma má posição, corrija-os primeiro cal applications. Seminars in Orthodontics 2001:150-159.com a técnica do arco segmentado e, então, realize o 16. melseN B, BoNeTTi g, giUNTa D. statically determinate transpalatal arches. J Clin Orthod 1994; 28:602-606.detalhamento e a finalização com o Straight Wire. 17. alTmaN Ja, arNolD H, sPeCTor P. substituting maxillary first premolars for maxillary impacted canines inReferências cases requiring the extraction of dental units as part of orth- odontic correction. Am J Orthod 1979; 75:618-629.1. UgUr T, YUkaY F. Normal faciolingual inclinations of 18. sakima mT. maringá, v.5, n.2, p.91-115, mar-abr. 2000. tooth crowns compared with treatment groups of standard and Técnica do arco segmentado de Burstone. r Dental Press pretorqued brackets. Am J Orthod Dentofacial Orthop 1997; ortodon ortop Facial 2000; 5:91-115. 112:50-57. 19. PaTel s, CaCCiaFesTa v, BosCH C. alignment of im-2. BUrsToNe CJ, koeNig Ha. Force systems from an ideal pacted canines with cantiléveres and box loops. J Clin Orthod arch. Am J Orthod 1974; 65:270-289. 1999; 33:82-85.3. germaNe N, BeNTleY Be, Jr., isaaCsoN rJ. Three 20. marCoTTe mr. The mechanical plan of the segmented arch biologic variables modifying faciolingual tooth angulation by technique. Semin Orthod 2001; 7:191-206. straight-wire appliances. Am J Orthod Dentofacial Orthop 21. WeilaND FJ, BaNTleoN HP, DrosCHl H. evaluation 1989; 96:312-319. of continuous arch and segmented arch leveling techniques4. Creekmore TD, kunik rl. straight wire: the next generation. in adult patients–a clinical study. Am J Orthod Dentofacial Am J Orthod Dentofacial Orthop 1993; 104:8-20. Orthop 1996; 110:647-652.5. sCHaUs Jg, Nikolai rJ. Localized, transverse, flexural 22. sHroFF B, liNDaUer sJ, BUrsToNe CJ, leiss JB. stiffnesses of continuous arch wires. Am J Orthod 1986; 89:407- segmented approach to simultaneous intrusion and space 414. closure: biomechanics of the three-piece base arch appliance.6. BraUN s, marCoTTe mr. rationale of the segmented Am J Orthod Dentofacial Orthop 1995; 107:136-143. approach to orthodontic treatment. Am J Orthod Dentofac 23. WeilaND FJ, BaNTleoN HP, DrosCHl H. molar up- Orthop 1995; 108:1-8. righting with crossed tipback springs. J Clin Orthod 1992;7. isaaCsoN rJl, s.J.; rUBeNsTeiN, lk. incisor torque 26:335-337. control. Am J Orthod Dent Orthop 1993: 428-438. 24. melseN B, Fiorelli g, BergamiNi a. Uprighting of8. ParkHoUse rC. rectangular wire and third-order torque: lower molars. J Clin Orthod 1996; 30:640-645. a new perspective. Am J Orthod Dentofacial Orthop 1998; 25. marCoTTe mr. Biomecânica em ortodontia. são Paulo: 113:421-430. ed. santos; 2003.
  8. 8. 66 Ortodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilares26. roDrigUes CBFT, o. os caninos e os seus envolvimentos 30. isaaCsoN rJ, reBellaTo J. Two-couple orthodontic no equilíbrio estético. Rev Ass. Paul. Cirurg. Dent 1991;45. appliance systems: torquing arches. Semin Orthod 1995; 1:31-27. almeiDa rrea. abordagem da impactação e/ou irrupção 36. ectópica dos caninos permanentes: Considerações gerais, diag- 31. sHroFF B. root Correction During orthodontic Therapy. nóstico e terapêutica. R Dental Press Ortodon Ortop Facial Semin Orthod 2001; 7:50-55. 2001; 6:93-116. 32. ramos al. Barra Palatina. Rev Dental Press Ortodon Ortop28. melseN B, BoNeTTi g, giUNTa D. statically determinate Facial 2000; 5:75-100. transpalatal arches. J Clin Orthod 1994:602-606. 33. kUHlBerg aJ. space Closure and anchorage Control. Semin29. liNDaUer sJi, rJ; BriTo, D. Three-dimensional force Orthod 2001; 7:42-49. systems from active orthodontic appliances. Seminars in Orthodontics 2001:207-214.

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