Desmatamento abril2012

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Desmatamento abril2012

  1. 1. BOLETIM DE FOCOS DE CALOR E DESMATAMENTO Número 10 – Abril – 2012
  2. 2. Governo do Estado do Pará Simão Robison Oliveira Jatene Governador Helenilson Cunha Pontes Vice-Governador / Secretário Especial De Estado De Gestão – SegesInstituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará Maria Adelina Guglioti Braglia Presidente Cassiano Figueiredo Ribeiro Diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análise Conjuntural Sérgio Castro Gomes Diretor de Estatística, Tecnologia e Gestão da Informação Jonas Bastos da Veiga Diretor de Pesquisas e Estudos Ambientais Elaine Cordeiro Felix Diretora de Planejamento, Administração e Finanças
  3. 3. BOLETIM DE FOCOS DE CALOR E DESMATAMENTO
  4. 4. ExpedienteDiretor de Pesquisas e Estudos Ambientais :Jonas Bastos da VeigaCoordenação Técnica de Estudos e Pesquisas Ambientais:Andréa dos Santos CoelhoElaboração Técnica:Andréa dos Santos CoelhoCamila da Silva PiresMaicon Silva FariasColaboração:Celeste Ferreira Lourenço e Sérgio Rodrigues FernandesRevisão:Anna Márcia Malcher Muniz e Fernanda GraimNormalização:Adriana Taís G. dos Santos Boletim de focos de calor e desmatamento, 2012. Belém: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2012. Mensal 18 p. (Análise Idesp, 6) 1. Focos de calor-queimadas. 2. Desmatamento. 3. Meio ambiente. 4. Pará (Estado). 5. Instituto de Desenvolvimento Econômico Social e Ambiental do Pará. I.Série CDD 363.78115
  5. 5. LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURASAPA - Área de Proteção AmbientalDETER - Detecção do Desmatamento em Tempo RealESEC - Estação Ecológica.FE - Floresta EstadualFLONA - Floresta NacionalIBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis.INPE - Instituto Nacional de Pesquisas EspaciaisMODIS - Moderate Resolution Imaging SpectroradiometerPARNA - Parque NacionalPE - Parque EstadualRDS - Reserva de Desenvolvimento SustentávelREBIO - Reserva BiológicaRESEX - Reserva ExtrativistaTI - Terra IndígenaUC - Unidade de Conservação
  6. 6. SUMÁRIOAPRESENTAÇÃO ................................................................................................................................. 71 - INFORMAÇÕES TÉCNICAS .................................................................................................... 81.1 O SISTEMA DE DETECÇÃO DO DESMATAMENTO EM TEMPO REAL -DETER ......................................................................................................................................................... 81.2 O SISTEMA DE MONITORAMENTO DE FOCOS DE CALOR - QUEIMADAS... 92 BOLETIM - ABRIL DE 2012 ....................................................................................................... 112.1 DESMATAMENTO ........................................................................................................................ 122.2 FOCOS DE CALOR ....................................................................................................................... 15REFERÊNCIAS ..................................................................................................................................... 18
  7. 7. APRESENTAÇÃO As questões ambientais têm sido de grande interesse nos círculos políticos ecientíficos visando diminuir o impacto e/ou prever os cenários futuros resultantes da açãoantrópica nos recursos florestais do Estado. O processo de desmatamento está ligado àsqueimadas necessárias para o plantio de pastagens ou cultivos agrícolas, tanto em áreasde vegetação primária quanto secundária. Os prejuízos causados são enormes e não se restringem apenas à vegetação,causando grandes danos sociais às populações local e regional. Com o avanço da tecnologia de monitoramento por satélites, hoje é possível obterinformações, em tempo consideravelmente rápido, de processos dinâmicos como odesmatamento, graças também à popularização do uso da internet. O Sistema deDetecção do Desmatamento em Tempo Real - DETER e o Centro de Previsão de Tempoe Estudos Climáticos - Queimada/Monitoramento de Focos, sob responsabilidade doInstituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, ligado ao Ministério da Ciência eTecnologia, monitoram diariamente o desmatamento e os focos de calor na Amazôniabrasileira. Objetivando contribuir para um melhor conhecimento da dinâmica dodesmatamento e das queimadas no Estado do Pará, o Instituto de DesenvolvimentoEconômico, Social e Ambiental do Pará (IDESP) passa a divulgar mensalmente em seusite o Boletim de Desmatamento e Focos de Calor utilizando os dados disponibilizadospelo INPE. 7
  8. 8. 1 - INFORMAÇÕES TÉCNICAS1.1 O SISTEMA DE DETECÇÃO DO DESMATAMENTO EM TEMPO REAL -DETER1 O DETER é um sistema de apoio à fiscalização e controle do desmatamento daAmazônia. Com o DETER, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE divulgamensalmente um mapa de alertas, com áreas maiores que 25 ha. Esses mapas indicamáreas totalmente desmatadas (corte raso) e áreas em processo de desmatamento pordegradação florestal progressiva (quando há uma alta intensidade de perturbação). Áreasde manejo florestal de baixo impacto, em geral, não são detectadas por esse sistema. Essesistema utiliza imagens dos sensores MODIS (Moderate Resolution ImagingSpectroradiometer), a bordo do satélite TERRA, da NASA (National Aeronautics andSpace Administration) e WFI (Wide Field Imager), a bordo do satélite sino-brasileiroCBERS-2B do INPE. O objetivo do DETER é fornecer indicadores para fiscalização produzindo ummapa digital com todas as ocorrências de desmatamento observadas. Dessa forma,permite aos órgãos responsáveis pela fiscalização (IBAMA, Secretarias de MeioAmbiente, Promotoria Pública, etc.) planejar suas ações de campo e operações decombate ao desmatamento ilegal. Ressalta-se que o DETER é uma ferramenta concebida para dar suporte àfiscalização e não para fornecer um mapa fiel do desmatamento mensal da Amazônia.Isso é devido à resolução pouco detalhada dos satélites utilizados e à cobertura de nuvens,variável de um mês para outro. A vantagem desse sistema está na rapidez com que oDETER é capaz de detectar novos desflorestamentos, possibilitando gerar em um curtoperíodo de tempo, dados para a fiscalização. A conversão de floresta primária até o estágio de corte raso pode levar de algunsmeses até vários anos para ser concluída. Os dados do DETER podem incluir áreascortadas em períodos anteriores ao do mês de mapeamento ou em processo dedesmatamento progressivo, mas cuja detecção não fora possível devido à cobertura denuvens.1 INPE - Coordenação-Geral de Observação da Terra - OBT, Sistema DETER - Detecção de Desmatamentoem Tempo Real - Metodologia. 8
  9. 9. Ao analisar o dado de um determinado mês, é necessário considerar a área decobertura de nuvens. Assim, são disponibilizadas informações de cobertura de nuvens detodas as imagens utilizadas para a avaliação. Assim, as informações do DETER devem ser usadas apenas como um indicadorde tendência do desmatamento anual. Para obter mais informações sobre a metodologia consulte:http://www.obt.inpe.br/deter/metodologia_v2.pdf1.2 O SISTEMA DE MONITORAMENTO DE FOCOS DE CALOR - QUEIMADAS2 O monitoramento dos focos de calor é realizado diariamente pelo INPE paradetectar focos de queima da vegetação. Para tanto, o INPE utiliza imagens de diversossatélites (ex. imagens MODIS dos satélites polares, NASA TERRA e AQUA, as imagensdos satélites geoestacionários GOES-12 e MSG-2, imagens AVHRR - Advanced VeryHigh Resolution Radiometer - e dos satélites polares NOAA-15, NOAA-16, NOAA-17,NOAA-18 e NOAA-19). Dentro do universo de satélites, desde 22 de agosto de 2011, o INPE utiliza osatélite AQUA (sensor MODIS) como “satélite de referência”. Os dados diários de focosdetectados pelo “satélite de referência” são usados para compor a série temporal ao longodos anos, e assim permitir a análise de tendências dos focos de uma região emdeterminado período. Anterior ao satélite AQUA, eram utilizadas imagens do satélite NOAA-15 eNOAA-12 como “satélite de referência”. De maneira geral, o número de focos nasimagens AQUA é maior aquele nas imagens NOAA-15. Esta alteração para o AQUA decorreu de limitações e degradação na qualidadedas imagens do NOAA-15, que apresentam muito ruído devido a restrições em sua antenatransmissora, impedindo o monitoramento das regiões norte e noroeste do País. Em termos de impacto nos dados de focos, com o AQUA o norte do Amazonas edo Pará, Roraima e Acre passam a ter cobertura regular e, portanto, mais adequada nascomparações temporais.2 INPE - Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos - Queimadas. Perguntas freqüentes e Amudança do satélite de referencia. Disponível em: http://www.inpe.br/queimadas/faq.php. 9
  10. 10. Mesmo indicando uma fração do número real de focos (e de queimadas eincêndios florestais), por usarem o mesmo método e o mesmo horário de imageamento aolongo dos anos, os resultados do "satélite de referência" permitem analisar as tendênciasespaciais e temporais dos focos. O sistema do INPE detecta a existência de fogo na vegetação, sem avaliar otamanho da área queimada ou o tipo de vegetação afetada. Os dados de focos de calor são divulgados diariamente pelo INPE, através dainternet, cerca de três horas após sua geração. Para análise temporal e a periodicidade dos dados, enfatiza-se que os dados defocos de calor divulgados neste boletim referem-se ao “satélite de referência”. Para obter mais informações sobre a metodologia consulte:http://sigma.cptec.inpe.br/queimadas/ 10
  11. 11. 2 BOLETIM - ABRIL DE 2012 No Estado do Pará, em abril de 2012, foi detectado que o desmatamento3 alcançouuma área equivalente a 33,46 km². Em relação aos focos de calor foram detectadosapenas 11 focos4. Figura 1- Mapa de localização do desmatamento e focos de calor em abril de 2012.Fonte: Queimadas /DETER /INPEElaboração: IDESP3 Fonte: DETER/INPE.4 Fonte: Queimada/INPE - satélite de referência AQUA-UMD. 11
  12. 12. 2.1 DESMATAMENTO Em abril de 2012, detectou-se um total de 33,46 km² de desmatamento, com maiorconcentração nos municípios de Altamira (11,44 km²), Novo Progresso (8,36 km²) eJacareacanga (7,90 km2); o desmatamento dos demais municípios não atingiu 3 km2(Tabela 1). Tabela 1 - Distribuição do desmatamento por Município do Estado do Pará, em abril de 2012. Município Desmatamento (Km²) Altamira 11,44 Cumaru do Norte 1,12 Itaituba 2,34 Jacareacanga 7,90 Novo Progresso 8,36 São Félix do Xingu 2,30 Total 33,46 Fonte: DETER/INPE. Elaboração: Idesp. Nas Unidades de Conservação foi identificada uma área desmatada de 17,62 km²,distribuída no buffer interno Rebio Nascentes da Serra do Cachimbo e Flona de Altamira(ambos no município de Altamira); no buffer externo e interno Flona Jamaxim e bufferinterno Parna Jamaxim e Parna do Rio Novo (todos no município de Itaituba); bufferexterno Flona do Jamaxim e Flona do Jamaxim (ambos em Novo Progresso). Além daocorrência de desmatamento nas Unidades de Conservação, supracitadas, também foiidentificado desmatamento na Terra Indígena Kayabi, localizada no município deJacareacanga, com maior área desmatada entre as áreas protegidas, correspondendo a7,90 km2 (Tabela 2). Tabela 2 - Distribuição do desmatamento em UC por município do Estado do Pará. Desmatamento Município UC (km2) Altamira Buffer interno Rebio Nascentes da Serra do Cachimbo 0,40 12
  13. 13. Flona de Altamira 3,69 Buffer externo Flona do Jamaxim 0,89 Buffer interno Flona do Jamaxim 0,67 Itaituba Buffer interno Parna do Jamanxim 0,38 Parna do Rio Novo 0,41 Jacareacanga Terra Indígena Kayabi 7,90 Buffer externo Flona do Jamaxim 0,89Novo Progresso Flona do Jamaxim 2,39Total 17,62Fonte: DETER/INPE.Elaboração: IDESP. Ao analisar os dados de desmatamento do mês de abril de 2012, verifica-se quehouve redução quando comparados com o mesmo mês do ano de 2011. Neste, odesmatamento alcaçou uma área de 57,31 km2, diminuição de 41,62%. No entanto, aocomparar-se o mês do presente ano com o do ano de 2010, quando foi desmatada umaárea de 9,81 km², verifica-se que o aumento foi de 241%. Gráfico 1 - Comparativo5 do desmatamento no mês de abril, de 2009 a 2012. Desmatamento Abril 60,00 50,00 40,00 30,00 20,00 10,00 0,00 Total 2009 2010 2011 2012Fonte: DETER/INPE.Elaboração: IDESP*Informação não diponível no banco de dados do DETER. IDESP.5 Informação não diponível no banco de dados do DETER. Idesp. 13
  14. 14. Figura 2 - Mapa de localização do desmatamento no Estado do Pará em abril de 2012.Fonte: Desmatamento DETER/INPEElaboração: IDESP 14
  15. 15. 2.2 FOCOS DE CALOR Os dados informaram a ocorrência de 11 focos de calor durante o mês de abril de2012 no Estado do Pará. Com destaque para Santa Maria das Barreiras e Santana doAraguaia, com 2 focos em cada, conforme mostra a Tabela 3. Tabela 3 - Distribuição dos focos de calor nos municípios do Estado do Pará. Município Focos (nº) Acará 1 Cumaru do Norte 1 Faro 1 Itaituba 1 Monte Alegre 1 Oriximiná 1 Santa Maria das Barreiras 2 Santana do Araguaia 2 São Geraldo do Araguaia 1 Total 11 Fonte: Queimadas/INPE. Elaboração: IDESP. Quanto à existência de focos de calor em Unidades de Conservação, TerrasIndígenas e Áreas Especiais, no mês de abril de 2012, identificou-se um foco de calor noBuffer interno da Rebio Trombetas (Oriximiná) e outro no Parque Estadual - PE Serrados Martírios/Andorinhas (São Geraldo do Araguaia), como é possível verificar naTabela 4.Tabela 4 - Distribuição dos focos de calor em UC, TI e áreas especiais nos municípios do Estado do Pará.Município UCs TI e ÁREAS ESPECIAIS N° de FocosOriximiná Buffer interno Rebio do Rio Trombetas 1São Geraldo do Araguaia PE Serra dos Martírios/Andorinhas 1Total 2Fonte: Queimadas/INPE.Elaboração: IDESP. Em abril de 2012 foram detectados apenas 11 focos de calor, entre os dias 01 e 30daquele mês. Quando comparam-se os dados do presente ano com os anos anteriores,verifica-se que houve redução na incidência de focos no estado, pois o maior número de 15
  16. 16. focos foi detectado em 2010, registrando-se 22 ocorrências (Gráfico 2). No mapa (Figura3) é possível identificar a ocorrência e localização dos focos registrados. É importante ressaltar que a baixa incidência de focos de queimada no estado, nomês analisado, se dá em função de coincidir com o inverno amazônico, período chuvosoe fora do calendário agrícola.Gráfico 2 - Comparativo do total de focos de calor no o mês de abril, de 2009 a 2012, no Estado do Pará. Focos Abril 25 20 15 10 5 0 Total 2009 2010 2011 2012 Fonte: Queimadas/INPE. Elaboração: Idesp. 16
  17. 17. Figura 3 - Mapa de localização dos focos de calor no Estado do Pará em abril de 2012.Fonte: Queimadas/INPEElaboração: IDESP 17
  18. 18. REFERÊNCIASBRASIL. Ministério de Ciência e Tecnologia. Ministério do meio ambiente.Monitoramento de queimadas e incêndios, dez. 2010. Disponível em<http://www.inpe.br/queimadas/> Acesso em: 09 de abril. 2012._______. Monitoramento de queimadas e incêndios, dez. 2011. Disponível em<http://www.inpe.br/queimadas/> Acesso em: 09 de abril. 2012.BRASIL. Ministério de Ciência e Tecnologia. Sistema Deter: detecção de desmatamentoem tempo real, dez. 2010. Disponível em <http://www.inpe.br/deter/> Acesso em: 09 deabril 2012._______. Sistema Deter: detecção de desmatamento em tempo real, dez. 2011.Disponível em <http://www.inpe.br/deter/> Acesso em: 09 de abril 2012. 18

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