56987304 alteracoes-fisiologicas-e-anatomic-as-do-idoso

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56987304 alteracoes-fisiologicas-e-anatomic-as-do-idoso

  1. 1. Saúde do Idoso Alterações Fisiológicas e Anatômicas do Envelhecimento Universidade Mogi das Cruzes – UMC Profª Andrea Siqueira
  2. 2. <ul><li>Composição e Forma do Corpo </li></ul><ul><li>Estatura </li></ul><ul><li>Redução de 1cm por década a partir dos 40 anos </li></ul><ul><li>Etiologias : </li></ul><ul><li>Redução dos arcos dos pés; </li></ul><ul><li>Aumento da curvatura da coluna; </li></ul><ul><li>Alteração dos discos intervertebrais; </li></ul><ul><li>Não há alterações no tamanho dos ossos longos. </li></ul><ul><li>Aumento dos diâmetros da caixa torácica e do crânio </li></ul><ul><li>Aumento da pavilhão auditivo </li></ul><ul><li>Aumento do Nariz </li></ul>
  3. 4. <ul><li>PELE </li></ul><ul><li>Atrofia em grau variável, com adelgaçamento difuso, secura e pregueamento (aspecto de papel de seda); </li></ul><ul><li>Tonalidade ligeiramente amarelada, com perda de elasticidade e do turgor. </li></ul><ul><li>EPIDERME </li></ul><ul><li>Redução da espessura por diminuição do nº de células, podendo ocorrer  do nº de camadas celulares do estrato espinhoso; </li></ul><ul><li>Células da camada basal e espinhosa com alterações do volume e forma e por vezes com disposição desordenada; </li></ul><ul><li>Redução do ¨ turn-over celular ¨:  no tempo para substituição do estrato córneo e portanto  no tempo de reepitelização; </li></ul>
  4. 5. <ul><li>Perda da função da barreira por redução dos lipídios do estrato córneo (aspecto de pele seca, opaca e descamativa); </li></ul><ul><li>Menores traumas causam equimoses, manchas vermelhas ou púrpuras; </li></ul><ul><li>Manhas senis: hiperpigmentadas, marrons, lisas e achatadas . </li></ul>
  5. 6. <ul><li>DERME </li></ul><ul><li>Perda da elasticidade (elastina fica mais fina / ¨porosa¨); </li></ul><ul><li>Redução da espessura: atrofia; </li></ul><ul><li>Surgimento de rugas ( modificação de gorduras subcutâneas e a perda da elasticidade); </li></ul><ul><li>Redução de glândulas sudoríparas e sebáceas: pele seca e áspera, mais sujeita a infecções e mais sensível a mudanças de temperatura; </li></ul><ul><li>Redução do tecido subcutâneo: diminuição de fibroblastos e da vascularização. </li></ul><ul><li>Consequências: redução da elasticidade, da resistência e do turgor da pele; enrugamento, pele frouxa e pendente;  da sensibilidade; fluxo sanguíneo  e termorregulação prejudicada. </li></ul>
  6. 7. <ul><li>PÊLOS </li></ul><ul><li>Redução geral em todo corpo, exceto: narinas, sobrancelhas e orelhas; </li></ul><ul><li>Sexo feminino: surgimento de pêlos em mento e lábio superior: hiperandrogenismo; </li></ul><ul><li>Perda da pigmentação dos pêlos (¨cabelos brancos¨); </li></ul><ul><li>Inativação de células do bulbo capilar: queda de pêlos, calvície; </li></ul><ul><li>Os pêlos do corpo são os primeiros que diminuem e a seguir os pubianos e axilares. </li></ul>
  7. 8. <ul><li>UNHAS </li></ul><ul><li>Tornam-se frágeis com perda de brilho e surgimento de estriações longitudinais e descolamento; </li></ul><ul><li>Unhas dos pés com alterações de espessura e opacificação e/ou áreas de escurecimento da lâmina são frequentes por anormalidades ortopédicas que se agravam com a idade; </li></ul><ul><li>O grau de crescimento das unhas diminui progressivamente e se torna igual em ambos os sexos. </li></ul>
  8. 9. TEMPERATURA CORPORAL -Regulação Homeostática da temperatura corporal e habilidade de adaptar a diferentes ambientes térmicos deteriora com a idade avançada; -Prejuízo de manter a temperatura corporal; -Sudorese é também prejudicada no idoso; -Aumento da temperatura em resposta a pirógenos é alterada.
  9. 10. <ul><li>ALTERAÇÕES HÍDRICAS </li></ul><ul><li>Redução dos reflexos de sede e fome; </li></ul><ul><li>Redução da água corporal total; </li></ul><ul><li>Perda de água intracelular; </li></ul><ul><li>Importância deste conhecimento na administração de drogas hidro e lipossolúveis. </li></ul>
  10. 11. ALTERAÇÕES DE MÚSCULOS OSSOS E ARTICULAÇÕES
  11. 12. <ul><li>ALTERAÇÕES DE MÚSCULOS, OSSOS E ARTICULAÇÕES </li></ul><ul><li>As alterações aparecem mais rapidamente; </li></ul><ul><li>Todos os músculos do organismo em especial a dos troncos e das extremidades se atrofiam com o tempo, o que leva a uma deterioração do tônus muscular e a uma perda da potência, força e agilidade; </li></ul><ul><li>O peso total dos músculos diminui para a metade entre 30 e70 anos (o envelhecimento muscular é o resultado da atrofia das fibras musculares e do aumento do tecido gordo no interior dos músculos; </li></ul><ul><li>As articulações sofrem alterações, os ligamentos calcificam-se, ossificam-se e as articulações tornam-se menores devido a erosão das superfícies articulares; </li></ul>
  12. 13. -Mesmo conservando sua aparência os ossos sofrem modificações, o processo de reabsorção do cálcio sofre um desequilíbrio e o tecido ósseo se torna mais poroso e frágil por uma desminerilização constante de massa e densidade óssea (este fenômeno ligado a senescência é denominado osteoporose ; também responsável pela perda de dentes; O  da reabsorção óssea dos maxilares e da mandíbula acentua-se com a queda dos dentes. Reduz-se a distância entre o queixo e o nariz e os dentes migram para trás, modificando com o tempo a fisionomia do idoso.
  13. 14. <ul><li>A redução de altura também ocorre devido a diminuição dos espaços intervertebrais, que começa a partir dos 50 anos, e ocorre, também,a acentuação da curva natural da coluna vertebral denominada cifose (equilíbrio para o idoso). Nas mulheres os seios tornam-se pendentes, atrofiam-se e os mamilos ficam umbilicados. </li></ul>
  14. 16. ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS E ANATÔMICAS DO ENVELHECIMENTO DO SNC
  15. 17. <ul><li>ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS E ANATÔMICAS DO ENVELHECIMENTO DO SNC </li></ul><ul><li>Capacidade reparadora do SNC </li></ul><ul><li>Neurônios: células altamente diferenciadas e especializadas, estáveis estruturalmente. </li></ul><ul><li>SNC não dispõe de capacidade reparadora (neurônios não podem se reproduzir, não se remielinizam-se e os vasos sanguíneos cerebrais apresentam capacidade limitada para recuperação estrutural). </li></ul><ul><li>Alterações anatômicas do SNC </li></ul><ul><li>Atrofia cerebral (com redução de 5% à 10% do peso cerebral). </li></ul><ul><li>Aumento dos sulcos em detrimentos dos giros. </li></ul><ul><li>Aumento do tamanho dos ventrículos cerebrais. </li></ul>
  16. 18. <ul><li>Aspectos clínicos : atrofia cerebral e redução do volume encefálico. Maior risco de hemorragias subdurais em traumas encefálicos direto ou indiretos. </li></ul><ul><li>Alterações estruturais do SNC </li></ul><ul><li>-Depósito de lipofucsina (lipocromo ou pigmento de desgaste) </li></ul><ul><li>-Placas senis. </li></ul><ul><li>Alterações Morfofuncionais </li></ul><ul><li>-Acúmulo de lipofucsina. </li></ul><ul><li>-Redução de neurônio. </li></ul><ul><li>-Retração do corpo celular dos grandes neurônios. </li></ul>
  17. 19. <ul><li>Sensibilidade </li></ul><ul><li>-Alteram sensibilidade tátil e dolorosa. </li></ul><ul><li>-Limiar para a dor aumenta e a sensibilidade dolorosa cutânea e visceral diminui. </li></ul><ul><li>-Perda de sensação vibratória </li></ul><ul><li>Alterações bioquímicas: </li></ul><ul><li>Redução de níveis de acetilcolamina, receptores colinérgicos, ácido gama-aminobutírico; serotonina, catecolaminas, dopaminas...... </li></ul><ul><li>Declínio da função sináptica. </li></ul>
  18. 20. Memória
  19. 21. <ul><li>Memória: </li></ul><ul><li>Campo de controvérsia; </li></ul><ul><li>Aquisição e retenção de novas informações em indivíduos  60 anos, tornam-se mais difíceis??? </li></ul><ul><li>O fluxo de informação é dificultado, principalmente a transferência de novas informações para a memória secundária; </li></ul><ul><li>Alterações das conexões do hipocampo com as áreas de aprendizagem; </li></ul><ul><li>Esquecimento senescente benigno X fase inicial de Alzheimer (Alteração patológica ou fisiológica????) </li></ul>
  20. 23. <ul><li>. Diagnóstico diferencial das queixas da memória </li></ul><ul><li>Quadros demenciais </li></ul><ul><li>Delirium </li></ul><ul><li>Quadros depressivos </li></ul><ul><li>Deficiência de Vitamina (B12, ácido fólico e tiamina) </li></ul><ul><li>Desatenção </li></ul><ul><li>Esquecimento senil benigno ou fisiológico </li></ul><ul><li>. Alterações Fisiológicas do sono </li></ul><ul><li>Alteração da qualidade e quantidade </li></ul><ul><li>Maior fragmentação </li></ul><ul><li>Latência prolongada </li></ul><ul><li>Redução do estágio 4 </li></ul><ul><li>Redução do sono REM </li></ul><ul><li>Sono mais superficial </li></ul>
  21. 24. <ul><li>. Causas mais frequentes de insônia no idoso </li></ul><ul><li>Ambientais </li></ul><ul><li>Depressão </li></ul><ul><li>Delirium </li></ul><ul><li>Demências </li></ul><ul><li>Apnéia do sono </li></ul><ul><li>Dor crônica </li></ul><ul><li>DPOC </li></ul><ul><li>ICC </li></ul><ul><li>Noctúria </li></ul><ul><li>Drogas </li></ul><ul><li>Distúrbios Dispépticos </li></ul><ul><li>Fecaloma </li></ul><ul><li>Distúrbios do ritmo circadiano </li></ul>
  22. 25. ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÔMICAS DO SISTEMA CARDIOVASCULARES
  23. 26. <ul><li>ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÔMICAS </li></ul><ul><li>DO SISTEMA CARDIOVASCULARES </li></ul><ul><li>. Aspectos Gerais </li></ul><ul><li>Nº de células miocárdicas não aumenta após desenvolvimento neonatal; </li></ul><ul><li>Alterações bioquímicas e anatômicas com o envelhecimento, mas podem ser por doenças ou relacionadas ao estilo de vida; </li></ul><ul><li>Elevada incidência de doenças cardiovasculares . </li></ul><ul><li>. Miocárdio </li></ul><ul><li>Depósito intracelular de lipofucsina; </li></ul><ul><li>Degeneração muscular, com substituição de células miocárdicas por tecido fibroso, que podem ser semelhantes às alterações decorrentes de isquemia; </li></ul><ul><li>Aumento da resistência vascular periférica pode levar a moderada hipertrofia miocárdica concêntrica, sobretudo de câmara ventricular esquerda. </li></ul>
  24. 27. <ul><li>. Alterações valvulares </li></ul><ul><li>Tecido valvar é predominantemente colágeno; </li></ul><ul><li>Envelhecimento: degenerações, espessamento, calcificações. </li></ul><ul><li>. Alterações da valva aórtica </li></ul><ul><li>Mais frequentes: calcificação; </li></ul><ul><li>Menos frequente: acúmulo de lípides, fibrose e degeneração colágena. </li></ul><ul><li>. Alterações vasculares </li></ul><ul><li>Aorta </li></ul><ul><li>Arteriosclerose; </li></ul><ul><li>Aumento de colágeno; </li></ul><ul><li>Atrofia, descontinuidade e desorganização das fibras elásticas; </li></ul><ul><li>Deposição do cálcio; </li></ul><ul><li>Redução de elasticidade, rigidez na parede aórtica. </li></ul>
  25. 28. <ul><li>. Alterações de artérias coronárias </li></ul><ul><li>Arteriosclerose; </li></ul><ul><li>Perda de tecido elástico; </li></ul><ul><li>Aumento de colágeno; </li></ul><ul><li>Depósitos de lípides com espessamento de camada média; </li></ul><ul><li>Tortuosidade dos vasos; </li></ul><ul><li>Calcificações. </li></ul><ul><li>. Alterações funcionais </li></ul><ul><li>-Limitação da performance durante atividades físicas; </li></ul><ul><li>-Redução do débito cardíaco em repouso e esforço; </li></ul><ul><li>-Redução do aumento da frequência cardíaca; </li></ul><ul><li>-Maior risco de hipotensão ortostática. </li></ul>
  26. 29. <ul><li>. Hipotensão ortostática </li></ul><ul><li>Importância em geriatria </li></ul><ul><li>-Causa frequente de tonteiras e quedas no idoso; </li></ul><ul><li>Prevalência em torno de 6% nos idosos saudáveis e de 11% a 33% em pacientes com múltiplas doenças e/ou medicações; </li></ul><ul><li>Associação a perda funcional, redução da reabilitação e da qualidade de vida. </li></ul><ul><li>Etiologia </li></ul><ul><li>Medicamentos (hipotensores, levodopa, fenotiazinas, álcool, sedativos, antidepressivos, vasodilatadores.......); </li></ul><ul><li>Desidratação; </li></ul><ul><li>Anemia; </li></ul><ul><li>Desnutrição; </li></ul><ul><li>Distúrbios hidroeletrolítico; </li></ul><ul><li>Descondicionamento físico. </li></ul>
  27. 30. ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÔMICAS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO
  28. 31. <ul><li>ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÔMICAS </li></ul><ul><li>DO SISTEMA RESPIRATÓRIO </li></ul><ul><li>. Aspectos Gerais </li></ul><ul><li>Frequente associação a patologias; </li></ul><ul><li>Vários fatores associados agravam o processo de envelhecimento: tabagismo, poluição ambiental, exposição ocupacional, doenças pulmonares, diferenças socioeconômicas, constitucionais e raciais. </li></ul><ul><li>. Principais alterações fisiológicas </li></ul><ul><li>Redução da elasticidade pulmonar; </li></ul><ul><li>Enrijecimento da parede torácica; </li></ul><ul><li>Redução da potência motora e muscular; </li></ul><ul><li>Redução do peso pulmonar em cerca de 21%; </li></ul><ul><li>Estreitamento dos bronquíolos; </li></ul><ul><li>Achatamento de sacos alveolares. </li></ul>
  29. 32. <ul><li>. Alterações estruturais da parede torácica </li></ul><ul><li>Enrijecimento do gradeado costal; </li></ul><ul><li>Redução da complacência e distensibilidade pulmonar (pior nos idosos acamados, com alterações posturais e inatividade física); </li></ul><ul><li>Hipercifose torácica pode estar associada. </li></ul><ul><li>. Alterações estruturais musculares </li></ul><ul><li>-Substituição adiposa do tecido muscular; </li></ul><ul><li>-Redução da massa e potência muscular (sobretudo no idoso inativo ou imóvel); </li></ul><ul><li>-Atrofia muscular e redução da força muscular; </li></ul><ul><li>-Rigidez do gradeado costal determina maior participação do diafragma e musculatura abdominal; </li></ul><ul><li>-Fatores de risco piora da função respiratória e risco de infecção: imobilidade, desnutrição ou obesidade, doenças pulmonares associadas, doenças cardiovasculares associadas, doenças neuromusculares. </li></ul>
  30. 33. <ul><li>Importância de medidas de reabilitação : fisioterapia respiratória, programas de atividades físicas e mobilização no leito, nutrição adequada </li></ul><ul><li>. Atividades físicas </li></ul><ul><li>Redução da capacidade para atividades físicas: aumento do consumo de oxigênio, redução da capacidade ventilatório, redução do débito cardíaco. </li></ul><ul><li>. Alterações fisiológicas ao exame físico </li></ul><ul><li>-Redução da expansão torácica, levando a aumento do volume residual e da pressão intratorácica; </li></ul><ul><li>-Aumenta a cifose torácica; </li></ul><ul><li>-Pode haver redução do murmúrio vesicular; </li></ul><ul><li>-Crepitações bibasais podem ser fisiológicas; </li></ul><ul><li>-Aumento de frequência respiratória (taquipnéia) é um grande sinal do idoso. </li></ul>
  31. 34. ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÔMICAS DO SISTEMA DIGESTÓRIO
  32. 35. <ul><li>ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÔMICAS </li></ul><ul><li>DO SISTEMA DIGESTÓRIO </li></ul><ul><li>. Envelhecimento do sistema digestório </li></ul><ul><li>De maneira geral: redução da motilidade, na secreção e capacidade de absorção; </li></ul><ul><li>Felizmente, a reserva destes órgãos é tão grande que as reduções nos parâmetros fisiológicos não costumam resultar em deficiência real da função. </li></ul><ul><li>. Alterações fisiológicas da cavidade oral </li></ul><ul><li>Mucosa oral: atrófica (tênue), lisa e ressecada, menos elástica e mais suceptível a lesões. </li></ul><ul><li>Língua: redução das papilas filiformes, redução do paladar; </li></ul><ul><li>Dentes: a perda dos dentes depende, além do envelhecimento, de fatores extrínsecos: hábitos, ocupação, dieta, oclusão dentária e composição dos dentes. </li></ul>
  33. 36. <ul><li>. Aspectos clínicos </li></ul><ul><li>Cavidade Oral </li></ul><ul><li>Redução da massa muscular: pode comprometer a mastigação e deglutição; </li></ul><ul><li>Redução do paladar: pode reduzir a ingesão de alimentos e contribuir para perda de peso e desnutrição; </li></ul><ul><li>Estomatites, monilíase oral; </li></ul><ul><li>Carcinoma. </li></ul><ul><li>Disfagia orofaríngea </li></ul><ul><li>Sinais: regurgitação nasal de alimentos, engasgos frequentes, aspirações; </li></ul><ul><li>Sintomas mais severos com líquidos; </li></ul><ul><li>Etiologias: </li></ul><ul><li>Carcinoma faríngeo </li></ul><ul><li>Dças do SNC (Parkinson, demências, AVC, tumores) </li></ul><ul><li>Dças endócrinas: DM, hipotiredoidismo </li></ul><ul><li>Laringectomia </li></ul><ul><li>Medicamentos </li></ul><ul><li>Alterações do esfíncter superior do esôfago. </li></ul>
  34. 37. <ul><li>. Aspectos clínicos </li></ul><ul><li>Alterações do estômago </li></ul><ul><li>Discreta a moderada redução do esvaziamento gástrico; </li></ul><ul><li>Pode haver prejuízo e efeitos dedrogas, que permanecem mais tempo no meio ácido; </li></ul><ul><li>Redução da secreção de ácido clorídrico (hipo ou acloridria), provavelmente por redução de células parietais; </li></ul><ul><li>Redução da secreção da pepsina; </li></ul><ul><li> prevalência de colonização pelo H. pylori (75%). </li></ul><ul><li>Alterações do pâncreas </li></ul><ul><li>Redução do peso; </li></ul><ul><li>Proliferação do epitélio ductal e formação de cistos; </li></ul><ul><li>Redução de secreção de lipase e bicarbonato. </li></ul>
  35. 38. <ul><li>Envelhecimento do pâncreas endócrino </li></ul><ul><li>Os níveis séricos de insulina aumentam com a idade, mas a sensibilidade a esta diminui, podendo resultar em testes de tolerância à glicosa anormais; </li></ul><ul><li>Diminui a degradação da insulina; </li></ul><ul><li>Redução do nº de receptores da insulina na membrana celular de tecidos alvos; </li></ul><ul><li>Redução da velocidade de liberação da insulina. </li></ul><ul><li>Alterações do Intestino Delgado </li></ul><ul><li>Estudos escassos e controversos; </li></ul><ul><li>Redução da altura das vilosidades da mucosa. </li></ul><ul><li>Alterações do cólon </li></ul><ul><li>- Atrofia da mucosa; </li></ul><ul><li>Anormalidades morfológicas das glândulas </li></ul><ul><li>Redução da distensibilidade (redução de colágeno e elastina). </li></ul>
  36. 39. <ul><li>Alterações do reto e ânus </li></ul><ul><li>Espessamento e alterações estruturais do tecido colágeno; </li></ul><ul><li>Redução da força muscular e esfincter anal esterno; </li></ul><ul><li>Redução da elasticidade e sensibilidade retal. </li></ul><ul><li>Aspectos clínicos: </li></ul><ul><li>Redução da capacidade de retenção fecal (risco de incontinência fecal) por fatores extrínsecos e intrínsecos; </li></ul><ul><li>Intrínsecos: alterações fisiológicas </li></ul><ul><li>Extrínsecos: déficit cognitivo, impactação fecal, AVC, neuropatias (diabética, alcoólica...), imobilidade, etc. </li></ul>
  37. 40. <ul><li>Alterações hepáticas: </li></ul><ul><li>Redução do fluxo sanguíneo hepático; </li></ul><ul><li>Depósitos de lipofucsina; </li></ul><ul><li>Aspectos clínicos: </li></ul><ul><li>Alteração da metabolização de drogas; </li></ul><ul><li>Alteração do metabolismo de primeira passagem. </li></ul><ul><li>Vesícula Biliar: </li></ul><ul><li>A incidência de doença biliar e cálculos aumenta com o avançar da idade; </li></ul><ul><li>A sensibilidade da vesícula diminui. </li></ul>
  38. 41. ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÔMICAS DO APARELHO GENITO-URINÁRIO
  39. 42. <ul><li>ALTERAÇÕES FISIOLÓGICOS E ANATÔMICAS </li></ul><ul><li>DO APARELHO GENITO-URINÁRIO </li></ul><ul><li>. Alterações renais: </li></ul><ul><li>Redução do peso renal (cerca de 30%); </li></ul><ul><li>Redução do nº de glomérulos; </li></ul><ul><li>Espessamento da membrana basal ; </li></ul><ul><li>-Redução da filtração glomerular; </li></ul><ul><li>Esclerose dos vasos renais. </li></ul><ul><li>Repercussões clínicas: </li></ul><ul><li>-Torna o idoso mais suscetível à Insuficiência Renal aguda caso ocorra qualquer insulto nefrotóxico ou isquêmico; </li></ul><ul><li>Redução da excreção de drogas, com necessidades de ajustes posológicos: menores doses e intervalos maiores; </li></ul><ul><li>-Evitar drogas nefrotóxicas. </li></ul>
  40. 43. <ul><li>. Alterações ureterais: </li></ul><ul><li>- Alterações da motilidade; </li></ul><ul><li>Alterações vesicais: </li></ul><ul><li>-Aumento do volume residual; </li></ul><ul><li>-Redução da capacidade de armazenar urina. </li></ul><ul><li>Aspectos clínicos das alterações vesicais: </li></ul><ul><li>Maior risco de infecções urinárias (que aumentam também no sexo masculino); </li></ul><ul><li>Risco de incontinência urinária (existem várias etiologias associadas); </li></ul><ul><li>No homem : aumento de próstata eleva riscos de infecção e incontinência. </li></ul><ul><li>Aspectos uretrais: </li></ul><ul><li>Homens: compressão extrínseca pela próstata aumentada; </li></ul><ul><li>Mulheres : atrofia uretral : risco de algúria, hematúria microcóspica, ITU. </li></ul>
  41. 44. <ul><li>. Alterações sexuais: </li></ul><ul><li>Sexo masculino </li></ul><ul><li>Maior tempo para atingir ereção completa; </li></ul><ul><li>Maior necessidade de estimulação direta do pênis; </li></ul><ul><li>Retardo da ejaculação; </li></ul><ul><li>Perda rápida da ereção após a ejaculação; </li></ul><ul><li>Maior dificuldade em manter a ereção durante a relação; </li></ul><ul><li>Redução da libido; </li></ul><ul><li>Redução da frequência sexual. </li></ul><ul><li>Aspectos clínicos: </li></ul><ul><li>Arterosclerose é principal causa obstrutiva vascular no idoso; </li></ul><ul><li>Redução da elasticidade do tecido dos corpos cavernosos; </li></ul><ul><li>Neuropatias periféricas: diabetes, alcóolismo... </li></ul><ul><li>HAS; </li></ul><ul><li>Cirurgias pélvicas: sobretudo cirurgia radical de próstata; </li></ul><ul><li>Depressão, déficits cognitivos, distúrbios emocionais, co-morbidades, drogas. </li></ul>
  42. 45. <ul><li>. Alterações sexuais: </li></ul><ul><li>Sexo feminino </li></ul><ul><li>Redução da lubrificação vaginal; </li></ul><ul><li>Redução da libido; </li></ul><ul><li>Atrofia vaginal e uretral; </li></ul><ul><li>Pode haver dor, desconforto e sangramento nas relações; </li></ul><ul><li>Redução da frequência sexual. </li></ul><ul><li>Aspectos clínicos: </li></ul><ul><li>Reposição hormonal; </li></ul><ul><li>Lufrificação artificial; </li></ul><ul><li>Co-morbidades levam a maior limitação da sexualidade; </li></ul><ul><li>Aspectos psicológicos, dependência e submissão marital, herança familiar e criação: grandes repercussões na sexualidade feminina. </li></ul>
  43. 46. ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS RELACIONADAS À FARMACOLOGIA
  44. 47. <ul><li>ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS RELACIONADAS À FARMACOLOGIA </li></ul><ul><li>FARMACOCINÉTICA x FARMACODINÂMICA </li></ul><ul><li>Farmacocinética </li></ul><ul><li>- Absorção, distribuição, metabolismo e excreção das drogas; </li></ul><ul><li>- Conjunto de alterações sofridas pelas drogas. </li></ul><ul><li>Farmacodinâmica </li></ul><ul><li>- Mecanismos implicados na ação das drogas. </li></ul>
  45. 48. <ul><li>ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS </li></ul><ul><li>Interferências na Absorção: </li></ul><ul><li>. Redução da secreção de ácido gástrico (hipocloridria, acloridria); </li></ul><ul><li>.  esvaziamento gástrico  retarda a absorção e/ou aumenta degradação da droga pode determinar a inativação de algumas drogas; </li></ul><ul><li>. Alteração da absorção decorrentes de administração concomitante de medicações. </li></ul><ul><li>Ex.: antiácidos  cimetidina e derivados imidazólicos </li></ul><ul><li>Alterações Intestinais : </li></ul><ul><li>. Aceleração do trânsito intestinal (reduz absorção); </li></ul><ul><li>. Lentificação d trânsito intestinal (aumento absorção); </li></ul><ul><li>. Controvérsias: influências da redução das vilosidades intestinais, com redução da área da superfície da mucosa. </li></ul>
  46. 49. <ul><li>Interferência na Absorção : </li></ul><ul><li>. Redução da circulação êntero-hepática (sobretudo nas reduções do débito cardíaco),  de absorção dos medicamentos que precisam do metabolismo de primeira passagem no fígado; </li></ul><ul><li>. Aterosclerose associada reduz mais ainda o fluxo sanguíneo. </li></ul><ul><li>Alterações patológicas </li></ul><ul><li>Interferências na Absorção: </li></ul><ul><li>. Edema Intestinal. </li></ul><ul><li>. Doenças Agudas (ex. infecções). </li></ul><ul><li>. Gastrectomia, enterites, síndromes de má absorção: redução na absorção de ferro, ácido fólico, vitamina B12, corticosteróides, digoxia. </li></ul><ul><li>Interferência na Distribuição : </li></ul><ul><li>. Redução da massa muscular. </li></ul><ul><li>. Aumento do tecido adiposo. </li></ul><ul><li>. Redução do líquido corporal. </li></ul><ul><li>. Redução da albumina sérica. </li></ul>
  47. 50. Interferência no Metabolismo . Redução da função hepática (oxidação, metabolismo de primeira passagem). .  fase I metabolismo: drogas que inibem ou induzem a atividade hepática. . Redução da função renal. Interferências na Excreção . Drogas lipossolúveis: maior reabsorção renal. . Redução da filtração glomerular em 35% à 50% (redução do nº de néfrons, redução do fluxo plasmático, redução do peso renal). . Creatinina não é um bom marcador da função renal no idoso. . Redução da massa muscular, que reduz a produção de creatinina.
  48. 51. <ul><li>Principais Patologias que interferem na Farmacocinética: </li></ul><ul><li>Desnutrição </li></ul><ul><li>ICC </li></ul><ul><li>Insuficiência renal e hepática </li></ul><ul><li>-Infecções </li></ul><ul><li>-Uso de múltiplas drogas </li></ul>
  49. 52. <ul><li>Farmacodinâmica - Interferências: </li></ul><ul><li>Não tão bem estudada como a Farmacocinética </li></ul><ul><li>Maior sensibilidade do SNC à ação de drogas Benzodiazepínicas </li></ul><ul><li>Maior sensibilidade a anticoagulantes </li></ul><ul><li>Maior sensibilidade a várias drogas decorrentes de:  da hipotensão ortostática, maior disfunção vesical e intestinal, menor controle postural (alteração da barorregulação), dificuldade de termorregulação,  da intolerância a glicose, alteração de sensibilidade à ação enzimática, resposta imunitária, particularmente a celular. </li></ul><ul><li>Devido às alterações fisiológicas, farmacocinéticas e farmacodinâmicas: redução da janela terapêutica do idoso; Dose terapêutica  Dose tóxica . </li></ul>
  50. 53. Dúvidas????

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