Florença - Urbanismo

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Urbanismo e arquitetura da cidade Florença, Itália.

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Florença - Urbanismo

  1. 2. Florença foi fundada em 59 a.C. no período romano. Julio César designou que seu exército explorasse a área do Vale do Arno, dando então início a formação da cidade de planta quadriculada. Em princípio a ocupação ocorreu desde a atual Via Dei Cerretani, a norte, até à Piazza della Signoria. O desenvolvimento da cidade esta relacionado a proximidade com a Via Cassia – ligação importante de Roma às regiões do Norte. Transformando-se posteriormente em um importante pólo mercantil.
  2. 3. 1525 Localização
  3. 4. ATUAL
  4. 5. Geografia
  5. 6. Relevo: principalmente irregular e montanhoso, com algumas planícies.
  6. 7. Rio Arno atravessando a cidade. Hidrografia Hidrografia: O principal rio de Florença é o Arno (241km).
  7. 8. Rio Arno passando embaixo da Ponte Vechio, construída em 1345.
  8. 9. Formação do Primo Popolo, 1250 Introdução do Florim de ouro, 1252 Vitória de Gibelinos em Montaperti e expulsão dos guelfos, 1260 Regresso dos Gibelinos, 1280 Promulgação de nova Constituição, outorgando o domínio às corporações superiores, 1282 Abolição da escravatura, 1289 Promulgação da nova Constituição com participação das corporações inferiores, 1293 Nova expulsão dos Gibelinos, 1302 Cheias do Arno, 1333 Fome e peste negra, 1348 1325 1275 1300 1250 1350 Processo Histórico
  9. 10. Revolta dos cardadores, 1378 Florença submete-se a Pisa, 1406 Expulsão dos Médicis, 1433 Exílio de Cosme de Médicis, 1433 Regresso dos Médicis, 1434 1450 1400 1425 1375 Concilio de União em Florença, 1439 Governo de Cosme de Médicis, 1434 - 1644
  10. 11. Governo de Lourenço de Médicis, 1469 - 1492 Conspiração dos Pazzi, 1478 Cerco da cidade pelo exército francês de Carlos VIII, 1494 Expulsão dos Médicis, 1494 Morte de Girolano Savonarola na fogueira, 1494 1475 1500 Governo do gonfaloniere Piero Soderini, 1502 - 1512 Regresso dos Médicis, 1512
  11. 12. Urbanismo A colônia romana de Florentia foi fundada em 59 a.C. na confluência do Arno com a torrente Mugnone. No início, os primeiros habitantes se concentravam próximo ao rio Arno, (imagem ao lado) formando uma malha quadriculada. Com a evolução, a cidade passa de quadrada a retangular e ocorre a retificação do traçado da Via Cassia, construindo a Ponte Vecchio .
  12. 13. Com a queda do Império, a cidade começa a ser degradada pelos exércitos invasores – os bizantinos a transformaram em um campo entrincheirado, fechando a com muros, chamados de cinturão - o centro da cidade. No período carolíngio, a cidade ganha um novo cinturão que compreende a parte meridional do retângulo romano e o triângulo para o lado do Arno. Em tracejado, o primeiro cinturão. Na imagem acima observamos o segundo cinturão.
  13. 14. No século XI, Florença se torna a capital do marquesado de Toscanna, o que significa a ampliação dos muros afim de incluir ao seu território o Batistério. A partir daí começa o rápido desenvolvimento da população e da cidade - a parte murada(imagem abaixo) e os subúrbios, de ambos os lados do Arno.
  14. 15. As casas altas e estreitas, com torres, ocupavam boa parte do território, limitando assim o espaço para vazios e construções de caráter coletivo (público). O desenho ao lado mostra a disposição de casas-torre - pertencente a uma única família -, de modo que forme um conjunto habitacional com pátios internos abertos para o convívio e a divisão dos saques .
  15. 16. Após a morte da Condessa Matilde (em 1115) se forma a comuna florentina, incluindo um quarto cinturão. A ponte do Arno é reconstruída, desta vez, de maneira definitiva .
  16. 17. A planta indica a posição das torres no interior do quarto cinturão. Começam a ser criados estatutos comunais que estabelecem as primeiras noções (regras) de ocupação; regularização de ruas, limite de altura e recuos para as edificações.
  17. 18. Planta da cidade(XIII): Terceiro e quarto cinturão indicados com um traço reforçado.
  18. 19. Começam a ser criados estatutos comunais que estabelecem as primeiras noções (regras) da ocupação; regularizam de ruas, limite de altura e recuos para as edificações. Três novas pontes são construídas sobre o Arno: a Ponte da Carraia em 1218, a Ponte das Graças em 1237 e a Ponte de Santa Trinità em 1252. Os conventos se desenvolvem como centros de bairro, com praças abertas onde existem reunioes e “missas”.
  19. 21. Nas duas últimas décadas do século XIII o governo inicia uma fase de grandes reformas que transformam a cidade, o principal responsável pelo fato é Arnolfo da Cambio. Ao lado pode-se notar o desenho do novo centro de Florença após as intervenções de Arnolfo da Cambio.
  20. 22. Panomara de Florença do século XV . Após o período de grande movimentação em questões urbanísticas, a cidade estabelece nas grandes linhas. Dá-se então continuidade aos projetos já iniciados por Arnolfo com a finalidade proporcionar um novo cenário a Florença. Com a chegada das epidemias diminui consideravelmente o número de pessoas, ocasionando uma crise econômica e um desaceleramento do processo.
  21. 23. Vista da corrente ao redor da Porta S. Frediano.
  22. 24. Tipologia das edificações :
  23. 25. Região do mercado velho que deu lugar á Piazza da República – os edifícios hachurados em preto foram demolidos, preservando apenas construções com valores históricos.
  24. 26. Relevo de um quarteirão situado entre o quarto e quinto cinturão, com o exemplo da fachada de uma residência tipicamente florentina.
  25. 27. Planta de Florença, do mapa do Instituto Geográfico Militar.
  26. 28. Por fim, o mapa da cidade de S. Giovanni Valdarno fundada no fim do século XIII, que exemplifica o modo de construção florentino - possivelmente projeto também de Arnolfo de Cambio.
  27. 29. Arquitetura
  28. 31. Duomo de Santa Maria del Fiore A catedral florentina com grandes dimensões foi criada para representar o poder e a riqueza do século XIII. Durante sua construção o projeto foi diversas vezes alterado. A nave central é abobadada de acordo com o modelo francês de catedral gótica que apresenta abóbadas do tipo ogival. Os arcos formeiros das naves laterais correspondem a largura da nave central. A cúpula com dupla cobertura, colocada num largo tambor, é o elemento arquitetonicamente decisivo na construção. À sua planta octogonal, se unem três absidíolas – pequenas capelas - iguais, que concentram a área da cabeceira, quase formando uma construção independente.
  29. 32. Fachada Foto do Duomo
  30. 33. Vista
  31. 34. Corte longitudinal
  32. 35. Implantação
  33. 36. Acesso à cúpula de Filippo Brunelleschi Sacristia Velha/ Sagrestia dei Canonici – Luca della Robbia; relevo da Ascensão de Cristo (1442-1445) Capela Oriental - Lorenzo Ghiberti: Relicário de São Zenóbio (1432-1442) Luca della Robbia: Anjo candelabro (c. 1450) Sacristia Nova – Luca della Robbia; Ressurreição de Cristo (1444) Porta della Mandorla Fresco da cúpula de Giorgio Vasari e Federico Zuccari (1572-1579 ) Porta dei Canonici Entrada para as ruínas e cripta da antiga catedral de Santa Reparata Domerico di Michelino: Dante e a Divina Comédia (1465) Andrea del Castagno: Retrato Equestre de Nicolau Tolentino (1456) Ruínas e cripta da antiga catedral de Santa Reparata Rosácea com Assunção de Maria (1410)
  34. 37. Piazza della Repubblica Localizada no centro de Florença, no cruzamento das duas principais vias de comunicacao da cidade, o Cardo (Norte-Sul) e o Decumanus (Ocidente-Oriental) – abrigando o fórum romano e o templo capitolino. Atualmente a Piazza destoa ligeiramente do contexto, devido a intervenção urbanística feita na última década do século XIX que remodelou a disposição.O mercado velho e a antiga judiaria foram demolidos, o mercado de Peixe de Vasari foi reconstruído em outra praça.
  35. 39. Battisterio San Giovanni Iniciada em 1059, data do período românico. O desenho do corte transversal mostra a parede dupla existente. A construção, estruturalmente uniforme, foi envolvida no exterior por fachadas ornamentadas - revestidas de mármore com figuras geométricas verdes-, que, com as arcaturas, meias-colunas e as pilastras coríntias, combina vários tipos de modelos da Antiguidade em um conjunto harmonioso.
  36. 41. Fachada
  37. 42. Corte transversal
  38. 43. Planta
  39. 44. Santa Maria Novella A Basílica de Santa Maria Novella situa-se quase junto à principal estação ferroviária florentina. No século IX, ali havia o pequeno oratório de Santa Maria delle Vigne; em 1049 foi construída a pequena Santa Maria Novella, concedida em 1221 aos dominicanos. A ampliação principia em 1279, seguindo o projeto de Fra Sisto da Firenze e Fra Ristoro da Campi. Completa em meados do século XIII, a nova igreja só é consagrada, pelo papa Eugênio IV, em 1420. O interior, em forma de cruz latina, é subdividido em três naves, a central com cem metros de comprimento.
  40. 46. Fachada
  41. 47. Entrada do Museo di Santa Maria Novella Cemitério Antigo Masaccio: A trindade (1427-1428) Paolo Uccello: Dilúvio (1430-1450) Sagristia, Giotto: Crucifixo (anterior a 1300) Cappella Maggiore – Ciclo de frescos Domenico Ghirlandaio (1485-1490) Cappellla Gondi – Filippo Brunelleschi: Crucifixo de madeira (1412) Cappella Strozzi di Mantova – Frescos do Paraíso, do Inferno e do Juízo Final Chiostrino dei Morti (mausoléu) Claustro Verde Refeitório Claustro Grande
  42. 48. Palazzo Medici Riccardi O Palazzo Medici Riccardi é um exemplo de palácio bem ordenado. Sua planta, como de costume, organiza-se em torno de um pátio interior central – fornecendo luz e ventilação as salas. Na parte exterior a altura dos três andares vai diminuindo, separados por cornijas, em paredes almofadadas.
  43. 50. Fachada
  44. 51. Janela com frontão curvo sobre pilastras Janela com frontão triangular sobre colunas Janela em arco de volta perfeita com almofadado de pedra Janela de dois lumes em arco de volta perfeita Janela geminada com arco de volta perfeita Janela gótica de dois lumes
  45. 52. Planta
  46. 53. Elementos importantes desde a antiguidade, as colunas se dividiam em: D ó rica, jônica e cor í ntia, derivando outras variantes. Colunas
  47. 54. Galleria degli Uffizi A construção da Galleria degli Uffizi envolveu diversas complicações. Primeiro no âmbito topográfico devido a proximidade do Rio Arno, que torna o solo pouco firme. Em em seguida, o espaço limitado – causando demolições, e estudos para que edificações já existentes fossem englobadas a nova estrutura. A edificação foge um pouco dos padrões, sua forma não se baseia em teorias já existentes e sim na preocupação de adequar o edifício e seu propósito ao espaço (terreno) delimitado.

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