Liturgia ministérios leigos

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Liturgia ministérios leigos

  1. 1. SEGUNDO A CONSTITUIÇÃO CONCILIAR SACROSANCTUM CONCILIUM SOBRE A SAGRADA LITURGIA, LITURGIA É “UMA AÇÃO SAGRADA PELA QUAL ATRAVÉS DE RITOS SENSÍVEIS SE EXERCE, NO ESPÍRITO SANTO, O MÚNUS (OFÍCIO) SACERDOTAL DE CRISTO, NA IGREJA, PARA A SANTIFICAÇÃO DO HOMEM E A GLORIFICAÇÃO DE DEUS”.
  2. 2. FUNDAMENTAÇÃ O TEOLÓGICA
  3. 3. • A tradução grega do Antigo Testamento cita a Liturgia como “um serviço religioso prestado pelos levitas a Javé”, começado na tenda e depois continuada no templo de Jerusalém. • A Catequese dos Apóstolos (Didaquê) traz o termo Liturgia referindo-se à celebração da Eucaristia (n.14).
  4. 4. • No Antigo Testamento foram criados os ritos para os sacrifícios (holocausto, expiação, oblação) dirigidos a Deus no Templo. • Jesus não manifestou oposição ao culto. Pelo contrário, segundo as escrituras, ele ia à Sinagoga no sábado (Jesus era judeu) e dele participava, como está escrito em Lc 4, 16-21. Consta que o culto judaico nas sinagogas incluía leituras, cântico dos salmos e a ação de graças a Deus. • Conclui-se, portanto, que a ação litúrgica, com gestos, ritos, orações e cânticos já faziam parte da tradição do povo irmão de Jesus e que a Igreja deu continuidade, adequando-a cada dia mais, à medida que o conhecimento sobre Deus crescia. • Nos Livros do profeta Isaías, Is 6 e Ap 4, 8, é citado o louvor eterno feito a Deus no céu, a Liturgia celeste, por isso nós, na terra, juntamos nossas vozes às dos anjos para proclamar “Santo, Santo, Santo...”.
  5. 5. LITURGIA DOS SACRAMENTOS • Os sacramentos são sinais sensíveis, visíveis e invisíveis, instituídos por Deus para nossa santificação e salvação. À medida que os recebemos nos aproximamos mais de Deus. • Jesus confiou à sua Igreja a administração dos sacramentos aos seus seguidores, cabendo a ela também criar e zelar pelos ritos, orações, porque na administração deles Deus se faz presente. Para administração de cada Sacramento há um rito litúrgico.
  6. 6. • O Sacramento mais importante na vida da Igreja é o Sacramento da Eucaristia, a Santa Missa. É o ponto alto de toda a ação da Igreja pois nela está o centro de nossa fé. • Na Santa Missa, o sacrifício de Jesus é renovado, é tornado novamente real, ou seja, o Senhor novamente é sacrificado sobre nossos altares diante de nossos olhos, para a salvação dos que nele crerem, porém de forma incruenta, sem derramamento de seu preciosíssimo Sangue.
  7. 7. • Todos os Sacramentos são muito importantes na vida da Igreja, povo de Deus, pois deles nos vem a graça santificante. Por isso todo respeito e dignidade devem ser presentes na sua administração e recepção, pois não se trata de um acontecimento social como tem sido levado a entender nas celebrações de Batismo, Eucaristia, Crisma, Matrimônio. • Deve ser valorizada a proclamação da Palavra de Deus que deve estar presente em toda ação litúrgica, as orações e os ritos, como uma ação sagrada e não um momento para “só fotografar e ser fotografado” (valores passageiros), mas para receber de Deus a Sua Graça, que vale por toda a vida.
  8. 8. A TERRA UNE-SE AO CÉU NUM ÚNICO LOUVOR
  9. 9. IMPORTÂNCIA DA LITURGIA NA VIDA DA IGREJA • Da terra sobe um único louvor a Deus nas alturas! • Pela ação litúrgica, com as mesmas orações e cânticos de louvor a Igreja ser dirige a Deus Pai. “A uma só voz” a terra se une ao céu num único louvor; o céu desce até o meio da assembléia litúrgica e Deus se faz presente junto do povo, a quem dirige Sua Palavra e dá Seu Filho no Sacrifício Eucarístico.
  10. 10. • Pela ação litúrgica os rebanhos se reúnem ao redor de seus pastores (os Bispos, sucessores dos apóstolos) e estes grandes rebanhos, ao redor do Papa, representante de Cristo Bom Pastor na terra. • A Liturgia não tem dono particular; ela é da Igreja Católica e ninguém tem autoridade para nela fazer qualquer alteração. Nem mesmo o Papa tem autoridade para isso. Portanto, seguir as normas da Igreja para a realização do culto é sinal de humildade, obediência, fidelidade e unidade. Obedecer as normas litúrgicas é sinal de fidelidade a uma confiança depositada.
  11. 11. A PALAVRA DE DEUS NA LITURGIA • A Palavra de Deus escutada e acolhida transforma. É da escuta e acolhida da Palavra que o homem se dirige para a Igreja e dela participa em comunhão com os irmãos, daí a importância do anúncio, porque dele resulta que, quem a acolhe passa a buscar as coisas do alto e se põe a serviço dos irmãos.
  12. 12. O PRÓPRIO DEUS NOS FALA • Deus é Palavra, o Verbo, e da Palavra tudo se fez. • Desde o princípio de tudo Deus fala a seu povo; primeiro falou ao homem no Éden (Gn 2, 16-18 e Gn 3, 8-19), e mesmo tendo o homem se afastado, Ele continuou a lhe falar e a orientar através dos profetas. E no cumprimento dos tempos, o próprio Deus desceu do céu e veio pessoalmente falar ao povo.
  13. 13. O FILHO NOS EXPLICA AS ESCRITURAS, FAZENDO O NOSSO CORAÇÃO ARDER. Lc 24, 13-35
  14. 14. • Atualmente é no culto, na ação litúrgica com o povo reunido que ouvimos a Palavra de Deus. Ele se faz presente nas proclamações feitas pelas bocas dos leitores, e o Filho, Jesus Cristo, nos explica as Escrituras, falando do Reino de Deus. • Jesus se faz presente no meio da assembléia, porque ele mesmo disse “Porque onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome , eu estarei no meio deles” (Mt 18, 20).
  15. 15. PALAVRA DE DEUS E EUCARISTIA • A Palavra, o Verbo, se fez carne e habitou entre nós. • O homem tentou calar a Palavra pregando-a numa cruz, ma antes que isso acontecesse, a Palavra tornou-se Pão e deixou seu Espírito com pessoas de sua confiança para continuarem a missão de anunciar o reino de Deus, seu plano de salvação para a humanidade.
  16. 16. AS MESAS DA PALAVRA E DA REFEIÇÃO
  17. 17. • No espaço onde ocorre a celebração litúrgica (espaço celebrativo), duas mesas se fazem presentes: a mesa da Palavra (ambão) e a mesa do sacrifício (altar). • Estas duas mesas têm idêntico grau de importância e não podem ser separadas, porque da Palavra (Deus) nos foi dado o Pão Vivo, o Corpo de Cristo, a Eucaristia. • Toda reverência e respeito devem ser dados às duas mesas. Ao altar por ser onde ocorre o sacrifício de Nosso Senhor e Ao ambão, porque é dali que Deus nos fala na proclamação da Palavra. • Os dois móveis são para uso na Liturgia, são abençoados e não devem ser usados para outras finalidades que não sejam para as quais foram destinados. Portanto, o ambão não deve ser usado para dar avisos ou para comentários, mas para a proclamação das leituras bíblicas, do Salmo, do Evangelho e leitura das preces da assembléia.
  18. 18. MINISTÉRIOS
  19. 19. • Hoje é bem comum ouvirmos muitas igrejas e pessoas usarem a palavra ministério. • A palavra ministério, na Bíblia, na maioria das vezes em que aparece, significa serviço. No Novo Testamento a palavra grega para ministério é “diakonia” e indica a prestação de algum tipo serviço ou trabalho. • O ministério padrão para os outros ministérios é o de Jesus Cristo, que também teve seu ministério: “Ora, tinha Jesus cerca de trinta anos ao começar o seu ministério….” (Lc 3. 23)
  20. 20. • Assim, quem tem um ministério é um trabalhador, um servo voltado a agradar a Deus com aquilo que faz, com seu serviço. Quem tem um ministério tem o seu foco no próximo, no servir da melhor forma possível com o dom que Deus lhe deu. • Deve-se ter todo o cuidado para não tornar o ministério “uma prestação de serviço”, algo obrigatório pois, antes de tudo o ministério é um serviço a Deus e aos irmãos. • Hoje em dia, infelizmente, muitos têm usado essa palavra para mostrar certo status por pertencer ao ministério “a” ou “b”, o que foge totalmente do ideal bíblico. • Aquele que tem um ministério é comumente chamado de ministro.
  21. 21. • No documento “Missão e Ministério dos Cristão”, a CNBB diz assim sobre os ministérios: • 84. Ministério é, antes de tudo, um carisma, ou seja, um dom do Alto, do Pai, pelo Filho, no Espírito, que torna seu portador apto a desempenhar determinadas atividades, serviços e ministérios em ordem à salvação.,, • Na verdade, todos os carismas, serviços e ministérios de que a Igreja é dotada pelo Espírito para cumprir sua missão se complementam, cooperam uns com os outros e se integram, como os membros de um corpo; no respeito ao
  22. 22. • 85. Nem todo carisma, porém, é ministério...seu portador deve aspirar ao dom maior que é o amor. Mas só pode ser considerado ministério o carisma que, na comunidade e na vista da missão da Igreja no mundo, assume a forma de serviço bem determinado, envolvendo um conjunto mais ou menos amplo de funções...e seja acolhido e reconhecido pela comunidade eclesial. • 86. A recepção ou reconhecimento do ministério pela comunidade eclesial é essencial ao ministério, porque este é uma atuação pública e oficial da Igreja, tornando seu portador seu representante.
  23. 23. MINISTÉRIOS PARTICULARES SEGUNDO A INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO - ACÓLITO - LEITOR OBS: Na ausência do acólito e do leitor instituídos, um leigo devidamente preparado pode assumir o serviço.
  24. 24. MINISTÉRIOS NA LITURGIA SEGUNDO O GRAU DE ENVOLVIMENTO • MINISTÉRIOS CONFIADOS (TEMPORÁRIOS OU NÃO) • MINISTÉRIOS INSTITUIDOS (LEITOR E ACÓLITO) • MINISTÉRIOS ORDENADOS (EPISCOPADOPRESBITERADO - DACONADO)
  25. 25. MINISTÉRIOS LEIGOS • O Concílio Vaticano II, inspirado pelo Espírito Santo, reconheceu a importância da presença e atuação do leigo na vida da Igreja. Reconheceu que este exerce um sacerdócio régio (comum) como batizado em Cristo Jesus, destaca que o leigo tem missão e participação na vida eclesial, cabendo a ele funções de auxílio aos ministros consagrados à ordem. • A partir do CVII mais e mais os leigos vêm tomando consciência de que são continuadores da missão de Jesus como evangelizadores e ao mesmo tempo como participantes e servos no culto litúrgico dos sacramentos.
  26. 26. • O termo “ministério” é amplo e complexo e dentro da Igreja há uma diversidade de ministérios leigos, sendo os mais comuns em nossa Paróquia: - Ministérios pastorais: Pastoral Família, Catequese, Pastoral da saúde, Pastoral da criança... - Ministérios sacramentais: Ministério da Palavra, Ministério da distribuição da Comunhão, Ministério do Batismo... - Ministérios de coordenação: coordenadores de pastorais e grupos atuantes. - Ministérios litúrgicos: leitor, animador, equipe de liturgia, salmista... - Ministérios de animação: animador do dízimo, animador de comunidade...
  27. 27. MINISTÉRIOS LEIGOS NA LITURGIA
  28. 28. MINISTÉRIOS LEIGOS NA LITURGIA • Para um bom andamento das ações litúrgicas dos sacramentos, a Igreja conta com a participação dos fiéis leigos no exercício dos vários ministérios; desde quem cuida da limpeza e organização, de quem prepara a celebração, até quem a preside. • É esperado que quem assume um serviço na liturgia faça bem a sua parte e somente o que lhe compete. • Nas celebrações eucarísticas e da Palavra de Deus nas comunidades da Paróquia Santo Antônio, são exercidos pelos leigos os seguintes ministérios: • - Animador (comentarista) • - Leitor (leituras bíblicas e preces) • - animador do canto • - Coroinhas • - Ministério Extraordinário da Palavra e da Distribuição da Comunhão • - Equipe de liturgia • - Equipe de acolhida • - Equipe para coleta das ofertas
  29. 29. 2 LITURGIA E COMUNICAÇÃO
  30. 30. LITURGIA E COMUNICAÇÃO - Comunicar não é só dialogar, conversar ou informar; é mais um compartilhamento de informações, que tem por finalidade tirar do isolamento, chamando à participação. - Ocorre de forma unilateral ou recíproca; direta ou indireta (Missa pela TV); pública ou privada/ verbal ou não verbal/ em pequenos ou grandes grupos. - No processo de comunicação há um emissor (que envia um código ou sinal) e um receptor.
  31. 31. TEOLOGIA DA COMUNICAÇÃO • A comunicação não é simples movimento psicológico próprio da natureza humana. Trata-se na verdade de uma categoria fundamental da revelação cristã. Deus revela sua própria essência: seu amor trinitário. Na encarnação do Verbo podemos dizer que Deus se faz audiovisual. Através desse meio Ele se comunica à humanidade. Na vinda de Jesus Cristo ocorre o maravilhoso encontro entre céu e terra, numa comunicação que ultrapassa limites do tempo e do espaço. É assim que Deus adapta-se à linguagem que os seres humanos são capazes de entender e aos meios com os quais se comunicam. (padre José Candido - fórum de Liturgia CNBB-L2 setembro/2011)
  32. 32. COMUNICAÇÃO NA LITURGIA - A comunicação na Liturgia é diálogo amoroso de Deus com seu povo pela mediação de Jesus Cristo. Na Liturgia, a comunicação deve criar comunhão, através da participação no Mistério Pascal. A comunicação na Liturgia se realiza por códigos diferentes: palavras, silêncio, gestos, símbolos, espaço e tempo, luz, cores, pessoas, atitudes, postura, modo de vestir, objetos, ornamentação, sons imagens... - Tudo o que é estranho à comunicação, que nela interfere de modo direto ou indireto, é chamado “ruído”. - Ruído, em comunicação, é tudo aquilo que impede a correta veiculação da mensagem. Os ruídos vão desde os chiados e microfonias, postura fria do presidente da celebração, barulho de carros, gente entrando e saindo, crianças correndo, ambiente sujo, conversas colaterais, roupas indecentes e exibicionismos, improvisação, homilia longa e desencarnada da realidade, cânticos inadequados, desconhecidos e desafinados, falta de acolhimento... - A Liturgia que não comunica, não transforma, não liberta, não celebra, não salva.
  33. 33. A PRÁTICA LITÚRGICA • Em um contexto de comunicação, a Liturgia é expressão da experiência de Deus; é oração. É desejável que haja exatamente contraste entre a dissipação e o barulho do mundo que cansa, estressa, esgota e um clima de paz interna e externa. • Um ambiente predominantemente de recolhimento é que devemos buscar na casas do Senhor, porém, não tem sido assim. • A Liturgia não é morta (ou seca como se diz por ai) por ser tranqüila, serena e profunda. É morta quando inadequada, sem fé e sem compromisso real com a vida cristã. • Liturgia é celebração da vida comunitária. • Neste sentido, na Liturgia, os gestos, a postura, os sinais significam o valor que o corpo, a corporeidade, possuem enquanto consagrados e destinados à glorificação. • Nas nossas celebrações vivemos a experiência da gratuidade. Da relação com Deus nós nos damos uns aos outros no serviço do culto. São gestos feitos em comunidade que nos juntam aos anjos e santos nos louvores ao Pai.
  34. 34. A PRÁTICA LITÚRGICA • A santa missa cura e liberta, sim, mas para que isso aconteça ela tem que ser desejada e participada. A eficácia da missa pode ser conseguida a partir das palavras de Jesus ao manifestar o desejo de comer a páscoa com seus amigos. Cura e libertação vêm da fé, da escuta da Palavra e do alimento que é o Corpo e Sangue de cristo. • Em nossas celebrações está faltando o silêncio para a manifestação de Deus na assembléia. A ilusão de que a barulheira ali, como é feita nos templos protestantes criam uma falsa ilusão da intimidade com Deus. Vivemos um excesso de barulho e de intromissões (ruídos) que nos desviam do caminho na nossa relação com o sagrado.
  35. 35. NIVEIS DA COMUNICAÇÃO NA LITURGIA A - comunicação de Deus com o homem B - comunicação entre os homens C - algumas exigências indispensáveis: fazer bem feito tudo o que é pedido.
  36. 36. FUNÇÕES DA COMUNICAÇÃO NA LITURGIA - INFORMATIVA - CONITIVA OU INCITANTE - ESTÉTICA E PERFORMATIVA .Conitiva: busca mobilizar a atenção do receptor produzindo um apelo ou uma vontade.
  37. 37. CÓDIGOS DE COMUNICAÇÃO USADOS NA CELEBRAÇÃO LITÚRGICA A - COMUNICAÇÃO SONORA B - COMUNICAÇÃO VISUAL C – COMUNICAÇÃO MEDIANTE OUTROS SINAIS
  38. 38. IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NA LITURGIA • Como dito anteriormente, uma boa comunicação na Liturgia contribui para que a Palavra de Deus chegue clara aos ouvidos dos fiéis, seja acolhida nos corações e leve à missão junto aos irmãos. • Se não há uma boa comunicação, não há transformação, não há libertação nem salvação; a Liturgia se torna ineficaz.
  39. 39. 3 ORIENTAÇÕES GERAIS PARA UM BOM EXERCÍCIO DOS MINISTÉRIOS
  40. 40. Nesta apresentação veremos algumas orientações para o bom exercício dos ministérios citados aqui. No material escrito há um maior e melhor destaque para que os envolvidos possam ter conhecimento do que se espera de sua ação ministerial e busquem bem exercê-la.
  41. 41. EXERCER UM MINISTÉRIO É: 1- Colocar-se como servo da comunidade reunida; 2- Colocar seus carismas (dons) a serviço de Deus em favor da comunidade. 3- Doar-se com humildade, amor e disponibilidade; 4- Ter consciência de estar lidando com o sagrado (a Liturgia) e não com uma coisa qualquer; 5- Ser fiel às normas litúrgicas para o serviço que a Igreja lhe confia; 6- Saber se portar no espaço celebrativo como um convidado de Jesus para junto com o povo glorificar a Deus;
  42. 42. EXERCER UM MINISTÉRIO É: 7- Agir com dignidade, sobriedade e seriedade em relação ao sagrado; não se trata de brincadeira; 8- Não se esquecer de que não está num palco, teatro ou show de auditório; 9- Não se esquecer de que a ação litúrgica é para Deus, então deve-se fazer o melhor; 10- Não se esquecer de que exerce um ministério na celebração litúrgica, mas também faz parte da assembléia; 11- “Cante a Liturgia” e não “cante na Liturgia”; 12- Preparar-se em formações bíblicas e litúrgicas, ler e praticar a Palavra de Deus; 13- Preparar-se com a equipe de celebração, conhecendo o que ocorrerá na ação litúrgica;
  43. 43. EXERCER UM MINISTÉRIO É: 14- Conhecer o que será lido é fundamental para a correta proclamação e compreensão pela assembléia. 15- Sanar qualquer dúvida sobre o texto bíblico, principalmente com relação a nomes, termos ou referências. Procure alguém da comunidade ou o próprio padre. 16- Não troque palavras do texto bíblico, como: - Isaac por Isac - Antioquia por Antióquia - Abrão por Abraão ou Abraão por Abrão 14- Buscar não tornar-se um ruído na celebração, usando traje inadequado para o ambiente, evitando tudo o que for possível para não chamar a atenção para a sua pessoa; 15- Fazer na celebração litúrgica somente o que lhe compete; 16- Chegar mais cedo ao local da celebração, entrar em clima de oração e preparação para exercer seu ministério;
  44. 44. ORIENTAÇÕES GERAIS PARA O BOM EXERCÍCIO DOS MINISTÉRIOS 1- Passe a impressão de absoluta calma; mantenha a cabeça erguida; 2- Use roupas coerentes com a ocasião. -Não se vai à praia usando terno, assim como não se participa de uma missa usando biquíni ou bermuda e camiseta. O ambiente, a ocasião e o que se celebra requer sobriedade no vestir. 3- Distribua o peso sobre as duas pernas. -A posição com uma perna para o lado ou para frente ou para trás denotam um desequilíbrio que chama/desvia a atenção da assembléia. 5- Erga a cabeça e mantenha costas retas. -Cabeça baixa, além de dar a impressão de que a pessoa parece estar querendo se esconder atrás do ambão, leva à compressão das cordas vocais e diminuição da passagem do ar. 6- Colocar as mãos sobre a estante -Permaneça com as mãos nos bolsos, ou cruzando os dedos não contribuem para diminuir o nervosismo. O melhor é por as mãos sobre o ambão ou sobre o livro litúrgico usando o recurso de acompanhar a linha lida com os dedos. 7- Respire o mais tranqüilo que puder.
  45. 45. ORIENTAÇÕES GERAIS PARA O BOM EXERCÍCIO DOS MINISTÉRIOS 8 - PARA AS MULHERES: - É conveniente adotar ações que evitem a introdução de ruídos na celebração ou que atrapalhem o que irá fazer.Exemplos: - Use roupas adequadas para o ambiente. Ninguém vai à praia usando terno completo e sapatos, vestido longo; assim, quem vai participar da Santa Missa ou da Celebração da Palavra de Deus deve se vestir de modo adequado pois está indo ao encontro com o Senhor. Afinal, é o dia Dele, festa religiosa e não uma festa mundana. - Use o cabelos presos, evitando que eles caiam e levem a ficar buscando acertá-los a toda hora. O cabelo pode deslizar sobre o Lecionário e interferir na leitura, além de ser distração para a assembléia. - Evite roupas inadequadas e indecentes que requeiram um ajuste a toda hora como as blusas que insistem em mostrar a barriga de fora. - Use discretamente no batom, a maquiagem e os adornos para não chamar a atenção para si.
  46. 46. MINISTÉRIO DO ANIMADOR • A função do animador com seus comentários é introduzir a assembléia no mistério celebrado, desde o acolhimento até a despedida,cabendo-lhe o serviço de fazer pequenas, simples e claras intervenções em determinados momentos da ação litúrgica. • O comentário não é parte essencial da liturgia, pois pressupõe-se que a comunidade entenda o que celebra e saiba os momentos que constituem o ato litúrgico e a parte que lhe cabe. • As intervenções ou admoestações feitas pelo animador dentro da celebração devem ser feitas de um lugar apropriado para isto e nunca do ambão.
  47. 47. MINISTÉRIO DO ANIMADOR ATUALMENTE COMPETE A QUEM EXERCE O MINISTÉRIO DO ANIMADOR FAZER: 1 - Comentário inicial ou monição inicial e anunciar alguma intenção. 2 - Motivar a participação da assembléia no acompanhamento da procissão de entrada.
  48. 48. MINISTÉRIO DO ANIMADOR 3 - Introdução à Liturgia da Palavra 4 - Introdução à Liturgia Eucarística Em algumas paróquias, em consenso com o pároco, não é feita a introdução à Liturgia Eucarística 5 - Comentário final 6 - Alguma participação nos ritos do Batismo ou da Crisma dentro da Missa.
  49. 49. ORIENTAÇÕES PARA OS ANIMADORES 1- Peça a Deus para te abençoar no exercício do seu ministério; 2- Leia ou faça seu serviço dando atenção para a assembléia; é para ela que você se dirige; 3- Busque não ser profissional, mas um servo que, com seus comentários conduz o povo à vivência do mistério celebrado; 4- Aprenda a usar bem o microfone; 5- Se tiver dificuldades com leitura, fala ou postura, procure ajuda;
  50. 50. ORIENTAÇÕES PARA OS ANIMADORES 6- Evite palavras de ordem: “de pé”, “todos”, “agora vocês”, “vamos receber”, “vamos acolher”; 7- Convide apenas o povo a acompanhar a procissão de entrada, cantando; 8- Evite tornar-se um ruído na celebração; 9- Mesmo exercendo um ministério na celebração você faz parte da assembléia; 10- Não invente nada a pretexto de estar fazendo algo bonito;
  51. 51. MINISTÉRIO DO LEITOR DAS LEITURAS BÍLICAS • Esse é um ministério de grande importância e valor dentro de uma celebração litúrgica, seja da Santa Missa, celebração da Palavra de Deus ou da celebração de um dos Sacramentos e pede uma grande atenção, pelo seu significado. Quem o exerce deve ter a consciência de que está proclamando Palavra de Deus; não está lendo um texto qualquer. É Deus falando ao povo através de sua boca, de modo que, toda a preparação e dedicação ainda pode ser pouco diante da dignidade do seu ministério. • Quem faz as proclamações das leituras na celebração litúrgica deve saber ler, com boa pontuação, dicção, ler com calma, de modo pausado, com bom volume de voz para que todos possam escutar e entender o que Deus fala. Deve se preparar com bastante antecedência, de pelo menos 5 dias antes, fazendo a leitura por várias vezes, fazendo a leitura orante da Palavra de Deus para que, no exercício do seu ministério leve o povo a orar, atingindo os corações com as palavras.
  52. 52. • A preparação dever ser feita inclusive tirando dúvidas sobre palavras desconhecidas ou que gerem dúvidas. Não é bom que se dirija ao ambão com dúvidas. • Cabe lembrar aqui que as leituras bíblicas devem ser proclamadas diretamente do ambão, que é a Mesa da Palavra, e não de outro lugar; devem ser lidas do Lecionário e não do folheto litúrgico ou livreto da Liturgia Diária.
  53. 53. ORIENTAÇÕES PARA OS LEITORES 1- Entregue seu ministério nas mãos de Deus; 2- Prepare-se com a equipe de liturgia; 3- Prepare-se pessoalmente com pelo menos 5 dias de antecedência, lendo e refletindo o texto que proclamará; 4- Leia também os outros textos que serão proclamados; 5- Prepare-se pela leitura orante da Palavra de Deus, buscando vivenciá-la;
  54. 54. ORIENTAÇÕES PARA OS LEITORES 6- Tire dúvidas sobre palavras diferentes ou difíceis de se pronunciar; não suba ao ambão com dúvidas; 7- Evite ser ruído na celebração; 8- Sirva com amor e humildade; 9- Ao fazer uma leitura bíblica na assembléia litúrgica, não se esqueça: você está proclamando Palavra de Deus;
  55. 55. ORIENTAÇÕES PARA OS LEITORES 9- Proclame a Palavra de Deus diretamente do Lecionário; 11- Não mude as palavras que estão no texto; 12- Após a leitura, diga a aclamação “Palavra do senhor”, do jeito que está no Lecionário; 13- Não é preciso anunciar “primeira leitura” ou “salmo responsorial”; proclame somente “Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos”. 10- Se tiver dificuldades com leitura, fala ou postura, procure ajuda;
  56. 56. MINISTÉRIO DO SALMISTA: LEITOR OU CANTOR DO SALMO • O ministério do cantor/leitor dos Salmos é um dos mais importantes que podem os leigos exercerem na celebração litúrgica. • Quem percebe em si mesmo esta espécie de luz divina que é a vocação para o serviço litúrgico, como o salmista, busca usar bem esse talento, colocando-o a serviço do próximo e de toda a comunidade. Esse ministério é para ele um ato de culto e de religião, pronto para estimular o povo na profissão de fé e na prática da piedade. • O salmista tem que acreditar e entender o que está cantando o Salmo, para poder apresentá-lo a Deus como se fosse uma oração ou uma oferenda. Ele vai se formando e crescendo no seu ministério à medida que vive sua fé. • Os Salmos são uma coleção de cânticos dirigidos a Deus. É Palavra de Deus e deve ser proclamada com toda a dignidade que ela merece.
  57. 57. PARA CONHECER: - SALTÉRIO: é a coleção de 150 Salmos que estão na Bíblia Sagrada. - SALMO: é a leitura cantada, acompanhada ou não por um instrumento musical, ou seja, Salmo é a letra que será cantada. O Salmo pode também ser recitado, mas que se cante pelo menos a parte responsorial pela assembléia. Na celebração litúrgica é um prolongamento da primeira leitura, em sentido lírico e meditativo. - SALMODIA: é a parte musical ou a forma de cantar o Salmo. - SALMISTA: é quem exerce o ministério de proclamação do Salmo. - SALMODIAR: é uma arte e quem exerce esse ministério deve ter a consciência de que está proclamando Palavra de Deus e não simplesmente cantando uma música qualquer. Precisa também saber que o Salmo é uma leitura bíblica da Liturgia diária e que não pode ser trocado por uma outra oração, canto ou leitura qualquer. Deve ser mantido e proclamado na íntegra, como as outras leituras. - A origem dos Salmos e do ministério do salmista remontam a antiguidade do povo de Israel, onde eram proclamados nas Sinagogas com a mesma missão: levar o povo a orar a Deus pela proclamação cantada de Sua Palavra.
  58. 58. ORIENTAÇÕES PARA RECITA OU CANTA O SALMO • O salmista realiza um serviço para a assembléia, ajudando para que a Liturgia flua livremente e conecte-se com os fiéis reunidos em torno de Jesus Cristo. A Instrução Musicam Sacram diz no número “15. Os fiéis cumprem a sua ação litúrgica mediante a participação plena, consciente e ativa que a própria natureza da liturgia requer; esta participação é um direito e um dever para o povo cristão, em virtude do seu Batismo”. 1- Deve estar sempre em formação e oração (leitura orante), buscando ajuda naquilo que lhe for necessário para bem exercer seu ministério, sabendo que, para cantar com o espírito requer também a conversão, a fé. 2- O salmista deve ter formação litúrgica e bíblica adequada para poder desempenhar perfeitamente sua função religiosa, não somente acrescentando mais beleza à ação sagrada e dando exemplo aos fiéis, mas levando-os a adquirirem os frutos espirituais advindos da celebração.
  59. 59. 3- Para bem exercer esse ministério a pessoa deve saber ler, com boa pontuação, boa dicção e entonação, além de ter uma boa voz e saber cantar. 4- Saber ler, cantar bem ou tocar um instrumento não torna a pessoa um salmista. Antes, estas qualidades devem estar nos caminhos do Senhor e ter compromisso real com a Igreja, ao próximo e amor a Deus, para ser digno de proclamar Sua Palavra. 5- O salmista, deve estar em oração permanente e antes de cantar um Salmo na celebração litúrgica, deve refletir e orar, pedindo a Deus que o guie na missão que Ele está te dando de levar Sua Palavra a toda a assembléia. 6- Deve-se evitar o uso de melodias de músicas que não sejam de ordem sacras, litúrgicas. Não faça paródias. 7- Evite o estrelismo. Você proclama cantando para Deus. Não é show ou apresentação de palco.
  60. 60. 8- O canto deve ser ungido, a melodia digna de ser usada na proclamação da Palavra de Deus. 9- Cante em tom orante e leve o povo também a orar durante a proclamação. 10- Salmo não é uma música; é Palavra de Deus cantada. Não tem arranjo, nem improvisações ou entradas de outros instrumentos, mas, sim o acompanhamento (somente isso) e é limitado à recitação do texto bíblico. Não cabe na proclamação do Salmo ficar repetindo partes para “tornálo mais bonito” ou para seguir o instrumentista, nem há participação do coral com acréscimos de vozes (uh, uh...ah, ah...). Na sua proclamação somente cantam o salmista e a assembléia. Não é show ou apresentação de palco. 11- Terminado o último verso e cantada a resposta, encerrase a proclamação do Salmo. 12- A voz do salmista não deve ser sobreposta pelo som do instrumento que o acompanha.
  61. 61. 13- Obedeça as normas litúrgicas, não mude o texto nem troque o Salmo por outra leitura. Proclame o Salmo para o dia, como está no Lecionário. 14- O salmista deve cantar o Salmo desde o ambão e manter-se ali, durante a proclamação, numa atitude de oração profunda, inspirando a todos a também estarem em oração. 15- Não deve nunca dizer palavras de ordem, como “todos” ou “agora vocês”, para indicar ao povo que deve cantar a resposta. Sua entonação de voz ao concluir o verso deve sugerir ao povo que é o momento de fazer a sua parte. 16- Cante ou recite o que lhe compete. Quem proclama o Salmo não deve cantar ou dizer a resposta, pois esta cabe unicamente à assembléia. O salmista canta ou recita o verso e a assembléia dá a resposta a Deus.
  62. 62. 17- Não deve deixar o ambão enquanto a assembléia não concluir a última resposta do Salmo. 18- Se optar pelo acompanhamento de um instrumento musical, ensaie com quem o tocará. Não use orquestra ou coral, pois quem canta é o salmista e a assembléia responde; 19- O instrumento usado deve ser preferencialmente de cordas ou órgão (instrumento oficial da Igreja) e tocado de modo suave somente para acompanhamento; 20- Preferindo, cante sem acompanhamento de um instrumento musical;
  63. 63. MINISTÉRIO DA PRESIDÊNCIA DA ASSEMBLÉIA REUNIDA • O Concílio Vaticano II reconheceu o sacerdócio régio de todo batizado como membro do Corpo de Cristo. O ministro leigo que exerce o ministério da Palavra, devidamente confiado pela Igreja, age na “pessoa de Cristo” ao presidir a celebração. • Cerca de 70% delas são privadas da presença de um sacerdote aos domingos e se reúnem para celebrar o dia do Senhor sob a presidência de um ministro leigo. • É ele quem proclama e fala ao povo na homilia, como Jesus se dirigia aos que o escutavam. • Para que o ministro leigo possa exercer de modo digno e confiável seu ministério, cabendo a ele a proclamação da Palavra de Deus, deve-lhe ser dada a devida formação, porque tem-se observado a presença de muitas distorções em nossas celebrações. Não se entende como e por quê, certas intromissões alterem o sentido delas.
  64. 64. • Muitos sacerdotes e ministros leigos, agindo de modo contrário às orientações da Igreja, promovem ou são coniventes com intromissões e ruídos na Liturgia, a pretexto de estarem vivendo a inculturação ou buscando uma maior e melhor participação da assembléia. Incentivam certos gestos que não condizem com a índole do povo. • Muita coisa vem das celebrações pela TV, feitas por presbíteros que não dão a devida atenção ao estrago na Liturgia na vida das comunidades, que adotam as ações mostradas por acharem-nas bonitas, alegres e animadas. • Em muitas delas observam-se gritos, falas desconexas, gestos e danças que não combinam com o nosso jeito de Igreja celebrar. E assim os desvios vão acontecendo e nossos fiéis ficam no meio de toda essa confusão que é colocada na cabeça do povo.
  65. 65. • A celebração dominical deve ser vivida como uma festa da comunidade e para que assim ela aconteça, a pessoa que a presidirá deve ter alguns cuidados. • Deve ter sempre em mente que é a assembléia quem celebra e esta merece uma celebração digna, sóbria e que o ministro que preside é servo, não ator, apresentador de televisão ou animador de auditório.
  66. 66. ORIENTAÇÕES PARA OS MINISTROS EXTRAORDINÁRIOS DA PALAVRA 1 - Primeiramente não se esqueça que você é servo da comunidade e que é instrumento de Deus na presidência da celebração. 2 - Participe da preparação da celebração com a equipe de liturgia e prepare-se pessoalmente fazendo a leitura orante dos textos bíblicos; prepare a homilia com bastante carinho mas nunca sem pedir as luzes do Espírito Santo; prepare seu coração para a festa, como o desejo de encontrar o Senhor na celebração de Sua Páscoa. 3 - Não se deixe dominar por tensões, angústias ou problemas. Entregue-os ao Senhor para poder presidir a celebração com serenidade. 4 - Como servo da comunidade, deixe que o Espírito Santo o guie para que celebre com simplicidade e sobriedade. Cante e reze com amor e devoção, fale com calor humano guiado pelo amor de Deus.
  67. 67. 5 - Você, mais que presidir a celebração, preside um povo celebrante do qual você também faz parte. Portanto, celebre com a assembléia e não para ela. Participe! Não chame a atenção para a sua pessoa; use um tom de voz que inclua o povo. 6 - Permita a participação do povo na recordação da vida, no ato penitencial, na oração dos fiéis, no momento de lembrar os falecidos... 7 - Procure ser humilde como todo servo obediente, não buscando aparecer diante da assembléia. Diminua-se para que Jesus Cristo apareça. É Ele quem se faz presente ali. 8 - Como ministro da unidade, acolha e interligue as pessoas, valorize e articule os vários ministérios; uma a assembléia por Cristo, com Cristo e em Cristo, com o Pai na unidade do Espírito Santo.
  68. 68. 9 - Acolha o povo antes da celebração. Normalmente as pessoas gostam de poder se encontrar com quem irá presidir. Isso cria um clima de relação, facilita o contato e a empatia necessárias para que a celebração ocorra de modo mais digno e com a participação de todos. 10 - Lembre-se: o bom pastor conhece as ovelhas pelo nome. 11 - Nunca confunda Liturgia com show, com espetáculo. Quem exerce o ministério da presidência numa celebração não deve tomar aparência de um animador de programa de diversão. 12 - A Liturgia é uma ação sagrada. A atitude de quem preside deve, a qualquer momento, em tudo o que diz e faz (olhar, gestos, atitudes do corpo, palavras, tom de voz...) deixar transparecer o mistério de Cristo e levar a comunidade à adoração a Deus, à escuta de Sua Palavra, à comunhão de vida com Ele.
  69. 69. 13 - O estilo de presidir as celebrações seja pessoal, seu natural, autêntico, sem ser artificial, excêntrico, extravagante, requintado ou teatral. 14 - Cada pessoa tem sua maneira de ser, de andar, de falar, de orar...As mulheres têm características diferentes das dos homens; os jovens agem diferente dos adultos ou idosos. Não é bom imitar outras pessoas (o padre ou outros ministros, por exemplo). Seja você mesmo! 15 - Procure não ficar preso ao folheto litúrgico ou subsidio. Busque comunicar-se em tom pessoal, com convicção. 16 - Se você tem dificuldade de se expressar (fala, dicção, canto, atitudes e gestos do corpo), procure ajuda.
  70. 70. 17 - O ministro que preside exerce seu ministério sob confiança da Igreja. Deve, portanto, seguir as orientações e normas litúrgicas. 18 - Você é ministro da Igreja e não de um grupo, movimento ou pastoral. 19 - Festa em sentido litúrgico não significa barulho, movimento, agito, exaltação. Não confunda alegria com excitação; não tire os pés do chão da realidade. A alegria da ressurreição brota do mistério da cruz. 20- Em Liturgia, animar significa dar vida, manter vivo, e não agitar, o que tira da ação litúrgica seu caráter orante, contemplativo, de adoração.
  71. 71. 21- Cante com o povo no ato penitencial, na louvação, no cântico de ação de graças... 22- Não esconda a sua voz no momento dos cânticos, pois ela é um dom que Deus te deu e Ele quer te ouvir. 22- Diminua-se para que Jesus apareça, pois Ele é o centro da celebração. 23- Procure estar sempre em formação e em oração, para poder bem exercer o ministério que a Igreja lhe confia. 24- Seu ministério é pura doação e pede todo carinho e amor no seu exercício
  72. 72. CONSIDERAÇÕES FINAIS PARA O ENCONTRO DE HOJE
  73. 73. PRÓXIMO ENCONTRO: ORIENTAÇÕES PRÁTICAS PARA O BOM USO DA VOZ NA COMUNICAÇÃO LITÚRGICA
  74. 74. FIM DA PRIMEIRA PARTE OBRIGADO PELA ATENÇÃO E ATÉ O PRÓXIMO ENCONTRO, SE DEUS NOS PERMITIR.
  75. 75. FIM DA PRIMEIRA PARTE
  76. 76. PRÓXIMO ENCONTRO 4 ORIENTAÇÕES E EXERCÍCIOS PARA O BOM USO DA VOZ NA LITURGIA

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