Aula 5 o glocal

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Aula 5 da disciplina Teorias da Cultura e do Contemporâneo. Faculdade de Comunicação, UFPA, 1o semestre de 2011. Prof. Dr. Fábio Fonseca de Castro.

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Aula 5 o glocal

  1. 1. Teorias da Cultura e do Contemporâneo<br />Roteiro da Aula5<br />O “glocal”<br />29 de março de 2011<br />Prof. Dr. Fábio Fonseca de Castro<br />Faculdade de Comunicação - UFPA<br />
  2. 2. Um fenômenodaglobalização, aparentementeparadoxal:<br />a multiplicação dos sujeitosregionaiselocais.<br />
  3. 3. Porqueparadoxal?<br />Porque, afinal, a gobalizaçãonãoconteria, emsuaessência, umadinâmica de padronização? Então… comoexplicaressasrebeldiasaopadrão? Aoúnico, aoigual?<br />
  4. 4. O fenômeno:<br /> De fato, a importânciaqueosespaçoslocaiseregionaistêmganhonasociedadecontemporâneapareciainimaginávelháduasdécadas, quandoodiscursosobre a globalizaçãoapresentava-a como um fenômeno de padronização, superação de diferençasculturaisedadiversidadee de convergencia radical de processoseconômicos. <br />
  5. 5. Um exemplo no campo midiático:<br />O padrão global/local no conteúdodaredes de TV<br />Houveum momentoemque, emfunção das tecnologias de transmissãoedahegemonianorte-americana, se viu um fenômeno de nacionalizaçãonaprodução dos conteúdos. Hoje, háindícios de umareversãodessesfenômenos, com concessões a uma “vocação regional”.<br />
  6. 6. No Brasil, verificou-se a forte centralização da produção no eixo Rio / São Paulo durante um período de cerca de 50 anos.<br />Essa tendência, hoje, senão revertida, está sendo questionada. Bem menos na Amazônia dos que nas regiões Nordeste e Sul do país, mas, de qualquer forma, também na Amazônica, com suas peculiaridades.<br />
  7. 7. A interpretação de Fadulet Rebouças:<br />“As empresas locais, basicamente de constituição familiar (…) não querem ser tratadas como simples filiais ou representantes. Se comportam em relação aos grupos nacionais na busca de parcerias, não de dependência. O que buscam é uma margem de manobras suficiente que lhes permita dominar os mercados regionais, tendo como parceiros - mas não como matriz ou modelo - um ou mais dos grandes grupos de comunicações. Trata-se de uma negação subalterna” (2005).<br />
  8. 8. Esses autores também falam do sentimento de orgulho herdado da tradição colonial-agrária, que teria se perpetado nos grupos familiares que controlam as empresas de mídia da região Nordeste – um fenômeno menos perceptível na Amazônia, provavelmente em função de que o espaço realmente tradicional da região, correspondente à zona de colonização antiga do estado do Pará, mantem-se, contemporaneamente, economica e politicamente, confrontado pelo imenso arco da fronteira colonizadora.<br />
  9. 9. A questão da conexão e da negociação de sentidos entre o sistema-mundo e o sistema-local.<br /> Segundo Robertson (2000), o conceito de globalização tem como contrapartida fundamental a dimensão do local. É esse autor que propõe as noções de glocalização e de glocal – as quais dizem respeito às instâncias de negociação e mediação presentes na relação entre o mundo, o nacional e o regional/local.<br />

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