Aula 26 Jügen Habermas, um pensador da razão pública

5.608 visualizações

Publicada em

Aula do curso de Teoria da Comunicação. Prof. Fábio Fonseca de Castro

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
5.608
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
55
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
289
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Aula 26 Jügen Habermas, um pensador da razão pública

  1. 1. A Teoria Crítica Jürgen Habermas, um pensador da razão pública Aula 25 do curso de Teoria da Comunicação. Prof. Dr. Fábio Fonseca de Castro, Faculdade de Comunicação da UFPA, Dezembro de 2009
  2. 3. <ul><li>Habermas é um filósofo meticuloso e rigoroso, e por isso suas análises apresentam uma diversidade e uma profundidade conceituais que podem parecer intransponíveis. </li></ul>
  3. 4. <ul><li>A formação </li></ul><ul><ul><li>Estudou nas universidades de Zurich, Göttingen e Bonn, defendendo uma tese sobre Schelling aos 25 anos, em 1954. Em 1956 tornou-se assistente de Theodor Adorno na Universidade de Frankfurt. </li></ul></ul>
  4. 5. <ul><li>1962 </li></ul><ul><li>Publica “Mudança Estrutural na esfera Pública” </li></ul><ul><li>1963 </li></ul><ul><li>Publica “Teoria e Prática” </li></ul><ul><ul><ul><li>Essas obras demonstram um imenso esforço para superar as limitações neokantianas presentes na sua formação. Também assinalam um crescimento, conseqüente, de seu diálogo com a hermenêutica e com o pragmatismo; porém, de forma especial, com a obra de Hans-Georg Gadamer, o grande herdeiro do pensamento de Martin Heidegger. </li></ul></ul></ul>
  5. 8. <ul><li>1961 a 1964 </li></ul><ul><li>Professor de filosofia na universidade de Heildeberg. </li></ul><ul><li>1965 </li></ul><ul><li>Assume a cadeira de Filosofia Sociológica, antes ocupada por Max Horkheimer, na universidade de Frankfurt. </li></ul>
  6. 9. <ul><li>1968 </li></ul><ul><li>Publica “Técnica e ciência como ideologia” e “Conhecimento e interesse”. </li></ul><ul><li>1970 </li></ul><ul><li>Publica “Sobre a lógica das ciências sociais”. </li></ul><ul><ul><ul><li>Essas obras resultam da postura crítica que assumira, nos anos precedentes, em relação ao tema do positivismo. </li></ul></ul></ul>
  7. 10. <ul><li>1973 </li></ul><ul><li>Publica “A crise de legitimação no capitalismo tardio” </li></ul><ul><li>1976 </li></ul><ul><li>Publica “Para a reconstrução do materialismo histórico” </li></ul><ul><li>São obras que representam uma aproximação à lingüística e que, assim, resultam nas primeiras elaborações e materializações da sua “teoria do agir comunicativo”. Em paralelo, torna-se diretor do Instituo Max Planck, de Munique. </li></ul>
  8. 11. <ul><li>1981 </li></ul><ul><li>Publica “Teoria do agir comunicativo”, uma obra que pode ser considerada como a primeira sistematização do seu pensamento. </li></ul><ul><li>1984 </li></ul><ul><li>Publica um adendo ao livro de 81: “Estudos preliminares e complementos à teoria do agir comunicativo”. </li></ul>
  9. 12. <ul><li>A importância da lingüística na obra de Habermas decorre do fato de que esta ciência evidencia uma lei universal: a busca pelo entendimento recíproco por meio da linguagem. </li></ul><ul><li>A obra de Habermas se torna mais clara quando a compreendemos como um esforço de percepção da constituição intersubjetiva da sociedade. </li></ul>
  10. 13. <ul><li>Os 4 elementos centrais do pensamento de Habermas: </li></ul>
  11. 14. <ul><li>1. Percepção de que a Modernidade é um projeto traído, mas não concluído. </li></ul><ul><ul><ul><li>Ou seja, que há fenômenos patológicos na modernidade – os mesmos denunciados por seus antecessores na Teoria Crítica, ou seja, a perversão moderna que é a instrumentalização da razão. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Habermas diz que é necessário fazer um esforço dialético para resgatar o projeto abandonado da verdadeira modernidade: o da razão como instrumento do diálogo universal. </li></ul></ul></ul>
  12. 15. <ul><li>2. A superação da percepção de que a racionalidade é um processo centrado no sujeito. </li></ul><ul><ul><ul><li>Idéia com a qual supera a perspectiva monológica da filosofia do sujeito e, em o fazendo, cria um método de superação do ego cartesiano (a idéia do sujeito centrado em si mesmo), entrave fundamental das ciências sociais. </li></ul></ul></ul>
  13. 16. <ul><li>3. Produção de uma síntese entre o objetivismo do materialismo histórico e a hermenêutica do “mundo da vida”. </li></ul><ul><ul><ul><li>Explicando: Havia uma contradição entre essas duas esferas do pensamento, ou melhor, entre essas duas metodologias que concatenavam, na sua profundidade, posturas vistas como radicalmente diferentes. </li></ul></ul></ul>
  14. 17. <ul><li>Habermas desenvolve um conceito de sociedade que reúne as duas esferas e supera suas divergências metodológicas. Ele as conjuga, mostrando que os sistemas (o Estado, a burocracia, o mercado, a esfera pública, a empresa, etc) permeiam e são permeados pela percepção vivenciada pelos indivíduos na sua cotidianidade (o mundo da vida). </li></ul>
  15. 18. <ul><li>4. A proposta, ao mesmo tempo teórica e política do agir comunicativo. </li></ul><ul><ul><ul><li>Na qual se encontram duas coisas: </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>- A percepção de que a intersubjetividade pressupõe um esforço mútuo de compreensão e </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>- A proposta de que a percepção disso possa produzir uma dialética dialogal permanente, capaz de viabilizar a superação da razão instrumental e o resgate do projeto da modernidade. </li></ul></ul></ul>
  16. 19. <ul><li>Depois: </li></ul><ul><li>A partir dos anos 1980 Habermas retorma à universidade de Frankfurt, dela se aposentando em 1993. </li></ul><ul><li>Desde então, passou a dar cursos em várias universidades européias e norte-americanas. Na maturidade intelectual, aos 80 anos, produz mais do que nunca e participa ativamente do debate público europeu, emitindo sua opinião sobre múltiplos assuntos, da bioética à leis européias sobre a imigração. </li></ul>

×