Mídia eCultura na Amazônia<br />Roteiro da Aula 1<br />O horizonte da fenomenologia e a pesquisa em comunicação, cultura e...
Proposta da aula:<br />	1) Discutir o conflito epistemológico da pesquisa em comunicação e, em particular, o desafio de co...
A tese heideggeriana do Geworfenheit como utilitária para a exploração científica da comunicação<br />	- A noção de “preca...
Construindo uma oposição: epistemologia / hermenêutica<br /> - As limitações do conhecimento objetivante.<br />- A necessi...
O surgimento da Fenomenologia em Husserl<br />Husserl (1859-1938)<br />Consideração sobre 3 obras:<br />1901 – Investigaçõ...
Refletindo sobre os temas de Husserl<br /> <br />Pesquisar a Teoria da Consciência e ir além.<br />Ex do Sol: Vemos o sol ...
5 teses para entender a Fenomenologia<br />Tudo o que é dado à consciência é fenômeno.<br />A consciência não é um vazio q...
O método: a redução fenomenológica.<br />Significa: dirigir a atenção não para o percebido, mas para o processo da percepç...
Exercícios de conclusão<br />Por tudo isso, são vazias e grosseiras as concepções de que a consciência tenta “trazer à con...
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Aula 1 A fenomenologia e o horizonte da pesquisa em comunicação

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Aula 1 da disciplina Mídia e Cultura na Amazônia. Curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Comunicação, Cultura e Sociedade da UFPA, 1o semestre de 2011.

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Aula 1 A fenomenologia e o horizonte da pesquisa em comunicação

  1. 1. Mídia eCultura na Amazônia<br />Roteiro da Aula 1<br />O horizonte da fenomenologia e a pesquisa em comunicação, cultura e Amazônia<br />15 de março de 2011 <br />Prof. Dr. Fábio Fonseca de Castro<br />Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Comunicação, Cultura e Amazônia- UFPA<br />
  2. 2. Proposta da aula:<br /> 1) Discutir o conflito epistemológico da pesquisa em comunicação e, em particular, o desafio de construir o objeto tridentino (Comunicação, Cultura e Amazônia) proposto por nosso programa de pesquisa, mostrando a precariedade de toda forma “epistemológica” na abordagem dos problemas da comunicação.<br /> 2) Indagar sobre o que seria uma via hermenêutica – necessariamente oposta à via epistemológica – como alternativa para a superação desse impasse.<br /> 3) Refletir a respeito do papel da Fenomenologia como principal subsídio para a abertura dessa via hermenêutica no horizonte da pesquisa em Comunicação, em geral, e do objeto tridentino “Comunicação, Cultura e Amazônia” em particular.<br />
  3. 3. A tese heideggeriana do Geworfenheit como utilitária para a exploração científica da comunicação<br /> - A noção de “precariedade” como elogio do conhecimento imperfeito.<br /> - A “precariedade” do estar-no-mundo: um elogio das ciências impuras e híbridas.<br />
  4. 4. Construindo uma oposição: epistemologia / hermenêutica<br /> - As limitações do conhecimento objetivante.<br />- A necessidade de abertura para a possibilidade inerpretativa no campo da comunicação.<br />- Idem no campo da Cultura.<br />- Idem no campo “Amazônia”.<br />
  5. 5. O surgimento da Fenomenologia em Husserl<br />Husserl (1859-1938)<br />Consideração sobre 3 obras:<br />1901 – Investigações Lógicas<br />1910 – Filosofia como Ciência Rigorosa<br />1913 – Idéias sobre uma Fenomenologia Pura e Filosofia Fenomenológica<br />Tese geral: A consciência é um rio do qual não se pode banhar duas vezes nas suas águas.<br />
  6. 6. Refletindo sobre os temas de Husserl<br /> <br />Pesquisar a Teoria da Consciência e ir além.<br />Ex do Sol: Vemos o sol “nascer” todos os dias, sabemos que isso na verdade não acontece e nem toda ciência é útil para fazer com que paremos de dizer essa besteira e, o que é ainda pior: realmente ver o sl nascer.<br />Ex Musil: “Sobre o Atlântico pairava uma pressão barométrica mínima; dirigia-se para leste, rumo à pressão máxima instalada sobre a Rússia... As isotermas e ISOteras cumpriam o seu dever...”(1913).<br />Ex de Solaris, de StanislawLem.<br /> <br />Husserl não deseja explicar nem interpretar os fenômenos; ele só quer descrever o que são e o que mostram de per si. <br /> <br />De imediato, faz desaparecer a tradicional dualidade entre essência e aparência. A essência não é algo que se esconde atrás da aparência, mas é, ela própria, aparência.<br /> <br />Também destrói a tese o Ser-em-si de Hegel e da Coisa-em-si de Kant, que são não-conceitos (Unbegriff). <br />
  7. 7. 5 teses para entender a Fenomenologia<br />Tudo o que é dado à consciência é fenômeno.<br />A consciência não é um vazio que será preenchido.<br />A consciência não se separa do Ser.<br />A consciência não tem um dentro: ela é o “fora” de si mesma.<br />A consciência é, sempre, a intenção de alguma coisa.<br />Não há divisão entre eu e mundo. O Ser é um ichloss (sem-eu).<br />
  8. 8. O método: a redução fenomenológica.<br />Significa: dirigir a atenção não para o percebido, mas para o processo da percepção. <br />Ex da árvore: Olho p/ uma árvore. Percebo um índice real, mas junto com ela também percebo outras árvores que já vi, desenhos, fotografias, pinturas, outras árvores reais, a memória de algumas árvores em particular.<br />Com o exercício da redução fenomenológica, colocamos entre parênteses a chamada “percepção natural” e colocamos fora de parênteses a realidade externa.<br />É uma atenção para com os processos da consciência<br />
  9. 9. Exercícios de conclusão<br />Por tudo isso, são vazias e grosseiras as concepções de que a consciência tenta “trazer à consciência” seu próprio trabalho. <br />Merleau-Ponty: “A consciência é um fenômeno do entre: não é sujeito, nem objeto”<br />A fenomenologia reabilita os fenômenos do mundo aparente. No seu entendimento, a aparência não é um fenômeno, ou uma realidademenor. Não é uma realidade enganosa ou precária.<br />O trabalho do fenomenólogo não é o de construir um conhecimento, mas sim o de desconstruir os encobrimentos...<br />É um deixar-se-ver revelador.<br />

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