Fisiologia Muscular

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Formador - Hugo Pedrosa

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Fisiologia Muscular

  1. 1. Fisiologia Muscular<br />Hugo Pedrosa<br />
  2. 2. Fisiologia Muscular<br />Funções do Sistema Muscular<br />1 - Movimento corporal<br />A maior parte dos músculos esqueléticos liga-se a ossos, depende do <br />controlo consciente e é responsável pela maioria dos movimentos do corpo.<br />2 - Manutenção da Postura<br />Os músculos esqueléticos mantêm equilibradamenteo tónus, permitindo-nos<br />ficar de pé ou sentados confortavelmente. <br />3 – Respiração<br />Os músculos do tórax são responsáveis pelos movimentos <br />necessários à respiração.<br />
  3. 3. Fisiologia Muscular<br />Funções do Sistema Muscular<br />4 - Produção de Calor Corporal<br />Da contracção dos músculos esqueléticos resulta calor, que é <br />fundamental para a manutenção da temperatura corporal.<br />5 - Comunicação<br />Os músculos esqueléticos estão envolvidos em todos os aspectos <br />da comunicação.<br />6 - Constrição de Órgãos e Vasos<br />A contracção do músculo liso nas paredes dos órgãos internos e dos <br />vasos provoca a constrição destas estruturas. Esta constrição desloca <br />e mistura os alimentos e a água ao longo do tubo digestivo, expulsa as <br />secreções glandulares através dos canais e regula o fluxo nos vasos <br />sanguíneos.<br />
  4. 4. Fisiologia Muscular<br />Funções do Sistema Muscular<br />7 - Batimento Cardíaco<br />A contracção do músculo cardíaco bombeia o sangue para todas as partes do corpo.<br />
  5. 5. Fisiologia Muscular<br />Propriedades do Músculo<br />1 – Contractibilidade<br />Designa a capacidade que o músculo tem de se contrair, produzindo uma <br />determinada força.<br />2 – Excitabilidade<br />É a capacidade que o músculo tem para responder a um estímulo. <br />Normalmente os músculos esqueléticos contraem-se em consequência <br />da estimulação nervosa. <br />3 – Extensibilidade<br />Significa que o músculo pode ser estirado até ao seu normal comprimento <br />em repouso e, em dado grau, para lá desse comprimento.<br />
  6. 6. Fisiologia Muscular<br />Propriedades do Músculo<br />4 – Elasticidade<br />Significa que, depois de serem estirados, os músculos retornam ao seu <br />comprimento derepouso original.<br />
  7. 7. Fisiologia Muscular<br />Tipos de Tecido Muscular<br />1 - Músculo Esquelético<br />O músculo esquelético, juntamente com o tecido conjuntivo associado, <br />corresponde a cerca de 40% do peso corporale é responsável pela <br />locomoção, expressão facial, postura, movimentos respiratórios e muitos <br />outros movimentos corporais.<br />As suas funções dependem em grande parte do controlo voluntário ou <br />consciente pelo sistema nervoso somático.<br />
  8. 8. Fisiologia Muscular<br />Tipos de Tecido Muscular<br />2 – Músculo Liso<br />O músculo liso é o tipo de músculo mais difusamente distribuído pelo <br />corpo e é aquele que executa maior variedade de funções (impelir a <br />urina através das vias urinárias, misturar os alimentos no estômago <br />e intestino, dilatar e contrair a pupila, regular o fluxo de sangue nos <br />vasos sanguíneos, …).<br />
  9. 9. Fisiologia Muscular<br />Tipos de Tecido Muscular<br />3 – Músculo Cardíaco<br />O músculo cardíaco encontra-se apenas no coração e as suas <br />contracções constituem a mais importante força propulsora do <br />sangue no sistema circulatório.<br />
  10. 10. Fisiologia Muscular<br />Tipos de Tecido Muscular<br />
  11. 11. Fisiologia Muscular<br />Tipos de Tecido Muscular<br />
  12. 12. Fisiologia Muscular<br />Estrutura do Músculo Esquelético<br />
  13. 13. Fisiologia Muscular<br />Músculo Esquelético - Funções<br />1 - produção do movimento articular<br />2 - manutenção da postura<br />3 - participação na estabilidade articular<br />4 - participação em vários processos relacionados com a manutenção do <br />equilíbrio interno (p.e.: regulação térmica)<br />Conceito de origem e inserção:<br />Imagem 2 – As duas peças ósseas deslocam-se para um ponto médio<br />Imagem 3,4 – Uma peça óssea permanece estática e a outra move-se<br />ORIGEM – Ponto que permanece fixo<br />INSERÇÃO – Ponto que se desloca<br />
  14. 14. Fisiologia Muscular<br />Morfologia do ventre muscular<br />Os músculos apresentam formas diferenciadas, adequando a <br />sua morfologia às suas funções motoras e à localização no corpo.<br />Podem classificar-se em:<br />- Fusiformes<br />- Bicepetes<br />- Tricepetes<br />- Quadricípetes<br />- Digástricos<br />- Peniforme<br />- Bipeniforme<br /><ul><li>Multipeniforme</li></ul>Em qualquer um dos casos as fibras <br />dispõem-se longitudinalmente ou <br />obliquamente.<br />
  15. 15. Fisiologia Muscular<br />Coordenação intermuscular<br />Para que o movimento voluntário aconteça, não basta <br />a contracção de um músculo isolado mas sim de vários <br />músculos (ou grupos musculares). Os músculos participam <br />no movimento com funções específicas.<br />Agonistas<br />A acção é responsável pela realização do movimento.<br />Antagonistas<br />A sua acção é contrária ao movimento.<br />
  16. 16. Fisiologia Muscular<br />Coordenação intermuscular<br />Fixadores<br />Se a acção do músculo, ou grupo muscular, é a fixação <br />de locais estáveis que potenciam a acção dos agonistas <br />do movimento.<br />Neutralizadores<br />São músculos que participam <br />no movimento, anulando ou <br />reduzindo uma acção indesejável <br />do agonista.<br />
  17. 17. Fisiologia Muscular<br />Estrutura da fibra muscular esquelética<br />1 – Fibra muscular<br />Células multinucleadas adaptadas<br />ao desenvolvimento de força, com <br />uma orientação longitudinal, com<br />espessura e comprimento variável.<br />2 – Sarcolema<br />A fibra muscular é delimitada por <br />uma membrana celular, o sarcolema,<br />que apresenta características próprias <br />de excitabilidade e condutibilidade<br />
  18. 18. Fisiologia Muscular<br />Estrutura da fibra muscular esquelética<br />3 – Miofilamentos proteicos<br />Os miofilamentos contrácteis <br />estão dispostos em sequência <br />ao longo do comprimento da <br />fibra e formam estruturas <br />alongadas e cilíndricas <br />conhecidas como miofibrilhas. <br />
  19. 19. Fisiologia Muscular<br />Estrutura da fibra muscular esquelética<br />4 – Retículo Sarcoplasmático<br />Sistema especializado endomembranoso - o <br />retículo sarcoplasmático - que, juntamente <br />com estruturas especializadas do sarcolema, <br />é responsável pela associação entre a excitação <br />da fibra e o desencadear da actividade contráctil.<br />5 – Sarcossomas<br />Um terceiro componente é representado por <br />numerosas mitocôndrias, os chamados sarcossomas, <br />que, em alguns casos, podem atingir grandes <br />dimensões. A sua função está relacionada com <br />a produção metabólica de energia. <br />
  20. 20. Fisiologia Muscular<br />Miofibrilha<br />Os miofilamentos contrácteis estão dispostos em sequência ao longo <br />do comprimento da fibra e formam estruturas alongadas e cilíndricas <br />conhecidas como miofibrilhas. <br />O sarcómero é formado por um arranjo preciso de dois tipos de miofilamentoscontrácteis e por outras proteínas e filamentos de suporte, sendo limitado por uma linha de coloração mais escura, <br />designada linha-Z ou disco-Z.<br />
  21. 21. Fisiologia Muscular<br />Sarcómero<br /><ul><li> As fibras devem o seu aspecto estriado, à alternância de zonas </li></ul>claras e escuras.<br />
  22. 22. Fisiologia Muscular<br />O interior do sarcómero é formado por diferentes miofilamentos, <br />com diferente constituição proteica:<br />1 – Miofilamento fino <br />(actina)<br />2 – Miofilamento espesso/grosso <br />(miosina)<br />
  23. 23. Fisiologia Muscular<br />Contracção do Músculo Esquelético<br />A contracção muscular é acompanhada por alterações do comprimento <br />do sarcómero, explicados correntemente pelo designado mecanismo do <br />deslizamento dos miofilamentos (deslizamento dos miofilamentos finos <br />sobre os miofilamentosespessos e no sentido do centro do sarcómero.<br />
  24. 24. Fisiologia Muscular<br />Excitação da fibra muscular esquelética<br />Cada fibra muscular recebe a inervação<br />motora de um único motoneurónio alfa, <br />unindo-se a uma expansão do axónio<br />numa região da fibra muscular situada <br />geralmente a meio do seu comprimento. <br />A união entre o motoneurónio e o sarcolema<br />constitui a junção neuromuscular, <br />alternativamente designada de junção <br />mioneural ou de placa motora.<br />A excitação da fibra muscular tem início com a chegada <br />de um impulso nervoso ao terminal sináptico do motoneurónio <br />alfa, originando a libertação da acetilcolina no espaço sináptico.<br />
  25. 25. Fisiologia Muscular<br />Excitação da fibra muscular esquelética<br />
  26. 26. Fisiologia Muscular<br />O Papel desempenhado pelo Fuso Neuromuscular e o Reflexo Miotático<br />1 - O fuso neuromuscularconsiste num pequeno corpúsculo que se <br />localiza no interior do músculo, paralelamente às fibras musculares. <br />É constituído por cinco a doze pequenas fibras musculares especializadas <br /><ul><li>fibras intrafusais. Estas fibras só apresentam proteínas contrácteis nas </li></ul>extremidades, o que signifíca que só as extremidades se podem contrair.<br />A parte central das fibras intrafusais apresenta terminações sensitivas <br />que são sensíveis ao alongamento. <br />Para além da sua grande importância como sensor do grau e velocidade <br />do estiramento muscular, o fuso neuromuscular está também na base <br />de um reflexo fundamental na regulação da actividade motora - o reflexo <br />miotático.<br />Este consiste, sumariamente, na tendência para a contracção de um <br />músculo após ter sofrido um estiramento.<br />
  27. 27. Fisiologia Muscular<br />Orgão Tendinoso de Golgi e reflexo miotático inverso<br />2 - O órgão tendinoso de Golgiestá localizado no tendão, mais <br />precisamente na junção miotendinosa, apresentando-se conectado <br />com várias fibras musculares.<br />O órgão tendinoso de Golgi é estimulado pelo estiramento do tendão, <br />que é fundamentalmente consequência de contracções musculares <br />potentes. Dá origem a um reflexo cuja resposta é oposta ao reflexo <br />miotáticoe que, por isso mesmo, se designa por reflexo miotático inverso.<br />Para além da sua função protectora, o órgão tendinoso de Golgi é um <br />detector muito sensível da tensão desenvolvida em porções localizadas <br />do músculo, originando um sistema de feedback contínuo que regula a <br />tensão muscular, tal como o fuso neuromuscularregula o comprimento <br />do músculo.<br />
  28. 28. Hugo Pedrosa<br />hpedrosa_31@sapo.pt<br />

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