Discurso do Estado de Israel - Míni-ONU

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Aqui está a cópia oficial do discurso da comissão representante do Estado de Israel na Míni-ONU, cuja sessão foi realizada na OAB-MA, em São Luís, MA, no dia 1º de dezembro de 2009.

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Discurso do Estado de Israel - Míni-ONU

  1. 1. -1080135-899795<br />DISCURSO DO ESTADO DE ISRAEL, A SER PUBLICADO DURANTE A MINI ONU<br />Senhores e senhoras, bom dia!<br />Na qualidade de Primeiro-Ministro de Israel, enquadro-me numa postura de enfretamento direto de mais uma ameaça que atormenta a normalidade da Comunidade Internacional: o programa nuclear iraniano, que, embora imerso na esfera dubitável, deixa escapar fatos evidentes que denunciam seu fundo de absoluta má-fé. <br />Senhoras e senhores, a esfera dubitável desfaz-se rapidamente ao passo que descobrimos fatos e mais fatos. A começar pela máxima autoridade política do país em questão. Meses atrás, Sua Excelência Mahmoud Ahmadnejad negou o Holocausto e, com isso, seus mais profundos anseios de erradicar Israel do mapa-múndi. Entretanto, ao negar o Holocausto, negou também a morte de mais de 6 milhões de civis judeus, um terço da comunidade judia mundial da época. Pôs em xeque, também, as tatuagens que até hoje persistem nos braços dos sobreviventes dos campos de concentração e, evidentemente, reduziu à mentira a recente visita de Sua Excelência Barack Obama ao campo de extermínio de Waansee, na Alemanha, e o fardo que até hoje grande parte das famílias judias carrega por ter perdido grande contingente de parentes. Enfim, duvidou do indubitável, do que é absolutamente comprovado e facilmente comprovável. [mostrar fotografias de míseros judeus sob o domínio nazista.]<br />Como se não bastasse a lamentável afirmação, agora procura sustentar seus errôneos ideais do desenvolvimento técnico-científico, no seu mais recente programa nuclear. Senhoras e senhores, recentemente, o governo iraniano admitiu ter escondido por 18 anos um enérgico programa nuclear que o levou à obtenção do ciclo total de enriquecimento de urânio, mesmo às sombras do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares – o que nada o impede de novamente fazê-lo. E todo esse período de pesquisas nucleares à surdina foi banhado após a Revolução Islâmica, a qual, ao passo que afugentou grande parte de sua já calejada população, possibilitou a estabilização de um momento medieval na história contemporânea iraniana: decretou o fechamento do Irã ao mundo Ocidental; junto com o fanatismo, estimulou a homogeneização religiosa da população através do apoio incondicional ao islamismo xiita e do financiamento de grupos de extermínio da população islâmica sunita; feriu a Declaração Universal dos Direitos Humanos bancando grupos terroristas como o Hizbollah e o Hamas, que incessantemente tentam contra a paz, atormentando judeus e palestinos, a partir de suas bases no Líbano; e o cometimento de atrocidades como a de condenar o homossexualismo e de seriamente censurar sua imprensa como se estes fossem responsáveis pelas asneiras cometidas por seus políticos. Medidas políticas as quais vêm gerando visível descontentamento em sua população, como notado nas últimas eleições presidenciais, onde o povo, tamanha era sua insatisfação, conseguiu burlar a sufocante censura e veicular protestos em seus blogues, twitters e expor ao mundo as únicas imagens dos protestos, oriundas de telefones celulares e outros portáteis. Mas contra isso vieram justa imposições dos demais países, atordoados pelo retrocesso provocado no Irã e países circunvizinhos.<br />-1080135-5768975A luta contra o fanatismo não confronta uma fé contra outra fé, nem uma civilização contra outra civilização. Confronta a civilização contra a barbárie, o século 21 contra o século 9, aqueles que santificam a vida contra aqueles que glorificam a morte.<br />O primitivismo do século 9 não deve ser páreo com o progresso do século 21. O fascínio da liberdade, o poder da tecnologia, o alcance das comunicações deve certamente ganhar o conforto. Em última análise, o passado não pode triunfar sobre o futuro. E o futuro oferece a todas as nações magníficos e promissores bônus de esperança. O ritmo de progresso cresce de forma exponencial.<br />Levamos séculos para chegar da imprensa ao telefone, décadas para começar a chegar do telefone ao computador pessoal, e apenas alguns anos para chegar do computador pessoal à Internet.<br />-1070610-899795Estou orgulhoso de meu país, Israel, estar na vanguarda destes avanços — liderando nas inovações na ciência e na tecnologia, na medicina e na biologia, na agricultura e na água, na energia e no meio ambiente. Essas inovações no mundo todo oferecem à humanidade um futuro ensolarado inimaginavelmente promissor.<br />Mas não é só grande parte da população iraniana que fica desgostosa com seus políticos; nós, israelenses, junto aos egípcios, jordanianos, norte-americanos e, como esperamos, russos, chineses, franceses e brasileiros, também ficamos indignados com a atual situação do Irã. <br />Mas, se o fanatismo mais primitivo puder adquirir as armas mais mortíferas, a marcha da história poderá ser revertida, por algum tempo. E, como a vitória tardia sobre os nazistas, as forças do progresso e da liberdade prevalecerão somente após um ônus terrível de sangue e do destino que será extraído da humanidade. É por isso que a maior ameaça que o mundo enfrenta hoje é o casamento entre o fanatismo religioso e as armas de destruição em massa. O desafio mais urgente para este órgão é impedir que os tiranos de Teerã obtenham armas nucleares. Será que os Estados-Membros das Nações Unidas estão a altura deste desafio Será que a Comunidade Internacional irá enfrentar um despotismo que aterroriza o seu próprio povo quando ele bravamente luta pela liberdade? Será que vai tomar medidas contra os ditadores que roubaram uma eleição, em plena luz do dia, e mataram a tiros os manifestantes iranianos que morreram nas ruas asfixiados no seu próprio sangue? Será que a comunidade internacional desbaratará os mais perniciosos patrocinadores e praticantes de terrorismo do mundo? Acima de tudo, será que a comunidade internacional vai fazer com que o regime terrorista do Irã pare de desenvolver armas atômicas, pondo em perigo a paz do mundo inteiro?<br />É evidente a má-fé iraniana no desenvolvimento de armas atômicas: há muito tempo já adquiriram estoques e estruturas tão alarmantes que primariamente anulam qualquer possibilidade de fornecimento de energia nuclear para a população civil; e já partem pro armazenamento desta, levando à confecção de armamento nuclear. Sustentar que o seu programa nuclear é uma tática de auto-defesa ao suposto programa nuclear de Israel também não é são: o Ministério de Defesa jamais confirmou a existência de arsenal nuclear nas tropas israelense. Que se tome mais juízo em vez disso.<br />-1080135-2025015Esperamos assim que os mais honrados representantes de seus países votem pela cassação do programa nuclear iraniano, pois assim o fazendo estarão sendo justo com todos nós, cidadãos que querem um mundo repleto de ordem, progresso e paz – queremos paz: é o lema do povo judeu e significado do termo “Jerusalém”, e não de atentados, intifadas e farsas.<br />Lembrem-se da célebre frase do Pirkei Avot: “Quem pratica uma boa ação, conquista um defensor; quem comete uma má acção, arranja um acusador.”<br />Muito obrigado, meu caros. <br />

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